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Luana trocou de gênero sem cirurgia para mudar o sexo

Me via como menina desde pequena", afirma a transexual Luana Martins Dórea, ou Luana Keylook, como é conhecida. Primeira transexual da Bahia a conseguir trocar o gênero sem ter feito a cirurgia para mudança de sexo, Luana veio de família conservadora e teve uma experiência traumática na infância, quando foi molestada por um parente.
Aos 14  anos, assumiu sua feminilidade, mesmo sofrendo preconceito de alguns familiares. "Usava roupas femininas e pintava as unhas. Eles não aceitavam e me agrediam verbalmente", conta. Em alguns momentos, a opressão era tanta que Luana pensou em desistir de viver: "Tentei suicídio por três vezes".
Aos 18, foi morar com a mãe por medo de continuar tentando morrer. Por causa do preconceito, só conseguiu trabalho aos 21, em uma ONG, que logo abandonou pela discriminação que sofria da mulher de um dos organizadores.
Um ano depois, estava na noite, fazendo sucesso em boates como cover da cantora Britney Spears. Aos 25, um posto de saúde não aceitou colocar seu nome social no cartão do SUS.
Foi a gota d'água: Luana tomou a decisão de mudar de nome e gênero. Procurou a Justiça e se tornou a 1ª transexual da Bahia a ter o sexo feminino registrado. "O reconhecimento é uma forma de respeito à minha identidade como trans", comemora.
Ambulatório LGBT no Natal
A Gerência de Atenção à Saúde informa que o ambulatório especializado no atendimento do público LGBT, no Hospital das Clínicas, já está pronto, dependendo apenas de ajustes burocráticos com o  SUS. A previsão é que, até dezembro, o processo seja concluído para abrir o ambulatório.
Pacientes contarão com equipe multidisciplinar com psicólogo, médico clínico, urologistas etc. Serão feitos gratuitamente atendimentos clínicos, além da hormonização dos pacientes.
Quanto à cirurgia de transexualidade, não há previsão para acontecer, em função da necessidade de uma maior estrutura, que envolve a contratação de cirurgiões e ampliação física.
Veja como conseguir realizar seu sonho
"Luana era feminina, se sentia feminina. Só fizemos legalizar seu nome e gênero, para ela deixar de sofrer preconceito e viver com dignidade", afirma a promotora Cristina Ulm, que acompanhou o caso de Keylook.
Ela conta que, após a conquista de Luana, a fila cresceu. "Temos mais de 20 processos em andamento". Keylook recomenda:  "Aconselho a todas as trans que desejam ter sua identidade reconhecida que façam como fiz. Ficarão muito mais felizes".
Para tal, é preciso procurar a  subcoordenação de Direitos Humanos da Defensoria Pública, em Sussuarana. Leve RG, CPF e comprovante de endereço para entrar com a ação na Justiça. Haverá uma  audiência, com autora e  testemunhas. Em seguida, o juiz solicita prova, certidão, laudo ou outros itens, o Ministério Público emite parecer  sobre o caso e, por fim, sai a sentença.

De A Tarde

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