Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Estudante de enfermagem transexual é impedida de colar grau em faculdade

A estudante de Enfermagem Emanuelly Almeida, 27 anos, foi impedida de colar grau na faculdade em que estuda na tarde de terça-feira (24). Emanuelly é transexual e diz que foi vítima de transfobia por parte da faculdade. Ela relata que durante a cerimônia de formatura, que acontecia na faculdade, chamaram todos os nomes de sua turma menos o seu. No espaço haviam cerca de 200 pessoas, entre estudantes, familiares, amigos e servidores da instituição.
A mesa informou para a graduanda que faltavam horas complementares para que seu nome fosse incluso na lista de formandos. Emanuelly contesta e diz que ao consultar a coordenação do curso, disseram que sua documentação estava completa.
Eu fui impedida de colar grau e me disseram que eu poderia colar grau na próxima semana, em um lugar mais reservado, e a de hoje seria uma formatura simbólica”, disse a estudante.
A polícia foi acionada, o que agravou a situação. A estudante diz que foi vítima de transfobia e irá acionar os órgãos de defesa dos direitos LGBT. Ela afirma que hora complementar não é pré-requisito para formatura, uma vez que outros colegas receberam o grau sem completar as horas.
Denúncias
Vou denunciar para os órgãos de direitos LGBT e provar. Tenho os comprovantes de entrega dos documentos e e-mails que provam o envio para a faculdade”, disse Emanuelly.
A Coordenação de Combate a LGBT Fobia da SASC (Secretaria de Assistência Social e Cidadania) afirmou que irá, juntamente com outros órgãos de defesa dos direitos LGBT, apurar a atitude da faculdade.
Nós vamos estar apurando mais a fundo, junto com o grupo de transexuais e travestis essa atitude perversa que foi da direção da faculdade e ainda mais de ter chamado a polícia para a nossa companheira”, disse Joseane Borges, Coordenadora de Enfrentamento de LGBT Fobia da SASC.

O Cidadeverde.com tentou contato com a coordenação do curso, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.
Do Blog Suêlda Santos por Suêlda Santos - a imagem ilustra a postagem por isso foi replicada
Share:

sargento trans da Marinha Bruna Benevides conseguiu liminar que garante que seja reintegrada ao serviço militar


O dia da Marinha do Brasil é (foi) celebrado nesta segunda-feira, 11 de junho. Coincidentemente, essa também foi a data na qual foi divulgada uma derrota imposta pela Justiça ao conservadorismo da instituição. Conforme antecipado pela Coluna de Ancelmo Gois, o Tribunal Regional Federal da 2ª região (TRF-2) negou recurso da União que pretendia cassar uma liminar favorável da segundo-sargento trans da Marinha Bruna Benevides, que foi afastada após revelar sua condição. Ela conseguiu reverter na Justiça, ainda que de forma temporária, a tentativa da Marinha de reformá-la compulsoriamente.

Para justificar o afastamento, a Marinha alegou que Bruna Benevides era incapaz de exercer o serviço público devido a um quadro de "transexualismo", ainda que a segundo-sargento tivesse desempenhado por quase 20 anos seu trabalho com excelência dentro da instituição. A corrida da militar para tentar garantir o direito de desempenhar a atividade — para a qual foi aprovada em concurso público na década de 1990— começou há cerca de quatro anos quando ela decidiu revelar a seus superiores que era uma mulher trans. Antes disso, os longos cabelos crespos não existiam, em uma tentativa de se adequar ao papel masculino que precisava representar para ir ao trabalho.
— Como consegui jogar o jogo que estava posto, consegui passar por cima da maior parte dos problemas. Até que passei a me contestar. Antes eu pensava 'sou militar, vou dar esse orgulho a minha família, vou alcançar o prestígio', mas nunca foi suficiente, porque eu não era de fato feliz. Então eu resolvi que não queria 'ter' e sim 'ser', e quando eu decidi isso eu resolvi falar com meus superiores. Até então, eu tinha uma dupla identidade. Estrategicamente, ali eu precisava estar com a farda masculina, o cabelo curto — conta ela, explicando que no ambiente privado continuava levando a vida conforme sua verdadeira identidade: de mulher.
Depois de falar com o chefe imediato, Bruna deixou de fingir ser o que não era. Com a permissão do comandante do setor, deixou inclusive os cabelos crescerem. Mas, tratada com respeito pelos colegas, o preconceito veio de forma institucional quando, pouco depois, o caso chegou nas instâncias superiores e ela foi encostada compulsoriamente por uma licença médica na qual sua "doença" era diagnosticada como " transexualismo". Assim ficou por cerca de dois anos, tentando reverter o quadro administrativamente, mas quando o afastamento atingiu por licença atingiu o tempo limite, a militar decidiu que precisava entrar na Justiça.

— Quais as limitações laborais que eu tinha? O que impunha que eu não pudesse desempenhar funções como militar? Eu não tinha nenhuma questão física e nem psíquica. Foi horrível, eu me senti a pior pessoa do mundo. Eu saí de casa aos 17 anos para me dedicar à Força e no final estava sendo dispensada porque estava usando saia — questiona. — A questão é burocrática e social. Quem tem um transtorno (de adaptação) não sou eu, são as forças armadas.
Após resistir à judicialização do caso, Bruna finalmente concluiu que entrar na Justiça era a única alternativa. No ano passado, ela obteve, no dia do Marinheiro, comemorado em 13 de dezembro, a primeira vitória: uma liminar que determinava, em caráter de urgência, que fosse reintegrada ao corpo militar. A Marinha então entrou com recurso, que foi derrubado pelo TRF-2 no dia 24 de maio, mantendo a determinação de que Bruna volte a trabalhar.
— A liminar foi cumprida parcialmente, a gente aguarda uma sentença de mérito. Bruna foi novamente agregada à Força e voltou a receber como uma militar da ativa, mas o que ela quer não é o salário. Ela está brigando pelo direito de trabalhar, exercer sua profissão — explica o defensor da União Thales Arcoverde Treiger, que faz a defesa da segundo-sargento. Treiger explica que a justificativa apresentada pela Marinha causou uma "impressão muito ruim" pela falta de elementos que justifiquem o afastamento da segundo-sargento.

— As Forças Armadas argumentam que o problema é a impossibilidade de Bruna sair do quadro de servidores masculinos e ir para o feminino, questionam que vestiário ela usaria na instituição. A Bruna é uma mulher, ela sempre foi e sempre vai ser. Espero que a partir de agora, a administração pública veja isso como uma coisa muito natural. O Supremo já reconheceu o direito das pessoas trans, que agora podem mudar o nome (sem necessidade de cirurgia de mudança de sexo) — disse.
Segundo Bruna, a decisão é um marco para garantir aos transexuais o direito à dignidade, em um contexto que faz com que, diariamente, essas pessoas sejam levadas à informalidade:
— A população trans não consegue trabalhar nos empregos formais. Quando a gente se depara com uma pessoa como eu, que teve oportunidade de se formar e mesmo assim é atingida pelo preconceito vemos o que faz com que grande parte de nossa população seja empurrada para a prostituição.

Do O Globo - Fotos Reportagem o globo e DCM
Share:

Advocacia-Geral da União: Travesti não pode cumprir pena em presídio feminino

Permitir que travestis cumpram pena em presídio feminino viola a Constituição Federal, que estabelece a segmentação espacial da população carcerária segundo o sexo do preso, dentre outros critérios.  É o que defende a Advocacia-Geral da União nesta quinta-feira (23/8), em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, sobre normas que regulamentam as prisões brasileiras. 

De acordo com a entidade, as normas atuais de como travestis devem cumprir pena combinam os preceitos constitucionais e legais com a necessidade de assegurar proteção a um grupo vulnerável.

Por isso, permitir a medida afrontaria o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê que os presos sejam separados de acordo com a natureza do delito, idade e sexo, assim como a Lei 7.210/1984, que assegurou às mulheres o cumprimento das penas em estabelecimentos próprios.

"Em atenção às particularidades físicas e psíquicas de seus destinatários, as normas atacadas inserem os travestis e transexuais no referido sistema binário, observando, a um só tempo, os comandos constitucionais e legais que adotam o sexo como fator objetivo de divisão dos custodiados, bem como a segurança e o grau de vulnerabilidade desses indivíduos e do grupo no qual devem ser acomodados", considera a entidade.

Até o momento não há previsão de julgamento da ação, que está sob relatoria do ministro Roberto Barroso.

Resoluções
No documento, a AGU aponta que há uma resolução de órgãos vinculados ao Ministério da Justiça que estabelece um conjunto de proteções para que travestis possam cumprir pena em segurança e tenham a identidade sexual respeitada.

Dentre elas, está a possibilidade de cumprir pena em espaços separados dos demais presos; de ser chamado pelo nome social; optar pela utilização de roupas femininas e manter cabelos compridos. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.

Clique aqui para ler a manifestação da AGU.
ADPF 527


Sobre a foto clique AQUI 
Share:

Todos os significados da cor rosa


Quando você pensa em rosa, o que vem à sua mente? É possível que a primeira associação seja ao público feminino, especialmente para crianças. Essa é uma conexão que acabou sendo estabelecida ao longo do tempo de maneira cultural. Mas é preciso conhecer o verdadeiro significado da cor rosa. E assim entender, que tanto faz se você é homem ou mulher, todos temos total liberdade para usar a cor que bem entendemos. E acredite, a tonalidade rosa, tem mais características positivas do que muita gente pensa. Quer conhecer os atributos desse tom delicado? Veja a seguir.

O significado da cor rosa

Há uma grande variedade de tons dentro desta cor. E dependendo da tonalidade o significado pode sofrer uma leve alteração. Os mais claros, por exemplo, ficam com a representatividade do amor, ternura e fofura. Já os tons mais escuros estão ligados a sedução e sensualidade – isto é, são mais intensos.
Numa maneira geral, de todos os significados da cor rosa, o mais forte é sua associação ao romantismo. Inclusive muitas superstições recomendam passar o revéillon utilizando este tom, caso você queria que o ano seguinte seja recheado de amores inesquecíveis, ternura e companheirismo, apostar nos poderes da energia da cor rosa é indispensável.
As questões culturais de que somente meninas podem usar essa tonalidade não é correta. Essa cor é muito associada à feminilidade e por tal razão, as mulheres são as que a mais a utilizam. Porém, isso não é uma regra! Apesar da sociedade ter imposto esse pensamento de alguma maneira, a cor rosa atrairá energias positivas e boas para ambos os sexos. E quem é que não quer tudo isso, não é mesmo? Então, todos devem se sentir livre para utilizar esse tom.

A cor rosa e a psicologia humana

O significado da cor rosa muitas vezes se assemelha ao público feminino. Amor, romantismo e fantasia são algumas dessas características que geralmente são mais associadas às mulheres do que aos homens. E essa ideia, que criou-se culturalmente, ficou impregnada na sociedade até os dias atuais.
Por isso, é uma cor muito utilizada por marcas que são voltadas ao público feminino – tanto para crianças, como também para as mulheres adultas. O mesmo vale para a sensualidade e a proteção – este último especialmente útil para marcas de saúde, como por exemplo, as embalagens de absorvente íntimo.
O conceito de pureza e inocência é melhor aproveitado pensando no público infantil. A maior parte da indústria de brinquedos usufruem dessa característica, assim como produtos para meninas adolescentes. Exemplos disso? A boneca Barbie e a Revista Capricho, respectivamente.
Confira outras empresas que também apostaram no significado da cor rosa para a criação de seus logotipos.
  • Barbie
  • Donut King
  • Taco Bell
  • Hello Kitty
  • Pony
  • Marisa
  • Cosmopolitan
  • Pantera Cor-de-Rosa
  • Mary Kay
Agora que você já conheceu o significado da cor rosa, aproveite e leia também:
 
Share:

Você sabe o que é uma brolita?


Lolita é um estilo de moda surgido no Japão no final dos anos 1980 inspirado na cultura kawaii (fofa ou adorável) e na nostalgia de outros tempos, seja o período vitoriano, rococó ou na infância.
Entre os vários sub-estilos estão as "sweet Lolita" (doce Lolita) que remete à infância e usa preferencialmente cores em tons de rosa e pastel, com estampas de doces e animais. Brolitas são homens que se vestem de Lolitas.
Essas categorias, embora à primeira vista não tenham relação direta com o BDSM, podem ser perfeitamente encaixadas e usadas no contexto.
Assim, as "sweet lolitas" lembram muito as "littles" do age play, com suas roupas e motivos inspirados na infância.
As brolitas, por outro lado, remetem não só ao age, mas também à sissies, já que se trata de homens vestidos de mulheres. 
Se encaixados dentro do estilo "sweet", oferecem uma bela estética que lembra muito os desenhos que no meio ficaram conhecidos como "prissy", com doces meninos submissos sendo feminizados e transformados em meninas envergonhadas.
As roupas infantis e o excesso de enfeites e babados ajudam a desenvolver a feminilidade e lembram aos submissos que eles não são mais machinhos, mas mocinhas.
Além disso, a própria quantidade de roupas, maquiagem e acessórios aumentam o tempo de montagem, fixando na mente dos submissos o fato de que estão de fato passando por uma transformação.
E o resultado, claro, é bonito de se ver. 
Share:

Lucy Clark: A Primeira árbitra transexual da Inglaterra

Era conhecido por Nick e apitava mais de uma centena de jogos de futebol masculino por época, nos regionais de Inglaterra. Depois de quase pensar em pôr fim à própria vida, Nick tornou-se Lucy Hale e este domingo tornou-se ainda a primeira árbitra transexual do mundo.
A árbitra, taxista de profissão, deu uma entrevista ao 'Sunday Mirror' em que diz ter esperança que as pessoas a aceitam por aquilo que ela é. Atualmente com 46 anos, Lucy é casada e tem três filhos, e admite que lutou 30 anos contra o género com que nasceu.

A primeira árbitra transexual do Reino Unido, Lucy Clark, apitou este domingo o seu primeiro jogo oficial de futebol feminino. Lucy Clark, de 46 anos, tem uma longa carreira na arbitragem de jogos de futebol semi-profissional e amador, com mais de 100 jogos arbitrados por época. Na altura era tratado por Nick. Lucy, que também trabalha como taxista, decidiu fazer uma mudança de sexo após uma "luta" de 30 anos que quase a levou ao suicídio. Casada e com três filhos, Lucy vai arbitrar jogos oficiais femininos mas pretende voltar a arbitrar futebol masculino num futuro próximo. A mulher acredita que não vai conseguir chegar ao nível que lhe permita arbitrar a primeira liga inglesa, mas espera chegar a patamares mais altos no futebol inglês.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/primeira-arbitra-transexual-apita-jogo-de-futebol-feminino?v=cb
Share:

Genocídio da população trans e travesti é tema de ciclo de debates na Bahia

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) promove, entre hoje (16) e amanhã, o 1º Ciclo Estadual de Conferências Sobre Identidade Trans e Travesti, no campus da instituição, em Salvador. O sexólogo, estudante de Psicologia, monitor e professor do Projeto Universidade para Todos (UpT), Armando Januário dos Santos, que organiza e palestra no evento, classifica o evento como “de máxima importância", já que "estamos em um país que, de acordo com a Associação Nacional de travestis e Transexuais, em relatório de 2017, uma pessoa de identidade T vive, em média, 35 anos”.

Armando estuda o tema desde 2011 e, em suas pesquisas, relata que a situação dessas pessoas é de “um verdadeiro genocídio”. Para ele, a discriminação está em diferentes esferas sociais, em diferentes áreas do convívio, inclusive na academia. “Aquilo que a Inquisição da Igreja fazia com o autodenominado Santo Ofício, hoje existe o mesmo mecanismo por parte da ciência. A maior prova é que quem está falando sobre isso hoje é um homem cis heterossexual.”
“Na verdade, quem deveria estar nessa entrevista é uma pessoa trans, de preferência não binária. Mas não temos pessoas com identidade T liderando esse debate na universidade”, disse à RBA, ao argumentar que apenas 0,02% da população trans e travesti está nas universidades. Santos classificou seu ofício como “uma questão de compromisso social”. “É nossa obrigação promover o espaço de discussão de proposições sobre as identidades T, discutindo em todas suas especifidades”, completou.
Esta primeira edição traz o tema “A exclusão de pessoas trans e travestis – uma questão social”. Entre os objetivos está a discussão sobre a identidade de gênero T com a sociedade, a fim de desmistificar preconceitos. “A formação de estereótipos impacta na redução da qualidade de vida dessas pessoas. O mesmo relatório de 2017 informa que, a partir dos 13 anos, em média, pessoas desse gênero são expulsas de casa pela família. Então, o primeiro mecanismo de acolhimento social já não serve. A escola também não as aceita. Reprime e enxota com o bullying transfóbico”, acrescentou.
Essa exclusão acaba explicitando as razões pela baixa expectativa de vida dessas pessoas. “Uma vez sem família e sem escola, chegar ao mundo do trabalho é complicado. Aí entra outro dado: 90% da população T sobrevive da prostituição. A profissão do sexo é uma imposição para essas pessoas. Isso tudo em cima de estereótipos criados desde cedo. A essas pessoas é imposto um caráter de aberração, de afronta ao Ser divino. A sociedade rotula.”

 

Imposição sobre os corpos

O pesquisador explica que as identidades de gênero T são as mais vulneráveis dentro do universo LGBT, em razão da natureza de seus corpos. “No caso de pessoas homossexuais, a sociedade hétero cis normativa, quando vê essas pessoas, a enxerga uma possibilidade de haver uma ‘salvação’. Um retorno à sua condição hétero cis normativa. Isso para lésbicas e gays. Com as travestis e trans isso não é possível. A construção de seus corpos diz à sociedade que não há ‘salvação’. Como não há retorno, a sociedade impõe uma lógica de morte social ou física. Ou os dois, já que o Brasil é o país que mais mata a população T.”
Esse modelo normativo, como explica Santos, é reiteradamente fracassado. “Não podemos confundir questões de identidade de gênero com orientação sexual. Até porque, identidade de gênero não se constrói a partir de órgão sexual. As pessoas trans mostram como o projeto hétero cis normativo é falido, fracassado. Esse projeto está equivocado. Homem e mulher são construções sociais, políticas, assim por diante.”
Como exemplo disso, o pesquisador fala sobre a recepção dessa identidade de gênero em outras culturas. “O que chamamos de identidade T é algo que sempre ocorreu. Povos indígenas na América do Norte chamam de pessoas de dois espíritos. Na Índia temos uma casta dos rijras, que são chamadas de pessoas sagradas. Elas batizam os filhos."

População golpeada

A conferência vai tratar da questão das identidades T dentro do contexto político atual, aonde se destacam ondas ultraconservadoras. “Vamos tentar dar conta e fazer um enlace entre esse momento político que vivemos, de ascensão de um neo-obscurantismo, como diria o Rubens Casara (jurista) em seu livro Estado Pós-Democrático (2017), em que ele fala sobre a gestão dos indesejáveis. Então, como o golpe de 2016 impacta sobre esses indesejáveis. Embora Casara não fale especificamente da população trans, quando fala de rejeitados, fala das minorias”, disse.
Com o avanço do discurso conservador, vemos uma perpetuação de discursos de desigualdade social. Nas últimas semanas, vi discursos, inclusive de pessoas LGBT, sobre o discurso do Johnny Hooker (cantor não binário) dizendo que Jesus é travesti. Talvez as pessoas não tenham entendido a riqueza do discurso dele e levado apenas para o campo semântico. Eu, como cristão progressista, me pergunto: dentro do discurso cristão, que é altamente reacionário, por que Jesus não poderia ser uma travesti?”, completou o sexólogo, ao afirmar que sua pesquisa não o fez menos cristão. “Cristo trouxe a mensagem de respeito, não julgamento e de acolhimento.”
A programação completa do evento pode ser acessada no site da Uneb.

Share:

Após ser dopada, estuprada e agredida, travesti busca ajuda em igreja evangélica

Uma travesti da cidade de Maringá saiu para fazer um programa com dois rapazes por volta das três horas da madrugada de segunda-feira, 27, e acabou sendo dopada, estuprada, agredida e abandonada em um canavial às margens da rodovia PR-180, no município de Moreira Sales. 
Conforme T.V.A., ela aceitou fazer um programa sexual com dois homens que estavam em um veículo Renault, de cor branca. Após entrar no carro, todos começaram a beber, sendo que o travesti acredita que colocaram alguma coisa em sua bebida, pois perdeu a consciência.
Em seguida T.V.A. foi violentada pelos dois homens, que mantiveram relações sexuais com ela, depois foi violentamente agredida, ficando com marcas por todo o corpo. As agressões fizeram com que ela desmaiasse. Na sequência, a vítima foi deixada no meio de um canavial às margens da rodovia PR-180, perto da Usina de Açúcar.                                        
Assim que recobrou os sentidos, T.V.A. conseguiu sair até a rodovia e foi até uma igreja Assembleia de Deus existente no local, onde pediu socorro, sendo encaminhada ao Pronto Atendimento de Moreira Sales, onde recebeu cuidados médicos.
A equipe da Polícia Militar foi acionada e fez um boletim de ocorrência da situação, orientando a vítima, que contou já ter visto os dois indivíduos que a agrediram na cidade de Maringá e disse acreditar que o veículo que eles estavam era produto de roubo.

Share:

Kanye West quer contratar modelo Transexual da Yeezy a bela Sophia Hutchins

Segundo o site Radar Online, fontes próximas de Kanye West afirmaram que ele estaria decidido em contratar a modelo transgênero Sophia Hutchins para sua marca de lifestyle. A escolha dele teria sido recorrer ao sucesso da diva para ser garota propaganda da Yeezy Boosts em parceria com a Adidas.
Para quem não ligou o nome à pessoa, a bela de 21 anos tem sido apontada como a nova namorada de Caitlyn Jenner, cuja enteada mais famosa é justamente a mulher dele, Kim Kardashian.
De acordo com a imprensa americana, o rapper acredita que Sophia tem tudo a ver com a linha de tênis que ele assinou e o seu maior desejo é vê-la o quanto antes modelando para as novidades.
“Ela tem potencial para se tornar uma supermodelo”, teria afirmado West.
De qualquer fora, no último dia 29 o perfil oficial da Yeezy no Twitter compartilhou uma mensagem de texto trocada entre o músico e Jenner, na qual ela o agradece por ter enviado alguns pares de seus tênis, que ainda não estão disponíveis nas lojas, para Hutchins.

Do Fuxico
Share:

Conheça mais um fetiche: crossdressing

O crossdressing é o termo dado tanto a homens como mulheres que gostam de se vestir como o sexo oposto, sem que isso interfira na sua sexualidade. Ou seja, mesmo que o homem use vestido, brinco e bolsa ele vai continuar sentindo atração física por mulheres. Mesmo que o termo designe também mulheres que se vestem como homens, esse fetiche sexual é mais comum de se manifestar entre os garotos.

O crossdressing trata-se de um fetiche ou mesmo um estilo de vida e não determina a orientação sexual de quem o pratica. Lembro que certa vez estávamos, eu e alguns amigos, numa mesa de bar, só homens conversando, quando um deles disse que gostava de se vestir de mulher. É óbvio que todos olharam para ele com surpresa, achando que ele estava brincando, e quando ele foi sério e disse que era verdade, a maioria deu uma olhar de reprovação.

Imagino que foi por causa disso que ele forçou uma gargalhada e começou a dizer que caímos na pegadinha dele. No entanto, acredito que no fundo era um desabafo seu, mas ao perceber o preconceito decidiu voltar atrás. Infelizmente, essa de preconceito é verdadeira, porém, isso não evita, felizmente, que cada vez mais os homens estejam se admitindo como crossdressers.

O termo ao pé da letra quer dizer justamente vestir-se ao contrário, sendo que o seu objetivo principal é o de representar, de forma verossímil, a figura do sexo oposto. Claro que para tanto, é preciso fazer uso dos apetrechos que geralmente as mulheres usam: roupas, calçados, maquiagem e acessórios, mas também se valer da forma como falam, gesticulam e caminham.


De onde surgiu o crossdressing?


Nos Estados Unidos, a prática do crossdressing é antiga e remonta aos anos 50/60 mas se tornou popular a partir da década de 90, no Brasil, o termo chegou alguns anos depois. Em 1997, foi criado o site Brazilian Crossdresser Club para promover a integração social entre pessoas que tem a fantasia de usar roupas do sexo oposto.

Mesmo que o objetivo não seja criar definições exatas da prática, os adeptos do crossdressing afirmam que para ser crossdresser não é necessário ser homossexual, embora existam homossexuais que também se vestem de mulher, porém, o mais comum é que eles se identifiquem mais com o termo travesti, pois sentem atração sexual pelo mesmo gênero.

Outra diferença é que o crossdressing não sente a necessidade de modificar o seu corpo por meio da terapia hormonal ou cirurgias, como os transexuais. Quem adere a essa prática tem o desejo de usar frequentemente roupas femininas, mesmo em público, não se envergonhado disso, embora muitas vezes não o façam por reprovação dos amigos e familiares.

Assim, eles se limitam à prática entre quatro paredes, o que em geral, não é o desejo da maioria dos homens que gostam de se vestir de mulher. Outro entrave para alguns é ao começarem um namoro, pois eles preferem que a mulher o aceite como ele é, sem rejeitá-lo apenas pelo que veste.

Mas existem sim até mesmo esposas que sabem lidar com isso perfeitamente. Na Internet, é possível encontrar casos de homens que saem pelas ruas tranquilamente vestidos de mulher ao lado de suas esposas ou não e até frequentam o trabalho e bares com o vestuário tradicionalmente feito a elas, mas que aos poucos não está fazendo parte apenas do universo feminino.

Se você está se identificando com o estilo de vida crossdressing não se sinta preocupado com isso, pois mesmo especialistas afirmam que o fato de uma pessoa vestir roupas do sexo oposto não faz com que tenham um dos“transtornos de identidade gênero”, classificados pela Associação Brasileira de Medicina. Eles afirmam que os crossdressers se vestem assim para uma realização particular, como uma fantasia. Também lembram que o mais comum é que o gosto pelas roupas femininas surja ainda na infância,entre os quatro e seis anos ou mais tarde, até os 11 anos.

Share:

-

BANNER 728X90

Video Recomendado

-

AD BANNER

Visualizações

About & Social

Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

Entre em contato comigo!

Nome

E-mail *

Mensagem *

busque no blog

Arquivo do blog

TROCA DE LINKS

Apoio ao Crossdresser
Universo Crossdress
Márcia Tirésias
Club Cross
Fórum Crossdressing Place
Jornalismo Trans - Neto Lucon
Kannel Art
Noite Rainha Cross
Diário de uma Crossdresser

Gospel LGBT
Dom Monteiro - Contos do Dom
La nueva chica del bairro
Ravens Ladies
Travestismo Heterosexual

CROSSDRESSER
Nathasha b'Fly
Veronica Mendes
Camilinha Lafert
Kamila Cross BH
Sophia Mel Cdzinha

DANYELA CROSSDRESSER
Duda CD
Bruninha Loira sapeka
Cross Gatas
Klesia cd
Renata Loren
Coroa CD
Suzan Crossdresser
Érika Diniz
CDZINHA EXIBICIONISTA
Aninha CDzinha
Camila Praz
CD VALDETTY
CD Paty
Cdzinha Moranguinho
Jaqueline CD
Paty Cdzinha

Contos Eróticos da Casa da Maitê
Elite Transex

Mais

Mais vistos na ultima semana

Tags

Postagens mais visitadas há um ano

Postagem em destaque

Renata Montezine arrasando como sempre

Renata Albuquerque Montezine é atualmente uma das mulheres trans, de maior sucesso no país. Já foi modelo plus size, sendo a primeira...

Pages