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Transexual diz que faltam políticas públicas para o gênero no DF

O transexual Marcelo Caetano, de 23 anos, diz que faltam políticas públicas específicas para travestis e transexuais no DF. Ele valoriza a existência do Nudin (Núcleo de Atendimento Especializado às Pessoas em Situação de Discriminação Sexual, Religiosa e Racial), mas afirma que o serviço ainda é precário.  
— Faltam recursos e há poucos profissionais. Eles lidam com uma série de temáticas muito grande, trabalham com povos indígenas, população negra, com pobres. Muita coisa junto e não dão conta de lidar com as especificidades das pessoas.   
Segundo ele, é necessário investir em políticas públicas de saúde e educação.   
— Educação é uma questão muito importante para as pessoas trans: como permanecer no espaço altamente violento e preconceituoso que é o escolar? Então hoje no DF a gente tem algumas iniciativas, mas que não são satisfatórias porque a situação é muito precarizada.  

De acordo com o coordenador da diversidade sexual da Sejus (Secretaria de Justiça), Sérgio Nascimento, o Nudin, que fica no antigo Touring Club, perto da Rodoviária do Plano Piloto, faz o atendimento psicossocial das pessoas que são vítimas de preconceito e que possam ser enquadradas dentro de algum programa social do governo de modo geral.  
Outra iniciativa do GDF (Governo do Distrito Federal) citada por ele é Pró-vítima (Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência), da Sejus, que também é um programa aberto a população.   
Segundo ele, algumas secretarias do GDF têm portarias que regulamentam o uso do nome social de travestis de transexuais.   
— Nas escolas públicas, existe uma portaria que permite que travestis e transexuais, com mais de 18 anos, usem seus nomes sociais.  
Nascimento afirmou ainda que dentro da Secretaria de Educação existem resoluções para que travestis e mulheres transexuais usem o banheiro feminino nas escolas públicas.   
— Há todo um debate realizado na escola, um trabalho desenvolvido contra o preconceito. Para que a escola adote a utilização do nome social e o uso do banheiro específico.   
Ele disse ainda que na Sejus, Sedest (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda) e Secretaria da Mulher, travestis e transexuais também podem usar os nomes sociais. Mas reconhece que faltam ações específicas para essa população.  
— Nós ainda não temos políticas públicas voltadas especificamente para travestis e transexuais. Nossa coordenação é nova e trabalha com as outras subsecretarias.

Do R7

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