Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Engenheiro finaliza transformação de Enrique para Mariza

O engenheiro eletricista e empresário Enrique Camilot, que costumava se comportar como homem, há 1 ano e meio, foi dando lugar à Mariza. É assim que ela se apresenta hoje, após decidir se transformar em quem realmente é na intimidade: uma mulher, apesar de ter nascido em corpo masculino.
Aos 37 anos, Mariza é uma das poucas mulheres trans em Cuiabá. A mulher trans é aquela que nasceu homem mas não se identifica assim. "Tenho alma feminina, corpo masculino. Tecnicamente mulher trans", explica Mariza.
Esta é uma questão de gênero e não de identidade sexual. Tanto é que ela é bissexual, ou como a engenheira prefere explicar, "sem restrição quanto ao modelo do hardware". Sendo assim, se relaciona "com seres humanos, pessoas e não corpos ou rótulos". "Falo sobre esse assunto porque ainda é um tabu e carece de informação", justifica. "Geralmente o pessoal não entende muito o que eu falo", lamenta, mas continua explicando.
Aos 14 anos, foi pega vestindo roupas da mãe, mas fazia isso desde os 12. "Eu me sentia bem usando roupas femininas, era como se eu deixasse de ser menino, passando a ser menina por aquele curto espaço de tempo, mas já tinha consciência que precisava ser menino, que devia ser menino sempre, aquilo era só meu, meu mundo", relembra.
Questionada se sofreu muito emocionalmente com isso, responde que sim. "Imagine um quarto escuro, sem janelas, sem nada, de tempo em tempo um banho de sol, mas de curta duração, só que presídio não é físico, é a sua mente", compara.
Em termos de relacionamento, Mariza, ainda enquanto Enrique, casou-se 3 vezes. "No meu primeiro casamento, ela não entendeu direito minha questão de gênero, mas não terminamos por conta disso. No segundo, tive um filho. A mãe do meu filho entendeu meu crossdressing e apoiava, mas terminamos. Quanto ao terceiro casamento, ela não é mais minha esposa, eu terminei em fevereiro deste ano, mas continua sendo minha sócia em tudo, temos um convívio muito bom", explica. "Somos o porto seguro uma da outra. Terminamos o casamento apenas".
Você sabe o que é um crossdresser?
Crossdresser é uma pessoa que veste roupas e usa acessórios associados ao sexo oposto. Ou seja: um homem que se veste de mulher e uma mulher que se veste de homem. Um crossdresser não necessariamente precisa ser homossexual ou transgênero, apesar de muitos terem se assumido através da prática. Mesmo assim, o crossdressing é totalmente independente da orientação sexual do praticante. Um crossdresser tampouco deve ser confundido com uma drag queen, que tem um caráter totalmente performático. Em suma: crossdresser é simplesmente uma prática adotada por pessoas de todos os tipos, profissões, gêneros e orientações sexuais - a experiência de estar na pele do sexo oposto.
Seios e curvas
A terceira esposa de Enrique-Mariza acompanhou a primeira fase de transformação. "Nesse período, era um crossdresser, mas agora não, agora sou uma mulher", comenta. "Me sinto bem assim".
Quanto à transformação física, Mariza faz tratamento hormonal e já ganhou seios e curvas. "Não penso em intervenção cirúrgica, não caminho para o corpo feminino", pontua.
O filho
Sobre o filho, afirma que o amor é incondicional. "Para ele não faz diferença, homem, mulher, etc, são conceitos, eu amo meu filho e ele me ama, não tem nenhuma condição".
Homofobia
Quanto à discriminação, "isso é presente sempre, mas a gente vence com competência" - afirma.
O medo maior agora é da homofobia. "Procuro evitar certos lugares. Uso a mente para reduzir a probabilidade de acontecer algo. De qualquer forma não posso negar essa violência, seria uma infantilidade enorme, hoje em dia tem muita gente que sente raiva do outro simplesmente por não baixar a cabeça para padrões, isso gera ódio", lamenta. "Mas o problema está na cabeça deles, não na minha. Eu estou feliz agora".

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Fernanda Gentil: ‘Tive coragem de me encantar por uma mulher’

Fernanda Gentil foi ovacionada pela plateia do Domingão do Faustão neste domingo, 09, na Globo. Convidada para participar do quadro Ding Dong, ela falou abertamente sobre sua vida amorosa com a jornalista Priscila Montadon, com quem namora desde o ano passado.

''Eu nunca tive de tomar decisão de viver ou não o que eu achava correto. Desde cedo meus pais me ensinaram que a gente se apaixona por caráter, não por carcaça. Então eu não me preocupei muito com o que iam falar, com o que o País ia pensar, e graças a Deus não tenho tempo para ler todos os comentários. Se a gente acreditar em tudo de bom ou tudo de mau que falam é muito perigoso, a gente tem que ser quem'', disse Fernanda, que recebeu inúmeros ataques na web assim que assumiu o romance.

''A minha decisão foi ser feliz. Eu e o Matheus tivemos coragem de reconhecer cedo que o casamento não estava dando certo e tive coragem também, de me encantar por uma mulher, o que foi novidade para mim, e lutar por isso. Eu só devia satisfação aos meus pais e meu irmão, e a partir daí a gente estava junto para passar por essa onda'', completou.

Fernanda Gentil foi casada com Mateus Braga, com quem teve um filho, Gabriel, e assumiu o namoro com Priscila cinco meses após o término de seu casamento. E após ter o namoro noticiado por um jornal carioca, ela decidiu usar suas redes sociais para confirmar a novidade.

Fernanda Gentil falou sobre sua vida amorosa ao participar do "Ding Dong", do "Domingão do Faustão". A apresentadora, que causou furor ao assumir o romance com a também jornalista Priscila Montadon, cinco meses após o fim de seu c... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/07/09/tive-coragem-de-me-encantar-por-uma-mulher-diz-fernanda-gentil.htm?cmpid=copiaecola
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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Reflexões que não são minhas mas poderiam ser...

Minha querida amiga Aline Ishtar fez um lindo post (aqui) no Facebook acerca da transição dela... 

Achei lindo e emocionante o texto dela que muito me tocou... 

Assim, depois de pedir autorização, achei por bem dividir ele com vocês que cultuam esse universo feminino das crossdressers...

Segue o post:


"Refletindo...🤔
Quando já se viveu 40 anos de um jeito e começa-se a viver experiências de outro, como no meu caso... uma vida toda de homem 👱🏻e de repente começa a experienciar vivências típicas femininas👩🏼, é tudo muito, muito diferente.
Pra quem nasce mulher é tudo normal. Elas não tem o fator de comparar. Elas não sabem como é diferente usar uma saia, um soutien, uma maquiagem💄, porque pra elas sempre foi assim. Elas desde pequenas sabem que quando crescer irão sair de salto alto👠, de batom. Elas vão furar as orelhas pra colocar brincos lindos e não pra se "subverter" como era antes com os meninos que faziam isso.
As meninas não sabem como é estranho usar uma sandália delicada, 👡unhas pintadas💅🏻... porque isso é parte da vida delas desde sempre.
Mas pra uma pessoa que viveu como homem, é tudo muito novo e estranho. Tudo diferente, sensações diferentes demais.
Lembro até hoje a primeira vez que usei um vestido fora de casa💃, na casa de um amigo. A sensação era de estar pelada. Já que a vida toda usei bermuda e camiseta. Um vestido de alcinha e comprimento no meio das coxas da uma fragilidade enorme. A saia mexendo, podendo subir com o vento. Os ombros de fora... tudo exposto. 👗
É algo a se acostumar.
E eu quero acostumar.
Quero sentir como se "sempre tivesse dito assim".
Sei que isso pode não acontecer. Já que metade da vida já passou e tive que viver como se fosse homem mesmo graças a este corpo em que eu vim.🙏🏼
Hoje entendo que sou mulher💖 e não é meu corpo que determina isso. É meu "eu" mais interior.💆
Não preciso de seios ou de salto alto, nem vestido pra ser mulher. Eu já sou. Sempre fui. Mas nunca aceitei.
Agora que sei quem sou, me aceito.
E quero usar as coisas porque gosto delas. Não porque eu preciso.
Sou mulher mesmo em roupas masculinas. Uma mulher sem seios ainda é mulher.💃💃
Mas ela aumenta, coloca, se cuida.
Hoje me sinto mais madura.
Aos poucos, isso pode e deve se manifestar.
Obrigada se leu tudo.
É um desabafo mesmo, uma constatação e uma satisfação as pessoas que me acompanham e me amam aqui pelo Facebook.
Não está sendo fácil, mas está sendo. Acontecendo !
❤️❤️❤️❤️💛"

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Pernalonga, o coelho feminino

As vezes eu não sei dizer se o Pernalonga é uma grande referência do mundo en femme ou ele merece ser criticado pela imagem politicamente incorreta de alguns episódios. No entanto, considerando as peculiaridades da época em que o desenho foi lançado, eu jamais conseguiria criticar esse coelho malandro que adora se vestir de mulher para enganar os seus caçadores e não virar um banquete.
Pernalonga em "What's Opera, Doc?" (1957)
Desde criança eu acompanho esse personagem, que está próximo de completar 80 anos, e sempre fui cativada pelo seu lado feminino que, apesar dos exageros da comédia, consegue ser delicado. Alias, até a deusa RuPaul comentou em uma entrevista que foi o Pernalonga quem a introduziu ao mundo das drags.



A propósito, será que ele se considera uma drag, uma crossdresser, uma trans ou o que?
Considerando que na década de 30 os female impersonators (transformistas) vinham ganhando espaço nos palcos, suponho que isso tenha servido de inspiração para os redatores do desenho. Inclusive no ano de estreia do personagem eles já o colocaram fantasiado de cachorrinha para ludibriar o cachorro do caçador.
Pernalonga em "Hare-um Scare-um", 1939
Os principais desenhos do Pernalonga foram lançados nas séries Looney Tunes e Merrie Melodies da Warner Bros. Animation durante o período de 1939 a 1964 e eu os assisti (e me diverti) durante os anos 90 como se fosse qualquer outro desenho contemporâneo. Nesse intervalo de tempo o coelho comediante apareceu em 168 episódios sendo que em 43 deles ele se apresenta en femme, ou seja, ele se montava pelo menos 1 vez a cada 4 episódios!!! (poxa, nem eu me monto com tanta frequência quanto ele!!)
A seguir apresento uma coletânea de aparições do Pernalonga en femme. Muitos desses desenhos me despertaram memórias divertidas, espero que desperte algo semelhante em vocês também:


Para finalizar, uma das montagens mais impressionantes da Pernalonga!
A cena foi retirada do filme Looney Tunes: De Volta à Ação (2003):



Postado originalmente no Blog O homem feminino
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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Compartilhando um momento meu...

 

Há quem queira viver acompanhado
Lá no fundo para mim isso é uma lenda
Abri mão de ter pessoas do meu lado
E se estiverem vou ficar contrariado
 
Não guardo dor por querer estar sozinho
A solidão não atrapalha o meu caminho
Nunca disse que a saudade me sufoca
E nem tampouco que distância me incomoda
 
Eu rasgo o tempo e sigo bem nesse destino
Em paz de espírito é como eu sempre sobrevivo
Porque o silêncio aos meus ouvidos mata o tédio
E a ausência para mim é um remédio
 
Eu quero assim e fiz assim a minha escolha
Que Deus permita que sozinho eu viva e morra
 
Soneto de Solidão - Por Adriano Húngaro
 
Publicação: www.paralerepensar.com.br  17/07/2007
 
http://www.paralerepensar.com.br/adrianohungaro_sonetodasolidao.htm
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Nunca peça desculpas por essas 13 coisas (mesmo que ache que deva)

Pedir desculpa, não é feio, pelo contrário, quando erramos, o ato de reconhecer um erro, é nobre. Porém, quantas vezes pedimos desculpas por algo que não éramos culpados ou errados? Abaixo, listamos 13 itens, que você nunca deve se desculpar, nem carregar peso na consciência por isso.


1. Nunca peça desculpas por amar alguém.
São poucos capazes de amar genuinamente alguém, comemore. Não importa quem você ama, mesmo se for platônico, o fato de que você tem essa capacidade de amar, é o que importa.




2. Nunca peça desculpas por dizer não.

Auto-respeito e conhecer suas limitações são muito importantes. Se você não puder dedicar-se completamente do seu tempo para algo, você não deve sentir-se culpado por dizer não. Grandes líderes tem enorme capacidade de dizer ”não”.

3. Nunca peça desculpas por seguir um sonho.

Seguir nossos sonhos é o que nos torna vivo. Não existe idade para ir atras de seus objetivos, são os sonhos que nos moldam. Se você contentar-se com o que tem e não com o que deseja, você será um eterno infeliz.


4. Nunca peça desculpas por tirar um tempo para si.

Cuidar de si é muito importante para a vida, tirar um tempo e ser feliz, dedicando-se apenas a suas necessidades.


5. Nunca peça desculpas por escolher suas prioridades.

Nunca deixe ninguém fazer você se sentir culpado por escolher suas próprias prioridades. Sempre cuide do que realmente importa em primeiro lugar. Se é importante para você, então é importante e o assunto dispensa maiores explicações. As pessoas que realmente importam respeitarão a sua decisão.


6. Nunca peça desculpas para terminar um relacionamento tóxico.

O único arrependimento que você deve ter por terminar um relacionamento tóxico é por não ter feito isso antes. Uma relação não prazerosa impede-o de alcançar seu potencial. Abrir mão dela não é algo para sentimento de culpa e sim para alívio.

7.  Nunca peça desculpas por suas imperfeições.
É o que nos torna originais. Abrace-as e aceite.

8. Nunca peça desculpas por lutar.
Não abra mão de suas crenças, defender valores, moral e ética é sinal de determinação e liderança.


9. Nunca peça desculpas por não saber a resposta.

Todos estamos em busca constante por conhecimento, é isso que mantém nosso cérebro jovem, porém, infelizmente, nunca iremos alcançar o conhecimento pleno. E nesses momentos, em que não sabemos a resposta, devemos ser capazes de admitir, pois isso é um sinal de força e humildade.


10. Nunca peça desculpas por ter grandes expectativas.


Ter grandes expectativas em alguém, não é motivo de culpa, apenas significa que você se importa o suficiente para empurra-los para frente.

 


11. Nunca peça desculpas por gastar dinheiro consigo mesmo.

Nunca peça desculpas por tratar-se de maneira especial. Comprar algo agradável para si melhora a auto-estima. As pessoas felizes e bem-sucedidas sabem que, se as compras forem algo saudável e não compulsivo, realizar seus próprios desejos pode ser um bom ingrediente para uma vida plena. O único cuidado é não se perder na sociedade consumista em que vivemos hoje.
 
12. Nunca peça desculpas pelo atraso em sua resposta.

Nós não vivemos apenas para responder os outros, temos nossas obrigações, demora na resposta, não é sinal de não dar importância, as vezes existem outras prioridades ou emergências que devem ser cuidadas de imediato.

 
13. Nunca peça desculpas por dizer a verdade.

Pessoas brigam pela verdade, mas vivem constantemente na mentira, e quando o que falamos não é de seu agrado, nos acham rudes. Pessoas fortes dizem a verdade, por mais dolorosa que seja.
Reserve o “Sinto muito” para quando você realmente cometer um erro.  

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Engolir esperma faz mal? Acabe com as dúvidas

O assunto sempre gera polêmica e, para muitos, ainda é um tabu que só deve ser discutido entre quatro paredes: engolir esperma é benéfico ou faz mal? A verdade é que a prática é bastante discutida por profissionais. Inclusive no ambiente científico, o “cospe ou engole” gera debates.

Engolir esperma e os riscos de DSTs

Segundo o diretor do Instituto Brasileiro Para Saúde Sexual (Ibrasexo), o médico Alfredo Romero, engolir esperma por si só não faz mal algum à saúde. De acordo com ele, essas secreções normalmente são estéreis, ou seja, não têm nenhum micro-organismo que possa provocar dano ao parceiro.
Portanto, se houver contato com a boca no momento da ejaculação, o líquido pode ser engolido sem prejuízos à saúde. No entanto, assim como qualquer outra forma de relação sexual, é importante lembrar que há possibilidade de contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) por meio da felação, que não se configura somente pelo esperma
Outros fluídos que vêm desse ato também podem ser vetores de doenças. É o caso daquele líquido viscoso, de aparência similar a uma clara de ovo, que sai pelo canal da urina durante a excitação do homem e antes de ocorrer a ejaculação.
Por esses e outros motivos, recomenda-se o sexo seguro, especialmente em parceiros recentes. O uso de preservativo é fundamental para prevenir doenças e deve ser usado em qualquer modalidade sexual, seja vaginal, anal ou oral.
Entre as doenças que se podem adquirir ao se engolir esperma, destacam-se HPV, herpes, AIDS, clamídia, gonorreia, sífilis e hepatite. Vale ressaltar, que o risco de contágio aumenta quando o parceiro tem algum tipo de ferida na boca.

Benefícios de engolir esperma

Do outro lado da moeda, estão os benefícios que essa prática pode promover. Diminuir o risco de câncer, melhorar o humor, combater a depressão e tratar e prevenir problemas na garganta são alguns deles, conforme apontam pesquisas.
Conforme estudo da Universidade da Carolina do Norte, divulgado na revista “American Woman”, engolir esperma pode reduzir em 40% o risco de câncer. A explicação é que o líquido precioso contém muitos elementos que ajudam a prevenir neoplasias, tais como vitaminas C e B12, minerais como cálcio, magnésio, fósforo, potássio e zinco, além de proteínas, sódio, colesterol e açúcares.
Outras substâncias contidas no esperma, como cortisol, estrona e oxitocina, também trazem benefícios. Segundo pesquisa da State University of New York, que comparou a saúde mental e a atividade sexual de 293 mulheres, os três elementos em questão elevam o humor e ajudam a combater a depressão.
E os ganhos não param por aí. A revista eletrônica “ZooBioVida” publicou uma nota recentemente dizendo que o gargarejo com o líquido espermático ajuda no tratamento e na prevenção de inflamações na garganta e de amigdalites.
Vai encarar? Compartilhe o artigo com seus amigos e converse sobre o assunto! E não deixe de conferir outras dicas de amor e sexo aqui no Vivo Mais Saudável.

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Crossdressing, androginia e drag queens nos videoclipes

São vários os filmes que trazem homens representando outro gênero, seja em um sentido cômico (Quanto Mais Quente Melhor, Uma Babá Quase Perfeita, Tootsie) ou dramático (Laurence Anyways, Uma Nova Amiga)... Mas e quanto aos videoclipes? Selecionamos alguns exemplos significativos de clipes que abordam a questão do gênero.
Embora tenha sido criticado pela cantora transgênero Laura Jane Grace, o Arcade Fire e o diretor David Wilson alegaram que a intenção de “We Exist” (2014) foi romper com preconceitos ao apresentar o "Homem-Aranha" Andrew Garfield no papel principal. As letras são ao mesmo tempo um grito por reconhecimento e um protesto contra a ignorância e o desrespeito da sociedade diante desta realidade.


A sensualidade e a classe da personagem trans afloram em “Pass This On” (2003), do The Knife – trilha sonora de Amores Imaginários (2012), de Xavier Dolan. Johan Renck, o diretor, também é responsável por “She's Madonna” (2007), com Robbie Williams praticando crossdressing.


O grupo Blanket Barricade inverte as preferências estigmatizadas na moda masculina e feminina em “Stray Shadows” (2012). De maneira mais interessante, tanto visual quanto musicalmente, o Gossip faz inversões semelhantes em “Listen Up” (2007), bem como a francesa Zaza Fournier em “Mademoiselle” (2009), que ao lado de seus dançarinos, reveza entre o disfarce de mecânica, um terno (com direito a bigode) e um delicado vestido de flores.



Pink” (1997), do Aerosmith, é um verdadeiro desfile de diversidade! E ao final de “Living on the Edge” (1993), podemos reconhecer um crossdresser. O clipe conta com Edward Furlong, de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991), e foi dirigido por Marty Callner, responsável pelo clássico “We're Not Gonna Take it” (1984), do Twisted Sister, banda glam que dá um banho de purpurina nos shows.
Marilyn Manson é um extraterrestre andrógino em “The Dope Show” (1998), com participação especial do ator Billy Zane (Titanic). Para o clipe dirigido por Paul Hunter, o sempre polêmico Manson simulou vulva e seios protéticos e alegou em entrevistas que as formas eram de fato seu corpo real. No Brasil, podemos citar as revoluções performáticas de Ney Matogrosso com os Secos e Molhados (que inspiraram até o Kiss!) e dos Mamonas Assassinas, que reviraram os valores da família tradicional com suas habituais ousadias.


Freddie Mercury e os demais integrantes do Queen incorporaram garotas no famoso “I Want To Break Free” (1984), de David Mallet, que também fez “Mistake No. 3” (1984), do Culture Club, com o frontman Boy George, outro símbolo da androginia na música. Não podemos nos esquecer, claro, do representante máximo do estilo, David Bowie na fase setentista em “Life On Mars?” (1973).


Há muitos outros exemplos de artistas que tocam vestidos de mulheres ou maquiados, como o Odds em “Heterosexual Man” (1993), o Indochine em “Stef II” (1999) e até o lutador Ladybeard, vocalista gutural da banda Ladybaby. E como vocês devem se lembrar, é um costume dos membros do Foo Fighters encarnarem moças nos clipes, especialmente em "Everlong" (1997) e “Learn to Fly” (1999). Também precisamos citar Kinks Shirt (2013), de Matt Nathanson, e Salt (2014), do Bad Suns. 
Por fim, temos ainda Rupaul (a drag mais famosa do universo!) ao lado de ninguém menos que Elton John em "Don't Go Breakin' My Heart" (1993) e outras drag queens surpreendendo em uma competição de dança em “Moaning Lisa Smile” (2014), do Wolf Alice.




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Brasil: Ministério deve habilitar processo de mudança de sexo em três estados

Apenas cinco hospitais em todo o Brasil são autorizados a fazer cirurgias de redesignação sexual. Os hospitais são ligados a universidades e ficam nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, Pernambuco, Goiás e do Rio Grande do Sul.
O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) é uma das cinco unidades habilitadas pelo Ministério da Saúde para realização de cirurgia de redesignação sexual Passarinho/Divulgação HC-UFPE
Além destes, mais quatro unidades podem dar início ao processo de transexualização que inclui a terapia hormonal e o acompanhamento multidisciplinar e já estão habilitados pelo Ministério da Saúde: o Hospital das Clínicas de Uberlândia (MG); Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro; Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo e o CRE Metropolitano, de Curitiba.
O Ministério da Saúde informou, em nota, que hospitais nos estados do Espírito Santo, da Bahia e da Paraíba estão em fase de habilitação para oferecer o procedimento de transexualização, mas não mencionou se a cirurgia será oferecida.
No ambulatório do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, o serviço aguarda a habilitação do Ministério da Saúde para funcionar, mas, segundo a assessoria de comunicação da unidade, os procedimentos cirúrgicos não estão entre os serviços a serem disponibilizados.
Procura
Embora exista grande procura pelo procedimento de mudança de sexo, as transformações estéticas começam pela terapia hormonal. O ginecologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) José Carlos de Lima destaca que boa parte das pessoas trans atendidas por ele começam esse processo por conta própria, sem orientação médica adequada.
O ginecologista José Carlos de Lima alerta para a necessidade de orientação médica adequada para início do processo de transexualizaçãoSumaia Villela/Agência Brasil
“Tem muitos pacientes que nos chega já em uso de hormônio há muitos anos. Temos paciente de 50 anos que já faz uso há 30. E muitas vezes indevido, excessivo, porque precisam do imediatismo do resultado, com uso sem nenhuma informação médica. E uso de silicone inadequado, industrial, com procedimentos arriscados. Existia uma omissão por parte do Estado e essas coisas aconteciam de forma paralela. Óbitos ocorreram, sequelas ocorreram, até que essa resposta começasse a ser dada. Hoje estamos de portas abertas”, conta.
A falta de acolhimento no serviço de saúde, tanto público como privado, contribui para isso. A cabeleireira Luclécia Amorim, de 29 anos é atendida há um ano e meio no Espaço Trans. Proveniente de uma família de classe média, a jovem tem plano de saúde e conta que, primeiramente, procurou endocrinologistas que atendessem o convênio para dar início à hormonoterapia.
“Os médicos não tinham esse conhecimento nem tinham interesse de procurar saber. Passei por três profissionais e fui negada. Na terceira também fui, mas ela me deu essa luz do Espaço Trans”, conta.
José Carlos Lima, que é um dos cirurgiões do Espaço Trans, em Pernambuco, orienta que os procedimentos devem ser feitos em locais que observem as condições legais ou científicas necessárias. “É importante ter serviço que trate do assunto com a seriedade que ele exige. Nós estamos observando a proliferação de serviços que visam apenas o lucro, sem nenhum tipo de critério e trazendo grande consequência para a vida dessas pessoas”.
Serviços
Há ainda iniciativas que não são habilitadas pelo Ministério da Saúde, ou seja, não recebem recursos específicos do Sistema Único do Saúde (SUS) para esse tipo de procedimento, mas tratam de casos de transexualização: o Ambulatório AMTIGOS do Hospital das Clínicas de São Paulo; o Ambulatório para Travestis e Transexuais do Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa (PB); o Ambulatório Transexualizador da Unidade de Referência Especializada em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (Uredipe), de Belém (PA); e o Ambulatório Portas Abertas, do Hospital Universitário de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe, no município de Lagarto (SE).
O mais antigo deles é o de João Pessoa que já funciona há 3 anos e meio. O gerente do ambulatório, Sérgio Araújo, afirma que já foi feito estudo de impacto financeiro para começar as cirurgias e aguarda a habilitação do Ministério da Saúde.
Em Belém, o serviço foi inaugurado em outubro de 2016 e já atende 118 pessoas com acesso aos exames necessários para a introdução e acompanhamento da reposição hormonal. Não há previsão para a realização de procedimentos cirúrgicos.
O ambulatório de Lagarto é o único do Brasil localizado em uma cidade de interior, e não em capital. O espaço funciona há um ano e meio com atendimento especializado, hormonioterapia e atendimento psicológico, destaca o coordenador do local, o fonoaudiólogo Rodrigo Dornelas.
De acordo com o Ministério da Saúde, em todo o Brasil, foram realizados, entre 2008 e 2016, 349 procedimentos hospitalares (incluindo todas as cirurgias, como redesignação sexual, prótese mamária, retirada de ovários e mudança de voz) e 13.863 procedimentos ambulatoriais relacionados ao processo de transexualização, incluindo hormonioterapia, atendimento ambulatorial e acompanhamentos pré e pós-internação. Com informações da Agência Brasil.
 Hospitais públicos habilitados para cirurgia de mudança de sexo:
- Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
- Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG)
- Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
- Fundação Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo (USP)
- Hospital das Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)


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Miss Rainha da Tailândia: Chama atenção na fila de recrutamento do exército da Tailândia


Em meio aos jovens de 21 anos que aguardavam ser atendidos no recrutamento do exército tailandês realizado nesta semana, estava a transexual Patra Wirunthanakij, ex-Miss Rainha da Tailândia, conhecida como Nadia. 

Como as leis não reconhecem a mudança do gênero nos documentos, essa medida de forçar as mulheres transexuais a participar do processo, conhecido como "dia da loteria", é razão para constrangimento e estresse, gerando comoção por parte da comunidade LGBT no país.
Diante disso, representantes da imprensa, do governo e da comunidade LGBT se reuniram em Bangcoc para discutir como as recrutas transexuais podem receber melhor tratamento.

"Muitos jornais tailandeses ainda tratam essas notícias com tom humorístico", disse Ronnapoom Samakkeekarom, da Aliança Transexual para os Direitos Humanos, conforme relatou o jornal britânico "The Mirror". 

"Isso pode provocar ainda mais estresse para as recrutas transexuais", acrescentou o ativista.

As imagens das filas do recrutamento, que acontece anualmente em abril, mostram a movimentação dos jovens em três centros de seleção, onde os cidadãos de nove distritos esperam a definição de qual será o seu futuro. 

Outras transexuais também estiveram presentes nos centros de seleção. Entre as recrutas, Anchada Duayamphan contou aos repórteres da mídia local que estava se sentindo nervosa. "Estou no primeiro ano em uma universidade de Ayuthaya. Não sou ainda 100% mulher.Ainda não fiz a operação", disse.

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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