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Jovem transexual desaparece após ir a pagode, em Jacarepaguá

Uma jovem está desaparecida há três dias, desde que foi com uma amiga para um pagode no Jacarepaguá Tênis Clube, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, na segunda-feira (9). A última vez que Letícia Campos, de 26 anos, teria sido vista, foi em um sítio da Aeronáutica, na Vila Valqueire. 

De acordo com informações da sua irmã, Nayara Campos, e amigos nas redes sociais, Letícia deixou a amiga em casa e saiu com um rapaz que conheceu na festa. Seu último contato foi uma mensagem enviada para uma amiga relatando medo, porque o homem não sabia que ela era transexual. Ela ainda mandou uma foto do suspeito, que já foi identificado e intimado pela polícia a depor, porém ainda não compareceu à delegacia.

 
Segundo a 28ª DP (Campinho), um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do fato. Familiares foram ouvidos e o suspeito identificado e intimado a depor. Agentes realizam diligências em busca de informações que ajudem a descobrir o paradeiro da vítima. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Quem tiver informações sobre a localização ou que possam ajudar no trabalho da polícia, podem entrar em contato através do telefone 2202-0338.



Do Manchete online


Moradora da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, Letícia Campos foi a um pagode no domingo (8) e de lá saiu com um rapaz para o sítio dele em Valqueire. Letícia não havia revelado que era transexual e admitiu a uma amiga que estava preocupada por ter omitido a informação. Desde a madrugada de segunda (9), quando falou com a colega pela última vez, Letícia está desaparecida. A família teme que o rapaz tenha tido uma reação homofóbica, mas acredita que ainda possa encontrá-la viva.

A preocupação de Letícia foi registrada em um áudio enviado via Whatsapp e obtido com exclusividade pelo G1. "Amiga, estou no Valqueire no sítio de um coronel da Aeronáutica. Eu faço é bosta da minha vida. Pelo amor de Deus, se acontecer alguma coisa eu estou aqui. Ele nem sabe que eu sou travesti", diz.

O caso foi registrado na 28ª DP (Campinho) e encaminhado para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), que investiga o caso. A unidade chegou a lançar um cartaz com a foto de Letícia (veja no final da reportagem).
O suspeito foi identificado e intimado a depor, mas não estaria em casa no momento em que os investigadores foram até o sítio. Agentes realizam diligências para descobrir o paradeiro dos dois.

O áudio foi enviado por volta de 5h40, já na madrugada de segunda-feira (9). Depois disso, a família não teve nenhuma notícia. O celular de Letícia está desligado.
"Nessas horas só pensamos nas piores coisas. A gente está muito desesperado, sem saber o que aconteceu. Mas acreditamos que ela possa voltar. É nossa esperança", revela uma das irmãs de Letícia, Nathália.


Do G1

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