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Uso de silicone industrial pode ter matado travesti de 15 anos

Um travesti de 15 anos morreu na noite de terça-feira (10) em Ribeirão Preto (SP) com suspeita de complicações causadas pela aplicação de silicone industrial nas nádegas. A vítima, que era de São Paulo (SP), foi socorrida por amigos e levada até a Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) do bairro Quintino Facci II, mas segundo a Secretaria Municipal de Saúde, já chegou sem vida ao local.
Segundo os amigos que socorreram a vítima, o adolescente estava há quatro meses em Ribeirão Preto e mantinha um relacionamento amoroso com um rapaz. Familiares do namorado afirmaram que desconheciam o fato do adolescente ser um travesti. A Polícia Civil informou que vai aguardar o laudo com as causas da morte para dar prosseguimento às investigações. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). A família do jovem não quis comentar o assunto.
O adolescente começou a passar mal em uma casa na Rua Rui Barbosa, no Centro de Ribeirão Preto, onde estava com amigos. Uma testemunha, amiga da vítima, informou à Polícia Militar que ele havia retornado de São Paulo há dois dias, e que ele tinha feito uma aplicação de silicone industrial nas nádegas.
Um dos amigos – que preferiu não se identificar – disse ao G1 que ajudou a socorrer o travesti, e que ele passou mal no início da noite e foi levado para a unidade de saúde. “Vi que ele estava ruim e que precisava de receber alguma ajuda. Infelizmente, ele não conseguiu ser reanimado e veio a falecer”, contou.
Segundo a assessoria da Secretaria Municipal da Saúde, o adolescente foi atendido por um médico plantonista que constatou que ele já havia chegado morto à unidade de saúde do bairro Quintino Facci II. O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para que a causa da morte seja identificada. A Polícia Militar foi chamada e registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.
Namoro
De acordo com os amigos da vítima, o adolescente namorava há quatro meses com um rapaz de Ribeirão Preto. A assistente administrativa Taline Jesus Santos, de 20 anos, irmã do namorado, confirmou o relacionamento, mas afirmou que a família desconhecia o fato dele ser um travesti. “Nem eu, nem a minha mãe, nem o meu pai. Ninguém sabia que ela era travesti. Acho que só o meu irmão sabia. Ela parecia muito com uma mulher. Ela sempre foi muito feminina”, disse Taline.
Segundo a assistente, a família ficou sabendo da identidade do jovem apenas na terça-feira, quando recebeu a notícia da morte.  “Eu liguei para a mãe dela, mas a mãe só respondia sobre ele. Aí eu pensei que ela poderia ser ele, ser um travesti. Aí eu perguntei e ela falou o nome dele, o nome masculino. A gente nem desconfiava. Também pensava que ela tinha 17 anos, mas a mãe dela disse que ela tinha 15 anos”, conclui.
G1 tentou falar por telefone com a mãe da vítima, mas um homem que se identificou como padrasto do adolescente disse que a mulher estava muito abalada com a morte do filho e que ninguém comentaria o assunto.
O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, informou que a polícia só dará continuidade ao caso após a entrega do laudo sobre a causa da morte. “Temos que esperar o laudo do IML para ver se o silicone, de fato, foi a causa da morte dele. Só após o laudo ficar pronto é que sabemos se isso será investigado em Ribeirão ou em São Paulo, onde supostamente esse rapaz teria injetado o produto nas nádegas”, diz Castro. O laudo deve ficar pronto em 20 dias.

Do G1 Ribeirão e Franca - Via Visão Regional







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