Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Descubra a Musa trans Thaynna Dantas


A diversidade está ganhando espaço nos torneios de fisiculturismo e uma das responsáveis por isso é a modelo Thaynna Dantas, de 28 anos. Após sofrer muito no processo de se aceitar, a natalense se assumiu como transexual, e hoje é uma musa fitness com vários prêmios e mais de 170 mil seguidores no Instagram.

Apesar de ter nascido como menino, Thaynna Dantas sempre se sentiu mais conectada com o lado feminino. “Se tinha a bola ou a boneca eu preferia a boneca e ninguém entendia”, conta a modelo. Apesar disso, junto com o irmão mais velho, Thaynna era incentivada pelo pai a fazer atividades que eram consideradas masculinas, como praticar esportes.

A mãe, percebendo que Thaynna estava cada vez mais feminina, inclusive nas curvas do corpo, decidiu levá-la para fazer exames médicos e um acompanhamento com psicólogo. Foi quando elas descobriram que a criança tinha mais hormônios femininos em seu corpo do que era o esperado.

Nesta fase, com apenas 11 anos, a modelo conta que sofria uma briga com ela mesma por não entender o que estava acontecendo. “Eu não sabia o que era trans, travesti e gay. Eu não entendia o que estava sentindo dentro de mim então me trancava no quarto e chorava. Quando eu olhava para um homem, eu sentia atração. E quando eu olhava uma mulher, eu queria ser igual.”

 
Primeiro beijo e as primeira mudanças

Mas foi quando ele beijou um menino pela primeira vez que tudo mudou. “Descobri o que era bom e que eu realmente gostava de homem”, conta. Com a ajuda de amigos que eram assumidamente homossexuais, Thaynna começou a se aceitar, mas ainda tinha medo da reação de sua família quando descobrissem.

Logo depois de perceber que sentia atração por homens, Thaynna foi para uma festa e beijou um menino no meio de várias pessoas - cena que foi vista pelo irmão. No dia seguinte, ele contou para os pais o que tinha visto, mas Thaynna negou. Desconfiada, a mãe foi falar com a Thaynna para perguntar se era verdade o que o irmão tinha contado, e a filha contou que era bissexual como forma de tentar amenizar a situação.

 

Primeira vez como mulher

Já namorando com um homem, ela não conseguiu esconder a sexualidade por muito mais tempo e se assumiu como homossexual para a família aos 15 anos. Ela, então, começou a frequentar uma boate LGBT, e foi lá que ela conheceu uma mulher transgênero que olhou para Thaynna e disse que ela seria trans algum dia. “Apesar de eu ser muito feminina, eu não me imaginava como trans”. Nesta época, o namorado se vestia de drag queen e, um dia, aceitou montá-la também.

“Quando eu me vesti de mulher pela primeira vez foi surpreendente. Eu cheguei à boate e ninguém sabia se era mulher ou não”. Thaynna começou a se montar com frequência e a fazer shows à noite, mesmo ainda sendo menor de idade. “Comecei a identificar que era realmente aquilo que eu queria fazer. Eu até levava roupas femininas para casa e minha mãe aceitava”. Como elas só usava roupas femininas na hora de fazer shows, sua família não reclamou. Foi nessa época, ainda na adolescência, que ela começou a ser chamada de Thaynna Dantas.

Decidida a ficar ainda mais feminina, Thaynna começou a tomar hormônios femininos aos 16 anos sem contar para a família. Mas a mãe começou a desconfiar das mudanças no corpo da filha, como um crescimento em seus peitos. Aí começaram também os piores conflitos em casa.

“Como eu não queria tirar a camiseta em casa, ela percebeu que algo estava errado e perguntou o que estava acontecendo”, afirma Thaynna. “Eu contei que estava tomando hormônios femininos porque eu não tava me identificando com o corpo que eu tinha e que eu não estava me sentindo bem”. A mãe não aceitou o que Thaynna estava fazendo e as duas passaram a brigar com frequência.

“ Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas"

A situação ficou ainda pior quando a mãe viu Thaynna usando roupas femininas em público pela primeira vez. “Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas”. E foi isso o que aconteceu: quando Thaynna chegou em casa naquela noite, e suas roupas femininas estavam queimando no quintal.

Indignada com a atitude da mãe, ela resolveu sair de casa naquele momento, decidida a se vestir sempre como mulher. Mesmo tendo sofrido com a situação, hoje a filha entende o comportamento da mãe. “É muito complicado para uma mãe ver um filho como mulher pela primeira vez dentro de um ônibus”. Para Thaynna, a atitude da mãe foi movida pelo medo do preconceito que a ela sofreria nas ruas por ser trans.

Mas a situação foi determinante para que ela decidisse a se vestir sempre como mulher. Com 19 anos, Thaynna fez uma cirurgia no nariz e colocou a prótese de silicone nos seios. Além disso, ela deixou seu emprego em uma loja de roupas que trabalhava em Natal e se mudou para São Paulo para trabalhar como modelo fotográfica.

 
A entrada no mundo fitness

Para manter o corpo definido para o trabalho de modelo, ela treinava frequentemente com acompanhamento profissional. “Meu treinador Roberto Di Lello me chamou para uma avaliação física para eu poder secar. Eu pesava 91kg quando comecei a treinar e perdi 13kg em 3 meses, mas não pensava em competir, era só para ficar com um corpo legal”.

Incentivada pela personal trainer, Thaynna começou a pensar em entrar no mundo do fisiculturismo. “Ele perguntou se eu queria participar da competição X Angel Championship, em junho, e me disse que a única coisa que eu precisaria fazer no meu corpo era secar”, explica. Como era o primeiro concurso de fisiculturismo do mundo com uma categoria para mulheres transgêneros, a modelo percebeu que não poderia perder a chance de participar.

No dia do evento, Thaynna estava acompanhada de seus amigos e seu treinador. “Era meu primeiro campeonato e eu estava muito nervosa”. Mas o nervosismo não atrapalhou a modelo, que venceu na categoria Style e levou para casa o prêmio de Overall, obtendo o primeiro lugar na competição. Isso fez com que ela conseguisse mais visibilidade na mídia e trabalhos como modelo.

Apesar de ter conquistado os prêmios, Thaynna estava em dúvida se queria participar de outras competições por causa do custo financeiro. “Como não temos patrocínio, temos que gastar muito com academia, personal trainer, roupas para apresentar, passagem e hospedagem”. Sem a ajuda financeira, o gasto para participar de um concurso é de cerca de R$ 8 mil, segundo a modelo.

Ainda assim, ela decidiu participar novamente do concurso e se preparar melhor. “Eu fiz aulas de poses para subir no palco. Saber que eu tinha que subir melhor do que na competição anterior já era uma cobrança a mais”. E, além disso, ela queria ser premiada como a melhor do ano.

Trans e o fisiculturismo

Thaynna segue carreira no mundo fitness e até foi destaque em uma competição para pessoas sis. A WFF-WBBF, uma das confederações mais importante do mundo de fisiculturismo, a homenageou em um evento em setembro deste ano. Apesar de o concurso não ter uma categoria para transgêneros, Thaynna subiu ao palco e recebeu muitos aplausos.

“Todo mundo ficou de cara quando descobriram que eu era trans. Foi bom para eu ver que tinha conseguido ultrapassar várias barreiras e iria conseguir conquistar meus objetivos”, conta a modelo. “A presidente do evento no Brasil, Gianni de Almeida, até falou em criar uma categoria para os transgêneros no ano que vem”. Na ocasião, Thaynna recebeu um troféu pela apresentação, apesar de não ter competido.

Dura rotina fitness e reconhecimento no final

O evento também serviu como um treino para a edição do X Angel Championship, que foi realizado no dia 15 de outubro. Além de treinar na academia, Thaynna teve que fazer muitas restrições alimentares, principalmente quando a data da competição se aproximava. “Três dias antes eu cortei totalmente o carboidrato e fiquei só comendo proteína. Além disso, eu tinha que tomar 8 litros de água por dia para desinchar”, conta a modelo. Um dia antes, eu tomei apenas uns golinhos de água e no dia eu não comi nem bebi nada porque eu queria subir seca. Eu sabia que alguém podia vencer, mas eu queria defender o meu título”.

“ Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu"

Para Thaynna, o momento que ela no palco é mágico. “Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu”, afirma. “Eu me sinto uma luz. Eu sei que estou preparada para aquilo” O esforço deu certo e ela foi premiada novamente como Overall e, além disso, conquistou o de “Angel Of The Year”.

A modelo parou de tomar hormônios femininos por sentir que estava ficando muito inchada, o que poderia prejudicá-la nas competições. Além disso, ela sentia que os hormônios alteravam sua personalidade. “Não sinto falta porque me deixava mais triste e mais quieta. E eu não sou assim”.

Thaynna conta que, por não ter mais uma aparência tão feminina por causa dos treinos, costuma ser julgada por outras mulheres trans. “Perguntam se eu tenho vontade de voltar a ser como antes e dizem que eu estou muito masculina”, revela. Mas, apesar disso, ela diz sofrer menos preconceito agora do que quando era assumido como um homem gay.

“No mundo fitness, as pessoas não percebem que eu sou transgênero porque as mulheres desse mundo já tem uma aparência mais masculina. Isso abre portas para mim e eu fico lisonjeada em abrir portas para outras meninas”, finaliza Thaynna Dantas.


  


Mais um vídeo aqui
https://videosdetravestis.net/thaynna-dantas-transexual/
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Renata Montezine arrasando como sempre


Renata Albuquerque Montezine é atualmente uma das mulheres trans, de maior sucesso no país. Já foi modelo plus size, sendo a primeira plus size de origem trans a ganhar notoriedade e agora ela conversa um pouco com o Top RG.
Top RG - Você nasceu em que cidade? Com quem vive atualmente?  Renata Montezine - Nasci em Francisco Morato, na Grande São Paulo e moro com meus pais.
TR - Hoje você trabalha.com moda e no setor de beleza?  RM - Sim, trabalho com moda, atualmente como modelo curve.
TR - Como chegou ao Fashion Weekend Plus Size (FWPS) pela primeira vez? E como foi este recomeço no concurso na primeira edição deste ano?  RM - Cheguei através da Renata Poskus, ela que me abriu as portas para o mundo da moda. Percebi nesta época que jamais seria uma modelo magra de manequim 36, sempre serei uma mulher com curvas, e hoje não sou uma plus size e sim uma modelo curve. 
TR - Você esperava o sucesso que fez desfilando no FWPS?  RM - Não esperava tamanho sucesso, pensei que seria apenas uma participação no evento, mas vários trabalhos e entrevistas apareceram pós desfiles.

TR - Como é desfilar? Dá medo? A plateia assusta?  RM - A primeira vez fiquei com um "friozinho na barriga", devido todos te olharam naquele momento, você se torna o centro das atenções (a roupa também), mas estou bem acostumada e adoro.
TR - As mulheres.mentem que são felizes quando gordas?  RM - É relativo, pois tem mulheres que são gordinhas mas não se aceitam, já tem outras que estão felizes com o corpo (plus) que possuem. 
TR - O que tem feito para manter seu corpo?  RM - Muita malhação, academia diariamente, fazendo dieta. Minha alimentação se tornou saudável e jamais tomaria remédios para emagrecer.
TR - Quanto emagreceu neste período?  RM - Emagreci 30 quilos neste período, uso atualmente manequim 42, 44 e ainda estou em um processo de emagrecimento, mas tudo ao seu tempo.

TR - Você como uma mulher trans, já avisa para uma possível paquera, que é trans ou deixa ele descobrir no momento certo?  RM - Vou conversando com a pessoa e se eu sentir que a mesma possui interesse sério por mim, eu vou naturalmente dizer que sou uma mulher transexual. Não fico me prendendo a essas coisas pequenas, jamais sairia com alguém escondido. Quer ser meu namorado, vai ter que mostrar para o "mundo". Não sou nenhum monstro, nenhum bicho para me esconder.

TR - As mulheres trans vão dominar o mundo?  RM - Acredito que sim, não só as mulheres trans, mas também as cisgêneros, pois só o poder de dar a luz, faz de qualquer mulher uma heroína, que pode o que quiser. A mulher só depende dela própria, de sexo frágil a mulher não tem nada. Voltando sobre as mulheres trans, também são lutadoras, batalhadoras, e a aceitação virá no momento certo, não daqui um, dois anos, mas em alguns anos virá, e "vão ter que nos engolir".
TR - Seus.contatos para trabalhos futuros...  RM - Segue meu e-mail renatamontezine@gmail.com e o Instagram: @renatamontezine. Quero mandar um beijo para todas as pessoas que me acompanham, que fazem a diferença para mim e que me tratam com tanto carinho.

Do Gazeta da Semana - por Renato Galvão



 
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Conto: No motel com o coroa


Tudo começou quando me cadastrei no extinto Uol K. Coloquei fotos minhas lá e logo começaram a chamar a atenção. As pessoas entravam em contato, faziam comentários e comecei a trocar emails com gente interessada em algo mais. Até que um dia aconteceu...
Um cara, ou melhor, um coroa, se interessou por mim. No começo não dei muita corda, mas ele insistiu, disse que viu minhas fotos, gostou da minha bundinha e queria me conhecer. Depois de mais de dois meses da minha última trepada com o Saulo, acabei cedendo. Estava doidinha pra dar de novo. Combinamos de nos encontrar no estacionamento de um shopping. Antes de sair de casa, fiz a higiene íntima. Fui à paisana, é claro. Pelo celular fui seguindo as coordenadas até que o encontrei. De início estava bem tensa. Sei que a chance de que ele fosse alguém conhecido era pequena, mas acidentes acontecem. Para meu alívio não era ninguém conhecido. Entrei no seu carro e agora meu medo era que ele fosse um tarado com más intenções. Mas logo começamos a conversar e fui me descontraindo.
 
- Você não parece a mesma da foto.
- Espere e verá.
Ele não era exatamente um coroa, talvez um pouco acabado para a idade dele. Mas como eu sempre digo o que conta mesmo é uma boa cantada. Então ele começou a contar que gostava muito de cdzinhas e já tinha até namorado uma. Elas sabem como seduzir um homem, dizia ele. E nem é preciso muito, basta vestir a roupa certa. Fiquei me perguntando se eu tinha trazido a roupa certa. Mas ele era muito bom de conversa, enfim, Tanto é que tinha conseguido tirar a Leyla de casa.
 
Chegamos no motel, fui para o banheiro me montar. tinha trazido tudo numa mochila. Peruca loura, lisa, maquiagem, brincos (de argola, adooooooro) e colares, sandália plataforma. A roupa em si era simples: shorts jeans bem apertado e curto, calcinha fio dental preta e sutiã preto, camisa branca folgada, mas com um belo decote para realçar meus "seios". Tinha aprendido no You Tube, com a Heidi, a como fazer seios de mentirinha com massa de modelar e meias. Quem saiu do banheiro, meia hora depois, foi a verdadeira Leyla. O coroa estava assistindo pornô, só de camisa e cueca boxer. Já tinha tomado duas cervejas.
- Hmmm valeu a pena esperar. Agora está melhor que na foto.
- Eu disse.
Levantou-se, veio até mim e segurou na minha mão:
- Dá uma voltinha, gata.
 
Rodopiei bem devagarzinho enquanto ele segurava minha mão por cima da minha cabeça e me comia com os olhos. Bom era pensar que depois ia me comer com outra coisa... Depois me levou até a cama, sentou e disse:
- Vem pro colinho do papai.
 
Ufa, aquilo me deixou toda fogosa. Adoro sentar no colinho, sentir aquele volume todo apertando minha bundinha. Começou a me beijar o pescoço, passar a mão na perna, no peito. Fui sentindo o volume aumentando e pressionando minha bundinha. Aqueles beijos estavam me matando. Por dentro da camisa, comecei a acariciar o peito dele também. Estava adorando aquele corpo maduro, aquela segurança em tomar a iniciativa. Me senti uma menininha sendo possuída. Então ele apoiou as mãos na cama e foi pressionando mais minha bundinha com o cacete. Virei de costas pra ele pra encaixar melhor e comecei a rebolar. O volume só crescia, parecia enorme. Aí ele segurou na minha cintura e foi acompanhando o rebolado. Meu traseiro todo arrebitado. Depois me fez levantar e tirou o pau pra fora da cueca. Nossa! Que rola enorme.
- Chupa gata.
Chupei.
- Tira esse shorts.
Tirei.
- Fica de quatro.
Fiquei.
 
Estava adorando ser comandada. Fui bem obediente! A recompensa foi uma rola enorme arrombando meu cuzinho. Eu gemia gostoso, ele dava tapa no meu traseiro e me chamava de cadela e potranca. Empinei mais a bunda e deixei que ele enfiasse tudo, até o fundo, me arregaçando. Não conseguia ficar parada, ele estava num vai e vem frenético e eu rebolando adoidado. Parecíamos possuídos. Até que ele gozou.
 
- Toma cadela sem vergonha. - Continuou ainda me estocando, entre gemidos e uivos, por alguns minutos. O cacete dele não amolecia. Aí foi diminuindo o ritmo, tirou de dentro de mim e se jogou na cama. Eu estava ofegante e não queria que ele parasse. Mas aos poucos minha respiração foi voltando ao normal e me deitei do lado dele. Acabamos caindo no sono. Uma hora depois acordamos e trepamos de novo. Dessa vez mais comportados, tipo papai-mamãe. Durante todo esse tempo, a única peça de roupa que tirei foi o shorts. Nem mesmo a calcinha e a sandália tirei. Parece que eu estava mesmo usando a roupa certa. pelo efeito que causou...
 
Se quiser ler mais das minhas histórias, acesse:
 
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27 erros de linguagem corporal que podem arruinar sua imagem feminina.

Você sabia que a linguagem corporal é responsável por mais de 50% da impressão que você causa nas pessoas?

Essa é uma grande parte da sua imagem feminina!

A linguagem corporal consiste em quatro coisas:
  •     Postura
  •     Gestos
  •     Contato visual
  •     Expressões faciais

Infelizmente, é fácil desenvolver maus hábitos de linguagem corporal que podem arruinar sua imagem feminina ... ou, no mínimo, fazer você parecer menos equilibrada e polida do que gostaria de ser.

Aqui estão 27 ações que devem ser evitadas ao se apresentar como mulher:
  •     Olhar curioso
  •     Roer as unhas
  •     Verificando compulsivamente seu telefone
  •     Vasculhando sua bolsa
  •     Cruzando seus braços
  •     Inquietação
  •     Agitando sua perna ou tocando seus dedos
  •     Não sorrindo
  •     Escaneando a sala enquanto fala com alguém
  •     Falando demais com suas mãos
  •     Assentimento exagerado
  •     Examinando seus dentes ou rosto em público
  •     Aplicando maquiagem em público (além de um rápido toque de batom)
  •     Descansando o queixo nas mãos e cotovelos
  •     Sentando-se com as pernas afastadas
  •     Clanging your silverware
  •     Evitar o contato visual
  •     Contato visual que é muito intenso
  •     Um fraco aperto de mão
  •     Cerrando os punhos
  •     De pé perto demais das pessoas
  •     Mastigando em voz alta
  •     Falando enquanto você come
  •     Comendo ou bebendo muito rápido
  •     Curvando-se em direção à sua comida, em vez de levar a comida até a boca
  •     Inclinando-se para frente demais
  •     Recostando-se demais

Você está cometendo algum desses erros? Se assim for, não se sinta mal. (Eu tive que trabalhar em alguns deles eu mesmo!) Em vez disso, resolva melhorá-los.

Para se divertir, faça um "estudo da linguagem corporal" na próxima vez que estiver em público. Observe as ações sutis que melhoram ou diminuem as imagens das pessoas.

Você consegue pensar em outros hábitos que deveriam ser adicionados a essa lista?

Como sempre, adoraria ouvir seus pensamentos! Por favor, compartilhe nos comentários abaixo.

Do Femme Secrets by Lucille Sorella 
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Homem que esfaqueou e matou transexual em Sergipe é preso


Laysa Furtano morreu na sexta-feira (19/10) após receber uma facada; segundo testemunhas, morador de rua ameaçava trans aos gritos de “Bolsonaro”
O morador de rua identificado como Alex da Silva Cardoso, de 36 anos, foi preso na manhã de sábado (20/10), no centro de Aracaju, em Sergipe, acusado de assassinar a transexual Laysa Fortuna, que morreu na sexta-feira em decorrência de complicações médicas após receber uma facada no tórax, no dia anterior.

A militante trans-feminista Linda Brasil disse à Ponte que  retornava para casa de carro quando avistou Laysa ferida em meio a outras mulheres trans e travestis na Rua Estância, esquina com a Rua Itabaianinha, próximo ao DAGV (Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil). “Outras trans conseguiram rendê-lo até a chegada da Polícia. Eu fiquei desesperada”.

De acordo com Linda, as ameaças contra Laysa e outras trans e travestis eram frequentes, mas se intensificaram nas últimas semanas por causa da atuação de apoiadores do presidenciável pelo PSL Jair Bolsonaro. “Nós somos um público que já é alvo de violência, mas nos últimos dias ele gritava ‘Bolsonaro’ para assustá-las. Não sei se pode dizer que a motivação é política, mas os discursos que esse candidato prega estão incentivando esses atos”.

Laysa é a segunda vítima da comunidade LGBT a ser morta aos gritos de “Bolsonaro”. Em São Paulo, a travesti Priscila foi assassinada a facadas na terça-feira (16/10) na região central. Uma testemunha disse que ouviu da janela do apartamento os agressores gritarem o nome do militar da reserva.

Na quinta-feira (19/10), Alex foi detido, mas assinou um termo circunstanciado e foi liberado em seguida. Segundo a Polícia Civil, o delegado plantonista da 4ª Delegacia Metropolitana de Aracaju havia entendido que house lesão corporal com base em relatório médico que informava ferimentos leves. Laysa foi socorrida ao Hospital Nestor Piva e depois encaminhada para o Hospital de Urgência de Sergipe.

“O que me deixou em pânico foi considerar a morte da Laysa como lesão corporal. Como um homem com uma faca que já vinha ameaçando pode ser solto? Pedi ao delegado para colher os depoimentos de testemunhas, mas fomos ignoradas. Também fomos desrespeitadas na delegacia porque nos tratavam no masculino”, denuncia Linda, que era amiga de longa data da cabeleireira.

Por conta da morte de Laysa, foi expedido um mandado de prisão e aberto um inquérito para apurar o caso como homicídio. As investigações serão conduzidas pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis.

“Ela era uma pessoa super alto astral, que estava com a gente em todos os eventos, se posicionava bastante pelos direitos LGBTs. É uma grande perda,  a conheço desde adolescente e ela sempre se destacava. Adorava ser cabeleireira. Infelizmente, por causa do desemprego, ela teve que retornar às ruas”, desabafa Linda.

O enterro da transexual está previsto para acontecer no sábado, no Cemitério São João Batista.

Outro lado

De acordo com um escrivão da delegacia ouvido pela Ponte, “não houve motivação política”. “Ele é um morador de rua de Alagoas que está há três anos em Aracaju e costumava perturbar as travestis para obrigá-las a fazer programa com ele”, afirma. “Quando elas estavam em grupo, ele não conseguia, mas como a Laysa estava sozinha e se negou, ele deu a facada. Ele não sabe o nome de um candidato, isso de discurso incentivar é coisa da imprensa”.

A Ponte procurou a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe e as assessorias dos hospitais, mas não teve retorno até a publicação.

Do Ponte

O homem acusado assassinar transexual Laysa Fortuna foi preso na manhã deste sábado, 20, por policiais do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) na Praça Fausto Cardoso. Alex Silva Cardoso, que é morador de rua, foi encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana.
De acordo com a delegada Meire Mansuet, que responsável pelas investigações, Alex costuma dormir na calçada de uma agência bancária da Caixa Econômica, da avenida Barão de Maruim, nas proximidades do local onde transexuais fazem ponto. As investigações, conforme a delegada, apontaram que ele costumava circular pela região, praticando crime de ódio e intolerância e insultando as transexuais.
A delegada Meire Mansuet confirma que as ofensas e discursos de ódio deram origem ao desentendimento que culminou com a morte de Laysa Fortuna. “Ele sempre fazia provocações. Até que Laysa Fortuna revidou, eles entraram em luta corporal e Alex desferiu o golpe faca”, explica.
Alex da Silva Cardoso será indiciado por homicídio. O inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça nesta segunda-feira, 22. O acusado ficará detido na 4ª Delegacia Metropolitana, até que a Justiça defina para qual presídio ele será encaminhado.

Relembre o caso
Laysa Fortuna foi atacada na noite desta quinta-feira, 18, no Centro de Aracaju, por um homem identificado como Alex Silva Cardoso, que é morador de rua. O desentendimento começou após o suspeito passar pelo local, manifestando discurso de ódio contra as transexuais.
Laysa foi encaminhado ao Hospital Nestor Piva e logo depois para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito na tarde desta sexta-feira, 19.
O homem foi preso em flagrante, mas o delegado plantonista confeccionou um Termo de Ocorrência Circunstanciado, considerando o crime como ameaça, com lesão corporal de natureza leve. Com isso, o suspeito obteve o direito de ser solto e responder em liberdade.
O caso foi encaminhado ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e nesta sexta-feira, 19, a pedido da delegada Meire Mansuet, o Poder Judiciário expediu o mandado de prisão contra Alex Silva.
por Verlane Estácio
Do INFONET

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Morre João Nery, primeiro homem trans brasileiro a se operar

Um câncer em metástase matou nesta sexta-feira, dia 26, João W. Nery, de 68 anos. Ele foi o primeiro homem transexual a se submeter à cirurgia de redesignação sexual no País. A operação ocorreu em 1977.
Psicólogo e escritor, ele foi uma das maiores e mais respeitas referências sobre transexualidade do planeta. 
A autora Gloria Perez o consultou para criar o personagem Ivana (Carol Duarte), a jovem que se descobria trans e assumia a identidade sexual masculina com o nome Ivan na novela A Força do Querer, em 2017. 
Nery lançou o livro ‘Viagem Solitária: Memórias de um Transexual’, com o relato de sua vivência trans, e participou da coletânea ‘Vidas Trans’. Nos últimos meses de vida, trabalhou na escrita de ‘Velhice Trans’, com reflexão a respeito do envelhecimento de pessoas transexuais, que poderá ser lançado postumamente.
Intelectual reconhecido, João Nery era fonte para jornalistas e pesquisadores. Sua militância embasada o fez receber o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Mato Grosso. 
Ele participou do documentário ‘Laerte-se’, exibido no Canal Brasil e disponível na plataforma Netflix, além de ter concedido dezenas de entrevistas ao longo dos anos para falar de sua experiência de vida.
Em setembro, quando foi informado de que o câncer no pulmão havia atingido o cérebro, o ativista divulgou um texto no qual previu sua morte iminente e pediu a seus admiradores que seguissem com a defesa da causa transexual.
“Continuem a nossa luta por nossos direitos, se unam, não oprimam os nossos irmãos oprimidos já por tanta transfobia e sofrimento. Um trans masculino não precisa ser sarado, nem ter barba, nem se hormonizar ou ter pênis e se operar. Basta saber quem é e que se sente do gênero masculino. Vamos nos respeitar, nos unir, nos fortalecer e, sobretudo, ensinar aos homens cis o que é ser homem sem medo do feminino”, escreveu.
Homem cis é a pessoa que nasce com sexo biológico masculino e tem identidade sexual também masculina.
Nas redes sociais, centenas de transexuais lamentaram a morte do pioneiro João W. Nery e prometeram dar sequência com seu ativismo. 

Do Terra

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Reflexão e Desabafos: Transformações...

Os sentimentos transformam. E se o sentimento for amor, a transformação é encantadoramente linda. Lembro-me da minha infância, das mudas que hoje se tornaram árvores, e percebo a transformação do tempo em minha vida,chego a conclusão de que estou hoje construindo o passado de um tempo futuro e não quero me arrepender de nada. O conhecimento promoverá sempre a transformação; e esse desconhecido que nos é chegado atua e é “atuado”, modifica e é modificado em nossas bases mais profundas. Por isso estamos sempre em construção.

Todos mudam. Em algum momento, transformações ocorrem. Muitas vezes porque queremos, outras tantas não. A verdade é que um dia você terá de mudar. A questão é tentar isso para melhor, porque se for para o contrário, bastaria permanecer da mesma forma em que tu se encontras. Pois, pela lógica, muda-se para se tornar alguém melhor, e não apenas para dizer que mudou.

Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.






 

A pessoa que preciso me tornar não é simplesmente uma versão melhor de mim mesmo; é um ser novo, oculto, secreto e completamente diferente do que sou agora.








Nossos Eus
Estamos em constante transformação:
nossas idéias se renovam a cada dia
e a cada segundo surge uma nova versão de nós.

Cada novo Eu questiona,
discorda
e nos faz refletir sobre o que antes acreditavamos ser incontestável...



 
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Conheça Desire Oliveira a Eleita Miss Brasil Transex em 2017/2018


Eleita Miss Brasil Transex em 2017, a representante de Canoas na disputa, Desire Oliveira, carrega consigo uma determinação diferente da maioria das pessoas. Transexual, desde pequena sofre as consequências do preconceito. Mesmo que já tenha sido espancada, humilhada e alvo de deboche, ela usa essas situações como combustível para lutar contra a transfobia.
“Nunca me vi como menino, meu sonho, quando criança, era ter uma festa de 15 anos. Nesta condição, as pessoas debochavam de mim na rua, me chamavam, por exemplo, de aberração, mas isso nunca me atingiu. Pelo contrário, me deu forças para lutar”, conta. Para viver como se via, na condição feminina, Desire sabia que precisava conquistar a independência. “Estudar e trabalhar sempre foram metas da minha vida. Ao lidar com o preconceito, tive que amadurecer muito rápido e buscar o meu caminho”.
 
Antes de chegar à maioridade, Desire decidiu partir para o mercado de trabalho. Para qualquer jovem a conquista do primeiro emprego é passo complexo, que exige paciência. No caso dela, foi ainda mais difícil. “Quando eu mandava meu currículo, as pessoas sempre ligavam para uma entrevista, mas na hora em que eu chegava na empresa, os recrutadores me viam e, logo, era dispensada”. E o ciclo de portas fechadas no mercado se repetiu por um longo tempo. “Eu recebia várias propostas para me prostituir, mas jamais aceitei. Sempre quis levar uma vida normal, sendo respeitada pela sociedade”. Determinada a encontrar um emprego, Desire se profissionalizou na área da estética e foi trabalhar num salão de beleza.
Junto do trabalho formal veio o respeito e admiração de toda a família e das pessoas mais próximas. “Mostrei para todo mundo que eu teria meu trabalho digno, que me respeito e tenho respeito por eles. Vejo que o caminho para nós, travestis e transexuais, é este: conquistar nossos espaços aos pouquinhos, numa luta diária”. Nesse momento, ela também foi convidada para trabalhar como modelo numa agência nacional, sendo a primeira trans a assinar a contrato com uma empresa de moda. E, a partir daí, o mundo das passarelas se mostrou um novo ramo de trabalho e de inserção social para Desire. Hoje, ela se divide entre campanhas publicitárias, competições de beleza e o trabalho no salão.
Em 2015, Desire foi eleita como Miss Trans Diversidade de Canoas e, em 2017, conquistou o título de Miss Brasil Transex. Ela pretende aproveitar a visibilidade do título para defender a causa LGBT. “Quero ser uma porta-voz das pautas da comunidade. Vou usar a minha história para quebrar os preconceitos, essa é a função desta faixa que uso”, comenta. Com a força e a capacidade de transformar as adversidades da vida em vontade de vencer, ninguém duvida que Desire será protagonista nessa luta.









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Sem make, Laverne Cox posa de topless e calcinha mínima em selfie

Laverne Cox, de 32 anos, voltou a sensualizar em seu Instagram. Na tarde de sexta-feira (19), a atriz e produtora de TV, conhecida por trabalhos em Orange is the New Black e Rocky Horror Picture Show, posou de lingerie e look supertransparente. Ah, e exibindo sua beleza natural sem maquiagem.

Com uma calcinha mínima e de topless - com os longos cabelos cobrindo os seios - ela exibiu a silhueta em forma na montagem dupla. "Tirei esta selfie sem intenção nenhuma de divulgar, mas pensei: 'por que, não?'", legendou Laverne, considerada uma das grandes musas transex dos últimos tempos. Ela ainda usou hashtags como "sem maquiagem", "sem filtro", "amor-próprio", trans é linda".

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Reflexão e Desabafos: Travestis e Transgêneros são marginalizadas

https://4.bp.blogspot.com/-ErGl33NvQdI/W5W9POzmKVI/AAAAAAAAHY4/nltKxwgyTM8nR4xSf5avWcBnPGx3cDuxgCLcBGAs/s1600/apos-ser-dopada-estuprada-e-agredida-travesti-busca-ajuda-em-igreja-evangelica-5b854f72abe05.jpeg
"Muitas Travestis e Transgêneros são marginalizadas por se envolver a profissões ligadas ao sexo . Embora algumas estejam nessa vida por opção do chamado " Dinheiro fácil " (embora pelo que elas precisam aguentar eu não diria ser tão fácil assim) Muitas só estão vivendo essa vida porque não conseguem ingressar no mercado de trabalho por puro preconceito.

Muitas vendem seus corpos porque precisam comer, beber, pagar aluguel e contas , dar de comer aos seus filhos etc. Tudo porque muitos empregadores nos negam trabalho.

Porém São esses mesmos empregadores que muitas das vezes de maneira hipócrita nos procuram pelas madrugadas deixando suas esposas em casa em busca de nossos serviços após baterem com a porta de um emprego formal em nossa cara. Nada contra minhas amigas que vivem de seu corpo por opção.

Mas muitas de nós como eu queremos estar em uma Empresa mostrando nossa competência e profissionalismo... e não aturando... bêbados... drogados... bandidos... pelas madrugadas correndo risco de vida.

Se temos essa visão por parte da sociedade é porque a própria sociedade fecha as portas para nós. E como precisamos comer...beber...vestir...pagar as contas... bem advinha o que nos resta.

 Eu particularmente não sirvo pra viver na vida . Sou romântica demais pras ruas podres da madrugada. Mas ainda não passei por uma situação extrema pra saber até que ponto iria . E peço a Deus nunca passar pra descobrir. Que Deus me ajude a nunca me ver sem opção".

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Marcela Thomé: 'Vivemos em um país hipócrita'

 Quando tinha seus 5 anos, Marcela Thomé (Ex-Marcela Ohio) não entendia por que deveria gostar de futebol e não de balé. Afinal, ao se olhar no espelho não se via como um menino. Até se vestia como tal. Mas não se reconhecia. E também não havia o que questionar. Era um garotinho e ponto.
A transição, porém, seria inevitável. Já na adolescência, ela começou a deixar os cabelos crescerem, possuía trejeitos mais femininos e saía de casa com roupas de mulher escondidas em uma mochila. "Não era fácil. Porque eu não sabia o que havia de errado comigo. Aliás, nem sabia se era errado. Me sentia uma mulher, mas dentro de um corpo masculino", conta Marcela, que em novembro foi eleita a transexual mais bonita do mundo e neste ensaio para o EGO conta que quer seguir a carreira internacional como modelo: "No Brasil, infelizmente, ainda existe tanto preconceito que não encontro espaço para fazer uma carreira".
Dona do título Miss Internacional Queen, Marcela quer seguir os passos de Lea T, também transexual, que caiu nas graças dos estilistas internacionais. "Não tenho pai famoso como ela, fica bem mais difícil. O que não entendo é a censura prévia. Então, uma trans não pode ser médica, psicóloga, advogada? Tem que ser cabeleireira, estilista ou prostituta? Não que haja problemas com estas profissões, mas não pode ser só isso. Realmente, vivemos em um país muito hipócrita", desabafa.
Marcela conheceu e ainda conhece o preconceito. Na escola, mesmo já de uniforme feminino, após os pais terem aceitado seu transexualismo,  escutava alguns professores a chamando pelo nome de batismo, Marcos: "Faziam questão de me botar no banheiro masculino, de incentivar outros alunos a me chamarem de Marcão. Sofria calada para não chamar mais a atenção do que já chamava", revela.
Hoje, a modelo sabe que em breve se submeterá à cirurgia para a mudança de sexo. Poderia ter feito assim que venceu o concurso já que fazia parte da premiação, mas preferiu aguardar um pouco mais. "Existem médicos e médicos. Resolvi pesquisar um pouco mais, ouvir alguns relatos e vou fazer a cirurgia ano que vem", conta ela, que não titubeou nem com o que andou lendo ou ouvindo por aí: "Dizem que dói muito, que nunca mais sentirei prazer. Mas estou disposta. Não é questão de prazer ou não. É questão de retirar algo que não me pertence e nunca quis ter".
Em breve, Marcela retorna à Tailândia, onde aconteceu o concurso e tornou-se uma celebridade, para participar de eventos como miss e tentar alavancar uma carreira de modelo internacional. "Já recebi alguns convites. No Japão, as transexuais também são bem vistas, e o que quero é poder desfilar, fotografar. Quero a oportunidade que qualquer modelo tem. Até de levar um não por não estar de acordo com determinado casting. Mas não por ser uma transex", justifica.
Caso aceite as propostas que aparaceram, Marcela, de 18 anos e 1,80m de altura, ficará um ano fora do Brasil. Consequentemente, deixará o namorado, Felipe Ávilla, com quem mora há cinco meses, por estas bandas. "Conversamos muito, o Felipe é meu companheiro e me incentiva na carreira. Se tivermos que ficar separados, paciência. Preciso focar no meu futuro, na carreira que escolhi e quero ter", diz.

Do EGO
Agradecimento Pereira Máquinas / Produção Tracy Rato/ Maquiagem e cabelo Alexandre Glória





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Trans filma escondido momento em que chefe a assedia sexualmente

A americana Makana Milho (foto a lado), transgênero, 21 anos, filmou o momento em que seu chefe a assedia sexualmente no horário do trabalho. Makana conta que trabalha como faxineira em uma empresa e Honolulu, no Havia (EUA) quando no horário do expediente foi abordada pelo chefe Harold Villanueva Jr, 47 anos.

Ela disse que estava limpando o banheiro quando ele chegou e deu um "beliscão" em seu bumbum e depois a chamou para ir até o carro. A americana percebeu que ia ser assediada e resolver filmar tudo escondido com o celular. O homem disse que queria fazer sexo e que, em troca, "ajudaria a funcionária na empresa". 

Em entrevista ao jornal The Daily Beast, ela conta que o chefe já havida 'dado em cima dela outras vezes e que estava na cara que ele a 'obrigaria a fazer algo'. Ressalta ainda: "Tive medo. Cheguei a pensar que ele fosse tentar me violentar, mesmo ali, no estacionamento".

Após publicar na internet, a transmissão que dura em torno de 30 minutos, teve mais de 200 mil visualizações e cerca de 10 mil compartilhamentos.

No início do assédio, o chefe pede para que Makana faça sexo oral nele e avisa que "se você fizer sexo comigo, poderá sair mais cedo do trabalho hoje".

Para fugir do assédio, a funcionária avisa, durante a filmagem, que preferia fazer sexo com camisinha e que iria buscar ali perto um preservativo. "Fiz isso para escapar", confessa a trans.

Após ela dizer que não queria fazer sexo com ele e ouvir de volta muitas ameaças, a jovem consegue escapar e posta as imagens no facebook, marcando a polícia da cidade que acabou prendendo o chefe. Ele ficou detido e foi solto após pagar fiança.

Em nota, a empresa se posicionou dando uma suspensão a Harold e disse que vai aguardar o resultado da investigação e afirmou ainda que ele poderá até mesmo ser demitido. Mokana trabalha como temporária na empresa por determinação da Justiça. Ela cumpre pena por ter furtado uma bolsa em uma loja de luxo em 2014.

Nas redes sociais, a americana chegou a ser acusada de que teria "estimulado o chefe" a fazer tudo aquilo. Ela responde as acusações: "Absurdo. Estava trabalhando. Já tinha sofrido assédio, mas precisava ficar na empresa até o último dia por determinação da Justiça" e ressalta ainda que não fez nada. "Ele quem começou a me assediar e tentou passar a mão em mim algumas vezes" e que fez isso porque muitas mulheres, trans e até mesmo homem passam por isso.

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Traficantes de transexuais aplicavam silicone industrial nas vítimas

Investigados da Operação Fada Madrinha, deflagrada nesta quinta-feira (9/8), aplicavam silicone industrial em transexuais. A informação é do Ministério Público Federal (MPF), que trabalha em parceria com a Polícia Federal e com o Ministério Público do Trabalho na apuração de tráfico internacional de pessoas e o trabalho escravo.

As investigações apontam que o grupo traficou pelo menos 11 vítimas para a Itália em 2017. O inquérito indica que as vítimas eram exploradas e enviadas para a Itália após procedimentos estéticos arriscados, com uso de silicone industrial.

Segundo a Procuradoria da República, o silicone industrial era usado com finalidade estética para modelagem de bocas, quadris e mamas. O emprego corporal da substância, usada para lubrificar máquinas e motores, é proibido pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, pois pode causar necrose, embolia, deformidades e até a morte. Nos casos apurados, há relatos de vazamentos do silicone e deformação corporal. As investigações indicam ainda o uso de próteses mamárias reutilizadas, vencidas ou de baixíssima qualidade nas vítimas do esquema.

Os alvos das prisões usam redes sociais para aliciar pessoas transexuais com a promessa de participação em concursos de beleza na Europa. Proprietários de repúblicas e pensionatos, alguns investigados oferecem procedimentos cirúrgicos para que as vítimas assumam corpos femininos antes de viajarem.

A Procuradoria afirma que, para se hospedarem nos locais e financiarem a transição corporal, as transexuais adquirem dívidas altíssimas e se tornam prisioneiras dos criminosos, sendo reduzidas a condição análoga à de escravo. O endividamento é agravado pelo superfaturamento das intervenções estéticas e pelos altos valores cobrados para a remessa das vítimas ao exterior.

"Para conseguirem se manter na república, e com a sempre esperança de alcançarem o sonho da identidade de gênero e verem seus corpos transformados, elas se prostituem nas ruas da região, não sendo a elas permitido voltar à casa sem o faturamento mínimo do dia", ressalta o MPF. Além da exploração sexual, as vítimas são submetidas a condições degradantes e têm a liberdade restringida, não apenas em virtude das dívidas contraídas, mas também por ameaças e violência física.

A PF informou que 52 federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Franca (SP), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Leopoldina (MG), todos expedidos pela 2ª Vara Federal de Franca, SP.





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Como ser transgênero foi de 'aberração' e 'doença' a questão de identidade

Gisele Alessandra Schmidt e Silva, de 48 anos, foi a primeira advogada transgênero a falar diante do Supremo Tribunal Federal (STF). Em defesa de uma ação pelo direito de pessoas como ela mudarem seu nome e gênero no registro civil sem precisar fazer uma cirurgia para mudar de sexo, ela disse aos ministros:
"Não somos doentes, como pretende a classificação internacional de doenças. Não sofro de transtorno de identidade sexual. Sofre a sociedade de preconceitos historicamente arraigados contra nós."
Passado um ano e meio daquela sessão, a situação é bem diferente. Não só o STF reconheceu o direito pleiteado naquela ação, como Gisele e outros transgêneros como ela não são mais considerados portadores de um transtorno mental.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou esse entendimento em seu guia que serve de referência para estatísticas e diagnósticos médicos e enviou assim uma mensagem em sintonia com o que defendeu a advogada paranaense no STF: ser transgênero - em geral, ter uma identidade de gênero que não corresponde ao seu sexo ao nascer - não é doença.
A novidade acompanha uma evolução da ciência sobre a questão, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
A nova Classificação Internacional de Doenças (CID) será apresentada na assembleia da OMS em 2019 e entrará em vigor nos países-membros, entre eles o Brasil, em 2022.
"É a comprovação de tudo o que eu defendo", diz Gisele à BBC News Brasil. "Nunca me considerei doente."

O que são pessoas transgênero

Transgêneros são pessoas que não se identificam com seu sexo biológico. Pode ser um homem que se enxerga como mulher, uma mulher que entende como homem ou ainda alguém que acredita não se encaixar perfeitamente em nenhuma destas possibilidades.
O termo foi cunhado em 1965 pelo psiquiatra americano John Oliven, da Universidade de Columbia, no livro Higiene Sexual e Patologia, e se popularizou nas décadas seguintes.

Alexandre Saadeh, coordenador do ambulatório de transtorno de identidade de gênero do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), explica que as pessoas transgênero são menos de 1% da população e estão presentes em "todas as culturas" e ao longo de toda a história.
A ciência ainda não sabe explicar ao certo o que faz uma pessoa ser transgênero, mas Sadeeh diz que os estudos feitos até hoje apontam para uma "base biológica" para essa condição.
"Há quem defenda que isso é apenas fruto de influências socioculturais, mas recebo pacientes de 4 ou 5 anos que afirmam que o sexo biológico não diz respeito a eles. É algo que acontece muito cedo para falar que é apenas sociocultural", diz ele.
"Pesquisas mostram que existe uma base biológica na origem da transexualidade, questões genéticas e hormonais."
A experiência de Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), também aponta para sinais precoces de transgeneridade.
"Em muitos casos, é uma reflexão que surge desde a primeira infância. Há influências de ordem genética, mas precisamos de mais estudos para entender em que momento do desenvolvimento isso se apresenta", diz a médica.
"Muitas dessas crianças descobrirão que não são trans, outras se identificarão como homossexuais e outras de fato serão transgênero. Cabe a nós ouvir o que têm a dizer, dar apoio e acompanhar."
Ela explica não haver dados precisos sobre a proporção de transgêneros na população, porque muitas estimativas se baseiam em quem deseja uma cirurgia e, hoje, se entende que essa condição vai além.
Há quem se identifique com o gênero oposto, mas não quer ser operado. Alguns desejam só tomar hormônios ou modificar características externas. E há quem não se identifique com nenhum gênero.
"Existe hoje um leque mais amplo do que os gêneros binários, e ainda vão surgir muitas nomenclaturas para contemplar possibilidades que não eram estudadas", diz Abdo.
"Não quer dizer que temos de ir para o extremo oposto e que todos devam questionar sua identidade de gênero. É algo que surge naturalmente."

'Uma ferida na alma que não cicatriza'

A advogada Gisele Alessandra diz ter sentido que havia algo diferente em torno dos 5 anos de idade. Ela conta nunca ter se identificado com nada do universo masculino.
"Eu me recusava a usar o uniforme dos meninos. Gritava e dizia que não queria ir pra escola. Sentia um grande desconforto e não entendia o que era, mas percebia que, se fizesse modificações para deixar a roupa mais feminina, me sentia melhor", diz a advogada.
"Minha vida escolar foi muito difícil. Sofri muito bullying. Fui chamada de todas as palavras pejorativas: traveco, florzinha, aberração."
Quando Gisele tinha 15 anos, uma prima perguntou por que pessoas a estavam ridicularizando. "Respondi que era mulher. Minha prima me falou que eu não era, que estava doente e me levou para um psiquiatra que fazia cura gay. Minha família é religiosa, e fui levada para uma sessão de exorcismo", conta Gisele.
"Tudo isso criou um trauma inenarrável, uma ferida na alma que não cicatriza. Fiquei com tanto medo que apaguei a Gisele da minha vida por muitos anos."

A advogada passou então a "representar o papel" de Marcus, seu nome de nascimento, e só deixou de fazer isso há cerca de oito anos, quando percebeu que "usar essa máscara" estava gerando problemas como ansiedade, depressão e psoríase. Foi quando começou uma transição gradual para sua nova identidade.
Há cinco anos, não existe mais qualquer sinal de Marcus. Ele deu lugar de vez à advogada transgênero que hoje trabalha no Grupo Dignidade, uma ONG dedicada à defesa de direitos LGBT, e na área criminal.
Ela diz ter recebido a mudança da OMS com uma "grande felicidade". "É importante esse reconhecimento de que não se trata de uma doença mental, para que não tentem nos tratar. Acompanhei o caso de uma menina trans em que a família a internou compulsoriamente em uma clínica. Isso é um perigo."

Por que ser transgênero não é doença

A nova definição da OMS enterra na prática uma noção que se tinha a respeito de pessoas transgênero.
Ser transgênero constava até então no capítulo do sobre problemas mentais do código da organização, como "distúrbio de identidade de gênero".
Agora, muda de nome, para "incongruência de gênero", e passa a integrar um novo capítulo sobre condições relacionadas à saúde sexual.
A edição anterior do guia falava de "transexualismo" - o sufixo "ismo" vem do grego e atribui à condição um caráter de patologia.
Tratava-se de "um desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo oposto", normalmente acompanhado por "desconforto" com o órgão genital e vontade de se submeter a cirurgia ou tratamento hormonal para adequar o corpo à percepção pessoal.
Ao deixar de ser doença, a forma de se referir a isso também mudou, como ocorreu com "homossexualismo", que deu lugar a "homossexualidade", quando a OMS tirou de seu guia de doenças a atração por pessoas do mesmo sexo.
O correto é usar transexualidade ou transgeneridade. "O sufixo 'dade' se refere a uma característica. A mudança despatologiza a condição", diz Abdo.
O novo CID abre mão por completo desses termos e trata a transgeneridade como uma "persistente incompatibilidade na percepção de um indivíduo de seu próprio gênero e o sexo designado" ao nascer.

A OMS explica que isso deve se manifestar por vários meses ao menos. O diagnóstico não pode ser feito antes da puberdade, e preferências e comportamentos que destoam do esperado para o sexo biológico não servem de base para isso.
"Uma doença é algo que afeta negativamente o corpo, e a incongruência de gênero não é isso", diz Lale Say, coordenadora do departamento de pesquisa e saúde reprodutiva da OMS.
Ela explica que essa condição, mesmo que não seja uma patologia, ainda consta no guia de doenças porque é algo que demanda serviços de saúde, como cirurgias, tratamento hormonal e apoio psicológico. "Mas não precisa prevenir ou curar. Não é algo que se deve lutar contra, mas que merece suporte."

Mudança 'reflete a visão científica atual'

A versão anterior do CID, de 1990, começou a ser revista há dez anos. Grupos analisaram a literatura científica e consultaram profissionais e pessoas interessadas em cada especialidade.
"O resultado reflete a visão científica atual. Ser transgênero não é uma questão médica, é uma questão pessoal", diz Say.
A OMS levou um tempo para formalizar a mudança de entendimento, diz Saadeh. "A transexualidade não é considerada uma doença mental há 15 ou 20 anos. Demanda um diagnóstico para justificar os tratamentos necessários, senão vira só intervenção estética. E não é o caso, porque a pessoa sofre com a condição", afirma.
"Mas diagnóstico não é sinônimo de doença. Por exemplo, gravidez de risco é um diagnóstico, mas não é doença."
O psiquiatra diz que ainda recebe muitos transgêneros em seu consultório que se consideram uma "aberração". "Chegam de todo o Brasil se achando doentes, um erro de Deus, e mostramos que não é errado ou uma escolha", diz.
Say diz que a mudança no código da OMS ajuda a "aprimorar o conhecimento e a compreensão de profissionais de saúde e a evitar comportamentos com um viés", influenciados por crenças pessoais.
Abdo, da ABP, avalia que isso muda o alvo dos cuidados de saúde, que se voltam para o sofrimento gerado pela condição, e não para a incompatibilidade de gênero em si. "Da mesma forma que não se pode tratar um homossexual para mudar sua orientação sexual, não há por que tratar um transgênero para acabar com a incongruência entre sexo biológico e psicológico", afirma Abdo.
"O acompanhamento será feito para adaptar o sexo biológico ao desejado ou percebido como próprio, um processo que é longo e demanda acompanhamento por uma equipe capacitada."

'É um primeiro passo', diz ativista

Cianán Russell, da Transgender Europe, uma das principais ONGs do mundo de defesa dos direitos de transgêneros, diz que a mudança é um "bom primeiro passo". "Não é apenas simbólica, mas prática. É fantástica e deve ser celebrada. É o resultado de anos de ativismo e um sinal de que a OMS está respondendo às nossas críticas", afirma.

Mas Russell faz ressalvas, por considerar a terminologia ainda "pouco clara", e diz que há um "longo caminho" a percorrer. "A forma usada hoje ainda patologiza de certa forma a condição, porque, por mais que não precise de diagnóstico psiquiátrico, ainda exige algum diagnóstico."
Russell acha improvável que a transgeneridade saia por completo do CID, porque é um mecanismo que dá acesso à cobertura de serviços por planos de saúde. Mas gostaria de ver a condição em uma categoria que não demande diagnósticos atrelados à identidade de gênero.
"Todos os procedimentos médicos que uma pessoa trans precisa, pessoas que não são trans também precisam. Não há nada que seja exclusivo. Mas essa mudança é passo que a OMS não parece estar pronta para dar."
Russell ressalta que a OMS deve se esforçar para implementar as novas diretrizes mais rápido do que no guia anterior. "Mesmo ratificada nos anos 1990, a outra edição foi implementada nos Estados Unidos só em 2015, por exemplo. Enquanto não forem aplicadas na prática, transgêneros continuarão a serem considerados doentes", afirma.

Para combater o estigma

A OMS afirma ainda que não classificar a transgeneridade como uma doença mental pode reduzir o preconceito.
Espera-se que, com o tempo, isso ajude na aceitação social e promova um melhor acesso a serviços de saúde. "A pessoa vai se sentir mais confortável para pedir ajuda", diz Say.
Abdo acredita que isso pode contribuir, mas não será de imediato. Ela cita o exemplo da homossexualidade, que saiu do guia da OMS na edição anterior e, ainda hoje, há um estigma atrelado a essa orientação sexual.
"Os homossexuais se apresentam hoje de forma mais confortável na sociedade, são mais respeitados, considerados indivíduos que existem e que não devem ser submetidos a tratamentos para mudar quem são", afirma a psiquiatra.
"Mas ainda existe quem tente fazer isso, fique deprimido ou tente se matar. As novas gerações serão as responsáveis pela desestigmatização da transgeneridade."
Saadeh faz a mesma avaliação. "Ainda hoje há quem considere homossexualidade uma doença e que tem cura. Para muitas pessoas, ter uma identidade de gênero diferente do sexo biológico é algo maluco", afirma ele. "Conforme as pessoas se tornem menos ignorantes em relação a isso, as atitudes podem mudar, mas levará tempo."

Preconceito velado

Gisele Alessandra diz que declarar-se transgênero foi uma realização pessoal, mas que isso lhe custou o contato com a família.
"Passei dois anos cuidando da minha mãe, que tinha câncer. Depois que ela morreu, viraram as costas para mim. Recebi uma carta em que diziam 'essa coisa em que me transformei' não significava nada para eles. Entraram com uma ação na Justiça para me obrigar a sair do apartamento dela", diz a advogada.
"Em meio ao trauma de tudo que havia acontecido e à dor do luto, eu ainda por cima não tinha mais onde morar."
Ao mesmo tempo, ela diz que hoje, após ter assumido uma aparência feminina, ela sente-se mais aceita socialmente, mesmo que não totalmente. "Ninguém mais me xinga no meio da rua nem sou alvo de qualquer outro ato de violência. Pelo contrário, me elogiam."
Mas ela acredita que o preconceito, antes explícito, agora se manifesta de forma velada. "Talvez seja ainda pior. Posso revidar uma agressão, mas como posso reagir à falta de convites para sair ou de propostas de trabalho? Não há defesa para isso."

Da BBC
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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