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Mikaela Hatsune Crossdresser: Mineiro diz que encontrou a felicidade após se assumir como crossdresser

Roupas coladas, cabelo grande e salto alto são itens que fazem parte do guarda-roupa do servidor público Michel Alvim, de 36 anos. Ele é nascido em Muriaé, na Zona da Mata mineira, e se assumiu recentemente como crossdresser - pessoa que se veste com roupas do sexo oposto. A revelação foi feita em uma rede social e gerou elogios e críticas.
O muriaeense contou que, diferente do que possa parecer, ser crossdresser não significa ser homossexual. “Sempre tive curiosidade por coisas de mulheres. Em dezembro do ano passado comecei a praticar como crossdresser. Aprendi a me maquiar, a usar salto e até tirava algumas fotos para mostrar para os amigos. Considero-me um ‘não binário’, ou seja, não sou homossexual, heterosexual nem bissexual. Apenas vivo de acordo com a minha vontade”, explicou.
Alvim contou que já foi casado com uma mulher, mas que atualmente o coração dele está livre. Segundo ele, a esposa não aceitou que ele se transformasse em Mikaela Hatsune, criada por ele para assumir o “lado feminino”. “Quando encaro o personagem me sinto sexy, poderosa. Quando a Mikaela entra em cena, o Michel sai”, afirmou.
O servidor público contou que Mikaela Hatsune foi inspirada na personagem de um jogo eletrônico japonês, Hatsune Miku. “Ainda não cogitei em trocar de sexo ou tomar hormônios. Eu gosto de ser o Michel e também a Mikaela”, completou.
O tema inclusive está sendo abordado na novela global ‘A Regra do Jogo’ com o personagem de Otávio Müller (Breno/Valquíria).
Sobre a aceitação das pessoas perante o crossdresser, o mineiro afimou que ainda há muito preconceito. “Tive amigos e colegas de trabalho que me apoiaram e que disseram admirar minha coragem. A minha família achou estranho no começo, mas hoje já aceita a minha escolha. Já os homossexuais que conheço não gostaram e acabaram me criticando muito. Independentemente de tudo, estou feliz me assumindo como verdadeiramente eu sou. Encontrei a felicidade”, afirmou.
Mikaela Hatsune
Para fazer bem a personagem, o servidor público emagreceu 12 quilos, pesquisou bastante e treinou como “ser mulher”. Para ele, a maior dificuldade são os saltos, as roupas apertadas e as roupas íntimas.
“No começo foi diferente, mas aos poucos fui me adaptando e conhecendo truques para conseguir ser mais feminino. Hoje consigo ficar até duas horas em cima de um salto alto, mesmo calçando 40”, contou.
Para aqueles que têm medo ou vergonha de se assumir, o servidor público deixou um recado. “Existem muitos crossdressers que são casados e não conseguem falar com suas esposas sobre seus 'quereres' e acabam sofrendo muito e fazendo a transformação às escondidas. A gente não pode ter medo de ser feliz. Antes se assumir do que ficar infeliz pelos cantos passando uma imagem que não existe”, acrescentou.

Do G1




Crossdresser assumido gera polêmica em Muriaé 
 
No dia 22 de janeiro, o muriaeense Michel Alvim, de 36 anos, resolveu se assumir como crossdresser – pessoa que se veste com acessórios do sexo oposto. A revelação aconteceu nas redes sociais e ganhou apoio de muitos amigos, mas também gerou críticas e preconceito por outros. Em entrevista ao Guia Muriaé, ele falou um pouco sobre o assunto.
Michel é Técnico Ambiental e é funcionário público. Diferentemente do que possa parecer, ser crossdresser não significa ser homossexual. “Minha orientação sexual é ‘não-binário’, não me encaixo como homosexual, hetero ou bi, estou mais pra transgênero crossdresser não binário, termo que define quem não se rotula e que vive de acordo como sente vontade. A grande maioria dos crossdresser são heterosexuais, sendo que uma pequena parte é bissexual ou homosexual”, afirmou. O tema inclusive está sendo abordado em uma novela da Rede Globo na qual o personagem do ator Otávio Müller passa a ser crossdresser
Ele conta que a curiosidade pelo assunto começou aos 18 anos. “A partir daí foi ficando mais intenso e aumentando quando comecei a ler sobre crossdresser e trans”, diz. “Sempre admirei personagens femininos de jogos eletrônicos e animes japoneses. Quando me visto, me inspiro na Hatsune Miku (personagem de um jogo eletrônico). Quando estou vestido de mulher, me transformo na ‘Mikaela Hatsune’ e me sinto poderosa e sexy, como a mulher dentro de mim ganhasse vida e Michel não existisse”, contou.
Ao se revelar como crossdresser, Michel recebeu elogios pela sua coragem, mas também várias críticas. “Alguns amigos e colegas de trabalho me apoiaram, mas também recebi muitas criticas. Minha família me deu apoio, mas acharam esquisito no inicio. Tive admiração por parte dos crossdresser’s e travestis, já parte dos homosexuais não gostaram. Mas gosto é gosto, né?”, disse.
Questionado se seria feliz caso não tivesse se assumido como crossdresser, Michel é enfático. “Não seria totalmente feliz eu sendo crossdresser e não me assumindo. Terminei meu casamento porque minha ex não aceitava. Estou sozinho, mas estou feliz e me descobrindo”, afirmou.
Para aqueles que tem medo/vergonha de se assumir, seja como crossdresser ou homosexual, Michel dá um conselho. “Caso queira se assumir, não tenha medo, pois o pior medo é ficar reprimido e infeliz pra fazer os outros felizes”.
Maioria se esconde e se contenta em usar apenas roupas íntimas
A antropóloga Anna Paula Vencato, que fez uma tese de doutorado sobre crossdresser, se dedicou a estudar como os adeptos dessa prática se relacionam em sociedade e acabou descobrindo que há mais crossdressers invisíveis do que visíveis. “Existem aqueles que têm muito a perder, como emprego e família, caso assumam. Por isso, muitos se contentam em usar apenas sutiã e calcinha por baixo da roupa”, disse em entrevista ao jornal O Tempo.
É grande também, segundo ela, o número de crossdressers casados. “A maior parte deles prefere ter uma distinção clara entre as duas vidas, a masculina e a feminina. Quando se montam, eles circulam em lugares relativamente protegidos. Não vão a jogos de futebol, mas a restaurantes e shoppings, que são ambientes mais tolerantes”, afirma.

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