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Bissexualidade: a seriedade dos [in]decisos

A Novidade em que boa parte da população LGTT e hétero, enfim, a população existente no mundo não leva os bissexuais a sério, não há. Para a maioria das pessoas é simplesmente aquela fase que ninguém sabe muito o que quer, se entrega a experimentações, atira para todos os lados e, um dia, quem sabe, descobre se é hétero ou homoafetivo. A sociedade tem essa mania de querer etiquetar e determinar um lugar para tudo, pobres aqueles que não são isso ou aquilo.

Vivemos numa sociedade taxativa, que divide tudo, você é isso porque não gosta daquilo e não é aquilo porque deixa de gostar disso. Não, você não pode gostar disso ou daquilo ao mesmo tempo ou simplesmente gostar dos dois, porque, bom, alguém saiu por ai determinando que certas coisas são excludentes e tudo que não se encaixa dentro disso é  em cima do muro ou se tornar sujeito oculto de uma escolha. A partir dai as pessoas começam a tratar o bissexual como o eterno imaturo que não sabe o que quer.
A questão é que a sociedade precisa de uma vez por todas parar de colocar os bissexuais na cadeira dos sem lugar, é um ponto da sexualidade tão válido quanto ser isso ou aquilo. Não é um meio termo, não é um não se encaixar ou querer sair fora de se assumir. Ser bissexual não é uma questão de ser sujeito oculto, isso aí é outra coisa.

A partir do momento que sofremos opressões diárias da sociedade, acredito que temos uma obrigação maior de não repassar picuinhas, preconceitos, esteriótipos bestas e mal colocados; relacionados a sexualidade ou não.  Parece mais fácil separar tudo por nome, fica muito prático de se direcionar, saber por onde ir; mas, infelizmente, de tanto separar a gente esquecer daquilo que é saber conviver com as diferenças.  É ridículo, sabia? Você que é gay e deseja ter plenos direitos dentro da sociedade dizer que é melhor que alguém porque só pega homem ou só pega mulher.

Diariamente, diante de toda essa necessidade de ser isso ou aquilo, nos prendemos a novos padrões, iguais ou, as vezes, piores que aqueles que tanto criticamos. É aí que olhamos torto para o bissexual, inferiorizamos aqueles que não estão dentro do padrão que criamos como bonitinho, desdenhamos as caminhoneiras e ridicularizamos as bichas bate cabelo. É ai que devermos parar e pensar o quanto somos tão moderninhos e tão conservadores dentro de nossa modernidade.


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