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Hostess transexual Bianca Exótica, ganha RG feminino na Justiça

Bianca Exótica, hostess transexual emblemática da noite paulistana, conseguiu na Justiça o direito de mudar seus registros civis e orgulha-se do novo nome: Bianca Soares. “Procurei a OAB de Barueri, onde moro, e me indicaram um advogado. Tive que comprovar que vivo como mulher 24 horas. Aí fui ao cartório e mudei minha certidão de nascimento e outros documentos. Só gastei R$ 250, mas tem gente que tem que desembolsar uns R$ 6 mil”, diz ela, em tom de alerta. Bianca nasceu Edson Soares há 37 anos e, além de dar expediente na porta das boates mais badaladas da capital paulista, é professora de inglês há 20 anos. Costuma ser chamada de ‘teacher’ pelos alunos. “A melhor coisa do mundo é você se adequar ao seu gênero. Já sou Bianca para minha família, meus alunos e amigos e não preciso que uma pessoa estranha me chame em voz alta com o nome masculino para me ridicularizar. É como nascer de novo”, afirma.
O sobrenome de guerra surgiu na década de 90, quando as amigas trans brincavam sobre qual alcunha usar. “Escolhíamos entre as atrizes da TV Globo e eu achava o nome Bianca Byington lindo, daí comecei a ficar famosa e tive que mudar para Exótica”, afirma ela, que ainda não fez a cirurgia de mudança de sexo. “Vou fazer, mas estou indo por partes. Tenho noção que não sou uma mulher e nem um homem. A pessoa não pode levar em consideração meu gênero, mas sim meu caráter, minha índole”, diz ela, filosofando sobre as atuais discussões tão em voga no país. “Antes de Marcos Feliciano, Joelma e Daniela Mercury eu já lutava pela causa sem fazer estardalhaço”. Ela quer se casar, mas reclama do preconceito: “Se um homem me acha bonita, não chega em mim como chegaria numa mulher, mas o faz vulgarmente. Quem me vê na rua pensa que sou cabeleireira ou prostituta e isso é ainda um estereótipo pesado. Tem que acabar!”.


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