Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

A universidade pode ser nossa! Diz transexual aprovada no Sisu


Em novembro de 2014, a estudante recifense Maria Clara Araújo, de 18 anos, foi uma das 95 transexuais com autorização do Ministério da Educação para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) usando seu nome social. Nesta segunda-feira (26), ela é uma de 6.562 estudantes na lista de primeira chamada para as vagas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), selecionadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Primeira da família a ser aprovada na federal, Clara, que na semana que vem fará a matrícula no curso de pedagogia, recebeu a notícia durante uma viagem no Rio de Janeiro, e por enquanto só conversou com a mãe por telefone, em uma ligação cheia de lágrimas dos dois lados da linha.
"Mainha está super orgulhosa. Ela estava na casa da minha tia, minha tia ligou, dizendo que ela estava chorando, super emocionada. Ela desde criança me impulsionou muito pra eu estudar", contou a jovem ao G1, na tarde desta segunda.
"Minha mãe ouviu que eu ia acabar na Europa me prostituindo, esse tipo de coisa. Não desmerecendo a prostituição, mas eu realizei meu sonho de entrar pra academia e me tornar uma universitária. Pra ela e pra mim é um orgulho muito grande."
Enem e reconhecimento
O Enem 2014 foi o segundo que Maria Clara fez. No ano anterior, ela foi tratada usando seu nome civil, com o qual ela não se identifica, e diz que a mudança no tratamento, apesar de não resolver o problema da exclusão das pessoas trans, ajuda no reconhecimento dela.
"É questão de reconhecimento, é uma questão de o Ministério da Educação ter a devida consciência de que existe uma escassez de pessoas trans e travestis no âmbito educacional
Embora seja uma medida paliativa, é, querendo ou não, uma forma de dizer que a universidade também pode ser nossa, e ela vai ser."
Como uma das poucas transexuais autorizadas a usar o nome social no Enem, Clara acabou ganhando visibilidade e, por isso, apesar de ter sido tratada com o nome que escolheu e com o qual se identifica, ela acabou ficando mais ansiosa na hora da prova.
"Fiquei bem nervosa, passei mal na redação, minha pressão caiu. Saí da prova me sentindo muito fracassada, pensando que eu teria que fazer mais um ano de Enem. Saí muiot mal, meus amigos ficara pedindo calma", lembra ela. Os amigos estavam certos, e ela acabou tirando 760 na redação, e média acima de 600 nas demais provas.
'Queria ou UFPE ou UFPE'
O resultado foi a aprovação na primeira chamada do Sisu. Pedagogia foi sua segunda opção –a primeira era serviço social–, mas Clara explica que ambas as áreas a interessam e que o objetivo era estudar na UFPE. Agora, diz, ela tem a chance de fazer uma diferença para tornar a educação mais inclusiva.
"A primeira opressão que sofri foi com uma professora que disse que eu não podia brincar com certo brinquedo porque não era do meu gênero, e que eu não podia ser feminina. É também questão de eu lutar para realizar um sonho de que, no futuro, eu possa fazer diferença dentro de uma educação que não seja mais opressora, que seja libertária."
Novos obstáculos
A jovem recifense diz que tem procurado se concentrar na felicidade da aprovação para enfrentar os novos desafios, como o fato de que ainda precisará pedir à UFPE autorização para usar seu nome social nas listas de chamada e outros documentos da faculdade, já que, por enquanto, a instituição ainda não regulamentou essa política.
"É meio complicado, porque vou ter que mostrar documentos, me matricular enquanto garoto. Eu fico bem desconfortável em relação a isso, porque querendo ou não meu nome civil vai ficar exposto. Estou tentando mentalizar que é algo extremamente temporário. Tenho esperança de que ainda no primeiro semestre do curso já possa estar com Maria Clara em todos os meus documentos", explicou ela, que, dias antes do resultado do Sisu, já havia entrado com um processo para a mudança legal de seu nome.
Mesmo assim, ela pretende fazer com a coordenação do curso de pedagogia da UFPE na primeira semana de aulas, para pedir que seu nome social já seja adotado desde o início da graduação. "Não sou eu que devo me adequar ao meu nome, é o meu nome que tem que se adequar. A universidade tem que estar suficientemente preparada pra me receber, como recebe qualquer outra pessoa", disse ela.
Fonte: G1 - Via Alagoas 24hs.
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Pentágono autoriza mudança de sexo para Bradley Manning

http://www.vozdabahia.com.br/listas/imagens/84487/cats.jpgO Exército dos Estados Unidos aprovou este mês o tratamento para mudança de sexo do soldado transexual Bradley Manning, que mudou seu nome para Chelsea, sentenciado a 35 anos de prisão por vazar informação confidencial para o Wikileaks, revelou nesta quinta-feira (12) o jornal 'USA Today'.
  "Após considerar a recomendação que o tratamento hormonal é apropriado e necessário, e avaliando os riscos associados, eu aprovo", escreveu a coronel Erica Nelson em um memorando obtida pelo jornal.
Erica está à frente da prisão militar de Fort Leavenworth, no estado do Kansas, onde Manning cumpre pena desde julho de 2013 por violar a lei de espionagem e divulgar mais de 700 mil documentos classificados para o Wikileaks.
O Exército americano tinha solicitado que o soldado, diagnosticado com transtorno de identidade de gênero, fosse transferido da prisão militar de Fort Leavenworth para uma prisão do sistema federal, onde esse tipo de tratamento é feito com os reclusos.
O Departamento de Defesa não tem experiência nesse tipo de tratamento, por isso tinha pedido ao Escritório Federal de Prisões (BOP, sigla em inglês) que aceitasse a transferência de Manning para suas instalações.
Manning não pode ser expulso do Exército durante o cumprimento de sua sentença, por isso as autoridades de Defesa se veem obrigadas a oferecer o tratamento solicitado pelo soldado.
Um dia depois de ser condenado à prisão, Manning confessou em uma carta que era transexual e que estava mudando seu nome para Chelsea.
Chelsea Manning argumentou que revelou abusos de militares americanos no Iraque e no Afeganistão por conta do interesse público e para abrir um debate sobre os conflitos nesses países.

Do G1
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Carnaval e homem vestido de mulher

Talvez as mulheres podem estranhar quando o parceiro quer ser como elas. Mas entre os homens, se vestir de mulher pode ser muito mais do que uma tradicional fantasia de carnaval. De acordo com a terapeuta sexual Sylvia Maria Marzano, o que eles querem mesmo é colocar o lado feminino para fora, com o uso de lingerie ou roupas femininas. Mas, com exceção do Carnaval, onde é óbvio a busca em fazer piada com as coisas, qual seria os outros motivos de um homem se vestir de mulher, a quatro paredes, por exemplo? Segundo Sylvia, “travestismo” e “cross dresser”, nem sempre quer dizer homossexualidade: “Há uma grande discussão a esse respeito e ainda não temos uma certeza”. Para ela, se o casal não sofre com a atitude, se ela faz parte do processo de erotização do casal, não há necessidade de procurarem ajuda profissional.

O famoso cartunista paulista Laerte Coutinho, considerado pela crítica um gênio pelo alto nível de humor nos seus quadrinhos, tirinhas e cartuns, foi casado, teve três filhos, e hoje, após seus 50 anos de idade, pratica publicamente o Crossdressing. Este termo se refere a pessoas que vestem roupa ou usam objetos associados ao sexo oposto. Esta prática pode ser motivada por diversas razões, como se sentir e vivenciar uma mulher, no caso dos homens, ou até para cumprir com as exigências do cliente, no caso dos profissionais do sexo. A partir de 2010, Laerte  passou a aparecer nos programas de TV vestido de mulher (Sônia), rendendo com isso várias matérias na mídia impressa e eletrônica. Em 2012, virou co-fundador de uma instituição voltada a pessoas do gênero, a ABRAT (Associação Brasileira de Transgêner@s). Nas entrevistas, o artista revela que a vontade de se vestir de mulher vem desde a sua infância, assim como acontece com os travestis e muitos gays. Ele ressalta também que isso não tem nada a ver com sexo: "...quando o sujeito resolve o sexo apenas no ato de se vestir diferente, isso é fetiche... A orientação sexual e a identidade de gênero são coisas independentes, mesmo se flexionando ou se relacionando de alguma forma, mas são absolutamente individuais" - respondendo que pode haver crossdresser gay, heterossexual ou bi.
Uma jornalista, ao descobrir que seu ex-marido se travestia, passou a considera-lo um pervertido e chegou a despejar um monte de roupas velhas dela (que ele usava) na porta da casa da mãe dele, para torná-la ciente do fato. Este hobby ainda é tabu para a sociedade que, não entendendo direito o porquê, preferem ter 'raiva de quem sabe'. Contudo, uma trégua é dada nas festas carnavalescas, bailes à fantasia, e até em jogos de futebol de várzea com a antiga tradição em se vestir ou se fantasiar de mulher. Em qualquer Carnaval de rua, seja em um bloco específico ou não, sempre tem homem vestido de mulher. Aliás é uma fantasia barata ou totalmente grátis, se o cara usar as roupas da esposa, da namorada, da mãe, da irmã, da filha, da tia, da avó ou da amiga. Elas também se encarregam da produção, maquiando, e emprestando acessórios como bolsas, arquinho de cabelo, etc.

Um hetero vestido de mulher é diferente de um gay vestido de mulher. Geralmente os homens vão de qualquer jeito, vestem qualquer coisa que dão a eles, quase sempre horrenda, botam uma sainha, um tope, passam batom e pronto! Sem peruca, de cueca, tênis ou sandálias, não importa. Para eles, a brincadeira já está de bom tamanho. Assim eles farreiam, fazem caras e bocas, mostram a bunda, rebolam, falam fino, assediam de brincadeira os 'homens vestidos de homens', pegam nos peitinhos, passam a língua, beijam... Rola muita mão boba, sem falar daqueles que além de tudo ficam bêbados, lembrando todo mundo que 'cu de bêbado não tem dono'. Outros disparam que 'são mulheres, mas são lésbicas', para fugirem do assédio dos homens que não podem ver uma saia com perna cabeluda. Um dos objetos de desejo de muitos homens é mesmo 'enfiar a mão' por debaixo da saia e encontrar a 'surpresinha' apertada numa tanga atochada. A mesma fantasia que alguns tem com traveco. As taras sexuais de 'uma noite' também são oportunas nestas festas, fazendo homens quererem 'virar mulher', vestidos de mulher - 'Quero ser sua mulherzinha hoje'; 'Deixa eu te fazer de puta!'... No Carnaval, fica difícil saber se aquela mancha de batom foi de mulher ou de homem (vestido de mulher). Para os amigos que tomam chá de sumiço no meio da farra e depois voltam com a boca toda vermelha de batom, fica o mistério... - 'Estava ficando com uma gata safada...', e pensa: 'e greluda!'. Sem falar da pegação nos banheiros do salão e até nos banheiros químicos instalados nos carnavais de rua.

Por outro lado, os gays são mais preocupados com o lado fashion da coisa, se vai ficar bem ou 'uó'. Ao invés de tênis, vão de salto alto, treinam andar com ele para desfilar feito Gisele (Bundchen), calçam meias finas para disfarçar os pêlos das pernas, usam calcinha com a 'mala encubada', usam perucas lindas e aquela maquiagem de no mínimo duas horas, com cílios postiços e glitter. Para estes homens, a estratégia é diferente, mais próxima de um travesti, com mais atenção para a produção do que para a diversão. Até porque deve ser muito difícil manter-se 'montada' no meio da muvuca.

No cinema, no teatro e na TV, personagens travestidos são cada vez mais recorrentes. No caso da televisão, com interesse principal na audiência, vários atores já tiveram que atuar vestidos com roupas de mulher, salto alto, peruca e maquiagem pesada. Seja 'o papel do ator', a característica da personagem, que é um 'travesti', ou por outro motivo, como um disfarce de um personagem mentiroso, por exemplo, o fascínio que estas imagens causam nos homens vai além do 'engraçado'. Para citar alguns destes personagens em novelas tem o Fabiano (Fábio Lago) em Caras e Bocas, o Darkson (José Loreto) vendendo roupa e vestindo um conjuntinho de legging em Avenida Brasil e, recentemente, na participação de Reginaldo Faria na série Louco por Elas, onde faz o papel de Dona Veruska, pai travesti do protagonista Léo (Eduardo Moscovis).  Fred G.


Veja o vídeo com a festa dos foliões de Jaquitinhonha MG no Bloco Banda Mole do Carnaval Jequitinhonha 2010:
 
 
 
 
 
Do Homem RG
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Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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