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Dori ltda é condenada por 'humilhar' funcionária homossexual

A empresa Dori Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios foi condenada pelo Tribunal Reginal do Trabalho do Paraná (TRT-PR) por "humilhar constantemente" uma funcionária, em razão da orientação sexual dela. O caso ocorreu em Rolândia, no norte do Paraná, e foi divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Tribunal.
De acordo com a Justiça, a operadora de máquinas era tratada, habitualmente, de forma pejorativa pela supervisora, com comentários ofensivos, durante dois anos, até 2012. Conforme o processo, ficou comprovado que a chefe dizia para outras funcionárias não andarem com a mulher, para não ficarem "mal faladas". Ela se referia à subordinada como "sapatão".
Diante das humilhações, a funcionária se queixou para o setor de recursos humanos, mas nada foi feito, conforme o TRT. No processo, porém, a empresa disse desconhecer as reclamações. Para a juíza Yumi Saruwatari Yamaki, da Vara do Trabalho de Rolândia, há provas de que seria improvável que a empresa não soubesse dos fatos.
A indenização, por danos morais, foi estipulada em R$ 10 mil, conforme o Tribunal. Para o desembargador Francisco Roberto Ermel, o assédio ficou caracterizado por uma conduta discriminatória da chefe da operadora de máquinas.
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"A funcionária era tratada de maneira desigual, de forma reiterada e explícita, com referências pejorativas de forma indireta, com manipulação perversa”, explicou o desembargador.
A Dori disse que recorrerá da decisão e que a funcionária a quem foi atribuída a prática discriminatória foi desligada da empresa em novembro de 2012. "Ademais, a empresa condena e se empenha em combater qualquer ato de discriminação no ambiente de trabalho de que tenha conhecimento, além de divulgar a sua política, que recomenda e incentiva o tratamento cordial e respeitoso entre os seus colaboradores."
Do G1

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