Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Após críticas, Nego do Borel pede desculpas por chamar mulher transexual de "homem gato"

 Um elogio dado a um ídolo retornou em piada considerada preconceituosa. Ao chamar o cantor Nego do Borel de "gato" no último sábado (12), a transexual Luísa Marilac foi chamada de "homem" pelo funkeiro — como ela é mulher trans, isso pode ser entendido como um xingamento transfóbico. 
Youtuber que ficou famosa com o vídeo em que usa a expressão "bons drinques", que agora virou bordão, Luísa Marilac fez o elogio em uma foto que Nego do Borel publicou no Instagram. "Cada diz que passa você está mais gato, homem", escreveu Luísa. O primeiro comentário de Nego do Borel foi uma série de emoticons dando risada. Depois, respondeu com a seguinte consideração: "Você é um homem gato também, parabéns, deve estar cheio de gatas", escreveu o cantor. 

Nego do Borel foi criticado nas redes sociais. Houve quem relacionou o fato com o clipe de Me Solta, em que ele aparece vestido de mulher e chega a dar um beijo na boca de um homem. "Na hora de se vestir de mulher e beijar homem para ganhar dinheiro tava bom, né?", escreveu um seguidor.  "Ele não é obrigado a gostar. Mas é obrigado a respeitar. E como um cara "pra frentex" que ele diz ser, foi uma tirada de máscara que ele deu. Se mostrou um verdadeiro transfóbico" escreveu outro. 
Com a repercussão negativa dos comentários nas redes sociais, o funkeiro acabou se retratando. Também no Instagram, gravou um vídeo pedindo desculpa a Luísa. Disse que, na comunidade de onde ele veio, as pessoas costumam fazer brincadeiras que podem machucar. 
— A nossa brincadeira é um pouquinho grossa e a gente acaba machucando as pessoas. Às vezes eu machuco as pessoas sem querer. Luísa, quero te pedir desculpa do fundo do meu coração, me perdoa pelo que aconteceu, pelo meu comentário — pediu Nego do Borel.
Luísa gravou um vídeo em seu canal do YouTube nesta segunda-feira (14) em que admite que ficou chocada com a postura do ídolo. 
— Fiquei sem chão. Sem saber o que falar. Sabe quando você sente aquele frio horroroso no estômago, que você sente uma coisa na garganta, que não se expressar, não consegue chorar? Passei o dia assim. É uma pessoa que tenho consideração, que eu gosto, e ele ter me respondido daquela forma tão transfóbica me fez mal. Estou acostumada com isso porque passo isso na rua o dia todo.

Do Click RBS 

 




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No mês da visibilidade transexual, organizações preparam Caminhada pela Vida Trans

Janeiro é o mês da visibilidade das pessoas transexuais ou travestis, ou seja, pessoas que não se identificam com gênero que foi designado a elas no nascimento. Para dialogar melhor sobre o tema com a sociedade, organizações e órgãos públicos como o Mães Pela Diversidade, o Espaço Trans do HC e a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco promovem a Caminhada pelas vidas Trans. O evento acontecerá no dia 26 de janeiro com concentração a partir das 14h na Praça do Derby e segue em direção ao Monumento Tortura Nunca Mais, com chegada prevista ás 17h
Edição: Monyse Ravenna

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RENOSP: Policiais LGBTs brasileiros criam rede de apoio no Instagram

Quem acha que profissional LGBT é só um ou dois na corporação da polícia, bombeiros, aeronáutica marinha, exército, ou qualquer outra instituição de segurança pública, muito se engana.
Um grupo de profissionais de segurança pública brasileiros forma a rede RENOSP (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública), que em seu Instagram já conta com milhares de seguidores. Eles publicam diariamente posts mostrando profissionais LGBTs da área. Pessoas corajosas que acreditam na luta contra o preconceito e ignorância predominante nestas instituições e na sociedade como um todo.
A proposta existe há alguns anos, mas ganhou força desde a semana passada, quando veio a tona a história do PM Leandro Prior, que teve um inferno feito da sua vida após covardemente e anonimamente, alguém tê-lo gravado se despedindo com um simples selinho em outro homem no metrô de São Paulo.
Em um vídeo lançado semana passada, mostramos muitos policiais heterossexuais que fizeram muito além e sem jamais sofrer penalidades:



Por todas as redes sociais, foram muitos os comentários odiosos e até ameaças de morte de dentro da própria corporação da Polícia Militar, como foi o caso do PM Renato Nóbile, que feriu o juramento de honrar a vida – da própria Polícia Militar – ao ameaçar Leandro de morte (na pedrada ainda!).
Mas felizmente, há males que vem pra bem. Por outro lado, apareceram profissionais de dentro dessas mesmas corporações manifestando total apoio ao Leandro. Uma atitude corajosa, uma vez que a maioria dos profissionais LGBTs destes segmentos não se assume e vive uma vida acuada em seus armários pelo medo de todo preconceito que sabem que enfrentariam na profissão.
Inspirados na coragem destes, existe a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ RENOSP.  Como diz a bio do Instagram, é um grupo de pessoas em combate a homofobia, lesbofobia e transfobia dentro da Instituições de Segurança Pública. Todos podem seguir e pode fazer parte e mandar sua foto demonstrando apoio, todo profissional de segurança LGBT.
Pra quem acha que isso é novidade, o Brasil – pra variar – está atrasado. Na Europa, por exemplo, já existe desde 2004 uma Associação de Policiais LGBTs que integra profissionais de todos os países do continente e dá apoio a estes e apura casos preconceito nas corporações, por lá algo cada vez mais raro, diga-se de passagem.
Você pode seguir o Instagram do RENOSPLGBT aqui. Estamos juntos e precisamos nos APOIAR pra mostrar ao poder público que EXISTIMOS e merecemos dignidade e respeito em todas as esferas da sociedade.
Seguindo o perfil, você fica ligado nas atualizações, fotos e stories postados diariamente. Por lá, pode-se ver textos e fotos inspiradores de muitos profissionais LGBTs, todos com muita coragem e vontade de mudar o mundo para melhor.
Pelo fim do machismo e homofobia nestas corporações, que sinceramente, deveriam ter como prioridade acabar com tanto preconceito interno, uma vez que servem, acima de tudo, para garantir o bem estar e segurança de TODAS as pessoas.

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Transição aos 55


Começou com uma brincadeira: o artista plástico dinamarquês Einar Wegener (1882-1931) posava vestido de mulher para a esposa, Gerda, produzir suas pinturas. Ele gostou da ideia, até assumir a identidade de Lili Elbe e passar por uma das primeiras cirurgias de readequação sexual da história, drama contado no filme "A Garota Dinamarquesa" (2015). A taxista paulistana Marcella Almeida, de 55 anos e 1,74m, começa a entrevista comparando-se ao casal de artistas. Ela já se vestia de mulher com roupas da irmã na infância e a ajuda de suas ex-mulheres enquanto se identificava como Marcus Vinícius. Foi só há seis meses que iniciou sua transição de gênero. Ela conta como tem sido à Universa.

"Tenho uma irmã um ano mais velha que eu. Aos 6 anos, eu pegava as roupas dela e me admirava no espelho. Adorava ser menina. Roubava as calcinhas e colocava batom da minha mãe. Gostava de boneca. Esperava todo mundo sair de casa para ficar me montando.

Quando adolescente, era bonito, loiro, olhos claros, e pegava muita menina. Quando elas dormiam, eu colocava suas roupas, ou trocávamos mesmo. Gostava do ser feminino, não para transar. Via uma mulher bonita e a invejava.

Minha questão não era ser gay, mas ser mulher. O problema é que, na minha juventude, não tinha acesso a tratamento no Brasil. E aceitei minha situação da seguinte forma: amo Ferrari mas tenho Chevrolet, então serei feliz com o que tenho. Nesses 55 anos, o Marcus Vinícius foi feliz como pode.

Vestia roupas das ex-mulheres

Casei duas vezes. Com a primeira mulher, fiquei cinco anos e tivemos um filho quando ela tinha 14. Ela sabia das minhas manias e transávamos vestidas de mulher, fazíamos trocas de roupas. A segunda mulher, com quem estava há 30 anos, me dava baby dolls.

De uns anos para cá, comecei a acompanhar casos de transição de gênero e imaginar como seria comigo. Estudei os locais em que poderia ser atendida e, há três anos, cheguei ao Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento, em São Paulo. Me inscrevi para o tratamento gratuito, e somente em maio de 2018 me ligaram para a triagem.

Eu sei que não serei 100 % mulher. Eu sou trans. São gêneros diferentes, e o importante é ser feliz.
Fiz exames de sangue para saber se podia tomar hormônio e não tive dificuldade para começar o tratamento. Fui a duas sessões com um psicólogo e, em junho, iniciei a terapia hormonal.

Sem orgasmos

A Marcella nasceu de julho para agosto deste ano, quando estava completando 55. Tomo bloqueador de testosterona. Já emagreci 20kg. Em 40 dias de hormonização, meu sexo encolheu 50%. As calcinhas nem me incomodam. Minha certidão de nascimento já foi mudada. Sempre achei que tinha cara de Marcella. Hoje, por causa do tratamento, choro à toa. Perdi 30% da minha força física. Parece que a massa muscular está derretendo, a pele está fina. Ainda faço depilação a laser. Ser mulher custa caro. Só não tenho orgasmo, mas prazer.
Minha mulher pediu para não fazer a transição. Ela teve um ataque, disse que ia colocar veneno na minha comida. Não pensou que minha vontade de ser mulher sairia das quatro paredes.
Ela vomitou, ficou mal. Contei o que faria no dia do aniversário da nossa filha, de 23 anos. Uma vez, ela foi atrás de mim no DST [sigla usada para o ambulatório]. Queria quebrar meu carro, abriu as portas do ambulatório.

A gente se ama muito. Brigamos pouco nesses 30 anos e ela criou meu filho do primeiro casamento. Mas estamos contornando. Ela procurou um psicólogo e já conheceu uma pessoa. Entramos no processo de divórcio.

Questionei muito a mim mesma se faria tudo isso. Foram 55 anos da minha vida analisando. E, como ela sabia disso, pensei que aceitaria mais fácil essa transição. Ela ama o Marcus e a Marcella, mas sabe que o primeiro não existe mais. Eu o enterrei. Quando a gente sai, ela me apresenta como uma amiga. 

"Enfiei a Marcella goela abaixo"

Minha mulher se culpa por ter me vestido de mulher durante todo esse tempo. Às vezes, dormimos juntos, e dia desses ficamos. Se ela me aceitasse assim, seria bom, porque sempre a amarei. É difícil perdê-la. Era infeliz quanto à minha sexualidade, mas feliz no casamento. Agora é o contrário. 
Arquivo pessoal
Marcella trabalha como taxista pelas ruas de São Paulo Imagem: Arquivo pessoal
Eu enfiei a Marcella goela abaixo. Simplesmente acordei, fui no departamento jurídico do transporte público de São Paulo e falei que ia mudar meu gênero. Fui no ponto de táxi que fundei, em Moema, e falei para todo mundo.
Meu filho mais velho, de 31 anos, foi a única pessoa que me ofendeu nesses seis meses de transição. Ele queria que eu me afastasse e o atendi.
Ele está preso após uma briga com um policial e fui na cadeia como mulher visitá-lo. O pessoal de lá falou que ele deveria tirar o chapéu para mim e se encher de orgulho pela coragem.
Minha filha aceitou e meus cinco netos estão aprendendo a conviver. Meus pais são falecidos e minha sogra, que mora conosco, é cega e tem Alzheimer. Não compreende. Acho que minha mãe iria se decepcionar, porque eu era um filho lindo. Minha irmã chora todo dia. Não consegue aceitar. Disse que nunca vai me chamar de Marcella.
Tive amigo que jantava na minha casa e hoje não olha na minha cara. Às vezes fico chateada, porque as pessoas à minha volta estão tristes enquanto deveriam me apoiar. 

Experiência com homens

Nunca tinha ficado com homem e, a princípio, achei que era lésbica. Tenho muito prazer com mulher. Mas conheci um carinha na rede social há dois meses, casado com uma moça e bissexual. Saímos algumas vezes e me senti maravilhosa. Tive muito prazer nos braços dele, porque me senti feminina. Nunca transamos. Me apaixonei como uma menina de 15 anos, e não soube lidar com a situação. Eu queria algo sério.

Contei tudo para minha mulher. Uma vez, marquei de dormir com esse rapaz. Comprei camisola e mostrei para ela. Mas não aconteceu. Também fiquei com um modelo famoso, mas ele é casado e tem filha. Nos falamos até hoje. 
Eu me considero bissexual. Transei com uma mulher dia desses, mas tenho gostado mais de ficar com homem. Minha primeira experiência sexual com homem foi com um menino de 22 anos e foi maravilhoso porque tirei todas as vontades que tive durante esses 55 anos. 
Não sei se farei a cirurgia de redesignação sexual. Num primeiro momento, não queria mais usar meu órgão, mas os caras gostam assim e posso querer usar com uma mulher. Também não sei se colocarei silicone. Não quero ser uma miss. 
Nunca sofri nenhum tipo de agressão, nem tenho medo. Eu votei no Bolsonaro (presidente eleito), mas se ele acabar com o tratamento gratuito para pessoas trans, vou lá e compro os medicamentos.
Depois de ficar 55 anos dentro de um corpo que não é meu, nada me atinge. Pode chamar de travesti, trans, 'viado' mas o que me importa é minha família. Não dependo de ninguém para nada. Uma mulher que foi cliente minha por 20 anos não quer mais meu serviço como taxista, por causa da religião dela. Respeito, e quero que me respeitem também".

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Thalita Zampirolli investe em carreira nos Estados Unidos



Há alguns meses, Thalita Zampirolli começou uma grande mudança não só na sua vida pessoal, mas também na profissional.

A modelo decidiu se mudar para os Estados Unidos a fim de aprimorar seus conhecimentos e assim refletir isso na carreira que pretende traçar daqui uns anos.

A morena estuda o idioma local e faz cursos de artes cênicas.

"Vim para os EUA para estudar e estou totalmente focada nessa nova fase da minha vida. Estudo inglês e artes cênicas e pretendo investir na minha carreira de atriz aqui”, disse Zampirolli.
 
Ainda sabendo da dificuldade que é conseguir um espaço em um mercado tão concorrido como o mundo do entretenimento norte americano, ela disse estar disposta a superar seus limites e conquistar seus sonhos.

“Eu sei que não será fácil, mas estou pronta para seguir essa jornada enfrentando tudo o que vier pela frente.

O que nos faz forte o suficiente para vencer uma batalha, seja ela em qualquer campo de nossas vidas, é o quanto você deseja cruzar a linha de chegada, o quanto você resiste até o final da corrida e eu estou pronta para superar os meus limites", disse a atriz.

Do Fuxico

 
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Reflexão e Desabafos: Homem que fica com travesti é gay?

Embora sejam abordadas por homens de todas as idades, classes sociais, belezas e níveis culturais, as travestis e transexuais enfrentam inúmeras pelejas em seus relacionamentos amorosos. Enquanto a massa masculina se sente fascinada (veladamente, diga-se) por suas figuras, pouquíssimos homens aceitam assumir de fato um romance. Preferem o anonimato, as traições, o tradicional momento escondidinho…
Muitos t-lovers [homens amantes de trans] temem sobretudo serem encarados como homossexuais ou sofrerem preconceito – fruto do machismo e homofobia- por tabela. Para os que se envolvem, há os que se tornam cafetões, há os que vivem à custa da parceira e há quem não as dê nada em troca (nem dinheiro, nem respeito), como ir para cama fosse um favor para satisfazerem-lhes o “vício”. 
Antes de cometer suicídio em 2005, a musa Camilla de Castro (foto) – que fez sucesso no Superpop com o quadro Camila quer Casar – escreveu um depoimento, em que dizia sofrer por ser desejada entre quatro paredes, mas nunca em público. “Disseram que não existe amor para travestis e que os homens nos viam como privadas humanas, onde descarregavam seus desejos mais “loucos” sem sequer olhar para trás”.Camila morreu sem vivenciar o amor. 


Dentre várias razões, esta triste realidade – que está se transformando e tendo casos exemplares nos últimos anos – deve-se pela falta de esclarecimento e por conta de nossa gramática sexual, pobre, binária e sexista. Afinal, travestis e transexuais transcendem a lógica arcaica de “sexo biológico-gênero-sexualidade”, o que é ser homem, ser mulher, gay e hétero, logo são uma incógnita. Para os seus parceiros, as dúvidas se multiplicam e o que prevalece é o machismo.
A questão que mais faz parte das dúvidas dos nossos leitores é: “Homens que ficam com travestis são gays?”. E aí, meninas?

Fernanda Vermant

“Eu me atraio e me sinto feliz com homens héteros, porém namoro um modelo que gosta de travesti. É o que tem  para mim nesse Brasil e não vou dispensar… Penso que homens que gostam de travestis são gays, porque gostam na verdade do pênis delas. 
Mas, por outro lado, acredito que sejam héteros os homens que aceitam a sua amada e a observam como uma verdadeira mulher, sendo operada ou não.  
Há ainda um estudo que visa pesquisar o comportamento sexual e que encara os homens que gostam de trans como uma nova orientação sexual. 
É difícil definir o relacionamento das trans, porque muitas nós não nos aceitamos – o corpo, a identidade, a referência trans – logo ninguém nos aceitará…. 
Nos dias atuais, homens héteros ou gays enrustidos só saem com travestis para fantasias ou alívio para o seu homossexualismo [sic] reprimido. Os amigos do meu namorado, por exemplo, inclusive os gays, não apoiam o nosso relacionamento. Mas, acima de qualquer reprovação e medos, o mais importante é ser feliz, né gente? Love, Fernanda”

“Homens que se relacionam com travestis não são gays, são héteros. Digo isso porque a imagem que temos é feminina e o gay não se interessa por uma imagem feminina. O gay gosta é de outro homem, com corpo, trejeitos e maneira de ser masculina – o que obviamente não é o meu caso.
Muitos homens se sentem atraídos por nós por conta da nossa feminilidade e mistério, querem saber como é, como funciona… Já fui casada com homens héteros, lindos, que respeitaram a minha identidade. Outros não foram tão legais, mas esses a gente deleta. Para aqueles que preferem ser passivos, não há nenhum problema, pois isso não faz dele gay.
É sabido e comprovado que a próstata é um lugar que, se massageado, penetrado, proporciona um grande prazer. É por isso que muitos homens, casados com mulheres, saem com travestis: para ter mais esta forma de prazer em sua vida sexual.
Hoje, consciente dessa realidade, muitas mulheres fazem inversão de papeis e penetram seus maridos. Nós – travesti, transexuais e mulheres – devemos parar de nos assustar com a questão da passividade, afinal a grande maioria dos homens adoram explorar todos os prazeres do corpo, sem neuras ou tabus, Que vivemos felizes, sem rótulos, sem culpas!”
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Kimberly Luciana

“Tive apenas dois grandes amores na minha vida. No primeiro, tinha 17 anos, namorei durante um ano e fui casada durante nove. Ele nunca foi passivo comigo, mas não apoiava a possibilidade de um dia eu mudar de sexo. Fui feliz ao seu lado por cinco anos, os outros continuei porque fiz o que qualquer casal hétero faz: levei em conta que era dependente financeiramente, que ele não me agredia e que era trabalhador. 

No meu ponto de vista, ele é heterossexual, pois sempre me viu como uma grande mulher e, tempos depois, se casou com uma mulher biológica. Não acho que ter ou não um pênis seja fundamental para um envolvimento amoroso, 

O segundo relacionamento me deixou cicatrizes na alma. Nos conhecemos pelo Orkut e, após nos vermos pessoalmente, me apresentou para a família e amigos. O problema é que, com o tempo, descobri que ele era uma pessoa doente por sexo. Ele me proibia de ter uma vida social e queria vivesse absolutamente para ele. Abri mão do relacionamento. Não poderia viver apenas de sexo e amor.

Sou assumidamente travesti e, se existir de fato amor para uma trans, acredito que ele quebre qualquer barreira. O problema é que, da minha experiência e observação, posso concluir que a maioria dos homens que nos amam de fato são problemáticos, emocionalmente inseguros, tímidos, compulsivos sexuais, com baixa-estima, bandidos, policias e pobres. Se ele quiser um namoro às escondidas, não aceito, mesmo que ele seja um boy magia (risos). Isso é preconceito internalizado.”  


Luiza Gaúcha

“O homem pensa que, para não ser julgado ou discriminado, deve fazer o perfil de machão, jogador de futebol, o pegador de gatinhas. Mas os desejos sexuais e afetividades não deveriam ser julgados ou criticados por ninguém. Afinal, a observação sobre ela vai se modificando com o tempo. Na antiguidade, por exemplo, o ato de um homem deitar com outro era status de poder, pois para eles a mulher era um ser frio. Hoje, ele ganha apelido de viadinho, mariquinha, caso o faça. Além disso, nós trans representamos uma nova realidade.

Nossos desejos sexuais, afetivos e nossas identidades estão em constantes transformações. Assim como a transexual não decide “virar mulher” da noite para o dia, o desejo de um homem por um homem, o desejo de uma mulher por uma mulher e o desejo de um homem por uma travesti ou transexual também não acontecem da noite para o dia. Estamos sempre em busca de oportunidades, descobertas. E o sexo é apenas mais uma fantasia do nosso teatro, não deveria ser omitido.

Penso que o pênis seja apenas um detalhe que a transexual não operada tem a mais que uma mulher e tudo vai depender do desejo do seu parceiro. Para uns não faz diferença, para outros é o que te destaca em relações a outras. É muito relativo e se chama desejo. Não os classificam como gays ou héteros.

Vivo um caso amoroso a cada dia, mas não sou do tipo superficial. Gosto de me entregar de corpo e alma quando estou com alguém, nossos momentos são únicos e bem aproveitados. Acabo escutando um pouco de tudo dos homens. Muitos eu acredito que agrado, outros sou vista como um mero objeto. De certa forma, todos nós acabamos sendo objeto ou um fantoche, já que estamos sempre sendo manipuladas e também manipulando. Mas ainda sou sonhadora e não deixaria de viver um grande amor por nada”.

“Antes de mais nada, adianto que não me interesso por homens. Mas penso que homens que ficam com travestis ou transexuais não são gays. O motivo é simples: elas se identificam com o feminino – veja que estou falando em GÊNERO, que nada tem relação com SEXO BIOLÓGICO. E um homem gay geralmente está a procura da imagem masculina (o gênero masculino), coisa que uma travesti não tem. No relato de muitas amigas, elas dizem que muitos ficantes nem tocam no pênis, mas também há casos em que eles querem utilizar o seu “atributo a mais”, o que mostra que varia de pessoa para pessoa e que não dá para rotular esse ou aquele de gay só porque ele é ativo ou passivo.
Quando eu era um menino, já namorei uma travesti e isso não me fazia sentir gay. Sempre gostei de me relacionar com mulheres, figuras femininas. Portanto, para mim, falar que um homem que se relaciona com uma travesti é gay é o mesmo que anular a identidade de gênero da travesti, é chama-la de homem. E muitas travestis conseguem ser muito mais femininas que mulheres biológicas, mesmo com esse algo a mais. O pênis é só um detalhe na vida prática. 
No meu casamento, minha mulher costuma dizer que não me vê como homem ou mulher, embora me trate no feminino. Ela simplesmente vê a pessoa que ama. É por isso que penso que no fundo, a definição não é o mais importante”.


“Sou bissexual e isso é desde sempre, pois o que me move a gostar de uma pessoa é o que está por dentro dela e não a sua aparência física e sexo, que para mim sempre foi consequência. Sempre tive relações duradouras e que sou comprometida desde sempre. Hoje, sou casada pela segunda vez no cartório, tenho o consentimento de ambas as famílias.
Nunca tive relacionamento as escondidas, pois não aceito esse tipo de situação. Se a pessoa não se sente segura, que vá buscar segurança em outro lugar. O que muito me preocupa é no discurso de muitos homens machistas que afirmam que não teriam interesse em namorar uma trans pelo fato de ela não gerar filho. Mas eu pergunto: “E se a mulher fosse estéril?”.
 Mas também existem muitos homens esclarecidos e os mais novos, de 18 e 19 anos, que já são mais decididos e mais corajosos.  
O órgão sexual é um tabu muito desejado, pois o homem que procura uma trans tem o interesse principal em torno dele. O fato de ser ou não passivo não vai mudar a condição dele, que naquele momento é de homossexual. E o fato  de um homem ter uma relação homossexual não faz dele um gay, pois as identidades de gênero não correspondem nunca com o sexo, pois existem gays que se relacionam com pessoas do sexo oposto.
Ser gay vai além de se relacionar sexualmente com pessoa do mesmo sexo. Sou contra o termo de serheterossexual, pois é uma condição e você pode simplesmente “estar hétero” ou “estar homo”. O estar é o momento em que você está vivendo ou se relacionando com outra pessoa, seja ela do mesmo sexo ou não.  Na área da saúde trabalhamos muito com um público denominado HsH, que são homens que fazem sexo com outros homens, mas não são considerados gays.
Mas, para que não me aprofundas muito nesse estudo, sugiro que assista ao vídeo chamado “homossexualidade e ponto final”. 
Do Nlucon
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"Sou prostituta e não quero ser salva": elas contam propostas que receberam



No clássico filme "Uma Linda Mulher", a personagem de Julia Roberts, uma prostituta, larga as ruas depois que seu cliente milionário, interpretado por Richard Gere, se apaixona por ela. Na dramatização da vida de Raquel Pacheco, a "Bruna Surfistinha", a personagem principal também larga a prostituição para se casar com seu primeiro cliente.

Histórias de trabalhadoras sexuais que são "salvas" do meio por homens mais ricos, que prometem pagar tudo a elas ou que propõem um relacionamento, são repetidas vez ou outra no entretenimento e também na sociedade. Mas será que estas mulheres realmente querem mudar de vida?

À Universa, prostitutas contam quais foram as propostas que receberam de seus clientes, quais os motivos para recusá-las e porque elas consideram que não precisam ser salvas de suas ocupações:

"Mesmo com outro emprego, não deixei de ser puta"
"Eu não recebia propostas em dinheiro, o que recebi foram propostas de emprego, como quando eu virei assessora parlamentar do Jean Wyllys [deputado federal pelo PSOL-RJ], mas nem por isso deixei de ser puta. Eu gosto disso. A gente convive com outras prostitutas e elas dizem que sempre precisam de uma renda extra em alguns momentos, como na vida de qualquer outra pessoa. Agora, falar para uma prostituta parar de se prostituir para trabalhar como faxineira, como manicure, para ganhar bem menos? É claro que elas não vão largar a profissão. Muitas tiveram a oportunidade de sair, mas não ganhariam tanto".

Indianare Siqueira, 47 anos, prostituta e ativista pelo direito de trabalhadores sexuais

"Me propôs R$ 15 mil por mês para ser amante exclusiva"
"Tive propostas de clientes 'apaixonados', que queriam que eu voltasse a advogar, que eu tivesse um relacionamento sério com eles, e não só rejeitei como nunca mais tive contato. Teve um indivíduo, que tinha cerca de 36 anos, mulher grávida de gêmeos e me propôs R$ 15 mil por mês para ficar só com ele, ser amante exclusiva. Deletei nas redes sociais e telefone. Ele insistiu com outros números, bloqueei todos. Eu sou da opinião de que nenhuma mulher, exceto as que são colocadas quando são menores de idade para serem exploradas, vira trabalhadora sexual sem vontade. Eu sou totalmente avessa a esse tipo de reprodução de discurso de que precisamos de alguém que nos tire deste caminho, acho antifeminista e contra a era da informação".

Claudia de Marchi, 36 anos, acompanhante de luxo e ex-advogada

"Não estou à espera de um príncipe"
"Um dos meus primeiros clientes pediu para eu deixar para lá o meu trabalho, disse que eu não precisaria me preocupar com nada, pois, dali para frente, ele cuidaria de mim, me sustentaria. Bom, nunca levei muito a sério essas propostas. Depender de alguém não é o meu objetivo. Isso eu já vivi quando era menor de idade e dependia dos meus pais. Agora, basta! Algumas mulheres atuam na área por necessidade, outras porque gostam, outras por ambição, mas todas atuam no meio porque querem. Poderiam procurar outro segmento, mas, por algum motivo, optaram por este meio. Não estou à espera de um príncipe que me salvará, me sustentará e depois irei me converter. Estou fora dessa!".

Maria Angélica, 20 anos, prostituta

"Todas as oportunidades de sair são, na verdade, trocas"
"Já tive várias propostas, algumas por pervertidos só querendo me enganar, dizendo estarem apaixonados --quando, na verdade, só queriam sexo grátis. Já tive propostas de pessoas que me ofereceram uma vida 'estável': apartamento, carro, comida, faculdade. Porém, eu teria que ser fiel a eles e, mesmo eles sendo casados, queriam que eu fosse somente deles. Caso eu os 'traísse', o acordo acabava. Resumindo, eu seria uma escrava a troco de pão. No geral, todas as oportunidades de sair são, na verdade, trocas: eu dou minha juventude para um cara velho e casado, e em troca ele me dá o que no momento eu preciso --no caso, dinheiro. Acho que ninguém precisa ser salva, entramos nessa vida por escolha: cada uma com seu motivo pessoal, mas todas por vontade própria".

Júlia Mar, 20 anos, acompanhante


Da Universa - Por Jacqueline Elise

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Romário cobra na Justiça Thalita Zampirolli


O ex-jogador de futebol, hoje senador da República, Romário, cobra na Justiça, uma dívida de R$ 15.600,00 da transexual de Cachoeiro de Itapemirim, Thalita Zampirolli, que teria “namorado” o baixinho, conforme disse em entrevista ao Portal Ego.

Romário, que tem fama de pegador e teve matéria publicada pelo Portal Uol em 29 de janeiro de 2016 sobre as “14 mulheres que contribuíram para que ele ganhasse essa fama”, foi flagrado por um paparazzi em 2013 saindo de uma boate no Rio de Janeiro acompanhado de Thalita. Na época, o ex-jogador pediu a seu motorista que obrigasse o paparazzi a apagar a foto, mas ela acabou sendo publicada em vários jornais e sites do País.

Em 2014, Thalita revelou ao Portal Ego que namorou o ex-craque por um ano e que ele era carinhoso e companheiro com ela. Tudo teria mudado quando foi revelado que ela havia se submetido a uma cirurgia de troca de sexo. Thalita garante que o ex-namorado não sabia que ela era transexual. “Acredito que ele deve ter ficado chateado comigo, sim. Mas ele tem que entender que sou uma mulher. Tivemos um relacionamento durante um ano e foi bom enquanto durou”, contou em entrevista.

Romário negou o relacionamento e disse que no dia do flagra feito pelo paparazzi “ele foi para sua casa e ela foi para a casa dela. Não aconteceu nada. Ela não pode dizer que namorou comigo durante um ano porque estou separado há 1 ano e depois disso só tive dois relacionamentos. Não consigo namorar escondido”, rebateu na época.
Romário, por se sentir enganado, já que teria acreditado namorar uma mulher e não um homem que fizera cirurgia para mudança de sexo, entrou na Justiça Cível, em Brasília, com uma ação de indenização contra Thalita e teve o pedido favorável. A transexual foi condenada a indenizar o baixinho em R$ 15.617,77.

Execução
Como a dívida não foi paga, a execução foi encaminhada para a 2ª Vara Civil de Cachoeiro de Itapemirim, sob o número 0004269-26.2018.8.08.0011.
No último dia 10 de outubro, o juiz George Luiz Silva Figueira deu um parecer sobre o caso. “Considerando o teor das certidões, no qual informam que a requerida encontra-se residindo no exterior, sem endereço certo/conhecido, e como a tentativa de citação nos demais endereços encontrados gerará custos desnecessários, determino que se expeça edital de citação de Thalita Campos Zampirolli, pelo prazo de 20 dias, para tomar conhecimento do feito e, caso queira, apresente a defesa que tiver, no prazo de 15 dias, sob pena de revelia”, diz trecho do despacho.
*Com informações dos portais Ego, Extra, UOL, Blog do Elimar Cortes e TJES.


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Reflexões e Desabafos - Por que alguns homens se interessam por travestis?

Essa é uma pergunta frequente na mente de muitas pessoas. Ainda que o assunto, tomado muitas vezes como tabu, seja pouco discutido, o fato é que existem muitos homens que se interessam por travestis. E é difícil definir um perfil típico para eles ou estabelecer uma única razão para esse interesse.
Podemos dizer que as travestis são bonitas sim, claro que são! Muitas vezes temos a dúvida se são mulheres de verdade e isto traz uma grande curiosidade ao homem. Podemos ver alguns nas ruas em que olhamos com cuidado e ficamos pensamos: que linda mulher! Ao descobrir que esta mulher é na verdade um travesti, certamente muitos homens irão prontamente retroceder, mas alguns terão a curiosidade de buscá-las. Algumas travestis são tão parecidas com mulheres que se torna tarefa muito difícil para identificá-los (se tiver bebido a tarefa pode ser ainda mais difícil). Nesse link há vários exemplos disso (alerta, conteúdo adulto).

A vida agitada dos casais, muitas pessoas solitárias, vida sexual infeliz, falta de amor, são muitos os fatores que levam uma pessoa a se interessar por travestis. Vamos detalhar um pouco alguns dos motivos que levam os homens a procurar por estes profissionais do sexo.

O interesse por travestis é realmente muito frequente

Quem não lembra do ex-jogador Ronaldo que se envolveu com três travestis no Hotel Papillon em 2008 e acabou discutindo com uma delas e foram todos para a delegacia? A imagem do atleta ficou extremamente desgastada na época e houve também muita polêmica no caso.
Outro caso memorável foi o do tetracampeão Romário, que foi flagrado de mão dadas com uma travesti saindo de um show (veja aqui).
Os homens que se interessam por travestis são tantos, que provavelmente nem conseguimos imaginar. E para quem pensa que essa é apenas uma questão de opinião, uma rápida pesquisa sobre pontos de prostituição confirmam: frequentemente, os locais ocupados por travestis são tanto quanto ou até mais numerosos do que aqueles ocupados por mulheres. Parentes, colegas e amigos, é claro, “nunca sabem de nada”. Mas se esse interesse existe, e é tão mais comum do que imaginamos, talvez a atmosfera de anormalidade que se cria em torno dos travestis e daqueles que por eles se interessam tenha muito mais a ver com tabus da vida pública do que com justificativas da vida privada, não é mesmo?


Um leque muito mais amplo de possibilidades é atendido

Na verdade os travestis exercem uma sedução em muitos homens. Eles surgiram nos anos 70 usando saias minúsculas e seios exuberantes. Segundo a opinião de psiquiatras, os travestis gostam de agir e se sentir como mulheres. Não é apenas uma troca de sexo, é algo mais profundo e tem a ver com a autoestima do cliente e do travesti. Estes profissionais do sexo pensam que os heterossexuais que saem com eles são pessoas de cabeça aberta e podem simplesmente sentir prazer e ter um sentimento de amor, muitas vezes não encontrado dentro de casa.
Na verdade os homens veem os travestis como uma “mulher com pênis” e isto cria fantasias na cabeça deles. Muitos psiquiatras dizem que apenas os travestis podem ser tão femininos nas fantasias dos homens e isto é um grande diferencial.
Os travestis afirmam que muitos de seus clientes procuram por proteção, diálogo, carinho, enfim, procuram algo diferente que muitos deles não têm em casa. A transgressão é essencial e tudo que é proibido atrai, desta forma os homens preferem os travestis para sentirem-se amados e respeitados.
Muitos afirmam que desejo é desejo e não podemos reprimir ou explicar. O importante é respeitar estes profissionais do sexo e ter a mente aberta a relacionamentos futuros. Há vários casos de homens que preferem namorar travestis por darem a ele a proteção necessária no dia a dia.
Muitos homens não estão resolvidos em sua orientação sexual e procuram por estes profissionais, então o respeito deve ser dado e colocado em primeiro lugar. O homem casado ou solteiro tem o direito de ter relações sexuais com quem ele quiser desde que não haja preconceito de qualquer parte e seja um consentimento mútuo.
A questão é que travestis são tudo. Têm tudo. Isso, é claro, facilita muito na hora de satisfazer as mais diversas fantasias eróticas. E mais, os travestis assim são porque exatamente assim escolheram ser. Não estão submetidos aos padrões binários impostos para um ou outro gênero, com todos os moldes pré-estabelecidos que podem ou não agradar completamente um mesmo indivíduo. A consequência quase imediata desse “são tudo que querem e amam tudo que têm” é a sensação de que não apenas o travesti é capaz, como também aceita com mais prazer realizar quase tudo. E, seguindo essa lógica, o homem sente que não é apenas mais um cliente pervertido que paga para conseguir suas exigências. Ele também satisfaz, também sacia desejos. Está ali com alguém que também abriu mão de muito para saciar os próprios. Pode ser psicologicamente reconfortante realizar fantasias sem se sentir culpado ou julgado de alguma maneira.

Exemplo do escárnio de como somos frequentemente tratadas... 


Experimentar

É só pensar nas tantas fantasias eróticas que todos sabem que existem muito por aí. E elas são cultivadas, quase sempre, sem que nada precise ser revelado a ninguém. Buscando satisfazer esses desejos mais íntimos sem precisar se expor às pessoas que os cercam, alguns homens simplesmente recorrem a locais específicos ou sites que proporcionem essa experiência sem dificuldades. A vontade de provar um papel sexual diverso daquele que realizou a vida inteira, a curiosidade de saciar alguns desejos específicos sem abrir mão da imagem feminina ou a simples ambição de ter experiências diferentes… As causas podem ser as mais diversas, mas são todas como qualquer outra fantasia, com todas as particularidades que as caracterizam. No fim, nada além daquilo que todo mundo já sabe sobre sexo: os interesses estão por aí aos montes, e nem sempre é possível, ou necessário, justifica-los.

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Crossdresser: Saindo "vestida de mulher" Pela Primeira Vez

Eu nunca esquecerei a minha primeira vez saindo de "montada", mesmo que seja quase oito anos atrás agora. Eu ja me vestia em casa há muitos anos sempre que podia, mas eu nunca tinha saído 'en-femme' antes.

Algumas semanas antes, eu havia me juntado a um grupo local de crossdressing e finalmente tive coragem de participar de uma reunião da Tri-Ess. Na minha infinita sabedoria, achei que seria uma boa ideia sair pela primeira vez "vestido de mulher".

Fiz uma montagem simples para a ocasião. Vesti usava uma blusa azul sobre um jeans levemente feminino com um sutiã para os seios e apenas uma maquiagem leve. Com ansiedade, saio do meu apartamento, ansioso para descer rapidamente os dois lances de escada até meu carro sem ser visto.

Então, ao entrar no estacionamento, sou confrontado por 2 Policiais! (Pensei! Eles estão em todos os lugares - e eles estão atrás de crossdressers!). E eu estou vestida Eles notam meus seios e minha blusa feminina. Oh Deus!

Agora eu fui flagrada tudo estava acabado! Eu sabia que não deveria ousar me aventurar em "montada". Eu quase morri de constrangimento ali mesmo. Eu sabia que ia me meter em confusão, ou pelo menos uma repreensão severa.

Como depois constatei, o policial não estava fora do meu apartamento esperando para flagrar "homem vestido de mulher".Ele não me deu muita atenção. Entrei no carro sem problemas e fui para minha primeira reunião da Tri-Ess.

Sobre o medo exagerado do que provavelmente nunca acontecerá. Isso é o que eu experimentei na primeira vez em que saí de "vestida de mulher", e tenho um palpite de que não estou sozinho. Nossos piores medos raramente acontecem, mas passamos tanto tempo neles. É só quando estamos no momento em que o medo pode ser substituído pela alegria de expressar o próprio eu feminino.

Saindo "vestida de mulher" pela primeira vez - (outra experiência)

Algumas semanas atrás eu fui abençoada em levar minha boa amiga Vicki em sua primeira expedição crossdressing no mundo cisgênero. Ela havia visitado em o a Cidade Esmeralda (um clube transgênero local em Seattle) antes, mas deixar a segurança de estar em grupo era novo para ela.

Nós começamos a tarde com o almoço no restaurante chinês que nós tínhamos tudo para nós mesmos, e apesar de alguns sorrisos interessantes de nossos anfitriões era uma ótima maneira de facilitar o crossdressing em público.

Vicki realmente mostrou o domínio de seus nervos quando ela sugeriu uma rápida visita ao shopping. E convenhamos jantar em um restaurante deserto é uma coisa, andar por um shopping lotado é outra completamente diferente. Foi maravilhoso ver a sensação de alegria e realização em seu rosto quando ela deu um passo orgulhoso para o mundo como sua persona feminina.
Como foi sua primeira saida montada? Foi estressante, emocionante, alegre, libertador ou algo completamente diferente? Eu adoraria ouvir, comentar e me informar.



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27 erros de linguagem corporal que podem arruinar sua imagem feminina.

Você sabia que a linguagem corporal é responsável por mais de 50% da impressão que você causa nas pessoas?

Essa é uma grande parte da sua imagem feminina!

A linguagem corporal consiste em quatro coisas:
  •     Postura
  •     Gestos
  •     Contato visual
  •     Expressões faciais

Infelizmente, é fácil desenvolver maus hábitos de linguagem corporal que podem arruinar sua imagem feminina ... ou, no mínimo, fazer você parecer menos equilibrada e polida do que gostaria de ser.

Aqui estão 27 ações que devem ser evitadas ao se apresentar como mulher:
  •     Olhar curioso
  •     Roer as unhas
  •     Verificando compulsivamente seu telefone
  •     Vasculhando sua bolsa
  •     Cruzando seus braços
  •     Inquietação
  •     Agitando sua perna ou tocando seus dedos
  •     Não sorrindo
  •     Escaneando a sala enquanto fala com alguém
  •     Falando demais com suas mãos
  •     Assentimento exagerado
  •     Examinando seus dentes ou rosto em público
  •     Aplicando maquiagem em público (além de um rápido toque de batom)
  •     Descansando o queixo nas mãos e cotovelos
  •     Sentando-se com as pernas afastadas
  •     Clanging your silverware
  •     Evitar o contato visual
  •     Contato visual que é muito intenso
  •     Um fraco aperto de mão
  •     Cerrando os punhos
  •     De pé perto demais das pessoas
  •     Mastigando em voz alta
  •     Falando enquanto você come
  •     Comendo ou bebendo muito rápido
  •     Curvando-se em direção à sua comida, em vez de levar a comida até a boca
  •     Inclinando-se para frente demais
  •     Recostando-se demais

Você está cometendo algum desses erros? Se assim for, não se sinta mal. (Eu tive que trabalhar em alguns deles eu mesmo!) Em vez disso, resolva melhorá-los.

Para se divertir, faça um "estudo da linguagem corporal" na próxima vez que estiver em público. Observe as ações sutis que melhoram ou diminuem as imagens das pessoas.

Você consegue pensar em outros hábitos que deveriam ser adicionados a essa lista?

Como sempre, adoraria ouvir seus pensamentos! Por favor, compartilhe nos comentários abaixo.

Do Femme Secrets by Lucille Sorella 
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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