Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Como o segmento plus size vem ganhando destaque no mundo da moda e na mídia

 Pense rápido: quantas vezes nos últimos meses você deparou com o termo plus size? Seja você gordinha ou não, é fato que, cada vez mais, fala-se sobre moda GG, empoderamento, autoestima e aceitação. O movimento não tem nada de novo, mas vem ganhando cada vez mais espaço. Prova disso é esta revista que você tem em mãos: é a segunda vez que Donna dedica a capa de uma edição ao segmento (relembre a matéria aqui!). A primeira foi lançada há exatamente um ano, em maio de 2015 – e, de lá para cá, as plus size não pararam de virar notícia.

Ainda no início daquele ano, a top Candice Huffine , manequim 46, dividiu espaço no Calendário Pirelli, tradicional reduto de corpos sarados, com as modelos Adriana Lima e Joan Smalls. No clique, assinado pelo renomado fotógrafo Steven Meisel, Candice aparece com seios à mostra e corpete, em clima fetichista – poucas vezes associado a mulheres curvilíneas, aliás.

— Amo meu corpo e sou feliz comigo mesma. Me mostrando para o mundo eu posso ajudar a outras mulheres – declarou a modelo, que viraria um dos principais nomes do segmento plus size no mundo.

Em fevereiro, o grande público seria apresentado a uma das gurias plus que mais gerariam burburinho em 2015: Ashley Graham. Em meio às modelos magras, a icônica edição anual de moda praia da revista norte-americana Sports Illustrated apresentou, em página dupla, a musa em um anúncio de biquíni da grife SwimsuitsForAll, especializada em tamanhos maiores.

— Sei que minhas curvas são sexy e quero que todas saibam que as delas também são. Não há motivo para se esconder — declarou a modelo em comunicado. — O mundo está pronto para mais curvas em biquínis.

E parece que estava mesmo. Na edição seguinte, publicada no início deste ano, a própria Ashley foi a estrela da edição de biquínis da Sports Illustrated – desta vez, na capa . Em entrevista à revista People, a top model não escondeu a emoção.

— Achei que a revista estava assumindo um risco ao colocar uma garota do meu tamanho nas páginas. Mas me colocar na capa? Isso sim é épico — surpreendeu-se.

Também igualmente histórico é uma revista especializada em corridas aderir ao movimento. A publicação Women’s Running de março deste ano colocou a blogueira (e corredora!) Nadia Aboulhosn na capa. A chamada dizia: “A melhor razão para ser positiva com o seu corpo: a ciência diz que o amor próprio faz você correr mais rápido”.

Desde então, o termo plus size cada vez mais fica em evidência. E não só para a mulherada: em março, a IMG Models, a agência da über model Gisele Bündchen, anunciou uma divisão dedicada somente aos modelos plus. Sim, os rapazes!

A proposta do setor, chamado de Brawn, é aumentar a representatividade de diferentes tipos de corpos na indústria da moda, principalmente no que se refere aos meninos. O primeiro nome a integrar o casting da IMG é Zach Miko , conhecido como a versão masculina de Ashley Graham. Quem explica é o vice-presidente da agência, Ivan Bart, em entrevista ao portal de moda WWD:

— Brawn tem uma mensagem positiva do corpo. Brawn é força física. É horrível ir a certas lojas e não ter peças do meu tamanho. Estamos em 2016 e todo mundo tem algum tipo de vaidade. Todos querem vestir roupas bonitas e seguir a moda. Precisamos de mais opções.

Para completar, há poucas semanas, uma candidata plus size chegou à final do concurso de beleza Miss Peru, o mais tradicional do país. Quando Mirella Paz Baylón cruzou a passarela, o que se viu foi uma garota linda, confiante, sorridente – mas que, ao contrário das demais candidatas, tinha um pouquinho de barriga e coxas grossas. Nos bastidores do concurso, a candidata contou um episódio de gordofobia que talvez lembre ocasiões que muitas gordinhas conhecem bem.
— As pessoas me chamavam de gorda e diziam que eu era uma “porca” na universidade — revelou a garota. — Toda vez que eu via modelos na TV, eu queria estar lá, dentro da tela. Mas eu me sentia intimidada devido ao tamanho do meu corpo e porque eu sofri muito bullying por conta do meu peso — afirmou ao site Fusion.net.


Por que, afinal, todas essas pequenas conquistas são importantes? A resposta é simples: representatividade. Pode parecer pouco, mas faz toda a diferença para uma mulher de manequim 48 se identificar com quem ela vê na novela, nas revistas e nos outdoors nas ruas. Embora não carreguem o mesmo apelo que antes, os concursos de miss, por exemplo, ainda ajudam a reforçar a imagem de mulher considerada bela pela sociedade – assim como na publicidade e na TV. Gera identificação e, se não acaba, pelo menos diminui a ideia de que é só o corpo magro que é belo e merece faixas e coroas. Ajuda a reforçar que beleza não tem manequim único.
Ainda estamos longe do ideal – que seria não precisarmos sequer do termo plus size –, mas é fato que essas pequenas novidades, somadas a abertura de mais e mais lojas com numeração grande, têm contribuído para diminuir o abismo que existe em áreas como a moda e, claro, tornar mais “normal” aos olhos do mundo um manequim tamanho 50.

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Transexual torna-se primeira soldado britânica de combate

Uma transexual de 24 anos tornou-se a primeira soldado com um posto de combate em primeira linha na infantaria das Forças Armadas britânicas, informou neste sábado a rede de televisão “BBC”.
Em julho, o então primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, suspendeu o veto que impedia as mulheres participar de missões na frente de batalha.

Chloe Allen, que se uniu à guarda escocesa em 2012, mudou de forma oficial seu nome – antes Ben – e iniciou um tratamento hormonal.
Apesar de o processo oficial para recrutar mulheres para postos de infantaria não começar neste ano, a Marinha britânica decidiu manter Allen em seu posto de combate após ser registrada como mulher.
“Estou encantado de contar com nossa primeira mulher servindo em uma unidade de combate em campo. A Marinha britânica está realmente se provando como uma organização inclusiva, onde todo mundo é bem-vindo e pode prosperar”, afirmou o general James Everard.
Allen, fuzileira e motorista de blindados, afirmou ao tabloide “The Sun” que espera que seu exemplo sirva para “inspirar as pessoas a serem elas mesmas”.
“Não é tão ruim como as pessoas acreditam. Fica muito mais fácil quando se tem os companheiros e chefes do seu lado”, afirmou a soldado.
Um ano após explicar sua condição a seus familiares e amigos, Allen comunicou a seus superiores que tinha a intenção de se transformar em mulher.
“Não foi nada fora do comum. Foi como falar com meu chefe sobre uma questão de trabalho. É uma pessoa muito aberta”, relatou a soldado. 

Da Exame
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Boate Banana República de Campinas (SP) terá que indenizar transexual Branca Brunelli obrigada a pagar ingresso masculino

A Justiça determinou que a boate Banana República de Campinas (SP) pague uma indenização por danos morais a uma transexual que foi obrigada a comprar ingresso masculino para entrar no estabelecimento. A sentença do juiz Fabricio Reali Zia, da 2ª Vara Cível, foi publicada na semana passada, um ano após Branca Bacci Brunelli ter entrado com a ação. No entanto, a decisão ainda cabe recurso.
"O que me motivou a processar a boate não foi o dinheiro, foi porque eu não quero que isso aconteça com mais nenhuma pessoa trans [...] isso mostrou o quanto nós ainda somos desreipeitadas e o quanto a nossa identidade de gênero feminino é desreipeitada porque muita gente ainda nós vê como homens. Eu fui vista como um homem folgado, que tava querendo só me dar bem e ainda tive a audácia de querer processar", disse a jovem.

Constrangimento
Em novembro de 2015, a jovem transexual entrou com um processo civil contra a casa noturna Banana República após se sentir constrangida na entrada da boate.
Mesmo com a apresentação de um laudo psicológico que aponta sua identidade feminina, Branca conta que foi obrigada a comprar o ingresso masculino para entrar. No processo, ela exigia uma indenização de R$ 15.575 por danos morais à dignidade humana, no entanto, o valor concedido pelo juiz foi R$ 2,5 mil.

"Porém, não existem dúvidas acerca do sofrimento íntimo causado pela ré por meio de sua abordagem desarrazoada, sobretudo por se tratar de estabelecimento noturno, de diversão [...] não se pode desconsiderar, ademais, que os transexuais já figuram entre as minorias mais estigmatizadas da sociedade brasileira, suportando, diariamente, o preço de não assimilarem os padrões culturais dominantes", diz o juiz na sentença.
Reparação
O advogado de Branca, Filippe Martin Del Campo Furlan, disse que apesar da decisão do juiz ser favorável, o valor da indenização não serve para reparar uma situação de constrangimento.
"O juiz reconheceu que ela passou por uma situação discriminatória. [...] a questão que o valor de R$ 2,5 mil é baixo, valor que não serve nem para reparação e nem como forma de desistimular que quem causou volte a causar. Então, por mais que a sentença tenha sido muito boa no sentido de reconhecer a identidade de gênero, que é essa discussão nova. Então, a gente pretende recorrer", afirma.

Branca disse também que considera a decisão do juiz uma vitória e que vê como um primeiro passo para que as identidades femininas sejam respeitadas.
"Eu me sinto na obrigação de fazer alguma coisa pelas minhas iguais. Quero reverter essa situação [...] Eu acredito que a minha vitória seja um passo para que nós sejamos respeitadas. A minha família me reconhece como mulher, a universidade, que é católica, me reconhece como mulher, aceitaram minha mudança de nome. E estou com um processo legal para mudar nome e gênero e daí vem uma boate cobrar ingresso masculino para desreipeitar tudo isso", conclui.
A boata Banana República foi procurada pela reportagem, mas até a publicação da reportagem, ninguém foi encontrado para comentar o caso.

Ingresso masculino
Em 2015, Branca disse ao G1 que na entrada do estabelecimento teve que apresentar o RG, documento ainda com o nome masculino de registro. O processo para a troca definitiva do nome e sexo no documento, e inclusive na certidão de nascimento, está em andamento.
Branca disse também que já tinha frequentado a casa noturna outras vezes e que ainda não havia passado por esse tipo de situação.

Na época, a direção da boate informou que, independentemente do processo, iria adotar mudanças na cobrança dos ingressos para que transexuais paguem segundo o gênero.
Problema ao registrar ocorrência
Após o ocorrido na casa noturna, na época, o estudante também teve problema para registrar boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Campinas. O caso precisou ser encaminhado para outro distrito policial por conta do "sexo masculino" oficial.
O "gênero feminino" da jovem só foi inserido no boletim porque ela insistiu para as funcionárias, conforme a foto do registro. [abaixo]

 



Mudanças no registro de B.O.
Em novembro de 2015, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou uma mudança no registro dos boletins de ocorrência nas delegacias do estado. A alteração prevê, além do campo específico para o nome social, espaços pré-definidos para preencher o gênero e a motivação do crime por orientação sexual.
Direitos
A lei estadual 10948 de 2001 protege os cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros de discriminações sofridas em razão da orientação sexual, mas a discriminação contra eles ainda não é considerada crime. O ato discriminatório é apurado a partir de um processo administrativo.
Atos como frequentar o banheiro de acordo com o gênero ou outros ambientes segmentados são garantidos pela constituição federal.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a transexualidade como um transtorno de identidade de gênero, que acontece quando a pessoa se enxerga no sexo oposto ao qual nasce. Não necessariamente a pessoa precisa operar para se encaixar como tal.

Do G1




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Parnaibano é eleito a transformista mais bonita do Piauí





O transformista parnaibano Ígor Loshayder, de codinome Louise Vasconcelos, foi eleito Miss Beleza Gay Piauí 2016, em evento realizado no dia 23 de novembro no Teatro 4 de Setembro, em Teresina. O concurso foi disputado entre atores transformistas de várias cidades do Estado.
                       
Louise é primeira transformista a trazer o título para Parnaíba e será uma das primeiras conterrâneas a representar o Piauí no concurso nacional que elegerá a transformista mais bela do País.
 
“Consegui colocar nossa cidade no topo, e través desse título, quero atrair os olhos pra arte em minha querida Parnaíba”, disse.
Estando logado no Facebook, clique AQUI para conferir a página pessoal de Ígor Loshayder.

O concurso acontece anualmente elegendo o ator transformista que represente a beleza gay do Estado do Piauí. 
 
A vencedora do concurso recebe a franquia para participar de concursos anuais de nível nacional, como Miss Brasil Gay Juiz de fora, Miss Brazil Gay Versão Bahia, Miss Brasil Universe São Paulo e o Miss Universe Gay que acontece em Salvador.

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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