Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Enxaqueca em homens está relacionado aos níveis de estrogênio

A enxaqueca é uma dor insistente que pode atrapalhar atividades comuns do dia a dia como, por exemplo, a concentração no trabalho. De acordo com uma equipe do Centro Médico da Universidade de Leiden, na Holanda, os homens são três vezes menos propensos a ter enxaqueca por causa da quantidade e estrogênio no sangue. Um estudo realizado pelo grupo e publicado na revista Neurology mostrou como os homens que sofrem de enxaqueca tem uma quantidade maior de estrogênio no sangue do que aqueles que não possuem histórico do distúrbio.
Os pesquisadores coletaram dados de sete homens saudáveis que relataram sofrer cerca de três enxaquecas por mês e 22 que não costumam sentir dor. Foram medidos os níveis de testosterona e esteradio (uma forma do estrogênio) quatro vezes ao longo do dia e compararam os dados. Não foi apresentada nenhuma diferença na concentração de testosterona entre os participantes, no entanto, os níveis de testosterona tinham relação direta com a frequência das dores de cabeça. O estrogênio é um hormônio que apresenta grande concentração no organismo das mulheres, ele é o responsável pelo controle da ovulação e desenvolvimento das características femininas, controlando também a menstruação e a menopausa. É comum, por exemplo, encontrar mulheres reclamando de enxaqueca durante o período menstrual.
Até então, não havia um estudo que relacionasse a mesma de relação de causa e efeito nos homens, que produzem uma quantidade muito menor do hormônio. De acordo com a revista Super Interessante, a equipe entende que o número analisado é muito baixo para que seja feita uma conclusão efetiva. No entanto, eles acreditam que em futuros testes, que estudam a relação entre o hormônio feminino e a dor de cabeça, as respostas se repitam. A informação é do Bahia Notícias.


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Travesti é espancada e roubada por homem após negar programa

Uma travesti de 23 anos de São José do Rio Preto (SP), no Parque Industrial, alegou ter sido agredida e roubada durante um programa com um homem que está foragido. As informações são do G1.

De acordo com o relato feito no Boletim de Ocorrência (B.O.), o suspeito havia combinado um encontro com a vítima, porém, como o rapaz estava visivelmente drogado, desistiu da sair com ele, que com a recusa ficou completamente alterado e a agrediu com socos e chutes. 


Uma travesti de 23 anos foi agredida e roubada durante um programa em São José do Rio Preto (SP), no Parque Industrial. O caso aconteceu na Avenida Cenobelino de Barros Serra, na sexta-feira (6), mas a vítima registrou nesta segunda-feira (9) o boletim.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima e o suspeito combinavam um programa, mas a travesti viu que o homem estava sob efeito de drogas e se recusou a sair com ele.
O suspeito começou a agredir a vítima com chutes e socos. Com a travesti no chão, o homem pisou no pescoço dela.
Ainda conforme o registro policial, o agressor fugiu levando a bolsa com os documentos e um celular da vítima. O caso será encaminhado para o 2º Distrito Policial de Rio Preto para investigação.
Veja mais notícias da região em G1 Rio Preto e Araçatuba

Do G1 
 
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Michael Jackson sofreu 'castração química' pelo pai através da ingestão de hormonios

Michael Jackson ficou estéril por conta da ingestão de um hormônio contra acne em sua adolescência, o que explica sua voz suave, segundo um pesquisador francês que vai lançar um livro com essa tese.
"Michael Jackson sofreu, sem saber, uma castração química entre os 12 e os 20 anos", afirma o professor de cirurgia vascular do hospital Timone de Marselha, no sul da França, Alain Branchereau, autor de um livro sobre o rei do pop intitulado O segredo de uma voz, à venda a partir do próximo dia 9.
O médico, que nunca viu o cantor em vida, se baseia em uma pesquisa realizada em parceria com outros médicos e em diversos documentos, como a autópsia do cantor, para chegar a essa "hipótese muito provável", revela em entrevista publicada nesta quarta-feira (2) pelo jornal Le Parisien.
O "timbre excepcional" de sua voz, capaz de "cobrir três oitavas, frente às duas que alcançam os grandes tenores", foi o que despertou o interesse de Branchereau pela pesquisa.
Só algumas sopranos, como Maria Callas, alcançavam três oitavas, afirma o médico, que assegura que ao contrário dos contratenores atuais, que cantam os repertórios dos antigos "castrati" (cantores do sexo masculino emasculados para alcançar o agudo feminino), Jackson nunca passava aos agudos.
Branchereau sustenta que o cantor consumiu entre os 12 e os 20 anos uma molécula para lutar contra a acne, um produto que causou o estreitamento de sua laringe.
Em sua autobiografia, o rei do pop confessou ter sofrido uma crise de acne aos 12 anos, mas afirmou que durou muito pouco, o que permite ao médico especular que consumiu o produto.
Além disso, o remédio fez com que o crescimento de seus ossos não fosse interrompido, o que explica o fato de Jackson ter ficado mais alto e com extremidades maiores que o resto de sua família.
Seus parentes, com medo de que os efeitos da acne prejudicassem sua imagem, teriam incentivado o consumo desse hormônio, que parou de ingerir quando aos 20 anos deixou de ter o pai como empresário.
Só então, explica o médico, apareceram os primeiros pelos em seu rosto.
No entanto, os efeitos na laringe não foram reduzidos e Michael conservou a voz suave que no passado era característica dos "castrati".
O cantor "tinha órgãos genitais perfeitamente normais", afirma o médico, que assegura que "era apto para as relações sexuais como os 'castrati' de outras épocas", mas "foi privado não só de sua infância, como de sua adolescência, o que obrigatoriamente teve repercussões psicológicas".
Conrad já havia afirmado que Joe "foi um dos piores pais da história" e disse que "Michael experimentou a crueldade nas mãos de seu pai". As citações foram repercutidas também pela revista People e outros sites internacionais.
“O fato de ele ter sido ‘quimicamente castrado’ para manter sua voz aguda é algo indescritível”, relatou Conrad.
Esta não é a primeira vez que o médico fala sobre o assunto. Em seu livro “This Is It! The Secret Lives of Dr. Conrad Murray and Michael Jackson”, lançado em 2016, o médico acusa Joe de forçar Michael a tomar injeções de hormônio aos 12 anos de idade para curar acne e prevenir a mudança de voz.
Conrad foi condenado em 2011 por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), e cumpriu dois anos de prisão por administrar alta dose de propofol ao cantor, morto em 2009.

Do G1 
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Nicole Maines: Supergirl contrata atriz trans para viver heroína trans na 4ª temporada

O painel de Supergirl na San Diego Comic-Con 2018 revelou novidades no elenco: a atriz trans Nicole Maines (Royal Pains) se juntou ao programa como Nia Nal, jornalista transsexual também conhecida como a heroína Dreamer.
A personagem já foi descrita anteriormente: "Confiante e fashionista, ela é uma mulher na faixa dos 20 anos descrita como uma versão mais jovem de Cat Grant (Calista Flockhart)."
"Antes escritora de discursos políticos, Nia é a nova adição à equipe de jornalismo investigativo da CatCo, trazendo com ela astúcia e humor. Sob uma fachada de deboche existe uma jovem mulher com muito a oferecer ao mundo", diz a sinopse da personagem.
Supergirl retorna em 14 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.


 

 
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Policial civil transexual e gay manifesta apoio ao soldado da PM vítima de vídeo com beijo vazado na web

O investigador da Polícia Civil Paulo Vaz manifestou, no Instagram, solidariedade ao policial militar Leandro Prior, vítima do vazamento de um vídeo em que beijava um amigo no metrô de São Paulo. No texto publicado na rede social, o policial civil diz que tomou a iniciativa ao perceber a ausência de manifestações públicas de apoio ao soldado por colegas de profissão. “Não posso me calar ou me omitir. Não quero”, escreveu o rapaz.
Paulo ficou mais conhecido do público LGBTI depois que começou a namorar o roteirista Pedro HMC, criador do canal Põe na Roda. O casal tornou público o relacionamento há um mês em um vídeo no Youtube visto por mais de 300 mil pessoas.
Ao longo do texto, o investigador afirma que encontrou respaldo da Polícia Civil para visibilizar sua identidade de gênero e orientação sexual. “Eu mesmo me surpreendi algumas vezes quando achei que seria muito mais difícil pela minha condição, e acabei encontrando dentro da corporação muitas pessoas boas, bem intencionadas e que exercem respeito e tolerância”, disse o rapaz.
A mesma sorte não teve o soldado da PM, que passou a receber ameaças de morte de colegas de farda desde que o vídeo viralizou na web. A Polícia Militar abriu investigação contra Leandro Prior por ver “postura incompatível”. A alegação da corporação é que o coldre, acessório para o porte da arma, estava aberto. “Todo mundo usa o coldre dessa forma, isso é uma hipocrisia”, disse Prior em entrevista à Revista Fórum.
Leia na íntegra o texto de apoio do policial trans ao soldado da PM
Eu, como investigador da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Homem Trans e Gay, gostaria de demonstrar o meu apoio não apenas ao PM Leandro, mas todos os LGBTs que estão nas corporações policiais: vocês não estão sozinhos.
Vendo seu depoimento e a falta de apoio mesmo com tantos colegas de profissão que vivem a mesma situação, mas nada dizem pelo mesmo medo que atinge todos nós, pensei muito e cheguei a conclusão de que não posso me calar ou me omitir. Não quero. Porque se fosse comigo (ou qualquer outro), eu também me sentiria ajudado e fortalecido com esta demonstração.
Infelizmente ainda vivemos em uma sociedade onde a homofobia e transfobia predominam, estão enraizadas. Mas não é pra isso que estamos aqui? Para servir e ajudar o mundo a evoluir? Me orgulho de ser quem sou e de cada um de vocês que ajudam a quebrar as barreiras do preconceito. Não desistam dos seus ideais, não desistam dos seus sonhos. Estamos aqui. Juntos, existimos e resistimos, e com nossos esforços, tempos melhores virão.

Tempos em que a orientação sexual, a etnia, a classe social, a religião, a cor, a identidade de gênero não vai importar, mas sim o caráter, a capacidade, coração e índole de cada um, não só na Polícia mas na sociedade como um todo.
Gostaria de aproveitar e agradecer à Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Acadepol por sempre ter sido bem recebido e tratado com respeito, principalmente por colegas de profissão e professores, todos até hoje, e que assim continue sendo.
Eu mesmo me surpreendi algumas vezes quando achei que seria muito mais difícil pela minha condição, e acabei encontrando dentro da corporação muitas pessoas boas, bem intencionadas e que exercem respeito e tolerância, a maioria ao contrário do que acaba parecendo quando algum preconceituoso se exalta e acaba afetando a imagem de toda uma corporação. Como todos juramos ao escolher esta profissão, acima de tudo, estamos aqui pra defender a vida. Muito obrigado.



'Minha ideia é levantar a bandeira', diz policial transexual após beijo de PM no Metrô de SP

O investigador da Polícia Civil Paulo Vaz apoiou Leandro Prior nas redes sociais e quer inspirar outras pessoas. 'Esse preconceito não precisa existir. Se estou na polícia, qualquer um pode.'

 Paulo Vaz, de 33 anos, homem transexual e gay, é policial civil do estado de São Paulo e um dos agentes de seguranças que usaram as redes sociais para apoiar o policial militar Leandro Prior. O PM foi alvo de ataques homofóbicos por aparecer em um vídeo fardado beijando outro homem na boca no Metrô de São Paulo.

Transexuais ou transgêneros são pessoas que têm uma identidade de gênero ou expressão de gênero diferente da que lhes foi atribuída no nascimento. No caso de Paulo, ele nasceu com o sexo feminino e há dois anos iniciou o processo de transição de gênero. Ele já alterou, inclusive, o seu nome nos documentos.
Um indivíduo transgênero pode se identificar em relação a sua orientação sexual - que diz respeito ao lado afetivo e à atração sexual - como heterossexual, homossexual, bissexual, entre outras nomenclaturas. Homem trans, Paulo se identifica como homossexual.
Investigador desde abril deste ano da Policial Civil da Delegacia de Ibiúna, na região da Grande São Paulo, Paulo Vaz conta que sempre se sentiu bem-vindo na instituição.
"Eu achava que encontraria muitas barreiras, mas fiquei bastante feliz e surpreso com a recepção dos meus colegas desde o começo. Eu já sabia que há diferença entre as instituições de Polícia Militar e Polícia Civil, mas eu fiquei bastante surpreso", conta.
"Minha ideia é levantar a bandeira. Quis colocar a cara mesmo e assumir que sou homem trans gay, que estou numa instituição da polícia e estou aqui para ajudar a população. Não tem de ver se a gente gosta de homem ou mulher, tem de ver o nosso caráter", diz Paulo.
Sobre o PM Leandro Prior, Vaz acredita que, se ele realmente infringiu alguma regra da PM, é preciso punir todo mundo que faz o que ele fez. "Tem casal hétero que beija o namorado publicamente enquanto usa farda e nunca causou toda essa repercussão", declarou. 

'Sentia uma angústia o tempo todo'

Em entrevista ao G1, Paulo contou que desde criança sentia que tinha algo errado com seu corpo. A dificuldade aumentou na adolescência.
"Eu sempre fui diferente. Sentia uma angústia o tempo todo. Fui uma criança bem masculina. Tem criança feminina que se identifica com o universo masculino, mas é mulher mesmo. Eu não me sentia assim. Na adolescência, quando começaram a nascer os seios, comecei a me sentir mais desconfortável. Eu queria ser homem, mas na época não sabia que isso existia. Tinha medo das pessoas acharem que eu era doido se dissesse isso", conta Paulo.
O investigador conta que só soube que existia a possibilidade de transicionar, iniciar o processo de mudança de gênero, aos 25 anos, por meio de um amigo.
"Fui olhar vídeos de meninos [trans] tomando testosterona e via a transformação no corpo deles em dois, três meses. Falei 'Meu Deus, eu sou isso, sou homem trans'. Até amadurecer a ideia foram uns seis meses, porque eu estava prestando o concurso na polícia. [Pensei] deixa eu passar [no concurso], e depois vejo o que faço", relembra ele.
"Hoje eu me olho no espelho e não tem mais aquela angústia. Estou onde eu queria estar profissionalmente. Me sinto realizado. Faltam algumas coisas ainda para chegar aonde quero, mas estou no caminho", conclui.
Enquanto participava das etapas do processo seletivo para investigador de polícia, Paulo começou seu processo de transição de gênero.
"Comecei o processo de hormonização, que é tomar testosterona, há dois anos. Tem algumas formas de tomar testosterona, tem a forma em gel, pomada, oral e injetada. O corpo precisa de um pico de testosterona para se masculinizar. Optei pela forma injetada porque faz diferença mais rápido. Começam a aparecer as características de barba, muda a voz. E também fiz a cirurgia de retirada das mamas."

Paulo ainda não concluiu a transição, mas já se sente feliz com as mudanças. "Eu me sinto super bem só pretendo fazer a retirada dos ovários e útero. Como precisa de três meses para se recuperar, ainda não deu certo."
Paulo conta que a família e os amigos o apoiaram no processo de transição. "Minha família foi muito tranquila, ninguém fez objeção nenhuma. Minha mãe é da área da saúde, então ela quer saber se estou seguro, cada passo dos procedimentos. E os amigos são tranquilos, a maioria é LGBT." 

Paulo namora desde abril o youtuber Pedro HMC, e conta que o beijaria no Metrô.
"De toda forma, sim [beijaria]. Aquele beijo rápido, tipo selinho e sempre atento! Se você é policial e tem algo que te identifica como um, como o uniforme ou farda, além de você ter que garantir a segurança das pessoas ao redor, você também vira alvo! Então a atenção é maior... Você lanchando, na viatura, conversando, andando, enfim, em qualquer lugar! Salientando que você identificado ou não, precisa garantir a segurança de todos."

Apoio ao PM vítima de ataques

Paulo conta que sentiu vontade de apoiar o policial militar Leandro Prior não só para combater o preconceito, mas também para inspirar outras pessoas a transacionar, se quiserem. 

"A sociedade ainda tem muita homofobia e machismo enraizado e para isso a gente tem de botar a cara e aparecer mesmo, falar sobre o assunto para as pessoas perceberem que esse preconceito não precisa existir. Todo mundo aqui dentro da Segurança Pública pode inspirar outras pessoas. Quero mostrar que, se eu estou ali na polícia, qualquer um pode."

Do G1

 
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Policial militar trans recorre ao STF para alterar documentos no Paraná

Um policial militar paranaense entrou no Supremo Tribunal Federal com um pedido de liminar para poder mudar seus nomes nos documentos e passar oficialmente como homem. Transexual, o PM já é chamado pelo seu nome correto no batalhão, mas seus documentos continuam usando o nome feminino do soldado.

O pedido ao STF foi feito pela área jurídica do Grupo Dignidade, organização especializada no atendimento da população LGBTI+. O Supremo já decidiu que o relator do caso será o decano Celso de Mello.


O Paraná, ao contrário de outros oito estados, ainda não regulamentou a decisão do Supremo que garante a mudança de nome. Hoje, no país, já não é necessário fazer cirurgia nem ter laudos psicológicos para fazer a mudança de nome.

No Paraná, ainda não há regulamentação e os cartórios, por decisão da Corregedoria de Justiça do TJPR, estariam se recusando a fazer a mudança de registro sem que haja uma decisão do CNJ.

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Janet Mock se torna primeira transexual negra a produzir, escrever e dirigir uma série de TV

A produtora Janet Mock entrou para a história da TV no domingo (8/7), quando o canal pago FX exibiu o sexto episódio da série “Pose”. Ela se tornou a primeira negra transexual a produzir, escrever e dirigir um episódio de uma série de TV.
Ela comemorou o feito no Instagram. “Não deixe meu sorriso engá-lo. Estava muito nervosa por fazer algo que nunca tinha feito, um trabalho que parecia ser reservado para homens brancos, uma posição na indústria que raramente convida mulheres e/ou pessoas de cor para sentar em uma cadeira de direção”, opinou Mock.
“Você escreveu este roteiro, você sabe os personagens. Você ajudou a moldá-los, fazê-los. Você consegue. E sua vida inteira como uma garota trans negra te prepara para tantos desafios.”
“Ser a primeira da sua família a ir para a faculdade, conseguir um mestrado, trabalhar como jornalista, sair do conforto e segurança de contar outras histórias para realmente contar as suas próprias histórias, escrever dois livros de memórias, ser a primeira transexual de cor contratada entre roteiristas… e sim, ser a primeira a escrever e dirigir um episódio de televisão”, completou Mock.
Vale lembrar que já houve uma transexual branca que fez tudo isso com sucesso em vários episódios de uma série, a cineasta Lena Wachowski, criadora de “Sense8” na Netflix.
Por sinal, “Pose” estreou em junho nos Estados Unidos com outra marca para a comunidade LGBTQ+, ao escalar o maior elenco com atores transgêneros na história da televisão.
Criada por Steven Canals (série “Dead of Summer”), Brad Falchuk e Ryan Murphy (a dupla de “American Horror Story”), “Pose” se passa na cena dançante de Nova York nos anos 1990, auge do garage (estilo house com vocais de divas) e da dança Vogue (que inspirou o hit homônimo de Madonna), e acompanha a trajetória de um grupo de jovens que tenta deixar sua marca em sua época.
A 1ª temporada se encerra em 22 de julho nos Estados Unidos, e Ryan Murphy está doando todos os lucros obtidos pela produção para entidades relacionadas aos direitos LGBTQ+. 


 
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Angela Ponce é a primeira transexual a ser eleita Miss Espanha

A modelo Angela Ponce foi eleita Miss Espanha na última sexta-feira, 29, e irá representar seu país no Miss Universo 2018. Ela será a segunda transexual na história da competição, que somente permitiu a participação de mulheres transexuais em 2012. No mesmo ano que a medida foi adotada, a canadense transexual Jenna Talackova ficou entre as 12 melhores da edição.
Angela Ponce tem 26 anos, mas somente há quatro anos terminou o processo de mudança de sexo. Em entrevista à imprensa espanhola, a modelo disse que levar o nome e as cores da Espanha sempre foi seu grande sonho e que, com o título, pretende levar uma mensagem de inclusão, tolerância, respeito e amor não só para a comunidade LGBTQ+, mas para o mundo inteiro. 
A edição que elegeu a Miss Espanha para concorrer ao Miss Universo deste ano teve como slogan “sou mais do que vês”.


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Os desafios da única transexual das Forças Armadas da Argentina

Ela entrou para as Forças Armadas argentinas na década de 80, quando seu documento nacional de identidade ainda tinha um nome masculino (que preferiu não revelar) e seu pai achava que essa carreira ajudaria a corrigir algo em sua personalidade que, para ele, estava desajeitado. O irmão mais velho já era militar e, na cabeça da família, essa era a melhor opção para que ela — que nasceu homem, mas graças à Lei de Identidade de Gênero, aprovada pelo Congresso argentino em 2012, hoje possui um documento que a identifica como Sofia Rodríguez — fosse “endireitada”. O plano fracassou. Sofia, oficial da Força Aérea argentina, descobriu quem era verdadeiramente quando viu na televisão um debate sobre uma das leis de vanguarda que seu país incorporou há seis anos.

Não foi fácil para Sofia viver essa verdadeira tsunami emocional. No caminho, ela contou com apoios importantes, entre eles o de Carolina Urtea, que esteve até abril passado à frente do Departamento de Políticas de Gênero das Forças Armadas e hoje ativista dos direitos de gênero. Em várias conversas com Sofia, ela ouviu o périplo percorrido pela militar para se tornar uma mulher, com a compreensão e aceitação de seus familiares e sem interromper sua carreira militar.
— Tivemos vários encontros. Para todos nós que defendemos esta lei tão importante, conhecer o caso de Sofia foi esclarecedor. Trata-se, ainda, da única pessoa transexual nas Forças Armadas argentinas. Além dela, só há uma professora, mas que é uma funcionária civil — contou Carolina ao GLOBO.
DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS DE GÊNERO
Antes da entrada em vigor da Lei de Identidade de Gênero, as Forças Armadas não aceitavam transexuais em seus quartéis. Durante a gestão da ex-ministra da Defesa e atual deputada Nilda Garré (2005-2010), foi criado o Departamento de Políticas de Gênero, encarregado de lidar com diversas questões de gênero, entre elas a transexualidade. Foi a esse departamento que recorreu Sofia quando informou a seus chefes imediatos que havia modificado seu documento e já não era a mesma pessoa que havia entrado para a Força mais de 20 anos antes.
— Hoje Sofia está na Força Aérea, na província de Córdoba. Ela disse sempre ter sentido algo estranho em seu corpo, mas não sabia o que era. Pensou que era gay e teve até um namorado, mas só entendeu quem realmente era depois da votação da lei — lembrou a ex-funcionária.
TERAPIA E OITO CIRURGIAS
Naquele momento, em 2012, a oficial da Força Aérea iniciou uma terapia que a ajudou a tomar a decisão de mudar de gênero. Depois vieram oito cirurgias e a reincorporação à Força usando o nome Sofia. Segundo Carolina, a maioria de seus companheiros reagiu bem à notícia. Os resistentes “foram realocados”.
— Não foi fácil, mas seus superiores a ajudaram e a ordem dentro das Forças Armadas foi aceitar esta mudança decidida pelo país e trabalhar para entender os novos tempos — avaliou a ex-funcionária.
No ano passado, uma transexual solicitou entrar para a Marinha. O processo corria normalmente, até que foi descoberto que ela tem Aids. Nesse caso, explicou Carolina, a admissão foi negada por motivos de saúde, mas não por seu gênero. Seria diferente, ampliou, “se a pessoa tivesse sido contaminada pela doença já estando dentro da Força”.
— O país deu sinal verde a uma Lei de Identidade de Gênero e as Forças Armadas, como todo o Estado argentino, devem funcionar em função dessa lei. Todos os protocolos internos foram atualizados — explicou Carolina, que saudou a recente decisão da OMS de retirar a transexualidade de uma lista de doenças. — Ajudará pessoas como Sofia a resolverem conflitos em suas vidas e, principalmente, com suas famílias.

Do O Globo
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Pesquisadores trans ainda enfrentam desconfiança sobre sua produção acadêmica

O preconceito que surge como principal obstáculo dos transgêneros e travestis até a graduação ganha uma outra forma nos programas de mestrado e doutorado. Nesse ambiente, os poucos pesquisadores e pesquisadoras trans sofrem questionamentos velados quanto à sua isenção, quando estudam o universo LGBTQ.
"Já houve alguns questionamentos, principalmente no mestrado, de como eu ia estudar pessoas trans, se eu sou uma pessoa trans. As pessoas não percebem que a psicologia, como um todo, é feita por seres humanos estudando seres humanos”, diz.

O relato é da doutoranda em psicologia Brune Coelho, que pesquisa, na Universidade Federal de Juiz de Fora, os serviços de saúde pública voltados para transgêneros. As contestações que ela ouve hoje também já foram feitas à professora Megg Rayara, a primeira travesti negra do Brasil que se tornou doutora, pela Universidade Federal do Paraná. Pra ela, pesquisas sobre trans conduzidas por eles mesmos trazem um outro olhar sobre o tema.

"As pessoas, de repente, percebem que esse tema pode interessar a um orientador ou a uma orientadora que discute gênero e diversidade sexual, mas essas pessoas não fazem parte do nosso convívio. Então, como que essas pessoas podem decifrar determinados códigos da nossa existência e fazer recortes espefícos na nossa presença, por exemplo, no sistema educacional?”, questiona.

Além de conviverem com desconfianças durante a produção das pesquisas, alguns dos primeiros transgêneros que chegaram à pós-graduação enfrentam uma incoerência - ter a produção científica dividida entre o nome civil e o que escolheram, de acordo com o gênero com o qual se identificam. A psicóloga e pós-doutora pela Fundação Getúlio Vargas, Jaqueline Gomes de Jesus, explica que, muitos trabalhos feitos por ela antes da troca do nome continuam arquivados com a identificação masculina. O motivo? A falta de uma base de produção acadêmica unificada no Brasil.

"Minhas publicações anteriores à transição, que ainda estavam no nome antigo, no começo eu referenciava. Quando eu ia participar de algum concurso, pra trabalho, indicava que estava no meu nome. Apenas um texto simples, uma nota, explicando que era eu. Sistemas que eu não atualizei, que não dialogam às vezes, podem ter o nome antigo ainda e pode eventualmente acontecer (o conflito de nomes)”, explica.

O perfil dos currículos cadastros no CNPq pode ajudar a mapear onde estão os estudantes e pesquisadores trans brasileiros. A enfermagem aparece como a área de atuação com maior interesse: são178 currículos lattes inscritos. Logo em seguida, vem a educação: 177 pessoas trans estão nesse campo. Mas, nem mesmo quando chegam à frente de uma sala de aula, os transgêneros estão livres de discriminação.

A realidade vivida por professores trans no mercado de trabalho é o tema da próxima reportagem.

Da CBN - Por Paula Martini e Gabriel Sabóia
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Travesti morre após sofrer complicações por uma implantação de silicone

Em Ribeirão Preto, um travesti morreu após sofrer complicações por uma implantação de uma prótese de silicone nas nádegas. Após ficar pouco menos de um mês no hospital, a morte foi registrada na manhã desse domingo, 17, às 11h23.
A suspeita é de que a cirurgia de implantação tenha sido realizada no início do maio. O procedimento foi feito em uma clínica médica não especializada. A Polícia Civil investiga onde fica o local.

A primeira internação de R. S. V. ocorreu no dia 26 de maio, na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas. No dia 2 de junho, ele teve complicações e passou por cirurgia para retirada do material.

A piora continuou e a vítima não resistiu, sofrendo um choque séptico refratário, que ocorre quando algo infeccioso, como bactérias, fungos e vírus, entram na corrente sanguínea de uma pessoa. Essa infecção afeta todo o sistema imunológico e pode causar a morte.

Não há informações sobre a idade e os familiares da vítima. O homem é natural do município de Parnaíba (PI).


Notícia alterada às 17h18 de 18 de junho de 2018 para correção de informações.
Foto: Divulgação
Do Revide
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Crossdressers têm festa própria em São Paulo

Quando recebi o convite da artista Luhly Cow para ser jurado de um concurso que elegeria a “melhor crossdresser" de uma festa em São Paulo, me assustei. Nunca tive proximidade com o grupo e a imagem que tinha até então beirava ao preconceito: fotos de “bundas peludas com calcinha publicadas nas redes sociais”.

Relutei ao convite num primeiro momento, até por esperar uma resposta negativa dos leitores, mas logo entendi que muitas vezes é preciso encarar o outro lado e se permitir a entender universos que ficam evidentes somente entre quatro paredes, em festas fechadas e em fotos de redes sociais.

E lá estava eu, em frente à festa Rainha Cross, no Bar Queen, no centro de São Paulo, com os preconceitos e conceitos deixados em casa. Logo no início a imagem preconceituosa dá vida a rostos maquiados, tensos e com muito medo. Deparo-me na portaria com três jovens CDs. De peruca, maquiagem e salto alto. Corriam e pareciam assustadas, intimidadas com a rua, com os olhares e com o preconceito que poderia bater a porta. 

Outra apareceu dentro de um taxi e, quando virei o rosto, já estava dentro da festa.

O espaço – já conhecido pela temática LGBT - conta com música eletrônica, clipes de divas internacionais nos televisores e pequenos grupos de CDs conversando nas mesas. A vestimenta vai desde vestidinhos “periguete” aos vestidos de gala. A maquiagem vai desde as primeiras montagens às profissionais de concurso. E não há regra ou padrão de público.  Teve até uma que estava de peruca, bermuda e... Tênis! Todas olhavam e riam.

No piso superior, figuras ilustres aguardavam o início dos shows e do concurso: a drag queen Kaká di Polly, a apresentadora Marisa Carnicelli e o apresentador Cazé Peçanha, que há pouco falou sobre crossdresser no programa A Liga, da Band, são algumas delas. 


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MAS O QUE É CROSSDRESSER?

O termo foi criado nos EUA e existe desde os anos 60. A princípio, era referido aos "homens, geralmente casados com mulheres e heterossexuais, que se realizavam em se vestir com trajes do universo feminino em algum espaço de tempo". E, depois, se desmontar e levar a vida como qualquer outro homem. No Brasil, não é uma prática apenas de héteros, tendo muitos gays e bissexuais praticando o crossdressing. E nem com um único discurso ou motivação.

“O que eu mais gosto é poder usar um vestido, sentir o tecido na minha pele, colocar peruca e desabrochar esse outro lado feminino em alguns momentos. Depois, tirar tudo e levar uma vida de homem, como qualquer outro”, declarou a CD Carla, que é um empresário em outros espaços. “Para mim, é um modo de vida e a possibilidade de viver o lado masculino e feminino”, concordou a amiga, que é bancário.

Enquanto a maioria dava as costas quando sabia que eu era jornalista, outras surpreendiam ao mostrar que, em alguns casos, a vivência crossdresser é um passo para se assumirem posteriormente travesti ou mulher transexual. A cartunista Laerte Coutinho, por exemplo, iniciou dizendo-se crossdresser. Hoje, com o guarda-roupa todo feminino e o contato com outros grupos de militância TT e definições, define-se como travesti ou simplesmente transgênero.

Bianca vê na cartunista uma inspiração: “Sou CD porque não tenho condições de me tornar uma travesti. É o meu sonho, mas minha família não me aceitaria”. “Não fico com uma aparência bonita para me assumir trans. Então me contento com esses momentos. Mas, para mim, desmontar, tirar o vestido, o esmalte e a maquiagem é o momento mais triste”. Chamam de síndrome da acetona.

Além disso, concorrendo no concurso havia uma pessoa que se reconheceu como travesti por uma década, mas que acabou desistindo pela transfobia. Hoje, ela se diz verdadeiramente feliz em espaços em que pode se montar e ser uma CD. "É onde eu respiro", limitou-se a responder.  


NOITE PARA SE SENTIR MULHER – SEM CULPA

A festa é produzida e comandada por Jaime Braz Tarallo, que encarna a personagem Lizz Camargo – cover de ninguém menos que Hebe Camargo. “Criei a festa há quatro anos, quando percebi que não havia um espaço social para elas em São Paulo, que tivesse estrutura adequada, com camarim para elas se montarem”, contou.

Segundo Lizz, o primeiro evento teve a presença de apenas nove CD, fruto do medo de serem flagradas e sofrerem preconceito. “Há resistência de algumas ainda, por culpa ou medo da visibilidade. É uma festa delicada, pois há cross que se programam para vir há três anos, mas ainda não conseguiram. Seja porque a esposa ainda não sabe, por medo e até por não entenderem a sua condição”.


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Ela, que também se considera cross e até é chamada de mãe por algumas, defende que luta é para que elas possam ter uma noite em que se sintam mulheres – e sem culpa. “Antes da Luhly surgir na minha vida, há um ano e meio, a Lizz não existia. Ela fez o make e, depois de dois dias, a internet estava bombando com todo mundo me dizendo: ‘Olha a Hebe’. Foi algo espontâneo e que eu adorei”.

No palco, Lana Miranda – artista transformista que é cover oficial de Carmem Miranda – arrasa nas performances.

CDZINHA É PEJORATIVO

- Posso falar CD para dizer crossdresser ou é um termo pejorativo?
- O termo CD não é ofensivo, mas CDzinha, sim.
- Sério?
- As CDzinhas, apesar de também se considerarem crossdresser, tem o fetiche alto e normalmente utilizando do crossdressing para promover encontros sexuais.
- Mas qual é o problema de partir para o lado fetichista?
- Nenhum, mas é que é bem diferente do princípio do crossdressing, que fala mais sobre arte.
- Para você ser crossdresser é fazer arte?
- É um estilo de vida. Pessoas que levam dois momentos e que transitam nos universos masculinos e femininos. Se você reparar aqui, as pessoas não estão pensando em fazer pegação, estão mais para vivenciar o lado feminino. Entende a diferença?
- Total!

CAZÉ PEÇANHA É HOMENAGEADO

Durante a festa, o apresentador Cazé Peçanha, que estava acompanhado da mulher Fernanda Thompson, foi homenageado, devido à reportagem que fez para o programa A Liga, da Band. Ao anunciar, Liz declarou que ele tirou as CDs das sombras.
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Muito simpático e aparentemente bem a vontade, Cazé tirou foto com vários presentes e declarou que a reportagem o ajudou a “harmonizar o lado masculino com o feminino”. Foi a primeira vez que entrei neste universo feminino, com bastante respeito. E tentei trazer a mulher que existe dentro de mim para fora.

O apresentador declarou que o ser humano divide as pessoas em tantos rótulos que, muitas vezes, algo que poderia ser unido está separado. Da experiência de se montar para a reportagem, ele declarou que pior parte foi a depilação. “Foi muito doloroso e quase desisti”.

Ao NLUCON, Liz comentou a declaração sobre as CDs quererem “sair das sombras”, uma vez que grande parte prefere, sim, o anonimato. “Referia-me ao respeito e entendimento que elas precisam ter delas próprias e pela sociedade. O anonimato que elas querem é de exercer o fetiche e numa noite de sonho. Mas muitas, quanto acabam as festas, não se conformam em ter de se desmontar”.

O CONCURSO

Ao todo foram 12 concorrentes, das cidades de São Paulo, Roraima, Santo André, Morro do Pinhalzinho, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Elas foram anunciadas por Luhly e desfilaram para a plateia com seus vestidos.

Diferente de outros concursos de beleza, não há padrões pré-definidos para participar, tampouco a cobrança de andar ou figurinos de miss. As candidatas têm de 18 a 43 anos, 1,67m a 1,84m, diversos padrões de beleza (magras, gordinhas, novatas, veteranas...) e apostas diversas de figurino.

Depois de vários desfiles – tímidos, desinibidos, desajeitados e até de modelos de passarela – os jurados deram os votos em público. Cazé Peçanha votou em Alyssa Brandão, o Neto Lucon votou em Playt Patricia, assim como Kaká di Polly. E os demais jurados deram o voto para Cynthia Andreia, tornando-a Rainha Cross.

Ela recebeu a faixa, tirou fotos e terá, entre as responsabilidades, bater cartão na festa e representar as crossdressers.

BATE-PAPO COM A RAINHA CROSS
Andréense ou Cynthia Andreia, 35 anos, projetista mecânico, solteiríssima, meiga e adora fazer amizade.


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- Me falaram aqui que crossdressers buscam o direito a um estilo de vida. Me explica?

A gente quer poder transitar nestes dois mundos sem problema nenhum, sem sofrer preconceito. O crossdressing pode ser encarado como um hobbie, um estilo de vida e para algumas pessoas também pode ser um fetiche. Mas no fundo queremos o que todos os transgêneros querem, sermos reconhecidas e podermos andar na rua livremente, se sentir a vontade com o gênero feminino, mesmo que temporariamente.

- Mas não se trata de uma luta pela identidade, como é o caso das travestis e mulheres transexuais, certo?

Não, pois a luta pela identidade é das travestis, transexuais, que são mulheres ou que vivem o gênero feminino 24h. Ele não faz parte da vontade da crossdresser, que vivencia os dois gêneros por determinado período. Apesar disso, não há rivalidade. Nós entramos como apoiadoras da luta e achamos legítima a luta. Até porque tem algumas cross que acabam se descobrindo travestis ou transexuais depois de um tempo.

- A Liz disse que o Cazé tirou as CDs do escuro. Mas o grupo não prefere justamente ficar às escondidas? Não é um grupo fechado?

Não queremos ficar escondidas de forma alguma, esse grupo tem que ser aberto, a maioria ainda fica se escondendo por medo exatamente dessa sociedade. E muitas também são casadas, namoram, a família não sabe, o emprego também não aceitaria este outro gênero. Mas no fundo sabemos que temos que nos mostrar para ampliar este grupo, para que a sociedade passe a nos ver com menos preconceito e mais aceitação. No meu trabalho, por exemplo, todos sabem que me monto, porém isso não interfere em nada. Até porque nunca fui montada para lá.

- E você gostaria de trabalhar montada?

Diria que sim, porque às vezes acordo tão menina que minha vontade é ir (risos).

- Existe diferença entre as CDs do Brasil e dos EUA?

Aqui noto que a maioria é gay ou bissexual, sendo que lá existe aquela questão de “serem homens heterossexuais que se vestem...”. Neste sentido, acho que estamos mais soltos. Eu sou sou heterossexual, ou seja, só me relaciono com mulher. 

- Como foi que você percebeu que era uma CD?

Costumo dizer que a gente não se descobre CD, nasce CD. Eu já curtia esse lado feminino desde criança mesmo. Sempre achei mais graça nas peças femininas que nas masculinas. E o interessante é que nunca fui afeminadinha, sempre curti mulheres... Mas o lado feminino me atrai demais, incluindo essa mudança temporária de gênero.

- Foi tranquilo o processo de se entender CD?

No início foi difícil, porque eu me achava totalmente diferente. Às vezes pensava: Será que eu sou travesti, será que eu sou trans? Mas depois de muito pesquisar, ler e conversar com outros iguais, me encontrei. Resolvei buscar amizade com outras CDs também para trocar experiências, ver novas perspectivas e abrir mais a minha mente também. Hoje, eu me considero dentro da categoria transgênero.

- Lembra a primeira vez que você se montou?

Com sete anos eu já colocava escondida as lingeries da minha mãe, tia e primas (risos). Mas quando realmente me montei por completo eu tinha uns 23 anos. E fui só evoluindo e tomando gosto cada vez mais por essa prática.

- O que acha da festa Rainha Cross?

Essa festa foi uma das maiores descobertas da minha vida. Me deu muita liberdade em fazer o que realmente é importante, que é ampliar minhas amizades com as cross, além de ajudar as iniciantes. O Jaime é um anjo de pessoa, um ser humano fantástico e tem me ajudado muito nessa minha caminhada. A festa realmente é um lugar para as cross se sentirem bem recepcionadas e serem tratada como Divas e Rainhas, por que ali é o momento delas.

- Como foi ganhar o Miss Rainha Cross?

Foi uma surpresa, porque tinha candidatas maravilhosas. Adorei! É uma responsabilidade grande representar essa classe.

- E miss pode beijar nas festas?

Só se não borrar o batom (risos).


Do NLucon - Por Neto Lucon
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Marcelo, único homem trans da PMPE é pioneiro na luta por tolerância

O soldado Marcelo Viana dos Santos, 30 anos, é o único homem trans da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). Quando entrou na corporação, em 2010, identificou-se como mulher. Apesar de estar em processo de transformação amadurecido, temia não ser aceito nos quadros da PM. Deu uma pausa na própria história como homem trans. A preocupação de Marcelo tinha sentido. Na época, o edital do concurso previa eliminação do candidato transexual com base nas patologias constantes no CID 10 (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Neste domingo, dia do concurso para preencher 1,5 mil vagas de soldado na PM, a história de Marcelo é simbólica. O edital deste ano voltou a repetir a exclusão de pessoas trans da seleção. Em audiência promovida pelo promotor Maxwell Vignolli, da 8ª Promotoria de Justiça de Direito da Cidadania de Recife, o governo do estado garantiu retirar a informação do documento em prazo estipulado. Inclusive já há uma sinalização da OMS de que, em breve, o termo “transexualismo” será retirado do rol de “transtornos de identidade sexual”.

A denúncia foi feita por representantes do Centro de Combate à Homofobia de Pernambuco. Em nome de um grupo de trans, o advogado Daniel Viana também pediu à Justiça o adiamento do concurso e nova abertura de inscrições, mas a ação foi negada. Ele alegou que muitas pessoas se sentiram prejudicadas pelas informações do edital e não se inscreveram.

Marcelo está com a transição completa. Fez mastectomia. Usa barba e hormônio diariamente. É casado com a servidora pública Jaqueline Martins, 40, mãe de quatro filhos. Na PM, trabalha na Diretoria de Articulação Social e Direitos Humanos. Hoje tem garantido o direito de usar o banheiro masculino e ser tratado com dignidade, conta. A conquista aconteceu após um processo sofrido, do qual não gosta de falar. Por determinação da Secretaria de Defesa Social, na época, foi removido de um batalhão para o Quartel do Derby. A vaga de soldado na PM sempre foi um sonho. Alimentado por um tio querido, que costumava lhe entregar o quepe de policial rodoviário federal nos encontros ainda na infância.

A passagem de Marcelo pela PM tem um sentido único para ele. A necessidade de pessoas trans ocuparem vagas de trabalho de importância primordial no combate à transfobia, como Justiça e polícias. “A sociedade está acostumada a marginalizar as pessoas trans, ofertando trabalhos secundários. O que mais vemos são homens e mulheres trans sendo violados e com medo de serem ridicularizados e tratados mal quando procuram a polícia. Se ocuparmos esses espaços, o tratamento com as pessoas trans será diferente”, reflete.

A história de Marcelo é simbólica porque ele não teme contá-la. Com isso, ajuda outras pessoas a enfrentarem o problema. Em um processo particular que envolveu muita tristeza, dúvidas, embates com a família e consigo próprio, ele parece ter vencido a parte mais difícil. Hoje se diz feliz. É um soldado trans da Polícia Militar de Pernambuco

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Do Diário de Pernambuco

Optei pela identidade feminina para entrar na PM; veja relato de transexual

O soldado Marcelo Viana dos Santos, 28, está na Polícia Militar de Pernambuco desde 2010 e atua no Recife. Ele nasceu mulher e descobriu que era transexual aos 21 anos, quando trabalhava como professor de matemática em uma escola municipal. 
Desde então, passou a vestir roupas masculinas, mas não tinha dinheiro para fazer tratamento. Isso só foi possível quando já estava na PM.
Assim como outros transexuais, teve medo de ser rejeitado na profissão e optou pela identidade feminina no início. A realidade do mercado de trabalho ainda é difícil. Muitos sonham simplesmente com uma carteira de trabalho assinada (veja aqui mais histórias).
Confira seu relato abaixo:

A descoberta da transexualidade

Sempre achei que tinha alguma coisa errada comigo, mas eu não sabia exatamente o que era. Vivia muito deprimido e tinha várias crises existenciais. Pensei que era homossexual e me assumi. Só que, mesmo no meio das lésbicas, eu não me sentia bem. 
Aos 21 anos, entendi por que eu tinha dificuldades tão grandes. Conheci o Leonardo Tenório, que é um transexual de Pernambuco. Quando eu conversei com ele, senti que era realmente naquilo que me encaixava. Mas as cirurgias eram muito caras e eu não teria o apoio dos meus pais, católicos fervorosos.
Eu sabia que tinha de trilhar sozinho. Sabia que tinha de conseguir um emprego um pouco melhor.
Tive muita sorte. Mesmo sem tomar hormônios, já tinha muitas características masculinas, como uma voz um pouco mais grossa. Fui fazendo minha transição com o que eu tinha em mãos, fui vestindo roupas masculinas. Mesmo sem tomar hormônios, ninguém me confundia mais com uma mulher.

A entrada na PM

Desde criança eu queria entrar nas Forças Armadas ou na polícia. Tinha um tio de que eu gostava muito, e ele era policial rodoviário federal. Sempre ia na casa dele e o via fardado. Ele colocava o quepe na minha cabeça e eu saía correndo todo feliz. Queria muito ser igual a ele desde criança.
Quando surgiu o concurso da PM, optei pela identidade feminina para não sofrer nenhum tipo de problema nas provas físicas e até no curso de formação.
Naquela época tinha muito medo de ser excluído da Polícia. Era meu único meio de sustento. Mas meus superiores me orientaram que esse tipo de situação não seria motivo para minha exclusão e deram apoio. Assim que terminou o curso, comecei novamente a montar minha transição.
Leo Caldas/UOL
Na realidade, não era surpresa para ninguém que eu sou transexual. Bastava olhar para mim. Não é algo que dá para esconder. Me passei por mulher, mas era como se eu fosse uma mulher muito estranha. Então, quando eu voltei a vestir roupas masculinas e comecei a tomar hormônios, não foi choque para ninguém.
Meus colegas têm de me respeitar por eu ser PM e por não estar fazendo nada absurdo, nada contrário às normas. E realmente me respeitam. Mas o preconceito é encontrado em qualquer momento, não só no meu trabalho, mas em vários outros âmbitos da minha vida. Ele está enraizado na sociedade, e a PM não é diferente.

Cirurgia

Faz dois anos e meio que fiz a cirurgia [Marcelo dos Santos não revela detalhes]. Na época, o centro de referência para pessoas transexuais do Pernambuco estava fechado. Consegui um médico no centro de referência de João Pessoa para me operar. Como não moro lá, tive de pagar o tratamento.
Juntei dinheiro por algum tempo, mas mesmo assim não foi suficiente. Fiz um empréstimo que pago até hoje e termina em novembro. Mas vou precisar fazer outras cirurgias. Essa foi a primeira. Vou ter de pegar outro empréstimo para continuar a transição. Há um trans que já gastou R$ 80 mil com as dele. Espero não ter de gastar isso tudo.

Relação com os pais

Muito tempo se passou desde que me descobri transexual. Sou um homem feito. Já tive bastante tempo. Meus pais perceberam que, se eles continuassem com o preconceito, tudo que conseguiriam seria me afastar. Eles não aceitam completamente, mas me respeitam.
Minha mãe não consegue me chamar de Marcelo. Ela usa palavras neutras para disfarçar. Eu não sei como ela consegue fazer isso o tempo todo. Meu pai me chama no masculino quando minha mãe não está vendo.

Casamento

Conheci minha mulher em maio do ano passado e casei em setembro. Foi bastante rápido. Ela tem uma mente muito aberta e não tive problema algum. Foi amor à primeira vista.
Optei por uma união estável, porque estou trocando meu nome na Justiça. Só quero fazer uma certidão de casamento quando já estiver com o nome trocado.

Do UOL

 

 
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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