Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Reflexão e Desabafos: Uma condição básica para ser crossdresser





Eu não vou descrever porque vocês vivem isso na pele e sabem que não é fácil ser crossdresser. Ninguém gosta de nós.

No cinema, na televisão e na literatura o crossdressing masculino invariavelmente é retratado de modo desajeitado, ora como tragédia, ora como farsa. Somos mostradas sempre ou como o elemento periférico e destoante da sociedade “normal” e que, portanto tem que ser afastado do convívio com os demais (Vestida para Matar, Brian di Palma, 1980; O Silêncio dos Inocentes, Honathan Demme, 1991) ou como palhaços, fazendo todo mundo rir das nossas trapalhadas como mulher (A Noiva Era Ele, de Howards Hawks, 1949 ou Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, 1959).

O único momento cinematográfico em que o crossdressing masculino é levado a sério é na forma drag, dentro do contexto gay. Entretanto, essas histórias tipicamente focalizam mais a vida e as vicissitudes de homens gays, com o crossdressing (drag) fazendo um papel de apoio secundário (Priscila, a Rainha do Deserto, de Stephan Elliot, 1994 ou Para Wong Foo, Obrigada por Tudo, Julie Newmar, de Beeban Kedron, 1995)

Para ajuda-las a compreender o meu ponto de vista, tentem imaginar Hollywood fazendo um filme, estrelado por três astros do momento, com o enredo girando em torno de três crossdressers heterossexuais dirigindo de Nova York para um evento em Atlanta e cujo carro quebra em algum pequeno vilarejo ao longo do trajeto. Poupe o seu fôlego...

Sempre que homens heterossexuais se travestem em filmes isso acontece em nome da farsa, da comédia, da palhaçada. Outro dia eu estava olhando títulos na banca de saldos da minha loja local da Barnes & Noble e encontrei um pequeno livro sobre drags no cinema. O livro era muito interessante: se você o folheasse de um jeito, leria sobre homens se vestindo de mulheres nos filmes. Se você o virasse de ponta a cabeça e folheasse de trás para a frente leria a respeito de mulheres se vestindo de homens nos filmes. As duas partes se encontravam no meio do livro.

Em todos os exemplos do livro, as mulheres que se vestiram de homens no cinema encarnaram personagens marcantes, com problemas reais que só puderam ser resolvidos quando elas assumiram a identidade (e o status) de homem. Mesmo quando o filme era uma comédia, as mulheres travestidas de homens não eram, em nenhum aspecto, apresentadas de maneira burlesca ou cômica.

Homens vestidos de mulheres? Jerry Lewis, Os Irmãos Marx, Lou Costello, Tony Curtis, Jack Lemon, Cary Grant. No caso desses personagens, o uso de vestuário feminino é sempre feito no contexto de situações embaraçosas, becos-sem-saída em que até mesmo o “ato desonroso” de vestir-se de mulher passa a ser aceito. Para o público, não era de maneira alguma a opção mais desejável, mas era o único jeito. E isso faz com que a situação dos protagonistas apareça como hilária.

A ficção literária não faz muito melhor. No livro de Tama Janowitz "The Male Crossdresser's Support Group" (O grupo de suporte do Crossdresser Masculino), o personagem principal, uma mulher marginalizada trabalhando para uma Agência de Acompanhantes em Nova York finalmente “estoura” em sua profissão quando ela revela que na verdade é um homem.

A maioria das pessoas nunca vai encontrar nem será apresentada a um crossdresser. Podem até conhecer gente que é crossdresser, mas elas nunca saberão que eles são. Tudo que a maioria das pessoas sabe a respeito de crossdressing chegou a elas não apenas em segunda mão, mas também de modo altamente deturpado e preconceituoso. Definitivamente, nenhum crossdresser pode culpar as pessoas por terem uma concepção tão errada do que é crossdressing.

Mas e o que dizer a respeito da comunidade gay? Posso afirmar que nos meios gays não existe aceitação ampla e irrestrita dos crossdressers. Ao contrário do pensamento das massas, orientação sexual não está inerentemente conectada com gênero, assim como a imagem do homossexual afeminado é apenas um estereótipo.

Ainda que mais e mais organizações de gays e lésbicas estejam adotando políticas de inclusão dos chamados “transgêneros”, eu ainda não acredito que, ao nível de política de relacionamento pessoal, um gay ou uma lésbica sejam particularmente inclinados a aceitar um crossdresser.
Muitos crossdresser pensam que suas saídas estão limitadas aos bares e boates gays das suas comunidades. Eu tenho freqüentado bares nos últimos 25 anos, até mesmo trabalhado na porta de um ou dois. Nos bares, as pessoas não têm o mesmo tipo de comportamento que costumam ter no trabalho ou em casa. Você está tão propenso a encontrar problemas num bar gay como num bar hétero.

Finalmente chegamos à nossa própria pequena comunidade crossdresser, e cara, nossa casa é uma bagunça!

Recentemente o Transgender Fórum colocou a seguinte questão para os seus participantes: “O que mais incomoda você na comunidade transgênera?”

Esmagadoramente, a maior concentração de respostas foi a respeito das suspeitas, disputas e rixas entre crossdressers, travestis e transexuais. O “cisma” existente dentro da comunidade transgênera foi de longe a queixa número um.

Eu tenho podido comprovar isso na própria cidade onde eu moro. Aqui há duas filias de organizações de apoio aos crossdressers. Uma é a Tri-Ess; outra é a auto-denominada “grupo aberto” (Open Group). A freqüência a ambos os grupos é muito baixa, algumas vezes não passa de 4 ou 5 participantes em cada reunião, que é semanal. Novas afiliações estão estagnadas, com o número de novos membros a cada ano ficando igual ou inferior ao número de desligamentos por falta de renovação ou simples desaparecimento.

Embora a política de filiação do Tri-Ess seja mais rígida, a maioria dos afiliados pertencem a ambas as agremiações. A participação de S/Os é praticamente nula.

Eu queria ter ganho um dólar para cada vez que ouvi a frase “ser apenas um crossdresser” ao longo dos últimos dois anos. Vinda de um crossdresser, soa como uma apologia ao gênero. Dita por transexuais, um rebaixamento. Quantas vezes eu ouvi de alguém que começou recentemente a tomar hormônios coisas do tipo “e pensar que há um ano atrás eu era apenas uma crossdresser!”. Você pode imaginar o general Colin Powell se dirigindo a algum negro desempregado da periferia de uma cidade grande dizendo, todo sorridente e feliz, “e pensar que há 40 anos atrás eu era apenas um favelado!”

Eu já ouvi transexuais dizerem que não saem em público com travestis porque elas sempre poderão ser mais facilmente identificadas por estarem perto deles. Por dedução, pode-se concluir que é ainda mais difícil “passar” se estiverem em companhia de crossdressers... Bem, pelo menos transexuais e travestis têm algo em comum conosco: todos nós desejamos “passar”. Deveríamos pensar nisso, antes de nos encastelarmos em esquinas opostas.

Eu não sou nenhum paradigma de feminilidade (seja lá o que for que isto signifique), mas eu sempre me saí muito bem em público. E já fui a restaurantes e lojas com algumas transexuais realmente muito feias e desajeitadas, em função das quais eu recebi um monte de olhares e risinhos maliciosos que me doeram pra burro e deixaram minhas bochechas vermelhas, não de “blush”, mas de raiva. Mas eu tornaria a fazer isso de novo, com prazer.

O mundo hétero não gosta de nós, nós não temos nenhuma serventia para a comunidade gay e mesmo a nossa própria comunidade transgênera gostaria de se livrar de nós. Estranho, considerando que, como pessoas, crossdressers são esposos, pais, empregados, empregadores, profissionais liberais e proprietários de negócios. Cuidamos das nossas famílias, fazemos o nosso trabalho, estamos atentos à educação das nossas crianças, participamos da vida das nossas comunidades, enfim, cuidamos de nós mesmos e não aborrecemos ninguém.

Não fazemos nada que nos torne algum tipo de persona non grata dentro das nossas comunidades. Ah! Eu quase me esqueci: - a gente é crossdresser...

Bem, aqui estou eu, uma página e meia de um artigo intitulado “uma condição básica para ser crossdresser” e nem comecei a responder a questão. Como tem sido o caso de muitos outros tópicos da minha vida, este tema também ganhou um novo enfoque a partir do exercício do meu papel de pai com a minha filha de nove anos.


Nos próximos anos, a vida dessa garota vai ser virada de ponta a cabeça e, na faixa dos 12 ou 13 anos, ela terá de tomar decisões a respeito de fazer sexo, usar drogas, beber, fumar, o que fazer do seu futuro. A maior parte do tempo ela estará em companhia de pessoas que estarão passando pelo mesmo redemoinho existencial, se deparando com os mesmos problemas, ameaças, oportunidades e desafios. Será que ela pode procurar algum tipo de ajuda e aconselhamento entre seus pares? De jeito nenhum!

Como adolescente, ela desejará pertencer ao grupo, simplesmente pelo fato de pertencer ao grupo. Volta e meia, ela terá que decidir se deve se comportar como todo mundo ao seu redor, ou comportar-se da maneira que ela acha mais correta. Como é que ela tomará essa decisão? O que neste mundo poderá prevenir que uma garotinha seja apanhada nas armadilhas e seduções de uma infinidade de mensagens verbais e não verbais que ela recebe diariamente do seu grupo?

A resposta é: uma pequena voz dentro da sua cabeça. Uma voz que a chama, tentando conduzi-la para um lugar seguro dentro dela mesma, onde a sua individualidade possa desabrochar e crescer de maneira segura, calma e auto-sustentada. Onde ela possa viver com ela mesma, do jeito que ela acha que deve ser.

Um amigo meu, muito sábio, que também é crossdresser, chamou-me a atenção para algo contido na nossa linguagem. Nós sempre pensamos nos seres humanos como tendo cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato, embora nós usemos frases como “senso de humor” e “senso de direção”. Ainda que eles sejam sentidos, certamente não podem ser estudados cientificamente, como os cinco sentidos anteriores. Assim, obviamente, a ciência médica não os reconhece. O que dizer, então, a respeito do “sentido de si mesmo”?

Será que você tem um sentido de si mesmo quando deixa outras pessoas dizerem a você quem você é, o que você é, o que você deve pensar, como você deve se sentir? Você pode distinguir entre idéias originais e pensamentos que surgem de dentro de você mesmo e que refletem a atividade do seu “self” ou você permite que de alguma forma as idéias e as palavras de outras pessoas se transformem nas suas próprias?

Um forte sentido de si mesmo torna-se indispensável quando percorremos um caminho como o nosso, que a maioria à nossa volta considera inadequado, desonroso e impopular.

Um forte senso de si mesmo é absolutamente essencial quando participamos de um grupo ou organização que prescreve regras muito rígidas de como seus membros devem ser e agir. A pressão para se conformar a essas regras e condições choca diretamente com nossa noção do que somos como indivíduos.

Geralmente falamos de alienação no sentido relacional ou seja, no sentido de estar distanciado de outras pessoas, fatos ou eventos. Porém, a mais devastadora forma de alienação é o distanciamento de si mesmo, a perda do “self” individual e sua substituição por um “corpo coletivo”, ou seja, os padrões de comportamento do grupo.

Como uma garotinha adolescente, nós crossdressers estamos permanentemente sendo ora ameaçados, ora seduzidos pelo ambiente à nossa volta. As mensagens são claras e consistentes. Para todo lado que a gente olhe, as pessoas e as circunstâncias estão sempre nos dizendo que nós estamos errados. Para muitos, começa dentro da própria casa, com a rejeição e a perplexidade de esposas, filhos, pais, parentes e amigos ao nosso modo de vida. Mesmo entre nossos pares, há quem use o seu conhecimento de crossdressing para nos marginalizar ou nos submeter. E, é claro, dentro da própria comunidade (?) transgênera, há subgrupos que claramente não nos aceitam e francamente nos combatem e rejeitam.

Isto não significa dizer que travestis e transexuais sejam culpadas de todos os problemas dos crossdressers. Longe disso. Transgeneridade é muito mais uma criação de uns mil anos de patriarcado, primeiro cristão, depois patriarcado científico, do que o tabu de homens usando vestuário feminino. A existência de um diagnóstico clínico para a transexualidade e a tecnologia médica para “trata-la” faz as crossdressers parecerem indesejosas de procurarem ajuda para o seu problema. De fato, muitas crossdressers não vêm a si mesmas como tendo problemas.

E isso leva embora uma razão para o crossdressing. No modelo transexual, usar vestuário feminino faz com que a imagem exterior coincida com a imagem interior. Crossdressers, entretanto, não buscam ser mulheres no sentido definitivo do termo. Assim, a imagem interior permanece masculina enquanto a exterior se transforma em feminina. E daí?

E eu ainda vou acrescentar mais. Quando feita de maneira adequada por uma crossdresser que dedica tempo e energia para aprender a criar uma imagem de qualidade, que aprende a arte e o uso da maquiagem, que observa cuidadosamente a moda e aquilo que é mais apropriado usar tendo em vista o seu biótipo, sua aparência exterior é grandemente melhorada. O uso apropriado de maquiagem e vestuário melhora a aparência de qualquer um, homem ou mulher.

Já encontrei pessoas muito atraentes que eram homens usando maquiagem e indumentária feminina. Não garotas espetaculares, apenas pessoas de boa aparência. Elas “passam”? Provavelmente não, mas sua aparência bem cuidada certamente mereceria o respeito e atenção de todos. Não havia nada imoral ou pernicioso na sua aparência ou no seu comportamento.


Muitos crossdressers (e transexuais) não sabem o suficiente a respeito do uso de maquiagem nem sobre o tipo de roupa que lhes cai melhor, nem o que está na moda. Muitos não sabem nem mesmo combinar peças e complementos de vestuário. O resultado disso é uma imagem sofrível. Mas essas coisas são itens que qualquer pessoa pode aprender e melhorar sensivelmente a partir da prática.

Infelizmente, os mesmos quesitos para ser crossdresser – um forte senso de si mesmo e uma natureza independente – também dificultam os crossdressers de se agruparem. Não é do perfil de pessoas com tais características se amontoarem em grandes rebanhos. Figuradamente, podemos dizer que o meio crossdresser é uma comunidade de capitães, cada um à procura de uma tripulação.

Teoricamente, qualquer crossdresser viveria com muito menos stress se permanecesse como um “homem normal”, vivendo o anonimato de uma vida de “homem normal”, fora do alcance de qualquer tipo de reprovação da sociedade.

Mas não é da natureza de quem é crossdresser. Ser CD significa expor a essência da sua própria natureza, ainda que isso desafie todos os cânones da sociedade, por representar a escolha de um caminho não-aceito e condenável.

Para isso é necessário um forte senso de si próprio, uma forte aceitação de si mesmo. É isto que faz um crossdresser. É isso que, de resto, faz qualquer pessoa realizar-se em qualquer coisa que venha a fazer na vida.

Do Casa Maite - Por  Yvonne é uma crossdresser casada com uma esposa S/O que mora em Albany, na região de Nova York. Seu site contém ótimos artigos e dicas para a vida de toda crossdresser.
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Conto: Fiz meu amigo de mulherzinha


Me chamo Leonardo, moro no Rio de Janeiro, tenho 45 anos de idade, sou moreno-claro, 170m, 80kg, másculo. Sou um homem casado e respeitado chefe de família. Tenho um ótimo relacionamento com minha esposa e uma vida sexual intensa, mas afinal de contas, sou homem e como tal, não sou santo. 

Outro dia, estava no trabalho sem muito que fazer e, como sempre, pensando besteira. resolvi então escrever relato sobre um casal que saí, onde o marido gostava de ser passivo para outro macho. Me empolguei escrevendo o tal conto e, me deixei levar pela emoção e lembrança. Estava eu com o pau duraço, escrevendo e revivendo os deliciosos momentos na minha fértil imaginação. Abri a calça, liberei o “bichinho” para dar uma respirada, pois a calça jeans estava machucando. Coloquei a camisa por cima, a fim de evitar um possível flagrante. Nem percebi quando um colega de trabalho de nome André se aproximou por trás e leu parte do que escrevi. Fiquei meio sem jeito, afinal, esse é um tipo de assunto que não se abre para qualquer pessoa, ainda menos para colega de trabalho. Ele fingindo não ter visto nada, me deu o recado que tinha que dar e saiu. Não toquei no assunto e o dia acabou sem maiores inconvenientes. Que bom, pois era uma sexta-feira e o final de semana prometia.
 
Trabalho com manutenção de equipamentos hospitalares e na segunda-feira havia um trabalho meio complicado para fazer e tínhamos que ir em dupla, aliás, quase sempre vamos em dupla. Iríamos pra lá André e eu e, estava previsto para passarmos o dia inteiro fora.
 
Fui até o banheiro da empresa e vi o André saindo do box dos sanitários, estranhei, pois ele dizia que não conseguia “fazer” num banheiro que não fosse o da sua casa, mas tudo bem, um dia a necessidade obriga, não é mesmo?”.

Saímos para a execução de tal tarefa que deveria ser difícil e demorada, entretanto, felizmente as coisas saíram melhor do que o esperado e, o tal serviço, rapidamente foi feito. Resultado: tínhamos o dia inteiro livre, já que não precisaríamos nos retornar a empresa.
 
Notei que durante o tempo em que levamos para executar a tarefa, André por duas ou três vezes, se colocou na minha frente, de forma que sua bunda roçasse no meu pau, que logo deu sinal de vida.
 
Numa dessas “encostadas”, ele sentiu a dureza da pica que insistia em não baixar, mas nada falou, nem eu. Estávamos numa cidadezinha do interior do estado do Rio, que já conhecíamos de longa data e não tínhamos muito o que fazer. André sugeriu que fossemos almoçar mais cedo e procurar uma pousada, já que não havia dormido bem durante o final de semana devido a uma festa que havia tido na casa de um parente e, queria descansar. Ok. Aceitei a idéia. Seria bom descansar um pouco em plena segunda-feira. Almoçamos e fomos. Ficamos num quarto com duas camas de solteiro e sem banheiro no quarto. Fui até o banheiro, que ficava no corredor, quase de frente ao quarto, tomei um banho rápido e retornei. Tirei a roupa para não amarrotar e fiquei só de cueca. André voltou do banho, mas não se despiu. Deitou na sua cama e ficou conversando comigo. Perguntei se não iria dormir e, ele me disse que despertou depois do banho. Perguntei se não se incomodava de amassar a roupa e me disse que não. Nada mais falei. Me concentrei na televisão, que exibia o repórter local de meio-dia. Via sem muito interesse, já que pouco do que exibia ali me interessava. De repente ele me disse: “sabe que não consigo tirar da cabeça o que li no seu conto. É verdade o que escreveu?”. Respondi que sim, é verdade André. Adoro foder o cuzinho de um macho e fazer com que vire minha minha mocinha na cama. Se ele estiver usando uma calcinha fio dental então, hummmmm, me deixa mais tesudo ainda.
 
Então ele criou coragem e abriu o jogo comigo também: me disse que sempre vestiu escondido as lingeries das irmãs e agora, da esposa, que tinha o desejo de se sentir uma mulherzinha nas mãos de um macho, mas nunca teve coragem ou oportunidade. Meus olhos brilharam e o pau subiu. rsrsrs. Chamei-o até minha cama e mandei que se sentasse ao meu lado. Disse que poderia realizar sua fantasia comigo, pois sou muito discreto e sigiloso, portanto, ofereceria total segurança e, ele por me conhecer bem e saber que não sou de jogar conversa fora, se declarou. Disse que se preparou para a situação e que se houvesse uma oportunidade colocaria em prática. Desceu a calça e que surpresa a minha ao ver André com uma calcinha linda. Seus olhinhos não desviavam do meu pau que estava a essa altura estava duro feito pedra. Liberei o pau de dentro da cueca e direcionei sua mão trêmula até ele, que logo começou a me punhetar bem gostoso. Mandei então que colocasse na boca, o que ele imediatamente obedeceu. Chupou feliz feito uma criança que ganha um pirulito.
 
Ver meu amigo só de calcinha na minha frente me deixava muito excitado. Gozei gostoso na sua boca e ele sorveu cada gotinha do meu leite quente. Em seguida, deitei minha menina na cama e comecei a acariciar aquele corpo gordinho, de poucos pelos. Coloquei minha mulherzinha deitada de bunda pra cima, deitei em cima dela e fiquei beijando sua nuca, sua orelha, seu pescoço e fui descendo, passando a língua e roçando o pau, que voltava a endurecer. Cheguei na bundinha deliciosa com aquela calcinha enterradinha e dei uma palmada,depois um beijo. Então, puxei a calcinha pro lado e enfiei a língua naquele cuzinho, até então inexplorado. Minha gatinha gemia baixinho e dizia: “isso meu macho, me faz sua. Quero ser sua mulher na cama meu macho”.
 
Molhei bastante e enfiei um dedinho, depois dois e fiquei brincado naquele rabinho virgem. então, fui na minha bolsinha, que me acompanha sempre, peguei o KY, uma camisinha , botei minha gata de quatro, coloquei a camisinha, lubrifiquei bastante o cuzinho dela e apontei a pica na direção do buraquinho apertado. Forcei a entrada, ela deu um gemido e uma empinada na bunda, dando a entender que queria tudo dentro. Segui devagar empurrando a pica até encostar os pelos do saco na bunda, aí parei os movimentos e fiquei imóvel, com a pica toda atolada no cuzinho dela, que gemia baixinho e me incentivava. “vai meu macho, me fode, me faz de tua puta, me arromba, como é bom! Realiza meu sonho de ser mulherzinha. Vai, me fode”.
 
Essas palavras me excitaram ainda mais e comecei a bombar o rabo dela, aumentando as estocadas gradativamente. Sentia a pica bater no fundo do rabo de andréia, que gemia feito uma puta no cio. Mudamos de posição e me deitei de costas, com o mastro em riste (adoro foder de 4, mas uma putinha pra ser uma putinha de verdade, tem que sentar na pica e rebolar gostoso com o caralho atolado no rabo) e, mandei minha gata sentar. Ela se posicionou, segurou na base do pau e deixou o corpo arriar devagar, soltando um gemido quando a vara alcançou o fundo do buraco e agora foi sua vez de ficar paradinha. Nada fiz até que ela mesma resolveu se movimentar, subindo e descendo, agasalhando todo o pau dentro do buraquinho e tirando quase tudo. Hummmmm, que delícia!!! Avisei que queria gozar e ela me pediu que gozasse novamente em sua boquinha, o que prontamente atendi e gozei muito dentro daquela boquinha gostosa.
 
Quando demos conta da hora, nos aprontamos rapidinho, pois tínhamos que ir embora. Nos despedimos com um longo beijo e saímos.André me confessou que estava com o cuzinho ardendo, porém, feliz. Ficamos nessa brincadeira por bastante tempo.
 
Sempre que saíamos juntos, corríamos com o serviço para acabar logo e virarmos marido e mulher, mas não paramos aí. Como éramos amigos, eu ia sempre na casa dele e quando Márcia, sua esposa, não estava, a fêmea da casa era ele, que virava minha Andréia.
 
Comi muito aquele cuzinho na cama do casal, na cozinha, no banheiro, sem despertar suspeitas, e ele usava todas as roupinhas dela pra mim (calcinhas, saias, shorts, vestidos, sandálias). Ficava um tesão. Linda!
Cada lingerie sexy que colocava ficava ainda mais gostosa, minha doce Andréia.
hoje não trabalhamos mais juntos, já que saí da empresa e ela foi transferida para o sul do país.
 
Nos falamos com freqüência e ela me diz que nunca mais deu o cuzinho para outro macho, mas coloca roupinhas, se masturba com consolos na frente do espelho e, que está ansiosa para chegar o final do ano, quando vem de férias e será com certeza, minha mulherzinha novamente.

Quem gostou do relato e quiser ser minha mocinha pode fazer me chamar: pessoas do Rio de Janeiro, Baixada e Niterói com local.
 
Preferência a quem seja liso ou depilado. comedordecuzinhorj@hotmail.com ou leosouza.ni@hotmail.com
 
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TransEmpregos: Maite Schneider explica as dificuldades que pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho

A partir do reconhecimento da dificuldade de pessoas trans conseguirem espaço no mercado de trabalho, o projeto TransEmprego foi criado em 2013 para diluir a exclusão devido à sua identidade.
O POVO - Quais são os desafios que as pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho?
Maite Schneider - O maior desafio, primeiro, é vencer certos estigmas, preconceitos, que são muito negativos, que foram arraigados durante séculos na nossa sociedade, na nossa cultura que é machista, cristã, que tem a figura da pessoa trans como um pecado, suja, maldita. Depois de tirar esses estigmas, a gente tem que potencializar, porque foram anos que elas foram e ainda continuam sendo colocadas à margem da sociedade e sem poder ter uma inserção tanto na família quanto na escola, isso logicamente acarreta no mercado de trabalho. E posteriormente, melhorar as capacitações, fazer com que elas voltem a estudar, se capacitar, se profissionalizar cada vez mais.
OP - Quais os avanços conquistados no mercado de trabalho nos últimos 10 anos?
Maite - Um projeto como o TransEmprego, que tem cinco anos, não poderia nem ter chance de existir há dez anos, seria uma coisa impossível. As empresas estarem abertas também. Hoje, a gente tem a Atento que tem 78 mil funcionários no Brasil, 1.300 são trans. É possível sim essa transformação, de inserção real, de diversidade.
OP - Quantos homens e mulheres trans já conseguiram emprego pelo TransEmprego?
Maite - A gente não tem esse quantitativo, porque para a gente do TransEmprego, de uma a um milhão, o que a gente quer é fazer a inserção. A gente acaba trabalhando a questão das pessoas transgêneras, mas a gente abarca todas as diversidades. Se você quebrar esse preconceito que é um dos maiores que existe, de repúdio, de asco na sociedade com relação à pessoa transgênera, a gente consegue quebrar preconceitos com outras ditas minorias, mesmo que não quantitativas, mas políticas. Semana passada, a gente conseguiu empregar 15. Então, é muita gente. A gente vê que elas estão felizes, empregadas. Às vezes, as empresas que contratam querem mais, porque elas se dedicam muito, valorizam muito o emprego, muitas vezes é o primeiro emprego com 40 ou 50 anos de idade.
TransEmpregos 
Os interessados podem enviar currículos para o email marciademais@yahoo.com.

Do O Povo
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Reflexão e Desabafos: O Medo de ser Crossdresser


Ninguém precisa colocar anúncio no jornal dizendo que é crossdresser, que gosta de se vestir de mulher, de usar salto alto, de fazer maquiagem, essas coisas. Essas práticas são algo eminentemente pessoal, que não interessa a mais ninguém exceto, é claro, às pessoas que vivem muito próximas de nós, como esposas e filhos e - em grau menor - a pais, namoradas e amigos íntimos.

Ninguém precisa trombetear no local de trabalho que adora sair montada para divertir-se com as amigas e mergulhar nas baladas até o dia amanhecer.

Ninguém precisa contar para a vendedora que o batom que está comprando é para uso pessoal, assim como a calcinha ou o scarpin. A vendedora está na loja exclusivamente para vender, não para inteirar-se da vida de quem compra.

Ninguém precisa abrir uma comunidade no orkut ou entupir um site de fotos "en femme" a fim de afirmar-se como crossdresser.
 
A prática do crossdressing é perfeitamente legal e, tão longe quanto eu sei, perfeitamente normal.

Ilegal é usar drogas: - é conveniente uma crossdresser lembrar-se disso e se proteger disso.

Ilegal é roubar, como descaradamente roubam os homens públicos desse país, escondendo-se por trás de fachadas de “homens sérios”.

Assim como “anormal” é alguém deixar de fazer o que quer e pode em nome de limites auto-impostos, de estúpidos bloqueios concebidos apenas com o objetivo de jamais arriscar uma falsa e carcomida fachada de machão.

Anormal é sofrer e ser infeliz em nome de idiotices nas quais ninguém acredita mais, nem a própria pessoa, mas que continua a defender, feito uma "idiota programada", em nome de “parecer” aquilo que os “outros” gostariam que ela fosse.

Não existe coisa mais covarde do que crossdresser que sente vergonha de ser crossdresser. A ressalva vai para os sujeitos que realmente não são crossdressers, que se dizem crossdressers, mas são apenas internautas entediados com a vida ou fetichistas de fim-de-semana em busca de novas aventuras.

Não existe coisa mais ridícula do que esconder – até de si próprio – a condição de transgeneridade que a vida nos impôs. Não conheço nada mais fora de propósito do que “armário”. A menos, é claro, como eu disse antes, que o sujeito seja apenas um internauta que-não-achou-coisa-melhor-pra-fazer do que vestir a calcinha da mulher e exibir a bunda na internet, ou um fetichista que adora transar vestido de noiva.

Mas crossdresser "mesmo" não tem o direito de envergonhar-se de ser o que é. Porque não está fazendo gracinha pra ninguém. Porque esse é o estilo de vida que faz sentido para ele, que o deixa à vontade, que faz com ele entre em contato com as partes mais profundas, criativas e saudáveis do seu próprio ser.

Para uma “crossdresser mesmo”, vestir-se com roupas de mulher está longe de ser uma aventura inconseqüente e banal, empreendida na surdina, com o coração na boca, a boca seca, os olhos estatelados e as pernas trêmulas. Crossdresser "mesmo" veste-se de mulher porque, para ele, “faz sentido” vestir-se de mulher. Porque ele faz isso como forma de expressar a "parte feminina" - fortíssima - da sua própria personalidade. Parte feminina que às vezes é tão forte ao ponto de dominar a cena inteiramente e não permitir que a crossdresser volte à antiga condição de fachada, vivendo como homem - e empreenda uma dura jornada de transição.
Tampouco uma crossdresser veste-se de mulher com o objetivo claro, direto e explícito de praticar sexo "como uma mulher". Se o sexo acontecer – raramente acontece – terá sido como conseqüência natural de uma personalidade feminina plenamente assumida. Mas uma crossdressers jamais se servirá das vestes de mulher como mero "recurso de sedução" para levar alguém para a cama.

Ser crossdresser não é crime, não é falta grave, não é objeto de qualquer tipo de punição.

De onde vem, então, esse medo absurdo que leva mais de noventa por cento das crossdressers a jamais se manifestarem no mundo "real"? A se manterem trancadas dentro de si mesmas? A se isolarem, morbidamente, em seus armários, “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?

Será simplesmente o medo, patético, da esposa achar o “fim da picada” seu marido vestir-se de mulher e partir para um rompimento ruidoso e cheio de malícia e traição? Ora, se uma mulher deixar o marido por uma revelação dessas, é porque ela já o havia deixado há muito tempo! Se há o mínimo de intimidade e cumplicidade na relação do casal, mulher nenhuma vai "botar a saia na cabeça" e sair gritando aos quatro ventos que o marido é um “maricón” só pelo fato dele revelar a ela que gosta de se vestir de mulher. E se a mulher fizer um escarcéu com a revelação, a "crossdresser confessa" terá ganho na "sorte grande" pois, agora, tem a oportunidade de livrar-se de um estropício desse tamanho "estacionado" em sua vida!!!

Será o medo da empresa - ou do sócio - descobrir esse aspecto da vida privada do indivíduo, chegando ao ponto de dispensa-lo por “justa causa”, rotulando-o de “bicha”, condenando-o a jamais encontrar uma colocação na vida? Também não deixaria de ser um grande favor que a vida estaria prestando à crossdresser livrar-se de uma vez por todas de uma empresa burra e preconceituosa ou de um sócio idem. Mas é que fica até difícil pensar de onde sairia o argumento para uma “dispensa desonrosa por justa causa” (a menos que a crossdresser tenha decidido romper o “dress code” da diretoria – que até as mulheres respeitam – comparecendo a uma reunião de trabalho de mini saia e meia arrastão... mas até nessa hipótese fica difícil configurar “justa causa”!)

Será o medo de perder os clientes? Isso também é uma deslavada bobagem pois, se os serviços são bons, de qualidade e de bom preço, dificilmente alguém deixará de freqüentar o consultório por saber eventualmente que o seu dentista gosta de sair à noite vestido de mulher. Só aqueles horrorosos fundamentalistas que vêem horror e pecado em tudo, por serem, eles próprios, horrorosos pecadores...

Seria o medo de sair às ruas, montadas, e serem apedrejadas pela sua feiúra, pela sua loucura, pela sua inadequação? Ora, mais uma vez, a menos que a pessoa saia, escandalosamente, "dando bandeira" em cada esquina da cidade, dificilmente sua presença será ao menos notada. Infelizmente até, pois crossdressers, narcisistas como são, simplesmente adoram ser notadas... Em todos os meus anos saindo em público eu jamais recebi pedradas e invariavelmente sempre fui muito bem tratada em todos os lugares que freqüentei. E olha que eu já fui montada até em culto religioso...

A maioria das crossdressers, que sofrem enclausuradas em seus armários, darão as causas acima como as principais – senão as únicas – razões para se manterem em seus auto-exílios. Para não se orgulharem de ser como a natureza as fez: - crossdressers. Para esconderem a sua condição transgênera até de si próprias. Para omitirem esse importante aspecto da sua personalidade até para as pessoas importantes da sua vida (pessoas importantes e não "todo mundo"; eu já disse, lá no início, que não se trata de publicar um anúncio na primeira página da edição de domingo...)

Entretanto, eu quero dizer que não são essas, definitivamente, as verdadeiras causas do medo de alguém se assumir crossdresser. Se as crossdressers se escondem, negam, rejeitam, disfarçam, lutam até para livrar-se dessa condição, é porque querem continuar posando de “homens machos”, apesar de não serem nem de perto aquilo que a sociedade rotula de “homens machos”. Porque desejam continuar fugindo da responsabilidade de se mostrarem ao mundo como realmente são ou seja, “pessoas diferentes”, que foram dotadas pela natureza com aspectos muito especiais, dentro do vasto espectro da diversidade humana.

É essa vergonha "de se ser o que se é" que trava, inibe, impede, bloqueia e enclausura crossdressers em seus armários. É o medo de se assumir transgênero, dentro do seu próprio grau de transgeneridade.

É a vergonha de não ser vista mais como homem ou, pior ainda, de passar a ser vista como mulher.

Duro estigma que há milênios paira sobre a cabeça do macho, assim como a condição homossexual ou a própria condição do "ser mulher".

Para mudar isso, é preciso que haja pessoas que se orgulhem de ser o que são, ou que simplesmente não se envergonhem disso.

Pessoas que não fiquem "roendo as unhas", se pelando de medo, cada vez que imaginam a mulher descobrindo essa sua estranha tendência que, afinal, não tem nada de estranha, posto que, em 98% dos casos, é manifestada ainda na primeira infância.

Pessoas que deixem o anonimato, espúrio e covarde, e venham se reunir aos seus iguais (sim! Existem muitos iguais nesse mundo! Ninguém está absolutamente só!)

Pessoas que consigam romper a lei do silêncio e passem a falar disso como fato normal em suas vidas. Como falariam se, eventualmente, contraíssem a gripe suína e tivessem que expor seus sintomas abertamente, sem nenhuma vergonha ou pudor de revelarem ao mundo o que sentem.

Pessoas que não se arrastem na calada da noite, feito almas penadas, cheias de "dedos e mesuras", num estranho ritual de dor e beleza, apenas para satisfazerem necessidades perfeitamente normais e aceitáveis, como a de se produzir como uma bela dama dos anos quarenta (sim, porque transgêneros invariavelmente não têm muito o que buscar nos dias de hoje em termos de inspiração, já que as mulheres estão se vestindo cada vez mais próximas do homem...)

Quanto mais pessoas transgêneras deixarem suas "tocas existenciais" e mostrarem-se à luz do dia, mais o mundo verá que somos normais, que somos comuns, que temos direito à vida e à expressão como qualquer homem ou mulher tem. Quem sabe, com o nosso "aparecimento", até a sociedade reconheça a existência de “outros gêneros” além dessa patética divisão homem-mulher.

Esse será um momento de grande evolução para toda a humanidade. Um momento de verdadeira consagração do respeito à diversidade humana.

Mas, para que ele aconteça, é preciso de gente que pare de murmurar entre as pregas a sua condição transgênera, como se, ao se revelar, estivesse confessando algum crime inafiançável.

Evidentemente, não se trata de uma convocação para quem brinca de se vestir de mulher, como se vivesse num carnaval permanente. Nem para quem vestir-se de mulher é apenas um fetiche sexual. Essas pessoas têm outras histórias, que devem ser respeitadas como qualquer história humana deve ser respeitada. Mas nós, crossdressers "mesmo", não podemos continuar dando ouvidos à fala desmotivadora dessas pessoas que, por teimarem em permanecer ocultas, tentam desqualificar qualquer esforço no sentido de resgatar a dignidade das crossdressers "mesmo", cuja condição transgênera é muito mais do que um passatempo ou um fetiche.

Essa é uma bandeira destinada às verdadeiras crossdressers, que conhecem, do fundo da alma, a dor e a delícia de se ser o que é. Que não sentem vergonha de se reconhecer como grupo de expressão transgênera. Que não sentem repúdio nem guardam "a devida distância" de outras expressões de gênero que também buscam resgatar a sua dignidade e o seu direito de se manifestar como pessoas comuns, na vida em sociedade.

Talvez as crossdressers, por toda a sua história constitutiva, pela maneira como foram forçadas a reprimir e manter oculta a sua identidade transgênera, ainda não tenham a maturidade suficiente para existir à luz do dia, sem o medo, absurdo, de não serem mais respeitadas por não estarem sendo “suficientemente homens”.

Mas, também, jamais terão essa maturidade, se não começarem a se orgulhar, publicamente, de ser identificadas como pessoas transgêneras, com direito ao mesmo grau de reconhecimento, reverência e dignidade devido a qualquer homem ou mulher existente nesse mundo.

Do Forum Espartilho - Autor: Letícia Lanz
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Reflexões e Desabafos - Minha vida como crossdresser

Eu era um garotinho quando minha mãe me vestiu pela primeira vez. Eu acho que é quando meu crossdressing começou. Eu sou um homem e não quero mudar meu sexo, mas cresci com duas irmãs. 

Eu sempre gostei de crossdressing, então se minha esposa quisesse me vestir, eu não lutaria contra isso. Eu sinto que sou uma mulher no corpo de um homem. Eu não escondo nada da minha esposa, então ela sabe que eu me visto. Ela não é a favor do meu crossdressing mas ela me ama e eu a amo.

Eu sei que não sou mulher e não estou interessada em namorar homens. Eu fico relaxado quando me visto. Eu gosto da sensação da roupa. Eu compro todas as minhas coisas que eu uso.

Se você acha que é errado se vestir, então por que Deus nos colocou aqui sem roupa? Eu não acho que Deus disse que essas roupas são apenas para homens e essas roupas são para mulheres e apenas mulheres. Então, assim como outros homens gostam de esportes, eu gosto de "me vestir de mulher". Eles têm seus hobbies e o meu é crossdressing.

Eu não tento me tornar algo que eu não sou. Eu me visto porque gosto do jeito que me sinto e isso me relaxa. Lucy Quero agradecer por este site. Eu também não gosto de pornografia. Então Lucy esta é a minha vida. 

Tenho 62 anos e aproveito minha vida com minha parceira e esposa, a quem eu amo mais do que qualquer coisa.

Obrigado por ouvir minha história e espero que tenha gostado de ler tanto quanto eu gostei de contar.

 

Por Jammey - Do World of Crossdressing - Adaptação e foto By Katia Steelman Walker 
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Reflexões e Desabafos - Por que alguns homens se interessam por travestis?

Essa é uma pergunta frequente na mente de muitas pessoas. Ainda que o assunto, tomado muitas vezes como tabu, seja pouco discutido, o fato é que existem muitos homens que se interessam por travestis. E é difícil definir um perfil típico para eles ou estabelecer uma única razão para esse interesse.
Podemos dizer que as travestis são bonitas sim, claro que são! Muitas vezes temos a dúvida se são mulheres de verdade e isto traz uma grande curiosidade ao homem. Podemos ver alguns nas ruas em que olhamos com cuidado e ficamos pensamos: que linda mulher! Ao descobrir que esta mulher é na verdade um travesti, certamente muitos homens irão prontamente retroceder, mas alguns terão a curiosidade de buscá-las. Algumas travestis são tão parecidas com mulheres que se torna tarefa muito difícil para identificá-los (se tiver bebido a tarefa pode ser ainda mais difícil). Nesse link há vários exemplos disso (alerta, conteúdo adulto).

A vida agitada dos casais, muitas pessoas solitárias, vida sexual infeliz, falta de amor, são muitos os fatores que levam uma pessoa a se interessar por travestis. Vamos detalhar um pouco alguns dos motivos que levam os homens a procurar por estes profissionais do sexo.

O interesse por travestis é realmente muito frequente

Quem não lembra do ex-jogador Ronaldo que se envolveu com três travestis no Hotel Papillon em 2008 e acabou discutindo com uma delas e foram todos para a delegacia? A imagem do atleta ficou extremamente desgastada na época e houve também muita polêmica no caso.
Outro caso memorável foi o do tetracampeão Romário, que foi flagrado de mão dadas com uma travesti saindo de um show (veja aqui).
Os homens que se interessam por travestis são tantos, que provavelmente nem conseguimos imaginar. E para quem pensa que essa é apenas uma questão de opinião, uma rápida pesquisa sobre pontos de prostituição confirmam: frequentemente, os locais ocupados por travestis são tanto quanto ou até mais numerosos do que aqueles ocupados por mulheres. Parentes, colegas e amigos, é claro, “nunca sabem de nada”. Mas se esse interesse existe, e é tão mais comum do que imaginamos, talvez a atmosfera de anormalidade que se cria em torno dos travestis e daqueles que por eles se interessam tenha muito mais a ver com tabus da vida pública do que com justificativas da vida privada, não é mesmo?


Um leque muito mais amplo de possibilidades é atendido

Na verdade os travestis exercem uma sedução em muitos homens. Eles surgiram nos anos 70 usando saias minúsculas e seios exuberantes. Segundo a opinião de psiquiatras, os travestis gostam de agir e se sentir como mulheres. Não é apenas uma troca de sexo, é algo mais profundo e tem a ver com a autoestima do cliente e do travesti. Estes profissionais do sexo pensam que os heterossexuais que saem com eles são pessoas de cabeça aberta e podem simplesmente sentir prazer e ter um sentimento de amor, muitas vezes não encontrado dentro de casa.
Na verdade os homens veem os travestis como uma “mulher com pênis” e isto cria fantasias na cabeça deles. Muitos psiquiatras dizem que apenas os travestis podem ser tão femininos nas fantasias dos homens e isto é um grande diferencial.
Os travestis afirmam que muitos de seus clientes procuram por proteção, diálogo, carinho, enfim, procuram algo diferente que muitos deles não têm em casa. A transgressão é essencial e tudo que é proibido atrai, desta forma os homens preferem os travestis para sentirem-se amados e respeitados.
Muitos afirmam que desejo é desejo e não podemos reprimir ou explicar. O importante é respeitar estes profissionais do sexo e ter a mente aberta a relacionamentos futuros. Há vários casos de homens que preferem namorar travestis por darem a ele a proteção necessária no dia a dia.
Muitos homens não estão resolvidos em sua orientação sexual e procuram por estes profissionais, então o respeito deve ser dado e colocado em primeiro lugar. O homem casado ou solteiro tem o direito de ter relações sexuais com quem ele quiser desde que não haja preconceito de qualquer parte e seja um consentimento mútuo.
A questão é que travestis são tudo. Têm tudo. Isso, é claro, facilita muito na hora de satisfazer as mais diversas fantasias eróticas. E mais, os travestis assim são porque exatamente assim escolheram ser. Não estão submetidos aos padrões binários impostos para um ou outro gênero, com todos os moldes pré-estabelecidos que podem ou não agradar completamente um mesmo indivíduo. A consequência quase imediata desse “são tudo que querem e amam tudo que têm” é a sensação de que não apenas o travesti é capaz, como também aceita com mais prazer realizar quase tudo. E, seguindo essa lógica, o homem sente que não é apenas mais um cliente pervertido que paga para conseguir suas exigências. Ele também satisfaz, também sacia desejos. Está ali com alguém que também abriu mão de muito para saciar os próprios. Pode ser psicologicamente reconfortante realizar fantasias sem se sentir culpado ou julgado de alguma maneira.

Exemplo do escárnio de como somos frequentemente tratadas... 


Experimentar

É só pensar nas tantas fantasias eróticas que todos sabem que existem muito por aí. E elas são cultivadas, quase sempre, sem que nada precise ser revelado a ninguém. Buscando satisfazer esses desejos mais íntimos sem precisar se expor às pessoas que os cercam, alguns homens simplesmente recorrem a locais específicos ou sites que proporcionem essa experiência sem dificuldades. A vontade de provar um papel sexual diverso daquele que realizou a vida inteira, a curiosidade de saciar alguns desejos específicos sem abrir mão da imagem feminina ou a simples ambição de ter experiências diferentes… As causas podem ser as mais diversas, mas são todas como qualquer outra fantasia, com todas as particularidades que as caracterizam. No fim, nada além daquilo que todo mundo já sabe sobre sexo: os interesses estão por aí aos montes, e nem sempre é possível, ou necessário, justifica-los.

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Crossdresser: Um olhar sobre os conceitos de Crossdressing e Crossdresser

Na Biologia o genótipo é a composição genética de cada ser vivo adquirida hereditariamente.

A definição de gênero, genotipicamente falando, é dada pelo Sistema XY, no qual, majoritariamente, o gênero feminino é XX e o masculino é XY. Já o fenótipo consiste nas características externamente visíveis de um determinado genótipo, como aparência e comportamento.

Assim, quanto ao gênero, podemos falar em fenótipo feminino e fenótipo masculino.
Uma pessoa com genótipo e fenótipo masculinos que se não identifica com o gênero masculino pode buscar uma transição para o gênero feminino, da mesma forma que pessoas do gênero feminino, genotípica e fenotipicamente, o podem.

Trata-se de uma transição fenotípica de gênero, onde a pessoa busca adotar a aparência que melhor se adequa ao que sente em seu íntimo, pois nem sempre a identidade de gênero corresponde ao mesmo gênero biológico (cisgênero), mas sim ao oposto (transgênero).

Essa transição pode ser permanente e não permanente. A transição permanente implica em intervenções corporais visando alterar a aparência de maneira permanente, como por meio de terapia hormonal e cirurgias. Já a transição não permanente ocorre por meio de adoção de comportamentos e uso de objetos relacionados ao gênero oposto e pode ser em tempo integral, quando a pessoa adota um perfil feminino em seu dia-a-dia, ou ainda eventual, situação na qual a pessoa escolhe determinados momentos para realizar tal transição. 

Crossdressing, segundo o Cambridge Dictionary, é o ato de vestir roupas normalmente usadas pelo sexo oposto. Contudo o crossdressing transcende a definição do dicionário, englobando ainda a adoção de comportamentos, acessórios e, algumas vezes, o comportamento sexual típico do gênero oposto. Trata-se, portanto, de uma forma de transição de gênero não permanente, pois não implica em nenhuma alteração corporal cirúrgica ou hormonal, que pode ser por tempo integral ou temporária.

Crossdresser é alguém que, por meio do crossdressing, muda de gênero de maneira não permanente e eventual, com o uso de elementos e adoção de comportamentos típicos do gênero oposto. Desse modo temos a mudança do tipo MtF (Male to Female), na qual um homem adota a aparência do gênero feminino, e a do tipo FtM (Female to Male), onde uma mulher adota a aparência do gênero masculino.

Há uma visão estereotipada, especialmente sobre crossdressers MtF em função do comportamento sexual de algumas, na qual são vistas como pessoas sempre em busca de envolvimentos com homens e sexualmente submissas. Entretanto, ser crossdresser nem sempre significa dizer que a pessoa é homossexual, pois a transição não necessariamente envolve atração sexual por pessoas do mesmo gênero biológico.

Do BCS - Brazilian Crossdressers Society
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Crossdresser: Saindo "vestida de mulher" Pela Primeira Vez

Eu nunca esquecerei a minha primeira vez saindo de "montada", mesmo que seja quase oito anos atrás agora. Eu ja me vestia em casa há muitos anos sempre que podia, mas eu nunca tinha saído 'en-femme' antes.

Algumas semanas antes, eu havia me juntado a um grupo local de crossdressing e finalmente tive coragem de participar de uma reunião da Tri-Ess. Na minha infinita sabedoria, achei que seria uma boa ideia sair pela primeira vez "vestido de mulher".

Fiz uma montagem simples para a ocasião. Vesti usava uma blusa azul sobre um jeans levemente feminino com um sutiã para os seios e apenas uma maquiagem leve. Com ansiedade, saio do meu apartamento, ansioso para descer rapidamente os dois lances de escada até meu carro sem ser visto.

Então, ao entrar no estacionamento, sou confrontado por 2 Policiais! (Pensei! Eles estão em todos os lugares - e eles estão atrás de crossdressers!). E eu estou vestida Eles notam meus seios e minha blusa feminina. Oh Deus!

Agora eu fui flagrada tudo estava acabado! Eu sabia que não deveria ousar me aventurar em "montada". Eu quase morri de constrangimento ali mesmo. Eu sabia que ia me meter em confusão, ou pelo menos uma repreensão severa.

Como depois constatei, o policial não estava fora do meu apartamento esperando para flagrar "homem vestido de mulher".Ele não me deu muita atenção. Entrei no carro sem problemas e fui para minha primeira reunião da Tri-Ess.

Sobre o medo exagerado do que provavelmente nunca acontecerá. Isso é o que eu experimentei na primeira vez em que saí de "vestida de mulher", e tenho um palpite de que não estou sozinho. Nossos piores medos raramente acontecem, mas passamos tanto tempo neles. É só quando estamos no momento em que o medo pode ser substituído pela alegria de expressar o próprio eu feminino.

Saindo "vestida de mulher" pela primeira vez - (outra experiência)

Algumas semanas atrás eu fui abençoada em levar minha boa amiga Vicki em sua primeira expedição crossdressing no mundo cisgênero. Ela havia visitado em o a Cidade Esmeralda (um clube transgênero local em Seattle) antes, mas deixar a segurança de estar em grupo era novo para ela.

Nós começamos a tarde com o almoço no restaurante chinês que nós tínhamos tudo para nós mesmos, e apesar de alguns sorrisos interessantes de nossos anfitriões era uma ótima maneira de facilitar o crossdressing em público.

Vicki realmente mostrou o domínio de seus nervos quando ela sugeriu uma rápida visita ao shopping. E convenhamos jantar em um restaurante deserto é uma coisa, andar por um shopping lotado é outra completamente diferente. Foi maravilhoso ver a sensação de alegria e realização em seu rosto quando ela deu um passo orgulhoso para o mundo como sua persona feminina.
Como foi sua primeira saida montada? Foi estressante, emocionante, alegre, libertador ou algo completamente diferente? Eu adoraria ouvir, comentar e me informar.



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Como tratar uma boneca: dez dicas para um T-Lover iniciante

Hoje em dia, muito se comenta sobre os T-Lovers, termo que designa os homens que gostam de travestis e transexuais. Nós mesmos já pusemos no ar uma reportagem a respeito. O que, no entanto, pouco se fala é sobre o que um T-Lover iniciante precisa saber sobre o universo trans para não dar bola fora!

As dicas abaixo foram dadas por trans que entrevistamos e por pesquisas em algumas comunidades do orkut – e valem tanto para uma relação estável quanto para aquele sexo casual. Logicamente, elas não refletem a opinião de todas as bonecas, mas servem como uma base séria para viver bem uma conquista.

1 - Mulheres com algo a mais
Antes de tudo, um iniciante precisa ter uma coisa em mente: trans são “mulheres”. Dia e noite, elas se vestem, se comportam e pensam como mulheres. Algumas sempre foram assim, desde crianças; outras se transformaram mais tarde – mas é inegável que todas gostam de ser tratadas como mulheres, no feminino.

2 - Conforto e segurança
Se você busca mais do que sexo, conheceu uma boneca e gostaria de se encontrar com ela para, quem sabe, engatilhar um relacionamento, deixe que ela decida o lugar para o qual vão sair.

A vontade de agradar pode ser grande, mas é preciso saber que as bonecas sofrem ainda muito preconceito e são alvo de olhares tortos por uma parcela da sociedade. Assim, um restaurante ou um bar inadequado pode fazer com que a trans se sinta deslocada ou observada demais, o que pode acabar com todo um clima.

Se, ainda assim, você quiser escolher, no mínimo, tenha certeza de que não a está levando para um estabelecimento conservador e retrógrado.

3 - Carinhos sem fim
Travestis e transexuais formam uma parcela estigmatizada da sociedade e, talvez por isso, costumam ser muito carentes e sempre com um pé atrás – mas, no fundo, o que elas mais querem é carinho e atenção.

Vá com calma, para não assustar, mas ofereça companhia e dê o carinho que merecem. É o que aconselha a transexual Bruna. Namorando há três anos, Bruna conta que terminou seu namoro duas vezes porque não conseguia colocar na cabeça que também podia ser feliz: “Ele me dava carinho, ficava ao meu lado, falava que queria namorar, ter um relacionamento sério – mas eu não acreditava [...]. Que bom que aprendi”.

4 - Sempre as preliminares
Preliminares sexuais são importantes em qualquer tipo de relacionamento. Com elas, não é diferente.

As trans nos disseram que costumam começar com os seios sendo chupados – e vão ao delírio quando são lambidas na parte entre o ânus e o saco escrotal. Claro que também adoram ser penetradas pela língua e amam ter os pés beijados.

5 - Sexo verbal
Com exceção das trans profissionais do sexo, que costumam fazer de tudo, as que mantêm uma vida comum, às vezes, têm algumas restrições.

Muitas trans nos disseram que gostam de receber sexo oral – e gozam, muitas vezes, só com essa prática. Outras, a minoria, disseram que não querem ter o pênis tocado por se considerarem mulheres.

O que fazer? Para não correr riscos, o melhor é perguntar durante uma conversa ou mesmo na hora do sexo. Se preferir, peça para ela guiá-lo na cama – a brincadeira fica até mais gostosa!

6 - Chame pelo nome
Um erro muito comum cometido pelos homens que têm um relacionamento, seja ele sério, seja apenas um affair, é não saber apresentar suas namoradas trans.

Na hora de ir a uma balada, ou encontrar os amigos, jamais a apresente dizendo, por exemplo, “esta é a minha namorada, e ela é trans”.

Talvez, para você, não pareça, mas isso é rotular e pode levar seu relacionamento por água abaixo. Apresente-a por seu nome. Caso alguém pergunte e você se sinta bem em responder, diga, então, o gênero dela – mas não a subestime.

7- Posições sexuais
As respostas sobre as posições sexuais em que elas mais sentem prazer foram as mais imprecisas em nossa pesquisa com as bonecas – pesquisa esta que originou o presente artigo. O que ficou claro é que tudo depende do clima e do momento.

Às vezes, dependendo do tamanho do pênis do parceiro, algumas posições podem ser incômodas – ou, ao contrário, extremamente prazerosas. No geral, porém, as mais comentadas foram as tradicionais “frango assado”, de quatro e de ladinho.

8 - Recebendo um presente
Muitas vezes, as trans também gostam de ser ativas no sexo. Se você engatou um relacionamento e sente tesão em ser penetrado por uma boneca, mas não sabe como dizer isso, comece puxando assunto, perguntando se ela sente prazer somente sendo passiva, etc.

Certamente, ela vai perceber logo o que você quer. Se ela, por acaso, não curtir, não custa ter uma conversa clara para dizer que tudo pode ser tentado na busca pelo prazer. Esteja preparado, no entanto, para também ceder – e fazer renúncias.

9 - Prepare as fantasias
Esqueça as recatadas. Talvez por se sentirem até mais mulheres do que muitas gatinhas que nascem com o sexo feminino, talvez porque amem ser idolatradas, a verdade é que as bonecas adoram fantasiar durante o sexo.

Por isso, compre suas fantasias, invente e deixe a mente trabalhar para proporcionar ótimas transas. Tenha certeza de que, pelo menos entre quatro paredes, elas vão realizar tudo que tiverem vontade.

10 - Tudo vale a pena
Se você chegou até aqui, esta é a última e a mais simples dica: tudo vale a pena. Tenha consciência de que se relacionar abertamente com uma trans não será, muitas vezes, uma rotina fácil.

Tudo dependerá de como você se impõe aos outros e do quanto você dá bola para a opinião alheia. Portanto, deixe o preconceito para os ignorantes e viva o seu amor, ousando dizer-lhe o nome.

Do Tran Sites  - por Mario Calligiuri
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Reflexões e Desabafos: Os 10 principais benefícios ocultos do Crossdressing - Transgênero

Uau, o meu post anterior no blog sobre o GUILT atingiu as pessoas.

Se você se sente culpado por crossdressing ou transgênero, então talvez considere a coisa toda uma “maldição”.

Mas eu acredito que há alguns benefícios surpreendentes em ser uma pessoa de “dois espíritos”.

Neste post, quero compartilhar o que acredito serem os benefícios ocultos do crossdressing ou transgênero.

Algumas delas se aplicam mais a crossdressers, mas o sentimento é o mesmo: Ser TG pode fazer de você uma pessoa melhor no geral - no modo de garota e no modo de cara.

 

Os 10 principais benefícios ocultos do crossdressing ou de ser uma mulher transgênero

1. Ele permite que você integre o melhor dos dois gêneros em sua personalidade.

2. Isso motiva você a ficar em forma e cuidar de si mesmo. (Uma garota tem uma boa aparência, certo?)

3. Torna você mais empático com as mulheres.

4. Isso aproxima você das pessoas que o apoiam.

5. É mais fácil ser fiel quando * você * é a outra mulher (embora eu espere que sua empatia em relação às mulheres o impeça de trapacear, em primeiro lugar!).

6. Permite que você conheça a si mesmo de maneira profunda e significativa.

7. Isso faz de você uma pessoa interessante. (Normal é chato!)

8. Isso lhe dá mais compaixão para com os outros que não se encaixam nas normas da sociedade.

9. Oferece uma maneira saudável e não destrutiva de aliviar o estresse.

10. Isso faz de você uma pessoa mais criativa, engenhosa e corajosa do que seria de outra forma.

Então, o que você acha? Estou faltando alguma coisa nessa lista?

Eu adoraria ouvir o que você acha que são os benefícios ocultos do crossdressing ou ser uma mulher TG.

Por favor, deixe-me um comentário abaixo!

Ame,
Lucille

Por Lucille Sorella - Do Femme Secrets
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Priscila Reis: Transexual disputa campeonato feminino de fisiculturismo e trabalha em oficina

 
Ela chama atenção por onde passa. Gerente da oficina de troca de óleo do pai, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a fisiculturista Priscila Reis, de 26 anos, não suja de graxa as unhas bem pintadas, mas bota ordem na equipe masculina que controla. O que muitos clientes nem desconfiam é que a bela morena de 1,70 metro nasceu num corpo de homem e começou a transição sexual apenas aos 18 anos.

No início do mês, a moça ficou em segundo lugar num concurso de fisiculturismo feminino, em Saquarema. E entrou para a história do esporte ao se tornar a primeira transgênero brasileira a participar de uma competição apenas com mulheres cis (que se identificam com o seu gênero biológico). Ela ficou em 2º lugar.

— Tinha visto um caso na internet de um homem trans que disputou um campeonato com outros rapazes e passei a acreditar que era possível eu competir com outras mulheres. Procurei a IFBB- Rio (Federação Fluminense de Fisiculturismo e Fitness) e contei da minha vontade — explica Priscila.

Para a surpresa da atleta, a federação a autorizou a competir, mas fez algumas exigências:
— Falaram que eu precisava estar com a minha certidão já trocada para o gênero feminino e também pediram um teste mostrando que minha taxa de testosterona deveria ter menos de 10 nanomol. Foi muito bacana, porque os organizadores revelaram no final do concurso e não rolou resistência das outras meninas — conta.
Funcionária do pai, Priscila diz que precisou esperar um tempo para conseguir manter a boa relação que tem com a família, atualmente:
— No início foi bem difícil para eles entenderem a minha transformação. Mas, com o tempo, meus pais foram percebendo que não era uma questão de moda ou promiscuidade.

Era uma necessidade que eu tinha. Tanto que trabalho para ele. Priscila conta que ela mesma passou um período sem conseguir se aceitar e chegava a ficar com homens sem revelar que era transexual.





— Foi um período em que eu não tinha segurança comigo mesma. Mas, hoje em dia, isso já não é uma questão para mim. Sempre deixo clara a minha história. Tenho as minhas qualidades e apenas nasci num corpo errado — diz a fisiculturista, que não conta por nada qual era o seu nome de batismo: — Isso já não tem a menor importância na minha vida.

Por trabalhar numa oficina mecânica, Priscila diz que costuma lidar com muitas cantadas dos clientes, mas que tem um ótimo relacionamento com os funcionários:

— Muitos homens chegam aqui, pedem o cartão da loja e, quando vão embora, me ligam dando cantada. Há também os caras que fazem piadinhas, mas os meus funcionários são homens muito bem-resolvidos e me defendem muito.

Do Extra


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Reflexão e Desabafos: Como Sentir-se Plena no Crossdresing


Desde muito nova eu tinha a obsessão de sentir-me o mais feminina possível e isto me forçou a experimentar de tudo no universo feminino. Muito não me era conveniente, a outras coisas simplesmente não me adaptei, enfim, foi uma longa jornada até descobrir que calcinha me deixava mais sexy de forma confortável de modo a poder usar o dia ou a noite toda, que tipo de calçado eu teria mais confiança no caminhar, que estilo de maquiagem eu conseguiria fazer sozinha.

Enfim, tudo isso aprendi, mas de repente eu percebi que era expert em uma série de coisas, mas não estava feliz comigo mesma. Eu olhava para o espelho e via uma mulher hiper bem maquiada, com uma roupa super sexy, certamente desejável pelos homens, mas aquilo não me dava alegria. Eu simplesmente não me sentia plena, no real sentido da palavra plenitude, e o sintoma maior disso: eu não sorria.

O sorriso nada mais é do que a maneira como nosso eu interior expressa sua alegria no mundo exterior. Obviamente que eu sorria para as fotos, mas se estivesse em frente ao espelho e de repente olhasse meu reflexo, veria uma mulher carrancuda me olhando de volta. A perfeição não me agradava mais. E eu me sentia em um beco sem saída, como muitas de nós, crossdressers, já se sentiram e nesse instante chegaram a pensar em parar de se montar.

Algum tempo depois, refletindo sobre isso cheguei a uma conclusão simples: bastaria eu viver o crossdressing em vez de viver o processo de elaboração de minha figura feminina para ser feliz de novo. Em vez de me matar assistindo vídeos e mais vídeos de maquiagem, por que não me permitir errar e acertar por mim mesma? Em vez de ter o vestido perfeito para sair à noite anônima, por que não usar um par de botas e um shortinho para me sentir a mais puta e desejar atrair os olhares de reprovação e desejo? 

Então, finalmente, eu aprendi que no crossdressing, se for para ser feliz, vale a máxima "menos é mais".
Katrina Ivanovna

Do Facebook  - BCS: Brazilian Crossdressers Society
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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