Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Novo anticoncepcional masculino tem sucesso nos testes

Atualmente, os contraceptivos masculinos são limitados apenas à preservativos e a vasectomia, diferente das mulheres que podem escolher diferentes formas para evitar uma gestação. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, desenvolveram um anticoncepcional masculino, e os primeiros testes clínicos são promissores. 


A nova pílula masculina foi nomeada como dimethandrolone undecanoate, ou DMAU. Da mesma forma que os contraceptivos orais femininos, o DMAU apresenta uma combinação de hormônios, para inibir a produção de espermatozoides.
Em apresentação na conferência anual da Sociedade de Endocrinologia dos EUA, realizada em março, os cientista mostraram dados sobre pesquisa realizada com 100 voluntários, entre 18 e 50 anos, sendo que 83 completaram todas as etapas do experimento.
Para análise, foram testadas três doses diferentes do composto. Os participantes foram divididos em grupos de cinco, que receberam a medicação ou placebos. Eles tomaram as pílulas diariamente, ao longo de 28 dias, junto com a ingestão de alimentos, um requisito para a eficácia da substância.
Quando testados com a maior dose, de 400 miligramas, os resultados indicaram níveis baixos de todos os hormônios necessários para a produção de esperma. Os baixos níveis de testosterona podem levar à perda de desejo sexual e à fadiga, porém poucos voluntários apresentaram estes efeitos.
No entanto, todos os homens que tomaram o medicamento ganharam peso e registraram queda dos níveis de HDL, o colesterol bom. Porém, os pesquisadores acreditam que esses efeitos não são motivo para preocupação, já que as funções dos rins e do fígado se mantiveram normais.
Novas análises mais complexas serão necessárias para verificar se existem efeitos indesejados de médio e longo prazo - e, principalmente, quanto tempo a fertilidade leva para ser restaurada plenamente com a interrupção do tratamento.
Novas análises mais complexas serão necessárias para verificar se existem efeitos indesejados de médio e longo prazo - e, principalmente, quanto tempo a fertilidade leva para ser restaurada plenamente com a interrupção do tratamento.
Do Terra

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Orgias e 'casamentos-teste': como era a vida sexual no antigo Egito

Os antigos egípcios viveram há milhões de anos, mas a julgar por alguns costumes íntimos deles, é possível até concluir que foram mais "modernos" do que a geração atual - ou ao menos mais "liberais".
Nascida mais de 3 mil anos antes de Cristo, a civilização egípcia encarava o sexo sem nenhum tabu e considerava a prática uma "parte natural da vida", como comer e dormir, conforme explica a arqueóloga britânica e especialista em Egito Antigo, Charlotte Booth, à BBC.
 
A poesia dessa época estava cheia de referências sexuais, inclusive", conta.
De acordo com o repórter do jornal espanhol ABC e especialista em História, César Cervera, um dos motivos pelos quais a sexualidade era vista como algo "muito familiar" para os antigos egípcios era "o clima muito quente do país", que obrigava as pessoas a andarem com pouquíssimas roupas ou até mesmo nuas.
Cervera ressalta que os mitos de que os egípcios chegavam a fazer orgias na época são verdadeiros, mas explica que isso acontecia por uma explicação religiosa: as práticas de sexo em grupo eram cerimônias relacionadas para os ritos de fertilidade.

Nilo feito de sêmen?

Outra ceriomônia marcante dos egípcios antigos tinha a ver com o "valor sagrado do sêmen".
"Os egípcios acreditavam que o deus Atum ("Aquele que existe por si mesmo") foi formado do nada e teria dado origem aos outros deuses por meio de seu sêmen - ele teria se masturbado e da ejaculação nasceram os outros que o ajudariam a criar e governar o universo", explica Cervera em artigo publicado no jornal ABC. 

Segundo ele, é por isso que os egípcios consideravam o fluxo do rio Nilo como parte da ejaculação de Atum e entendiam que o faraó tinha que contribuir para manter o rio vivo.
"O faraó encabeçava a cada ano uma cerimônia em comemoração ao ato do deus Atum. Isso constistia em ir até a margem do Nilo e se masturbar, tomando o cuidado para que o sêmen caísse justamente dentro do rio, e não na margem", descreve o especialista.
"Depois, o resto dos presentes na celebração faziam o mesmo".

Sem casamentos

Os antigos egípcios também eram muito "modernos" quando o assunto era relação conjugal. Para começar, não hava nenhum tipo de "contrato de matrimônio". Nem uma cerimônia civil ou religiosa.
"A mulher simplesmente se mudava para a casa do seu marido", explica Booth.
"Em algumas ocasiões, era o homem que se mudava para a casa da mulher", complementa. No entanto, nem tudo era 100% liberal e havia um elemento mais "conservador" nessa relação: ainda que o sexo fosse considerado parte normal da vida diária, era "preferível" ele só acontecesse dentro de um matrimônio, conta a especialista em Egito Antigo. 

Por conta disso, era comum ver homens e mulheres casando muito jovens.

'Casamento-teste'

Uma característica que chama atenção do modo de vida no Egito Antigo era a realização do casamento com "prazo de validade", sem o tradicional "felizes para sempre" com o qual estamos acostumados. Os arqueólogos encontraram evidências de documentos que descrevem o fim de acordos "transitórios".

"Você estará na minha casa enquanto for minha esposa, desde hoje, o primeiro dia do terceiro mês da temporada de inverno do décimo sexto ano, até o primeiro dia do quarto mês da temporada de inundações do décimo sétimo ano", diz um desses textos.
Esses acordos eram conhecidos como "um ano de alimentação" e, por essência, sua função era permitir que o casal "testasse" o matrimônio.
Se esse período de experiência não funcionasse, cada um poderia retomar sua vida de solteiro.

Divórcios

E quando um casal egípcio já estivesse oficialmente em um matrimônio mais tradicional, também era possível um término alegando diversas causas.
O processo era mais sensível para ambas as partes. "Tanto o homem, quanto a mulher poderiam dizer: 'estou te deixando', ou qualquer um dos dois poderia afirmar: 'quero me divorciar de você'", descreve Booth.
Os motivos mais comuns para uma separação na época eram adultério ou a falta de filhos. Mas os egípcios não deixavam de lado a modernidade nem mesmo nessa situação - estar divorciado na civilização deles não era um "estigma social", como conta a especialista.
E também não impedia que os casais se casassem novamente.
No entanto, como o principal objetivo do casamento na época era reprodutivo, "se uma mulher se divorciassem quando tinha mais de 30 anos, era improvável que conseguisse se casar novamente", explica Booth. Esse seria um dos poucos traços conservadores da cultura de relacionamentos da época, já que uma mulher com mais de 30 era considerada "velha demais" para ter filhos.


Da BBC
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Tentativa de feminicídio contra trans: polícia prende suspeitos do crime


Polícia Civil do Distrito Federal prendeu na noite de segunda-feira (16) dois homens e uma mulher apontados como autores da tentativa de feminicídio contra uma transexual em uma lanchonete de Taguatinga no dia 1º de abril. Eles foram apresentados nesta terça-feira (17).
A prisão é temporária, ou seja, com duração de 10 dias. Os suspeitos, identificados pelas imagens poucas horas após o crime, confessaram o fato. Na delegacia, disseram que se arrependem.
De acordo com a chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes de Intolerância (Decrin), Gláucia Cristina da Silva, eles apresentaram versões conflituosas sobre o que ocorreu. Chegaram a dizer que reagiram porque a vítima, Jéssica Oliveira, de 28 anos, tentou acertá-los com uma faca. 

Pedra

Durante as agressões dentro da lanchonete, os criminosos chegaram a acertar a transexual com uma pedra com cerca de 3 kg — antes de atingi-la com cadeiradas. Segundo a delegada, isso demonstra a crueldade do grupo. 

“Mostra a vontade que eles tinham de agredir. Foram várias cadeiradas, paulada, e ainda tinha essa pedra. Não queriam só ‘dar um susto’ nela.”
De acordo com as imagens de câmera de segurança, a pedra foi arremessada por um adolescente, que ainda está em liberdade, mas já foi identificado pela Delegacia da Criança e do Adolescente.

A rocha, que ainda precisa ser periciada, foi guardada por uma testemunha que viu a cena. Com a prisão do trio, a polícia pretende ouvir ainda outras testemunhas. A expectativa é de concluir o inquérito até o fim desta semana.

Ineditismo

Esta é a primeira vez em que um caso contra uma mulher transexual é tratado como tentativa de feminicídio no DF. Segundo a delegada, o grupo vive constantemente com medo de represálias.
“As pessoas trans só querem viver. Qualquer ameaça pode ser vista de forma diferenciada.”
Além da tentativa de feminicídio, os três presos vão responder por coação no curso do processo. Isso porque eles e pessoas ligadas a eles voltaram à lanchonete proferindo ameaças, para que testemunhas não procurem a polícia. 

Se condenados, Johnatan Santana, de 19 anos, Blendo Wellington Oliveira, de 29, e Andressa Nunes de Moraes, de 21, podem pegar até 14 anos de prisão. Um deles já tinha passagem por envolvimento com drogas.  

Do G1 - Fotos do G1 e do Jornal de Brasilia
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São Paulo: Policia Militar expulsa soldado que denunciou tortura após assumir ser gay

Polícia Militar do Estado de São Paulo decidiu expulsar o soldado Adriell Rodrigues Alves da Costa, de 35 anos, da corporação. A decisão, publicada no Diário Oficial, acontece pouco mais de seis meses após o soldado acusar os oficiais do 39° Batalhão da Polícia Militar de 'perseguição, tortura e homofobia'. Ao G1, Costa disse, na manhã deste domingo (15), que está com medo de ser morto.
O agora ex-militar tornou-se conhecido a partir de um vídeo gravado por ele e compartilhado em uma rede social. "Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do Estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias", dizia.
Seis meses depois da publicação do vídeo, o comando da PM decidiu expulsá-lo por ter cometido "transgressão disciplinar de natureza grave". Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Costa agrediu uma equipe de saúde e outros policiais durante uma avaliação clínica marcada a ele pela corporação durante apuração dos fatos.
O ex-militar, que é formado em odontologia, ficou indignado com a decisão. "Fiquei dentro da minha casa esperando atendimento médico durante oito dias. Eu ia entrar em deserção. Me convenceram a ir dizendo que eu ia para São Paulo. Era mentira". Ele, que acabou preso por 34 dias, diz ser vítima de um crime "forjado" pelo comando. 

Adriell também alega que a corporação nunca aceitou os atestados que apresentava. "Eles me faziam trabalhar engessado e medicado, pois meus laudos não valiam". O salário dele foi suspenso em novembro de 2017. "A cúpula da instituição nomeou um sargento [para defendê-lo] que é subordinado aos tiranos que me perseguiram e torturaram".
"A PM destruiu a minha vida. Temo pela minha integridade física. Temo que me matem para calar todo o mal que me fizeram. Eles provaram que não têm escrúpulos algum. Se alguma coisa acontecer comigo, foi o Estado de São Paulo e a Polícia Militar que fizeram mal", fala, ao complementar que está com medo.

O caso

Soldado há 9 anos, Costa iniciou a carreira na polícia lotado no 24º Batalhão, em Diadema, sendo transferido depois para Mauá, cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Em 2011, teve as mãos lesionadas após um atropelamento durante o trabalho, e desde então, passou a atuar em funções administrativas na corporação.
Em 2016, após decidir morar no litoral paulista, Costa passou a atuar no 39º Batalhão, em São Vicente. Segundo ele, desde o início, havia sido considerado “peso morto” por ter ido para a unidade com restrições médicas, retiradas posteriormente pelo médico do 6º Comando do Policiamento do Interior, responsável por todo litoral.

A situação física se agravou ao lado da psicológica, já que ele acusava o batalhão de persegui-lo em razão da orientação sexual. "Eu escutei de um cabo que eu tinha que 'virar homem'. Ele me disse: 'Você não é homem. Você não está agindo como um homem'. Decididamente, um inferno começou na minha vida quando vim para a Baixada [Santista]", relatou, na época.
Ainda na ocasião da divulgação do vídeo, a Secretaria de Segurança afirmou que estava prestando todo o apoio necessário ao policial. O comunicado enviado ao G1 afirmava que as medidas para solucionar o caso 'estavam sendo tomadas' e que a Corregedoria da Polícia Militar estava acompanhando o caso. 

Do G1
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“Nunca rejeite seus filhos trans”, diz Marvia Malik, âncora de telejornal no Pasquistão

Marvia Malik fez história como a primeira âncora trans de telejornal pela TV Kohenoor, no Paquistão. Logo após o feito, ela foi entrevista pela Deutsche Welle, e contou a sua história de luta, rejeição familiar e superação.
Aos 21 anos, ela afirmou que foi rejeitada pela própria família quando estava na escola e que que suar bastante num salão de moda para conseguir financiar os seus estudos e cursar a faculdade de jornalismo. Ela foi contratada após três meses como estagiária.
“Lutei muito para ser aceita. A parte triste da história é que as pessoas nunca me apoiaram. Eu nunca recebi o respeito que a sociedade normalmente dá a homens e mulheres (cis). Fui vítima de provocações e assédios constantes”, afirmou.
Ela diz que as coisas seriam mais fáceis se tivesse recebido apoio da família. “Quero transmitir esta mensagem a todos os pais: nunca rejeite seus filhos, mesmos que sejam transgêneros. Ame-os, eduque-os e apoie-os. Se você aceitá-los, a sociedade também os aceitará, e eles contribuirão para o progresso do país”, declarou.
Marvia diz que as pessoas trans ainda enfrentam muita discriminação no país e que não são acolhidas pela sociedade. Pelo abandono familiar, muitas acabam sendo obrigadas a trabalhar como dançarinas ou profissionais do sexo. 

“Temos o direito ao emprego e de herdar propriedades. Também deve haver uma conta de emprego para nossa comunidade. No Paquistão, há uma reserva parlamentar de assentos para minorias religiosas e mulheres. Eu reivindico que o governo nos reserve cadeiras tanto na câmara alta quanto na baixa”.

A jornalista também afirma que não se incomoda de ser rotulada como âncora “trans”. Ao contrário. “Eu venho lutando pelos direitos da comunidade trans há muito tempo e talvez tenha que conviver com esse rótulo. Isso é apenas um começo. Se me oferecerem uma posição no governo, estou disposta a aceita-la, pois isso me dará a oportunidade de contribuir para o bem-estar da minha comunidade, que enfrenta muitos problemas no Paquistão”.

Ao comentar como foi sua estreia no telejornal, Marvia declara, todavia, que obteve uma resposta acolhedora. “Estava esperando uma reação normal, mas as respostas e comentários que estou recebendo dos espectadores paquistaneses e de pessoas ao redor do mundo são extraordinárias. Estou muito contente por receber tanto amor de todos. Muitos jornalistas paquistaneses também me enviaram mensagens de congratulações”.

Ela diz que seguirá lutando até conseguir todos os direitos fundamentais.  
 

Do NL

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13 mulheres que nasceram homens e você jamais saberia

E não adianta fazer essa cara de susto! Como você vai ver na lista, todas elas são maravilhosas e, com certeza, você jamais desconfiariam que se tratam transexuais, de mulheres que nasceram homens e que, um belo dia, descobriram que queriam ter um corpo tão feminino quanto suas almas.

Loiras, morenas, altas, com corpos esculturais e extremamente bonitas. Essa são algumas das características mais marcantes dessas mulheres que nasceram homens, mas que de masculino não têm nada.

Aliás, na lista que montamos e disponibilizamos abaixo, existe até uma dessas mulheres que nasceram homens e que, ficou tão indistinguível depois de sua transformação que chegou a ser candidata em um concurso comum de beleza, o Miss Canadá, em 2012.

Impressionante, não? Mais impressionante ainda é a coragem dessas pessoas, que não tiveram medo de enfrentar o mundo inteiro e a opinião das pessoas para correr atrás de seus ideais.

Conheça algumas mulheres que nasceram homens e você jamais desconfiaria:

 
Em 2010, aos 25 anos, Carmen se inscreveu e foi selecionada para participar do reality show RuPaul's Drag Race, programa que elege a melhor drag queen dos Estados Unidos. 

Apesar de não chegar até a final, disputou a atenção com a vencedora graças a sua sensualidade e talento no palco: ganhou mais de 66 mil seguidores no Twitter, 90 mil no Instagram e 215 mil no Facebook, sem contar as menções em programas de TV, rádio, jornais, revistas e sites. Mas Carmen queria mais. Ela queria um corpo feminino

Então, assim que as gravações do programa terminaram, consultou um médico e passou a tomar hormônios.


 
Thalita passou pela cirurgia de redesignação sexual com apenas 18 anos de idade. Ela ficou em evidência no Brasil depois que foi protagonista de um escândalo com Romário.

Na ocasião a coluna "Retratos da Vida", do jornal Extra, flagrou Romário saindo de uma casa de show no Rio ao lado de uma bela morena, identificada como a modelo transexual Thalita Zampirolli, capixaba de 25 anos, que nasceu com o nome de Julio Campos.

Ao ser questionado sobre a imagem, o atual deputado federal disse que "gosta de mulher". A polêmica serviu para dar a Thalita seus 20 minutos de fama. 



Essa é mais uma das mulheres que nasceram homens nessa lista. Valentijn hoje tem 21 anos, é holandesa e participou de um documentário, há alguns anos, que relatava a vida de crianças com problemas de identidade de gênero.

A holandesa já desfilou para marcas como Mansion Martin Margiela e Comme des Garçons e acabou de estrelar a campanha da & Other Stories em que apenas pessoas transexuais trabalharam.

Além da carreira de modelo, Valentijn também é escritora, dj e performista. E ela até já deu uma palestra para o TED sobre mulheres transexuais.


 
Embora viva no Canadá, Amelia é uma das mulheres que nasceram homens. Seu País de origem é Bangladesh, mas sua situação não foi bem recebida por ninguém, forçando Amelia a mudar de País. 

Na América do Norte, há anos, ela faz tratamento hormonal e, embora ainda não tenha feito a cirurgia de mudança de sexo, Amelia se relaciona normalmente com homens.

Ela, inclusive, mora com o namorado.



 
Ela nasceu como Arthur Scott em 11 de janeiro de 1988, em Manhattan, Nova York, mas cresceu em Nova Orleans Lousiana. Em tenra idade, Scott reconheceu que sua personalidade não se encaixava no corpo masculino com o qual ela nasceu. Como resultado, ela disse a sua família que não queria mais ser homem. Sem as bênçãos de seus pais, Scott foi submetido a uma cirurgia transgênero parcial aos 15 anos de idade e totalmente transferido para uma mulher aos 17 anos de idade.

Além de modelo ela é atriz e atua na série "Real Housewives of Atlanta". Seu papel mais proeminente ainda é o de Cotton na série de drama musical criada por Lee Daniels, que vai ao ar na Fox. O papel em que ela interpreta uma mulher transexual lhe deu muita visibilidade. Scott é o terceira transexual a interpretar um personagem trans em uma série dramática de TV americana.

 

 
Isis é modelo e designer americana e foi a primeira transexual a participar do reality show America’s Next Top Model. 

Quando foi ao programa de Tyra Banks (entrevistadora) para falar sobre a mudança de sexo feita e novembro de 2008 e acabou sendo surpreendida com um pedido de casamento de seu namorado, Desmond.

O casal se conheceu através do MySpace. Sobre a cirurgia, Isis diz que se sente muito mais confiante depois da intervenção. Hoje em dia, ela é uma das mulheres que nasceram homens mais famosas da TV dos Estados Unidos.



 
Outra das mulheres que nasceram homens e que mudaram isso em algum momento da vida é a modelo Ines Rau. Se na moda as modelos transgênero têm ganhado cada mais representatividade, Ines Rau é uma das razões. A francesa de 26 anos é a primeira playmate trans da história da revista erótica, estampando o ensaio principal da edição de novembro/dezembro de 2014.  

Sobre sua primeira aparição na Playboy, Rau afirmou que foi sua forma de “comemorar seu coming out” e que o trabalho certamente abriu as portas para que ela entrasse de vez na carreira de modelo. “Eu me arrisquei e assinei com uma agência”, contou a modelo - que também já trabalhou com marcas como Balmain - à revista. “Eu espero poder abrir caminho para todas as mulheres – trans ou não – na moda e em outros setores”, contou Rau em entrevista recente à Thomson-Reuters. Ela também chegou a contar sobre sua transformação e sua condição transexual em uma entrevista na revista OBB.



 
Jenna Talackova nasceu em Vancouver e começou a fazer tratamento com hormônios aos 14 anos, idade em que colocou próteses de silicone. A canadense se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo em 2010. E fez questão de deixar claro, no programa, que agora tem órgãos femininos e pode ter relações sexuais com homens normalmente. A canadense virou notícia em todo o mundo ao ser desclassificada do concurso em março, depois que os jurados descobriram que ela era transexual. Jenna ganhou o direito de voltar ao Miss Canadá, depois de uma mobilização na internet.

Jenna tem carteira de habilitação, identidade e passaporte do sexo feminino. Na entrevista, ela disse que as outras concorrentes do Miss Canadá foram muito atenciosas no período em que esteve fora do concurso. As candidatas mandaram mensagens e e-mails encorajando Jenna a participar do Miss Canadá.


9. Lea T
 
Outra das mulheres que nasceram homens nessa lista é a modelo brasileira Lea T. Lea T, nome artístico de Leandra Medeiros Cerezo (Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 1980), é uma estilista e modelo transexual brasileira que tornou-se famosa na Europa como uma das estrelas de uma campanha da grife francesa Givenchy, em 2010, e por causa de um ensaio fotográfico nu para a edição de agosto de 2010 da revista francesa Vogue.A incursão de Lea no mundo da moda ocorreu após ela conseguir um emprego como modelo através do amigo estilista Riccardo Tisci, época em que ela passou a morar, trabalhar e fazer faculdade de veterinária em Milão, na Itália. Ja foi entrevistada por Oprah Winfrey no talk show "The Oprah Winfrey Show".

Em fevereiro de 2015, foi eleita pela revista americana Forbes uma das 12 mulheres que mudaram a moda italiana. A modelo integra lista ao lado de nomes como Miuccia Prada, Anna Dello Russo e Franca Sozzani.

 
Acredite ou não, essa é mais uma das mulheres que nasceram homens. Candis Cayne nasceu como Brendan McDaniel em 1971 em Maui, no Havaí. Ela tem um irmão gêmeo fraterno chamado Dylan. Seus pais ensinavam em uma escola Waldorf e a família morava no campus.

Ela se formou na Baldwin High School de Maui em 1989 e depois passou um ano em Los Angeles, onde ela estudou canto, dança e artes cênicas.

Cayne então mudou-se para Nova York no início dos anos 90, tornando-se conhecida como coreógrafa e bailarina. Candis é atriz e já apareceu em inúmeras séries de TV, como DSM, Nip/Tuck, dentre outras.



Fiona é o mais jovem da sua família e teve de aprender a viver sem amor de mãe em uma idade muito precoce, quando o cancro da mama interrompeu a vida de sua amada mãe e seu pai que teve de se  tornar em pai e mãe para a família. Por mais difícil que fosse, ela teve que deixar a dor para trás e criar uma vida da qual sua mãe teria ficado orgulhoso. Aos 12 anos Fiona saiu de casa para encontrar um emprego para que pudesse ganhar o suficiente para pagar por seus estudos do ensino médio, e seis anos mais tarde, depois de muito esforço e determinação, ela se formou no colegial e saiu para o mundo. Fiona pode não ter crescido com muitas coisas materiais na vida, enquanto ela estava crescendo, mas isso foi feito para o amor e determinação que aprendeu com seu pai.
A busca pela beleza e da crença no poder da mudança é também por isso que Fiona começou a entrar em concursos de beleza transgêneros quando ela tinha apenas dez anos quando ela ganhou o título de Little Miss Transgender.
Aos 26 anos, Fiona é famosa nas Filipinas, seu País de origem, onde participa de inúmeros programas de TV, comerciais e revistas. Ela também faz parte de nossa lista com mulheres que nasceram homens e você nem desconfiaria.

12 Isabella Santiago
 
Isabella Santiago realmente nasceu com o nome de Santiago Creiban mas não estava feliz com a decisão da natureza, então com 16 anos, decidiu iniciar um processo de mudança para se tornar uma mulher.

Tão bem sucedido foi essa transformação que conseguiu ser coroada Miss Rainha Internacional na Tailândia, em Novembro de 2014.









Nong Poy nasceu na Tailândia em
nasceu em 05 de outubro de 1986, como uma criança, Treechada sabia que ela era uma menina, mas na frente de seus pais, ela tinha que fingir e viver como um homem. 

Ela se sentia enojada com seus órgãos genitais “masculinos”, então com a idade de 17 anos, ela passou por uma cirurgia de mudança de sexo e, desde então, ela disse que ela se sente como se ela tivesse renascida. Ela não fez qualquer operação para corrigir o seu rosto.
 




Do Blog Peloamordedeus e Natureza da Vida - Texto adicional Katia Steelman

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Identidade, personalidade e confusão generalizada

Identidade ou personalidade?! Quando pensamos sobre nós mesmos ou outras pessoas, geralmente buscamos por definições, traços que nos/as identifiquem, e assim por diante. Mas, na maior parte das vezes, há uma grande confusão sobre os termos utilizados, e muita gente não faz a menor diferenciação entre eles, bem como não fazem a menor ideia de que há diferença entre esses termos (e nem ligam para isso, como também não fazem a menor questão de saber diferenciar).
Ainda assim, persiste a questão: qual a diferença entre personalidade e identidade? Temos apenas uma identidade, ou múltiplas? De que serve ficar falando disso tudo?
Bom, realmente, não sei…comecei a pensar mais a fundo sobre isso recentemente, ainda estou pensando, e ainda não consegui chegar a conclusões definitivas (ninguém conseguiu ainda, a propósito). O que me fez pensar ainda mais sobre isso, ultimamente, foi alguma reflexão sobre a “unicidade” ou “multiplicidade” da identidade/personalidade do indivíduo (claro, estava refletindo sobre mim mesmo, inicialmente). Somos um só, ou cada um tem mais de uma identidade/personalidade, que adequa a cada situação, etc.?!
Mas, vamos tentar raciocinar e explorar o assunto um pouco…apenas iniciar o tópico de discussão…rs.

Qual a diferença entre identidade e personalidade?

Bom, de acordo com informações buscadas na Wikipedia (sim, lá mesmo, na falta de livros específicos e teóricos aqui…rs), identidade significa todos aqueles conjuntos de características que identificam algo, seja pessoa, animal, planta, objetos inanimados, etc. A Wikipedia (em Português) diz o seguinte:
Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.
Sua conceituação interessa a vários ramos do conhecimento (história, sociologia, antropologia, direito, etc.), e tem portanto diversas definições, conforme o enfoque que se lhe dê, podendo ainda haver uma identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou ideal, perdida ou resgatada.”
Já com relação a personalidade, significa todos aqueles conjuntos de características psicológicas que determinam a individualidade pessoal de um indivíduo. A Wikipedia diz o seguinte:
Personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade"; esse uso no entanto leva em conta um conceito do senso comum e não o conceito científico aqui tratado.”
Há diferentes ângulos e óticas sob os quais tentar definir a questão da identidade, bem como há diversas teorias e esferas que buscam explicar a personalidade. Tudo pode acabar ficando excessivamente teórico, complexo e complicado. Mas, de uma forma bem resumida, pode-se dizer o seguinte:
Identidade é quem, ou o quê, você é.
Personalidade é como você é.
P.S.: Alguém fez essa pergunta lá no Yahoo! Respostas, onde também dei uma olhadinha a mais…rs. Link: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091114191242AAgspVD

Uma certa bagunça

Ainda assim, tentar diferenciar identidade de personalidade pode ser algo um tanto confuso, um certo caos. Mesmo os artigos mais acadêmicos costumam, aparentemente, utilizar os termos de forma um tanto “solta”, às vezes empregando um termo, às vezes outro, de modo que ficamos sem entender se deveriam estar realmente usando um termo em detrimento do outro.
De qualquer modo, ao falarmos de um indivíduo, nesse caso “humano”, aqui nesse post (obviamente), podemos dizer que devemos tratar de uma identidade e uma personalidade, ainda que não consiga, aqui, identificar se tais elementos funcionem em algum sistema hierárquico de “importância”, ou se possam funcionar em separado (em paralelo ou individualmente), e assim por diante.
Também, somos forçados à questão: temos uma ÚNICA personalidade/identidade central, ou cada indivíduo pode conter, em si, múltiplas personalidades/identidades?! E não estou falando de pessoas com problemas mentais, múltiplas personalidades em casos de psicopatias, nem algo do gênero. Inicialmente, estou falando de pessoas (consideradas) sãs mesmo, do indivíduo “comum”, andando por aí, pelas ruas, enxergado como “perfeitamente normal” pela sociedade e, em geral, também pelos especialistas. Mas, voltaremos a isso mais tarde.

Identidade

O que nos define?! Bom, talvez a pergunta seja de resposta demasiadamente complexa. Para a sociologia, o que nos define são nossas características singulares com relação ao grupo/sociedade ao qual pertencemos. Para a antropologia, pode ser algo mais básico, aquilo que nos identifica perante todos os demais similares (ou seja, humanos) a nós.
A questão pode confundir e ficar confusa justamente pela variedade de parâmetros que podemos adotar ao tentarmos definir “identidade”, sendo possível variar conforme aquilo que tomamos por base. Já cheguei a falar sobre isso em outro post, que pode ser lido via link a seguir: http://hipercognitivo.blogspot.com.br/2011/03/identidadequal-e-sua.html.
Qual a minha identidade? O lugar onde nasci e cresci, e tudo aquilo ligado a isso, e que me “definiu” nos meus anos fundamentais de construção do meu eu? Ou minha identidade começa a surgir a partir da época em que começo a fazer minhas mais significativas escolhas sociais (em geral, tida como a fase da adolescência)? Ou seria algo ainda mais profundamente ligado a elementos formadores de minha psique?!

Personalidade

O que me define como pessoa? Será tudo aquilo que construí ao longo da minha vida, e me mostra aos demais como sou? Seria aquilo que me descreve em meu íntimo mais profundo, ou o modo como me apresento e sou visto pelos demais ao meu redor?
Há diversas teorias sobre a formação da personalidade, algumas dando como chave o papel da interação do indivíduo com seu meio social, outras buscando uma ligação mais interior ao indivíduo. E, se há variação até mesmo acadêmica, como nós, “simples mortais”, então, poderemos definir o que personalidade significa?! Bastante complexo o tema, claro.

Então, o que me define?

Pois é, essa é a grande questão: o que me define? Mas, não há somente essa questão. Há muitas outras, como:
– O que me define? Que elementos são mais centrais a essa definição?
– A partir de que momento da vida algo começa a me definir?
– O que/quem me define como sou? Apenas eu, ou o meio com o qual interajo?
– Posso me definir individualmente, ou apenas (e sempre) se relacionado ao todo, ou mundo à minha volta?
– Etc., etc., etc.
Também fico me questionando sobre a “unicidade” daquilo que me define e identifica, se realmente existe. Se há uma simples junção de fatores formando o “um” que sou, ou se, ainda, os diversos elementos que me compõe ainda poderiam carregar certo grau de independência entre si, sendo esse “um” que penso ser, esse conjunto de elementos mostrados num ser único, apenas uma representação aparente, de modo que aquilo que penso ser, ou o que me veem como sendo, seja não mais do que uma imagem singular de algo que é múltiplo.
Sou um conjunto de identidade + personalidade me tornando aquilo que sou? Ou seria eu um conjunto de identidades e personalidades (plurais) que me descrevem como sou visto?
Ainda, o que exatamente, ou melhor, sob que ótica passo a me definir como pessoa, singular e única? Seria minha razão ou minha emoção que me definem (há considerações adicionais sobre isso que não comentarei aqui, nesse post, ainda)?* Serei eu somente um resultado de fatores terrenos, ou seja, tudo aquilo que acontece comigo em minha vivência terrena, de minha biologia às minhas interações como ser social? Ou seria eu ainda mais que isso, havendo um elemento extra-corpóreo na equação, aquilo que se chama de alma, ou espírito?**
* Alguns defendem, piamente, de que razão e emoção são apenas demonstrações aparentes (e aparentemente distintas) da expressão de um ser. Me indago se realmente seria apenas isso, ou se voltamos à questão da “figura aparente” de unicidade para um “eu” que é múltiplo em seu interior. Isso é caso para outro post, mas levemente abordado na próxima parte desse post aqui.
** Essa é outra questão complexa que deve ser abordada noutro momento. Alguns dizem que a alma é algo metafísico, ou extra-corpóreo, até mesmo “divino”. Outros, mais racionalistas, dirão que a “alma” é apenas a expressão de nossa individualidade, advinda de fatores de nossa psique, ou mesmo, mais simplificadamente, de fatores relacionados a nossa biologia e bioquímica em interação com o meio em que vivemos. Novamente, caso para exploração mais aprofundada noutro momento, noutro post, possivelmente.

Indivíduo singular ou múltiplo

Esse questionamento foi o que realmente originou esse post todo, e todas as reflexões que tenho feito recentemente. Somos seres de identidade / personalidade singular, única, indivisível? Teríamos uma identidade central/base, com múltiplas expressões e/ou manifestações possíveis? Existe uma personalidade totalmente individual, inata ao indivíduo, ou um fator essencial seria algo relacionado àquilo que é chamado de inconsciente coletivo, ou mesmo arquétipos coletivos, como descritos (especialmente) por Jung?
Bem, muitas teorias sobre identidade levam em consideração a linguagem como algo de grande importância para a formação e desenvolvimento da identidade / personalidade. Algumas teorias acabam por exagerar no papel da linguagem sobre esse tema. Outras conseguem enxergar que a coisa não é bem assim, pois a linguagem estruturada do ser humano moderno é tão somente uma expressão social desse, e se uma pessoa fosse totalmente privada de interação social, ainda assim teria uma personalidade e identidade, obviamente apenas notada ou diferenciada quando em comparação com outros seres do mesmo tipo.
Enfim, todo esses questionamento (que venho fazendo, na verdade, há muitos e muitos anos) me veio com força, meio timidamente, quando resolvi fazer um breve texto sobre a linguagem e identidade cultural com relação à linguagem, especialmente no tangente à aquisição da linguagem e aprendizado de um idioma além daquele nativo ao indivíduo. O objetivo era auxiliar meus alunos (entre outras profissões, sou professor de Inglês há mais de uma década e meia, praticamente) a entenderam aquilo que realmente envolve o aprendizado de um segundo (ou terceiro, etc.) idioma.
Ao começar a preparar esse texto, me deparei com uma antiga citação, a qual já havia visto nos tempos de faculdade, sobre Ênio e suas três almas (post já escrito, aqui), poeta romano antigo que dizia que tinha três “almas”, pois falava fluentemente três idiomas. Bom, mas ao buscar uma imagem (no Google) para ilustrar o post, me deparei com diversas imagens e textos vinculados a essas, e um texto em especial acabou por me levar novamente ao questionamento da questão das identidades, únicas ou múltiplas. O texto foi de uma mulher, chamada Cheryl (aparentemente), pelo jeito uma estudante ou graduada em psicologia (possivelmente) ou apenas fã do tema, que tem (ou tinha) um blog, sendo o post que me chamou atenção o seguinte: http://cherylcanwrite.blogspot.com.br/2010/01/psychology-do-we-have-one-core-identity.html
Enfim, no post mencionado acima, a tal Cheryl faz menção a duas teorias da identidade: a “teoria do construcionismo social” versus a “teoria psicológica de Erikson”. Nele, ela divaga sobre a questão de que a teoria do construcionismo social afirma que apenas temos identidades sociais, ou deja, demonstramos identidades múltiplas com base no meio social e na linguagem, não havendo uma identidade exclusivamente única, em oposição à teoria de Erikson, que afirma termos uma identidade central/base, demonstrando também diversas outras identidades sociais que variam de acordo com o meio social em que estamos. Enfim, ela advoga pela teoria de Erikson, o que concordo em grande parte. Ainda assim, acredito que isso seja somente parte da questão, talvez mesmo apenas a ponta do iceberg, e que ainda hajam questões mais fundamentais a serem discutidas sobre o tema.
De modo geral, o que dizem, seja numa teoria ou outra, é que a representação de nossa identidade varia de acordo com o meio social, havendo ou não uma identidade base/central. Ou seja, dependendo do grupo com o qual interagimos, demonstramos uma identidade distinta (tanto para o grupo, como para consigo mesmos), sendo essas identidades não mais que o conjunto de características que demonstramos, como comportamento, linguagem utilizada, e assim por diante. Ainda fico me perguntando sobre os constituintes mais fundamentais com relação a questão da identidade e personalidade, que não me pareceram suficientemente abordados em nenhuma das teorias citadas.

Uma visão um tanto pessoal e incomum

Bom, claro que, de modo geral, apenas podemos enxergar o mundo através de nossos próprios olhos, e de mais ninguém. Uma observação um tanto óbvia, mas que acarreta uma série de elementos não tão óbvios, e fora de alcance da compreensão da grande maioria dos indivíduos, seja por capacidade intelectual ou indiferença ao assunto. Outra questão a ser abordada num outro post, numa outra hora. Sendo assim dito, o que quero dizer é que todas essas considerações, indagações, opiniões e visões são relativamente subjetivas (racionalmente ou não) ao indivíduo que as expressa: nesse caso, aqui, eu!
Tendo considerado essa questão, então, posso afirmar, também, que esse autor, aqui, tem questões pendentes quanto a verificação de alguma psicopatia (nada relacionado a visão de “psicopatas” que temos por aí) possivelmente a ser constatada. Mas, o que isso interessa? Bom, o problema é que essa delicada questão da identidade e da personalidade tem direta ligação com o assunto aqui discutido, bem como às tais possíveis psicopatias do autor. Não cabe, aqui, mencionar todas essas possibilidades e problemática, mas um certo aspecto delas faz todo o sentido, sendo o ponto focal de toda essa discussão.
Não sei determinar exatamente qual o problema, ou mesmo se há realmente um problema, mas há tempos me indago sobre minha “sanidade”, rs. Posso confessar ser um tanto incomumente confuso e complexo, especialmente naquilo que tange a diferenciação entre racionalidade e emocionalidade. Isso já cheguei a abordar, mesmo que de leve, num outro post em outro blog (clique aqui para ler). Fato é que, de certo modo, me percebo como um indivíduo em que razão e emoção realizaram uma cisão bastante fora do comum, quase tornando-se absolutamente distintas dentro do indivíduo, como se fossem duas “identidades” distintas e distantes dentro de um mesmo ser, aparentemente único. Questão, talvez, para um outro post, com melhor descrição, pois há quem diga que isso seja normal em qualquer indivíduo…mas, falo de uma dicotomia mais profunda, diferente. Enfim…
Outra questão que se mostra essencial, ligada, ou não, à questão mencionada logo acima, é o problema da “despersonalização”, tida pela psicologia/psiquiatria como uma desordem dissociativa. Já cheguei a abordar um pouco o assunto num outro post, em um outro blog que mantinha em Inglês (clique aqui para ler). Basicamente, o indivíduo que sofre dessa tal “despersonalização” (e são raros) tem uma relação bastante complicada e dura com a “realidade”. De modo geral, é como se existisse uma consciência à parte de nós mesmos, uma consciência “neutra” separada do indivíduo, que apenas observa o indivíduo, tanto dentro de nós mesmos, como nossas próprias ações exteriores, ou seja, nossos comportamentos. Isso traz uma sensação totalmente estranha, de estranhamento próprio, bastante difícil de se descrever. Não digo que sofro desse mal em tempo integral (pelo menos não percebo assim, ou sou distraído demais para perceber isso a todo momento), mas tenho episódios da desordem com significativa frequência e graus de intensidade.
O que isso tem a ver em relação a tudo que está sendo discutido aqui? Bom, justamente a questão toda da identidade. Ao sofrer desses episódios de despersonalização, somos capazes de nos enxergarmos “por fora” de nós mesmos, e identificarmos diversos elementos pessoais, como se tratasse de uma outra pessoa. Enxergamos nossos pensamentos e sentimentos fora deles mesmos. Algo bastante estranho, mas possivelmente elucidativo. Afinal, todo o questionamento aqui é sobre quais seriam os elementos fundamentais da personalidade e identidade, se há algum elemento único, se é algo inerente ao indivíduo, se são elementos biológicos/bioquímicos, ou se há algum elemento metafísico existente. Durante tais episódios de “despersonalização”, essa consciência “externa” parece ser algo como um robô, sem emoção ou razão próprias, apenas uma consciência observadora, que enxerga aquilo que acontece no indivíduo e exteriormente a ele, sem opiniões ou reações, apenas observação pura, de certo modo.
Assim, isso me faz pensar profundamente no que realmente signifique a questão da identidade e personalidade. Seriam essas realmente algo único e “palpável” (no sentido de explicável, formado, estudável, particionável, etc.), ou seriam apenas fatores distintos expressados através de uma máscara, ou roupagem, que é nosso indivíduo? E nesse caso realmente não sei dizer de trata-se realmente de psicopatia(s) ou não, mas posso sentir fortemente uma forte dissociação de elementos relacionados a personalidade e identidade. Realmente, o sentimento é de haver uma grande multiplicidade de identidades e personalidades. Parte delas, comum a maioria dos indivíduos, pois realmente demonstramos variações de expressão dependendo dos grupos sociais com os quais interagimos e das situações nas quais nos encontramos. Mas, em alguns casos, essa dissociação de elementos é realmente forte, de modo que a questão da multiplicidade desses elementos aqui tão falados torna-se extremamente questionável ou de necessário questionamento.
Resumindo, a questão central aqui é: somos uma expressão única e constante, temos um elemento realmente central e profundamente básico, algo que nos define como indivíduos únicos? Digo, algum tipo de elemento mais profundo e único. Ou, somos não mais do que uma grande somatória de elementos, bastante independentes entre si, sem qualquer singularidade de conjunto, ou seja, não havendo qualquer elemento mais nuclear e singular ao indivíduo? Acredito que essa simples questão envolva uma diversidade, e enormidade, de outros temas e questionamentos, que não caberiam num único texto, nem mesmo em uma única área de conhecimento humano (já existente ou ainda por surgir), como psicologia, sociologia, antropologia, teologia, filosofia, e assim por diante.
Enfim, o texto ficou enorme e, como de costume, mostrou-se ser apenas um debate de questionamento, não de definição ou descrição. Afinal, o que sabemos nós? Como já dizia Sócrates (o filósofo grego antigo) e sua famosa citação: “Tudo que sei é que nada sei”!



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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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