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Você provavelmente é Gay e não sabe, diz estudo


Provocações do título à parte, rótulos cada vez mais estão sendo questionados. Ainda bem.
Para quem ainda tinha dúvidas, um estudo recente mostrou que a sexualidade das pessoas é mais complexa e diversa do que se pode imaginar. E se você acha que preferência sexual se resume a heterossexual, homossexual e bissexual, é melhor ficar ligado…

O estudo em questão foi publicado pelo site britânico You Gov. Nele foram entrevistadas mais de 1600 pessoas, concluindo que cerca de metade da população jovem não se define como 100% heterossexual.
Para entender melhor como essas pessoas se viam, os pesquisadores usaram a escala Kinsley (maneira de descrever o comportamento sexual).

 0 – Exclusivamente heterossexual 1 – Predominantemente heterossexual, ocasionalmente homossexual 2 – Predominantemente heterossexual, mais do que ocasionalmente homossexual 3 – Igualmente heterossexual e homossexual 4 – Predominantemente homossexual, mais do que ocasionalmente heterossexual 5 – Predominantemente homossexual, ocasionalmente heterossexual 6 – Exclusivamente homossexual


Enquanto 72% do grupo de adultos se definia como completamente heterossexual, 49% dos jovens com idade entre 18 e 24 eram menos binários, não se vendo como completamente hétero. Quando perguntados sobre a possibilidade de se sentirem atraídos, fazerem sexo ou terem um relacionamento com alguém do mesmo sexo, 22% dos jovens apontaram o número 1 da tabela, ao invés do 0.
Esse estudo demonstra o quanto a percepção da sexualidade mudou em apenas uma geração, e como ela é mais complexa que imaginávamos, já que cada pessoa demonstra possuir graus diferentes para a homossexualidade, heterossexualidade e a bissexualidade.

Em comparação com pessoas mais velhas, os números são ainda mais distantes.

Dos jovens entre 18 e 24 anos, 43% consideraram a possibilidade de fluidez na sua sexualidade, apenas 7% dos entrevistados com mais de 60 anos apontaram o mesmo. Dos adultos, entre 25 e 39 anos, 29% ponderaram que sua sexualidade poderia ser mais fluída, em algum grau.

É importante entender também que apenas 23% das pessoas que se localizaram no número 1 da Escala Kinsley tiveram alguma experiência com pessoas do mesmo sexo.
De modo geral, 89% da população britânica se descreve como heterossexual. Porém, quando as opção se tornam mais abrangentes, muitos se colocaram no nível 1, aceitando a possibilidade de sentimentos e experiências homossexuais.

 

Os pesquisadores consideram que a maior descoberta desse estudo é o fato das pessoas estarem com a mente cada vez mais aberta.

E parece que esse isso não reflete somente uma mudança de pensamento da Inglaterra. Institutos de pesquisas como o americano Pew Research Center, também contam com estudos com resultados parecidos: enquanto apenas 55% da população americana em geral apoia o casamento gay, 70% dos jovens da geração Y (jovens nascidos nas décadas de 80 e 90) são à favor.
Um estudo da University of Chicago, de 1973, apontou que 70% das pessoas considerava os relacionamentos homossexuais como “sempre errados”. O fato de agora, o mesmo número ser o de pessoas da nova geração, que apoiam o casamento gay, indica uma mudança radical.
Num mundo onde vemos tantos casos de intolerância e preconceito, podemos ver que ainda há uma luz no fim do túnel, e muito amor no coração. Mas será que no Brasil tendemos ao mesmo pensamento?
Fonte: BOL - Imagem de capa: reprodução – Segundas Intenções
Fonte: Mic




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