Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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"Sou prostituta e não quero ser salva": elas contam propostas que receberam



No clássico filme "Uma Linda Mulher", a personagem de Julia Roberts, uma prostituta, larga as ruas depois que seu cliente milionário, interpretado por Richard Gere, se apaixona por ela. Na dramatização da vida de Raquel Pacheco, a "Bruna Surfistinha", a personagem principal também larga a prostituição para se casar com seu primeiro cliente.

Histórias de trabalhadoras sexuais que são "salvas" do meio por homens mais ricos, que prometem pagar tudo a elas ou que propõem um relacionamento, são repetidas vez ou outra no entretenimento e também na sociedade. Mas será que estas mulheres realmente querem mudar de vida?

À Universa, prostitutas contam quais foram as propostas que receberam de seus clientes, quais os motivos para recusá-las e porque elas consideram que não precisam ser salvas de suas ocupações:

"Mesmo com outro emprego, não deixei de ser puta"
"Eu não recebia propostas em dinheiro, o que recebi foram propostas de emprego, como quando eu virei assessora parlamentar do Jean Wyllys [deputado federal pelo PSOL-RJ], mas nem por isso deixei de ser puta. Eu gosto disso. A gente convive com outras prostitutas e elas dizem que sempre precisam de uma renda extra em alguns momentos, como na vida de qualquer outra pessoa. Agora, falar para uma prostituta parar de se prostituir para trabalhar como faxineira, como manicure, para ganhar bem menos? É claro que elas não vão largar a profissão. Muitas tiveram a oportunidade de sair, mas não ganhariam tanto".

Indianare Siqueira, 47 anos, prostituta e ativista pelo direito de trabalhadores sexuais

"Me propôs R$ 15 mil por mês para ser amante exclusiva"
"Tive propostas de clientes 'apaixonados', que queriam que eu voltasse a advogar, que eu tivesse um relacionamento sério com eles, e não só rejeitei como nunca mais tive contato. Teve um indivíduo, que tinha cerca de 36 anos, mulher grávida de gêmeos e me propôs R$ 15 mil por mês para ficar só com ele, ser amante exclusiva. Deletei nas redes sociais e telefone. Ele insistiu com outros números, bloqueei todos. Eu sou da opinião de que nenhuma mulher, exceto as que são colocadas quando são menores de idade para serem exploradas, vira trabalhadora sexual sem vontade. Eu sou totalmente avessa a esse tipo de reprodução de discurso de que precisamos de alguém que nos tire deste caminho, acho antifeminista e contra a era da informação".

Claudia de Marchi, 36 anos, acompanhante de luxo e ex-advogada

"Não estou à espera de um príncipe"
"Um dos meus primeiros clientes pediu para eu deixar para lá o meu trabalho, disse que eu não precisaria me preocupar com nada, pois, dali para frente, ele cuidaria de mim, me sustentaria. Bom, nunca levei muito a sério essas propostas. Depender de alguém não é o meu objetivo. Isso eu já vivi quando era menor de idade e dependia dos meus pais. Agora, basta! Algumas mulheres atuam na área por necessidade, outras porque gostam, outras por ambição, mas todas atuam no meio porque querem. Poderiam procurar outro segmento, mas, por algum motivo, optaram por este meio. Não estou à espera de um príncipe que me salvará, me sustentará e depois irei me converter. Estou fora dessa!".

Maria Angélica, 20 anos, prostituta

"Todas as oportunidades de sair são, na verdade, trocas"
"Já tive várias propostas, algumas por pervertidos só querendo me enganar, dizendo estarem apaixonados --quando, na verdade, só queriam sexo grátis. Já tive propostas de pessoas que me ofereceram uma vida 'estável': apartamento, carro, comida, faculdade. Porém, eu teria que ser fiel a eles e, mesmo eles sendo casados, queriam que eu fosse somente deles. Caso eu os 'traísse', o acordo acabava. Resumindo, eu seria uma escrava a troco de pão. No geral, todas as oportunidades de sair são, na verdade, trocas: eu dou minha juventude para um cara velho e casado, e em troca ele me dá o que no momento eu preciso --no caso, dinheiro. Acho que ninguém precisa ser salva, entramos nessa vida por escolha: cada uma com seu motivo pessoal, mas todas por vontade própria".

Júlia Mar, 20 anos, acompanhante


Da Universa - Por Jacqueline Elise

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Reflexão e Desabafos: Rótulos, quem precisa deles!?

Quem nunca disse a seguinte frase: “Nossa ela é tão antipática.” ou “Aquele cara é gente finíssima.” dentre outros rótulos que o ser humano tem o prazer de sair por aí distribuindo a tudo e a todos.
Sinceramente, isso me cansa, e muito!
Por que ninguém está satisfeito com o outro? Por que sempre querem que a outra pessoa aja, pense, fale, se vista, sorria e faça tudo do jeito que é certo ao seu modo de ver?
Sempre sou rotulada como a metida, a antipática, a que fala pouco, a estressada, a contestadora, enfim… no auge dos meus 30 anos já recebi muitos rótulos. E de muitas pessoas que me deram esse rótulo, depois ouvi coisas do tipo “Poxa Carol, você é legal, mas no começo achava você tão séria.” (leia “séria” como um eufemismo de “antipática”).
E daí as pessoas acabam vendo que sou simplesmente uma pessoa reservada e que há muito tempo deixei de querer agradar a todos. Se nem Jesus conseguiu, o que dirá eu!
Eu também já errei ao rotular outras pessoas – sou humana, tenho defeitos e pecados como qualquer um – e depois também me surpreendi positivamente. E uma dessas pessoas hoje é a minha amiga mais antiga, nos conhecemos quando eu tinha 13 anos no Ensino Médio e graças a Deus somos amigas até hoje – lá se vão quase 20 anos.
Por isso, hoje aprendi que quando antipatizo com alguém a primeira vista, pode esperar, vamos nos dar bem depois que formos nos conhecendo. Dito e feito! Isso sempre acontece.
Portanto, parei de rotular tanto as pessoas, agora trabalho essa sensação que tenho a priori e deixo o tempo passar e me mostrar o que acontecerá.
O mundo está cheio de “gente perfeita”, que se acha exemplo de caráter, e que pode julgar e rotular a todos. Cansei de ouvir pessoas falando “Fulano? Meu amigo pessoal! Amo de paixão”, outras mal conhecem a outra e já saem falando “Amiga, te adoro!” e por aí vai…
Quando o tempo passa, as máscaras caem e acabam revelando o que realmente achavam da outra e, principalmente, a essência destas pessoas tão “bacanas” – que adoravam tudo e todos.
Seria muito bom se chovesse uma chuva de humildade, lealdade, transparência e sinceridade. De forma que lavasse toda essa falsidade e hipocrisia que hoje se instala na maioria da sociedade.
Para aquelas pessoas que adoram sair por aí rotulando todo mundo, algumas perguntinhas:
  • Por que você se incomoda tanto se o colega de trabalho não quer participar da panelinha? O que mudaria na sua vida se ele participasse da sua panelinha? O que mudaria na vida dele? Nada!
  • Por que você se incomoda se aquele cara passa e não sorri pra você? Já pensou que ele pode ser distraído e nem ter percebido a sua presença?
  • Por que você se incomoda com aquela garota do trabalho que fala palavrão, ri alto, brinca com todo mundo ? Será que você não gostaria de ser que nem ela? Autêntica, verdadeira e que não se importa com rótulos.
  • Por que aquele cara que não saí pra beber com o restante da galera é rotulado como antisocial? Ele por acaso tem obrigação de sair com você? Já pensou que ele pode ser um ex-alcoólatra? Ou ter algum problema que faça essa “social” ser algo que ele queria evitar?
Enfim, como dizia minha avó: “O coração do outro é terra que ninguém pisa.”
Você não passou pelo caminho que o outro seguiu. Você não viveu a vida da outra pessoa. Portanto, você não sabe por quais armadilhas, dificuldades, problemas e vitórias ela passou. Então, antes de sair por aí rotulando, criticando e disseminando seu veneno gratuitamente, pense: eu gostaria que falassem isso de mim?
Duvido que a resposta seja Sim, por isso aprenda a respeitar o outro e a guardar suas opiniões para você.
Finalizando, deixo essa imagem para refletir…

Luz e sabedoria a todos.

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Reflexão e Desabafos: O Medo de ser Crossdresser


Ninguém precisa colocar anúncio no jornal dizendo que é crossdresser, que gosta de se vestir de mulher, de usar salto alto, de fazer maquiagem, essas coisas. Essas práticas são algo eminentemente pessoal, que não interessa a mais ninguém exceto, é claro, às pessoas que vivem muito próximas de nós, como esposas e filhos e - em grau menor - a pais, namoradas e amigos íntimos.

Ninguém precisa trombetear no local de trabalho que adora sair montada para divertir-se com as amigas e mergulhar nas baladas até o dia amanhecer.

Ninguém precisa contar para a vendedora que o batom que está comprando é para uso pessoal, assim como a calcinha ou o scarpin. A vendedora está na loja exclusivamente para vender, não para inteirar-se da vida de quem compra.

Ninguém precisa abrir uma comunidade no orkut ou entupir um site de fotos "en femme" a fim de afirmar-se como crossdresser.
 
A prática do crossdressing é perfeitamente legal e, tão longe quanto eu sei, perfeitamente normal.

Ilegal é usar drogas: - é conveniente uma crossdresser lembrar-se disso e se proteger disso.

Ilegal é roubar, como descaradamente roubam os homens públicos desse país, escondendo-se por trás de fachadas de “homens sérios”.

Assim como “anormal” é alguém deixar de fazer o que quer e pode em nome de limites auto-impostos, de estúpidos bloqueios concebidos apenas com o objetivo de jamais arriscar uma falsa e carcomida fachada de machão.

Anormal é sofrer e ser infeliz em nome de idiotices nas quais ninguém acredita mais, nem a própria pessoa, mas que continua a defender, feito uma "idiota programada", em nome de “parecer” aquilo que os “outros” gostariam que ela fosse.

Não existe coisa mais covarde do que crossdresser que sente vergonha de ser crossdresser. A ressalva vai para os sujeitos que realmente não são crossdressers, que se dizem crossdressers, mas são apenas internautas entediados com a vida ou fetichistas de fim-de-semana em busca de novas aventuras.

Não existe coisa mais ridícula do que esconder – até de si próprio – a condição de transgeneridade que a vida nos impôs. Não conheço nada mais fora de propósito do que “armário”. A menos, é claro, como eu disse antes, que o sujeito seja apenas um internauta que-não-achou-coisa-melhor-pra-fazer do que vestir a calcinha da mulher e exibir a bunda na internet, ou um fetichista que adora transar vestido de noiva.

Mas crossdresser "mesmo" não tem o direito de envergonhar-se de ser o que é. Porque não está fazendo gracinha pra ninguém. Porque esse é o estilo de vida que faz sentido para ele, que o deixa à vontade, que faz com ele entre em contato com as partes mais profundas, criativas e saudáveis do seu próprio ser.

Para uma “crossdresser mesmo”, vestir-se com roupas de mulher está longe de ser uma aventura inconseqüente e banal, empreendida na surdina, com o coração na boca, a boca seca, os olhos estatelados e as pernas trêmulas. Crossdresser "mesmo" veste-se de mulher porque, para ele, “faz sentido” vestir-se de mulher. Porque ele faz isso como forma de expressar a "parte feminina" - fortíssima - da sua própria personalidade. Parte feminina que às vezes é tão forte ao ponto de dominar a cena inteiramente e não permitir que a crossdresser volte à antiga condição de fachada, vivendo como homem - e empreenda uma dura jornada de transição.
Tampouco uma crossdresser veste-se de mulher com o objetivo claro, direto e explícito de praticar sexo "como uma mulher". Se o sexo acontecer – raramente acontece – terá sido como conseqüência natural de uma personalidade feminina plenamente assumida. Mas uma crossdressers jamais se servirá das vestes de mulher como mero "recurso de sedução" para levar alguém para a cama.

Ser crossdresser não é crime, não é falta grave, não é objeto de qualquer tipo de punição.

De onde vem, então, esse medo absurdo que leva mais de noventa por cento das crossdressers a jamais se manifestarem no mundo "real"? A se manterem trancadas dentro de si mesmas? A se isolarem, morbidamente, em seus armários, “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?

Será simplesmente o medo, patético, da esposa achar o “fim da picada” seu marido vestir-se de mulher e partir para um rompimento ruidoso e cheio de malícia e traição? Ora, se uma mulher deixar o marido por uma revelação dessas, é porque ela já o havia deixado há muito tempo! Se há o mínimo de intimidade e cumplicidade na relação do casal, mulher nenhuma vai "botar a saia na cabeça" e sair gritando aos quatro ventos que o marido é um “maricón” só pelo fato dele revelar a ela que gosta de se vestir de mulher. E se a mulher fizer um escarcéu com a revelação, a "crossdresser confessa" terá ganho na "sorte grande" pois, agora, tem a oportunidade de livrar-se de um estropício desse tamanho "estacionado" em sua vida!!!

Será o medo da empresa - ou do sócio - descobrir esse aspecto da vida privada do indivíduo, chegando ao ponto de dispensa-lo por “justa causa”, rotulando-o de “bicha”, condenando-o a jamais encontrar uma colocação na vida? Também não deixaria de ser um grande favor que a vida estaria prestando à crossdresser livrar-se de uma vez por todas de uma empresa burra e preconceituosa ou de um sócio idem. Mas é que fica até difícil pensar de onde sairia o argumento para uma “dispensa desonrosa por justa causa” (a menos que a crossdresser tenha decidido romper o “dress code” da diretoria – que até as mulheres respeitam – comparecendo a uma reunião de trabalho de mini saia e meia arrastão... mas até nessa hipótese fica difícil configurar “justa causa”!)

Será o medo de perder os clientes? Isso também é uma deslavada bobagem pois, se os serviços são bons, de qualidade e de bom preço, dificilmente alguém deixará de freqüentar o consultório por saber eventualmente que o seu dentista gosta de sair à noite vestido de mulher. Só aqueles horrorosos fundamentalistas que vêem horror e pecado em tudo, por serem, eles próprios, horrorosos pecadores...

Seria o medo de sair às ruas, montadas, e serem apedrejadas pela sua feiúra, pela sua loucura, pela sua inadequação? Ora, mais uma vez, a menos que a pessoa saia, escandalosamente, "dando bandeira" em cada esquina da cidade, dificilmente sua presença será ao menos notada. Infelizmente até, pois crossdressers, narcisistas como são, simplesmente adoram ser notadas... Em todos os meus anos saindo em público eu jamais recebi pedradas e invariavelmente sempre fui muito bem tratada em todos os lugares que freqüentei. E olha que eu já fui montada até em culto religioso...

A maioria das crossdressers, que sofrem enclausuradas em seus armários, darão as causas acima como as principais – senão as únicas – razões para se manterem em seus auto-exílios. Para não se orgulharem de ser como a natureza as fez: - crossdressers. Para esconderem a sua condição transgênera até de si próprias. Para omitirem esse importante aspecto da sua personalidade até para as pessoas importantes da sua vida (pessoas importantes e não "todo mundo"; eu já disse, lá no início, que não se trata de publicar um anúncio na primeira página da edição de domingo...)

Entretanto, eu quero dizer que não são essas, definitivamente, as verdadeiras causas do medo de alguém se assumir crossdresser. Se as crossdressers se escondem, negam, rejeitam, disfarçam, lutam até para livrar-se dessa condição, é porque querem continuar posando de “homens machos”, apesar de não serem nem de perto aquilo que a sociedade rotula de “homens machos”. Porque desejam continuar fugindo da responsabilidade de se mostrarem ao mundo como realmente são ou seja, “pessoas diferentes”, que foram dotadas pela natureza com aspectos muito especiais, dentro do vasto espectro da diversidade humana.

É essa vergonha "de se ser o que se é" que trava, inibe, impede, bloqueia e enclausura crossdressers em seus armários. É o medo de se assumir transgênero, dentro do seu próprio grau de transgeneridade.

É a vergonha de não ser vista mais como homem ou, pior ainda, de passar a ser vista como mulher.

Duro estigma que há milênios paira sobre a cabeça do macho, assim como a condição homossexual ou a própria condição do "ser mulher".

Para mudar isso, é preciso que haja pessoas que se orgulhem de ser o que são, ou que simplesmente não se envergonhem disso.

Pessoas que não fiquem "roendo as unhas", se pelando de medo, cada vez que imaginam a mulher descobrindo essa sua estranha tendência que, afinal, não tem nada de estranha, posto que, em 98% dos casos, é manifestada ainda na primeira infância.

Pessoas que deixem o anonimato, espúrio e covarde, e venham se reunir aos seus iguais (sim! Existem muitos iguais nesse mundo! Ninguém está absolutamente só!)

Pessoas que consigam romper a lei do silêncio e passem a falar disso como fato normal em suas vidas. Como falariam se, eventualmente, contraíssem a gripe suína e tivessem que expor seus sintomas abertamente, sem nenhuma vergonha ou pudor de revelarem ao mundo o que sentem.

Pessoas que não se arrastem na calada da noite, feito almas penadas, cheias de "dedos e mesuras", num estranho ritual de dor e beleza, apenas para satisfazerem necessidades perfeitamente normais e aceitáveis, como a de se produzir como uma bela dama dos anos quarenta (sim, porque transgêneros invariavelmente não têm muito o que buscar nos dias de hoje em termos de inspiração, já que as mulheres estão se vestindo cada vez mais próximas do homem...)

Quanto mais pessoas transgêneras deixarem suas "tocas existenciais" e mostrarem-se à luz do dia, mais o mundo verá que somos normais, que somos comuns, que temos direito à vida e à expressão como qualquer homem ou mulher tem. Quem sabe, com o nosso "aparecimento", até a sociedade reconheça a existência de “outros gêneros” além dessa patética divisão homem-mulher.

Esse será um momento de grande evolução para toda a humanidade. Um momento de verdadeira consagração do respeito à diversidade humana.

Mas, para que ele aconteça, é preciso de gente que pare de murmurar entre as pregas a sua condição transgênera, como se, ao se revelar, estivesse confessando algum crime inafiançável.

Evidentemente, não se trata de uma convocação para quem brinca de se vestir de mulher, como se vivesse num carnaval permanente. Nem para quem vestir-se de mulher é apenas um fetiche sexual. Essas pessoas têm outras histórias, que devem ser respeitadas como qualquer história humana deve ser respeitada. Mas nós, crossdressers "mesmo", não podemos continuar dando ouvidos à fala desmotivadora dessas pessoas que, por teimarem em permanecer ocultas, tentam desqualificar qualquer esforço no sentido de resgatar a dignidade das crossdressers "mesmo", cuja condição transgênera é muito mais do que um passatempo ou um fetiche.

Essa é uma bandeira destinada às verdadeiras crossdressers, que conhecem, do fundo da alma, a dor e a delícia de se ser o que é. Que não sentem vergonha de se reconhecer como grupo de expressão transgênera. Que não sentem repúdio nem guardam "a devida distância" de outras expressões de gênero que também buscam resgatar a sua dignidade e o seu direito de se manifestar como pessoas comuns, na vida em sociedade.

Talvez as crossdressers, por toda a sua história constitutiva, pela maneira como foram forçadas a reprimir e manter oculta a sua identidade transgênera, ainda não tenham a maturidade suficiente para existir à luz do dia, sem o medo, absurdo, de não serem mais respeitadas por não estarem sendo “suficientemente homens”.

Mas, também, jamais terão essa maturidade, se não começarem a se orgulhar, publicamente, de ser identificadas como pessoas transgêneras, com direito ao mesmo grau de reconhecimento, reverência e dignidade devido a qualquer homem ou mulher existente nesse mundo.

Do Forum Espartilho - Autor: Letícia Lanz
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Crossdresser: Saindo "vestida de mulher" Pela Primeira Vez

Eu nunca esquecerei a minha primeira vez saindo de "montada", mesmo que seja quase oito anos atrás agora. Eu ja me vestia em casa há muitos anos sempre que podia, mas eu nunca tinha saído 'en-femme' antes.

Algumas semanas antes, eu havia me juntado a um grupo local de crossdressing e finalmente tive coragem de participar de uma reunião da Tri-Ess. Na minha infinita sabedoria, achei que seria uma boa ideia sair pela primeira vez "vestido de mulher".

Fiz uma montagem simples para a ocasião. Vesti usava uma blusa azul sobre um jeans levemente feminino com um sutiã para os seios e apenas uma maquiagem leve. Com ansiedade, saio do meu apartamento, ansioso para descer rapidamente os dois lances de escada até meu carro sem ser visto.

Então, ao entrar no estacionamento, sou confrontado por 2 Policiais! (Pensei! Eles estão em todos os lugares - e eles estão atrás de crossdressers!). E eu estou vestida Eles notam meus seios e minha blusa feminina. Oh Deus!

Agora eu fui flagrada tudo estava acabado! Eu sabia que não deveria ousar me aventurar em "montada". Eu quase morri de constrangimento ali mesmo. Eu sabia que ia me meter em confusão, ou pelo menos uma repreensão severa.

Como depois constatei, o policial não estava fora do meu apartamento esperando para flagrar "homem vestido de mulher".Ele não me deu muita atenção. Entrei no carro sem problemas e fui para minha primeira reunião da Tri-Ess.

Sobre o medo exagerado do que provavelmente nunca acontecerá. Isso é o que eu experimentei na primeira vez em que saí de "vestida de mulher", e tenho um palpite de que não estou sozinho. Nossos piores medos raramente acontecem, mas passamos tanto tempo neles. É só quando estamos no momento em que o medo pode ser substituído pela alegria de expressar o próprio eu feminino.

Saindo "vestida de mulher" pela primeira vez - (outra experiência)

Algumas semanas atrás eu fui abençoada em levar minha boa amiga Vicki em sua primeira expedição crossdressing no mundo cisgênero. Ela havia visitado em o a Cidade Esmeralda (um clube transgênero local em Seattle) antes, mas deixar a segurança de estar em grupo era novo para ela.

Nós começamos a tarde com o almoço no restaurante chinês que nós tínhamos tudo para nós mesmos, e apesar de alguns sorrisos interessantes de nossos anfitriões era uma ótima maneira de facilitar o crossdressing em público.

Vicki realmente mostrou o domínio de seus nervos quando ela sugeriu uma rápida visita ao shopping. E convenhamos jantar em um restaurante deserto é uma coisa, andar por um shopping lotado é outra completamente diferente. Foi maravilhoso ver a sensação de alegria e realização em seu rosto quando ela deu um passo orgulhoso para o mundo como sua persona feminina.
Como foi sua primeira saida montada? Foi estressante, emocionante, alegre, libertador ou algo completamente diferente? Eu adoraria ouvir, comentar e me informar.



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Crossdresser: vestido para mudar...

A questão da semana é o caso do internauta, 52 anos, casado há 18 anos, com duas filhas. Desde pequeno sente forte atração pelo universo feminino. Diz sentir-se uma mulher por dentro e esconde isso de toda a minha família e dos amigos. Lendo artigos na web se deparou com o mundo crossdresser e se encantou. Diz ter se encontrado. Ficou fascinado e começou a viver escondido. Mas ele não está sozinho.
Juliana fazia sempre o mesmo trajeto de volta para casa, no aprazível bairro da Urca, no Rio de Janeiro. Ia ao mercado comprar pequenas coisas e retornava, cumprimentando gente amiga nas portas e janelas.
No dia em que seu – então recente – casamento acabou, ela cumpria a mesma rotina. Ao dobrar a esquina, contudo, chamou-lhe atenção o padrão do vestido da bela mulher que atravessava a rua.
Era semelhante a um dos seus vestidos, e não era um padrão comum. As duas mulheres foram se aproximando. Juliana não conseguia tirar os olhos da outra, alta, magra… e do “seu vestido”, na verdade curto demais para a estranha, que ficava com as pernas à mostra.
Estranheza, essa era a única palavra possível, até as duas ficaram olho no olho. Juliana foi obrigada a reconhecer que aquela mulher era o seu marido, Roberto, maquiado e equilibrando-se em saltos altíssimos, e que o vestido, sim, também era o seu.
O primeiro casamento de Roberto, 20 anos na época, 51 hoje, acabou logo após a cena do vestido. Como outros CDs (crossdressers), seu impulso surgiu na adolescência, cresceu e se tornou irresistível na idade adulta.
Tem tesão por mulheres, a tal ponto que está casado pela quarta vez e é pai de cinco filhos. Gosta tanto da vida familiar que, durante uma crise de angústia, rasgou e jogou fora sua indumentária feminina. Mas então descobriu que não era tão simples assim.
Roberto é artista plástico e como tal não é tão preso a preconceitos sociais. Contou que, antes de vir ao nosso encontro para a entrevista, parou num bar onde o balconista o tratou como senhora. Ele gosta disso.
Veste-se de forma andrógina, talvez como uma mulher mais solta e jovem; a antiperua. Essa atitude dá ao seu tipo maior ambiguidade, coisa que lhe é agradável também.
Se a percepção inicial de seu desejo de travestir-se foi como a de outros crossdressers, Roberto se destaca deles ao assumir em tempo integral essa postura.
Não compra um sapato masculino há 15 anos. Tentou levar esse comportamento mais livre para a cama com a mulher, mas não obteve sucesso. Ele gostaria que as relações com ela envolvessem a ambiguidade de sua condição.
Os filhos não reagem bem ao seu transformismo. Exigem que se vista como homem com H para visitá-los. Roberto entende a pressão social que eles sofrem, mas também é vítima de desentendimento.
O futuro para Roberto não é claro. Afirma apenas que sente a sua sexualidade em constante mudança. Ele experimenta profunda paz de espírito quando está travestido.
Alguma coisa está em movimento. Se por um lado gostaria de ser um homem normal, ao se ver de fora, como um observador de si mesmo, tem uma boa imagem. Assim como em sua atividade profissional, Roberto escapa do senso comum.
A palavra inglesa crossdresser identifica o travesti, mas numa versão diferente daquela que conhecemos no Brasil.
O crossdresser pode ser, e muitas vezes é, um cidadão bem colocado na sociedade e com um perfil conservador.
Personalidades como o ex-prefeito republicano de Nova York, Rudolph Giuliani ou o astro do futebol inglês David Beckham foram flagrados como crossdressers.
Podemos então concluir que são homens que se travestem, mas na maioria das vezes permanecem heterossexuais.
Como o internauta que relatou seu caso, são pessoas que convivem com uma ambiguidade, que não chega necessariamente ao comportamento sexual, embora convivam com o desejo de serem identificados como do gênero oposto.
As famílias convencionais, quando tomam conhecimento dessas manifestações sofrem o preconceito da tradição e não é incomum que se desintegrem em função dele.
O mundo vive um grande debate sobre a questão de gênero e é possível que essas pessoas, que hoje se travestem confinadas dentro de casa, possam num futuro próximo se exibirem nas ruas. 


Por Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e "Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.


 
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13 mulheres que nasceram homens e você jamais saberia

E não adianta fazer essa cara de susto! Como você vai ver na lista, todas elas são maravilhosas e, com certeza, você jamais desconfiariam que se tratam transexuais, de mulheres que nasceram homens e que, um belo dia, descobriram que queriam ter um corpo tão feminino quanto suas almas.

Loiras, morenas, altas, com corpos esculturais e extremamente bonitas. Essa são algumas das características mais marcantes dessas mulheres que nasceram homens, mas que de masculino não têm nada.

Aliás, na lista que montamos e disponibilizamos abaixo, existe até uma dessas mulheres que nasceram homens e que, ficou tão indistinguível depois de sua transformação que chegou a ser candidata em um concurso comum de beleza, o Miss Canadá, em 2012.

Impressionante, não? Mais impressionante ainda é a coragem dessas pessoas, que não tiveram medo de enfrentar o mundo inteiro e a opinião das pessoas para correr atrás de seus ideais.

Conheça algumas mulheres que nasceram homens e você jamais desconfiaria:

 
Em 2010, aos 25 anos, Carmen se inscreveu e foi selecionada para participar do reality show RuPaul's Drag Race, programa que elege a melhor drag queen dos Estados Unidos. 

Apesar de não chegar até a final, disputou a atenção com a vencedora graças a sua sensualidade e talento no palco: ganhou mais de 66 mil seguidores no Twitter, 90 mil no Instagram e 215 mil no Facebook, sem contar as menções em programas de TV, rádio, jornais, revistas e sites. Mas Carmen queria mais. Ela queria um corpo feminino

Então, assim que as gravações do programa terminaram, consultou um médico e passou a tomar hormônios.


 
Thalita passou pela cirurgia de redesignação sexual com apenas 18 anos de idade. Ela ficou em evidência no Brasil depois que foi protagonista de um escândalo com Romário.

Na ocasião a coluna "Retratos da Vida", do jornal Extra, flagrou Romário saindo de uma casa de show no Rio ao lado de uma bela morena, identificada como a modelo transexual Thalita Zampirolli, capixaba de 25 anos, que nasceu com o nome de Julio Campos.

Ao ser questionado sobre a imagem, o atual deputado federal disse que "gosta de mulher". A polêmica serviu para dar a Thalita seus 20 minutos de fama. 



Essa é mais uma das mulheres que nasceram homens nessa lista. Valentijn hoje tem 21 anos, é holandesa e participou de um documentário, há alguns anos, que relatava a vida de crianças com problemas de identidade de gênero.

A holandesa já desfilou para marcas como Mansion Martin Margiela e Comme des Garçons e acabou de estrelar a campanha da & Other Stories em que apenas pessoas transexuais trabalharam.

Além da carreira de modelo, Valentijn também é escritora, dj e performista. E ela até já deu uma palestra para o TED sobre mulheres transexuais.


 
Embora viva no Canadá, Amelia é uma das mulheres que nasceram homens. Seu País de origem é Bangladesh, mas sua situação não foi bem recebida por ninguém, forçando Amelia a mudar de País. 

Na América do Norte, há anos, ela faz tratamento hormonal e, embora ainda não tenha feito a cirurgia de mudança de sexo, Amelia se relaciona normalmente com homens.

Ela, inclusive, mora com o namorado.



 
Ela nasceu como Arthur Scott em 11 de janeiro de 1988, em Manhattan, Nova York, mas cresceu em Nova Orleans Lousiana. Em tenra idade, Scott reconheceu que sua personalidade não se encaixava no corpo masculino com o qual ela nasceu. Como resultado, ela disse a sua família que não queria mais ser homem. Sem as bênçãos de seus pais, Scott foi submetido a uma cirurgia transgênero parcial aos 15 anos de idade e totalmente transferido para uma mulher aos 17 anos de idade.

Além de modelo ela é atriz e atua na série "Real Housewives of Atlanta". Seu papel mais proeminente ainda é o de Cotton na série de drama musical criada por Lee Daniels, que vai ao ar na Fox. O papel em que ela interpreta uma mulher transexual lhe deu muita visibilidade. Scott é o terceira transexual a interpretar um personagem trans em uma série dramática de TV americana.

 

 
Isis é modelo e designer americana e foi a primeira transexual a participar do reality show America’s Next Top Model. 

Quando foi ao programa de Tyra Banks (entrevistadora) para falar sobre a mudança de sexo feita e novembro de 2008 e acabou sendo surpreendida com um pedido de casamento de seu namorado, Desmond.

O casal se conheceu através do MySpace. Sobre a cirurgia, Isis diz que se sente muito mais confiante depois da intervenção. Hoje em dia, ela é uma das mulheres que nasceram homens mais famosas da TV dos Estados Unidos.



 
Outra das mulheres que nasceram homens e que mudaram isso em algum momento da vida é a modelo Ines Rau. Se na moda as modelos transgênero têm ganhado cada mais representatividade, Ines Rau é uma das razões. A francesa de 26 anos é a primeira playmate trans da história da revista erótica, estampando o ensaio principal da edição de novembro/dezembro de 2014.  

Sobre sua primeira aparição na Playboy, Rau afirmou que foi sua forma de “comemorar seu coming out” e que o trabalho certamente abriu as portas para que ela entrasse de vez na carreira de modelo. “Eu me arrisquei e assinei com uma agência”, contou a modelo - que também já trabalhou com marcas como Balmain - à revista. “Eu espero poder abrir caminho para todas as mulheres – trans ou não – na moda e em outros setores”, contou Rau em entrevista recente à Thomson-Reuters. Ela também chegou a contar sobre sua transformação e sua condição transexual em uma entrevista na revista OBB.



 
Jenna Talackova nasceu em Vancouver e começou a fazer tratamento com hormônios aos 14 anos, idade em que colocou próteses de silicone. A canadense se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo em 2010. E fez questão de deixar claro, no programa, que agora tem órgãos femininos e pode ter relações sexuais com homens normalmente. A canadense virou notícia em todo o mundo ao ser desclassificada do concurso em março, depois que os jurados descobriram que ela era transexual. Jenna ganhou o direito de voltar ao Miss Canadá, depois de uma mobilização na internet.

Jenna tem carteira de habilitação, identidade e passaporte do sexo feminino. Na entrevista, ela disse que as outras concorrentes do Miss Canadá foram muito atenciosas no período em que esteve fora do concurso. As candidatas mandaram mensagens e e-mails encorajando Jenna a participar do Miss Canadá.


9. Lea T
 
Outra das mulheres que nasceram homens nessa lista é a modelo brasileira Lea T. Lea T, nome artístico de Leandra Medeiros Cerezo (Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 1980), é uma estilista e modelo transexual brasileira que tornou-se famosa na Europa como uma das estrelas de uma campanha da grife francesa Givenchy, em 2010, e por causa de um ensaio fotográfico nu para a edição de agosto de 2010 da revista francesa Vogue.A incursão de Lea no mundo da moda ocorreu após ela conseguir um emprego como modelo através do amigo estilista Riccardo Tisci, época em que ela passou a morar, trabalhar e fazer faculdade de veterinária em Milão, na Itália. Ja foi entrevistada por Oprah Winfrey no talk show "The Oprah Winfrey Show".

Em fevereiro de 2015, foi eleita pela revista americana Forbes uma das 12 mulheres que mudaram a moda italiana. A modelo integra lista ao lado de nomes como Miuccia Prada, Anna Dello Russo e Franca Sozzani.

 
Acredite ou não, essa é mais uma das mulheres que nasceram homens. Candis Cayne nasceu como Brendan McDaniel em 1971 em Maui, no Havaí. Ela tem um irmão gêmeo fraterno chamado Dylan. Seus pais ensinavam em uma escola Waldorf e a família morava no campus.

Ela se formou na Baldwin High School de Maui em 1989 e depois passou um ano em Los Angeles, onde ela estudou canto, dança e artes cênicas.

Cayne então mudou-se para Nova York no início dos anos 90, tornando-se conhecida como coreógrafa e bailarina. Candis é atriz e já apareceu em inúmeras séries de TV, como DSM, Nip/Tuck, dentre outras.



Fiona é o mais jovem da sua família e teve de aprender a viver sem amor de mãe em uma idade muito precoce, quando o cancro da mama interrompeu a vida de sua amada mãe e seu pai que teve de se  tornar em pai e mãe para a família. Por mais difícil que fosse, ela teve que deixar a dor para trás e criar uma vida da qual sua mãe teria ficado orgulhoso. Aos 12 anos Fiona saiu de casa para encontrar um emprego para que pudesse ganhar o suficiente para pagar por seus estudos do ensino médio, e seis anos mais tarde, depois de muito esforço e determinação, ela se formou no colegial e saiu para o mundo. Fiona pode não ter crescido com muitas coisas materiais na vida, enquanto ela estava crescendo, mas isso foi feito para o amor e determinação que aprendeu com seu pai.
A busca pela beleza e da crença no poder da mudança é também por isso que Fiona começou a entrar em concursos de beleza transgêneros quando ela tinha apenas dez anos quando ela ganhou o título de Little Miss Transgender.
Aos 26 anos, Fiona é famosa nas Filipinas, seu País de origem, onde participa de inúmeros programas de TV, comerciais e revistas. Ela também faz parte de nossa lista com mulheres que nasceram homens e você nem desconfiaria.

12 Isabella Santiago
 
Isabella Santiago realmente nasceu com o nome de Santiago Creiban mas não estava feliz com a decisão da natureza, então com 16 anos, decidiu iniciar um processo de mudança para se tornar uma mulher.

Tão bem sucedido foi essa transformação que conseguiu ser coroada Miss Rainha Internacional na Tailândia, em Novembro de 2014.









Nong Poy nasceu na Tailândia em
nasceu em 05 de outubro de 1986, como uma criança, Treechada sabia que ela era uma menina, mas na frente de seus pais, ela tinha que fingir e viver como um homem. 

Ela se sentia enojada com seus órgãos genitais “masculinos”, então com a idade de 17 anos, ela passou por uma cirurgia de mudança de sexo e, desde então, ela disse que ela se sente como se ela tivesse renascida. Ela não fez qualquer operação para corrigir o seu rosto.
 




Do Blog Peloamordedeus e Natureza da Vida - Texto adicional Katia Steelman

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7 dúvidas sobre identidade de gênero

Existe diferença entre transexual e travesti? O que é identidade de gênero? Uma pessoa que nasceu homem pode ser mulher? Essas e outras dúvidas vêm à tona quando falamos sobre diversidade sexual. Por isso, a SUPER conversou com Edith Modesto, que é terapeuta, escritora e especialista em diversidade sexual e questões de gênero. Em 1999 ela fundou o Grupo de Pais Homossexuais (GPH) que atualmente é formado por mais de 200 brasileiros. Veja as respostas:
1. O que define exatamente a transexualidade?
O “ser mulher”, com um corpo de homem; um “ser homem” com um corpo de mulher. Nesses casos, há um processo de mudança física possível que dependerá da vontade de cada transexual.
2. Dentro da diversidade sexual, são muitos os termos que encontramos? Quais são eles e o que significam?
Heterossexuais: se sentem atraídos sexual e/ou afetivamente por pessoas do gênero contrário ao seu.
Homossexuais: se sentem atraídos sexual e/ou afetivamente por pessoas do gênero idêntico ao seu.
Bissexuais: podem se sentirem atraídos por pessoas do gênero masculino, ou do gênero feminino.
Assexuais: não se sentem atraídos sexualmente por ninguém.
Em relação aos gradientes de gênero, temos muitos termos: cross-dresser, drag queen, drag king; andróginos, trans não binários etc.
3. Qual a diferença entre uma travesti e uma transexual?
Antigamente, a travesti era conhecida como uma pessoa que se sentia homem e mulher ao mesmo tempo. Por isso, não queria fazer a operação. Hoje, a diferença é social e política. Sabemos que há gradientes (graus) de masculinidade e feminilidade (gêneros) não atrelados completamente ao biológico. Quando a pessoa se sente uma mulher em um corpo de homem e é de classe econômica e social mais simples, ela é denominada travesti. Geralmente, essas pessoas não têm nenhuma oportunidade na vida e se tornam profissionais do sexo para sobreviverem. Quando a pessoa com essa questão de gênero pertence a uma classe social e econômica mais alta, ela é denominada transexual. Quem não tem essa questão é denominada cissexual.
4. As pessoas confundem, às vezes, identidade de gênero com orientação sexual. Você pode explicar qual é a diferença?
Na “orientação” ou “condição” sexual, a pessoa é hétero, bi, homossexual ou assexual. Identidade de gênero refere-se ao gênero com o qual a pessoa se identifica: saber-se masculino(a) ou feminina (o) e em que graus. Essa condição pode mudar no decorrer da vida.
5. Conversamos com a Renata e com a Thais. As duas optaram por não fazer a cirurgia de readequação sexual. A Renata se diz mulher enquanto que a Thaís afirma ser transexual (por não nascer com as condições biológicas femininas). Como funcionam esses termos?
De modo geral, a pessoa transexual é aquela cujo corpo (do ponto de vista biológico) possui características masculinas e se sente do gênero feminino, ou possui características biológicas femininas e se sente um homem. O motivo pelo qual Thais não se diz “mulher” (porque não nasceu com características físicas femininas) é eminentemente político. Ela é uma militante que usa esse recurso na luta para que a transexualidade seja aceita como uma categoria e as pessoas transexuais “existam”.
6. Qual a principal (ou principais) dúvida em relação à diversidade sexual que chega até você no dia a dia?
A diversidade sexual continua a ser avaliada muito negativamente. Portanto, continua a dificuldade de autoaceitação pelos jovens da homo ou bissexualidade e a dificuldade de aceitação desses filhos diferentes por seus pais.
7. Como você acha que o Brasil (tanto governo como sociedade) tem lidado com a diversidade sexual?
Da parte do governo, muito mal, pois políticos brasileiros, sendo o Brasil um país laico pela constituição, fez parcerias com religiosos fundamentalistas. A sociedade parece estar tentando se defender contra isso, pois o assunto está a cada dia mais presente nas mídias.







 
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Ministério Público Federal recomenda às Forças Armadas que não vetem transexuais

O Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, expediu recomendação aos Comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para que a transexualidade não seja considerada como motivo determinante para a reforma de militares, nem como forma de incapacidade para o exercício da atividade militar.
A recomendação leva em consideração ‘elementos colhidos’ durante um inquérito civil instaurado em 2014 – nº 1.30.001.000522/2014-11 -, que teve como objetivo apurar suposta violação aos direitos humanos no âmbito das Forças Armadas Brasileiras, que estariam reformando sistematicamente militares por causa da condição ou opção sexual, sob o fundamento da incapacidade para o serviço militar.
Nos casos concretos de militares transexuais analisados durante o inquérito – um do Exército, dois da Marinha e um da Aeronáutica -, todos foram excluídos do serviço ativo das Forças Armadas após manifestarem o desejo de realizar transição de gênero.

Para os procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, autores da recomendação, a suposta impossibilidade de manutenção da militar transexual nas Armas ou Quadros Militares exclusivamente masculinos não encontra amparo constitucional ou legal, seja pela possibilidade de transferência de militares entre Corpos e Quadros, seja pelo ingresso de militares mulheres em Armas/Quadros/Funções antes exclusivamente ocupados por homens.
O Ministério Público Federal recomenda ainda que sejam estabelecidos programas de reabilitação ou transferência de militares transexuais em funções compatíveis em outros Corpos ou Quadros das Forças Armadas, caso exerçam originalmente funções que não podem ser ocupadas por mulheres e tenham alterado o gênero masculino para o feminino.
A Procuradoria quer implementação de programas de combate à discriminação, ‘voltados à erradicação da homofobia e transfobia, de modo a não excluir das Forças Armadas as pessoas transgênero ou homossexuais’.
Os respectivos Comandantes ‘deverão, no prazo de 30 dias, informar as providências adotadas, sob pena de impetração da medida judicial cabível em caso de inércia ou descumprimento’.

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Laverne Cox é a primeira atriz transexual na capa da Cosmopolitan

Laverne Cox, atriz de Orange Is The New Black, sempre foi uma grande ativista pelos direitos transexuais e é uma das maiores porta-vozes do assunto em Hollywood. Ela se tornou, na última segunda-feira, 22, a primeira mulher transexual a ser capa da revista Cosmopolitan.
A edição de fevereiro da publicação sul-africana tem como tema a hashtag #SayYestoLove, ou seja, diga sim ao amor. Na carta de abertura da Cosmopolitan, Laverne escreveu: “Mulheres trans merecem ser amadas a céu aberto”.
Não é a primeira vez que a atriz se consolida como primeira trans na capa de uma grande publicação. Em 2014, ela saiu como destaque da revista Times.

De Isto É
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Laerte: heroína trans ou homem vestido de mulher?

Você está louco, Laerte? Essa pergunta foi feita à cartunista Laerte Coutinho em entrevista à Folha de S.Paulo, em 2010. À época, ela estava começando a tornar pública sua transição de gênero que já estava presente explicitamente em seu trabalho.
A partir de então, passou a ser personagem de reportagens sobre transgêneros, sendo retratada pela grande imprensa, sem aprofundamento dos debates, como causadora de polêmicas, um homem vestido de mulher e outros estereótipos. Por outro lado, virou uma espécie de heroína da causa trans em algumas mídias alternativas, onde a questão foi mais desenvolvida.
Essa cobertura foi analisada em uma pesquisa de mestrado defendida no Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), em novembro de 2016. O autor, Tulio Heleno de Aguiar Bucchioni, utilizou dois recortes de publicações entre 2012 e 2015: imprensa hegemônica (jornais brasileiros de grande circulação) e mídias alternativas (portais, blogs e veículos ligados a direitos humanos).
Na ocasião, Laerte era um homem com mais de 60 anos, com uma namorada mulher, em um processo de transição sem intenções de fazer cirurgias. Bucchioni conta que viu uma oportunidade de levantar um debate qualificado sobre gênero: “Havia ali uma pessoa pública experimentando uma desconexão entre sexo biológico, identidade de gênero e desejo sexual”.
Segundo o pesquisador, seu objetivo era entender como as diferentes mídias podem ou não contribuir com o debate de gênero no Brasil. Bucchioni reforça: “Não foi uma pesquisa sobre a Laerte, mas sobre como as mídias representaram esse processo em que ela publicamente foi se afirmando como uma mulher transgênero e vivendo uma série de entendimentos sobre si mesma”.
Esse entendimento foi progressivo. Laerte começou como crossdresser (homem que veste roupas de mulher, mas não é, necessariamente, homossexual), passando depois a se entender como travesti, mulher transgênera, até se denominar atualmente uma mulher social ou uma mulher possível. “Ela criou esse termo, não é uma coisa da academia. Na antropologia, buscamos trabalhar com os conceitos dos nossos interlocutores. Partimos dessas categorizações deles e buscamos entender como eles próprios articulam isso”, esclarece o antropólogo.

Banheiro feminino

 



O caso do banheiro – no qual Laerte foi repreendida ao utilizar o banheiro feminino em um restaurante – foi um dos abordados na pesquisa. Para o antropólogo, a grande imprensa tratou a cartunista como a causadora da polêmica. “Ela passou de vítima de uma proibição para sujeito de uma polêmica”, avalia.
O pesquisador observou que a grande imprensa cobriu o episódio privilegiando discursos cisnormativos e heteronormativos, caracterizando Laerte como um homem que se veste de mulher, por exemplo. “Ela foi tratada como uma causadora de problema, sendo até associada à pedofilia. A grande imprensa repercutiu muito essa notícia, mas não a problematizou”, explica.

Aqui vale uma explicação: os termos cisnormatividade e heteronormatividade se referem à ideia de que ser cisgênero ou heterossexual é algo normal ou natural, em detrimento de outras sexualidades e identidades de gênero, além de aspectos da vida social desses grupos.
Bucchioni avaliou que há um discurso naturalizado na grande imprensa, no qual há uma associação entre pessoas transgênero e uma suposta anormalidade. “As matérias das mídias hegemônicas caracterizavam a Laerte como alguém que se veste de mulher apenas. E a transgeneridade era resumida a isso, especificamente como um homem que se veste de mulher”, esclarece.

Uma heroína?

Por outro lado, as mídias alternativas ampliaram o debate além da questão pessoal da cartunista. “As mídias alternativas não a limitaram apenas como uma pessoa trans, mas deram voz a ela por entender que é preciso dar voz de modo complexo às pessoas trans. Então, ela é tida como uma referência no debate dos direitos de pessoas trans”, explica o pesquisador.
A visível ascensão de pautas femininas e de gênero nos últimos anos pode ter contribuído para uma maior exposição da cartunista na imprensa. Por isso, Bucchioni diz que é importante não tomar Laerte como uma heroína, como parte da imprensa alternativa a retratou.
Sua trajetória como figura pública, com alta escolaridade, em um círculo social intelectualizado e progressista não é um caso comum. “Ela tem uma trajetória muito ímpar e individual, mas devemos pensar em como o contexto histórico [de ascensão dos debates de gênero] também propiciou isso tudo”, avalia.



Por Paulo Andrade - Do Jornal da USP
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Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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