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CONGO: Ativista LGBT é detido e alvo de tortura com apoio da polícia

Tudo começou por um telefonema de pedido de ajuda, e terminou numa prisão injusta e repleta de violência.

Joseph Saidi de 26 anos (foto), é o fundador da associação “Rainbow Sunrise Mapambazuko”, respondeu a uma chamada telefónica de pedido de ajuda, de alguém que alegadamente teria sofrido uma violação, chegado ao local do suposto encontro não apareceu ninguém.

Saidi decide então ficar a dormir no hotel antes de regressar, às cinco da manhã a policia invadiu o seu quarto acusando-o de umas quantas situações entre as quais a da promoção da homossexualidade, bem como sendo fundador de uma associação LGBT, e por isso Saidi foi detido ficando em prisão quatro dias.

Este comportamento da polícia seria por si só violento mas aquilo que Saidi denunciou é que faz a sua detenção ser de fato notícia. Nestes quatro dias Saidi foi além de espancado pela polícia e pelos outros detidos, foi também violado com paus pelos restantes reclusos, tendo os policias como espectadores que nada fizeram para impedir.

Saidi saiu quatro dias depois de ter de sido detido, graças ao esforço dos seus amigos que reuniram a fiança no valor de 300 euros. Mas um dos seus amigos, Jérémie Safari, foi igualmente detido quando pagou a fiança por alegadamente ter injuriado um dos policiais e sofreu durante 24 horas as mesmas atrocidades que Saidi havia sofrido em quatro dias.

O governo congolês tem recebido pressões no sentido de haver uma investigação do caso, de indemnizar as vítimas e prender os infractores. A resposta do governo tem sido o silêncio.

A homossexualidade no Congo não é efectivamente punida por lei mas é reprovada pela sociedade, e são conhecidos diversos ataques homofóbicos, alguns fatais.

A situação das pessoas LGBT quer no Congo quer nos países em volta é muito difícil, a lei de "escândalo público" pode ser usada para deter pessoas que apenas expressem quaisquer amostra de homossexualidade. 

Do Portugal Gay

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