Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Depilação definitiva com cúrcuma (açafrão da terra)

Por não realizar tratamento com hormônios, depilação acaba sendo um assunto recorrente na minha vida. Já passei por praticamente todos os métodos de depilação, inclusive o tratamento a laser, e nesse post vou relatar a minha recente experiência com a cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra.
Confesso que fui cética no começo do processo, até por que no ano passado eu fiz o tratamento com laser na região da barba e o resultado foi incrível. No entanto, 3 meses depois de finalizar as sessões com o laser notei que os pelinhos voltaram a crescer e a me incomodar (culpa da testosterona no corpo). Eu não ligaria de continuar fazendo as sessões para continuar com a pele linda, mas não é um tratamento barato então me incentivou a persistir com a cúrcuma.
Achei interessante descobrir que o açafrão da terra é utilizado há séculos na Índia para deixar a pele limpa e saudável, isso por que, além dessa qualidade de prevenção do crescimento de pelos, ele possui propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias
Como funciona??
O efeito termogênico da cúrcuma age no bulbo dos pelos que enfraquece com calor, algo parecido com o efeito do laser porém de maneira menos agressiva. Quando o bulbo recebe calor em excesso, seja numa dose única (laser) ou um calor mínimo continuamente (cúrcuma), ele é absorvido pela a melanina do fio que vai destruindo a zona de queratinização. Essa zona tem a função de formar o fio e se for destruída o pelo simplesmente para de nascer.
Aplicação:
Quanto a aplicação eu encontrei dois métodos: um em creme para os pelinhos fininhos e fracos e outro em sabonete para quem tem uma pelagem mais forte! Tentei usar o método do creme no braço e não me adaptei, entretanto encontrei várias mulheres que usam no buço e aprovam. O sabonete eu tenho usado diariamente a uns 6 meses e tenho notado que a quantidade de pelos no meu corpo só tem diminuído.
Método 1 - Creme
Ingredientes:
- 2 colheres de sopa de farinha de grão-de-bico - pode comprar pronta ou processar o grão-de-bico;
- 1 colher de sopa de cúrcuma/açafrão da terra - encontra em mercados ou lojas de especiarias;
- Um pouco de leite ou iogurte, quantidade suficiente para fazer uma pasta.
Preparo:
- Misture o açafrão e a farinha de grão-de-bico em uma tigela;
- Adicione aos poucos o leite ou iogurte e misture bem até formar uma pasta densa;
- Aplique a mistura na direção de crescimento dos fios onde deseja eliminar os pelos e deixe agir por 20 a 30 minutos, até que a mistura seque na pele;
- Comece a massagear a pele com movimentos suaves na direção contrária ao do crescimento do pelo, pode usar as mãos ou uma toalha de algodão. Se o seu pelo for fraco, parte dele já deve ir caindo nesse momento;
- Repita o tratamento de 3 a 4 vezes por mês e logo você perceberá a quantidade de pelos diminuindo.
Método 2 - Sabonete
 Ingredientes:
- 1 sabonete de glicerina - encontra em farmácias;
- 2 colheres de sopa de cúrcuma/açafrão da terra - encontra em mercados ou lojas de especiarias.

Preparo:
- Pique o sabonete em pedaços pequenos e coloque numa tigela em banho-maria;
- Quando o sabonete estiver completamente derretido, acrescente a cúrcuma e misture bem;
- Coloque a mistura em uma forma de tamanho adequado e deixe resfriar em temperatura ambiente. Eu costumo cobrir a forma com plástico filme para facilitar a remoção, outra opção seria untar com álcool;
- Quando esfriar completamente é só desformar que ele estará pronto para uso.

Resultados:
Pelos últimos 6 meses eu tenho utilizado o sabonete diariamente no banho enquanto mantenho a minha rotina mensal de depilação e pude perceber o resultado do tratamento no tempo que gasto para me depilar sendo que antigamente eu precisava de umas 5 horas para depilar o corpo todo com a Philips Satinelle enquanto agora eu preciso de pouco mais de 3 horas.

Não tem como ser imediatista pois o tratamento é de longo prazo. No entanto, levando em consideração que mesmo a depilação com laser demora meses para se ter resultado e custa muuuito mais caro, achei válida a experiência com a cúrcuma e pretendo manter a rotina com o sabonete até sumir tudo!! 

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Laerte: heroína trans ou homem vestido de mulher?

Você está louco, Laerte? Essa pergunta foi feita à cartunista Laerte Coutinho em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2010. À época, ela estava começando a tornar pública sua transição de gênero que já estava presente explicitamente em seu trabalho.
A partir de então, passou a ser personagem de reportagens sobre transgêneros, sendo retratada pela grande imprensa, sem aprofundamento dos debates, como causadora de polêmicas, um homem vestido de mulher e outros estereótipos. Por outro lado, virou uma espécie de heroína da causa trans em algumas mídias alternativas, onde a questão foi mais desenvolvida.
Essa cobertura foi analisada em uma pesquisa de mestrado defendida no Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), em novembro de 2016. O autor, Tulio Heleno de Aguiar Bucchioni, utilizou dois recortes de publicações entre 2012 e 2015: imprensa hegemônica (jornais brasileiros de grande circulação) e mídias alternativas (portais, blogs e veículos ligados a direitos humanos).
Na ocasião, Laerte era um homem com mais de 60 anos, com uma namorada mulher, em um processo de transição sem intenções de fazer cirurgias. Bucchioni conta que viu uma oportunidade de levantar um debate qualificado sobre gênero: “Havia ali uma pessoa pública experimentando uma desconexão entre sexo biológico, identidade de gênero e desejo sexual”.
Segundo o pesquisador, seu objetivo era entender como as diferentes mídias podem ou não contribuir com o debate de gênero no Brasil. Bucchioni reforça: “Não foi uma pesquisa sobre a Laerte, mas sobre como as mídias representaram esse processo em que ela publicamente foi se afirmando como uma mulher transgênero e vivendo uma série de entendimentos sobre si mesma”.
Esse entendimento foi progressivo. Laerte começou como crossdresser (homem que veste roupas de mulher, mas não é, necessariamente, homossexual), passando depois a se entender como travesti, mulher transgênera, até se denominar atualmente uma mulher social ou uma mulher possível. “Ela criou esse termo, não é uma coisa da academia. Na antropologia, buscamos trabalhar com os conceitos dos nossos interlocutores. Partimos dessas categorizações deles e buscamos entender como eles próprios articulam isso”, esclarece o antropólogo.

Banheiro feminino

 



O caso do banheiro – no qual Laerte foi repreendida ao utilizar o banheiro feminino em um restaurante – foi um dos abordados na pesquisa. Para o antropólogo, a grande imprensa tratou a cartunista como a causadora da polêmica. “Ela passou de vítima de uma proibição para sujeito de uma polêmica”, avalia.
O pesquisador observou que a grande imprensa cobriu o episódio privilegiando discursos cisnormativos e heteronormativos, caracterizando Laerte como um homem que se veste de mulher, por exemplo. “Ela foi tratada como uma causadora de problema, sendo até associada à pedofilia. A grande imprensa repercutiu muito essa notícia, mas não a problematizou”, explica.

Aqui vale uma explicação: os termos cisnormatividade e heteronormatividade se referem à ideia de que ser cisgênero ou heterossexual é algo normal ou natural, em detrimento de outras sexualidades e identidades de gênero, além de aspectos da vida social desses grupos.
Bucchioni avaliou que há um discurso naturalizado na grande imprensa, no qual há uma associação entre pessoas transgênero e uma suposta anormalidade. “As matérias das mídias hegemônicas caracterizavam a Laerte como alguém que se veste de mulher apenas. E a transgeneridade era resumida a isso, especificamente como um homem que se veste de mulher”, esclarece.

Uma heroína?

Por outro lado, as mídias alternativas ampliaram o debate além da questão pessoal da cartunista. “As mídias alternativas não a limitaram apenas como uma pessoa trans, mas deram voz a ela por entender que é preciso dar voz de modo complexo às pessoas trans. Então, ela é tida como uma referência no debate dos direitos de pessoas trans”, explica o pesquisador.
A visível ascensão de pautas femininas e de gênero nos últimos anos pode ter contribuído para uma maior exposição da cartunista na imprensa. Por isso, Bucchioni diz que é importante não tomar Laerte como uma heroína, como parte da imprensa alternativa a retratou.
Sua trajetória como figura pública, com alta escolaridade, em um círculo social intelectualizado e progressista não é um caso comum. “Ela tem uma trajetória muito ímpar e individual, mas devemos pensar em como o contexto histórico [de ascensão dos debates de gênero] também propiciou isso tudo”, avalia.



Por Paulo Andrade - Do Jornal da USP
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Transexual Bianca, Capitão da Marinha, deve ser reintegrada, observado MPF

A orientação partiu da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, após Inquérito Civil – Abaixo Link de Reportagem sobre Capitão de Corveta da Marinha que virou Mulher.

PRAZO DE 30 DIAS PARA ADEQUAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS
Os Procuradores Ana Padilha e Renato Machado determinaram que às Forças Armadas se adequem em 30 dias.
ADEQUAÇÃO DE FUNÇÃO E PROGRAMA CONTRA DISCRIMINAÇÃO
O MPF entende que não há amparo na Constituição Federal para que os Transexuais não façam parte dos Quadros das Forças Armadas.
Recomenda também que ocorra adequação necessária, bem como Programas de combate a discriminação na Marinha, Exército e Aeronáutica.
Ministro da Defesa e Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, ainda não se pronunciaram

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"Não queria filho veado": a trajetória de um pai e a filha trans de 6 anos

Aos 2 anos de idade, Murilo, que hoje se chama Carolina, 6, deu os primeiros sinais de que gostava do universo feminino. “Ele nasceu menina no corpo de um menino, ser transgênero nunca foi uma escolha”, diz o pai, Anderson de Almeida, 43, que no início do processo era agressivo e tinha vergonha por achar que o filho era gay. Nesse depoimento, o empresário, que ora se refere ao filho como Murilo, e outras vezes como a filha Carol, conta os desafios da família e como é a vida pós-transição de gênero: “Ela é uma criança mais feliz”.
“Eu e minha esposa notamos um comportamento diferente na Carol quando ela tinha 2 anos. Ela colocava fralda de pano na cabeça para fingir que tinha o cabelo comprido, mas eu tirava e forçava ela a brincar de carrinho. Quando visitávamos meu irmão, ela ficava encantada com os brinquedos, as bonecas e as tiaras da prima, pulava de um lado para outro. Eu me isolei e parei de ir na casa dos meus amigos e familiares porque eu morria de vergonha por achar que eu tinha um filho gay, que gostava de coisa de menina.
A Carolina adorava pegar as roupas da mãe. Na tentativa de impedi-la, eu coloquei uma fechadura e tranquei o quarto. Ela se mostrou uma criança muito criativa. Um dia, ela pegou uma camiseta comprida do irmão mais velho, amarrou com um cinto e fez de vestido. Ela sempre tinha um detalhe feminino em tudo o que vestia. Teve uma vez que ela achou um guardanapo rosa no chão, fez de lenço e colocou no bolso da camisa.


Anderson de Almeida: "Sou lutador e fui criado numa família tradicional onde homem é homem e mulher é mulher" Imagem: Arquivo pessoal 

Xingava e batia no meu filho, ele se escondia com medo

Quando o Murilo apresentou esses trejeitos afeminados, eu culpei a minha esposa e fiquei uma semana em casa, sem ir trabalhar, para descobrir se ela estava o influenciando,. Nós quase nos separamos. Ela chorava e dizia que não, que nunca havia o incentivado. Assim como eu, minha mulher também se incomodava com aquela situação, mas pedia a Deus sabedoria para entender nosso filho e dizia que não iria repreendê-lo, pois já via o sofrimento que eu causava.
Eu xingava e batia nele quando ele tinha 3 anos. Ele corria e se escondia com medo. Eu me arrependo e me emociono, porque sei que fui um pai mau para ele. Eu tratava bem os meus outros dois filhos.
Naquela época, eu não compreendia o que estava acontecendo, sofri demais. Sou lutador e fui criado numa família tradicional onde homem é homem e mulher é mulher. Eu não tinha amor, só tinha um rótulo que era assim: nasceu com pinto é menino, nasceu com vagina é menina. Eu não queria ter filho ‘veado’ em casa. Só depois eu aprendi que identidade de gênero não tem nada a ver com orientação sexual. E que transgênero é a pessoa que não se identifica com o sexo e com corpo em que nasceu.

Falaram que minha filha tinha um espírito obsessor

Ao obrigar minha filha a ser o que ela não queria, ela se tornou uma criança agressiva, introspectiva, não falava com ninguém, batia em todo mundo, xingava e cuspia. Cheguei a pensar que ela tinha alguma doença, busquei ajuda na religião. Alguns familiares me falaram que ela tinha um espírito obsessor, outros me orientaram a levá-la na igreja para tirar o demônio do corpo dela.
Minha esposa dizia que sentia no coração de mãe que a Carol não era gay, que havia algo a mais e ela precisava descobrir. Sem informação, ela pesquisou na internet relatos de meninos que gostavam de roupas femininas e foi se familiarizando com o conceito de transgênero. Ao assistir uma reportagem na TV, ela ficou sabendo que o Hospital das Clínicas tinha um grupo que tratava crianças trans.

‘Eu quero acordar menina, quero ser princesa’

Minha mulher marcou uma consulta e iniciamos o tratamento com a equipe do psiquiatra Alexandre Saadeh. Teve início o processo de transição da Carol, que na época tinha 4 anos. Nós fizemos um trato. Em casa, ela poderia se vestir de menina, fora, ela deveria ser o Murilo. Com o tempo, a Carol foi lutando para ser o que ela queria. Um dia, ao colocá-la para dormir, ela disse: ‘Papai, eu quero acordar menina, quero ser princesa, não aguento mais ser desse jeito’.Eu chorei e pedi desculpas a ela e à minha esposa, que sempre foi uma supermãe.
Em julho de 2016, a Carol assumiu o gênero feminino. Compramos vestidos, saias, blusas sandálias. Ela deixou o cabelo crescer, passou a se maquiar e a pintar as unhas. Ela é muito vaidosa e todos os dias se olha no espelho e diz que é linda. Ela mesmo escolheu seu nome feminino e adora brincar de boneca com as amigas. Quando alguma delas pergunta se ela é menino por ter ‘pipi’, ela explica que não, que é menina. Recebemos apoio dos amigos, familiares e vizinhos.

Temos medo que ela seja maltratada

Até hoje, ela nunca foi vítima de bullying, mas sabemos que o preconceito velado existe. Temos medo que ela seja maltratada, agredida ou xingada por ser trans. Explicamos que ela não deve ser agressiva com quem a tratar mal. Se ela ouvir algo que não goste, ela não deve brigar, deve dizer que a família dela a ama, e ir embora. Nós a criamos para que ela saiba se defender com sabedoria.
Minha filha me ensinou a ser um pai de família. Com ela, eu aprendi o que é o amor e o respeito. Hoje estou livre de rótulos e preconceitos. É importante que os pais ouçam seus filhos e deixem eles ser o que eles quiserem. Minha família sofreu muito por falta de informação, por esse motivo estou fundando a Associação das Famílias de Transgêneros. O Murilo nasceu menina no corpo de um menino, ser trans nunca foi uma escolha. Hoje, aos 6 anos, a Carol é uma menina maravilhosa e uma criança espontânea, carismática, alegre e mais feliz”.


Do UOL
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Coração "doeu de felicidade": como um pai postar a foto do filho com o namorado só ajudou

Você já pediu para não ser beijado pela sua mãe na frente dos amigos? Ou fez cara feia quando viu um comentário "babão" do seu pai nas redes sociais? Uma demonstração pública de afeto pode incomodar os mais tímidos ou aqueles que ficam constrangidos quando os pais não disfarçam as emoções, mas para Abhner Benevides, 23, aconteceu bem o oposto. "Eu senti necessidade de agradecer porque eu sei que muita, muita gente não tem esse carinho", diz.
O jovem morador de Campo Grande (MS) se refere a um post que o pai dele, Aldo Benevides, fez no Facebook com uma foto em que o filho aparece ao lado do namorado, Gustavo, 22. Além de marcar os dois na publicação, o pai de Abhner fez uma brincadeira e chamou Gustavo de "noro". Os rapazes estão juntos há quatro anos.
"Meu pai já tinha feito essa brincadeira com a palavra 'noro', mas eu só tinha agradecido a ele em particular, não tinha postado nada sobre isso. Eu realmente não esperava que ele fosse fazer de novo", ele conta.
Eu pensei: eu tenho que compartilhar isso, porque foi emocionante para mim
Abhner Benevides, 23
O pai de Abhner é policial militar em Mato Grosso do Sul, está perto de completar 50 anos de idade e mora a 160 km do filho, em Rio Brilhante --uma cidade com cerca de 36 mil moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Há cerca de dez anos, ele e a mãe de Abhner se separaram, e pai e filho se encontram de uma a duas vezes por mês.

Da esquerda para a direita: Abhner Benevides, Aldo Benevides e Gustavo Freitas 

"Meu coração dói de felicidade"

"No dia que ele compartilhou a foto, eu liguei para ele, e ele me falou que, independentemente de tudo, eu sou filho dele e que ele sente muito orgulho de ser meu pai. A gente teve uma conversa sobre isso [Abhner no post com o namorado]. Ele disse que não teria por que esconder isso, que não é uma vergonha para ele compartilhar isso", o jovem afirma.
Depois de ver a mensagem na linha do tempo do pai, Abhner fez um agradecimento público, reproduzindo o post no Twitter com esta frase: "Meu pai não sabe o tanto que meu coração dói de felicidade quando ele faz isso".
Em pouco tempo, o tuíte recebeu milhares de curtidas. Em menos de uma semana, foram 15 mil compartilhamentos e mais de 90 mil likes. "Eu não esperava tanta repercussão", ele diz. "Nos comentários, as pessoas se dizem orgulhosas pela atitude e entraram no perfil do meu pai para elogiá-lo."
Meu pai não sabe o tanto que meu coração dói de felicidade quando ele faz isso pic.twitter.com/
 
 
 
 
 
 
— abhney (@abhnerbenevides) 3 de dezembro de 2017  

"99% dos meus amigos não têm aceitação dos pais"

Criado em uma família evangélica, Abhner tem outros três irmãos homens (um deles é pastor) e só revelou que era gay há pouco tempo, quando tinha 19 anos. Ele morava com a mãe, na época. Logo depois, contou para o pai.
"Como ele é policial militar, a gente estava com medo da reação dele", diz.
A família se reuniu na sala de casa e Abhner se revelou. "A gente estava apreensivo, mas, quando eu contei, ele falou: 'Nossa, era só isso? Pensei que era alguma outra coisa muito séria, que você estava com câncer, que estava doente'. Foi a primeira reação positiva que eu tive, ele foi o primeiro que me aceitou."
Todo mundo se surpreendeu. Fiquei de boca aberta. Contei para meus amigos e ninguém acreditou. Foi ótimo, eu me senti muito bem
Abhner Benevides, sobre a aceitação do pai de sua homossexualidade
O rapaz diz que a maioria das pessoas LGBT que ele conhece não pode contar com esse mesmo tipo de apoio. "Noventa e nove por cento dos meus amigos não têm aceitação dos pais, e eles acham incrível minha relação com os meus pais, me perguntam como é. Todo mundo acha o máximo."
A foto que viralizou nas redes sociais foi feita em um domingo bem cedo, com o celular, quando Abhner voltava de uma festa onde tinha trabalhado como DJ.
"O que eu vivo hoje com a minha família é um exemplo de que você pode ser gay, pode estar com pessoas do mesmo sexo e pode ter uma convivência boa com a família. Muita gente não tem isso, mas eu acredito que, com o tempo, as pessoas vão abrindo mais a cabeça. Que mais pais possam agir como o meu pai."

Do UOL
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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