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Bondage & Fetiches: Vergonha


Se para um fetichista existem barreiras não tenho a menor dúvida em afirmar que a primeira a ser vencida é a vergonha. E o primeiro passo para isso é começar a assumir os próprios sentimentos.
Ninguém duvida que admitir ser fetichista, ter prazer por coisas estranhas perante a sociedade é um estágio elevado, mas se o fetichista puder começar a conviver com seus próprios desejos já é uma vitória.
Saber que o prazer é diferente, pensar no sexo de uma maneira pouco convencional, pequenos detalhes que fazem de nós capítulos a parte da vida. Não que nosso tesão esteja acima do bem e do mal, apenas gostamos de alguma coisa que para muitos passa despercebido.
Por muito tempo convivi com a vergonha diante do meu nariz, hoje ando com ela no bolso e sem o menor constrangimento assumo o que gosto de forma direta, só me resguardo o direito de não comentar minha vida pessoal a quem não me interessa ou não esteja ligado a ela.
Simples, assim como o sujeito que gosta de olhar a bunda das mulheres na rua e conta aos amigos numa mesa de bar, mas evita falar nisso no ambiente de trabalho. Porém, assim como ele uns trezentos gostam da mesma coisa e não acham nada demais, mas vá lá que eu diga que gosto de mulher amarrada? Risadas, deboches, espanto, seriam algumas das reações das pessoas a minha volta. Mas a vida me ensinou a dar uma resposta à altura e a esses devo solenemente dizer: FODAM-SE!
Claro que nem sempre foi assim e já contei muita história verdadeira aqui nas muitas páginas desse blog, onde tive que lutar comigo mesmo pra mandar a vergonha pro inferno.
Só que o tempo me fez perceber que a vida é muita curta pra brincar de esconde-esconde e cada vez que me continha perdia uma baita chance de ser feliz.
Outro dia saí daqui da empresa tarde, eram umas dez da noite. Na companhia da Nefer que veio me fazer uma visita, passamos pelos arredores da Lapa que fica aqui perto e na calçada tinha um monte de travestis ganhando o pão de cada dia, e no meio da “turma” havia um em especial que fez um trabalho no Estúdio da Fetixe com quem minha amiga Mistress precisava falar para dar um recado. Alguém acha que tive alguma vergonha de parar o carro pra falar com o travesti? Mas se alguém que conhece meu carro passasse e me visse parado ali?
Juro que não repito a palavra horrorosa de alguns parágrafos atrás, mas a expressão vale pra essa galera também, até porque a Nefer assim como eu não estava nem aí pra nada e pra ninguém, portanto só tem vergonha quem deseja ter.

Há dias atrás quando postei a matéria para a seleção de meninas gordinhas, uma leitora chamada Elvira me falou nos comentários que se sente envergonhada por conta de utilizar lingerie numa transa. Por não ter as medidas de miss, se diz constrangida na hora H.
Elvira, a mulher é gorda por excesso de gostosura e a lingerie vai lhe cair muito bem se você a olhar com bons olhos, principalmente tendo a consciência de que a pessoa que deitou contigo está interessada em você, e não importa o resto. Tudo que você colocar para apimentar a transa só vai contribuir e te garanto que ele vai gostar cada vez mais.
Coloque varias lingeries e aproveite para experimentar umas cordinhas de vez em quando, porque além de não fazer mal nenhum você já tem certa base sendo leitora aqui do blog.
Vergonha não dá em poste e nem em parede, mas só chega perto se agente quiser, caso contrário ela passa e ninguém se dá conta.
Experimente começar através do teclado em conversas de computador, participando de grupos e, principalmente, freqüentando festas do meio. Garanto que a convivência com outras pessoas vai gerar um amadurecimento capaz de criar a segurança necessária para driblar esse problema.
Depois passe a receita diante.
"Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles”. (Henry David Thoreau)
Habite-os! 
 

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