Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Adolescente trans tem registro de alistamento vazado no Facebook e sofre perseguição

Marianna Lively recebeu dezenas de ligações, mensagens de WhatsApp e teve dados pessoais e fotos suas compartilhadas em redes sociais com mensagens transfóbicas. 

A jovem transexual Marianna Lively se alistou no exército na última quarta-feira (23) no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, São Paulo.

No Brasil o alistamento militar é obrigatório para os homens ao completar 18 anos. Como Marianna ainda não conseguiu alterar seus documentos, teve que comparecer ao alistamento.

O que Marianna não esperava é que um simples ato obrigatório geraria tantos problemas em sua vida.


Apesar de não ter sofrido nenhum tipo de preconceito durante o momento do alistamento, ela acabou se tornando alvo de perseguição virtual após imagens suas durante o processo terem sido divulgadas na internet.

Alguém compartilhou suas fotos e elas começaram a aparecer no Facebook e WhatsApp acompanhadas de piadas com o fato dela ser transexual. Para completar, pessoas começaram a ligar para ela para assediá-la.

No Facebook, Marianna compartilhou a história:

Sou Marianna (nome social) sou transgênera, tenho 17 anos. Fui me apresentar no quartel no dia 23/09/2015 como meu dever de cidadã brasileira. Chegando lá todos me trataram normalmente, sem preconceito e com educação. Porém, no mesmo dia quando era 14:00 começaram algumas ligações estranhas em minha residência. Pessoas desconhecidas do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Ceará, procuravam por David (meu nome de registro). Esses desconhecidos que estavam ligando, caçoavam de mim por eu ser trans, já outros me diziam ter gostado de mim e queriam deixar telefone para eu entrar em contato

Em entrevista ao BuzzFeed Brasil a jovem contou que foram dezenas de ligações. “Ligavam de minuto a minuto, teve uma hora que parei de atender”.

Para piorar, Marianna conta que por volta das 10 da noite as fotos acima começaram as compartilhadas em redes sociais e WhatssApp acompanhadas de mensagens transfóbicas. No dia seguinte, ela voltou ao local para esclarecer com o capitão da base onde havia se apresentado o poderia ter acontecido. 

“O capitão pediu desculpas pelo transtorno, disse que a pessoa que havia feito o ato de infantilidade iria ser punido, mas ao mesmo tempo que ele me dizia isso, ele dizia que era para eu deixar as coisas se acalmarem e simplesmente trocar de telefone, como se fosse reparar o erro deles”, relatou ela no seu Facebook.

Ao BuzzFeed Brasil completou: “Me senti um lixo exposto, fiquei muito mal, com uma ferida aberta. Nenhuma trans quer ser chamada pelo seu nome de registro, é constrangedor. Ainda mais ter desconhecidos ligando em sua residência.”

Procurado pelo BuzzFeed Brasil, o Comandante David do Batalhão de Polícia do Exército de Osasco, responsável pela região, afirmou que está aguardando Marianna para esclarecimento.

“O caso ocorreu em frente ao quartel e eu desconheço a instalação então não posso te afirmar nada, mas já estou sabendo do ocorrido por cima e estou aguardando a vinda da jovem para auxiliá-la”, disse David por telefone.

Marianna então buscou uma advogada e registou um boletim de ocorrência na Polícia Militar. Como uma das imagens que circulam trazem, além do seu telefone, o seu endereço, a jovem foi para casa de uma tia.

As advogadas Patricia Gorisch, da OAB/Santos e presidente da Comissão Nacional de Direito Homoafetivo do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família, e Ana Carolina Borges, da OAB/Bauru estão atuando no caso. 

“Como o caso ocorreu dentro do quartel, temos que fazer um boletim na Justiça Militar. Além disso, abriremos um procedimento administrativo na corregedoria para investigar e punir quem foi o autor das fotos e a divulgação dessas no WhatsApp e Facebook”, diz Patricia em entrevista ao BuzzFeed Brasil.

A dupla de advogadas vai ingressar na justiça estadual por danos morais e para conseguirem uma liminar para que as fotos sejam bloqueadas. Também entrarão com um processo administrativo pela lei 10.948/01, que pune administrativamente a transfobia no estado de São Paulo.
“Quem curtiu e compartilhou as imagens com mensagens transfóbicas também serão punidas no direito cibernético e no atual marco civil da internet, além de pela lei 10948/01, injúria, difamação e danos morais,” diz a advogada.

Marianna diz que vai realizar todas as denúncias e seguir com o processo porque não quer que “outras trans passem pelo mesmo”. “Espero ter sido a ultima a ter sido feita de chacota com o ato de infantilidade do quartel,” disse.

Por  do BuzzFeed, Brasil
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Cantora portuguesa Patrícia Ribeiro, fala sobre transexualidade no lançamento do seu livro em SP

Conhecida em Portugal pelas canções de sucesso como “Lotaria do Amor”, que lhe rendeu um disco de ouro, Patrícia Ribeiro lançou na noite de ontem (16) seu livro biográfico “Ontem Homem, Hoje Mulher” na livraria Blooks em São Paulo. Acompanhada por Benjamin Martinho, transexual masculino, Patrícia iniciou a apresentação do seu livro e bate papo com a plateia, entre ela jornalistas, amigos, médicos e um público interessado no assunto.

Além da cantora e de Benjamin, quem esteve por lá foi a famosa Léo Áquila, amiga de Patrícia e defensora da diversidade. Em um bate papo descontraído, Patrícia contou como foi o processo de mudança física, como foi a sua aceitação pessoal, seus primeiros sentimentos após a cirurgia de mudança de gênero e ainda citou como exemplo dois nomes bem conhecidos dos brasileiros Roberta Close e Thammy Miranda. Além de responder a perguntas e conceder entrevistas exclusivas.

O livro autobiográfico “Ontem Homem Hoje Mulher”, relata a sua história de vida e todo o seu percurso artístico e burocracias até a mudança de sexo. Patrícia é conhecida por ser uma das primeiras transexuais a fazer a cirurgia de mudança de gênero, mas conquistou o público com suas músicas marcantes. Em exclusividade informou os presente na noite de ontem que em breve receberá mais um disco de ouro pelo sucesso de “Põe-me Ko” (gíria portuguesa).

Do EGO





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Travesti é apedrejada e espancada por quatro homens após sair de festa

Uma travesti de 24 anos afirma ter sido vítima de homofobia após ser espancada por quatro homens manhã do último domingo, em Canindé do São Francisco, em Sergipe. Nicoly Holiver e uma amiga voltavam de uma festa quando foram abordadas pelos agressores. Ela relata que foi apedrejada e agredida com socos e pontapés. A amiga conseguiu fugir do local e pedir socorro. O caso foi registrado na Delegacia de São Canindé.

De acordo com a publicação local, Nicoly, que trabalha em um salão de beleza da cidade, conta que voltava de uma festa com a amiga quando os rapazes começaram a insulta-las. Depois disso, eles começaram a jogar pedras nas duas.

Ao pedir para que parassem com a ação, Nicoly foi agredida com um soco no rosto. Desesperada, a amiga tentou impedir o ataque e jogou uma pedra no homem que agrediu a colega, e, em seguida, correu para buscar ajuda. Irritados, os rapazes deram início a uma série de socos e pontapés contra a vítima.

Devido às agressões, Nicoly ficou desacordada por alguns segundos. Quando retomou a consciência, conseguiu se livrar dos agressores e buscou auxílio na casa vizinha ao bar.Ela teve vários ferimentos e cortes na cabeça e foi encaminhada para um hospital da região, onde levou pontos nas duas mãos.

Segundo a vítima, antes das agressões, os homens teriam tentado manter relações sexuais com ela e a amiga. Como recusaram a proposta, foram agredidas. Ela ainda ressalta que os agressores estavam sob o efeito de álcool ou drogas.

A delegacia onde o crime foi registrado não informou sobre as investigações. Não há informações sobre prisões.

De O Dia

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7 mitos sobre pessoas transexuais e travestis que precisam ser combatidos

Falar sobre "pessoas T", que é a forma como podemos nos referir aos homens e mulheres transexuais e às travestis, não é fácil quando você não é uma pessoa T. E, principalmente, quando você não tem a noção do que é ter nascido em um corpo que não representa de fato o que e quem você é. Mas isso não é o único porém. Homens e mulheres trans e as travestis enfrentam níveis absurdos de violência e discriminação.
Em 2013, por exemplo, 72% das vítimas em homicídios contra a população LGBT eram mulheres trans, segundo o relatório "Injustice at Every Turn" feito em parceria pelas ONGs norte-americanas National Center for Transgender Equality and The Task Force. Além disso, ele também aponta que pessoas T estão quatro vezes mais propensas a viver na pobreza e experimentam o desemprego o dobro do que a população em geral. Se a pessoa for negra essa margem sobe para quatro vezes.
O Brasil não fica atrás. Somente no ano passado, 134 travestis foram assassinadas no país, de acordo com dados do Grupo Gay da Bahia (GGB)
Por isso, as capas de Caitlyn Jenner para a Vanity Fair e Laverne Cox, estrela de "Orange Is the New Black", para a TIME e Entertainment Weekly são tão importantes. Assim como a conquista da top Andreja Péjic ao ser anunciada como a primeira mulher trans a ser rosto de uma campanha de beleza, na Make Up For Ever.
Essas ações colocam luz - e dão voz - para um assunto, muitas vezes considerado tabu e que precisa ser discutido, por se tratar de uma questão de Direitos Humanos. Com ajuda de Agatha Lima, mulher transexual, militante e atual presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT de São Paulo, de Luiz Fernando Prado, homem trans, integrante da família LGBT Stronger e ativista e militante de Direitos Humanos, e de Monique Rodriguez, travesti e militante, procuramos desmistificar algumas das mentiras que contam sobre homens e mulheres trans e travestis.
1. Não existe diferença entre transexual, transgênero e travesti.
Existe, sim. De acordo com Agatha, as pessoas transexuais são pessoas que nasceram com um gênero (homem ou mulher), mas que não se identificam com ele. "Por exemplo, a mulher trans nasce com o sexo biológico masculino, mas a sua identidade de gênero, que é a forma como ela se percebe, e orientação sexual são geralmente femininas. Já as travestis, são pessoas que têm o sexo biológico masculino, mas que possuem identidade de gênero ambígua", explica. Segundo ela, elas podem se identificar tanto com seu lado homem, quanto com seu lado mulher e ter orientação sexual fluída. Agora, cabe a cada pessoa dizer ou definir o que ela é. "É ela quem define o que é e como quer ser reconhecida", avalia Monique.

2. Para ser uma mulher transexual ou uma travesti é preciso fazer uma cirurgia.
Mentira. E para começar, não se fala em "cirurgia de mudança de sexo", o termo correto é redesignação sexual (CRS). Luiz Fernando explica bem essa dúvida: "A transexualidade é algo além de se fazer modificações corpóreas, se trata de um incômodo em viver num gênero que em nada lhe representa". O importante mesmo é se sentir confortável com o seu corpo. "Uma trans pode ser trans sem ter começado a hormonização, sem ter colocado peitos, feito cirurgia ou laser. É mulher ou homem e ponto, não importa o jeito que está", diz Monique. É só importante destacar que, segundo Agatha, uma travesti dificilmente vai optar por uma cirurgia, justamente por essa identidade de gênero ambígua.


 3. Pessoas transexuais são todas homossexuais.
Essa questão causa muitas dúvidas em quem não está familiarizado com o universo das pessoas T. É comum a confusão de que ser um homem ou mulher transexual é, logo, ser homossexual. Mas, gênero, que é a percepção individual de cada um sobre ser homem, mulher ou algo a mais, não é sinônimo de orientação sexual.
Ser uma pessoa transexual ou travesti não significa necessariamente ser homossexual. "Se for uma mulher trans e gostar de outra mulher, ela é lésbica, e se for mulher trans e gostar de homem, é heterossexual e por aí vai...", explica Monique.

4. Pessoas transexuais e travestis escolheram ser assim.
Óbvio que não. Como dito acima, a identidade de gênero é a percepção do indivíduo de ser um homem ou uma mulher (ou alguém que não se identifica de forma binária) e isso é algo que nasce com a pessoa. De acordo com Monique, por a sociedade dividir os seres humanos em apenas "macho e fêmea", quando criança, a pessoa - sem informações - se vê obrigada a se encaixar nesses padrões, daí a ideia errônea de que se trata de uma escolha. "Ninguém escolhe ser humilhado socialmente em todos os espaços de convívio", avalia Luiz.
E, sim, existem teorias médicas sobre quais motivos as pessoas nascem transexuais ou travestis. Por exemplo, alguns falam que hormônios usados durante a gravidez podem ser a causa e outras pesquisas afirmam que tem a ver com a atividade cerebral. Mas a verdade é que, mais importante do que o porquê, a comunidade de pessoas T precisa nesse momento de aceitação e respeito. #Prioridades

5. Ser uma pessoa transexual ou travesti significa ser um homem fantasiado de mulher ou uma mulher fantasiada de homem.
De forma alguma. Como dito acima, as pessoas T nasceram dessa forma. Carmen Carrera, que é militante da causa, modelo e mulher trans desconstruiu essa ideia equivocada em apenas uma frase: "Eu não sou um homem fingindo ser uma mulher. Eu sou uma mulher". Caso encerrado?

6. Transexualidade é uma doença.
Não. Apesar disso, o Transtorno de Identidade de Gênero ainda é listado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença mental. Porém, a CID 2015 (Classificação Internacional de Doenças) promete tratar a transexualidade não mais como um distúrbio de saúde, mas como uma condição que exige intervenção médica em alguns casos. 
Segundo a entidade, destacar a possibilidade de intervenção é necessário para que, principalmente, essas pessoas possam receber tratamento nas redes públicas e particulares. E é justamente essa a luta travada atualmente, como explica Agatha: "A nossa luta maior não é sair do CID, porque ele ainda garante o acesso ao atendimento em hospitais públicos, a nossa luta é a transexualidade não ser mais tratada como uma doença mental".

7. Transfobia não existe.
Existe, sim, e está tanto nos "pequenos" atos, desde quando alguém se recusa a chamar uma pessoa trans por seu nome social, até nos crimes de ódio cometidos mundo afora todos os anos. Para se ter uma ideia, de acordo com relatórios internacionais, 50% dos assassinatos contra pessoas T ocorreram somente no Brasil em 2014. É importante apenas não confundir transfobia com o homofobia, tá? Monique alerta que são coisas diferentes e bem simples de entender: "Nós somos trans, então, é transfobia". 
E para quem ainda não está convencido que não existe transfobia, Luiz Fernando traz um relato: "A transfobia existe a partir do momento em que as pessoas julgam homens trans como mulheres lésbicas masculinizadas por simplesmente não ter uma genitália masculina. Existe quando corremos o risco de sermos estuprados em um banheiro masculino se houver alguma desconfiança por parte de alguns frequentadores daquele espaço. Existe ao frequentarmos locais que se exige RG documentação imagine o constrangimento de apresentá-lo e nele constar um nome e sexo feminino você tendo uma aparência masculinizada. Existe quando em um serviço de saúde publica se recusam a nos chamar pelo nome social pelo fato do tal nome civil constar no prontuário. Existe ao não se conseguir emprego digno devido a documentação e temos de nos empregar em subempregos e ainda termos de implorar para nos respeitarem nos tratando como gostaríamos. Não queremos fazer apologia a nada, queremos ter direitos como quaisquer outros cidadãos e sermos respeitados pelo que somos".  
 
Texto M de Mulher - Escrito por Lucas Castilho - Fotos do Blog: Sheplacements
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Mulher transgênero é detida em aeroporto após scanner identificar 'anomalia'

A escritora Shadi Petosky foi detida por seguranças do Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, após o scanner corporal identificar o pênis da mulher como uma 'anormal'.

Em sua conta no Twitter, Shadi postou fotos da sala para onde foi levada, onde ficou por cerca de 40 minutos e acabou perdendo o voo.

Na sala com agentes da Administração de Segurança nos Transportes (TSA, na sigla em inglês), Shadi disse ter esclarecido o 'item anormal' identificado entre as pernas dela. "Isso é meu pênis", explicou.

Após a afirmação, ela passou pela revista íntima e disse ter se sentido humilhada. Para ela, os funcionários do aeroporto não estavam preparados para lidar com pessoas transgêneros.

"Fiquei envergonhada com isso. É apenas uma coincidência que eu receba um 'tapinha' nos meus órgãos genitais e ainda seja revistada pelo pior agente que acredita que eu carrego explosivos", conta ela ao The Daily News.


Após as declarações de Shadi à imprensa e no Twitter, a TSA  afirmou "que leva muito a sério toda toda e qualquer possível violação aos direitos civil. Nós estamos apurando a situação para obter mais informações".

No Twitter, a escritora esclareceu que não está apenas querendo chamar atenção. "Muitas pessoas estão me dizendo que eu quero ser uma vítima. Não. Esta história está sendo contada porque eu não quero ser uma vítima", escreveu ela.

Do UOL



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Conheça Renata Peron uma cantora nordestina, transexual e ativista dos direitos das trans.

"No primeiro chute, voei três metros. Caída no chão, senti algo vazando em mim, passei a mão pelo corpo, mas nada de sangue. Enquanto isso, eles chutavam e socavam meu amigo. Cheiravam a vinho barato, maconha, suor e adrenalina. Foi tudo muito rápido, alguns segundos apenas. Saíram correndo e rindo, enquanto nos arrastávamos pela Praça da República, no centro de São Paulo, lugar em que a agressão que sofremos resultou em hemorragia interna e na perda de um rim. Meu amigo teve lesão no nervo ciático e precisou de dezenas de sessões de fisioterapia para andar normalmente. Nosso crime? Existir.
Era uma noite de sexta, eu trabalhava com cabeleireira num salão dos Jardins e tinha acabado de encontrar um amigo. Íamos brindar o fim de semana num bar da Vieira de Carvalho, rua do centro onde há vários bares gays. Não tínhamos mexido com ninguém, nem sequer olhado. E, mesmo que tivéssemos feito isso, ninguém tem direito de espancar ninguém. Não me senti humilhada, me senti perplexa. Por que eu? Por quê?
Essa foi uma das agressões que a vida me trouxe por ter nascido trans. Uma de muitas. Tenho até hoje marcas de pedradas que levava na escola por ser um menino com jeito de menina. Sempre tive trejeitos femininos e, quando apanhava, a professora me culpava. “Mas também, olha o jeito com que você se comporta!”, ela dizia.
Apesar das durezas da vida, não posso me queixar, não. Tenho 38 anos, o que me coloca numa rara estatística: a das transexuais que passam dos 35. Sim, é essa a nossa expectativa de vida. Onde nasci, a morte chegava bem mais cedo. Antes dos 20 até. Sou da Paraíba, cresci entre o Ceará e a Bahia, em cidades nas quais quem se arvorava em ser mulher recebia como sentença execução sumária. Às vezes, com requintes de crueldade que incluíam estupro e um cabo de vassoura enfiado não preciso dizer onde e nem até que profundidade. Era assim há três décadas, mas até hoje a intolerância na minha terra é muito maior. Todo dia morre gente. Muita gente. Eu, que “apenas” perdi um rim aqui em São Paulo, tenho de me dar por felizarda.
Integro também outra estatística, esta ainda mais difícil: dos quase 10 milhões de homens e mulheres transexuais do Brasil, apenas 1% ou 2% não ganham a vida se prostituindo. A gente não faz isso porque acha bonito, porque somos depravadas. Ainda que eu defenda o direito de que, se a pessoa quiser, ela pode se prostituir porque o corpo é dela. Você, que nasceu com identidade de gênero igual ao corpo biológico, talvez nunca entenda o que senti quando vi minha carteira de trabalho. Quando pude tirar férias, recebi o meu décimo terceiro salário. Esse direito para a grande maioria dos brasileiros é tão básico quanto ter água encanada, luz elétrica. Para as trans, é o conquistar uma montanha. É se sentir emocionada com o que a lei considera direito de qualquer cidadão.
Sim, eu tentei fazer programa logo que cheguei a São Paulo. Precisava de dinheiro, falavam que as mais bem sucedidas tiravam 700 reais por dia, e eu fui ver o que acontecia. Não consegui. O homem tinha um cheiro terrível, devolvi o dinheiro e saí dali o mais rápido que pude. Mas minha vida toda trabalhei. Essa sempre foi minha reação diante das dificuldades. Por exemplo, quando eu tinha 17 anos e fui abandonado pela família. Aliás, por um dos meus irmãos. Éramos treze filhos, mas minha mãe se matou quando eu tinha 7 anos. Tinha depressão. Um dia ela nos deu janta, colocou a gente pra brincar na rua, se enrolou em panos, derramou querosene e ateou fogo a si mesma. Vimos pelas frestas da porta ela morrer. Com o tempo, sobramos apenas seis. Meu pai bebia, então eu não quis continuar morando com ele.
Daí a mudança para a casa desse irmão.
Minha cunhada me odiava (adivinha o motivo?) e, após duas semanas, fui me matricular numa escola. Quando voltei, cadê todo mundo? Eles haviam se mudado, a casa estava vazia e tinha só minha mala. Sentei olhando pro céu, pro chão, completamente passada. Daí levantei e fui procurar emprego num mercado próximo. Nunca tive medo de batente. Trabalhava como repositora no mercado em troca de teto e comida. Logo arranjei trabalho vendendo cosmético de porta em porta. Sempre fui boa de argumento, de conversa.
Conheci um centro cultural na minha cidade e descobri que queria mesmo era ser artista. Esse tempo todo eu sabia que tinha algo de diferente, mas não imaginava que mais que gay eu era trans. Quando vi Roberta Close na televisão foi que entendi. Daí comecei a conhecer outras meninas como eu, em Juazeiro, na Bahia, e me assustei porque as amizades não duravam. As que não eram mortas da maneira como contei acima, sucumbiam a aplicações malfeitas de silicone industrial.
Só comecei a transformar meu corpo aos 27 anos, quando me mudei para São Paulo. Até então, no máximo me montava como drag queen, que era socialmente mais aceita (e menos passível de morte!). Demorou até eu fazer cirurgias. Coloquei 500 mililitros de silicone e passei a ter fisicamente os seios que a vida inteira eu já sentia que estavam lá, mesmo quando apenas usava enchimento. Outra cirurgia usou gordura da barriga para me desenhar quadril e bumbum de menina. Agora batalho rumo aos 25 mil reais de que preciso para implantes capilares. Sabe a tortura que um homem sente quando começam a cair os cabelos? Multiplique isso por mil no caso de quem, como eu, nasceu mulher num corpo masculino. É a coisa mais terrível do planeta ser femininerrérrima e ostentar entradas gigantes. Uso uma prótese, que é uma tira de cabelo feita numa tela, colada na cabeça. Disfarça bem, mas não é definitivo.






Meu sonho é ser uma cantora de sucesso. Nessa década de vida paulistana, consegui com suor e sacrifício gravar quatro discos e um DVD. Contando cada centavo, enchi o Teatro Sérgio Cardoso com 800 pessoas e cantei Noel Rosa, numa noite memorável. A coisa não vai pra frente, para tristeza minha, simplesmente porque as pessoas ainda não sabem lidar com a transexualidade alheia. Faço testes, sou elogiada, conheço gente que em tese tem mente aberta, mas nunca consigo o sucesso que considero merecer. E eu sei que não é falta de talento. Com o tempo minha fé nessa carreira arrefeceu, mas eu ainda mantenho essa vontade de viver da minha arte. De viver do meu talento.
Resolvi fazer faculdade e procurei algo que combinasse com meu espírito combativo, com meu jeito militante e com minha vida engajada na Cais, associação dedicada à inclusão social para travestis e transexuais. Escolhi Serviço Social e estou no quinto semestre. Já bati boca com uma professora doutora que insistia em se referir a mim como “ele”. Uma professora doutora! Alguém que devia saber mais sobre identidade de gênero, entende? Trabalho na SP Escola de Teatro, que tem como regra em seu estatuto que 10% de seus funcionários sejam trans. Uma ideia que, felizmente, começa a ser copiada em outras cidades brasileiras. Não acho que eu vá viver para ver um mundo em que as trans seja plenamente integradas à sociedade, mas um dia vamos chegar lá. Como aquela gota que tanto bate até que fura, nem que leve cem anos."
 
Renata Peron, paraibana, 38 anos, é cantora e ativista dos direitos das trans

[Nota original do autor da matéria o Jornalista Alvaro Leme: Considero que jornalismo é, essencialmente, dividir boas histórias com as pessoas. A seguir você tem a da Renata, uma das mais sofridas e bonitas que ouvi ao longo da minha carreira. A ideia é, com este texto, abrir espaço sempre aqui no blog para posts em que algumas pessoas contem em primeira pessoa suas trajetórias. Leia a dela que você vai entender do que estou falando.]

Do R7
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Policiais treinam técnicas para evitar constrangimentos a homossexuais

A Polícia Militar do Piauí tem aprimorado as técnicas de abordagem à população para evitar constrangimentos ao cidadão, principalmente quando se trata de homossexuais, travestis ou transgêneros. Há casos em que PMs perguntam se um travesti, por exemplo, prefere ser abordado por um policial do sexo masculino ou feminino.
“Especificamente com esses grupos, a gente pergunta de qual forma ele prefere ser abordado: ou por um policial feminino ou masculino. Em caso de busca ou revista pessoal o procedimento é o mesmo”, explica a aluna do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), Jarlene Silva.

Segundo Domingos Medeiros, também aluno do Cfap, a formação do policial atualmente já tem uma atenção especial com as minorias e o respeito à dignidade. “Hoje em dia a nossa formação vem voltada para a questão do respeito às minorias e o respeito à dignidade da pessoa humana. Não existem pessoas suspeitas, existem pessoas em atitudes suspeitas. Não é pelo fato de o individuo pertencer a um grupo de minorias que ele vai ser considerado de pronto um suspeito”, explica.
Além dos treinamentos promovidos pela própria polícia, o grupo Matizes tem contribuído com palestras. Em 2007, integrantes do grupo teriam sido agredidos verbalmente por militares. O caso chegou a ser denunciado na corregedoria da PM. Nos últimos 7 anos, 58 homossexuais foram assassinado no Piauí. No ano passado foram 13 casos.


“Isso acontece por que os assassinos, os homofóbicos, acreditam na impunidade. Infelizmente ainda é a regra em se tratando de assassinatos de LGBTs”, diz Marinalva Santana, do Matizes.
Apesar de diferencial em alguns casos, a PM chama atenção que não há diferença entre cidadãos e que, via de regra, a abordagem é igual para todos. 
“A abordagem e as técnicas são utilizadas de forma igual para todo mundo. É um cidadão como qualquer outro. Nós não fazemos diferença”, ressalta Elza Ramos, Subcomandante CFAP.
Do Cidade Verde - Por Hérlon Moraesc - herlonmoraes@cidadeverde.com
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O Orgasmo anal: Como ter um.


Misturando dois mistérios do universo sexual feminino, o assunto não poderia ser menos controvertido para muitas mulheres. Mas quem já passou pela experiência garante que o segredo é relaxar e aproveitar. E que isso pode ser muito simples!
Ah, o orgasmo! Para algumas mulheres, um completo desconhecido. Para outras, um visitante de presenças bissextas. Mas há também aquelas para as quais o dito-cujo é um amigo tão íntimo que pode chegar a qualquer hora, até mesmo pela porta do fundos. "Sim, por quê não?", impõem-se elas. Desprendidas de todo e qualquer medo, essas mulheres garantem que, para experimentar o poder de inundação de algo chamado por elas mesmas de orgasmo anal, o segredo é simples: relaxar e gozar.
“Simples da boca pra fora!”, chega já em contra-ataque a dentista Karla Nascimento. Para ela, como acontece com uma parte expressiva das mulheres, o sexo anal é ainda um grande e doloroso mistério. “Comigo, não é possível. Aquilo não foi feito para receber nada, só expelir. Todas as vezes em que tentei doeu, aí fico tensa e perco logo todo o tesão na brincadeira”, afirma ela. No entanto, Karla reconhece que a região é mesmo altamente sensível e que o tal termo “orgasmo anal” é pra lá de instigante. “Nossa, mas como será isso?”, questiona-se. A estudante Luísa Rego Monteiro, que se diz craque no assunto, responde: “Gozar por vias normais, só que a partir do sexo anal. É completamente diferente porque não há nenhum estímulo físico na região da vagina, no clitóris. É simplesmente gozar de prazer e de relaxamento, sem olhar para trás, como se não houvesse amanhã”, define.
Entretanto, para o sucesso dessa empreitada é mesmo necessário algo um pouco além do “mero” relaxamento. Um outro ingrediente, às vezes raro, é de importância fundamental nesse processo: um homem competente. “Não são todos os que sabem fazer. Aliás, acho que a maioria não tem muito gabarito. Eles não têm delicadeza e nem paciência para levar a mulher ao orgasmo por essas vias”, denuncia a cabeleireira Sandra Moutinho. Não é pra menos, como se defende o técnico de som Mário Agrizi. “A maioria das mulheres também não gosta do sexo anal. Geralmente, quando um homem consegue fazer, é uma deferência dela. Então, fica uma coisa feita com pressa, sem carinho. Vira uma bola de neve: ela não sente prazer, só faz porque ele gosta. Não está preocupada em gozar”, acredita ele. Aqueles que conseguiram, no entanto, reafirmam a crença no poder do clima relax. O artista plástico Ian Fonda, que garante já ter levado duas mulheres ao clímax com sua performance, diz que a receita de bolo está mesmo na sensibilidade. “As duas gostavam que eu fizesse de maneiras diferentes. O segredo está em deixá-las à vontade para que mostrem como preferem”, ensina ele, lembrando, porém, que o sexo anal, por melhor que seja, está longe de ser uma garantia de orgasmo feminino. “Comigo, pelo menos, foram duas vezes em duzentas”, puxa da ponta do lápis.
A sexóloga Margareth Labate endossa a opinião do rapaz. Ela afirma que o que se chama de orgasmo anal é mesmo um acontecimento raro na vida sexual de uma mulher. “É preciso estar bastante solta, com a cabeça voltada apenas para o envolvimento daquele momento. Além disso, há mulheres que não conseguem chegar ao orgasmo sem uma estimulação clitoriana. Mas todo esse mistério também pode fazer orgasmo pelo sexo anal mais prazeroso, surpreendente, mais especial”, diz ela. Margareth acrescenta ainda um ingrediente a mais em nossa receita, igualmente importante aos demais. “Um lubrificante à base d’água pode ser fundamental. Há alguns bons produtos no mercado, inclusive com pequenas doses de anestésico para aliviar os eventuais incômodos. Na hora de comprar, é importante verificar se o produto é hipoalergênico e à base d’água”, recomenda. Para finalizar, ela lembra que, na verdade, a senha para todos os orgasmos é uma só: estar satisfeita. “Nunca é demais dizer que ninguém é obrigado a fazer nada entre quatro paredes. Apenas, o que dá prazer”, conclui Margareth.
DO Bolsa de Mulher 

Como ter um orgasmo com sexo anal 

Para muitos casais o sexo anal é um tabu, do qual nem se fala e muito menos se pratica. No entanto, na intimidade, explorar é a chave do prazer, e são muitas as pessoas que obtêm enorme satisfação com a penetração anal, que é simplesmente outra forma de desfrutar. Bem praticado, o medo à dor se converte rapidamente em um fantasma para dar passo ao prazer, por isso em umComo.com.br lhe explicamos-lhe como ter um orgasmo com o sexo anal e experimentar um clímax como nunca experimentou.

Instruções
  1. O sexo anal não é algo que podemos praticar em cinco minutos, não é sexo rápido, pelo contrário. Requer tempo, paciência e dedicação para que a penetração seja completamente prazerosa e que a pessoa penetrada chegue ao orgasmo de forma intensa e deliciosa. Por isso, primeiro devemos ter tempo para nos dedicar por completo ao ânus, sem pressa.
  2. Estimular o ânus de sua parceira sem deixar de lado a vagina, o clítoris, os seios e todas as zonas erógenas femininas. A ideia é que sua parceira se sinta completamente excitada e disposta à penetração e a desfrutar. Com a estimulação, o ânus dilatará e ficará pronto para ser penetrado.
  3. Quando o ânus estiver dilatado, deverá recorrer a um lubrificante para que o pênis deslize. Este passo é fundamental já que o ânus não lubrifica por si só como a vagina. Já que comparamos, deve saber que para que o sexo anal seja prazeroso e sem dor deve-se começar a penetrar com a ponta de forma delicada. Se o pênis for introduzido completamente de uma só vez é possível que ela experimente dor ou incomodidades. Usem um plug anal se desejam preparar o ânus lentamente para a penetração.
  4. Quando penetrar com a ponta de seu pênis o ânus de sua parceira deverá se manter sem movimento alguns segundos, esperando que a tensão inicial passe e que ela relaxe. Beije-a no pescoço, acaricie seu clítoris ou seus seios, diga coisas no seu ouvido, estimule-a e leve-a ao prazer.
  5. Quando ela estiver relaxada, você pode começar a penetrá-la suavemente introduzindo pouco a pouco o pênis enquanto ambos desfrutam das sensações que este tipo de penetração gera. Para ela será algo diferente e delicioso, enquanto o homem recebe um grande estímulo ao penetrar um orifício mais estreito que o habitual.
  6. A paciência é fundamental, apesar de que na pornografia vemos mulheres serem penetradas analmente com uma intensidade similar ao sexo vaginal, a realidade é outra. Deve-se ir devagar, a lentidão gera um prazer enorme, para ela será gratificante sentir como o pênis avança cada vez mais explorando partes desconhecidas.
  7. Quando ambos estiverem prontos poderão aumentar a velocidade um pouco. Lembre-se sempre que devem ser estimulados os pontos chave do corpo, a proximidade deste tipo de penetração permite fazê-lo, motivo pelo qual é muito excitante.
  8. A posição que escolherem é muito importante para que ela chegue ao orgasmo com o sexo anal, por isso consulte nosso artigo sobre as melhores posições para consegui-lo e garantir o prazer de ambos.
  9. Não hesite em usar brinquedos sexuais como os vibradores ou consoladores para aumentar o prazer. Enquanto ela é penetrada analmente podem usá-lo para masturbar, estimular o clítoris e inclusive para penetrar vaginalmente. Isso proporcionará grande prazer que acabará, com certeza, em um orgasmo muito intenso para ambos.
  10. Desfrutem de sua sexualidade plenamente e vivam a deliciosa experiência do sexo anal, uma forma de prazer diferente mas muito estimulante.
  11. Se deseja ler mais artigos parecidos a como ter um orgasmo com sexo anal , recomendamos que entre na nossa categoria de Sexo e Beijos ou que se inscreva no nosso boletim de novidades.

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Mães defendem direito de escolha dos filhos e combatem preconceito

“Eu sou quem eu quero ser”. Essa é a abordagem defendida pelo movimento Mães Pela Igualdade, grupo formado por mães de homossexuais que atuam no combate à homofobia. A fundadora do movimento é a pernambucana Leonora Pereira, que idealizou o projeto após seu filho – José Ricardo, de 24 anos – ser assassinado em 2010. O caso teve um desfecho em julho deste ano, com a primeira condenação no país por crime de homofobia. Agora, o Piauí também possui um núcleo do movimento sob coordenação da professora universitária aposentada Lurdinha Nunes, que explica que o grupo luta pelos direitos de seus filhos terem a sua livre orientação sexual vivenciada respeitada.

“As pessoas exigem sempre uma cobrança de querer justificar tudo como se fosse um mal-entendido, mas nesse caso isso não existe. Aqui é um bem entendido mesmo. É a coragem de dizer ‘eu sou quem eu quero ser’”, disse. No Brasil, existem dois grupos: Mães Pela Igualdade, presente em todo país e o Mães Pela Diversidade, presente no eixo Rio de Janeiro e São Paulo, mas com o mesmo propósito de lutar pelos direitos de seus filhos e fazer com que a sociedade entenda que eles representam uma família. “As pessoas não observam, ignoram a população LGBT e não conseguem imaginá-los com uma vida própria, como alguém produtivo na sua essência e não por sua sexualidade”, disse.

O grupo defende um olhar de família que apoia e respeita seus filhos. As lutas possuem várias frentes que variam desde a produção de materiais didáticos como livros e cartilhas para distribuir nas comunidades e promovem a orientação para as pessoas; assim como o debate político realizando discussões com grupos para que possam respeitar os direitos do público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros; articulação política, já que os movimentos que têm os mesmos princípios se unem para articular com senadores e deputados federais a criação de leis que trabalhem pelas causas do público e também um trabalho de apoio às mães “Nós temos uma sociedade que foi orientada para entender a heteronormatividade, quer dizer, só é normal aquilo que é o homem e a mulher, então o que tem que ser defendido é que existem diversas formas de ser e de amor e isso tem que ser respeitado”, acrescentou. Ela completou afirmando que o primeiro contato com as mães é para escutar como foi a descoberta da orientação sexual dos seus filhos que pode acontecer de diversas formas.

Apoio da família reflete na sociedade

O coordenador do Centro de Referência LGBT do Piauí e presidente do Conselho LGBT de Teresina, Vitor Kozlowski, afirmou que é de suma importância a participação de um movimento em que mães de homossexuais se unem para lutar pelos direitos dos seus filhos e de todo público.

“A possibilidade de ter mães que se organizam para defender os direitos de seus filhos é imensamente importante, pois um dos espaços em que há grande discriminação da população LGBT é justamente dentro de casa e quando existe esse diálogo e a defesa dessas pessoas no seio familiar é realmente algo que pode contribuir diretamente no enfrentamento à discriminação da sociedade em geral”, destacou.

Ele acrescentou que o impacto para crianças, adolescentes e jovens homossexuais que têm o apoio e respeito dos pais dentro de casa desde cedo é fundamental na luta pelo respeito e livre orientação sexual de casa. Isso porque reflete diretamente na construção de uma sociedade mais tolerante e menos preconceituosa.

“Esse impacto é imenso. Se partirmos do princípio de que as denúncias de violação de direitos registradas no Disque 100 e outros dados de violência contra o LGBT apontam que a maior parte dos discriminados são jovens, a recepção e o entendimento da sexualidade de cada membro da família resultaria para um reflexo positivo na luta contra o preconceito”, considerou.

Vitor Kozlowski ressalta que o Mães Pela Igualdade é bastante valioso para o movimento e luta LGBT, pois soma com os ideais por entenderem as suas necessidades e conhecerem sua realidade.

Respeito pela identidade

A doutora em Educação Lurdinha Nunes também é uma forte militante dos Direitos Humanos e isso lhe fez entender que o mais importante é o respeito pela identidade da pessoa. Isso a ajudou no momento em que sua filha contou, aos 13 anos de idade, que gostava de outra menina.

“Eu tenho um histórico de defesa dos direitos humanos e nessa trajetória eu sou parceira do movimento LGBT há 14 anos, então eu passei a conviver com aquela realidade. Quando minha filha me contou, eu entendi que Deus me preparou para aquele momento que ela me disse qual a sua orientação sexual”, revelou.

Ela acrescentou que já esperava por esse momento e, a partir de então, passou a estudar ainda mais sobre a causa. Ela se preparou para as palestras para ter um entendimento maior social e político e começou a realizar o trabalho de conscientização pelo respeito da orientação sexual da sua filha dentro de casa com familiares e amigos. Foi quando começou a se infiltrar ainda mais em questões sobre a temática.

Números de denúncias contra público LGBT assustam

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República realizou um levantamento a partir de denúncias feitas por telefone e registrou 3.084 denúncias de 9.982 violações relacionadas à população LGBT, envolvendo 4.851 vítimas e 4.784 suspeitos. Os números confirmam uma outra análise que revela uma média de 3,23 violações sofridas por cada uma das vítimas.

O cenário se torna ainda mais preocupante se levarmos em consideração os dados relacionados à violência em geral e violência particular. Muitas vezes, ocorre a naturalização da violência como único tratamento possível ou a autoculpabilização. Essa estatística está relacionada às violações analisadas pelo levantamento e não corresponde à totalidade das violências ocorridas cotidianamente contra LGBTs, que segundo especialistas e estudiosos são muito mais numerosas do que aquelas que chegam ao conhecimento do poder público.

Os números apontam para um grave e assustador quadro de violências homofóbicas no país já que reportaram 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico por dia. A cada dia, 13,29 pessoas são vítimas de violência homofóbica reportada no Brasil. O estudo foi realizado no ano de 2012.

“Orientação sexual é só uma parte da pessoa, não é o todo”, defende mãe

Leonora Pereira ressalta que ainda existe um debate muito forte de que “agora, todos têm que ser homossexuais” e exemplifica que uma pessoa que é a favor da causa indígena não precisa ser índio ou até mesmo se é contra o racismo não vai se tornar negro. Para ela, falta sensibilidade nas pessoas.

“A sensibilidade parte do respeito à dignidade da pessoa. O respeito àquilo que a pessoa é, representa, a sua história, trajetória, a memória de sua família e os sonhos e desejos que aquela pessoa tem. Afinal todo mundo tem o direito de ser feliz e orientação é só uma parte da pessoa, não é o todo”, declarou.

A idealizadora do projeto destacou a importância de eventos como a Parada da Diversidade em Teresina – que reuniu 110 mil pessoas na edição de 2015. Neste ano, o grupo formado por 12 mães participou pela primeira vez do evento e o movimento já tem uma lista com cerca de 20 municípios piauienses para visitar e realizar palestras no intuito de conseguir a inserção de novos apoiadores.

O grupo se reúne a cada 15 dias como família e têm entre seus membros o mesmo sentimento: amor de mãe. Todas se sentem mães de todos, pois sentem e conhecem o sofrimento dos seus filhos em relação ao preconceito que sofrem e por isso criam um sentimento de identidade.

FONTE: Waldelúcio Barbosa - Via Portal Meio Norte
Do Meio Norte
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Dicas de Sexo Oral: Como Estimular uma Mulher!


Enlouquecer uma mulher na cama é um dos grandes objetivos da maioria dos homens atualmente. Estimular a mulher através de sexo oral pode ser uma das melhores formas de ter uma relação extremamente prazerosa para ambos. Em algumas situações, fazer sexo oral na mulher pode até salvar uma relação. Sim! É isso mesmo que você ouviu, aquele velho mito que toda mulher deve ser submissa e ser a responsável por conduzir toda relação deve ser extinto.
Hoje, os tempos mudaram e cabe ao homem também propor prazer a parceira a ponto de fazer os dois chegar ao orgasmo e sentir o verdadeiro prazer durante a relação. Mas é aí que muitos homens pecam. Saber onde, quando, quanto tocar é essencial para fazê-la ter as sensações mais prazerosas e deixar ela preparada para ter uma relação inesquecível.
Além disso, o sexo oral na mulher ainda pode ser de grande ajuda para que ela possa ter o tão esperado orgasmo, já que geralmente o homem ejacula muito mais rápido que a mulher. Pense no sexo oral como uma “arma” para diminuir o tempo entre o seu orgasmo e o orgasmo dela, fazendo a relação ser muito mais prazerosa para os dois e com um âmbito de cumplicidade muito maior.
Os benefícios de fazer sexo oral na mulher são óbvios, fazer ela sentir prazer pode ser o ponto decisivo para ela criar todo uma ideia sobre a sua personalidade e sua forma de fazer sexo. Além de demonstrar que você tem desejo de fazer sexo com ela, irá demonstrar que você se preocupa em fazê-la sentir prazer. Mas, nem tudo são flores não é mesmo?
Se você não sabe fazer sexo oral na mulher de forma correta, positivamente você não irá conseguir ter os resultados esperados e muito menos fará a mulher sentir prazer. Em alguns casos, o mais provável é que ela sinta um incomodo enquanto você faz a tentativa de fazer sexo oral. Mas e você? Quer aprender a fazer sexo oral de forma correta na mulher? Fique atento a esse artigo e conheça algumas dicas incríveis para ser o “Az” do sexo oral feminino.
DICAS DE SEXO ORAL PARA ESTIMULAR UMA MULHER!
Vá com calma!
Antes de qualquer coisa, vá com calma. Por mais louco que você esteja para fazer sexo, vá com muita calma, afinal de contas, a área genital feminina é muito sensível, assim como a área masculina. Sendo assim, o prazer dela por meio do sexo oral não vai se dar por meio da variedade de movimentos que você faz ou força, o prazer será gerado pela suavidade e “jeito”.
Utilize o dedo
O seu dedo pode ser um grande aliado para fazer o sexo oral de forma correta e prazerosa na mulher. Para fazer isso de forma correta, você deve deslizar o dedo de forma suave e lenta, pressionando o canal vaginal e fazendo movimentos de “vai e vem”. Mas na realidade, tudo vai depender do gosto de sua parceira, e você com certeza saberá o quanto ela está gostando e será mais bem guiado durante a relação sexual.
A posição certa
A posição correta é de fundamental importância para estimular a mulher ainda mais. Existem várias posições que podem ser feitas para aumentar o estimulo através do sexo oral, porém, deve-se ter bastante paciência e fazer várias tentativas para encontrar a posição mais prazerosa e confortável tanto para você quanto para sua parceira!
Use acessórios
Alguns acessórios podem ser de grande ajuda para você! Algumas mulheres gostam muito quando o homem começa a querer inovar durante o sexo. Porém, é necessário ter o máximo de cuidado com a ideia, afinal, existem mulheres que não são muito receptivas com o novo e você precisa ter muito cuidado para não assustar sua parceira.
E quem disse que só a mulher pode se deliciar com o momento? Aproveite para se deliciar e aproveitar ainda mais a sua parceira. E não precisa se preocupar com a falta de experiência, afinal de contas, quanto mais você faz o sexo oral na mulher mais experiência você adquire e consequentemente, quanto mais experiência, melhor você fica.
E então? O que achou do artigo? Se gostou das dicas, não deixe de comentar abaixo e ficar atento ao nosso blog para ficar por dentro de todas as novidades!
Este post foi enviado pelo nosso amigo Daniel do Vac Extensor

Do Nudelas


Se você quer mandar bem neste quisito, então preste bem a atenção nestas dicas preciosas para fazer o melhor sexo oral na mulher.
Você por acaso já sentiu, enquanto fazia sexo oral na mulher, que ela não respondia muito aos prazeres que você acreditava estar proporcionando a ela? Já a pegou olhando para o nada enquanto era chupada por você? Provavelmente, então você estava fazendo algo de errado – e não se sinta envergonhado por isso, pois a maioria das mulheres afirmam que é muito difícil achar um homem que pratique um sexo oral na mulher do jeito que ela gosta.
Desta forma, concorda que você aprendendo estes segredos pode se tornar um diferencial no meio de todos os homens, aquele cara que sabe fazer uma mulher enlouquecer na cama com um sexo oral perfeito? Então você está no lugar certo.
Confira abaixo alguns passos de como fazer o melhor sexo oral na mulher, com dicas e técnicas que elas guardam só para si e você agora vai ter acesso para supreendê-las.
1. O sexo oral na mulher também tem preliminares
Isso mesmo, as preliminares também têm preliminares! Se você acha que vai chegar logo tirando a calcinha e partindo pro sexo oral na mulher, está enganado. Ela não vai se sentir excitada da mesma forma que você se sentiria, como já falamos em diversas outras oportunidades – as mulheres precisam de muitos estímulos de carinho e sensualidade para a prática do sexo – e inclusive o oral. Portanto, comece aquecendo a sua parceira, acariciando e beijando (sempre utilizando a língua para já criar uma expectativa) sua boca, pescoço, orelhas, seios, barriga e coxas, entre outras zonas erógenas, antes de começar a definitivamente fazer o sexo oral na mulher.
2. Como começar
Lembre-se de “verificar” se a vagina de sua parceira já está totalmente lubrificada antes de começar. Ponha a mão delicadamente dentro da calcinha dela, se ainda estiver seca, continue a fase anterior! Se você perceber que ela já foi bem aquecida com as preliminares, é hora de partir para o principal. Comece beijando a parte interna das coxas e suas virilhas, retirando lentamente a calcinha da mulher. Antes disso, beije e respire fundo em cima da calcinha dela para proporcionar uma sensação de expectativa. Quando chegar à área genital finalmente, explore delicadamente os grandes lábios no início, para depois, aos poucos, trabalhar imaginando que você está mais ou menos beijando uma boca. Use não só a língua, mas também seus lábios.
3. Sem pressa! Observe as reações da mulher
Passando para os pequenos lábios (os da parte interna), utilize sua língua para fazer movimentos circulares, espirais e em oito. Sempre com suavidade, evitando deixar o músculo da língua endurecido – este não é o órgão nem o momento que elas desejam estar duro.
Você perceberá, através dos movimentos e contorções de sua parceira, se está fazendo os movimentos e mantendo o ritmo certo. Por isso, comece delicadamente a lamber e beijar o clitóris a partir deste ponto, fazendo movimentos suaves e ritmados e tendo muito cuidado com os dentes. Aumente um pouco a pressão e a velocidade gradativamente, mas nunca se esqueça, perceba os sinais que ela te dá enquanto você faz sexo oral na mulher – você precisa definitivamente ser um bom observador nessa situação.
Nesta hora seria bem interessante você brincar com os dedos. Se estiver fazendo sexo oral na mulher corretamente de acordo com as dicas acima, até agora, ela estará totalmente lubrificada e seu dedo entrará com a maior facilidade. Ponha uma pequena parte do seu dedo, que se ela gostar, você perceberá as respostas, e então continue introduzindo profundamente ao poucos.
4. Chegando ao orgasmo – mantenha o ritmo!
Mais uma vez, quando o orgasmo estiver se aproximando, a mulher vai dar sinais como gemidos, movimento dos quadris e respiração. Nesta hora, é de suma importância você parar com as alternações de movimento e velocidade – mantenha o ritmo que está praticando agora. Em poucos instantes, a mulher vai gozar, mas não pense que o seu trabalho parou por aí!
Não interrompa tudo de uma vez após isso, vá diminuindo o ritmo lentamente, até parar. Aqui vai uma dica para fechar com chave de ouro a sua performance: dê uma série de beijos delicadamente na vagina dela no final.
Esperamos que você tenha entendido nossas dicas para fazer um perfeito sexo oral na mulher, e que tenha bastante sucesso nas próximas vezes que praticá-lo com sua parceira. Depois de proporcionar isso maravilhosamente para ela, é só se preparar para as recompensas! Aguarde sua vez.


                                                                                -*-*-*-*-*- 

Mais Dicas....
Querido urso, muitas vezes enquanto meu namorado faz sexo oral em mim me sinto incomodada, queria que você me ajudasse a conversar com ele, e pra você dar umas dicas pra macharada de plantão de como satisfazer uma mulher… Te peço encarecidamente… Butterfly.

Cara Borboleta Psyco, como assim, ajudar a conversar com ele? Às vezes me imagino sendo mediador daqueles programas vespertinos – “o problema, seu urso, é que o Ariosvardo não larga da bebida, nem para dar no coro, acredita? Fica lá segurando a garrafa”… Brincadeira à parte, vamos ao problema: homens não sabem fazer sexo oral.
Imagino que o sexo oral, ao invés de ser algo extremamente prazeroso acaba sendo algo a ser evitado por algumas mulheres, dada a inaptidão que o povo tem para a coisa toda. Ficar dando uma de guardador de carro também não me parece a saída ideal – “Agora, mais para o lado chefia! Movimentos circulares! Para cima! Para baixo, mais ainda! Deu!”.
Pensei até em lhe sugerir combinar alguns sinais, como por exemplo, no truco. Depois pensei melhor e percebi que se ele estiver fazendo tudo direito você vai se embananar toda com os sinais e acabará estragando o “final feliz”.
Falar para o meliante que o anterior fazia muito melhor do que ele, contando os detalhes, também não é um incentivo que todos saberiam entender, aliás, acho que não seria bem entendido por quase ninguém.

Qual a saída?

Conversar

Continuo achando a melhor saída, pois como mulher parece que foi feita para confundir os homens, não existe um padrão do que fazer para satisfazê-las. Somente você poderá dizer! Tem quem gosta que morda, que beije, que assopre e, até mesmo, que dê uns tapas.
Se for um relacionamento de verdade, não um caso esporádico, acho que com essas coisas não se deve ter pudor, o melhor é chegar e falar mesmo. Chama o cidadão para uma conversa e diz logo o que você quer e onde ele está errando.

Mandar este artigo, compartilhar no Twitter e no Facebook

Você está com vergonha de falar, coisa que não deveria, mas está. Então, faz o seguinte, se ele ainda não ler o P.a.U., manda o link para ele, logo abaixo virão algumas dicas.
Bom, não sei se sou um especialista na questão, mas acho que compartilhar o que sei não fará mal algum, lembrando sempre que não há regra, cada mulher é diferente e cabe ao cidadão que estiver lá ter sensibilidade para entender os sinais.

As 10 dicas principais para um bom sexo oral em uma mulher

1. A pressa é a inimiga do orgasmo

Nada de correria, geralmente somos apressados e assim que tiramos a embalagem já queremos logo comer o recheio. Isso até funciona, mas só para você! Se você chegar e já ir, rápido, direto ao ponto, não proporcionará momentos felizes, chegando até a provocar dor. Muita calma nessa hora.

2. Mulheres têm mais do que o clitóris

Pode até parecer piada, mas é melhor eu escrever isso do que deixar passar. Ao redor do clitóris existe vida! Grandes lábios, coxas, virilha, e tem também o boga! Este último divide opiniões, tem gente que adora, mas tem quem odeia. Todas as áreas podem ser exploradas carinhosamente. Lembre-se disso.

3. Crie expectativas

Provoque, insinue, instigue. Não ache que a coisa toda é apenas física, até porque, não é. Use as outras áreas para provocar expectativas.

4. Capriche na lubrificação

Eu sei que parece estúpido, mas não é porque a língua está dentro da boca que quer dizer que esteja molhada. Isso é importante, língua molhada, satisfação dobrada! A região é sensível…

5. Lugar de pica-pau é no desenho

Não fique batendo com a língua dura no clitóris, não funciona muito bem. Procure-a deixar mole e suave, principalmente no começo.

6. Espere aquecer antes de acelerar

Só para constar, se as pessoas fossem fornos, os homens seriam microondas e as mulheres seriam forno de pizzaria, a lenha. O que eu quero dizer com isso? O processo de aquecimento costuma, raras exceções, ser mais demorado e o desaquecimento também.

7.  Varie nos movimentos da língua

Para um começo de relação, achar o movimento certo pode parecer difícil, portanto, varie. Faça movimentos com a língua de cima para baixo, inverta, vá de um lado para o outro, tente movimentos circulares. Apenas não morda! A menos que peçam!

8. Use os dedos

Nem preciso dizer que cortar as unhas é dever de casa, certo? Mesmo com tudo funcionando bem, os dedos podem ser grandes aliados ou inimigos, use-os com cautela. Se você sabe onde fica o ponto G, vá em frente, senão, faça-se um favor, mantenha-os longe!

9.  Saiba dançar tango

Já viu alguém dançar tango sozinho? Ritmo é essencial! Varie na intensidade da movimentação, faça rápido, pare repentinamente, explore, sinta os resultados em cada mudança.

10. O que resume um bom sexo oral

A base da felicidade oral é: Saliva, Movimentação, Ritmo, Sensibilidade e Calma.
Está aí! Tudo explicado! Que essa resposta sirva de inspiração para todos os homens. Mulheres podem deixar mais dicas nos comentários.
Até mais!

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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