Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Escola e família da aluna transexual fazem acordo

Familiares da menina transexual Lara, de 13 anos, e a Escola Educar Sesc chegaram a um acordo sobre a discriminação da adolescente na instituição. Como ressarcimento aos danos morais, o Sistema Fecomércio/CE se comprometeu a pagar a formação da aluna até o ensino médio, independentemente de onde ela decidir estudar.
A instituição também concordou em promover campanhas sobre direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (LGBTs) junto às entidades que trabalham a temática. O acordo foi promovido pela defensora Sandra de Sá por meio do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas da Defensoria Pública do Ceará.
Para Mara, mãe da garota, o acordo foi positivo para a família. “E é uma coisa que não envolve só a Lara, é uma questão de direitos. Às vezes, a pessoa está em situação de vulnerabilidade tão grande que não se sente fortalecida a dar a cara a tapa. Eu dei a minha”, disse.

Do O Povo
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Maria Clara Spinelli sobre transfobia: "Como se minha mãe sofresse também"

 Depois de papeis nas novelas "Salve Jorge", "A Força do Querer" e na série "Supermax", Maria Clara Spinelli ganhou não apenas visibilidade diante do grande público, mas abriu espaço para ampliar a discussão dos direitos trans e contar as histórias da comunidade, da qual também é parte. "Não só eu ganhei voz [ao participar da novela]. Artistas como Pabllo Vittar e As Bahias e a Cozinha Mineira mereceram destaque também.
Não fomos descritos como vítimas, mas como trabalhadores que obtiveram reconhecimento”, disse a atriz à revista "Claudia" de dezembro, da qual é uma das estrela de capa.
Plataformas com proporções semelhantes às da tevê para debater os direitos e a identidade LGBT são importantes para quem se entende trans.
"As minorias descobrirão que reúnem muitas pessoas e não estão isoladas".
Para ela, este entendimento pode ser transformador para a saúde mental de quem é trans.
“Somos batalhadores, olhamos para as nossas dores e queremos fazer algo melhor, curá-las”.Maria Clara também acredita no poder de educar que a mídia — e ela mesma, enquanto pessoa pública — têm de educar a população para respeitar e evitar a violência contra os LGBT. "Levo as lutas até a última instância. Se eu perder, terei tentado tudo. No caminho, quem sabe, tocarei algumas pessoas".

A atriz se diz tocada pessoalmente por cada notícia de agressão contra gays, lésbicas e transgêneros.
"É como se minha mãe estivesse sofrendo também". E observa que há violências que não são apenas físicas.
"Não se pode perguntar à pessoa trans o nome anterior nem questionar se já fez cirurgia”, finaliza.

Do UOL
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Professora de canto que nasceu hermafrodita luta para mudar documentos

Há dez anos, a professora Júlia Jorge de Oliveira, de 38 anos, abriu os olhos no dia do seu aniversário e sentiu que estava, enfim, “curada de um grande mal”. A mineira de Juiz de Fora, na Zona da Mata, nasceu intersexuada, condição mais conhecida pelo termo “hermafrodita”. Depois de anos de questionamentos sobre seu corpo e um longo processo de autodescobrimento, ela passou por uma cirurgia e pôde se transformar na mulher que desejava ser. Mesmo assim, ainda luta na Justiça para conseguir documentos com a nova assinatura.
Júlia conta que foi registrada e criada como um menino. Como na época a medicina ainda não tinha tantas alternativas, os pais da professora fizeram de tudo para que ela vivesse uma infância normal. No entanto, a chegada da adolescência a colocou em um turbilhão.

—Com as aulas de ciências, que mostravam o corpo humano, eu comecei a me tocar, me ver e questionar: o que eu sou?
Ela ainda investiu em várias alternativas para reforçar suas características femininas: chegou a tomar anticoncepcionais. O diálogo em casa era complicado e, por isso, Júlia manteve um diário durante este período.
—Meus pais sempre foram muito discretos e cuidadosos com isso, eu tinha liberdade com eles, mas era difícil. Sempre foi mais difícil para lidar com a minha mãe, porque ela se culpava por não saber como resolver isso.
Como menino, ela precisou se alistar para o Exército, mas o médico do quartel notou as diferenças no corpo de Júlia e a orientou sobre sua condição. A partir daí, a professora sentiu ainda mais convicção para mudar a mentalidade e passou a se vestir e portar cada dia mais como mulher.
—Eu já trabalhava em uma escola e sofria pressão naquela época para me assumir. Meus alunos me viam como mulher na rua e lá na instituição eu era o “tio Ju”. Eu ia vestida discretamente para trabalhar, mas já saía feminina para ver meus amigos e meu namorado.
Foi uma de suas alunas, de 80 anos, que contribuiu para que a mudança ocorresse. Comovida com o desabafo de Júlia, ela encaminhou a professora para o Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, , onde Júlia realizou a operação que considerava “um sonho distante”. Feliz e casada há 20 anos, ela se considera sortuda por trabalhar com música, mas espera ansiosa a permissão judicial que vai fechar um ciclo de transformação.
— A música aceita a diversidade de uma forma muito mais fácil e coerente. Meu trabalho sempre me deu força de buscar o meu ideal e resolver a situação, de ser mulher e me assumir. Sempre tive este suporte.

Do R7
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Quem vê cara não conhece a transexual poderosa que é Talita aos 27 anos



Talita tem 27 anos e foge aos clichês transexuais. Formou-se em Administração e Moda, atua como cabeleireira, maquiadora e nunca escondeu o que sentia e consegue ser, plenamente, feliz.  Mas ela já perdeu as contas de quantas vezes ouviu: Você nem parece que é (transexual).
O comentário surge toda vez que alguém descobre que Talita é uma trans sem nunca ter passado por qualquer procedimento de mudança no corpo. Não usa hormônios, não fez cirurgia no rosto para conseguir traços mais femininos."Única coisa que fiz até hoje foi colocar prótese nos seios e deixar o cabelo crescer, nem maquiagem eu uso, gosto apenas de colocar um cílio postiço quando vou sair", afirma.
Mas ela percebe uma reação diferente, na maioria da vezes, das clientes. "Minha cadeira no salão é um divã, sempre surge um bate-papo sobre relacionamento e as vezes elas perguntam sobre casamento e filhos, é nessa hora que eu falo sobre a transexualidade. Muitas ficam surpresas e dizem que nem imaginam"

Em alguns casos, Talita também evita explicações. "Para muita gente o assunto é novo e difícil de compreender. Quando é uma senhora, por exemplo, eu nem entro no assunto. Elas perguntam sobre a vida pessoal, mas acabo não falando. Talvez para evitar que elas fiquem confusas".
Com traços femininos dos pés a cabeça, Talita nunca precisou se submeter a um longo processo de descoberta, aceitação e adequação para se tornar a mulher que sempre sentiu ser.
"Desde de muito nova precisei fazer um acompanhamento médico porque minha taxa hormonal tem mais progesterona, porque desenvolvi ainda mais os traços femininos. Sempre fui uma criança andrógena e muita parecida com uma menina. Tinha gente que até achava que eu era lésbica", conta.
A descoberta sobre o futuro ocorreu já na adolescência, aos 13 anos. "Me olhava no espelho e não me reconhecia. Muitas vezes, na igreja, perguntava a Deus o porquê de eu estar sentido aquilo. Eu era um menino até então, quando conheci no Carnaval uma transexual e naquele momento pensei: é isso que eu sou".
Talita sempre foi dedicada à família e tinha os pais como melhores amigos. Antes de qualquer interferência, ela decidiu contar a verdade para eles. "Minha família é a minha base e minha confiança. Quando comecei a sentir que era diferente, minha única vontade foi contar pra elas".

Mas a revelação que pode ser devastadora em uma família conservadora, foi surpreendente na casa de Talita. "Cheguei para ele e disse: não me reconheço. Na época meu pai tinha um restaurante em Corumbá, era um homem muito tradicional e eu tinha muito medo da reprovação dele, mas foi bem diferente".
A notícia despertou surpresa no pai, que no primeiro momento ficou confuso sobre a condição de Talita, mas demonstrou apoio e decidiu dialogar sobre as primeiras mudanças. "Ele só me pediu paciência quanto ao nome de registro. Para ele, era difícil trocar por Talita da noite para o dia, mas isso pra mim nunca foi importante, se ele me chama pelo nome de registro ou pelo nome feminino, eu o respeito. Afinal, o que era mais importante, ele fez".
O pai de Talita parecia entender o que acontecia ainda na adolescência. "Logo que eu me assumi, também decidi fazer uma cirurgia de redução de mama. Por conta da taxa hormonal diferente, eu já tinha seios iguais o das meninas e isso sempre gerou brincadeiras na escola, o que hoje é chamado de bullyng. Mas quando eu ia entrar na sala de cirurgia, meu pai me abraçou e disse: Você tem certeza? Porque um dia você pode querer tê-los novamente", diz Talita, ao reproduzir as palavras que até hoje emocionam.
Com o desejo de se formar e também atender ao pedido do pai, o processo de transição definitivo só surgiu aos 19 anos. "Passei no vestibular com 16 anos, me formei em duas faculdades ao mesmo tempo e quando entreguei os diplomas para o meu pai, foi definitivo. Assumi a personalidade da Talita e vivo assim até hoje".
Mas apesar da aprovação familiar, Talita tinha medo que o pai assustasse quando a visse com seios e totalmente mulher. "Vivia fugindo, evitando que ele me visse, até que um dia não deu mais. Com ajuda da minha madrasta, que intermediava todos os assuntos, a gente acabou se encontrado e a primeira coisa que ele me disse foi para nunca mais sumir, porque ele me respeitava e me amava de qualquer forma".
Assim como na família, Talita conheceu pouco do preconceito na sociedade. Mas precisou se impor quando o assunto é relacionamento. "Por eu não aparentar ser transexual logo de cara, muitas vezes o homem quer te levar em 'banho maria' ou até esconder sua identidade para as pessoas. Mas nunca me sujeitei a isso porque sou uma mulher e também preciso respeitar minha felicidade. E muitas vezes, uma transexual, por medo de ficar sozinha, acaba fazendo o que o homem quer, mas eu não faço".
Hoje, Talita é solteira, trabalha todos os dias em uma salão de beleza, dá cursos de maquiagem e penteado e, considera-se uma mulher feliz. "Dei todos os passos na minha vida com muita honestidade ao que sentia e sempre vai ser assim. Pra muitas pessoas esse processo nem sempre é fácil, mas a gente tem que lutar. E agradeço muito a minha família, porque a mulher que me tornei hoje é graças ao respeito e educação que eles me deram. E é o que toda família deveria fazer".



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Silicone Industrial: Transexual entra em coma depois de colocar silicone em casa

Uma jovem transexual entrou em coma, depois de ter colocado silicone industrial nas nádegas, em casa. A brasileira de 19 anos está internada desde outubro no Hospital de São Paulo. Renata Valasque comprou o silicone industrial pela internet e confiou num jovem que conheceu em Portugal, e com quem mantinha contacto pelas redes sociais, para o colocar. O procedimento foi realizado no dia 11 de outubro, na própria residência da transexual, em São Paulo. O silicone industrial aplicado na jovem era usado para lubrificar peças de veículos. A substância é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelo Ministério da Saúde para fins médicos. A aplicação do produto para estes fins é crime, punível com pena de dois a oito anos. De acordo com a mãe da jovem, as dores começaram dias depois da substância ser injetada. "Logo no início da aplicação começou a queimar. No outro dia, acordou com ferida. Ela foi levada para uma clínica, fez uma cirurgia para remover", relata a mãe. Renata encontra-se hospitalizada desde 16 de outubro. Quando chegou ao hospital, teve de ser induzida em coma. Quando foi acordada para começar a receber enxertos para a reconstrução da nádega sofreu uma paragem cardíaca e ficou "sem reações, tendo ficando em coma", segundo conta a irmã da jovem. Ainda segundo a família, esta não foi a primeira vez que a jovem aplicou silicone industrial no corpo. Antes, já tinha colocado nas pernas e nos quadris.


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Cantora Transexual Patrícia Ribeiro é presa

Conhecida por ter sido das primeiras pessoas a mudar de sexo em Portugal e também a primeira cantora transexual do país, Patrícia Ribeiro está presa na cadeia de Tires acusada de ter extorquido cerca de 400 mil euros a um empresário, que ameaçou com a divulgação de fotos de práticas BDSM (bondage, dominação, sadismo e masoquismo). A artista e o namorado, ambos acusados de extorsão qualificada, foram detidos a 9 de Dezembro de 2016, depois de uma investigação do Ministério Público de Lisboa.
Patrícia Ribeiro, de 36 anos, começou a carreira de cantora ainda como Nuno Ribeiro em vários grupos musicais, entre os quais os populares Onda Choc. Anos mais tarde tornar-se-ia conhecida após inúmeras entrevistas – numa delas em directo na televisão, o namorado pediu-a em casamento – em Portugal e no Brasil, relatando o seu caso e a luta pelo reconhecimento formal da sua identidade, que obteve em 2011. Publicou uma autobiografia, Ontem Homem, Hoje Mulher e lançou dois CD.

Segundo o processo, a que a SÁBADO teve acesso, Patrícia e o namorado, Fábio, chantagearam um empresário durante meses, ameaçando divulgar fotos e vídeos em que a vítima estaria em poses de submissão, despido ou vestido apenas com roupa interior e acessórios de vestuário feminino. Conhecida por ter sido das primeiras pessoas a mudar de sexo em Portugal e também a primeira cantora transexual do país, Patrícia Ribeiro está presa na cadeia de Tires acusada de ter extorquido cerca de 400 mil euros a um empresário, que ameaçou com a divulgação de fotos de práticas BDSM (bondage, dominação, sadismo e masoquismo). A artista e o namorado, ambos acusados de extorsão qualificada, foram detidos a 9 de Dezembro de 2016, depois de uma investigação do Ministério Público de Lisboa. 



Patrícia Ribeiro, de 36 anos, começou a carreira de cantora ainda como Nuno Ribeiro em vários grupos musicais, entre os quais os populares Onda Choc. Anos mais tarde tornar-se-ia conhecida após inúmeras entrevistas – numa delas em directo na televisão, o namorado pediu-a em casamento – em Portugal e no Brasil, relatando o seu caso e a luta pelo reconhecimento formal da sua identidade, que obteve em 2011. Publicou uma autobiografia, Ontem Homem, Hoje Mulher e lançou dois CD.

Segundo o processo, a que a SÁBADO teve acesso, Patrícia e o namorado, Fábio, chantagearam um empresário durante meses, ameaçando divulgar fotos e vídeos em que a vítima estaria em poses de submissão, despido ou vestido apenas com roupa interior e acessórios de vestuário feminino. 

A história, de acordo com a acusação, começou em 2009, quando Patrícia se dedicava à prostituição divulgando os seus contactos em páginas na Internet. Um ano depois, um empresário português contactou-a como cliente. Pediu-lhe para prestar serviços sexuais descritos como BDSM, e pagava-lhe entre 100 e 200 euros. Segundo o próprio, deslocava-se a casa dela uma ou duas vezes por mês e tornou-se cliente habitual.

Em Maio de 2012, ainda segundo a acusação, Patrícia fotografou-o e filmou-o em poses de submissão durante as práticas de BDSM. Depois passou a exigir dinheiro regularmente, ameaçando divulgar as fotos a familiares e amigos, em especial à mulher. Entre 2012 e 2016, o empresário terá pago 391 mil euros e, segundo os registos dos extractos bancários, Patrícia depositou 369 mil euros na sua conta.

O namorado
O namorado de Patrícia, que cumpria pena de prisão por outros crimes, saiu em liberdade em Abril de 2016, e passou a colaborar no esquema de extorsão. O processo revela que a cantora queria manter o nível de vida a que se habituou e, por isso, utilizou Fábio para intimidar o empresário. Entre as diversas ameaças descritas, há inúmeras mensagens enviadas ao ofendido, como: "Liga, senão vamos ter merda." "As fotos vão ser enviadas agora mesmo." "Vou esperar-te à porta do escritório." "Vou ligar eu para a família." "Ou fazes a transferência ou estás f…".

Nas transcrições disponíveis no processo, Patrícia e Fábio ameaçaram enviar "uma turma" esperar o empresário à porta do escritório, sequestrar uma secretária, destruir o local de trabalho, enviar mensagens à família com as fotos, "ir" para as revistas e dar entrevistas na televisão e pôr as fotos online. Patrícia Ribeiro chegou a ligar para familiares repetidamente, sem chegar a falar, supostamente sabendo que o empresário estaria por perto.

O queixoso, entre desculpas e tentativas para satisfazer os pedidos, foi entregando as quantias, mas terá esgotado todas as possibilidades antes de avançar para uma queixa às autoridades. O empresário disse à polícia que de uma das vezes entregou 7.000 euros a um transexual amigo de Patrícia que também o tentou extorquir. De resto, afirmou que as fotos foram tiradas por Patrícia e por esse amigo.

Além de extorsão, a cantora está acusada dos crimes de branqueamento de capitais em conjunto com a avó – também arguida no processo, por ter tentado dissimular as quantias alegadamente recebidas do empresário. O namorado, Fábio, está ainda acusado de roubo, num caso sem relação com a chantagem, e de detenção de arma proibida.

A cantora nega toda a história e assegura que apenas cobrava 200 a 300 euros por cada sessão BDSM, duas a três vezes por semana. Garantiu que o empresário deixou de ser seu cliente, mas ajudava nas despesas e dava-lhe presentes no aniversário e no Natal.
Relativamente aos valores que mantinha nas suas contas, referiu que cobrava 100 euros por uma relação sexual normal e chegava a atender 20 clientes por dia. Explicou que isso lhe assegurava um rendimento mensal de 10 a 15 mil euros, mas que em 2012 se retirou da prostituição, iniciando uma carreira como cantora em 2013. Patrícia Ribeiro e o namorado reafirmaram que as fotos foram tiradas com o conhecimento do queixoso.

No despacho de pronúncia a que a SÁBADO teve acesso, o juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Lisboa manteve toda a acusação e marcou o julgamento para Novembro.  

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Coxinense é eleita segunda transexual mais bonita do País

A Coxinense Mikaelly Zanotto foi eleita Vice Miss Brasil Transex na noite da última segunda-feira (04) em São Paulo–SP.
Esta foi a melhor colocação da história de representantes do Mato Grosso do Sul no concurso. O primeiro lugar ficou com a Miss Rio Grande do Sul, Desire Oliveira.
Realizado há 23 anos, o concurso busca transformar a vida das pessoas rompendo preconceitos, dando visibilidade, abrindo caminhos para a profissionalização e inserção das transexuais no mercado de trabalho.
Mikaelly foi eleita Miss Mato Grosso do Sul transex em setembro em um concurso realizado em Campo Grande

Do MS Noticias.
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Travesti de 17 anos é morta com tiro no rosto na Bahia

A travesti Wesley Figueiredo Coelho, também conhecida como "Eduarda", foi encontrada morta com um tiro no rosto. O crime aconteceu na madrugada deste domingo, 3, na região da orla norte, em Porto Seguro.

O corpo de Eduarda foi encontrado na avenida do Trabalhador, que liga a orla ao centro de Porto Seguro. De acordo com o site Radar 64,  uma amiga disse que ela costumava fazer programa no local.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) chegou a atender a vítima, mas ela já estava sem sinais vitais. Eduarda morava no município de Nanuque, em Minas Gerais e estava em Porto Seguro há alguns dias. As investigações serão conduzidas pela 1ª Delegacia Territorial da cidade.

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Volei: Tiffany será primeira transexual a atuar na Superliga

A ponteira/oposta Tiffany, primeira transexual brasileira a atuar no vôlei feminino após concluir o processo de mudança de sexo, vai reforçar o Vôlei Bauru na Superliga 2017/2018. A atleta chegou ao time bauruense em julho deste ano, após encerrar sua participação na temporada com clube da segunda divisão italiana. Desde então, ela permaneceu treinando regularmente com o elenco.Inicialmente, as pretensões de Tifanny com o Vôlei Bauru eram apenas as de recondicionar-se fisicamente e, tão logo entrasse em forma, retornar à Europa, onde já atuou por equipes de diversos países. No entanto, a boa receptividade não só do time bauruense, mas também dos torcedores, e o fato de ficar mais perto dos familiares pesaram para a atleta recuar de sua ideia de voltar ao Velho Continente e formalizar contrato até o final da temporada com o Vôlei Bauru.
“O surgimento do Vôlei Bauru em minha vida foi muito legal porque, mesmo na Europa, eu sempre acompanhava os jogos. E, quando recebi o convite para vir para o time me recuperar, fiquei muito feliz e não pensei duas vezes. É um time guerreiro que luta muito e espero que possa ajudar e só somar a esta equipe tão batalhadora. A liga feminina brasileira é uma das mais fortes do mundo e o meu nível não é diferente de nenhuma das meninas e sei que terei muitas dificuldades contra as quais terei de lutar para ajudar a equipe. Estou muito feliz com este acerto, pois, além de voltar a atuar no meu País, ainda vou estar mais perto dos meus familiares”, destaca Tifanny. E acrescenta:
“Minha expectativa é ótima. Já tinha até esquecido como era jogar aqui no Brasil com o calor e a vibração da torcida brasileira. Pude ver isso quando acompanhava o time nos jogos aqui e fora e sempre fui muito bem recebida, até mesmo pelos torcedores de clubes adversários. Estou muito feliz com a forma que fui recebida não só pelo Vôlei Bauru, mas também com os torcedores e estou esperando que consiga desempenhar bom papel.”
Após anos atuando na Europa, Tifanny ressalta que sua maior dificuldade no processo de readaptação foi com o clima brasileiro, bem mais quente em relação aos países europeus.
“O processo de recuperação após a cirurgia na mão esquerda e o retorno ao Brasil foi lento, mas foi bom. Tive de me adaptar tanto com a alimentação como com o clima, pois aqui é bem mais quente e eu já estava adaptada ao clima da Europa. O calor realmente está sendo a parte mais difícil, mas temos de nos adaptar né, assim como fazem as estrangeiras que vem atuar aqui no Brasil. Afinal de contas, sou brasileira e joguei durante muitos anos aqui no calor e não é possível que agora não vá conseguir”, enfatiza a atleta, aos risos.
Carreira
A goiana Tiffany, atualmente com 33 anos, nasceu Rodrigo Pereira de Abreu e já havia disputado as edições masculinas da Superliga A e B no Brasil e outros campeonatos masculinos nas ligas da Indonésia, Portugal, Espanha, França, Holanda e Bélgica antes de fazer a transição de gênero, concluída quando defendia um clube da segunda divisão belga. E, no início deste ano, recebeu permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) para competir em ligas femininas, tendo disputado a temporada pelo Golem Palmi, time da segunda divisão da Velha Bota.

Do O Dia

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Kamilla Carvalho: Salgueiro terá primeira transexual como musa da escola de samba

No quesito diversidade, o Salgueiro já sai na frente no carnaval do ano que vem. Kamilla Carvalho será a primeira transexual no cobiçado posto de musa da escola. Ela fará sua estreia na Avenida, completando o time ao lado de outras sete beldades. No último domingo, na Feijoada da Vermelho e branco, ela brilhou antecipando o que pretende fazer na Marquês de Sapucaí.

“Estou sendo muito bem recebida. Sou observadora e perceberia qualquer tipo de preconceito. Estou ansiosa para a estreia e agora é me preparar para honrar o posto”, diz Kamilla, de 30 anos. Desde os 22, essa carioca nascida no Morro da Providência vem transformando o corpo (o antes e depois da musa, logo abaixo). Ela só descarta ir mais além e fazer a de cirurgia de redesignação sexual: “Nunca fiquei na dúvida sobre o que eu era, mas não tenho coragem de fazer a cirurgia ”.





Kamilla trabalhava como cabeleireira quando conheceu Regina Celi, presidente da escola. O convite para virar musa veio logo em seguida. Ela já tinha desfilado no Salgueiro como composição de um carro alegórico, mas agora a visibilidade é outra: “Me inspiro muito na Fábia Borges (ex-rainha da Unidos da Tijuca) e, claro, na Viviane Araújo, principalmente em sua trajetória, de uma mulher que deu a volta por cima”.

Do EXTRA

A escola de samba carioca Salgueiro dá um importante passo em relação à diversidade. No desfile de carnaval do próximo ano, a escola terá a primeira transexual no cobiçado posto de musa da agremiação.

A escolhida é Kamilla Carvalho, de 30 anos, que estreia na Avenida ao lado de outras sete mulheres. "Estou sendo muito bem recebida. Sou observadora e perceberia qualquer tipo de preconceito. Estou ansiosa para a estreia e agora é me preparar para honrar o posto", disse Kamilla ao "Extra".

Nascida no Morro da Providência, Kamilla trabalhava como cabeleireira quando conheceu Regina Celi, presidente da escola. O convite para virar musa veio logo em seguida.
 
"Me inspiro muito na Fábia Borges (ex-rainha da Unidos da Tijuca) e, claro, na Viviane Araújo, principalmente em sua trajetória, de uma mulher que deu a volta por cima", revelou ela à publicação.

Kamilla vem transformando o corpo desde os 22 anos. Mas ela descarta fazer a cirurgia de redesignação sexual: "Nunca fiquei na dúvida sobre o que eu era, mas não tenho coragem de fazer a cirurgia", contou.

 





DO CATRACA LIVRE


“Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente”, talvez o lema mais famoso do Carnaval, sempre utilizado com um justo orgulho pelos salgueirenses caiu muitíssimo bem com o anúncio da nova musa da escola, a carioca e transexual Kamilla Carvalho, de 30 anos. A morena é a única trans a ocupar tal posto no Grupo Especial do Rio de Janeiro atualmente.

Kamilla foi cabeleireira da presidente da vermelho e branco, Regina Celi, e ficou sabendo que seria musa em janeiro de 2017, durante a participação da dirigente no programa “De Cara”, da FM O Dia. Agora, com o anúncio oficial, a moça disse que ficou surpresa:

 
– Há 8 anos, quando iniciei meu processo de transformação, eu era cabeleireira da Regina é sempre amei Carnaval. Passei a desfilar, e ela se admirava. Até que escutei a entrevista e quase desmaiei, não acreditei que seria eu a nova musa trans – comentou.

A apresentação da gata será no próximo sábado, 18, na quadra do Salgueiro, durante o ensaio técnico da Academia. Kamilla se junta à verdadeira seleção de musas que a vermelho e branco já tem: Bianca Salgueiro, Cris Alves, Mônika Nascimento, Edclea Neves, Elaine Caetano, Fernanda Figueiredo e Rafaela Dias.

DO SAMBARAZO -
Todas as fotos: Alex Nunes
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Morre travesti que foi espancada e teve corpo queimado em São Gonçalo

Morreu nesta quinta-feira Alef Pereira, conhecida como Jéssica Dimy, de 23 anos, que estava internada há mais de quatro meses após ser brutalmente agredida e ter o corpo queimado em um motel em São Gonçalo, em julho deste ano.Ela estava internada no Hospital Estadual Alberto Torres. Jéssica foi atacada no motel por um homem no motel com o qual faria programa. A vítima entrou no quarto do motel para realizar o programa e foi agredida, asfixiada com um lençol e o agressor ateou fogo no quarto, trancando-a dentro.

A travesti foi encontrada no local do crime desmaiada, com diversas escoriações e o corpo parcialmente queimado. Ela teve 50% do corpo queimado e desde então estava internada. 
O suspeito do crime foi identificado como Fábio Barreto da Silva, 23 anos. Ele foi preso dias depois do crime. Fábio já era foragido da Justiça e possuía duas anotações por tráfico de drogas.

Ele foi identificado por testemunhas e câmeras de segurança, e posteriormente reconhecido pela vítima.

Do O Dia 


A Polícia Civil identificou o homem suspeito de ter tentado asfixiar com lençol e atear fogo a uma travesti em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no dia 28 de julho. Jéssica Dime, de 23 anos, teve cerca de 50% do corpo queimado e continua internada no Hospital estadual Alberto Torres, no mesmo município. O homem, identificado como Fábio Barreto da Silva, de 23 anos, já é procurado pela Justiça por tráfico de drogas e roubo.
O ataque aconteceu em Alcântara, centro comercial da cidade. Fábio encontrou Jéssica para um programa na madrugada daquela sexta-feira. Ainda durante a madrugada, o homem saiu do hotel para comprar bebidas e retornou em seguida. Passado algum tempo, ele deixou novamente o estabelecimento, mas Jéssica ficou desacordada depois que ele tentou asfixiá-la com um lençol. Ele ateou fogo no quarto, usando a bebida, e trancou a porta com a vítima dentro do cômodo, diz o Extra.

Ele já era conhecido de outra travesti, que nos ajudou na identificação. Ela disse que ele costumava ser agressivo. Com base no depoimento dela, conseguimos identificá-lo no banco de dados. Jéssica o reconheceu na hora quando mostrei a fotografia para ela, no hospital — disse a delegada Carla Tavares, responsável pela 74ªDP (Alcântara) onde o caso foi registrado.
O grupo gay Liberdade, que atua em São Gonçalo, está acompanhando o caso. O fundador do grupo, Well Castilhos, afirma que a motivação foi transfobia.


 
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O corpo: campo de batalha da transexual Isabella

O Diário conta a história da pernambucana Isabella e de outras anônimas que lutam pelos mesmos direitos na quarta matéria da série A porta dos invisíveis, que retrata a vida de pessoas que não são enxergadas pelo poder público e que precisaram recorrer à Defensoria Pública de Pernambuco para ter dignidade.
 
Os dias estão sendo contados um a um pela operadora de telemarketing Isabella Borges da Silva, 26 anos. Em menos de um mês, a transexual vai tirar uma nova identidade, uma garantia de que não vai ser mais barrada para entrar em determinados lugares e de que está acobertada pelo novo documento para buscar a felicidade. Ela mesmo escolheu o nome, aos 19 anos, quando recebeu o apoio de uma amiga trans para começar a se libertar de um corpo masculino que não lhe pertencia. A sentença favorável para obtenção de um novo registro civil foi conseguida em tempo recorde – dois meses -  com apoio do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública. Ela faz parte de um segmento que, segundo a instituição, é formado por carentes organizacionais e apresentam vulnerabilidade nas relações sócio-jurídicas da sociedade de massa contemporânea.

Isabella procurou a Defensoria no limite da exaustão, com medo de nunca poder ser vista pelos outros como ela mesma se vê. Estava cansada de se sentir humilhada do ponto de vista econômico, social e cultural. De ouvir  soar o nome masculino pelo qual ela foi registrada, o qual vamos chamar aqui apenas de “R”, já que está prestes a fazer parte do passado.

A história de Isabella e de tantas outras transexuais anônimas que lutam pelos mesmos direitos é contada na quarta matéria da série A porta dos invisíveis, que retrata a vida de pessoas que não são enxergadas pelo poder público e que precisaram recorrer à Defensoria Pública de Pernambuco para ter dignidade. Não existem dados oficiais, mas, segundo o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), a expectativa de vida das trans é de 35 anos, metade da média do brasileiro (a), essa última catalogada pelo IBGE (75,5 anos). 
 
No Brasil, existem cerca de 3 milhões de transexuais e travestis, sendo 500 mil na Região Metropolitana do Recife. Os números são estimativas, de acordo com a coordenadora Choppely Glaudyston, da ONG Amotrans, criada há mais de 10 anos e filiada à Associação Nacional de Travestis e Transexuais, que tem 25 anos. Segundo Choppely, nas pesquisas do IBGE, uma trans que age como mulher e tem os mesmos desejos sexuais do sexo feminino é descrita como homem na coleta de dados. Isabella e tantas outras como ela são ignoradas pelos levantamentos governamentais. Imagine que, nesse momento de crise econômica e política, toda a população trans é invisível nas pesquisas do governo, fundamentais para a construção de políticas sociais e de inclusão no mercado de trabalho.

Políticas públicas, como lançamento de campanhas educativas, por exemplo, praticamente minimizam um leque de pessoas que sofre violência, precisa de orientações e tratamento médico. Se um transexual for assassinado por um crime de ódio, quem vai pesquisar, catalogar e buscar as causas são as organizações ligadas ao movimento LGBT, muitas vezes desprezadas pelo governo. O Brasil é o líder mundial de violência contra trans, segundo a organização não governamental Transgender Europe, rede europeia de organizações que apoia os direitos das pessoas trans. Mas nada tem sido feito pelo governo para trabalhar a intolerância dos brasileiros.

De cabelos longos e iluminados por reflexos, olhos verdes, roupas coloridas e maquiagem, Isabella se identifica como mulher e é assim que ela gostaria de ser tratada na rua, nos hospitais ou ao falar com os clientes no emprego. A trans - que mede 1,83 m e anda ligeiro -, olha as horas no relógio para deixar de ser invisível, e ter o poder se defender, com os respaldo do novo registro civil e da identidade. Na infância e na adolescência, Isabella não aceitava se olhar no espelho e ver a imagem refletida de um menino. Agora ela tem orgulho.

Isabella conseguiu uma sentença favorável da Justiça em setembro, sem passar por exames psiquiátricos ou apresentar inúmeras testemunhas. Ela recebeu apenas o laudo de uma psicóloga da Defensoria e toda manifestação da instituição defendeu sua autonomia como ser humano.  

Em busca da felicidade

A manifestação apresentada à Justiça, assinada pelo defensor Henrique da Fonte, explicava que o ato de conceder o registro civil só após exames psiquiátricos era resquício de uma ultrapassada psiquiatria, que ainda trata a transexualidade como patologia denominada de “transtorno de identidade de gênero”. “O sofrimento e o dano emocional nas pessoas trans são causados pelas expectativas e pressões que a sociedade exige de certos corpos marcados como femininos e masculinos”, escreveu Henrique da Fonte na defesa, estendida em 20 páginas.
A sentença favorável da 12ª Vara da Família da Capital ainda corre em segredo de Justiça, mas falta pouco para acabar o tempo dos mistérios. Isabella não vê a hora de poder atender ao telefone do trabalho, o qual ela é muito agradecida, sem dizer o nome masculino.

Isabella começou a mudar a aparência com 17 anos, quando decidiu comprar medicamentos de forma clandestina, por não haver o suporte devido dos médicos e dos serviços públicos. Ela nasceu com a genitália masculina, mas desde criança queria ser menina. Na adolescência, sonhava com um emprego sem precisar cair na prostituição - destino de muitas trans que são expulsas de casa e não recebem apoio. 

Ao longo da infância e adolescência, Isabella perdeu as contas de quantas vezes saiu da escola chorando por sofrer bullying - o que atinge qualquer aprendizado - apanhou do pai para aprender a ser homem e já foi colocada de joelhos em caroço de milho. Demorou anos para seu pai entender que bem ali, à sua frente, estava apenas sua filha, com amor para dar e receber, independentemente da identidadee de gênero. “Ele agora me entende e aceita”, conta Isabella, orgulhosa, com os olhos sorridentes e mãos que sabem conversar.

Isabella vive com a mãe Ana Cláudia Borges, 47 anos, e o padastro (de quem preferiu não dizer o nome). Com o apoio da mãe, hoje ela tem um teto e um emprego. Diferentemente de outras 90%, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que após serem expulsas de casa, ficaram fora do mercado e precisam recorrer à prostituição pelo menos uma vez para sobreviver. “Quando descobri, pensei que ela fosse gay, mas ela me disse que queria ser uma mulher. Tive um choque muito grande, medo da violência da sociedade, do preconceito, mas, depois, percebi que não tinha como mudar a situação. É minha única filha”, falou a mãe, que fala em Isabella com carinho.

Segundo Henrique da Fonte escreveu, citando Roxana Cardoso, doutora em Direitos Sociais pela PUC, os objetos de direitos de personalidade são os bens e valores considerados essenciais para o ser humano. São inerentes à busca da felicidade.

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Assassinada: Família da transexual Júlia Volp pede justiça

Depois do sepultamento de Júlia Volp, de 20 anos, nessa terça-feira, 5, em Morro da Fumaça, os familiares da transexual querem apenas uma coisa: que o crime seja desvendado e que justiça seja feita.  A jovem estava desaparecida desde a quinta-feira da semana passada, depois de ter ido para Florianópolis trabalhar, e foi encontrada morta no Bairro Ingleses, no Norte da Ilha, na última segunda, com facadas pelo corpo e um ferimento ocasionado por alguma paulada na cabeça.
Para a mãe de Júlia, a agente de serviços gerais Janaína Rita da Silva, a história não pode parar por aqui. “O que eu quero, o que toda a família quer, é justiça. Uma amiga dela disse que minha filha saiu caminhando com um homem e não voltou mais, mas não acredito que ela iria para o mato com algum cara. Isso não pode ficar assim. A Júlia era uma ótima pessoa, não usava drogas, não brigava com ninguém, queria apenas ter dinheiro para realizar seus sonhos, conseguir fazer a cirurgia de mudança de sexo e se mudar para a Itália. Todos falavam que onde ela entrava, saía sempre de cabeça erguida. Era uma pessoa maravilhosa”, desabafa.
Na próxima sexta-feira, Janaína deve ir até Florianópolis buscar as coisas da filha que ficaram na delegacia. “Ainda existem muitas coisas que precisam ser esclarecidas. Acredito que a Polícia Civil está fazendo seu trabalho e logo descobrirá o que aconteceu. E nós vamos seguir cobrando, porque não era porque a Júlia era uma transexual que ela não tinha família. Pelo contrário. Queremos que os policiais sigam atrás e se empenhem bastante para solucionar esse caso”, completa.
A investigação do crime está à cargo da Delegacia de Homicídios de Florianópolis. Moradora de Criciúma e natural de Nova Veneza, a transexual havia ido para a capital catarinense em busca de trabalho, com objetivo de juntar recursos para viajar novamente para a Itália, de onde havia sido deportada anteriormente.

União Nacional LGBT de luto

Depois do desfecho trágico da situação envolvendo o desaparecimento de Júlia, a União Nacional LGBT de Criciúma emitiu uma nota manifestando pesar pela morte brutal da jovem.
“Julia tinha 20 anos e era uma jovem criciumense cheia de sonhos e um futuro incrível pela frente. Representou brilhantemente nossa cidade em um concurso de beleza trans, o Miss T Brasil e levava no rosto um sorriso que sempre nos encorajava a seguir firmes na luta contra todas as formas de opressão. Infelizmente vivemos no país que mais mata Transexuais e Travestis no mundo. Em 2016, o índice de assassinatos contra pessoas LGBT bateu recorde com 347 mortes e atualmente a estimativa é de uma morte a cada 25h por crime de ódio. Precisamos dar um basta nesta violência desenfreada. Clamamos por justiça”, diz o texto.
Do Forquilha Noticias ´- Por Francine Ferreira
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Candidata do RS, Desire Oliveira é eleita a Miss Brasil Transex 2017

Desire Oliveira foi eleita na noite de segunda-feira (04) a Miss Brasil Transex 2017, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. O concurso que elegeu a miss travesti ou transexual mais bonita do país foi apresentado por Safira Bengel e organizado por Rosana Star e Roberto Mafra. 

A miss representou o Rio Grande do Sul, participou de todas as eliminatórias e agradou os jurados. O segundo lugar ficou com Gabriella Bueno, a miss Roraima, e Mikaelly Zanotto, a miss Mato Grosso do Sul. Isabele Princy, do Rio Grande do Norte, ganhou o melhor traje da noite.

Antes de anunciar o resultado, Rosana Star declarou: “Tenho 50 anos e tenho total cuidado com o concurso. Estamos mexendo com o ser humano, então hoje quem acompanha sabe o quanto eu sou rígida. O resultado é o melhor”, afirmou. Rosana já revelou misses como Aleikasandria Barros, que foi vice no Miss International Queen em 2007.

“Sou a nova Miss Brasil, estou muito feliz. Quero agradecer a todos que acreditaram em mim”, afirmou a Miss em uma live, ressaltando o apoio da mãe, do estilista Alex Ray, do cabeleireiro Jandy Vasconcellos, além de patrocinadores, amigos e apoiadores. “Me deixaram uma deusa”, comentou.

Desire é natural de Cachoeirinha e mora atualmente em Porto Alegre. Na ficha de divulgação, ela afirma que é a primeira mulher transexual a assinar contrato com a agência Mega Model Sul e que o objetivo para participar do miss era ser uma porta-voz de todas as travestis e transexuais. “Quero ser uma imagem positiva, pois nesse mundo atual estamos sendo exterminadas. Isso tem que acabar, pois somos seres humanos e merecemos respeito”.  


 

Do NLUCON
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Quem é Ines Rau, a primeira playmate transgênero da Playboy

Ines Rau, de 26 anos, será a protagonista da edição de novembro da revista Playboy. É a primeira vez que a publicação escolhe uma modelo transexual para ocupar as páginas centrais, habitualmente . Na edição americana de novembro, será feita uma homenagem ao fundador da revista, Hugh Hefner, que morreu no dia 27 de setembro. A jovem francesa não é uma desconhecida no mundo da moda. Marcas de luxo como, por exemplo, a Balmain, já fizeram sessões fotográficas com Ines como personagem principal. Também já desfilou nas 'passerelles' para várias marcas mundialmente conhecidas e posou para revistas conceituadas como a Vogue, na versão italiana. "Há sempre que celebrar a beleza das mulheres, seja qual for a sua origem, raça ou corpo", segundo o jornal El Español, é o lema de vida da modelo. A jovem lutou durante anos para alcançar a posição que tem hoje no mundo da moda e o apoio da família foi muito importante para Ines, porque desde logo perceberam que precisava de força para conseguir ultrapassar os comentários de ódio que apareciam no seu caminho. Esta revolução na revista Playboy foi levada a cabo por Hugh Hefner, que antes de morrer disse a Ines que queria que ela fosse a sua primeira 'playmate trans'. "Estou muito orgulhoso de ti", foram as palavras que o criador da revista disse à modelo quando a conheceu. A coelhinha já tinha pousado para a revista em 2014, mas nunca com um papel de tanta relevência e sem ter sido assumido pela publicação que se tratava de uma modelo transexual. A jovem começou a mudança de género aos 16 anos, e revela que demorou muito até que conseguisse dizer que era transexual. Confessa ainda que achou que nunca ia conseguir ter um namorado ou que ia ser vista como aguém "estranho". A capa da nova edição americana da revista será Hugh Hefner, que aparece retratado numa foto de perfil tirada em 1965, quando o empresário tinha 39 anos. O fundador da Playboy será o primeiro homem a aparecer sozinho na capa.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/playboy-tem-a-primeira-coelhinha-transexual
Se na moda as modelos transgênero têm ganhado cada mais representatividade, Ines Rau é uma das razões. A francesa de 26 anos é a primeira playmate trans da história da revista erótica, estampando o ensaio principal da edição de novembro/dezembro. 
No entanto, não é a primeira vez que Rau aparece no título de Hugh Hefner – fundador da publicação, falecido no mês passado - e nem a primeira transgênero a estampar o recheio da revista. A modelo posou para a Playboy em 2014, ilustrando uma matéria sobre as mudanças na aceitação de diferentes identidades de gênero, além do formato binário masculino-feminino. Antes disso, a modelo trangênero Tula posou em ensaio para a edição de setembro de 1991.
Sobre sua primeira aparição na Playboy, Rau afirmou que foi sua forma de “comemorar seu coming out” e que o trabalho certamente abriu as portas para que ela entrasse de vez na carreira de modelo. “Eu me arrisquei e assinei com uma agência”, contou a modelo - que também já trabalhou com marcas como Balmain - à revista. “Eu espero poder abrir caminho para todas as mulheres – trans ou não – na moda e em outros setores”, contou Rau em entrevista recente à Thomson-Reuters.

Ines Rau, de 26 anos, será a protagonista da edição de novembro da revista Playboy. É a primeira vez que a publicação escolhe uma modelo transexual para ocupar as páginas centrais, habitualmente . Na edição americana de novembro, será feita uma homenagem ao fundador da revista, Hugh Hefner, que morreu no dia 27 de setembro. A jovem francesa não é uma desconhecida no mundo da moda. Marcas de luxo como, por exemplo, a Balmain, já fizeram sessões fotográficas com Ines como personagem principal. Também já desfilou nas 'passerelles' para várias marcas mundialmente conhecidas e posou para revistas conceituadas como a Vogue, na versão italiana. "Há sempre que celebrar a beleza das mulheres, seja qual for a sua origem, raça ou corpo", segundo o jornal El Español, é o lema de vida da modelo. A jovem lutou durante anos para alcançar a posição que tem hoje no mundo da moda e o apoio da família foi muito importante para Ines, porque desde logo perceberam que precisava de força para conseguir ultrapassar os comentários de ódio que apareciam no seu caminho. Esta revolução na revista Playboy foi levada a cabo por Hugh Hefner, que antes de morrer disse a Ines que queria que ela fosse a sua primeira 'playmate trans'. "Estou muito orgulhoso de ti", foram as palavras que o criador da revista disse à modelo quando a conheceu. A coelhinha já tinha pousado para a revista em 2014, mas nunca com um papel de tanta relevência e sem ter sido assumido pela publicação que se tratava de uma modelo transexual. A jovem começou a mudança de género aos 16 anos, e revela que demorou muito até que conseguisse dizer que era transexual. Confessa ainda que achou que nunca ia conseguir ter um namorado ou que ia ser vista como aguém "estranho". A capa da nova edição americana da revista será Hugh Hefner, que aparece retratado numa foto de perfil tirada em 1965, quando o empresário tinha 39 anos. O fundador da Playboy será o primeiro homem a aparecer sozinho na capa.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/playboy-tem-a-primeira-coelhinha-transexual
Ines Rau, de 26 anos, será a protagonista da edição de novembro da revista Playboy. É a primeira vez que a publicação escolhe uma modelo transexual para ocupar as páginas centrais, habitualmente . Na edição americana de novembro, será feita uma homenagem ao fundador da revista, Hugh Hefner, que morreu no dia 27 de setembro. A jovem francesa não é uma desconhecida no mundo da moda. Marcas de luxo como, por exemplo, a Balmain, já fizeram sessões fotográficas com Ines como personagem principal. Também já desfilou nas 'passerelles' para várias marcas mundialmente conhecidas e posou para revistas conceituadas como a Vogue, na versão italiana. "Há sempre que celebrar a beleza das mulheres, seja qual for a sua origem, raça ou corpo", segundo o jornal El Español, é o lema de vida da modelo. A jovem lutou durante anos para alcançar a posição que tem hoje no mundo da moda e o apoio da família foi muito importante para Ines, porque desde logo perceberam que precisava de força para conseguir ultrapassar os comentários de ódio que apareciam no seu caminho. Esta revolução na revista Playboy foi levada a cabo por Hugh Hefner, que antes de morrer disse a Ines que queria que ela fosse a sua primeira 'playmate trans'. "Estou muito orgulhoso de ti", foram as palavras que o criador da revista disse à modelo quando a conheceu. A coelhinha já tinha pousado para a revista em 2014, mas nunca com um papel de tanta relevência e sem ter sido assumido pela publicação que se tratava de uma modelo transexual. A jovem começou a mudança de género aos 16 anos, e revela que demorou muito até que conseguisse dizer que era transexual. Confessa ainda que achou que nunca ia conseguir ter um namorado ou que ia ser vista como aguém "estranho". A capa da nova edição americana da revista será Hugh Hefner, que aparece retratado numa foto de perfil tirada em 1965, quando o empresário tinha 39 anos. O fundador da Playboy será o primeiro homem a aparecer sozinho na capa.

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Luciana Rodrigues Silva: "A transexualidade sempre existiu, mas antes era mascarada"

A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) detalha a importância da cartilha criada pela entidade para atualizar médicos em relação aos casos de disforia de gênero que chegam aos consultórios.

Garantir o acolhimento integral de crianças e adolescentes na rede de saúde, independente de suas diferenças. É com esse objetivo que a sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou uma cartilha completa para auxiliar os pediatras na identificação e na atuação diante de casos de disforia de gênero, condição caracterizada pela divergência entre o sexo biológico e a identidade de gênero do indivíduo.
O manual produzido pelo Departamento Científico de Adolescência da SBP foi lançado no dia 20 de outubro. Em entrevista a A GAZETA, a presidente da entidade, Luciana Rodrigues Silva, defende a importância do pediatra enquanto o primeiro profissional a identificar a disforia de gênero já na infância. Ele é, portanto, o responsável por abrir as portas para a atuação de uma equipe multidisciplinar – a exemplo de psicólogos – que definirá as estratégias a serem adotadas.
Segundo a cartilha, a construção da identidade de gênero começa entre os dois e três anos de idade. Já a partir dos seis anos, as crianças passam a ter consciência de seu gênero, assim como de sua permanência. Além disso, o documento também aponta características e atitudes que devem ser observadas para identificar a disforia de gênero.
Entre eles, estão o forte desejo de pertencer a outro gênero; a opção pela utilização de roupas e de brinquedos comumente preferidos pelo gênero oposto; a forte preferência por papéis transgêneros em brincadeiras; a opção por brincar com pares de outro gênero; desgosto e desconforto com a própria anatomia sexual e o desejo intenso por características sexuais compatíveis com o sexo oposto.
Para Luciana Rodrigues, a discussão acerca da transexualidade foi ainda mais acentuada após a novela “A Força do Querer”, na qual a personagem Ivana passou por um processo de redefinição de nome e de gênero. Nesse contexto, a pediatra ressalta a importância da preparação dos profissionais para lidarem com crianças que, além de sofrerem por se sentirem diferentes dos demais, também são alvos mais fáceis do bullying. Do mesmo modo, a especialista fala sobre o papel dos pais nesse processo e da necessidade de atenção às alterações sistemáticas de comportamentos. Veja a seguir:
Como a SBP define a disforia de gênero em crianças?
Essa é uma questão que pode acontecer com a criança na fase escolar e na adolescência. Ela é traduzida como um desconforto que o indivíduo tem com seu sexo biológico. A criança tem preferência por brinquedos e roupas que são preferidas pelo outro gênero, ela não se integra com outras crianças do mesmo sexo.
Cerca de 80% das crianças que apresentam a disforia de gênero na idade escolar voltam a se sentir confortáveis com o sexo com o qual nasceram. Mas quando esse desconforto começa a existir a partir da adolescência o retorno ao sexo biológico fica mais difícil.
O pediatra é o único médico que deve assistir crianças e adolescentes. Ele os atende desde o nascimento até o final da adolescência. Então, ele precisa estar preparado para quando as mães e os pais levarem essa questão para dentro dos consultórios. O pediatra não trata só de dar antibióticos para a criança que tem pneumonia. Ele acolhe a criança e sua família, orienta o desenvolvimento da criança e os fatores de risco para crianças e adolescentes. Esse papel de atenção ao desenvolvimento é do pediatra: desde a vacina até alimentação e o alerta para os riscos de doenças sexualmente transmissíveis em adolescentes. Trata-se de uma orientação para a vida.
Por isso, o pediatra tem que ficar preparado para entender que essa é uma situação que pode chegar ao consultório e que pode requerer tempo e conhecimento para um diálogo tanto com a criança, quanto com a família. Quando for identificado um desconforto persistente, que a criança ou o adolescente vem mantendo alterações comportamentais, ele será capaz de indicar o acompanhamento de psicólogos e de outros profissionais que possam acompanhar os casos. Então, o pediatra vai ser o primeiro profissional que irá identificar essa situação.
Os pediatras estão preparados para lidar com esse tema nos consultórios?
Essa é uma questão recente, mas os pediatras já estão começando a ficar mais atentos, mas ainda há dúvidas sobre como lidar com o assunto. Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Pediatria decidiu elaborar essa cartilha, que traz todo o detalhamento do que ocorre nessa situação e como lidar com ela. Estamos atentos às questões atuais e resolvemos convocar um grande grupo de especialistas no tema para escrever esse documento.
Eu acho que existem problemas mais graves e urgentes na área pediátrica do que este, é claro. Deveríamos, por exemplo, ter um pediatra disponível em todas as estruturas de atenção primária, secundária e terciária, onde são atendidas crianças e adolescentes. Sabemos que deveria haver um número maior de leitos hospitalares e que ainda existe uma falta de pediatras em muitos serviços. Também notamos que os gestores públicos não estão atentos para a importância do pediatra para a criança e sua família na prevenção e no tratamento de doenças.
Mas essa questão da disforia de gênero tomou proporções grandes na mídia, sobretudo após a novela que acabou recentemente (“A Força do Querer”, da TV Globo), que falou sobre o caso de um transexual. Mas acho que houve algumas abordagens muito inadequadas. A autoadministração de hormônios, por exemplo, que era retratada na novela, é absolutamente inadequada e contraindicada. O adolescente que sente desconforto com seu sexo biológico deve pensar nessas questões, bem como na mudança de sexo após a chegada da maturidade, pois a adolescência é uma fase de muitas transformações. Então, a recomendação geral é que haja um acompanhamento pediátrico e psicológico para melhores orientações.
Como você avalia a repercussão que o tema vem tomando?
Acho que a disforia de gênero, a transexualidade sempre existiu, mas era mascarada e agora há um grande foco em torno da questão. Muitas vezes, pela falta de uma análise crítica, esse foco excessivo pode acabar distorcendo a realidade. Passa-se a pensar que isso é algo que tem que ser tratado de maneira comum e banal, quando na verdade não é. As crianças e os adolescentes que lidam com a disforia de gênero sofrem muito com essa questão.
Não se trata de uma bobagem. É uma questão que exige acompanhamento porque são indivíduos que se sentem deslocados, diferentes e que precisam ser acolhidos e respeitados. Eles geralmente sofrem bullying de outros colegas, o que amplia ainda mais o sofrimento. Normalmente, este sofrimento psicológico pode levar a ansiedade, a alterações do sono e a mudanças de comportamento.
Por que a Sociedade Brasileira de Pediatria decidiu entrar nessa discussão?
Achamos que é uma coisa que está tendo muito foco e como estamos preocupados com crianças e adolescentes, precisamos atualizar os pediatras em relação aos temas que estão sendo debatidos. Lançamos outras cartilhas sobre o uso excessivo da mídia digital, a importância da atividade física e também sobre problemas com o álcool envolvendo adolescentes. O objetivo é atualizar os profissionais sobre todas essas discussões.
Os pediatras poderiam também indicar ou controlar o uso de hormônios no caso de adolescentes que desejam alterar suas características biológicas?
Não. Isso só pode ser feito por um endocrinologista e também não pode ser encarado de maneira banal. A decisão parte de um atendimento individualizado e junto a um acompanhamento multidisciplinar. Isso ocorre nos casos de adolescentes que mantêm a disforia e o desejo de mudar de gênero ao longo do tempo. Elas são encaminhadas para serviços de referência, onde há um psiquiatra, um endocrinologista e toda uma equipe para lidar com essas situações, analisando suas necessidades de modo individual.
Como os pais devem agir ao perceberem a possibilidade de que seus filhos tenham a disforia de gênero?
Acima de tudo, os pais devem estar atentos aos sinais dados por seus filhos e, ao invés de não falar sobre o assunto, conversarem com o pediatra. Não é preciso entrar em desespero e nem ignorar a situação, pois teremos que aprender a conviver com as diferenças.
Essa situação pode requerer um trabalho psicológico que envolva não só a criança ou o adolescente, mas também os pais. Dependendo da gravidade da questão, é preciso colocar toda a família em acompanhamento, já que os casos não são iguais. O que a gente precisa analisar é se essa vontade da criança começa a ser repetida de maneira sistemática. Caso isso aconteça, deve-se tratar a questão com naturalidade, mas sempre com atenção. Para perceberem os pais precisam manter a proximidade com seus filhos. Diante da percepção dessa vontade que se repete, devem começar a procurar ajuda.
Recentemente a entidade também lançou uma cartilha sobre o bullying. Crianças com disforia de gênero estão mais sujeitas ao preconceito?
Com certeza crianças que apresentam disforia de gênero são mais alvos de bullying do que outras crianças, o que torna o seu sofrimento ainda maior. É o mesmo que acontece com crianças acima do peso ou com alguma deficiência. O que acontece é que as pessoas aprendem desde muito cedo a serem intolerantes e a não aceitarem as diferenças. Cabe aos pais, também, a função de ensinar desde cedo as crianças a conviverem com essas diferenças e a aceitar o outro. Essa mensagem é fundamental.

 

Do Gazeta online - por Maira Mendonça- mmendonca@redegazeta.com.br

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Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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