Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

O quebra-cabeça evolutivo da homossexualidade

 
 
Nas últimas duas décadas, dezenas de artigos científicos sobre as origens biológicas da homossexualidade foram publicados – um deles, divulgado na semana passada, reacendeu a polêmica sobre o assunto. Mas como esta constatação se encaixa na teoria de seleção natural de Charles Darwin?
 
Na música Same Love, que se tornou um hino não-oficial de apoio ao casamento gay nos Estados Unidos, a dupla Macklemore e Ryan Lewis, vencedores do prêmio Grammy de Melhor Artista Revelação na última edição do prêmio musical, ironiza quem diz acreditar que a homossexualidade é fruto de uma "escolha".
 
A opinião científica parece estar do lado deles. Desde o início da década de 90, pesquisadores vêm mostrando que a homossexualidade é mais comum em irmãos e parentes da mesma linhagem materna.
 
Segundo esses cientistas, isso se deve a um fator genético. Também relevantes – apesar de ainda não amplamente comprovadas – são as pesquisas que identificam diferenças fisiológicas nos cérebros de heterossexuais e de gays, assim como os estudos que afirmam que o comportamento homossexual também está presente em animais.
 
Mas, como gays e lésbicas têm normalmente menos filhos biológicos do que os heterossexuais, uma questão continua intrigando pesquisadores de todo o mundo.
 
"Se a homossexualidade masculina, por exemplo, é um traço genético, como teria perdurado ao longo do tempo se os indíviduos que carregam 'esses genes' não se reproduzem?", indaga o pesquisador Paul Vasey, da Universidade de Lethbridge, no Canadá.
 
"Trata-se de um paradoxo do ponto de vista evolucionário."
 
Muitas das teorias envolvem pesquisas realizadas sobre a homossexualidade masculina. A evolução do lesbianismo permanece muito pouco estudada. Ela pode ser semelhante ou muito diferente.
 
Os cientistas ainda não sabem a resposta para esse quebra-cabeça darwinista, mas há muitas teorias em jogo e é possível que diferentes mecanismos atuem em cada pessoa.
 
Conheça algumas das principais teorias a respeito do assunto:
 
Genes que definem a homossexualidade também ajudam na reprodução
 
O alelo – um grupo de genes - que às vezes influencia a orientação homossexual também pode trazer vantagens reprodutivas. Isso compensaria a falta de reprodução da população gay e asseguraria a continuação dessa característica, uma vez que não-homossexuais também poderiam herdar esses genes e transmiti-los a seus descendentes.
 
Há duas ou mais maneiras pelas quais esta transmissão dos genes pode acontecer. Uma possibilidade é que este grupo de genes crie um traço psicológico que torne os homens heterossexuais mais atraentes para mulheres, ou as mulheres heterossexuais mais atraentes para os homens.
 
"Sabemos que as mulheres tendem a gostar de traços e comportamentos mais femininos nos homens e isso pode estar associado com coisas como o talento para ser pai e a empatia", diz Qazi Rahman, coautor do livro Born Gay; The Psychobiology of Sex Orientation ("Nascido Gay, A Psicobiologia da Orientação Sexual", em tradução livre).
 
De acordo com essa teoria, uma quantidade pequena desses alelos aumentaria as chances de sucesso reprodutivo do portador desses genes, porque o torna atraente para o sexo oposto.
 
De vez em quando, um membro da família recebe uma "porção" maior destes genes, que se reflete na sua orientação sexual. Mas porque este alelo traz vantagens reprodutivas, ele permanece no DNA humano através das gerações.
 
Gays seriam 'ajudantes no ninho'
 
Alguns pesquisadores acreditam que, para entender a evolução dos homossexuais, é preciso observar qual é o papel que os gays têm nas sociedades humanas.
 
A pesquisa de Paul Vasey em Samoa, na Polinésia, baseou-se na teoria da seleção de parentesco ou hipótese do "ajudante no ninho".
 
A ideia é que os homossexuais compensariam a falta de filhos ao promover a aptidão reprodutiva de irmãos e irmãs, contribuindo financeiramente ou cuidando dos sobrinhos. Partes do código genético de um gay são compartilhadas com sobrinhas e sobrinhos e, segundo a teoria, os genes que determinam a orientação sexual também podem ser transmitidos.
 
Vasey ainda não mediu o quanto que ser homossexual aumenta a taxa de reprodução dos irmãos, mas comprovou que em Samoa, homens gays passam mais tempo fazendo "atividades de tio" do que homens heterossexuais.
 
"Ninguém ficou mais surpreso que eu", disse Vasey sobre suas descobertas. Seu laboratório já havia comprovado que homens gays no Japão não eram mais atenciosos ou generosos com seus sobrinhos e sobrinhas do que homens e mulheres heterossexuais sem filhos. O mesmo resultado foi encontrado na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e no Canadá.
 
Vasey acredita que o resultado em Samoa foi diferente porque os homens que ele estudou lá eram diferentes. Ele pesquisou os fa'afafine, que se identificam como um terceiro gênero, vestindo-se como mulheres e tendo relações sexuais com homens que se consideram heterossexuais. Os fa'afafine são parte de um grupo transgênero e não gostam de ser chamados de gays nem de homossexuais.
 
O pesquisador especulam que parte da razão pela qual os fa'afafine são mais atenciosos com seus sobrinhos e sobrinhas é sua aceitação na cultura de Samoa, em comparação com os gays no Ocidente e no Japão. A lógica é a de que gays que são rejeitados tendem a ajudar menos os familiares a criarem seus filhos.
 
Mas ele também acredita que há alguma coisa no estilo de vida dos fa'afafine que os torna mais propensos a serem carinhosos com seus sobrinhos e sobrinhas. E especula que encontrará resultados semelhantes em outros grupos de "terceiro gênero" ao redor do mundo.
 
Se isso for comprovado, a teoria do "ajudante no ninho" pode explicar em parte como um traço genético da atração pelo mesmo sexo não foi excluído dos humanos ao longo da evolução.
 
Mesmo com uma menor capacidade de se reproduzir, homossexuais que se identificam como um "terceiro gênero" ajudariam a aumentar a capacidade reprodutiva de seus parentes heterossexuais, ao assumirem cuidados com as crianças.
 
Homossexuais também têm filhos
 
Nos Estados Unidos, cerca de 37% da população lésbica, gay, bissexual e transsexual têm filhos, 60% dos quais são biológicos. De acordo com o Instituto Williams, casais gays com filhos têm, em média, dois.
 
Estes números podem não ser altos o suficiente para sustentar que traços genéticos específicos ao grupo sejam passados adiante, mas o biólogo evolucionista Jeremy Yoder lembra que durante boa parte da história moderna, pessoas gays não viveram vidas abertamente homossexuais.
 
Obrigadas pela sociedade a casarem e terem filhos, suas taxas reprodutivas devem ter sido mais altas do que são hoje. Medir a quantidade de gays que têm filhos também depende de como você define "ser gay". Muitos dos homens heterossexuais que têm relações sexuais com os fa'afafine em Samoa casam-se com mulheres e têm filhos.
 
"A categoria da atração pelo mesmo sexo se torna muito difusa quando temos uma perspectiva multicultural", diz Joan Roughgarden, um biólogo evolucionista na Universidade do Havaí.
 
No Ocidente há indícios de que muitas pessoas passam por uma fase de atividade homossexual, mesmo que sejam principalmente heterossexuais.
 
Isso tornaria mais complicado afirmar que somente pais que levam uma vida homossexual poderiam passar "genes gays" adiante.
 
Nos anos 1940, o pesquisador de sexo americano Alfred Kinsey descobriu que apenas 4% dos homens brancos eram exclusivamente gays após a adolescência, mas 10% dos homens tiveram um período de atividade gay de 3 anos e 37% tiveram relações com alguém do mesmo sexo em algum momento de suas vidas.
 
Uma pesquisa nacional de atitudes em relação ao sexo feita na Grã-Bretanha em 2013 apresentou número mais baixos. Cerca de 16% das mulheres disseram ter tido alguma experiência sexual com outra mulher (8% tiveram contato genital) e 7% dos homens disseram ter tido alguma experiência sexual com um homem (5% tiveram contato genital).
 
Mas a maior parte dos cientistas pesquisando a evolução gay estão mais interessados na existência de um padrão de desejo interno contínuo. Identificar-se como gay ou heterossexual não é tão importante, nem ter relações homossexuais com maior ou menor frequência. "A identidade sexual e os comportamentos sexuais não são boas medidas da orientação sexual. Os sentimentos sexuais, sim", diz Paul Vasey.
 
Nem tudo está no DNA
 
Qazi Rahmandiz afirma que grupos de genes que determinam a atração pelo mesmo sexo só explicam parte da variedade da sexualidade humana.
 
Outros fatores biológicos que variam naturalmente também interferem. Um em cada sete homens, por exemplo, devem sua sexualidade ao "Efeito Big Brother": observou-se que garotos com irmãos mais velhos têm maiores chances de serem gays - cada irmão mais velho aumentaria as chances de homossexualidade em cerca de um terço.
 
Ainda não se sabe o porquê, mas uma teoria é a de que a cada gravidez de um bebê do sexo masculino, o corpo da mulher desenvolve uma reação imunológica a proteínas que tem um papel no desenvolvimento do cérebro masculino.
 
Como isto só interfere de alguma forma no bebê depois que muitos irmãos já nasceram - a maioria dos quais serão heterossexuais e terão filhos - esta peculiaridade pré-natal não foi descartada pela evolução.
 
A exposição a níveis incomuns de hormônios antes do nascimento também pode afetar a sexualidade. Por exemplo, fetos de fêmeas expostos a altos níveis de testosterona antes do nascimento demonstram altos índices de lesbianismo depois.
 
Estudos mostram que mulheres lésbicas e homens "machões" tem uma diferença no comprimento dos dedos indicador e anular - que demonstra a exposição pré-natal à testosterona. Em lésbicas "femininas" esta diferença é muito menor.
 
Os gêmeos idênticos também provocam questionamentos. Pesquisas descobriram que se um gêmeo é gay, há cerca de 20% de chance de que seu gêmeo idêntico tenha a mesma orientação sexual. Apesar de a probabilidade ser maior do que o normal, ainda é pequena considerando que os dois tem o mesmo código genético.
 
William Rice, da Universidade da Califórnia Santa Barbara, diz que pode ser possível explicar isso olhando não para nosso código genético, mas para o modo como ele é processado. Rice e seus colegas se referem ao campo emergente da epigenética, que estuda como partes do nosso DNA são "ligadas" ou "desligadas".
 
Para Qazi Rahman, é a mídia que simplifica excessivamente as teorias genéticas da sexualidade, com suas reportagens sobre a descoberta do "gene gay". Ele acredita que a sexualidade envolve dezenas ou centenas de grupos de genes que provavelmente levaremos décadas até descobrir.

Publicado pela BBC Brasil - Por William Kremer - Via Homorealidade
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UNIMED perde processo após transexual ter consulta com ginecologista negada

A transexual Adriana ganhou uma indenização após uma ação movida na Justiça por ter tido negada uma consulta com uma ginecologista no Pará. Ela fez a cirurgia de mudança de sexo em 2008 e procurou um médico depois que passou a ter problemas com hormônios.
Ela foi atendida uma vez pela especialista, mas o convênio não pagou pela consulta, por isso a profissional recusou a atendê-la novamente.
Adriana, desde então, movia um processo. A Justiça estipulou o valor de R$ 16 mil. Segundo a sentença, o plano de saúde não poderia barrar o atendimento, mas sim o médico decidir que procedimento realizar com a paciente.
Em nota, o plano de saúde disse que a consulta foi negada porque Adriana ainda estava com nome masculino no documento e foi apenas um erro de sistema. A empresa disse ainda que não vai recorrer da decisão e vai pagar o valor estipulado pela Justiça.


Do R7

A estudante universitária Adriana Lopes conseguiu na Justiça do Pará o direito a indenização contra a Unimed, que se negou a oferecer tratamento hormonal a cliente, que é transexual, em Belém. A Unimed disse que aceitou o acordo e irá fazer o pagamento.
Adriana conta que contratou a Unimed especificamente para fazer tratamento hormonal, mas o processo foi interrompido porque o plano negou autorização para consulta especializada em ginecologia. A estudante de direito se sentiu prejudicada como consumidora e denunciou o caso à Agência Nacional de Saúde (ANS). Em seguida, buscou apoio na Defensoria Pública do Estado, que ingressou com a ação e durante cinco anos acompanhou o caso.

A juíza Marisa Belini de Oliveira, da 3ª Vara do Juizado Especial Cível de Belém, deu sentença favorável à transexual no dia 4 de fevereiro, e estipulou a indenização por danos morais no valor de R$ 16 mil, corrigidos monetariamente pelo INPC, e acrescidos de juros moratórios simples de 1% ao mês. A decisão em segundo grau foi mantida pela magistrada Haila Haase de Miranda.
“Esta vitória na Justiça me deu certeza de que estou certa, de que o trato deve ser humanizado. Se você está pagando, o plano de saúde tem que estender tapete vermelho”, defende Adriana.
Sentença
A indenização por danos morais foi fixada, de acordo com a decisão, para compensar a vítima pelo transtorno já que, no entendimento da juíza, o dano moral se configurou pela negativa do plano em autorizar o atendimento previsto em contrato ao beneficiário, uma vez que o plano de saúde confirmou que a especialidade seria para atendimento exclusivo de pessoas do sexo feminino. A justificativa foi entendida como “um atentado ao princípio da dignidade humana”, pois quem paga um plano de saúde “tem direito a fazer uso do serviço contratado, não cabendo à operadora se imiscuir no atendimento do médico e paciente” - ou seja, quem deve definir se o tratamento é adequado ou não é o próprio médico.

O defensor Arnoldo Péres, coordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor, informou que, embora a ginecologia seja uma especialidade da Medicina que cuida da saúde da mulher, cuida também de aspectos relativos à reprodução humana e tratamentos hormonais que podem abranger tanto o gênero feminino quanto o masculino.
“Logo, não era lícito ao plano de saúde restringir o acesso da paciente à médica com a qual já havia iniciado tratamento, sob o fundamento de que a especialidade atendia apenas pessoas do sexo feminino, pois a primeira consulta e a prescrição de medicamentos pela ginecologista já indicou exatamente o contrário”, explicou.
De acordo com o defensor, caberia somente ao médico a decisão de atender ou não a paciente transexual para indicar uma melhor forma de tratamento e atendimento ou até indicar outro especialista. “A paciente cumpriu a sua parte do contrato com os pagamentos em dia, mas como titular do plano não conseguiu usufruir da cobertura contratada”, esclareceu.

Segundo a Unimed, a empresa procura fazer o atendimento humanizado e, em casos como este, basta que o paciente apresente a carteira de identidade social, com o nome feminino, para que o atendimento seja autorizado.
 
Do G1
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‘Você se casaria com uma travesti?’


Ela me disse ao telefone como era incrível ter me conhecido, a pessoa maravilhosa que eu era, e o quanto me adorava.
“É, tá bom”, disse eu, rindo. “Mas casar comigo você não quer, né?”
Foi apenas uma brincadeira minha, e a resposta foi um longo silêncio. Agora pensando nisso, eu pergunto a você, leitor, até que ponto é verdadeiramente a pessoa que importa para você.
Homem ou mulher, se você realmente encontrasse uma pessoa incrível em sua vida, mas para estar com ela você tivesse que enfrentar o mundo todos os dias, o que você faria?
Ir a um restaurante, ao cinema, ou até mesmo um mero passeio no parque comigo não é algo simples. As pessoas olham, observam, estranham e julgam o tempo todo.
Eu ignoro, já nem reparo mais nos outros, como se estivesse em uma bolha de mim mesma, um escudo de autoestima onde os olhares ricocheteiam e já não penetram mais. Porém, quem está comigo os sente inevitavelmente.
Deficiência
Imagino que seja parecido com ter uma deficiência muito visível ou uma característica muito notória, como cego, baixo demais, azul com listras alaranjadas, sei lá.
Entretanto, uma mera característica ou deficiência não vem carregada de valores negativos, certezas morais e acusações mentais. Estar com uma travesti, beijá-la, abraçá-la ou mesmo pegar em sua mão, vem.
Imagine chegar para o papai ou a mamãe e contar que está namorando uma travesti. Já pensou? Crie a cena em sua mente, seja você quem for, veja-se dizendo o quanto a ama e a pessoa maravilhosa que ela é.
Gostar?
Não sou fácil de gostar realmente de alguém, nunca fui. Relacionamentos e pequenos casos vêm e vão por toda a minha vida como brisas que me contornam e seguem adiante. Talvez levando um pouco de mim, às vezes deixando algum frescor, mas amores de verdade, daqueles que ficam marcados para sempre, foram mesmo muito poucos.
Gostar de mim o suficiente para estar ao meu lado de cabeça erguida, não é uma qualidade, a meu ver, é uma obrigação. Por isso, não sei se voltarei algum dia a ter alguém assim em minha vida, diante de tantas dificuldades somadas à minha assumida condição.
Claro que não espero que todas as pessoas tirem suas máscaras, mas acho que muitos relacionamentos terminam por conta delas. São mentiras demais, falsidades e teatrinhos demais que, muitas vezes, não podem ser sustentados por muito tempo. E quando a verdade vem à tona, longas construções afetivas desmoronam.

Somente quando expomos nossas mais profundas verdades é que podemos ter certeza de que a outra pessoa não estará gostando de uma imagem que passamos ou de uma mentira que contamos. E somente essa pessoa, igualmente exposta, será merecedora de toda nossa dedicação e adoração, digna mesmo da doação de nossa própria vida.
Ou não.

Acervo pessoal*Márcia Rocha é advogada, militante e travesti. Livre como poucas, vive sua vida o mais intensamente possível, criando suas próprias regras da mesma forma como criou seu corpo escultural. Uma mulher especial com algo a mais, que vive para ser e fazer feliz.

Por
MÁRCIA ROCHA* - Do Site Pau Pra Qualquer Obra
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Bruna Castro, a trans brasileira que venceu ‘Oscar do Pornô’




O nome da trans paulistana Bruna Castro, de apenas 21 anos, causou frisson na 6ª edição do Tranny Awards, considerado o Oscar do Pornô Trans, que ocorreu no dia 16 de fevereiro na Califórnia, Estados Unidos. A atriz pornô, que atualmente está na Itália, teve o seu trabalho reconhecido e venceu a categoria de Melhor Atriz Pornô Estrangeira, desbancando candidatas de outros países.
"É claro que faço ativa, sou um ser humano normal e tenho prazer em todas as partes do meu corpo"
 
 No evento, Bruna concorreu também com outras duas brasileiras, Bruna Butterfly e Aline Garcia, e levou a melhor na votação feita pelos assinantes dos sites internacionais da Grooby Productions. O diretor brasileiro Louie Damazo – que esteve no evento e também concorreu pela primeira vez na categoria de Melhor Diretor – recebeu e trouxe o troféu de Bruna e comemorou a vitória brazuca.
“O Tranny Awards tem um glamour invejável. Ter sido indicado e estar na mesma categoria de lendas como Boddy Wood [balado diretor de LA] foi ótimo pela razão de ser conhecido. A Bruna também foi bastante elogiada e acredito que tenha vencido porque definitivamente gosta muito de sexo, simples assim. Ela se envolve na cena e faz tudo acontecer”, revela ao NLucon.

Abaixo, Bruna Castro tem uma conversa franca e direta com o NLucon. Confira:

- Pela primeira vez, uma brasileira vence uma categoria do Tranny Awards. Um belo feito, não?

Fiquei muito feliz, pois é acima de tudo o reconhecimento do meu trabalho. Sei que para ganhar um prêmio desse porte a atriz tem que ser muito bonita, muito vaidosa e estar sempre se cuidando. E principalmente ser profissional, pois temos que ser muito competentes para fazer boas cenas de sexo. O prêmio acaba me dando mais empolgação para os próximos. Quem sabe no próximo ano eu não trago o título novamente [risos]?

- Quando você entrou na carreira de filmes adultos?

Comecei no mundo pornô há três anos. Recebi um convite para uma cena de uma produtora quando voltei da Europa pela primeira vez, Topei, fiz o primeiro filme, gostei e estou até hoje na área. Nunca parei para contar, mas estou por volta de setenta e oitenta filmes.

- Só para confirmar, são entre sete e oito filmes ou entre 70 e 80 filmes?

São entre setenta e oitenta filmes, mesmo [risos]. Eu já gravei muuuuito.


 - Conta-me como é transar com um monte de câmera em volta, com diretor em cima e com toda a exposição?

Sempre fui uma pessoa que ama sexo na minha vida pessoal, pois comecei a fazer muito nova. Então, desde o primeiro filme me senti muito a vontade em cena. Nem precisei me inspirar em nenhuma atriz pornô, pois sempre me inspirei em mim mesma [risos]. Os produtores sabem do meu trabalho e da minha dedicação nas filmagens. Sabem que não preciso tomar remédios para ficar excitada e que sempre tive uma ereção natural, o que é difícil para muitas trans. Enfim, gosto muito dos filmes e, quanto à exposição, eu mesma assisto tudo o que fiz.

- Você faz cenas ativas, então?

Faço também, pois me concentro e me animo com facilidade. Isso [ficar excitada em cena] para mim nunca foi difícil, complicado ou um tabu. Sempre encarei como o meu corpo e como mais uma forma de prazer.

- É difícil encontrar meninas que assumem que são ativas publicamente por receio de serem vistas como menos mulheres. Você é ativa inclusive nos seus relacionamentos pessoais?

Com certeza! Sou um ser humano normal, sou muito bem resolvida com o meu corpo e sinto prazer como qualquer pessoa. Fui casada durante um ano e meio e a relação sexual era maravilhosa, tanto ativa quanto passiva. Ele adorava ser passivo e eu amava ser ativa. Isso não me fazia menos feminina ou ele menos masculino. Anjo, na cama vale tudo e o mais importante é ambos se satisfazerem, sempre com segurança e respeito aos limites do outro, claro.

- Rola clima antes da gravação? O que tem de mais curioso nos bastidores de um filme erótico?

Temos toda uma preparação antes de gravar. Às vezes rola certo clima entre a atriz e o ator e, você já sabe né, acaba rolando uns beijos antes da cena. Tem uns que a gente gosta mais, outros não... Sempre tenho muito tesão pelos atores, mas não curto gravar com um ator em específico, que eu não vou dizer o nome, né? [risos] Uma cena é rápida e demora por volta de mais ou menos 1h entre fotos e filmagem. Mas fora isso não tem muito de curioso, pois tudo o que está ali nos meus filmes é muito real.


- Tem algum homem com quem você gostaria de fazer um filme?

Não, não, pois não vou pela fama do homem ou pelo corpo do ator. Vou mais pelo sexo e pelo profissionalismo dele. Já na vida pessoal, gosto de homem que é homem e não um moleque. Gosto dos mais velhos, de 28 a 40, sinceros, educados e que não pensem só em sexo.

- Você faria com uma mulher cis ou com uma mulher trans?

Com mulher, eu ainda tenho dúvidas, mas com trans eu já fiz várias cenas. Não tenho problema, não.

- O que tem de mais prazeroso e qual é a maior dificuldade de ser uma atriz pornô? Este mercado valoriza as atrizes, ou seja, você já ganhou muito dinheiro?

O prazer por essa profissão acontece quando realmente gostamos de sexo, que é o meu caso. E, para mim, até hoje não tive nenhuma dificuldade, nem mesmo em questão da segurança. Sempre faço sexo seguro, sempre carrego a camisinha na bolsa. Então, me sinto satisfeita com a profissão. Quanto à valorização ou ao cachê, prefiro deixar em off.

- Muitas pessoas dizem que trans entram no mercado do sexo por falta de oportunidade. Para você, foi uma escolha?

Sim, sim, falo sobre isso com tranquilidade. Para algumas pode haver falta de oportunidade, mas para mim foi uma escolha, pois tenho uma excelente profissão [ela trabalhava como cabeleireira] e já trabalhei em alguns dos melhores salão de São Paulo. Eu escolhi e gosto desta profissão. Fui criada desde criança com uma vida muito boa e não quis deixar isso de lado. É isso.
- Você já sofreu transfobia? 

Um pouco no início da transição, pois é mais difícil. Mas depois esquecemos de tudo isso. Penso que quanto mais feminina somos menos preconceitos encontramos no nosso cotidiano. Eu lido com os olhares com muita naturalidade e não sofro nem um pouco. Optei por não deixar isso atrapalhar a minha vida. 

- Como é a sua rotina?

Agora estou na Itália e estou trabalhando muito. Fiquei em casa durante um ano e meio e, desde que me separei, só trabalho e vou para algumas baladas. Um romance aqui e outro ali e sigo assim...

- Quais são os seus planos para o futuro?

Para o futuro? Bom, pretendo ter alguém que realmente me ame de verdade e que possamos ter uma vida a dois. Pode parecer inacreditável, mas apesar de gostar do que faço, no futuro quero casar, parar com a profissão e entrar em outro ramo. Penso em ter alguém que me ame acima de tudo, que possa me proporcionar felicidade e tranquilidade. Sou diferente de muitas e procuro apenas uma pessoa. Esse negócio de ter vários homens não é para mim.


- Vi no Facebook que você tem um namorado. Ele sente ciúmes das cenas?
Não, não estamos mais juntos. Ele nunca teve ciúmes e sempre disse que me amava. Mas nunca acreditei de verdade, pois quem ama jamais deixaria a sua mulher se deitar com outro homem. É isso que eu penso sobre relacionamento, então, ele foi uma coisa passageira na minha vida. Não estamos mais juntos e, neste momento, estou tendo um affair com outra pessoa.

- Você separa o “fazer sexo” do “fazer amor”?

Separo, pois para mim existem diferenças gritantes entre o sexo e o amor. O sexo é aquela coisa de momento, pode ser casual, com alguém que você não conhece direito, só por atração, em um filme. Já o fazer amor é quando os dois se gostam de verdade, existe uma relação de troca, uma sintonia única entre os dois que vai além do carnal. Tem sentimento.

- E qual você prefere: o fazer sexo ou o amor? 

Os dois são ótimos em momentos diferentes. Só de pensar nisso, já fico daquele jeito [risos]! Mas hoje prefiro fazer amor, pois sexo eu já faço todos os dias, todas as horas.

Confira o vídeo da cerimônia clicando aqui.

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Eu namorei Romário durante um ano', diz transexual Thalita Zampirolli


Thalita Zampirolli, capixaba de 24 anos, nasceu Júlio Campos na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. A vida da morena de corpo escultural não interessava a ninguém, até ela ser flagrada, em dezembro de 2013, deixando uma  boate no Rio de mãos dadas com o ex-jogador e deputado federal (PSB-RJ), Romário.

A exposição acabou provocando o interesse da imprensa e foi revelado que Thalita é transexual. Apesar do burburinho em torno de seu nome, a jovem conta que a revelação a fez perder contratos como modelo, causando prejuízo financeiro. Contando com o dinheiro de futuros trabalhos, Thalita teria contraído dívidas e, sem dinheiro para bancar as contas, entrou em depressão. Segundo ela, as grifes para as quais ela fotografava não concordaram em ver seu nome ligado à imagem de uma transexual: "Cancelaram contratos dizendo que eu agi de má fé e que eu deveria ter contado antes, não ter omitido que era transexual".
O mesmo preconceito a jovem teria enfrentado com Romário. Segundo Thalita, ela e o ex-craque namoraram por um ano e ele era carinhoso e companheiro com a suposta namorada. Tudo teria mudado quando foi revelado que ela havia se submetido a uma cirurgia de troca de sexo. Thalita garante que o ex-namorado não sabia que ela era transexual. “Acredito que ele deve ter ficado chateado comigo, sim. Mas ele tem que entender que sou uma mulher. Tivemos um relacionamento durante um ano e foi bom enquanto durou”, ressalta.
Procurado pelo EGO, Romário rebate as declarações de Thalita: "Essa informação (de que teriam namorado por um ano) não bate. Um dia ela diz uma coisa, outro dia diz outra. O que aconteceu em relação a ela foi que, naquele dia da boate, eu fui para a minha casa e ela foi para a dela. Não aconteceu nada. Ela não pode dizer que namorou comigo durante um ano porque estou separado há 1 ano e depois disso só tive dois relacionamentos. Não consigo namorar escondido. Claro que o que ela está dizendo não procede.  Eu inclusive estou preparando uma ação e vou entrar contra ela e contra qualquer veículo que continuar divulgando essa história sem fundamento. Está chegando o carnaval e ela deve estar querendo voltar para a mídia".
Leia a seguir trechos da entrevista com Thalita Zampirolli ao EGO.
EGO: Como está sua vida após o envolvimento com Romário?
Thalita Zampirolli:
Foi complicado no começo, quando minha outra identidade foi revelada. Entrei num quadro de depressão muito grande. Não esperava isso da minha vida. Perdi contratos de trabalho. As portas se fecharam quando descobriram que eu era transexual. Depois que essa bomba veio à tona, afundei financeiramente. Contraí dívidas, pois os trabalhos que eu contava foram cancelados. Foi e está sendo ainda muito complicado.
Que tipos de trabalhos você fazia antes de se tornar conhecida?
Sempre fui modelo de moda fitness e de moda praia. Fazia catálogos, feiras e ninguém sabia da minha vida particular. Eu sou mulher. Tanto que me operei muito cedo, aos 18 anos. Sempre tive atitude de mulher. Fui descoberta e hoje as portas se fecharam para mim.
Quando você resolveu trocar de sexo?
Queria operar antes dos 18 anos. Minha família tentou conseguir isso na Justiça, mas foi em vão. Eles alegam que é uma cirurgia definitiva, que não tem volta. Finalmente quando fiz 18 anos meus avós me deram de presente a cirurgia de troca de sexo.
Sua família apoiou você na troca de sexo?
Minha mãe faleceu quando eu tinha 12 anos de aneurisma cerebral. Meu pai é fazendeiro e meus avós foram tudo para mim. Eles que me criaram. Minha cirurgia foi feita em São Paulo bancada pelos meus avós. Eles estiveram presente em todos os momentos da minha vida.
Como foi acordar da mesa cirurgia com o sonho realizado?
Eu chorei, foi emocionante. Foi um dia especial na minha vida. Digo que sou como a Fênix: renasci.
Dizem que o pós-operatório é muito dolorido. Como foi?
É uma cirurgia dolorosa como qualquer outra. O pós-operatório é delicado mesmo, mas tendo apoio e carinho das pessoas que você gosta tudo fica mais fácil. Mas meu tratamento hormonal começou aos 15 anos de idade até a cirurgia. Com esse tratamento, meu corpo cirou glândulas, peito...  Com 18 anos coloquei próteses de 525 ml de silicone nos seios.
O que você fazia antes de ser modelo?
Sou formada em Desenho Industrial pela UFRJ. Nasci em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Sempre gostei de arte e televisão. Ia fazer Artes Plásticas, mas aqui no Brasil não valorizam as artes. Mas no Rio surgiu a oportunidade de trabalhar como modelo e deixei a carreira estacionada.
Como você conheceu o Romário?
Conheci ele há um ano. Fomos apresentados por amigos em comum durante uma festa. Viramos amigos e aconteceu esse relacionamento entre nós. Eu namorei o Romário.
Mas ele nega...
Ele nega . Eu tento entender o lado dele, mas ao mesmo tempo eu não entendo. Porque foi uma forma de defesa dele, rolou um pouco de preconceito quando ele disse que gosta mesmo de mulher.
Quanto tempo você namorou o Romário?
Um ano.
Ele sabia que você era transexual?
Ele não sabia.
Um homem hétero quando tem relação sexual com um transexual não sente a diferença?
Para fazer essa cirurgia procuramos os melhores médicos. A cirurgia ficou perfeita.
Então não dá para confundir um homem?
Não dá para perceber.
Quando o Romário descobriu que você era transexual?
No dia em que deixamos o Barra Music (casa de shows no Rio) juntos, os jornalistas investigaram a minha vida. Ligaram para a minha cidade e descobriram que eu tinha dado uma entrevista como a primeira transexual de Cachoeiro de Itapemirim a fazer a cirurgia de troca de sexo. Aí descobriram o meu passado.
Romário era um bom namorado?
Durante esse um ano ele foi muito companheiro e presente. Quando eu ia para Brasília, ele me dava carinho. Ele é maravilhoso, supercompanheiro e protetor.
Ele faz realmente jus à fama de pegador?
Vou deixar em off (risos).
Romário procurou você depois disso tudo?
Procurou. Na verdade, eu fui procurá-lo porque queria saber como reagir. Estava sem saber o que fazer. Mandei mensagens pelo telefone dizendo que queria ter contado antes, mas que ele não tinha me dado oportunidade. Isso é uma coisa que bato de frente: sou uma mulher. Ele me via como mulher e ele não me deu chances para me explicar. Quando ele disse que gosta mesmo é de mulher, procurei a mídia para não me passar por mentirosa. Não tenho nada contra ele. Tem um coração enorme, ajuda ao próximo.
Vocês não se encontraram mais?
Nunca mais nos encontramos
E você teve relacionamento com outros jogadores de futebol?
Prefiro não comentar sobre isso. Tive relacionamentos com pessoas que estão bem em alta na mídia. Mas prefiro não revelar os nomes. Conheci essas pessoas trabalhando nesse meio.
Ser transexual excita mais os homens?
Não sei. Sou mulher, não consigo me ver como transexual. Como diz minha psicóloga, para ser mulher não precisa ter um corpo e um órgão sexual no meio das pernas. Tem que ter o espírito e agir como mulher.
E como estão os trabalhos hoje?
Quando a noticia veio à tona, cancelaram contratos dizendo que eu agi de má fé, que eu deveria ter contado antes e não ter omitido que era transexual. Foi quando cai em depressão. Sempre contei com os meus avós, mas não posso depender da minha família para tudo, sou maior de idade, entende? Estava destruída sem saber o que fazer.
Com quem você mora no Rio?
Moro com meus tios, em Copacabana.
Você acha que o Romário ficou chateado com você?
Acredito que ele deve ter ficado chateado, sim. Mas ele tem que entender que sou uma mulher. Tivemos um relacionamento durante um ano e foi bom enquanto durou.
Com foi a sua primeira vez após a troca de sexo?
Fui virgem até trocar de sexo. Tinha preconceito de mim mesma com aquele órgão sexual masculino. Aos 16 anos já queria trocar de sexo. Me inspirei muito na Roberta Close. Quando operei, renasci das cinzas. Foi ótimo me olhar no espelho e estar completa. A primeira relação sexual foi seis meses depois da cirurgia. Aconteceu com uma pessoa bem especial na minha vida.
O que você espera do futuro?
Quero ser reconhecida como modelo fotográfico, que batalhou muito na vida para ser o que é: uma pessoa honesta, digna e quero que as pessoas me vejam com uma verdadeira profissional.
Depois que descobriram que você é transexual como ficou o assédio?
O assédio aumentou pela curiosidade. Antes diziam: ‘Que gostosa!’. Agora dizem: ‘Ela é muito bonita para ser transexual. Será que é perfeita? Não acredito que ela foi homem um dia.’



Thalita Zampirolli, 24 anos, natural de Cachoeiro de Itapemirim – Espírito Santo, atualmente mora em Copacabana – RJ.
A gata que trabalha como modelo fotográfico e é estudante de Desenho Industrial da faculdade UFRJ, adora curtir uma praia, cinema, viajar, malhar e ler um bom livro. O sonho da morena é ser reconhecida pelo seu trabalho e posar para uma grande revista
Produzida pela sua produtora de moda Jéssica Romano e clicada pelo fotografo Rafael Antonio, a morena exibiu suas curvas perfeitas na praia da Urca no RJ.



Do EGO
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Travesti denuncia motel ao MP por impedir sua entrada

O impedimento de casais gays em estabelecimentos comerciais acaba sendo comum e se torna um caso de homofobia. O promotor Flávio Gomes da Costa, da 61ª Promotoria de Justiça da capital recebeu, na manhã desta quinta-feira (13), a travesti Cindy Belucci, de 33 anos, que acusa um motel no bairro de Santa Amélia de ter impedido a entrada no local.
De acordo com a travesti, o estabelecimento se negou a oferecer o serviço durante a madrugada do sábado (8), após perceber que Cindy era homossexual e estava acompanhada de outro homem. “Eles não me aceitaram após notarem algo de estranho. Isso está errado, eles não aceitaram claramente”, diz Cindy.
Para fortalecer a denúncia, Cindy entregou na manhã de hoje ao promotor Flávio Costa uma gravação feita pelo celular da conversa com uma das atendentes do estabelecimento. Na gravação pode se ouvir claramente uma voz que diz: “São normas da casa impedir homossexuais”.
A declaração revoltou a travesti, que é alagoana e disse nunca ter passado por um constrangimento similar. “E olhe que vivo na Europa também e nunca passei por nada parecido nem aqui nem lá”, diz ela.

 
Cindy fez um boletim de ocorrência na polícia e foi encaminhada também dar entrada em um processo na Justiça Comum para conseguir uma possível indenização. “Nós recebemos a denúncia e vamos acionar os órgãos competentes como a Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) e Procon para dar segmento a um inquérito policial”, diz o promotor Flávio Gomes.
Segundo o promotor, o Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) não compactua com nenhuma forma de preconceito, como ainda não existe nenhuma lei tipificando esse tipo de crime, o promotor espera buscar do município e do Procon quais outros crimes podem estar enquadrados na ação.

Do Alagoas 24hs

 
A travesti Cindy Bellucci compareceu à sede do Ministério Público Estadual (MP) de Alagoas, na manhã desta quinta-feira (13), para denunciar o que ela caracteriza como crime de homofobia. De acordo com Cindy, que é cabeleireira, ela e o companheiro foram barrados de entrar em um motel de Maceió por serem homossexuais.
Segundo a denúncia, o casal foi impedido de entrar no Amores Motel, localizado no bairro de Santa Amélia, na madrugada do último domingo (9), por volta de 3h, quando a funcionária que estava na recepção falou que o casal não poderia entrar e que é uma norma do estabelecimento proibir a entrada de dois homens no local. "Foi uma situação humilhante que eu nunca tinha passado. Mesmo com aparência de mulher ainda fui abordada e expulsa do local", disse Cindy.
A reportagem do G1 esteve no estabelecimento, mas os responsáveis não estavam no local. Por telefone, a proprietária do motel, Fabiana Limeira, confirmou que o casal foi impedido de entrar, mas disse que não foi por preconceito. Segundo ela, por motivo de segurança, "pessoas suspeitas" são impedidas de entrar no motel após meia-noite.
"Um outro motel nosso foi assaltado e fazemos isso por medida de segurança. Mas a determinação não é só para homens. Neste caso, aconteceu porque não eram pessoas conhecidas e já chegaram tarde da noite", alegou Fabiana, ao afirmar que a funcionária não será penalizada pela atitude.
Indignada com a situação, Cindy registrou queixa em uma delegacia da capital e, nesta manhã, entregou ao promotor titular da 61ª Promotoria de Justiça, Flávio Costa, a cópia do boletim de ocorrência onde ela acusou o motel de crime de constrangimento ilegal e preconceito.
A cabeleireira entregou à promotoria a cópia do áudio gravado na recepção do motel em que é possível ouvir a conversa entre ela e a suposta funcionária do estabelecimento. (Ouça ao lado).
Na gravação, Cindy pergunta o motivo pelo qual ela e o companheiro não poderiam entrar no motel. E a resposta dada pela mulher que seria a funcionária do motel é que "a casa não atende a dois homens. É norma". A travesti pergunta ainda se a funcionária sabe que ela é homossexual e se foi o patrão dela que teria implantando essa regra. Na gravação, Cindy ainda alerta o estabelcimento: "Isso é crime. Homofobia dá cadeia".
O promotor informou que a denúncia será apurada e que irá acompanhar a investigação da polícia. Costa disse ainda que além da homofibia, se for confirmada a proibição da entrada, também se configura um desrespeito à relação de consumo. "Se for configurado que houve homofobia, o caso será oficializado no Procon e na Secretaria Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU). Existe uma lei municipal que pune qualquer preconceito por parte de estabelecimentos comerciais", disse.
"Este é o segundo caso que recebemos de denúncia de homofobia. É um absurdo que em pleno século XXI as pessoas sejam mensuradas por causa da orientação sexual. O Ministério Público repudia essa atitude e acredita que deve haver punição porque as pessoas merecem respeito", falou.

Do G1



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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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