Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Isabelle Eberhardt: Ela se vestiu de homem para viajar livremente no século 19

A trajetória de Isabelle Eberhardt foi incomum do começo ao fim. De origem russa, a escritora e jornalista suíça morreu com apenas 27 anos de idade na Argélia, ao norte da África, por conta de uma inundação. Filha ilegítima de dois anarquistas, ela nasceu em 1877 em Genebra, e desde muito nova já manifestou interesse pelas coisas que mais fez ao longo da curta vida: viajar, escrever e, acima de tudo, ser livre.

Isabelle fez coisas mais corajosas ainda para as mulheres de sua época, como beber e fumar haxixe. Ela se converteu ao islamismo e entrou na seita Qadiriyya Sufi, que ajudava os pobres e se opunha fortemente à colonização francesa na Argélia. Além de lhe levar em várias viagens, a convivência com o grupo acabou influenciando grande parte das reportagens que a jovem escreveu – o que não deixou as autoridades europeias muito felizes.

Mas como será que ela conseguiu fazer tudo isso?

Isabelle era um “espírito livre” e isso justifica grande parte de seus desejos e conquistas. O que teve influência prática em sua vida, porém, é o fato de que ela vestia roupas masculinas desde muito jovem, estimulada pelo pai.
O fato com certeza teve a ver com a abertura um pouquinho maior que ela encontrou ao viver a vida da forma como propunha. Para isso, ela adotou o nome de Si Mahmoud Saadi.
Isabelle Eberhardt, escritora, Mahmoud Saadi, aventureira mística do Saara” é o que está escrito, justamente por isso, em sua lápide até hoje.

Por conta das reportagens ousadas que escreveu, porém, a viajante chegou ser perseguida por um assassino contratado pelos franceses. Felizmente, ela conseguiu escapar, e mais tarde implorou que o contraventor não fosse preso. Ela mesma, no entanto, acabou sendo proibida de circular pela região.
Seu casamento com um grande amor, o sargento argelino Slimane Ehni, felizmente resolveu a questão – e ela teve um acesso inédito a todas as esferas da sociedade local. Isabelle continuou, portanto, viajando e fazendo suas reportagens sobre as crueldades do colonialismo.

Praticamente inacreditável na época em que ela viveu, sua trajetória deixa muita gente impressionada até hoje. No ano passado, inclusive, uma ópera inspirada em sua vida foi inaugurada nos Estados Unidos, com o nome de “Song from the Uproar” (“Música do Tumulto”, em tradução livre). Na capital da Argélia, Algiers, há até hoje uma rua com o nome da viajante.

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Você é um demissexual?

Este texto é uma narrativa baseada na minha experiência (de uma demi hétero-romântica [olha outro termo aí!] o que não significa que todos os demis sejam assim). O espectro da área cinza é gigantesco e minha intenção aqui não é definir a demissexualidade, mas sim contar como ela é pra mim, ou seja, falar de uma nuance. O assunto é bem complexo e tem muitos textos ótimos e completos que, esses sim, trazem uma explicação bem detalhada sobre o assunto. Este texto é uma introdução "lúdica" ao assunto.

Dias desses uma amiga veio falar comigo no WhatsApp:

— E aí? Tudo bem? Como tá na França?

— Oi, tudo bem e aí? Aqui tá tudo certo, muito frio. (:

— Que bom! Mas, e os gatinhos?

— Nem pensei nisso. Tô trabalhando bastante, bem feliz com o estágio.

— Nossa, mas não rolou nem uma paquerinha?

— Hum... não.

— Nossa, como você é calma.

Então, não é calma. Eu sou demissexual, mas por mais que eu tente explicar, ninguém entende. Mais do que não entender, tem gente que não respeita.

Esses termos são relativamente novos e ninguém é obrigado a saber, isso não é ignorância. Ignorância é não querer saber. É achar ridículo, achar que é bobagem, que tem cura, que dá pra mudar. Não. Nasci assim, tô muito bem com isso e não quero mudar.

Mas, afinal, o que é ser demissexual? Tia Lidia te explica.

Sendo (bem) breve, nesse mundão em que vivemos, temos 3 tipos de pessoas:

1. As alossexuais: aquelas que sentem atração sexual por outras pessoas. Elas olham uma pessoa > acham essa pessoa atraente > ficariam com essa pessoa.

2. As demissexuais: aquelas que só sentem atração sexual por outras pessoas caso tenham algum tipo de ligação emocional / psicológica / intelectual.

Cenário a) Ela olha uma pessoa > não sente nada. Pode ficar com essa pessoa? Pode, mas não sentirá nada. Não será prazeroso pra ela. Algumas pessoas se esforçam e ficam mesmo assim. Mas a experiência pode ser tanto indiferente como incômoda. Sempre que me esforcei me senti um pedaço de carne no açougue.

Cenário b) Ela olha uma pessoa > ela conhece essa pessoa > elas conversam > elas criam uma ligação (afeto) > essa pessoa passa a ser atraente para o demissexual.

3. As assexuais: aquelas que não sentem atração sexual at all! Elas podem se apaixonar, mas jamais sentirão atração por alguém.

O "problema" é que vivemos em um mundo alossexual, que espera que você também seja.

— Mas, espera, nem se o cara for muito, mas muito gato você sente atração? Tipo, se o cara mais gato do mundo estivesse aqui, agora, você não ficaria com ele?

Então, não se trata da beleza da pessoa. Abrindo um parêntese aqui: nós achamos pessoas bonitas, achamos certos tipos de corpos bonitos e tudo mais. Mas tipo, só. É bonito, mas se eu simplesmente não sei quem é o cidadão, eu não sinto nada. É bonito, ponto.

Pode acontecer de eu achar que o cara é o cara da minha vida. Vai rolar assim de cara? Nop. Lindo, inteligente, gente boa. Mas, calma, essa boquinha aí também foi feita pra falar, então, fala!

Como eu ia dizendo, não é a beleza que determina. Você pode colocar o Sebastian Stan pelado na minha frente.

Se você não conhece, este é o Seb:


Mas, então, nem ele?
— Oi, Sebastian, aceita um vinho? Não tenho cerveja, é que eu não curto muito, sabe? Então, tá em Paris de passagem? Cê acredita em astrologia? Qual foi o sonho mais doido que você já teve? Qual seu sabor de sorvete favorito?
E o Sebastian pode entrar no jogo. Jogar conversa fora. Me falar da vida dele. Me contar daquela vizinha sem noção. Da maior merda que ele fez na vida. Dar risada. E então ele pode se tornar um cara atraente, mas por aquilo que ele é.
Sabe, eu nunca fiquei com aquele cara.
— Que cara?
— Aquele do show do Strokes. Não sei o nome dele. Ele tava com uma blusa do Joy Division. Gatinho.
Mas, não, não aconteceu. Mas, sabe com quem aconteceu?
Com aquele cara que sei o nome e sobrenome. Aquele cara que eu sei que sua cor favorita é verde, sua fruta favorita é melancia, que ele caiu e quebrou os dois braços ao mesmo tempo quando tinha 7 anos, que ele foi um filho planejado, mas sempre acharam que ele era uma menina. Aquele que sei que mora na rua da faculdade, que gosta de Beatles e seu album favorito é Sgt. Pepper's, mas que ele só começou a gostar depois de velho. Aquele que conhece Wallflowers, porque a gente falou sobre isso em uma dessas caminhadas sem destino pela cidade. Ou será que foi naquela vez que fomos tomar uma cerveja? Aah, já sei! Foi naquele dia que fomos no pub modinha do centro. Falando nisso, foi bem engraçado, tava rolando a maior DR na mesa do lado.
Entende?
Ele me atrai. E não me atrai por saber se ele estará aqui amanhã ou não. Se ficamos uma noite ou se ficaremos uma vida inteira. Me atrai saber que enquanto esteve aqui, estava comigo não pelo fato de eu ser mulher, mas pelo fato de eu ser eu. Lidia. 25 anos. Nascida e crescida em Santo André. Cor favorita: roxo. Gosta de cozinhar. Adora animais, mas tem nojo de pombos. Fala palavrão pra caralho. Se deu muito mal quando tentou andar de patins e bicicleta ao mesmo tempo. Adora luzes de Natal. Gosta do céu. Queria ser pilota de Fórmula 1, mas desistiu porque não tinha dinheiro. Descobriu depois de velha que o anarriê da festa junina era uma palavra em francês. Odeia conversas de elevador e fazer média com as pessoas. Pediu demissão do chefe. Trabalha 24h por dia se deixar. Que, não parece, mas além de demissexual é tímida. E que, mesmo te achando bonito e gente boa, não vai ficar com você por ficar. Que pode demorar um mês pra criar um laço contigo, ou apenas algumas horas.
É difícil ser assim?
É sim. Ainda mais nessa sociedade moderna que parece que disputa quem se interessa menos. Ainda mais quando você se interessa por pessoas extremamente alossexuais. Você não pode chegar falando: "oi, sou demi, não encosta muito em mim não, tudo bem?". Você gostaria de corresponder, mas simplesmente não consegue porque não faz sentido pra você. Então elas pensam que você não está a fim e tchau oportunidade de conhecer alguém legal.
Eu sempre ficava com uma sensação meio bosta de "olha eu estragando tudo de novo". Mas com o tempo você se aceita. Isso é o que você é, se o outro não entende talvez ele não queira entender. Talvez ele estivesse ali pela mulher e não pela Lidia (acontece muito, quase sempre... acho que sempre).
E também porque a gente SEMPRE quebra a cara. Demis precisam do "apego" pra se envolver, então não importa a intensidade da ligação, pra se quebrar a cara basta que ela exista e, pra nós, ela sempre existe.
Então, sabe, a gente já é obrigado a lidar com tantas coisas. Tantos sentimentos e pensamentos conflituosos. Poupe-nos de seus "mas". Entenda que neste mundo existem pessoas diferentes de você, pessoas que acham o colega do escritório mais atraente do que o Stephen Amell e isso não faz delas melhores ou piores que ninguém.
Um beijo pra vocês. ❤
*Este artigo é de autoria de colaboradores do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o Huffington Post é um espaço que tem como objetivo ampliar vozes e garantir a pluralidade do debate sobre temas importantes para a agenda pública.

Do  HuffPost Brasil - Lidia Amendola Designer-publicitária paulista. Mestranda em mídias digitais na França
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A importância dos crossdressers do passado para um mundo mais tolerante nos dias de hoje


O termo crossdresser tem ocupado destaque na mídia recentemente. Personagens de novela das oito, temas de documentários e algumas apresentadoras de talk shows (como Laerte Coutinho) são crossdressers

Basicamente, crossdresser é alguém que gosta de se vestir como uma pessoa do gênero oposto com frequência. O mais comum são homens que se vestem como mulheres.

Embora pareça uma novidade, o fato é que o costume é muito antigo, de vários séculos. A história nos oferece exemplos de diversas épocas. Mesmo nos Estados Unidos da década de 1950, marcada pela onda conservadora do McCarthismo, o crossdressing estava presente, ainda que às escondidas na maioria dos casos.

Um exemplo era a Casa Susanna, localizada nos arredores de Nova Iorque, onde homens heterossexuais (boa parte casados) se encontravam eventualmente e conviviam como mulheres por alguns dias, normalmente em finais de semana e sob sigilo. As meninas se dedicavam a diversas atividades identificadas na época como “femininas”: limpar a casa, cuidar do jardim, organizar chás da tarde, jogar bridge e posar para fotos artísticas como modelos. As fotos eram guardadas na Casa e, por acidente, quarenta anos depois, boa parte delas foi encontrada em um mercado de pulgas de Manhattan.

A dona da propriedade, organizadora dos eventos e “matriarca” das crossdressers, Susanna Valenti, era uma das ensaístas de uma revista chamada Transvestia na década de 60, voltada para o público cross. Incrível pensar em um periódico como este e suas fotos de capa em tempos de costumes tão rígidos. Entretanto, os fortes preconceitos da época se faziam sentir mesmo naquele meio: a revista se definia como uma publicação voltada para homens “sexualmente normais” (ou seja, heterossexuais) que gostavam de se travestir.

O sigilo era importante para garantir a reputação de quem ocupava altos cargos no governo. J. Edgar Hoover, o poderoso Diretor da FBI na década de 50, tinha consciência disso. Afinal, usar roupas do sexo oposto era considerado crime. Ele frequentemente perseguia os jornalistas e celebridades que em algum momento diziam tê-lo visto vestido de mulher e na companhia de jovens rapazes. Nunca se conseguiu provar que ele era realmente crossdresser e gay, embora existam diversos relatos a respeito.

Mais amigável e fora do armário era Ed Wood, o melhor diretor de filmes ruins de todos os tempos. Em vários de seus filmes, Ed aparece vestido com seu tecido favorito, o angorá, e sua inconfundível peruca loira. Sempre que ficava tenso, se travestia como forma de relaxar.

Durante a guerra, por exemplo, usava lingerie por baixo do uniforme. E nos momentos mais difíceis dirigia seus filmes como mulher. Também saía com naturalidade pela cidade sem se importar com a reação dos outros, e é interessante notar que nunca chegou a ser maltratado ou agredido por isso.

Ed chegou a fazer um filme dedicado ao tema, chamado Glen ou Glenda, de 1953. Hoje em dia é considerado cult, mas não por suas qualidades dramáticas. Também pudera: é um dos produtos que fizeram a fama de Ed Wood como diretor de filmes ruins e está no ranking de piores filmes de todos os tempos. Por conta disso, os admiradores do kitsch dos anos 50 adoram assisti-lo.

Se hoje vivemos em tempos mais tolerantes, muito se deve à coragem de gente como ele, que não escondia sua personalidade e aceitava a si mesmo!

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Megg Rayara: Pela primeira vez, travesti negra conquista título de doutora

Foram quatro anos de estudo na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para Megg Rayara Gomes de Oliveira defender sua tese sobre racismo e homofobia nessa última quinta-feira (30) – e, assim,  conquistar, de forma inédita no país, o título de doutora. Sua longa pesquisa foi feita com quatro professores negros homossexuais, de ensino fundamental e médio, e abordou a resistência de gays e negros na educação. Na banca, ela, que não revela a idade exata, usou um vestido vermelho que exibia nomes de travestis mortas. Formada em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Megg tem duas especializações, em história da arte e história da cultura africana, e é mestra em educação também pela UFPR.
Professora substituta nessa mesma universidade, Megg diz ainda enfrentar preconceito e pretende lutar pela inserção de travestis no ensino superior. “A nossa presença [dos travestis], fora da prostituição, não é naturalizada. Por causa disso, eu encenei, por muito tempo, uma existência masculina que não era minha, para poder sobreviver. Foi um processo de resistência. (…) Fui percebendo que, se não tivesse boa formação acadêmica, não ia ter lugar nenhum no mundo. A minha existência era um fracasso absoluto. À medida que fui progredindo academicamente, fui me construindo como travesti negra, expressando minha identidade. 

Aí tinha um repertório para me proteger. (…) Hoje, sou professora da UFPR. Mas o espaço que me sobra é no serviço público, porque a iniciativa privada não contrata.(…)  A defesa da minha tese é uma conquista coletiva. Do movimento negro e, principalmente, de travestis e transexuais. (…) A gente tem que ter voz, queremos ser tratas como pessoas que pensam e produzem conhecimento”, afirmou, em depoimento à Folha de S. Paulo.
Megg é a segunda travesti no Brasil a defender uma tese de doutorado. A primeira, que não é negra, foi Luma Andrade, doutora pela Universidade Federal do Ceará, em 2012. Como as duas, há notícias de apenas mais duas travestis frequentando programas de doutorado no Brasil – uma na Universidade Federal de São Carlos e outra na Unicamp.

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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Como as coisas acontecem

Coletei 2 posts com boas dicas no blog da minha amiga Leozinha CD. Usei dois posts e mixei. Basicamente ela explana um pouco, como pode acontecer um encontro com uma Crossdresser e fala das atitudes que dos caras que nos procuram. Ela é uma CD experiente e as dicas delas são valiosas para as iniciantes que pretendem encontrar um parceiro via internet.

Olá Amores!!!
Hoje não vou contar nenhuma aventura, mas vou falar um pouquinho sobre como as coisas acontecem. Resolvi fazer essa postagem porque vez ou outra tenho me deparado com situações que considero, no mínimo, desagradáveis.

Tenho amigas, tanto mulheres, quanto CDs e esporadicamente nos encontramos ou fazemos festinhas privês com amigos e posto (quando autorizado, claro!) algumas aqui. Como rola essa questão? Nem sempre é algo combinado com antecedência, pode acontecer de surgir uma folga e dar certo ou de repente, pode ser algo combinado de longa data. As vezes conheço todos os que estão na festa com antecedência, as vezes não, é amigo de uma amiga. O que venho deixar claro é que tudo tem seu tempo.

Vez ou outra as pessoas entram em contato comigo no meio do dia querendo que eu arranje alguém para sair e fazer uma festinha no meu local. Primeiro, não moro só e nem sempre estou sozinha, portanto se quer realmente algo pense na possibilidade de ir a motel.

Segundo, tenho uma vida como qualquer outra pessoa, trabalho e tenho meus momentos de lazer. Não passo o dia inteiro em casa esperando as pessoas ligarem para fazer sexo, até porque então, escolhi não fazer programa justamente para poder escolher como e com quem gostaria de fazer sexo. No meu caso é diversão, nada contra quem leva isso como profissão, mas NÃO é o meu.

Terceiro, se você nem se dirige a mim direito e já vai perguntando pelas minhas amigas tenha a certeza de que a coisa não vai rolar. Não sou agenciadora, nem cafetina. Quer festinhas com tudo pronto? Vá em uma casa de massagem ou cabaré (como preferir) e contrate, pague por isso. Acredito que será maravilhoso!

Comigo as coisas são na base da conquista. Inicialmente conquiste seu espaço e só então as coisas podem acontecer. Quem me conhece intimamente sabe que adoro proporcionar prazer as pessoas e vê-las realizando suas fantasias, mas deixo claro: NÃO SOU OBRIGADA A NADA!

Então, meu queridos, vamos ter um pouquinho mais de bom senso. Não engorda e não faz mal, garanto!

Bjox!!!

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Livro afirma que Da Vinci era gay

O próximo livro do escritor e jornalista americano Walter Isaacson já tem data para chegar às livrarias dos Estados Unidos: será em 17 de outubro.

Isaacson, que já foi editor da revista “Time”, é autor de uma série de biografias sobre personalidades dos mais variados campos como Steve Jobs, Benjamin Franklin, Albert Einstein e Henry Kissinger.

Em sua próxima obra ele vai abordar a vida de Leonardo Da Vinci, considerado um dos maiores gênios de todos os tempos. 

Depois de pesquisar vários documentos e até mesmo os diários do artista italiano, Isaacson deverá apresentá-lo aos leitores como um “gay vegetariano nascido fora do casamento e que sofria de déficit de atenção”, o que certamente irá causar barulho.

Em tempo: intitulado simplesmente “Leonardo Da Vinci”, o novo livro de Isaacson será publicado no Brasil pela editora Intrínseca até o fim do ano. 

Do UOL - (Por Anderson Antunes)
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O que é ser Crossdresser = CD ?

O que é ser CD ? No final do ano passado, completamos 2 anos de atividades e a ideia original, como foi explicado nas postagens sobre o aniversário, era mudar um pouco o enfoque das publicações e, dentre outras coisas, fazer uma série de postagens didáticas sobre o crossdressing. A principal finalidade disso é trazer a luz do esclarecimento para quem conhece pouco ou nada sobre o assunto e evitar que oportunistas e picaretas de qualquer espécie, que dizem ter começado a se montar anteontem (e ainda precisarão e muito tempo para chegar a uma figura feminina completa), aproveitem-se da falta de conhecimento sobre o tema, para se lançarem como supostas lideranças ou "entendedores", com o objetivo de levar vantagem de alguma maneira e/ou de fazer marketing pessoal. O texto que segue é de autoria de Mayara Frade, já falecida, e está disponível para leitura no site do BCC - Brazilian Crossdresser Club. Em relação ao original, apenas retiramos ou substituímos alguns artigos, e acrescentamos ou alteramos algumas palavras, para deixar o texto mais atualizado e evitar qualquer tipo de confusão quanto às diversas formas de expressão das identidades de gênero: ORIENTAÇÕES GERAIS Por Mayara Frade Existe uma grande diferença entre a orientação sexual de um indivíduo e a sua identidade sexual (identidade de gênero). Veja um homem. Ele pode ser masculino em seu núcleo de identidade e ter uma orientação homossexual, ou seja, ele pode ter atração por pessoas do seu sexo. Isso também pode acontecer como uma mulher, que sendo feminina em seu núcleo de identidade, também pode ter uma orientação homossexual. Essa orientação pode ser ainda Heterossexual ou Bissexual. Heterossexual é a pessoa que tem seus desejos voltados para pessoas do sexo oposto ao seu. Bissexual, é a pessoa que não tem uma orientação sexual exclusiva, portanto, sente-se igualmente atraída por pessoas de ambos os sexos. O que vamos tentar explanar aqui, não tem nada a ver com a orientação sexual de cada indivíduo. Apenas queremos falar sobre a identidade de cada um e em termos bem gerais, sem a pretensão de ser um discurso científico. Em qualquer desses casos abaixo descritos, a orientação sexual do indivíduo não o exclui de seu estado transgenérico. Melhor dizendo, qualquer uma dessas pessoas pode ser homossexual, heterossexual ou bissexual, independentemente de ser TG, TS, TV, CD ou S/O. O que segue não é uma explicação técnica em relação aos significados. É antes de qualquer coisa, o que parece ser um consenso das pessoas envolvidas com transgenerismo no mais abrangente modo de se ver. Repetimos que a única verdade que está nesse relato, é que ele é uma fotografia do que se pode apurar nos bastidores desse universo. Considere, então, como se este fosse um relato jornalístico, antes de sequer pensar na possibilidade de ser técnico, pois está muito longe disso.
  • TG é transgender (transgênero)
  • S/O é supportive opposite (supportive other)
  • TV é travesti
  • TS é transexual
  • CD é crossdresser
Transgender (transgênero) (TG) Com exceção da S/O, todos os casos acima são TGs. Devendo ser ainda incluídas nesse grupo as pessoas que nasceram com algum tipo de anomalia em suas características sexuais anatômicas, como os casos de hermafroditismo por exemplo (na verdade, seriam intersexos e não TG). Devemos entender também que ser TG não é exclusividade de apenas um sexo, mas atinge a ambos. Em qualquer dos sexos pode haver um tipo de transgenerismo. S/O (Supportive Opposite) Seria a companheira de um TG, que sabe de sua peculiaridade, o apóia e ainda aceita outras pessoas que sejam transgenéricas no seu convívio social. Devemos entender a palavra apoio, no seu sentido mais amplo, pois a S/O não reprime o estado transgenérico do parceiro e, ao contrário, geralmente convive bem com essa peculiaridade. Os casos mais comuns são as esposas de crossdressers, dos quais falaremos por último. Travesti ( TV )
Parece que o único consenso neste caso é que a travesti é um homem (ou melhor, alguém que nasceu num corpo masculino) com todas as características secundárias de uma mulher (conseguidas através de hormônios e de cirurgias plásticas), com exceção da genitália. É pessoa que anda, veste-se e age socialmente como uma mulher. No sentido pejorativo, fica a impressão cultural de que a travesti é uma profissional da prostituição, o que nem sempre é verdade. Transexual ( TS ) Também parece que o único consenso neste caso é que transexuais (TS) são muito semelhantes às travestis A única diferença é que transexuais se utilizam da cirurgia de conversão sexual ou estão a caminho dela, aqui incluídos os casos de transexualismo FtM (de mulher para homem). Estes também usam de meios cirúrgicos e tratamentos hormonais para se tornarem homens fisicamente, pois psicologicamente já o são. Crossdresser (CD)
O consenso neste caso parece ser que CD é, como nos outros casos citados, um indivíduo que sendo de um sexo, veste-se e age como os do sexo oposto. A diferença é que CDs não assumem publicamente uma identidade social feminina. Portanto, geralmente não faz uso de hormônios e não faz cirurgias corretivas em seu corpo, pois em sua rotina diária, tem uma vida social masculina. É possível até que use hormônios ou tenha se submetido a pequenas cirurgias, mas até o limite em que sua identidade social e seu aspecto geral não sejam afetados.
Do Blog da ADRIANNY FERNANDES
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Site voltado para cds e sissys...

Bom post da Rainha Frágil (Beth) sobre um site voltado para nós CDs que pode fechar as portas por falta de interesse e desconhecimento. Então achei por bem divulgar aqui. Segue o post...

"Pensar a comunidade BDSM, quais espaços comuns temos a nosso disposição para divulgação? E discutir reciprocidade também.
Dias atrás fui surpreendida por uma postagem assinada por MissTery. Vou colar a postagem na íntegra porque me tocou demais.  Me tocou de várias formas. Uma pela enorme demanda de crossdressers procurando S/O ou Dominadoras (no caso das que são submissas também), relatando suas angustias pela falta de espaços voltados para elas.
Quando li,  a primeira coisa que me veio a mente foi ” Poutz, mas eu nunca ouvi falar desse site”. Sempre tive a MissTery adicionada em minhas redes sociais mas conversávamos pouco. Sempre simpatizamos uma com a outra mas nunca tivemos uma convivência mais aprofundada e eu fiquei pasma por não conhecer ainda uma iniciativa tão bacana.
Meu primeiro espanto foi esse: sobre como nas redes sociais você parece estar tão exposto e.. sqn!, porque eu deveria conhecer esse espaço.
E depois também me chamou a atenção, um detalhe com o qual eu também já me feri: sobre investir no meio BDSM na contramão de quem espera gratuidade desses investidores sem a menor intenção de oferecer qualquer tipo de reciprocidade. Porque aqui os preços eram muito bons, muito mais que honestos. E as pessoas, mesmo assim, questionavam preço, tentavam não pagar.
Quem tem uma ideia legal, conseguindo trabalhar com preços tangíveis, deveria ser bastante divulgado e apoiado.
E aí, não me dirijo especialmente às CDs, até porque muitos outros personagens estão envolvidos nesse fetiche. Mas é algo que acontece em toda a comunidade. Tenho visto muitos bons projetos serem abandonados por falta de apoio que pode vir de muitas formas.
Uma divulgação, uma indicação, uma matéria em um jornal…
E pagar pelo serviço também.
È um serviço.
Fazer parcerias, nos divulgar. Conhecemos nossos espaços?
Porque, ao fim, você se sente atropelado, desrespeitado… E acaba assim: fechando portas que antes estavam escancaradas.
Quando vi a postagem, corri para dizer pra ela segurar um pouco pra eu tentar ainda divulgar aqui no blog,  porque eu achei as ideias dela incríveis e pensei: “caraca, olha aí o espaço que a galera tava procurando!!”
Ela se mostrou bastante cansada mesmo mas concordou em deixar o site no ar e atender se alguém se interessar por um dos serviços disponíveis. E tem muita coisa bacana! Um trabalho pensado realmente para crossdressers.
Segue o post dela e o site é www.crossdresser.com.br  Visite.
“Há quase um ano, coloquei em ação uma ideia que tive sobre ajudar CDs.. Criei um site grátis no WordPress, criei vários posts.. criei um grupo no Facebook, mantive-o com posts ou dicas por vários meses.. Até que achei que era hora de investir.
Dei um tempo no meu negócio (Ah, eu sou empresária, para quem não sabe) e comprei (por sorte) o domínio crossdresser.com.br… é isso mesmo..COMPREI… e também pago a hospedagem.. Eu comecei um TRABALHO.. sim.. foi um trabalho…
Fiz uma pesquisa, junto com um amigo, ligado a área de marketing, (Kink da Rainha Sapphire) para descobrir as necessidades das CDs. Criamos um formulários com perguntas diretas.. que me deram uma ideia de como fazer algo que fosse, de fato, útil para as CDs.
E fui em busca do que elas precisavam.. comprei a licença de um programa, onde eu pudesse enviar e-mails para várias CDs, com dicas e outros assuntos.. pesquisei cursos que elas pudessem fazer de maquiagem(vários, com preço que variavam de 3 a 250,00), depilação e estilo.
Além disso, fiz um Programa de Coaching de Estilo com um E-book, onde tive que fazer um curso (PAGO, eu paguei.. eu investi no meu negócio) para aprender um pouco sobre o tema..
Também participei de um curso on line, profissional sobre maquiagem e depilação… TUDO EU PAGUEI… Tudo isso fiz para poder atender as CDs.. E chorei com uma pessoa, para conseguir o Curso de Depilação e Maquiagem, por um preço razoável, para as CDs.. e consegui…
Coloquei também, meu espaço, minha casa, que é um sítio.. em local discreto, onde se tem privacidade, no meio disso tudo (já era a segunda vez que eu fazia isso).. Para poderem se montar, tirar fotos, interagir.. Até chá de CDs, eu tinha na lojinha.. rsrsrs..
Também, de acordo com a pesquisa, criei um Personal Shopper, que era um profissional que ajudaria as CDs a fazerem compras.. on line ou presencial, no caso do RJ.. e comprarem roupas que fossem boas  para as CDs..
Em resumo, tive um trabalhão que resultou em um grande prejuízo.. do meu tempo e investimento..
Vou dar os resultados:
De acordo com a pesquisa as CDs diziam que precisavam:
Aprender maquiagem.. postura.. escolher roupas ou ter alguem que fosse com elas escolher.. ter um local onde pudessem se montar com tranquilidade e encontrar com outras CDs.. para conversarem e estarem juntas, montadas, maquiadas etc..
TUDO ISSO EU TINHA DISPONÍVEl!!!!!
NINGUÉM se interessou pelos cursos.. Ninguém se interessou pelo Programa de Coaching.. mesmo esse custando o preço de 1 sessão.. Ah, eu sou coach.. e um programa de Coaching comigo, custa R$1.500,00 por 10 sessões… e o programa custava 150,00..e eu ainda dava desconto para as CDs da lista.. rs.. como me desvalorizei!!
Ninguem entrou em contato sobre o Personal Shopper.. nem para saber ao certo o que era..
Ninguém nem ao menos, quis o e-book.. Ninguém quis o curso de depilação.. de maquiagem.. de estilo…
Ah, esqueci.. tb me meti em uma fábrica de sapatos.. outra de folheados.. e na Natura.. td para poder agregar valor ao blog.. fora os sex shops que me afiliei para poder deixar tudo no mesmo espaço, para as CDs..  e nem isso quiseram..
A lista, eu escrevi mais de 20 e-mails com dicas.. e por ter o controle deles (Envio e de quem lia) eu via cada dia mais o interesse que tinham sobre o meu trabalho.. Para cada e-mail enviado para umas 100 CDs.. .somente 1 ou 2 se davam o trabalho de ABRiR os e-mails… Numa lista de 100 pessoas, isso não é nem 10%…
Em suma.. Eu não entendi, de fato o que as CDs queriam.. Na pesquisa, falavam que pagariam até um valor X por esses serviços.. mas, como diz a garotada por aí.. #SQN… rs
Então, o domínio eu estou colocando a venda para quem quiser, se ninguém quiser ele vai sumir um dia… é um domínio ótimo para quem quer se envolver com CDs..
Também vou me afastar do SM.. e acabar com qualquer vínculo que eu tenha nesse meio.. seja no FB.. seja no Fet… essa coisa de que SM é uma cachaça, já deu.. eu tenho outras coisas para me ocupar.. vivo sem SM numa boa.
Por 6 meses, foquei em CDs, e deixei de lado o meu negócio.. hoje, eu decidi que não dá para trocar as bolas.. era um sonho.. Trabalhar com meus fetiches!!!!.. E descobri que alguns sonhos não são para se tornarem reais, pq não há público.. são sonhos que se sonha sozinha.. então não viram realidade… Não dá para viver de fetiche..  Afinal, as contas não são pagas com chicotadas ou salto alto.. nem dá para ficar a disposição de algo e não ter um retorno.. meu tempo é valioso.. mesmo que para algumas pessoas, ele não valha nada.. para mim e para meu negócio no mundo real, ele vale muito.
O que me fez decidir isso tudo.. foi de fato uma CD.. que participava da lista.. recebia tudo em primeira mão.. tinha acesso a mim.. E que na semana passada, após trocar vários emails comigo.. disse: “Dá para você me avaliar, para ver que roupas são melhores para mim, através de fotos que eu te mandar:????” Então eu sugeri que ela se cadastrasse no programa de estilo.. e ela simplesmente, parou de conversar comigo… Foi ai que a ficha caiu.. Se todo o meu trabalho, fosse grátis eu teria milhares de CDs querendo.. Muito diferente do que eu li nas respostas do formulário.. muito diferente do que falavam sobre as necessidades que tinham.
Então é isso.. A LISTA acabou.. quem se inscreveu não irá mais receber os e-mails de dicas.. em breve, o meu perfil do FB será extinto (só vai continuar para q todas/os fiquem a par do que vou fazer), com isso o Grupo CrossdresserDicas tb terá seu fim..
O Blog está a disposição se alguém quiser.
Com esse post, eu encerro qualquer atividade nesse blog.
Desejo as CDs que estiveram comigo, boa sorte… e muita felicidade.. que encontrem o que procuram..
As pessoas que estiveram comigo, eu agradeço tudo o q fizeram..
Ao Kink, meu carinho e muito obrigada pela ajuda durante todo esse processo.. a Sapphire, obrigada por me emprestar o Kink.. rs.. Vocês dois sabem onde me encontrar se precisar…
FUI!”
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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker:Compartilhando um momento meu...

Estou trabalhando tem uns 5 dias longe de casa... E quem me acompanha aqui no blog sabe que ja estou há um tempo sem me montar... E é nessa hora que a "Kátia" vem sorrateira me "assaltar" os pensamentos. Então me deparei com esse textinho na internet que estou postando agora pois me parece a cara do que estou vivendo... 

Dai-me um tempo, dá uma volta.
Só com você que eu consigo refletir,
Mas tão é ruim, a reflexão me revolta.
Não se explica, é só o sentir.
Arruma-te outro coração pra se instalar,
um maldito parasita é isso tu és.

Caça teu rumo, atrás de quem queira lhe abrigar.
Pois comigo só comprovas o meu revés.
Eu repudio, amaldiçoo aquela que não veio,
o isolamento é pior ou igual a um luto,
por esta ou aquela que pariu-me ao meio.
Como tens tanta fome? Devoraste-me a alma,
devoraste-me a calma.
Faça me um enorme favor, some!

Soneto pra Solidão - Por Fernando Cesar

Do Blog do Fernando

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Gerente gay é demitido do Itaú Unibanco após postar vídeo com noivo no Facebook

Um gerente de uma agência do Itaú Unibanco da cidade de São Paulo foi demitido poucos dias após postar no Facebook um vídeo no qual é pedido em casamento pelo noivo.

A denúncia de homofobia foi levada ao Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, que entrou com denúncia contra o banco. 

O funcionário batia todas as metas e ganhou, em um ano e meio de trabalho, dez prêmios por desempenho. Ele afirma que sua gestora justificou o desligamento por motivo de ‘postura’.

“A demissão foi chocante. Ganhei prêmios em praticamente todos os meses em que trabalhei após o período de treinamento. Foi muito decepcionante porque eu gostava da empresa e batia todas as minhas metas”, declarou ao E+ o ex-funcionário, que pediu para não ter a identidade revelada por receio de ter dificuldades em conseguir um novo emprego na área.

O ex-gerente é formado em administração, tem pós-graduação em gestão e trabalhava no Núcleo de Relacionamentos de Gerentes do Itaú Unibanco. Ele afirma que há meses recebia intimações de sua gestora para “melhorar a postura” – entre as orientações, usar ternos, calças e camisas “menos justos”.

‘Puxão de orelha’
O funcionário alega que levou pelo menos dois “puxões de orelha” por conta de sua postura no recebimento de dois grandes prêmios por bom desempenho.
No primeiro, ele teria sido recomendado, de forma sutil, a controlar os trejeitos. “Dentre mais de 300 gerentes, ganhei dois troféus no mesmo dia. Quando anunciaram meu nome, eu subi ao pódio do meu jeito extrovertido, como sou. Depois, o superintendente falou para minha gestora que eu deveria me soltar menos, ter menos entusiasmo e mais postura para pegar o prêmio”, afirmou. A orientação seria refeita outra vez, em outro prêmio de destaque recebido meses depois.

O bancário explica que, à época, não levou o caso para o sindicato por medo de perder o emprego. Contudo, diz que passou a conviver com comentários da chefia acerca de suas roupas. “O preconceito, hoje, é mais silencioso, não é escrachado. De forma bem discreta, eles diziam: ‘seja mais homem. A ‘postura’ que eles falavam era sobre eu ser gay. Minha gestora falava muito sobre a ‘imagem do banco'”, afirmou.

Demissão
O desligamento ocorreu no dia 10 de março, pouco dias após o funcionário retornar de uma viagem de férias em Florianópolis. No litoral, ele foi pedido em casamento pelo namorado – e o vídeo do pedido foi compartilhado com os amigos no Facebook. Ao voltar à agência, a surpresa: uma semana depois o bancário foi demitido. “Qual é a coerência disso? O banco espera resultados, e eu alcançava meus objetivos, então a que se deve minha demissão?”, questiona.
O ex-gerente hoje move uma ação trabalhista contra o Itaú Unibanco por danos morais e discriminação. “É muito desagradável. Estudei, fiz faculdade e me esforcei no emprego. Eu não queria estar em casa de manhã dando entrevista, queria estar trabalhando para sustentar minha família”, observa.

Em nota, o Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo afirma que tem um histórico de combater qualquer tipo de discriminação e que esse é um tema que infelizmente gera casos, mas que “eles são devidamente tratados para que não se repitam”. A nota segue: “Esperamos que essa denúncia seja um exemplo do que não deve ser feito porque a sociedade não vai mais admitir um comportamento preconceituoso”.

Itaú
Após ser contatado pelo E+, o Itaú Unibanco enviou uma nota na qual declara que a demissão do gerente não foi por discriminação e que repudia situações de homofobia, dentro ou fora da instituição.

O banco afirma que não foi procurado pelo jornal do Sindicato, onde a denúncia foi divulgada, mas que enviou “comunicado esclarecendo os reais motivos do desligamento, que nada têm a ver com a situação citada”.

A nota diz que a instituição entende a pluralidade como algo fundamental, visto que os clientes são diversos, portanto os colaboradores também precisam ser. “Possuímos o Ombudsman, um canal voltado aos colaboradores que tem como função escutar, registrar e avaliar questões relacionadas ao ambiente de trabalho, com total sigilo entre os envolvidos”, diz o texto.

O E+ procurou novamente o banco para saber qual seria o real motivo da demissão, mas a assessoria de imprensa respondeu que não poderia esclarecer a questão “por motivos de confidencialidade”.
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Homem trans dá lição de vida ao mostrar transformação do corpo


Felizmente, os transgêneros têm ganhado espaço para falarem sobre as mais diversas dificuldades encontradas em suas vidas, um fato importante para que outras pessoas, que têm a mesma identidade de gênero, se sintam representadas e possam acabar com o preconceito.

E foi o que fez Jamie Wilson, um homem trans que vem mostrando a transformação do seu corpo nas redes sociais como uma forma de desconstrução do visto como “padrão” por muitos.

Rejeitado pelos pais por ser transexual, na última semana o jovem norte-americano desabafou em seu Facebook e deu uma lição de vida para muitos ao falar sobre a aceitação.

“Eu sinto falta dos meus parentes sentindo orgulho de mim… Mas você sabe do que eu não sinto falta? Eu não sinto falta das noites em que ficava deitado sozinho batalhando com meus próprios sentimentos… Eu não sinto falta de esperar por ninguém sair de casa para poder me vestir como homem e esconder o meu cabelo grande debaixo de um chapéu. Eu não sinto falta de me esconder.”, disse ele.

“Quando eu olho para mim, eu não sou o homem mais forte, o mais alto ou o mais bonito, mas você sabe o que eu sou? Eu finalmente sou eu e esse é um sentimento maravilhoso”, complementou.
Dominado ainda pela ignorância, o Brasil é o país que mais mata transexuais em todo o mundo, sendo 144 vítimas só em 2016, 42% das mortes das vítimas LGBTs.

Da Cosmopolitan - Por: Gustavo Frank
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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