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Fluvia Lacerda:“A sociedade está perpetuando uma mulher paranoica com a aparência"


Aos 32 anos, a modelo Fluvia Lacerda é considerada precursora do segmento “plus size” no Brasil. Descoberta quando adolescente em um ônibus nos Estados Unidos, onde trabalhava como babá, Fluvia descreve que se tornar uma modelo famosa foi uma ‘mudança drástica de vida’.
Hoje em dia, agenciada pela Ford Models nos EUA e com ensaios fotográficos para revistas como a Vogue Itália no currículo, ela revela que seu trabalho vai muito além de modelar, Fluvia afirma que abraça uma causa.
“Nunca achei que a minha carreira iria tomar a proporção que tomou. Mas considero minha profissão não como uma questão de vaidade ou de querer ser uma estrela. Eu abraço essa causa (a do segmento plus size) como minha, porque eu sempre tive esse tipo físico. A geração de hoje em dia é quem está levantando essa bandeira plus size, é a turma com quem eu estou navegando junto. Estamos fazendo um bom trabalho e buscando reconhecimento”.
Ao ser questionada se sofreu preconceito em algum momento da sua vida, Fluvia destaca a vinda para o Brasil quando ainda era reconhecida apenas internacionalmente.
“Quando eu trouxe o meu trabalho para o país, eu já tinha uma carreira estabelecida lá fora e resolvi divulgar o meu trabalho no Brasil, o que foi muito difícil. As pessoas diziam que o “plus size” não existia aqui, que ninguém nunca iria fazer roupa nesse segmento e que nem sequer existia mercado para isso”, conta.
Ela ilustra a época com um imprevisto que a deixou sem ter o vestir: “Era tão claro que o país não estava dando a devida atenção para a moda “plus size” que quando cheguei ao Brasil aconteceu um imprevisto: eu perdi a minha mala e acabei não tendo o que vestir. Tive que usar por três dias roupa de ginástica da minha irmã, que é magrinha. Nesse momento eu pensei: ‘Como é que quem veste o meu manequim se vira no Brasil?’”.
Fluvia se sente responsável pelo espaço que o segmento GG tem atualmente no Brasil: “Tive perseverança de ir atrás e mostrar que havia sim um mercado, existia uma parcela da população que era completamente ignorada e existiam muitas gordinhas consumidoras em portencial. Há sete anos, desde que comecei a levantar essa bandeira, o mercado deu uma explosão muito boa”.
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