Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

"Meu gênero é feminino. Sou mulher", diz primeira coordenadora travesti da SDH

"Não me sinto inserida, me sinto excluída, mesmo ocupando um cargo como eu ocupo”. Esse é o desabafo de Symmy Larrat, a primeira travesti a ocupar a função de coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A paraense, de 37 anos, faz parte de uma minoria de trans que conseguiu superar os obstáculos do preconceito para estudar e ocupar um lugar no mercado de trabalho. Até se formar em comunicação social e chegar ao escritório político em Brasília, percorreu um longo caminho. Como a maioria dos homens e mulheres transexuais e travestis, Symmy primeiro teve que se entender, aceitar-se, para só então se assumir.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Symmy fala da realidade e das lutas desse grupo que ainda vive à margem da sociedade – a maioria condenada à prostituição, violência e morte precoce. Homens e mulheres transexuais e as travestis são pessoas que nascem com um sexo biológico, mas se identificam e reconhecem como sendo do outro gênero. "Os transexuais se incomodam com o sexo biológico e almejam a cirurgia". As travestis não rejeitam seu sexo biológico. "Entendem que podem assumir o gênero feminino tendo um sexo masculino, e que isso não é conflitante", explica Symmy. "Meu gênero é feminino e eu sou mulher. A minha genitália não me faz homem", ressalta.
De família católica e com uma irmã mais velha, ela afirma que desde criança já tinha noção de que não era como a maioria, e os parentes e colegas de escola percebiam. Sempre preferiu as bonecas da irmã aos próprios brinquedos, por exemplo. "Eu sabia que se falasse como eu me sentia eu seria recriminada ou tratada de forma diferente. Mas eu não tinha nitidez de que eu era uma menina no corpo de um menino, até porque a criança não trata a questão dessa forma."
Quando chegou à puberdade, teve mais certeza do que queria ser. “Quando eu soube do processo hormonal, eu tentei. Tinha 15, 16 anos. Com o tratamento, as mudanças ficaram notórias". Foi então que Symmy decidiu contar à mãe como se sentia. Ela não foi aceita e saiu de casa. Apesar da rejeição, Symmy não foi abandonada. Um tio a aceitou. "Acho que minha família pecou mais por ignorância do que por preconceito motivado pelo ódio”, lembra. A família fez o que podia para tentar “curá-la”. "Fiz um ano de psicanálise e tinha que frequentar aulas de futebol e a Igreja."
Aceitação
Passar por tudo isso deixou Symmy mais segura, aumentando a certeza de quem era. "Com mais convicção, conversei com a minha mãe e ela me aceitou de volta em casa, dizendo que entendia que eu era gay", contou. Era isso que Symmy achava também, não conhecia outras classificações. A mãe pediu que ela não fosse "pintosa", ou seja, que ela evitasse trejeitos femininos. "Eu disse que não tinha como", conta. Então a mãe disse que podia ser feminina, mas não deveria se vestir como mulher. "No princípio aceitei, mas logo comecei a me transvestir para sair à noite, fazer shows. Eu já não queria a imagem masculina e saía à noite para extravasar a minha identidade reprimida.”
No dia a dia, Symmy escondeu sua identidade feminina até terminar o curso na Universidade Federal do Pará. "Frequentava o gueto do gueto, porque eu não queria que as pessoas que eu conhecia me vissem como travesti, mas, ao mesmo tempo, era muito doloroso para mim ver uma imagem que eu não queria."
O primeiro passo foi contar a decisão para a mãe. "Chamei ela a um restaurante e contei. Nessa época eu tinha voltado a fazer tratamento hormonal e as pessoas percebiam, mas eu não tinha assumido para ninguém", conta. “Assumir foi muito libertador, mas tive que ir pra rua."
Prostituição com diploma no bolso
Nessa época, a travesti buscava uma colocação no mercado de trabalho, mas as portas estavam fechadas. "Era explícito, o tempo todo. Eu andava na rua durante o dia e as pessoas me recriminavam porque achavam que aquele horário não era pra mim, é como se tivesse um toque de recolher para os diferentes". Ela não conseguiu trabalho. "Tive que me prostituir com o diploma no bolso.
Só me restavam as duas opções que eram dadas às trans. Ou eu ia montar um salão – mas nunca tive aptidão – ou ia pra esquina". Nessa época, Symmy trabalhava como prostituta de madrugada e era voluntária do Centro de Referência LGBT de Belém pela manhã, onde recebia denúncias de homofobias – homofobia, lesbofobia e transfobia – e encaminhava as vítimas para a polícia.
Acolhimento
Por achar que o acolhimento das mulheres e dos homens trans é a única maneira de permitir que se tornem médicos, professores ou tenham qualquer outra profissão, e assim ganhem espaço na sociedade, Symmy diz que uma das suas prioridades na Secretaria de Direitos Humanos é fazer com que os serviços públicos, principalmente escolas e hospitais, entendam as necessidades desse grupo.
Segundo ela, muitos trans não encontram acolhimento, e nesse contexto, a escola sai de cena. "É imenso o número de pessoas trans de 14, 15 anos, na rua, já se drogando, já se prostituindo, vivenciando toda essa mazela", lamenta. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) estima que 90% das travestis e transexuais brasileiras estejam envolvidas com prostituição.
Symmy disse que é prioridade da sua coordenação lutar para que a sociedade brasileira trate essas pessoas de forma igualitária. "Falta esse olhar nos profissionais de todo o serviço público. Isso só muda com o convívio, por isso também é tão importante que as travestis frequentem a escola, para que possam conviver e aprender a se relacionar". Symmy acredita que essa convivência pode fazer o preconceito diminuir e mudar a forma de tratamento de quem é trans. "Precisamos com urgência transformar as escolas em locais acolhedores. Hoje, quando uma aluna diz que não quer usar o banheiro junto com uma travesti, a escola não sabe como lidar, não sabe o que fazer e tem medo dos pais."
Transexualidade
Outra pauta prioritária para pessoas trans e que poderia aumentar a expectativa de vida dessa população, estimada em 30 anos, é o acesso ao Processo Transexualizador, que já é um direito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas não está capilarizado nos Estados. O processo transexualizador é um conjunto de procedimentos que auxilia travestis e transexuais, como psicoterapia, tratamento hormonal e cirurgias de mudança de sexo para as mulheres transexuais interessadas. "Hoje, pela Portaria 2.803, uma travesti deveria poder chegar a um hospital público e fazer o tratamento. Mas o SUS está lutando para conseguir disseminar hospitais nos estados e municípios] que queiram se credenciar, e é difícil."
Segundo Symmy, há poucos médicos preparados e interessados em trabalhar com complementação hormonal, etapa importante do processo. "Não é porque a gente conquistou a portaria que o processo está garantido. A dificuldade de acesso ainda é muito grande. Precisamos levar o acesso para todo o Brasil". Ela sabe, por experiência própria, que isso pode impedir que as travestis façam o tratamento hormonal por conta própria, sem orientação médica. "Eu fiz isso e tive uma overdose, fui parar no hospital."

Share:

Conto: Transformando ele em minha menina!

Tudo começou na loja onde sou um dos gerentes, quando um cliente que me é próximo pediu para arrumar um trabalho para o filho dele.

Apesar de ser um cara rico o cliente não queria que o filho começasse na empresa dele e por isso seria bom iniciar a vida profissional onde ninguém soubesse de onde ele vinha...
Ele fez a seleção e passou com louvor. Pois nos testes de aptidão demonstrou ter um nível de conhecimento acima da média. Além disso demonstrou ter um conhecimento avançado de matemática.
Assim q ele começou a trabalhar na loja, percebi que algumas da historias que eu ouvi dele no passado, de que ele se vestia de mulher deveria ser mesmo verdade, já que ele tinha um jeitinho discreto o que somado as suas habilidades acima da média dos demais empregados, o tornavam diferente. Além disso ele era muito quieto, não gostava de brincadeiras e invariavelmente ficava conversando com as demais funcionarias da firma denotando que ele era pouco enturmado com o "macharal".
Mas mesmo trabalhando na administração, cuidando da burocracia da loja ele não se  furtava de as vezes pegar no pesado ajudando "no braço" a pôr o estoque em ordem principalmente quando os outros empregados já haviam ido embora e precisávamos acabar de arrumar as mercadorias... 
Como sou chegado em comer um rabinho, mesmo sendo de um homem, ainda mais de um garotão novinho, e aproveitei uma oportunidade para dar uma cantada no garoto mas ele não dava espaço.



Até que um dia no fim do expediente, ele já estava de saída para academia e vendo ele naquele shortinho não resisto e cheguei junto. A principio ele não entendeu, mesmo eu sendo direto de que eu sabia da historia dele e que queria vê-lo montada.

A princípio ele recusou dizendo que tinha vergonha de mim. Mas diante da minha insistência e da minha demonstração de compreensão creio que ele sentiu-se protegido e resolveu se mostrar para mim.

Depois de uma longa conversa (e diante da minha insistência), Ele topou, mas ficou dizendo que eu teria de ser super sigiloso, pois não queria mesmo que alguém soubesse, pois não tinha a intenção de assumir a sua bissexualidade e tal...

Dito isso ele foi ate o banheiro da minha sala, enquanto eu trancava a porta e fechava as persianas e o aguardava sentado no sofá da minha sala...




Quando ele apareceu vestidinho de mulher, ela mais parecia uma ninfeta. Cheguei junto dele e disse que ele tava linda! Nos beijamos e passamos um tempo atracados aos beijos e amassos... 
 
Quando dei por mim estávamos sentados no sofá... Ele meio sem jeito, ajoelhou-se e pegou no meu cacete, lambeu a cabeça enquanto eu o guiava com a minha mão o conduzindo para ele me fazer um belo boquete.

Tive que me conter pra não gozar... Mas assim que percebi que "ela" estava afim de ser enrabada, peguei um KY, que providencialmente eu já havia colocado na mesinha ao lado do sofá e lambuzei meu cacete e aquele cuzinho maravilhoso!


Após termos tomado uma cervejinha que deixo no frigobar para "momentos especiais", e  uma vez já restabelecido da foda, comi "ela" mais uma vez, mas dessa vez judiei dele, metia com força, era pra rasga-la mesmo, deixar ele todinho alargado, inchado... Fodido... Pra não esquecer nunca da experiência.


Texto entre os desenhos: Katia Steelman Walker
Share:

Conheça Renata Montezine, a modelo transex plus size

Mulher, transgênero, gorda. Essas três palavras, alinhadas numa frase, remete às minorias. No entanto, essas características, numa pessoa, remete à resistência. É o caso de Renata Montezine, a modelo plus size de 24 anos que acaba de fazer a sua estreia nas passarelas no Fashion Weekend Plus Size. Ela conversou conosco sobre a sua trajetória na moda e na vida.

Y! Br: Quando foi que você percebeu que era uma pessoa diferente?
RM: Desde criança, quando eu não entendia muito bem o que era nada. Eu brincava de boneca e gostava daquelas brincadeiras mais voltadas para o feminino. Eu só fui me entender mesmo com uns 11, 12 anos, na pré adolescência. As minhas amigas da escola começava a ter seios, aquele corpo, e eu me perguntava por que eu também não era daquele jeito. Foi aí que eu comecei a me julgar.
Y! Br: Que tipo de julgamento você fazia de você mesma?
RM
: Eu não entendia como uma menina queria ser um menino e sempre soube que eu era uma menina. Foi aí que começaram alguns apelidinhos, me chamavam de “viado” e aquelas coisas rotineiras. Mas o gênero não tem nada a ver com sexualidade. Não é o meu caso, mas eu poderia ter o gênero feminino e gostar de mulheres do mesmo jeito.
Y! Br: Quando você iniciou a sua transição?
RM:
A minha mudança começou por volta dos 13 anos, quando os meus pais me levaram ao psicólogo e eu comecei os tratamentos hormonais para ser essa bonita que eu sou hoje (risos).

Y! Br: E como foi para você se aceitar como uma trans?RM: Conforme eu via meu corpo ganhando formas femininas, eu ia me sentindo bonita, feminina. Eu ficava muito feliz em me olhar no espelho e ver uma mulher. Eu olhava e pensava: “essa é a pessoa que eu quero ser”.
Y! Br: Seus pais lidaram bem com esta situação?RM: No começo é sempre um pouco de baque. Porque você tem um filho e pensa: “Ah, ele vai nascer um menininho, vai crescer, vai para a faculdade, vai casar e ter filinhos”. Quando você nasce um menininho e se torna uma menina, é um pouco complicado. É um baque. Só que a aceitação deles foi bem bacana. Eles viram que eu estava feliz fazendo aquelas mudanças.
Y! Br: Você acabou de fazer a sua estreia como modelo plus size. Seu corpo sempre foi assim?
RM
: Na verdade, não. Até os meus 15, 16 anos, uma calça 38 entrava. Mas depois, com o passar do tempo, eu comecei a dar uma encorpada. Justamente por conta do uso do hormônio. Foi aí que eu comecei a engordar. Quando eu percebi, já estava no manequim 46.

Y! Br: A sociedade cobra muito um padrão de beleza das mulheres. Você sente isso com você também?RM: Eu tenho muitas amigas – tanto trans quanto cisgênero [indivíduo que possui uma identidade de gênero igual ao seu sexo designado]   – que falaram, no começo, que eu estava ficando bonita, encorpada. Mas quando eu comecei a ter uma barriguinha e um corpo mais avantajado começaram a falar “Nossa, você tá engordando”, “você é muito linda, vai malhar”. Então eu fui um pouco cobrada, sim. Cheguei até a fazer aquelas dietas radicais. Depois eu falei: “Quer saber de uma coisa? Eu preciso me amar do jeito que eu sou”. Então eu acabei me aceitando gordinha, plus.
Y! Br: E quando foi que você percebeu que poderia seguir carreira de modelo?RM: Algumas amigas me falavam que eu tinha engordado, mas que eu tinha o rosto muito bonito. Então eu pensava: “será?” Eu não sabia se encarava o desafio. Eu tinha o receio pelo fato de ser trans. Eu comecei a pesquisar sobre o mundo plus size e assisti um vídeo da Renata Poskus, diretora do FWPS e do blog Mulherão, e achei muito interessante. Mas até aí eu não sabia que ela era diretora. Procurei por ela no Facebook e mandei convite pra ela ser a minha amiga.

Y! Br: No blog dela, ela chega a comentar o fato de você ser um espécie de Lea T plus size. O que você acha dessa comparação?
RM: A Lea T para mim é uma pessoa super batalhadora, que lutou e, querendo ou não, ainda está lutando para que mostrar que nós podemos ser tudo. Podemos ser modelos, policiais, bombeiras. Podemos estar nos escritórios como advogadas. Ela é um ícone e eu acho que eu vim para mostrar que as trans podem mesmo fazer tudo: quebrar um preconceito não só como trans, mas mostrar que nós também somos mulheres reais. Como eu, que sou uma mulher real que tem uma barriguinha, que tem celulite.

Y! Br: E como foi a sua estreia nas passarelas, você gostou?
RM:
Olha, eu não tive nenhum tipo de rejeição no evento. A recepção de todas as meninas foi bem legal. Eu senti como se eu as conhecesse de longa data. Eu achei bacana a reaceção d público. Quando eu fiz a minha primeira entrada o povo começou a aplaudir. Eu estava me sentindo uma celebridade (risos).

Y! Br: Você já passou por algum constrangimento?
RM
: Eu tenho a impressão que o preconceito é maior na hora que de procurar um emprego. Eu sou vendedora e quando entrego meu currículo numa loja,  coloco meu nome social, mas quando vou fazer a entrevista e eu explico a situação a pessoa acha estranho. Normalmente não agem com aquela rejeição no momento, mas eles sempre dizem que vão analisar o meu currículo e depois retornar. Mas eles nunca fazem isso.

Y! Br: Você pode dar um conselho para quem tem algum problema de aceitação? Já que você teve que se aceitar por não se encaixar no corpo que nasceu, teve que se aceitar uma mulher fora do padrão de beleza…
RM:
O que eu sempre digo é que somos seres únicos. A gente tem que se aceitar, sejamos magros, gordinhos. E mostrar que podemos tudo, basta correr atrás.


Do Yahoo
Share:

Luana trocou de gênero sem cirurgia para mudar o sexo

Me via como menina desde pequena", afirma a transexual Luana Martins Dórea, ou Luana Keylook, como é conhecida. Primeira transexual da Bahia a conseguir trocar o gênero sem ter feito a cirurgia para mudança de sexo, Luana veio de família conservadora e teve uma experiência traumática na infância, quando foi molestada por um parente.
Aos 14  anos, assumiu sua feminilidade, mesmo sofrendo preconceito de alguns familiares. "Usava roupas femininas e pintava as unhas. Eles não aceitavam e me agrediam verbalmente", conta. Em alguns momentos, a opressão era tanta que Luana pensou em desistir de viver: "Tentei suicídio por três vezes".
Aos 18, foi morar com a mãe por medo de continuar tentando morrer. Por causa do preconceito, só conseguiu trabalho aos 21, em uma ONG, que logo abandonou pela discriminação que sofria da mulher de um dos organizadores.
Um ano depois, estava na noite, fazendo sucesso em boates como cover da cantora Britney Spears. Aos 25, um posto de saúde não aceitou colocar seu nome social no cartão do SUS.
Foi a gota d'água: Luana tomou a decisão de mudar de nome e gênero. Procurou a Justiça e se tornou a 1ª transexual da Bahia a ter o sexo feminino registrado. "O reconhecimento é uma forma de respeito à minha identidade como trans", comemora.
Ambulatório LGBT no Natal
A Gerência de Atenção à Saúde informa que o ambulatório especializado no atendimento do público LGBT, no Hospital das Clínicas, já está pronto, dependendo apenas de ajustes burocráticos com o  SUS. A previsão é que, até dezembro, o processo seja concluído para abrir o ambulatório.
Pacientes contarão com equipe multidisciplinar com psicólogo, médico clínico, urologistas etc. Serão feitos gratuitamente atendimentos clínicos, além da hormonização dos pacientes.
Quanto à cirurgia de transexualidade, não há previsão para acontecer, em função da necessidade de uma maior estrutura, que envolve a contratação de cirurgiões e ampliação física.
Veja como conseguir realizar seu sonho
"Luana era feminina, se sentia feminina. Só fizemos legalizar seu nome e gênero, para ela deixar de sofrer preconceito e viver com dignidade", afirma a promotora Cristina Ulm, que acompanhou o caso de Keylook.
Ela conta que, após a conquista de Luana, a fila cresceu. "Temos mais de 20 processos em andamento". Keylook recomenda:  "Aconselho a todas as trans que desejam ter sua identidade reconhecida que façam como fiz. Ficarão muito mais felizes".
Para tal, é preciso procurar a  subcoordenação de Direitos Humanos da Defensoria Pública, em Sussuarana. Leve RG, CPF e comprovante de endereço para entrar com a ação na Justiça. Haverá uma  audiência, com autora e  testemunhas. Em seguida, o juiz solicita prova, certidão, laudo ou outros itens, o Ministério Público emite parecer  sobre o caso e, por fim, sai a sentença.

De A Tarde
Share:

Mariana Munhão: “Não é fácil acordar e saber que a sua filha virou filho”


Quando descobri que o Luan é transgênero passei a me informar mais sobre o sentimento dessas pessoas, não só sobre o significado da palavra.
“Engravidei do Luan aos 16 anos. Hoje estou com 32. Deixei o emprego como vendedora para aproveitar melhor o tempo com meus três filhos: Luan, de 15 anos; Raissa, de 11; e Pietra, de 4. O nome do meu filho no documento, no entanto, ainda consta como Luara. Ele é transgênero, um homem no corpo de uma mulher. A definição é justamente essa: pensa como menino, age como tal, só que num corpo biologicamente feminino.
Não é fácil acordar e saber que a sua filha virou filho. Amar, estar perto e acompanhar é o que vai fazer com que todo o resto fique mais fácil. A importância de entender as questões de gênero é muito grande. Quando as conhecemos é mais fácil identificar essa situação. Se pudesse, teria percebido e evitado momentos de tristeza. Sinto que tenho grande culpa de não ter ajudado antes e evitado a depressão do Luan.
A trajetória foi muito difícil até agora, ainda que estejamos apenas no início. O pai dele é ausente desde os 4 anos e, nas poucas vezes que apareceu – a última foi há dois anos –, o Luan não quis vê-lo nem conversar. Quando me separei, as figuras masculinas que fizeram parte do desenvolvimento dos meus filhos foram as dos meus irmãos, Rafael e Vinícius, e do meu atual marido, o Sérgio, com o qual sou casada há 6 anos.
Desde os 4 anos, quando começou a ter mais autonomia, o Luan fez escolhas de roupas e brinquedos considerados masculinos. Aos 11 anos, quando estávamos de mudança e empacotando as caixas, encontrei e li o diário do meu filho. Nas páginas, encontrei declarações sobre a paixão por uma menina e não dei tanta atenção porque era personagem de um filme. Mais tarde, aos 13 anos, acabei lendo novamente. Nessa fase, o Luan dizia estar apaixonado por uma garota do curso de inglês. E não era só isso. Vinha acompanhado de pensamentos suicidas, repúdio ao sexo masculino por causa do abandono do pai. Não quis dizer que sabia, porque isso o afastaria e faria com que perdesse a confiança em mim. Afinal, eu tinha consciência de ter sido invasiva ao ler algo tão particular.
Sugeri que o Luan começasse um tratamento psicológico, com a desculpa de que gostaria que ele se soltasse mais e superasse o trauma da ausência do pai. Tinha um fundo de verdade: meu filho não fazia amizades fora do seu ciclo na escola e tinha vergonha de se impor. Brigava muito com a irmã mais nova porque odiava o jeito ‘menininha’ como ela agia. Quando sentia raiva, perdia o controle e se machucava. No entanto, não tivemos nenhum progresso no primeiro tratamento. O Luan não queria estar lá, não colaborava. Isso se arrastou por três ou quatro meses.
A formatura do 9º ano foi um martírio. Exigiram o uso de vestido durante a festa e isso não fazia parte do seu vestuário. Tinha uma pressão familiar para que o Luan usasse o traje: ‘Você é menina!’, ‘você vai parecer um moleque com essas roupas!’ Ele foi firme: disse que não usaria salto alto de maneira alguma. Na ocasião, usou um tênis, mas não escapou do vestido.
Aos 15 anos, o Luan decidiu se abrir comigo. Ligou e disse: ‘mãe, a Valentina quer conversar com você’, falando sobre uma amiga bem próxima com a qual convive. No dia, tudo deu errado: o meu carro quebrou, sugeri que deixássemos a conversa para depois. Mesmo assim, Luan insistiu. Achei que a menina fosse me contar algum segredo. Quando cheguei, Valentina me disse: ‘O Luan é transgênero’. Até então, não sabia o que era. E, para mim, foi uma grande surpresa. Sempre esperei o dia no qual ele me contaria que gostava de meninas, mas não que queria mudar o seu corpo, nome e história. Contou-me sobre tudo: sabia que eu tinha lido o diário e entendia as indiretas, mas não conseguia responder. Luan fez pesquisas para entender o que era ser transgênero e se identificou. Se pudesse escolher, optaria por ter nascido menino e sempre seria assim. O Luan não queria passar por essa situação. ‘Não é uma escolha. Nasci assim’, disse.
O que eu mais tinha ouvido eram os casos famosos na mídia, como a filha da Angelina Jolie. Na Inglaterra, isso é mais comum. Comecei a me informar mais em relação ao sentimento dessas pessoas, não só no significado da palavra transgênero. Por que elas se sentem assim? É difícil você se olhar no espelho e não conseguir se identificar.
Tive uma rejeição no início, mas nunca enxerguei como uma fase. A partir do momento que ele me contou, eu sabia: é o Luan. Aceitei com dificuldade, mas apoiei desde o início. Conversamos com a família e amigos mais próximos, pois não queríamos conversas paralelas. Criei expectativas e foi um baque, mas nunca demonstrei. A revelação fez com que o Luan se sentisse à vontade para cortar o cabelo na semana seguinte e trocar o guarda-roupa. Quando fomos ao shopping fazer compras, a felicidade do Luan ao frequentar a ala masculina foi visível. Procuramos também por um novo psicólogo, agora por iniciativa dele. Acabei descobrindo o Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual, a AMTIGOS (SP). O tratamento é feito com o psiquiatra Alexandre Saadeh, que já trabalha com isso há 25 anos, mas é pouco divulgado. Atendem crianças e adolescentes, há auxílio de médicos e assistentes sociais para decidir o passo a passo do tratamento: tomar hormônio, fazer a mudança de sexo, a mudança do nome.
Conversamos com a minha mãe. Ela e o Luan são muito próximos. Pedagoga, ela até acompanhou a gente em algumas consultas no psicólogo. Depois falei com os meus irmãos, com o meu marido, que aceitou com mais facilidade do que eu. Tenho um primo com dificuldade para aceitar. Nunca discriminou, mas não vê como algo normal. A Pietra, minha filha mais nova, sempre me disse que o Luan era um menino. Eu, na época, dizia que não: ‘a sua irmã é uma menina’. Hoje entendo. É muito importante ter o apoio da família, o que não acontece com muitas pessoas trans. Tudo se torna ainda mais complicado. Quem teve mais dificuldade para aceitar foi a minha avó, que tem 77 anos. Por motivos de criação e cultura, ela não recebeu a notícia tão bem. Ficou sem falar com ele por um período, brigava por qualquer coisa e olhava torto. Ainda acredita que é só uma fase e se recusa a chamá-lo de Luan. Porém, procurou tratamento por meio da religião para tentar aceitar tudo isso. Hoje está mais tranquila, menos hostil: respeita as preferências, as roupas masculinas. Conversei com ela: ‘você tem que entender a limitação das pessoas’.

Na escola, todos já sabem que o Luan é trans e o tratamento mudou. Ele frequenta a instituição desde pequeno e são pessoas que convivemos fora do ambiente pedagógico. Alguns professores fingem que nada aconteceu, outros procuram tratar como Luan. Antes, algumas situações eram constrangedoras. Em aulas de educação física, por exemplo, quando o professor tinha de separar meninas e meninos, o meu filho não sabia como chegar e falar sobre isso.
O meu sentimento sobre tudo isso, sinceramente, é medo. Medo do preconceito que vai sofrer em diversos momentos da sua vida, da violência na sociedade, da transformação do corpo, de grupos transfóbicos. Não é fácil, amo demais o Luan e sei o quanto sua vida mudou depois que conseguiu revelar. Deixou de ser agressivo consigo, com a irmã mais nova, não se isola mais, tem muitos amigos e é mais independente. Fico imaginando o quanto sofreu todos esses anos, mas o meu egoísmo ainda pensa: ‘coloquei lacinhos, escolhi o nome mais lindo, fiz vestidinhos e reproduzi como toda mãe o seu futuro em minha mente’. Mas repito: é puro egoísmo. Não somos nós que escolhemos o caminho de nossos filhos.
Outro dia fui levá-lo ao médico e pedi ajuda para carregar ‘o meu filho’. Quando entreguei o RG, ficaram me questionando. Isso acontece muito. Ficam olhando diante da aparência masculina. Nas ruas, não fico reparando se as pessoas estão cochichando, se trocam olhares. Mas sei que ainda virão tempos difíceis. Quero que ele seja bem aceito na faculdade, em um emprego. Ainda estamos adaptando muita coisa. Troco os pronomes em alguns momentos. Sofremos juntos durante o período de menstruação, apertamos todos os dias os seus seios em faixas e elásticos para não aparecer na roupa, compramos cuecas e falamos das meninas pelas quais se interessa.
Planejamos a mudança de nome e sexo no RG, quando ele completar 16 anos, em setembro. Entre 17 e 18 anos, ele vai começar a tomar hormônios masculinos de acordo com os exames. Então, poderá fazer a barba pela primeira vez, voltar a frequentar praias e piscinas  — que não gosta de ir desde que os seios desenvolveram. Estaremos juntos sempre, desde que mantenha o caráter e os princípios que adquiriu ao longo destes anos. O que pedi para o meu filho é que ele não jogue fora as fotos antigas. Para o Luan, quando falamos do passado — Luara — é como se falássemos de uma irmã que já morreu. Mas eu não penso assim. Não é necessário apagar para mudar a história. Faz parte e vai continuar sendo lembrada e vivida.”

De Epoca
Share:

Primeira servidora transexual começa a trabalhar na Casa Branca


Raffi Freed-Gurspan se transformou na primeira servidora abertamente transexual a trabalhar na Casa Branca ao assumir na segunda-feira o cargo de diretora de recrutamento do Departamento Pessoal, informou a presidência americana. "A contratação demonstra o tipo de liderança que essa administração defende", indicou em comunicado divulgado nesta terça-feira Valerie Jarrett, assessora do presidente Barack Obama, ao confirmar a nomeação de Raffi, que antes trabalhava como conselheira política no Centro Nacional pela Igualdade Transexual. "Seu compromisso de melhorar as vidas dos transexuais americanos, particularmente das pessoas de cor e daquelas que vivem na pobreza, refletem os valores do governo", ressaltou Jarrett. 

Também em comunicado, a diretora do Centro Nacional pela Igualdade Transexual, Mara Keisling, destacou que era inevitável a contratação de um transexual para a Casa Branca. "Obama sempre disse que quer que sua administração se pareça com o povo americano", indicou Mara.

Ao longo de seus dois mandatos, Obama tomou várias medidas para garantir a igualdade de direitos para a comunidade LGTB. Foi também o primeiro presidente dos Estados Unidos a expressar publicamente apoio ao casamento homossexual. No ano passado, o líder americano emitiu uma ordem executiva que proíbe que empresas que tenham contratos com o governo federal toda discriminação contra seus empregados homossexuais, bissexuais e transexuais. Além disso, o Pentágono iniciou uma revisão com objetivo de eliminar a norma que proíbe que pessoas que passaram por uma transformação de gênero façam parte do serviço militar americano.
Do R7
Share:

Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Fantasias recorrentes: Submissão e Mulher Maravilha...

Quando eu era garoto sempre que eu lia historia em quadrinhos em que tinha mulheres curvilineas de roupa curta e de pernões eu ficava com muito tesão. Também não vou negar que as vezes eu queria ser uma daquelas garotas... Por vezes cheguei a tentar desenha-las, mas nunca ficava legal porque não tinha talento para isso. Não vou negar as vezes em que quis ser a própria mulher maravilha...

Dicesar com roupas do dia-a-dia e montado como Dimmy à Mulher Maravilha

Uma vez lembro que uma das minhas irmãs ganhou uma fantasia de lycra que eu é claro na primeira oportunidade surrupiei e fugi para o banheiro só para experimentar... O Fato é que imaginação não faltava.


Há algum tempo me deparei com um excelente e fantástico site que me encantou tanto pela qualidade das ilustrações, quanto pelo argumento das historias retratadas nos quadrinhos. o nome desse site é o Lustomic.
Mas o que tem os quadrinhos que eu achei tão bons? Como eu já disse, para começar a temática crossdressing, onde em geral o cara é feminizado. Tem a do cara que é sequestrado e doutrinado e forçado a se travestir, o que toma a porção mágica e vira mulher, o que vira sissy maid, o que é escravizado... tudo em meio a saltos altos, corselets apertadíssimos e curvas maravilhosas!


Pessolmante tem uma historinha que foi a que me levou a fazer esse post que é a historinha chamada 'Boss to Bimbo' (acima) que em uma tradução livre quer dizer 'De chefe a brinquedinho'. Essa do cara ser submetido aos caprichos de uma mulher altiva que faz dele gato e sapato e depois o feminiza é outra fantasia que da muito tesão... (pessoalmente eu preferiria que fosse um cara que fizesse o papel da mulher nas fotos) mas as ilustrações servem de referencia...


Pessoalmente prefiro esse estilo... So que a garota tinha de ser uma Crossdresser...
Share:

Uberaba: Travesti desaparecido tem a residência roubada e incendiada

Polícia investiga caso de travesti que desapareceu misteriosamente e teve a casa furtada e incendiada.

De acordo com informações da vendedora K.S.C., 27 anos, que é irmã da vítima Mariel Fernando Alves, 31 anos, disse que seu irmão saiu de sua residência na última sexta-feira (14), por volta das 19h, dizendo que iria para um rancho nas proximidades de Conceição das Alagoas com amigos. K. disse que ele chegou ao rancho, entrou em contato com sua genitora e afirmou que havia chegado bem.

Na noite de sexta-feira, houve uma discussão no rancho, mas, posteriormente, o caso foi “resolvido” e, no sábado (15), Mariel foi com amigos para um lanche em Conceição das Alagoas. Posteriormente, ele disse que iria voltar para Uberaba, contudo, não foi mais visto.
Segundo K., na madrugada de domingo (16), por volta das 4h40, bandidos não identificados foram até a casa de Mariel, invadiram o imóvel, furtaram um aparelho televisor e um aparelho de som, incendiando o imóvel em seguida.
Caminhões autobomba e viaturas de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros foram ao local crime e os militares utilizaram duas linhas de ataque para combater as chamas. Posteriormente, eles realizaram o rescaldo e constataram que várias roupas, móveis e eletroeletrônicos que estavam no interior da residência foram destruídos, sendo que a casa ficou completamente danificada.


K. disse ainda que os bombeiros encontraram as chaves da casa no quintal e que não havia sinais de arrombamento. Ela relatou que seu irmão havia terminado um relacionamento amoroso com outro indivíduo, que também residia no imóvel, há cerca de duas semanas.
A vendedora disse que os familiares estão desesperados à procura de Mariel. “Nossa família está desesperada à procura do meu irmão, que não tinha desavença com ninguém. Esperamos encontrá-lo com vida e que a polícia consiga prender quem fez alguma maldade com ele e incendiou sua casa”, desabafou. Até o fechamento desta edição, Mariel não havia sido encontrado e estava sendo procurado por policiais civis.

Do Jornal de Uberaba - Por Juliano Carlos
Share:

Justiça de SP solta 5 réus acusados de matar travesti Laura Vermont

A Justiça de São Paulo revogou neste mês as prisões dos cinco réus acusados de agredir e matar a socos e pauladas a travesti Laura Vermont, de 18 anos, durante uma briga em 20 de junho na Zona Leste da capital. A informação consta no site do Tribunal de Justiça (TJ).
De acordo com o processo que apura as eventuais responsabilidades pelo crime de assassinato, a juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues expediu alvarás de soltura para Van Basten Bizarrias de Deus, Iago Bizarrias de Deus, Jefferson Rodrigues Paulo, Bruno Rodrigues de Oliveira e Wilson de Jesus Marcolino. Eles têm idades que variam de 20 a 25 anos.
Jefferson e os irmãos Van Basten e Iago haviam sido presos em julho pela Polícia Civil. Bruno e Wilson eram considerados foragidos até então, mas teriam sido detidos posteriormente. Com a decisão da magistrada, porém, o quinteto poderá responder ao homicídio em liberdade até um eventual julgamento. A decisão é de 11 de agosto. 
Nela, a juíza justificou a suspensão da prisão dos cinco rapazes alegando que "não havendo indícios de que os acusados tenham procurado furtar-se à sua responsabilização criminal ou prejudicar a instrução probatória, pois confessaram a prática do delito e individualizaram suas condutas, entendo cabível a substituição da custódia preventiva pelas seguintes medidas cautelares".
Os outros suspeitos (que estavam presos): 



Iago Bizarrias de Deus e Van Basten Bizarrias de Deus

Entre as medidas cautelares que os cinco réus terão de cumprir estão: permanecerem em São Paulo; não frequentarem bares ou casas noturnas que vendam bebidas alcoólicas; não saírem de suas residências à noite e nos finais de semana; além de não procurarem testemunhas e parentes de Laura.
"Por outro lado, deve ser melhor esclarecida no curso da instrução a sucessão de eventos posteriores que atingiram a vítima", escreveu a magistrada.

A equipe de reportagem não conseguiu localizar os acusados para comentarem o assunto. Também não foram encontrados seus advogados para falarem do caso. Eles foram denunciados no mês passado pelo Ministério Público (MP). Posteriormente, a Justiça aceitou a acusação de homicídio contra eles, que passaram a figurar como réus no processo.
O G1 ainda tentou ligar para os familiares de Laura para saber o que acharam da decisão judicial de soltar os cinco rapazes, mas não obteve contato.
De acordo com a Polícia Civil, Laura, que tem no registro o nome de David Laurentino Araújo,  brigou com várias pessoas antes de morrer, chegando até a roubar um carro da Polícia Militar (PM).
Segundo o 32º Distrito Policial (DP), que investiga o caso, câmeras de segurança de uma padaria gravaram a briga entre os cinco rapazes e a travesti.



Os réus teriam confessado participação nas agressões a Laura após um desentendimento, quando ela passava na rua. A investigação descartou a possibilidade de o crime ter sido motivado por homofobia.
Para a polícia, a morte da travesti decorreu de um desentendimento entre os envolvidos. Parentes de Laura discordaram da apuração policial; para eles o crime foi um ataque homofóbico.
Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) concluiu que a causa da morte da travesti foi em decorrência do traumatismo craniano que ela sofreu. Exames médicos apontaram que a vítima morreu de "traumatismo cranioencefálico causado por agente contundente".

“Um dos detidos confessou que pegou um pedaço de pau e deu três pauladas na cabeça de Laura”, afirmou em julho o delegado José Manoel Lopes, que investigava se mais pessoas contribuíram para a morte da travesti. O G1 não conseguiu localizá-lo nesta quinta-feira (20).
De acordo com o delegado, na madrugada de 20 de junho, Laura havia pego carona com o cliente de uma travesti amiga dela e se desentendido no veículo com as duas pessoas. Ela queria que o rapaz a levasse para sua casa, mas ele se recusou, segundo a polícia. Durante a discussão, Laura cortou a colega com um canivete.
Segundo o delegado, o motorista parou o veículo e as duas desceram na Avenida Pires do Rio e continuaram a brigar. Foi quando um motoboy passou e arrancou o canivete das mãos de Laura, que estaria alterada. “A investigação aguarda o resultado dos laudos periciais para saber se ela consumiu drogas e bebida”, disse Lopes.

Em seguida, de acordo com o delegado, Laura atravessou a avenida e se desentendeu com um casal, puxando o cabelo de uma mulher. Depois, ela passou em frente a uma padaria da Avenida Nordestina onde estavam cinco jovens que haviam bebido no local. Ao passar por eles, a travesti teria discutido com o grupo, que passou a agredi-la.

Sangrando, Laura ainda foi filmada pelo frentista de um posto de combustível. As imagens foram veiculadas na internet. A investigação apura em que momento isso ocorreu: se antes ou depois da briga perto da padaria.
Posteriormente, a PM foi à região para atender um chamado por conta da briga entre Laura e os rapazes. Ao chegar ao local, dois policiais militares contaram que a travesti entrou no carro da corporação e dirigiu até bater num muro. Durante o trajeto, um policial estava dentro do veículo tentando impedir o roubo.

Esse policial, que é o soldado Diego Clemente Mendes, de 22 anos, ainda atirou no braço de Laura. Ele e o sargento Ailton de Jesus, de 43 anos, teriam deixado de socorrer a travesti, que foi levada por pessoas que apareceram na região e a levaram a um hospital, onde morreu.
O corpo de Laura foi encontrado esfaqueado e com um tiro no braço. Os policiais Diego e Ailton chegaram a ser presos pela Polícia Civil por mentirem durante o depoimento que prestaram sobre o caso no 63º DP, Vila Jacuí. Depois foram soltos por decisão da Justiça.
Eles teriam omitido o fato de que um deles atirou na travesti. A dupla ainda teria orientado uma testemunha a omitir o disparo, dando a ela uma folha de papel com o que deveria falar. O MP não denunciou os dois PMs, mas solicitou que eles fossem investigados por seus superiores pela suspeita de terem cometido crimes de falso testemunho e fraude processual.

Do G1
Share:

Renata Montezine: Uma modelo transexual e plus size

Ela tem 24 anos, usa manequim 46 e tem 1,70 de altura.Ela é modelo plus size e transexual.
Renata Montezine, que vai desfilar pela primeira vez neste sábado (25) no Fashion Weekend Plus Size, é considerada a primeira modelo plus size transexual do mundo e é o verdadeiro exemplo de que o mundo da moda está aberto à diversidade e precisa de personagens que quebrem paradigmas e padrões -- assim como ela.
"O ideal é que um dia rótulos como ‘plus size’ e ‘transexual’ não sucedam a palavra modelo. Porém, hoje, é necessário utilizá-las como forma de inclusão e para influenciar positivamente outras mulheres. Fico feliz em fazer parte desse processo”, diz a modelo em texto de divulgação do evento.
Renata é paulista, natural de Jundiaí e diz que desde pequena sentia identificação com o gênero feminino.
"Eu sempre me vi como menina, meu modo de falar e me expressar eram tipicamente femininos. Estava presa em um corpo masculino, mas eu era uma menina de alma", contou ao MdeMulher.
Aos 6 anos, Montezine já gostava de brincar com bonecas e não se interessava por aquelas consideradas "de meninos".
O comportamento chamou a atenção de seus pais, que buscaram soluções e entendimento.
Renata passou por diversos especialistas e aos 13 anos começou a fazer a adequação de gênero.
"Eu me olhava e ficava: 'como assim sou uma menina, mas em um corpo de menino? Sempre tive muito apoio deles [de seus pais], que queriam também compreender o que eu estava passando", disse em entrevista ao UOL.
Assim que Renata começou a assumir sua verdadeira identidade, veio o tratamento hormonal e as formas femininas começaram a surgir: seu rosto foi afinando, os pelos reduzindo e as curvas aparecendo gradativamente.
Um dia, uma menina me chamou no Facebook, como muitas outras, sem experiência alguma, pedindo conselhos de como se tornar uma modelo plus size. Era a Renata Montezine", conta a organizadora do evento Renata Poskuz Vaz em seu blog.
 
Por ela, Montezine foi comparada a Lea T, modelo brasileira transexual que já tem carreira internacional consolidada.
“Ela [Renata] disse que nunca saberíamos se eu não tentasse. E como adoro um desafio, aqui estou”, completa Montezine, que já trabalhava com moda, mas apenas na parte comercial.
Ainda em entrevista ao UOL, ela disse que hoje não sente que sofre tanto preconceito quanto outras trans que ainda estão nas primeiras fases de adequação de gênero.
Ela quer usar o espaço conquistado para dar mais visibilidade às mulheres trans. "O preconceito, não vou mentir, sempre vai ter. Mas é muito mais pela falta de entendimento, por não saberem o que é [a transexualidade]. Quero mostrar que nós, transexuais, podemos fazer tudo", disse.
E pode, mesmo.
Fashion Weekend Plus Size – Verão 2015
Data: 25/07/15
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – 4 º andar - Cerqueira César São Paulo – SP
Horário: 17h
Ingresso à venda no site Ticket360 para o público geral

 Do BrasilPost


Share:

Jamie Clayton e Keanu Reeves Juntos?

 
Segundo a revista americana Star, especializada em fofocas de celebridades, o astro de Hollywood Keanu Reeves estaria namorando a atriz Jamie Clayton, da série Sense 8, do Netflix. Até aí, nada diferente em relação a tantas notícias de romances entre personalidades. Mas, o que está chamando a atenção é que a protagonista do seriado é transexual.

Os dois foram flagrados aos beijos na saída de um badalado restaurante de Los Angeles, na Califórnia (EUA). De acordo com a publicação, os dois atores se conheceram durante as filmagens do longa-metragem The Neon Demon. "O fato de Jamie ser transexual não importa. Keanu gosta dela e a respeita, independente de opção sexual", disse um amigo do ator à Star.


 


Quem teria ajudado a formar o casal é a diretora da série Sense 8, Lana Wachowski, que também é transexual, e foi responsável pelas filmagens da trilogia Matrix.

Do UAI
Share:

Carol Marra foi escolhida para estrelar campanha publicitária internacional


A atriz e modelo Carol Marra foi escolhida para estrelar a nova campanha publicitária de uma grande marca de vodca, que será exibida em várias partes do mundo. O filme foi rodado durante o festival de música eletrônica Tomorrowland, que aconteceu em Itú, interior de São Paulo. Em  clima de super produção, a maior parte da equipe veio de Los Angeles especialmente para o trabalho, que contou com toneladas de equipamentos de última geração. Carol desbancou várias outras modelos, que concorriam ao trabalho. “Acho muito válido a equipe ter tido a sensibilidade e incluir uma transexual no filme. É um ato raro e pioneiro na publicidade, que mostra que somos como qualquer outra pessoa: temos sentimentos, sensações e direito de ser felizes, independente da condição sexual. Espero que o público tenha a mesma sensibilidade, compreenda a história que nós contamos e que a campanha não seja alvo de comentários maldosos como foi o comercial de uma marca de perfumes que eu fiz recentemente”, diz Carol.

Ao todo foram dois dias de filmagem, com mais de 30 profissionais envolvidos e cerca de 10 horas de trabalho diário, que podem ser vistos no filme que tem exibição mundial e, logo no primeiro dia, já alcançou mais de 100 mil visualizações no canal da marca da bebida na internet. "O diretor pediu para agir como se realmente estivéssemos curtindo o festival, daí eu e outro ator nos entregamos aos personagens: dançamos, pulamos e andamos o dia todo. Ao fim não sentia meus pés, estava com uma bota de salto e só fui ter as dores depois. Mas valeu a pena, o resultado ficou lindo", orgulha-se ela. Este não é o primeiro trabalho pioneiro na trajetória de Carol Marra - ela foi a primeira transex a protagonizar uma cena de beijo em um seriado na TV Brasileira. Foi em 'Psi', exibida pelo canal HBO no ano passado. Carol também carrega o posto de primeira modelo transexual a desfilar nas semanas de moda brasileira.




 

De Epoca

Share:

Transfobia, a dificuldade de trabalho para um transexual

Para ajudar os pais com a mensalidade da faculdade de Farmácia, Renata trabalhou no serviço de call center de uma transportadora. Com 21 anos, ela vivia o início do período em que se assumiria como Renata Florence, aceitando uma identidade feminina que agora percebia ser a sua. Momentos de depressão foram frequentes durante a vida acadêmica: quaisquer roupas femininas que comprasse eram jogadas no lixo pela mãe, e os professores desencorajavam-na a se aceitar como transexual, por causa do mercado de trabalho.
Com o término do curso, o que parecia ser o começo de uma vida profissional que lhe daria independência e segurança teve outro rumo. Para conseguir emprego, Renata tinha que fingir ser homem, e, mesmo assim, foi ficando cada vez mais difícil conforme sua identidade se externava com a terapia hormonal. “Estou há mais de um ano desempregada. Já prestei oito processos seletivos, tanto com meu nome social quanto com o de registro. Hoje, faço programa”, diz ela, que tem 27 anos. Com base no trabalho de campo e na experiência de 105 entidades que atuam em prol dos direitos da população trans, a Associação Nacional de Transexuais e Transgêneros estima que essa é a situação de 90% das mulheres transexuais do país.
“Nunca imaginava estar na rua. Mas a vida é assim. Do ano passado para cá, passei por muita coisa que eu não imaginava que passaria”, conta a farmacêutica, que foi expulsa de casa pela família e hoje divide apartamento com um amigo.
Transempregos
Criado por Daniela Andrade, Márcia Rocha e Paulo Bevilacqua, o site Transempregos permite o anúncio de vagas para pessoas trans e tenta enfrentar essa realidade. Artista plástico, Paulo conta que a iniciativa partiu de experiências pessoais e de conhecidos: “Percebi que minhas amigas e amigos não conseguiam emprego de jeito nenhum. Também notei isso na pele quando vi que, depois de começar minha transição, ficou muito mais difícil passar para uma segunda etapa de seleção ao revelar que ainda tinha documentos femininos”, lembra ele.
No momento, a página está paralisada para manutenção, mas Paulo conta que a procura só aumenta. “A demanda cresce enlouquecidamente. Mesmo avisando que o site está fora do ar, por enquanto, existem pessoas enviando e-mails, mandando mensagem para a página no Facebook, contactando a gente via mensagem privada”, diz ele, que, apesar de receber anúncios de profissionais de todos níveis qualificação, percebe o impacto da transfobia na qualificação. “A pessoa é desencorajada a estudar por causa de insultos, piadas e até mesmo agressões físicas. Se sente deslocada num ambiente que não é acolhedor a minorias e não pode se assumir de forma segura.”
Constrangimentos
Com 15 anos de carreira na área de softwares, Daniela Andrade, de 35 anos, conheceu bem as dificuldades de conseguir trabalho e se sentir confortável no emprego. “Trabalhei em várias empresas em que não me davam nem oi nem tchau. Na hora de almoçar, não me chamavam”, conta. Na faculdade, não era diferente. “Em uma sala de 45 pessoas, tinham três mulheres. Foi muito difícil. O pessoal era bastante preconceituoso. Nos quatro anos, só falava com uma pessoa, que era um homem gay e também sofria discriminação.”
Antes mesmo de enfrentar o preconceito no cotidiano de uma empresa, a analista programadora conta que os homens e mulheres transexuais têm que superar constrangimentos e a desinformação durante os processos seletivos. “[Isso] já começa na recepção. Se você não trocou os documentos, têm que explicar sua intimidade para uma pessoa que nunca viu na vida e que muitas vezes não sabe sobre o assunto”, conta. “Na maioria das vezes, você não vai falar, na entrevista, sobre suas competências. Você acaba falando da sua vida particular. Quando alguém fala que é transsexual, a primeira coisa que a pessoa pergunta é se você é operada. Você percebe que, de repente, a entrevista de emprego gira em torno de a pessoa querer saber sobre a sua genital. Já até perguntaram para mim: ‘Fica igual à vagina de uma mulher de verdade?'”.
Popular nas redes sociais, Daniela tem dividido recentemente com os seguidores a euforia de ter mudado de emprego para a ThoughtWorks, uma empresa de tecnologia que considera respeitosa com a diversidade. “É legal você estar em um ambiente em que há uma diversidade de pessoas, um ambiente com mulheres, pessoas negras. Há uma pluralidade de ideias”.
Segurança
Para Laysa Machado, de 44 anos, a solução foi o funcionalismo público. Hoje diretora de uma escola estadual do Paraná, ela foi demitida de uma instituição de ensino religiosa quando iniciou seu processo de transição e chegou a ser obrigada a mentir que era hermafrodita para não perder outro emprego. “Quando eu fui demitida de dois empregos, me vi sem trabalho e sem dinheiro. Eu peguei o dinheiro da poupança que eu tinha e comprei um cortador de grama e fui fazer jardinagem para não passar fome.”
Ao conseguir passar para um emprego estatutário, ela experimentou a segurança de poder trabalhar sendo ela mesma, e o resultado foi a vitória em duas eleições para a direção da Escola Estadual Chico Mendes, na região metropolitana de Curitiba. “Em 2008, nossa chapa foi tão subestimada que não achavam que a gente tinha chance alguma, mas conseguimos ganhar. Dos 1,2 mil alunos, tivemos 1,1 mil votos.”
Acolhida por boa parte dos alunos e professores da escola, Laysa se sente uma exceção na população trans. “Sou uma exceção. Estou à frente de uma instituição que é excludente. Enquanto aluna, fui excluída. Se fosse pela escola, eu teria desistido de estudar no prezinho.”
Laysa mora com o namorado, o microempresário e também transexual David Zimmermann, de 24 anos. Vítima de transfobia no trabalho inclusive por parte de homossexuais, David investiu em um negócio próprio. “As pessoas trans já têm uma força tão grande, que elas têm capacidade de liderança, mesmo que pra elas não pareça. Elas têm a força de ter sua opinião diante do mundo. A gente passa por tanta coisa que, com certeza, tem a firmeza de administrar”, destaca ele.
Aproveitando a própria experiência, o empresário passou a fabricar produtos voltados para homens trans, como próteses penianas e coletes para ocultar seios. No futuro, os planos são contratar e atuar em outros ramos. “ só com isso e tenho uma boa renda, mas penso em ter outros negócios futuramente. Penso em abrir um empreendimento turístico com pessoas trans trabalhando comigo. Sei como é difícil conseguir emprego no mercado de trabalho.”
Do Diário da Manhã - Por Vinícius Lisboa – repórter da Agência Brasil - Edição: Talita Cavalcante

Share:

Saiba quem são os suspeitos foragidos do assassinato de Laura Vermont



.
Depois que a Justiça decretou a prisão preventiva dos suspeitos de matar a travesti Laura Vermont, de 18 anos, dois deles continuam foragidos. São eles: Wilson de Jesus Marcolino, de 20 anos e Bruno Rodrigues de Oliveira.

+ Caminhada em SP repudia assassinato de Laura Vermont

Quem tiver alguma informação sobre eles, que aparecem no topo desta reportagem, devem entrar em contato com a polícia por meio do telefone 190. O sigilo é garantido.


 Ao lado de outros três amigos, Van Basten Bizarrias de Deus, Jefferson Rodrigues Paulo e Iago Bizarrias de Deus, os jovens agrediram Laura com pedaços de madeira, chutes e socos na madrugada do dia 20 de julho, em São Paulo. A família e amigos acreditam que o crime tenha ocorrido por transfobia.


Depois de ser vista andando ensanguentada, Laura foi abordada por dois policiais militares Ailton de Jesus, de 43 anos, e Diego Clemente Mendes, de 22. Eles foram chamados para socorrê-la, mas acabaram dando um tiro nela. O laudo de morte apresentado pelo Instituto Médico Legal aponta traumatismo craniano.

Durante o relato, os PMs chegaram a forjar uma testemunha, mentir sobre ter levado Laura ao hospital (o que foi feito pela família) e omitir terem dado um tiro. Eles disseram que a travesti teria entrado na viatura, assumido o volante do carro e batido o veículo contra um muro. Os PMs chegaram a ser presos, mas foram liberados após pagar fiança.

O crime chocou a comunidade LGBT e gerou manifestações de repúdio ao assassinato e aos vários crimes motivados por transfobia. A irmã de Laura, Rejane Laurentino de Araújo, faz o apelo para encontrar os outros suspeitos e diz ao NLUCON que a família está devastada com o assassinato.

"Está sendo muito difícil desde então porque éramos uma família muito unida e eles acabaram com isso. A minha filha de quatro anos vive perguntando sobre a tia. Isso dói muito. Agora, a minha mãe e o meu pai pararam a vida, não trabalham, não saem de casa, vivem chorando. Nós vivemos chorando na espectativa de que seja tudo só um pesadelo e que a Laura vai voltar", declarou.




Os outros suspeitos (que já estão presos): 



Iago Bizarrias de Deus e Van Basten Bizarrias de Deus

Do NL
Share:

Transexual Kelly Amorim, espalha cartazes cobrando prêmio de Carnaval

 A transexual Kelly Amorim, conhecida como Babalu, decidiu protestar contra a Prefeitura de Laguna, no Sul de Santa Catarina, após ficar seis meses sem receber um prêmio de R$ 700. Durante o carnaval ela ganhou o título de 'Musa da Praça 2015' e um cheque simbólico.
Na última semana ela começou a colocar faixas, de três metros de comprimento por um de altura, em ruas da cidade com a frase: 'E você? Troca esse cheque para mim?'.
A primeira foi colocada na última quarta-feira (15), no bairro Magalhães. A segunda, Kelly colocou na terça-feira (21). Enquanto não receber, ela promete continuar espalhando os anúncios. A ideia das faixas foi dela, patrocinada por amigos.
"Eles sempre dão desculpas. Cada vez um problema diferente. E não sou só eu que eles estão devendo. Pessoal que ganhou concurso de marchinhas e outros concursos de beleza também não recebeu. Mas só eu tive a coragem de cobrar", diz a cabelereira de 28 anos, eleita 'Musa da Praça 2015'.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Kelly explica o que aconteceu (veja abaixo) e mostra o cheque simbólico que recebeu durante o evento.
"Aí eu te pergunto uma coisa: será que os lojistas, a costureira que fez a minha roupa, (...) será que eles aceitam este cheque como pagamento? Troca esse cheque para mim?".
Liga deve R$ 145 mil a participantes do Carnaval
Segundo o presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Leonardo Pascoal, os premiados no Carnaval devem começar a receber a partir desta quarta-feira (22) até sexta (24). Conforme a Fundação, a Liga Independente de Blocos Carnavalescos e Culturais de Laguna (Liblol), conveniada com a prefeitura para executar a festa na cidade, deve R$ 145 mil para bandas e para ganhadores de concursos.
Conforme Pascoal, os pagamentos atrasaram por diversos fatores. Primeiramente, a prefeitura deveria ter feito o repasse dos R$ 145 mil a Liblol em 30 dias após o evento, o que acabou ocorrendo em 60 dias devido a 'recessão do município e baixa arrecadação de impostos', disse Pascoal. O dinheiro foi pago em duas parcelas à Liga, chegando no final de maio na conta.
Depois, de acordo com a fundação, houve um problema na própria Liblol. O tesoureiro foi trocado e o cadastro da conta válida pela liga também sofreu alterações. Com esses empecilhos, segundo Pascoal, somente a partir desta quarta iniciam os pagamentos.
Do G1

Share:

Andréia Amado: Preso primeiro suspeito de participação na morte de transexual


O taxista Maicon Gomes, 29 anos, foi preso preventivamente na manha de hoje pela 2ª DHPP. Ele é considerado um dos suspeitos pela morte de Andréia Amado, 28 anos, executada a tiros na Rua Câncio Gomes, Bairro Floresta, em Porto Alegre, no começo de junho.

De acordo com a investigação, Maicon transportou os dois atiradores e os aguardou a uma quadra de distância do crime para leva-los embora após o crime. Em depoimento, o taxista admitiu que fez a corrida para a dupla, mas negou que soubesse ou que tenha percebido o crime.

Para a polícia, transexual não foi vítima de homofobia

ONG adverte que medo de represália impede que Polícia esclareça morte de transexual

 
— Temos a convicção de que não foi uma corrida aleatória. Este suspeito é usuário de drogas e cliente dos traficantes envolvidos no crime. Prestou um serviço a eles — afirma o delegado Filipe Bringhenti.

Segundo ele, seria impossível que o taxista não tivesse, ao menos, escutado os disparos. A polícia ainda procura os outros dois envolvidos no crime.

Há convicção de que a transexual Andréia não era o alvo dos criminosos. Teria sido morta como um recado a uma travesti que agenciaria aquele ponto de prostituição.

Do DG
Share:

-

BANNER 728X90

Video Recomendado

-

AD BANNER

Visualizações

About & Social

Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

Entre em contato comigo!

Nome

E-mail *

Mensagem *

busque no blog

Arquivo do blog

TROCA DE LINKS

Apoio ao Crossdresser
Universo Crossdress
Márcia Tirésias
Club Cross
Fórum Crossdressing Place
Jornalismo Trans - Neto Lucon
Kannel Art
Noite Rainha Cross
Diário de uma Crossdresser

Gospel LGBT
Dom Monteiro - Contos do Dom
La nueva chica del bairro
Ravens Ladies
Travestismo Heterosexual

CROSSDRESSER
Nathasha b'Fly
Veronica Mendes
Camilinha Lafert
Kamila Cross BH
Sophia Mel Cdzinha

DANYELA CROSSDRESSER
Duda CD
Bruninha Loira sapeka
Cross Gatas
Klesia cd
Renata Loren
Coroa CD
Suzan Crossdresser
Érika Diniz
CDZINHA EXIBICIONISTA
Aninha CDzinha
Camila Praz
CD VALDETTY
CD Paty
Cdzinha Moranguinho
Jaqueline CD
Paty Cdzinha

Contos Eróticos da Casa da Maitê
Elite Transex

Mais

Mais vistos na ultima semana

Tags

Postagens mais visitadas há um ano

Postagem em destaque

Renata Montezine arrasando como sempre

Renata Albuquerque Montezine é atualmente uma das mulheres trans, de maior sucesso no país. Já foi modelo plus size, sendo a primeira...

Pages