Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Reflexões e Desabafos - Minha vida como crossdresser

Eu era um garotinho quando minha mãe me vestiu pela primeira vez. Eu acho que é quando meu crossdressing começou. Eu sou um homem e não quero mudar meu sexo, mas cresci com duas irmãs. 

Eu sempre gostei de crossdressing, então se minha esposa quisesse me vestir, eu não lutaria contra isso. Eu sinto que sou uma mulher no corpo de um homem. Eu não escondo nada da minha esposa, então ela sabe que eu me visto. Ela não é a favor do meu crossdressing mas ela me ama e eu a amo.

Eu sei que não sou mulher e não estou interessada em namorar homens. Eu fico relaxado quando me visto. Eu gosto da sensação da roupa. Eu compro todas as minhas coisas que eu uso.

Se você acha que é errado se vestir, então por que Deus nos colocou aqui sem roupa? Eu não acho que Deus disse que essas roupas são apenas para homens e essas roupas são para mulheres e apenas mulheres. Então, assim como outros homens gostam de esportes, eu gosto de "me vestir de mulher". Eles têm seus hobbies e o meu é crossdressing.

Eu não tento me tornar algo que eu não sou. Eu me visto porque gosto do jeito que me sinto e isso me relaxa. Lucy Quero agradecer por este site. Eu também não gosto de pornografia. Então Lucy esta é a minha vida. 

Tenho 62 anos e aproveito minha vida com minha parceira e esposa, a quem eu amo mais do que qualquer coisa.

Obrigado por ouvir minha história e espero que tenha gostado de ler tanto quanto eu gostei de contar.

 

Por Jammey - Do World of Crossdressing - Adaptação e foto By Katia Steelman Walker 
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Reflexões e Desabafos - Por que alguns homens se interessam por travestis?

Essa é uma pergunta frequente na mente de muitas pessoas. Ainda que o assunto, tomado muitas vezes como tabu, seja pouco discutido, o fato é que existem muitos homens que se interessam por travestis. E é difícil definir um perfil típico para eles ou estabelecer uma única razão para esse interesse.
Podemos dizer que as travestis são bonitas sim, claro que são! Muitas vezes temos a dúvida se são mulheres de verdade e isto traz uma grande curiosidade ao homem. Podemos ver alguns nas ruas em que olhamos com cuidado e ficamos pensamos: que linda mulher! Ao descobrir que esta mulher é na verdade um travesti, certamente muitos homens irão prontamente retroceder, mas alguns terão a curiosidade de buscá-las. Algumas travestis são tão parecidas com mulheres que se torna tarefa muito difícil para identificá-los (se tiver bebido a tarefa pode ser ainda mais difícil). Nesse link há vários exemplos disso (alerta, conteúdo adulto).

A vida agitada dos casais, muitas pessoas solitárias, vida sexual infeliz, falta de amor, são muitos os fatores que levam uma pessoa a se interessar por travestis. Vamos detalhar um pouco alguns dos motivos que levam os homens a procurar por estes profissionais do sexo.

O interesse por travestis é realmente muito frequente

Quem não lembra do ex-jogador Ronaldo que se envolveu com três travestis no Hotel Papillon em 2008 e acabou discutindo com uma delas e foram todos para a delegacia? A imagem do atleta ficou extremamente desgastada na época e houve também muita polêmica no caso.
Outro caso memorável foi o do tetracampeão Romário, que foi flagrado de mão dadas com uma travesti saindo de um show (veja aqui).
Os homens que se interessam por travestis são tantos, que provavelmente nem conseguimos imaginar. E para quem pensa que essa é apenas uma questão de opinião, uma rápida pesquisa sobre pontos de prostituição confirmam: frequentemente, os locais ocupados por travestis são tanto quanto ou até mais numerosos do que aqueles ocupados por mulheres. Parentes, colegas e amigos, é claro, “nunca sabem de nada”. Mas se esse interesse existe, e é tão mais comum do que imaginamos, talvez a atmosfera de anormalidade que se cria em torno dos travestis e daqueles que por eles se interessam tenha muito mais a ver com tabus da vida pública do que com justificativas da vida privada, não é mesmo?


Um leque muito mais amplo de possibilidades é atendido

Na verdade os travestis exercem uma sedução em muitos homens. Eles surgiram nos anos 70 usando saias minúsculas e seios exuberantes. Segundo a opinião de psiquiatras, os travestis gostam de agir e se sentir como mulheres. Não é apenas uma troca de sexo, é algo mais profundo e tem a ver com a autoestima do cliente e do travesti. Estes profissionais do sexo pensam que os heterossexuais que saem com eles são pessoas de cabeça aberta e podem simplesmente sentir prazer e ter um sentimento de amor, muitas vezes não encontrado dentro de casa.
Na verdade os homens veem os travestis como uma “mulher com pênis” e isto cria fantasias na cabeça deles. Muitos psiquiatras dizem que apenas os travestis podem ser tão femininos nas fantasias dos homens e isto é um grande diferencial.
Os travestis afirmam que muitos de seus clientes procuram por proteção, diálogo, carinho, enfim, procuram algo diferente que muitos deles não têm em casa. A transgressão é essencial e tudo que é proibido atrai, desta forma os homens preferem os travestis para sentirem-se amados e respeitados.
Muitos afirmam que desejo é desejo e não podemos reprimir ou explicar. O importante é respeitar estes profissionais do sexo e ter a mente aberta a relacionamentos futuros. Há vários casos de homens que preferem namorar travestis por darem a ele a proteção necessária no dia a dia.
Muitos homens não estão resolvidos em sua orientação sexual e procuram por estes profissionais, então o respeito deve ser dado e colocado em primeiro lugar. O homem casado ou solteiro tem o direito de ter relações sexuais com quem ele quiser desde que não haja preconceito de qualquer parte e seja um consentimento mútuo.
A questão é que travestis são tudo. Têm tudo. Isso, é claro, facilita muito na hora de satisfazer as mais diversas fantasias eróticas. E mais, os travestis assim são porque exatamente assim escolheram ser. Não estão submetidos aos padrões binários impostos para um ou outro gênero, com todos os moldes pré-estabelecidos que podem ou não agradar completamente um mesmo indivíduo. A consequência quase imediata desse “são tudo que querem e amam tudo que têm” é a sensação de que não apenas o travesti é capaz, como também aceita com mais prazer realizar quase tudo. E, seguindo essa lógica, o homem sente que não é apenas mais um cliente pervertido que paga para conseguir suas exigências. Ele também satisfaz, também sacia desejos. Está ali com alguém que também abriu mão de muito para saciar os próprios. Pode ser psicologicamente reconfortante realizar fantasias sem se sentir culpado ou julgado de alguma maneira.

Exemplo do escárnio de como somos frequentemente tratadas... 


Experimentar

É só pensar nas tantas fantasias eróticas que todos sabem que existem muito por aí. E elas são cultivadas, quase sempre, sem que nada precise ser revelado a ninguém. Buscando satisfazer esses desejos mais íntimos sem precisar se expor às pessoas que os cercam, alguns homens simplesmente recorrem a locais específicos ou sites que proporcionem essa experiência sem dificuldades. A vontade de provar um papel sexual diverso daquele que realizou a vida inteira, a curiosidade de saciar alguns desejos específicos sem abrir mão da imagem feminina ou a simples ambição de ter experiências diferentes… As causas podem ser as mais diversas, mas são todas como qualquer outra fantasia, com todas as particularidades que as caracterizam. No fim, nada além daquilo que todo mundo já sabe sobre sexo: os interesses estão por aí aos montes, e nem sempre é possível, ou necessário, justifica-los.

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Crossdresser: Um olhar sobre os conceitos de Crossdressing e Crossdresser

Na Biologia o genótipo é a composição genética de cada ser vivo adquirida hereditariamente.

A definição de gênero, genotipicamente falando, é dada pelo Sistema XY, no qual, majoritariamente, o gênero feminino é XX e o masculino é XY. Já o fenótipo consiste nas características externamente visíveis de um determinado genótipo, como aparência e comportamento.

Assim, quanto ao gênero, podemos falar em fenótipo feminino e fenótipo masculino.
Uma pessoa com genótipo e fenótipo masculinos que se não identifica com o gênero masculino pode buscar uma transição para o gênero feminino, da mesma forma que pessoas do gênero feminino, genotípica e fenotipicamente, o podem.

Trata-se de uma transição fenotípica de gênero, onde a pessoa busca adotar a aparência que melhor se adequa ao que sente em seu íntimo, pois nem sempre a identidade de gênero corresponde ao mesmo gênero biológico (cisgênero), mas sim ao oposto (transgênero).

Essa transição pode ser permanente e não permanente. A transição permanente implica em intervenções corporais visando alterar a aparência de maneira permanente, como por meio de terapia hormonal e cirurgias. Já a transição não permanente ocorre por meio de adoção de comportamentos e uso de objetos relacionados ao gênero oposto e pode ser em tempo integral, quando a pessoa adota um perfil feminino em seu dia-a-dia, ou ainda eventual, situação na qual a pessoa escolhe determinados momentos para realizar tal transição. 

Crossdressing, segundo o Cambridge Dictionary, é o ato de vestir roupas normalmente usadas pelo sexo oposto. Contudo o crossdressing transcende a definição do dicionário, englobando ainda a adoção de comportamentos, acessórios e, algumas vezes, o comportamento sexual típico do gênero oposto. Trata-se, portanto, de uma forma de transição de gênero não permanente, pois não implica em nenhuma alteração corporal cirúrgica ou hormonal, que pode ser por tempo integral ou temporária.

Crossdresser é alguém que, por meio do crossdressing, muda de gênero de maneira não permanente e eventual, com o uso de elementos e adoção de comportamentos típicos do gênero oposto. Desse modo temos a mudança do tipo MtF (Male to Female), na qual um homem adota a aparência do gênero feminino, e a do tipo FtM (Female to Male), onde uma mulher adota a aparência do gênero masculino.

Há uma visão estereotipada, especialmente sobre crossdressers MtF em função do comportamento sexual de algumas, na qual são vistas como pessoas sempre em busca de envolvimentos com homens e sexualmente submissas. Entretanto, ser crossdresser nem sempre significa dizer que a pessoa é homossexual, pois a transição não necessariamente envolve atração sexual por pessoas do mesmo gênero biológico.

Do BCS - Brazilian Crossdressers Society
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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker - Sentir-se amada. Eu te amo não diz tudo.

Sentir-se amada

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Martha Medeiros


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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Respeito, Beleza e a Admiração

Sócrates dizia... Só quem entende a beleza do perdão pode julgar seus semelhantes. A aceitação é o primeiro passo para a felicidade. A falta dela é o ponto principal do sofrimento.

Partindo dessas premissas... Podemos dizer que em parte uma imagem corporal positiva não é acreditar que seu corpo está bem; é acreditar que seu corpo é bom independentemente de como parece.

Não é pensar que você está linda; é saber que você é mais do que linda, entendendo que seu corpo é um instrumento para seu uso; não é um ornamento a ser admirado.

Até porque penso que quem se preocupa muito em evidenciar a sua beleza, anuncia ela própria que não tem outro maior mérito.


Mas por outro lado quem não curte ser admirada com respeito, desejo e carinho de uma forma que não se sinta um objeto?

Pessoalmente deixei de postar minhas fotos por conta da forma vulgar como muitos me tratam ao ponto de me sentir por varias vezes carne em açougue...

Há também que se ter em mente que na vida admiramos algumas pessoas e quase sempre essas pessoas são importantes para nós e por isso as respeitamos. 



Como escreveu o médico espanhol Artur de Chaparal, às vezes a gente admira porque conhece, mas muitas vezes acontece exatamente o contrário, só admiramos porque não conhecemos essas pessoas na intimidade. 

Dito isso Perceba: 


Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas.
Sêneca

Amar é admirar com o coração. Admirar é amar com o cérebro.
Theophile Gautier

Há uma inocência na admiração: é a daquele a quem ainda não passou pela cabeça que também ele poderia um dia ser admirado.
Friedrich Nietzsche 


Um Bom dia e Cuidem-se bem...
Kátia


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Crossdresser: O que considero importante numa montagem completa?


Toda crossdresser, inclusive as mais experientes, tem dúvidas e dificuldades relacionadas à montagem, desde a escolha de uma peruca, passando pelas bijouterias (quem nunca sofreu querendo usar um par de brincos sem ter furos nas orelhas?), bem como quais cosméticos usar e em que ordem usá-los. Como usar uma tabela de medidas para a escolha de roupas e lingeries muitas vezes é um problema, pois nem todas sabem quais devem ser levadas em consideração e como medir corretamente. A busca por sapatos ideais também é uma luta, pois nem sempre se tem uma variedade de produtos quando se calça acima de 39.
 
Bem, quem me conhece pessoalmente sabe que uma de minhas frases prediletas é "o diabo mora nos detalhes". Portanto, uma montagem de dar água na boca do diabo requer atenção aos detalhes, o que normalmente não é levado em consideração pela maioria das crossdressers, que se limitam a vestirem uma lingerie, calçarem um salto alto, colocarem uma peruca e passarem um batom. Uma montagem perfeita significa antes de mais nada sair da zona de conforto em busca de uma feminilidade visual capaz de transformar a maneira de se encarar o crossdressing da cabeça aos pés, LITERALMENTE.
Tendo este objetivo em vista, considero detalhes importantes numa montagem:

1. Barba bem feita e maquiagem bem executada;
2. Peruca bem fixada;
3. Seios postiços;
4. A lingerie deve incluir um corset;
5. Tucking;
6. Unhas bem feitas e em cores adequadas, inclusive dos pés;
7. Salto alto do tamanho correto;
8. Bijouterias para compor o visual (brincos, colares, anéis, pulseiras);
9. A roupa certa para cada ocasião.

Seguir esses 9 passos é algo fácil? NÃO. Quem deseja aprimorar-se deve encarar as dificuldades e superá-las para atingir a satisfação que apenas conhece quem experimentou uma montagem muito bem elaborada e executada. Em breve a BCS irá divulgar uma novidade para ajudar a todas que desejam ser ainda mais femininas, portanto, mantenham-se antenadas nas novidades da página!



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Crossdresser: vestido para mudar...

A questão da semana é o caso do internauta, 52 anos, casado há 18 anos, com duas filhas. Desde pequeno sente forte atração pelo universo feminino. Diz sentir-se uma mulher por dentro e esconde isso de toda a minha família e dos amigos. Lendo artigos na web se deparou com o mundo crossdresser e se encantou. Diz ter se encontrado. Ficou fascinado e começou a viver escondido. Mas ele não está sozinho.
Juliana fazia sempre o mesmo trajeto de volta para casa, no aprazível bairro da Urca, no Rio de Janeiro. Ia ao mercado comprar pequenas coisas e retornava, cumprimentando gente amiga nas portas e janelas.
No dia em que seu – então recente – casamento acabou, ela cumpria a mesma rotina. Ao dobrar a esquina, contudo, chamou-lhe atenção o padrão do vestido da bela mulher que atravessava a rua.
Era semelhante a um dos seus vestidos, e não era um padrão comum. As duas mulheres foram se aproximando. Juliana não conseguia tirar os olhos da outra, alta, magra… e do “seu vestido”, na verdade curto demais para a estranha, que ficava com as pernas à mostra.
Estranheza, essa era a única palavra possível, até as duas ficaram olho no olho. Juliana foi obrigada a reconhecer que aquela mulher era o seu marido, Roberto, maquiado e equilibrando-se em saltos altíssimos, e que o vestido, sim, também era o seu.
O primeiro casamento de Roberto, 20 anos na época, 51 hoje, acabou logo após a cena do vestido. Como outros CDs (crossdressers), seu impulso surgiu na adolescência, cresceu e se tornou irresistível na idade adulta.
Tem tesão por mulheres, a tal ponto que está casado pela quarta vez e é pai de cinco filhos. Gosta tanto da vida familiar que, durante uma crise de angústia, rasgou e jogou fora sua indumentária feminina. Mas então descobriu que não era tão simples assim.
Roberto é artista plástico e como tal não é tão preso a preconceitos sociais. Contou que, antes de vir ao nosso encontro para a entrevista, parou num bar onde o balconista o tratou como senhora. Ele gosta disso.
Veste-se de forma andrógina, talvez como uma mulher mais solta e jovem; a antiperua. Essa atitude dá ao seu tipo maior ambiguidade, coisa que lhe é agradável também.
Se a percepção inicial de seu desejo de travestir-se foi como a de outros crossdressers, Roberto se destaca deles ao assumir em tempo integral essa postura.
Não compra um sapato masculino há 15 anos. Tentou levar esse comportamento mais livre para a cama com a mulher, mas não obteve sucesso. Ele gostaria que as relações com ela envolvessem a ambiguidade de sua condição.
Os filhos não reagem bem ao seu transformismo. Exigem que se vista como homem com H para visitá-los. Roberto entende a pressão social que eles sofrem, mas também é vítima de desentendimento.
O futuro para Roberto não é claro. Afirma apenas que sente a sua sexualidade em constante mudança. Ele experimenta profunda paz de espírito quando está travestido.
Alguma coisa está em movimento. Se por um lado gostaria de ser um homem normal, ao se ver de fora, como um observador de si mesmo, tem uma boa imagem. Assim como em sua atividade profissional, Roberto escapa do senso comum.
A palavra inglesa crossdresser identifica o travesti, mas numa versão diferente daquela que conhecemos no Brasil.
O crossdresser pode ser, e muitas vezes é, um cidadão bem colocado na sociedade e com um perfil conservador.
Personalidades como o ex-prefeito republicano de Nova York, Rudolph Giuliani ou o astro do futebol inglês David Beckham foram flagrados como crossdressers.
Podemos então concluir que são homens que se travestem, mas na maioria das vezes permanecem heterossexuais.
Como o internauta que relatou seu caso, são pessoas que convivem com uma ambiguidade, que não chega necessariamente ao comportamento sexual, embora convivam com o desejo de serem identificados como do gênero oposto.
As famílias convencionais, quando tomam conhecimento dessas manifestações sofrem o preconceito da tradição e não é incomum que se desintegrem em função dele.
O mundo vive um grande debate sobre a questão de gênero e é possível que essas pessoas, que hoje se travestem confinadas dentro de casa, possam num futuro próximo se exibirem nas ruas. 


Por Regina Navarro Lins

Regina Navarro Lins é psicanalista e escritora, autora de 12 livros sobre relacionamento amoroso e sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda”, “O Livro do Amor” e "Novas Formas de Amar". Atende em consultório particular há 45 anos e realiza palestras por todo o Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews. Nasceu e vive no Rio de Janeiro.


 
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Dicas de Montagem: Modeladores corporais, um auxílio nas curvas

Modificar o corpo sem grande investimento de tempo ou dinheiro é uma tarefa árdua, sem contar que nem todo mundo está disposto ou pode modificar o próprio corpo para atender as necessidades do seu lado feminino. No entanto, existem diversos acessórios conhecidos como Modeladores que podem te ajudar a criar curvas femininas instantaneamente, inclusive vejo muita drag que consegue resultados impressionantes apenas com o uso de deles!! Alias, não só drag, até mulher cis usa sutiã de bojo ou modelador de cintura, por exemplo, para criar curvas mais sólidas.
Se você pensa em ganhar curvas, diminuir a silhueta ou criar um volume extra, saiba que existem diversas opções no mercado para te ajudar! No post de hoje eu vou apresentar alguns acessórios para atuar no busto, na cintura e no quadril, confira:
Busto
A região dos seios é bastante sensual e as curvas podem fazer muita diferença! A opção mais simples e difundida para os seios é o sutiã estruturado com bojo, eu até já fiz um post específico sobre Como escolher o seu sutiã. Você também vai encontrar aqui no blog o post Como simular seios femininos (avançado) com exemplos em vídeo, então aqui vou fazer um resumo dos métodos:
Sutiã com bojo: dispensa comentários, é o mais simples! Se trata de um sutiã comum que tem um par de conchas estofadas imitando o contorno dos seios, basta vesti-lo por de baixo da roupa e curtir as curvas. É recomendado para qualquer tipo de corpo e pode-se encontrar diversas opções de tamanhos, cores e modelos no mercado nacional.
Desenvolvedor de decotes: encontrei esse acessório por acaso no site Glamour Boutique e, pelo que entendi, ele foi desenvolvido por uma especialista em corsets para ajudar a criar um busto pressionando o volume que você já tem nos seios. Se você complementar com um sutiã com bojo o resultado será bem convincente!
Sutiã adesivo de silicone: a peça ganhou popularidade por ficar invisível na roupa e dar uma forcinha na levantada dos seios! Para crossdressers/transgêneros é indicado para quem tem o corpo magrinho ou possui os seios desenvolvidos, a peça vai dar uma forma para quem é reto ou moldar os seios existentes. Se você não encontrar facilmente em loja física saiba que tem no MercadoLivre.
Seios de silicone: esse acessório é um pouco mais sofisticado e mais difícil de ser encontrado. É uma peça de silicone que imita a forma dos seios, pode ser colado no corpo ou preso a um sutiã e existem diversas opções de cores e tamanhos para se ajustar ao seu corpo, então é recomendado para qualquer corpo. Se encontra em sites como GlamourBoutique, Aliexpress ou Ebay.
Busto de silicone/látex: só os seios não atinge o resultado que você deseja? Bom, essa última opção imita um busto feminino dos seios até o pescoço, assim você poderá abusar dos decotes! Também é recomendado para qualquer corpo e se encontra nos mesmos locais dos Seios de silicone.
Cintura
Quem nasce com um corpo XY normalmente precisa lutar muito para conseguir uma cinturinha fina como a feminina. Os modeladores são grandes aliados e uso prolongado pode afinar o seu corpo, principalmente se for com o auxilio de um corset estruturado.
Cinta modeladora: os mais comuns, existem modelos de R$20 até R$200 e os formatos variam, existe tipo body, tipo blusinha, com shortinho, enfim, sobram opções. Quanto a efetividade deles é outra história, alguns conseguem diminuir vários centímetros enquanto outros só enganam. Quando for escolher o seu seria interessante testar e usar uma fita métrica para medir a variação da circunferência da sua cintura.
Corset estruturado: diferente dos modeladores comuns o corset é costurado com tecidos resistentes e barbatanas de aço que suportam a tensão das cordas e resulta em uma cintura fininha. Usar uma peça dessas é um desafio para a respiração mas pode-se obter resultados definitivos no corpo com a prática de tight-lacing a longo prazo. Tenho um post falando mais sobre o corset e comprei os meus na Kiss Me e na Black Cherry. Para se obter melhores resultados recomenda-se usar peças sob medida para o seu corpo.
Quadril
Aumentar o quadril com exercícios requer muitas repetições de afundo, agachamento e glúteos três apoios (sou prova disso), e o resultado faz aproximar o seu corpo aos tipos ampulheta ou triangular, os mais femininos. Se exercício não é a sua praia confira a seguir três opções de acessórios para aumentar o bumbum:
Modelador de quadril: esses modelos possuem alta compressão na região da cintura e abdômen para disfarçar as gordurinhas e modelar as coxas e o quadril com desenho que valoriza o bumbum. Encontra-se facilmente no mercado e tem opção do shorts modelador já com a meia calça.
Cacinha com enchimento: as opções são variadas, existe calcinha que ajuda a empinar, calcinha com espaço para colocar enchimentos em locais específicos e até calcinha que dá um formato novo para a sua bunda.
Padding: muito utilizado pelas drags o padding é um tipo de enchimento que ajuda a aumentar o volume do quadril e das nádegas. Pode-se comprar um pronto, mas tem alguns vídeos ensinando a fazer o seu (como esse ou esse).
Corpo
Confesso que fico um pouco assustada com a sofisticação de uma peça dessas. Se trata de um macacão de látex ou silicone que dará uma modelagem nova para o corpo todo, tem até opção com máscara. Nunca vi uma peça dessas ao vivo e acredito que o seu uso seja mais limitado à produção de vídeos/filmes ou disfarces.
Antes e Depois
Segue alguns exemplos de antes e depois de corpos com os acessórios apresentados:

Sugiro que você seja realista em relação às curvas que você deseja levando em consideração as suas restrições de orçamento e a constituição do seu corpo. Estude as suas próprias curvas na frente do espelho e pense em como construir uma forma cujas proporções na área do busto, cintura e quadril sejam coerentes, esse post sobre as formas do corpo pode te ajudar. Se você for mais cheinha criar uma cintura com um corset será mais vantajoso do que desenhar os seios, já se você tiver um corpo magro talvez seja mais interessante investir em padding no quadril do que na cintura. 

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Orgias e 'casamentos-teste': como era a vida sexual no antigo Egito

Os antigos egípcios viveram há milhões de anos, mas a julgar por alguns costumes íntimos deles, é possível até concluir que foram mais "modernos" do que a geração atual - ou ao menos mais "liberais".
Nascida mais de 3 mil anos antes de Cristo, a civilização egípcia encarava o sexo sem nenhum tabu e considerava a prática uma "parte natural da vida", como comer e dormir, conforme explica a arqueóloga britânica e especialista em Egito Antigo, Charlotte Booth, à BBC.
 
A poesia dessa época estava cheia de referências sexuais, inclusive", conta.
De acordo com o repórter do jornal espanhol ABC e especialista em História, César Cervera, um dos motivos pelos quais a sexualidade era vista como algo "muito familiar" para os antigos egípcios era "o clima muito quente do país", que obrigava as pessoas a andarem com pouquíssimas roupas ou até mesmo nuas.
Cervera ressalta que os mitos de que os egípcios chegavam a fazer orgias na época são verdadeiros, mas explica que isso acontecia por uma explicação religiosa: as práticas de sexo em grupo eram cerimônias relacionadas para os ritos de fertilidade.

Nilo feito de sêmen?

Outra ceriomônia marcante dos egípcios antigos tinha a ver com o "valor sagrado do sêmen".
"Os egípcios acreditavam que o deus Atum ("Aquele que existe por si mesmo") foi formado do nada e teria dado origem aos outros deuses por meio de seu sêmen - ele teria se masturbado e da ejaculação nasceram os outros que o ajudariam a criar e governar o universo", explica Cervera em artigo publicado no jornal ABC. 

Segundo ele, é por isso que os egípcios consideravam o fluxo do rio Nilo como parte da ejaculação de Atum e entendiam que o faraó tinha que contribuir para manter o rio vivo.
"O faraó encabeçava a cada ano uma cerimônia em comemoração ao ato do deus Atum. Isso constistia em ir até a margem do Nilo e se masturbar, tomando o cuidado para que o sêmen caísse justamente dentro do rio, e não na margem", descreve o especialista.
"Depois, o resto dos presentes na celebração faziam o mesmo".

Sem casamentos

Os antigos egípcios também eram muito "modernos" quando o assunto era relação conjugal. Para começar, não hava nenhum tipo de "contrato de matrimônio". Nem uma cerimônia civil ou religiosa.
"A mulher simplesmente se mudava para a casa do seu marido", explica Booth.
"Em algumas ocasiões, era o homem que se mudava para a casa da mulher", complementa. No entanto, nem tudo era 100% liberal e havia um elemento mais "conservador" nessa relação: ainda que o sexo fosse considerado parte normal da vida diária, era "preferível" ele só acontecesse dentro de um matrimônio, conta a especialista em Egito Antigo. 

Por conta disso, era comum ver homens e mulheres casando muito jovens.

'Casamento-teste'

Uma característica que chama atenção do modo de vida no Egito Antigo era a realização do casamento com "prazo de validade", sem o tradicional "felizes para sempre" com o qual estamos acostumados. Os arqueólogos encontraram evidências de documentos que descrevem o fim de acordos "transitórios".

"Você estará na minha casa enquanto for minha esposa, desde hoje, o primeiro dia do terceiro mês da temporada de inverno do décimo sexto ano, até o primeiro dia do quarto mês da temporada de inundações do décimo sétimo ano", diz um desses textos.
Esses acordos eram conhecidos como "um ano de alimentação" e, por essência, sua função era permitir que o casal "testasse" o matrimônio.
Se esse período de experiência não funcionasse, cada um poderia retomar sua vida de solteiro.

Divórcios

E quando um casal egípcio já estivesse oficialmente em um matrimônio mais tradicional, também era possível um término alegando diversas causas.
O processo era mais sensível para ambas as partes. "Tanto o homem, quanto a mulher poderiam dizer: 'estou te deixando', ou qualquer um dos dois poderia afirmar: 'quero me divorciar de você'", descreve Booth.
Os motivos mais comuns para uma separação na época eram adultério ou a falta de filhos. Mas os egípcios não deixavam de lado a modernidade nem mesmo nessa situação - estar divorciado na civilização deles não era um "estigma social", como conta a especialista.
E também não impedia que os casais se casassem novamente.
No entanto, como o principal objetivo do casamento na época era reprodutivo, "se uma mulher se divorciassem quando tinha mais de 30 anos, era improvável que conseguisse se casar novamente", explica Booth. Esse seria um dos poucos traços conservadores da cultura de relacionamentos da época, já que uma mulher com mais de 30 era considerada "velha demais" para ter filhos.


Da BBC
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Pela 1ª vez, 'Playboy' da Alemanha coloca modelo trans na capa


A edição alemã da revista "Playboy" publicará pela primeira vez uma edição com uma modelo transgênero em sua capa.
O editor-chefe Florian Boitin disse terça-feira (9) que colocar Giuliana Farfalla na capa de topless – como é costume para essas revistas na Alemanha – está em linha com a tradição do fundador da "Playboy", Hugh Hefner, de "oposição a todas as formas de exclusão e intolerância", informa a agência AP.
Boitin diz ainda que a modelo, de 21 anos, é um "exemplo maravilhoso de quão importante é a luta pelo direito à autodeterminação".
Giuliana Farfalla, nasceu Pascal Radermacher e é conhecida no país por ter participado no ano passado do programa de televisão "Germany Next Top Model".
A edição de janeiro da revista tem previsão para chegar nas bancas na quinta-feira (11).
"Meus queridos, estou na última capa da Playboy e muito orgulhosa do resultado. Espero que gostem da capa tanto quanto eu", publicou Farfalla no Instagram.
No ano passado, a "Playboy" dos EUA retratou pela primeira vez uma "playmate" transgênero na página central de sua edição de novembro. Ines Rau, uma modelo francesa que posou nua em uma edição de 2014 da Playboy e que já trabalhou com a Balmain e a Vogue Itália, foi a primeira modelo transgênero a aparecer na página dupla central da revista.
No Brasil, a modelo Roberta Close posou para a publicação e foi capa em 1990. 

Do G1
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Sapatos grandes, numeração especial, onde comprar?

Quem acompanha o blog já deve ter me visto comentando sobre a dificuldade que é querer usar um belo par de saltos enquanto se calça 42, não é verdade?

Eu tenho esse problema há 13 anos e lembro que o meu primeiro salto foi uma sandália de tiras cor de rosa três números menor que o meu... prefiro não comentar o desastre, até fiquei com trauma pelas sandálias por muito tempo (agora sou apaixonada por elas xD), mas na época eu sabia apenas de uma loja que tinha a minha numeração e era um padrão muito caro para o meu bolso.

Mesmo hoje em dia eu acho que existe pouca variedade e é muito caro quando se compara com as opções das meninas que calçam menos que 39, entretanto acabei encontrando algumas lojas que me deram bons produtos e posso até afirmar que tenho opções, então gostaria de compartilhar com vocês a minha experiência!!

Segue um pouco da minha pequena coleção e descubram de onde meus queridinhos vieram:

Sapato Show
https://www.sapatoshow.com.br/

Comprei essas duas belezinhas nesse site aqui do Paraná. Achei a forma pequena, pra mim foi necessário pegar um número maior que o de costume.  No geral o preço é bom para essa numeração, tem opções de sapatos a pronta entrega (opções mais em conta) e opções personalizadas.

Beverly Heels
https://www.beverlyheels.com/
O site é americano e envia para o mundo todo. Como é cotado em dólar o preço acaba sendo um pouco elevado, mas as opções são diversas, a qualidade dos produtos é excepcional e, por sorte, nunca precisei pagar o imposto de importação.

Domínio da Moda
https://www.dominiodamoda.com.br/
Só tive uma experiência com eles e foi ótima. Acho o preço desse site acima da média, porém pelo design e pelo conforto dos saltos pode-se dizer que compensa. Já passei várias horas em cima dessa sandália sem nenhum incômodo!!

Au Bottier
http://www.aubottier.com.br/
Conheci a loja física em São Paulo/SP (R. Augusta, 1198) e não cheguei a comprar pela internet. Na loja o atendimento é nota 10, fiquei a vontade para experimentar de tudo. Além dos sapatos, tem opções de roupas (principalmente a linha sensual) e foi aí que encontrei a minha primeira calcinha gaff pra fazer tucking. A variedade para a numeração especial é limitada, mas dá pra sair com um belo salto como essa minha Ankle Boot. Eles também trabalham com opções personalizadas.

Antônia Rocha Calçados
https://www.instagram.com/antoniarochacalcados/
Se trata de uma loja física aqui de Curitiba/PR (Av. Ver. Toaldo Túlio, 180). Fui de menino com a esposa, provei diversos sapatos na loja e saí com 3 caixinhas na mão. Eu estava em busca de sapatos mais confortáveis e sem salto para quando fosse ficar muito tempo de menina e encontrei o que procurava com preços acessíveis (principalmente os produtos de troca de estação) e o atendimento foi ótimo.

Light In The Box
http://www.lightinthebox.com/
Esse site é o meu achado chinês favorito para sapatos, perucas e meias. Diferente do aliexpress, essa é uma loja que envia para o mundo todo e confio na qualidade dos produtos. Os preços não são baratos para um site chinês, mas pelo design e acabamento dos produtos eu acho que vale o investimento. A forma é pequena e preciso pedir um número maior. Já tive problema com um produto e o pós-vendas foi ótimo, eles enviaram outro produto logo após eu encaminhar uma foto indicando o problema.

ebay
https://www.ebay.com/
Recorri ao ebay porque fiquei apaixonada por esse modelo de sapato e era o único local que enviaria para o Brasil na época. Funciona como o mercadolivre e cada vendedor tem a sua política de envio. O valor em dólar deixa os preços salgados, entretanto a variedade de opções compensa. Por acaso a minha compra caiu na Receita Federal e fui taxada, tornando esse o meu sapato mais caro de todos =/

Victor Vicenzza
http://www.victorvicenzza.com.br/
Site brasileiro do estado de Santa Catarina. Eu comprei apenas uma bota com eles e não gostei tanto do acabamento, porém, considerando que ela foi bem barata, achei que a relação custo benefício foi positiva. Tenho amigas que já compraram com eles e recomendam, então preciso fazer outro teste para poder dar uma opinião mais completa xD

A Hananza
https://www.ahananza.com.br/
Foi uma das minhas compras mais recentes e é uma loja de São Paulo/SP. O preço é competitivo e a qualidade não é ruim, entretanto de todos os sites este foi onde tive a pior experiência com o pós-venda, então eu não recomendo e nem pretendo comprar novamente com eles.

Do Excelente blog O Homem Feminino
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Eu não aguentei o tranco de namorar uma pessoa trans

Para quem não é íntimo do assunto, é difícil falar sobre a transição de gênero de alguém. Sai de tudo: "A pessoa virou trans", "A pessoa virou mulher", "A pessoa mudou de sexo". As palavras mudam, mas a ideia de que a pessoa passou por uma grande transformação permanece.

-- “Você é meu homem!”
-- “Eu sou, eu sou teu homem. E você é o quê?”
-- “Eu sou sua mulher.”

Leonardo e André moravam comigo, na mesma república e na mesma falta de grana. Formavam um casal bonito e desinibido. Os dois trocavam amassos na lavanderia quando escutei esse diálogo. Não dei muita atenção. Cada um com suas fantasias...

André fazia uma linha mais heteronormativa: ativo convicto (fazia questão que todos soubessem disso), futebol com os amigos, cavalinho de pau com o carro na rua; Leonardo era mais ousado: tentava a carreira de cabeleireiro (com o patrocínio de André para fazer os cursos), afeminado, voz e gestos delicados.

Quando íamos ao supermercado, Leonardo ia direto para a sessão de vestuário e calçava os saltos mais altos que podia encontrar no seu número. Fazíamos as compras com ele desfilando orgulhoso, cuidando para nenhum segurança da loja ver.

Na hora de ir embora, os sapatos voltavam para a estante. André parecia fazer esforço para não se importar.Às vezes, entrava na brincadeira e botava um salto também, e andava desajeitado pelo supermercado, exagerando na macheza. Falava grosso, tirava sarro, ria. Outras vezes, baixava a cabeça e pedia para o Leonardo focar nas compras. Nem sempre isso funcionava.

A primeira grande briga dos dois foi quando Leonardo apareceu em casa com um aplique imenso nos cabelos, até a cintura. “É por causa do meu trabalho”, gritava Leonardo.

“Você parece uma mulher!”, retrucava André. Nunca vi o Leonardo tão triste quanto no dia que apareceu em casa com o cabelo curto novamente, resignado.

Perdi o contato com os dois, até o dia que encontrei um rosto conhecido ao caminhar por uma praça da cidade. “Leonar...da?”,  perguntei, surpreso.

Ela estava toda arrumada. Saia curta de couro, um decote imenso, botas de salto alto muito mais bonitas que as do supermercado, o cabelo impecável e comprido novamente.

“Oi”, ela disse, com um sorriso tímido, e continuou andando, com pressa e sem mais nenhuma palavra. A praça era um famoso ponto de prostituição da cidade. Algo que me diz que ela não conseguiu seguir carreira sem a ajuda de André.

Ainda assim, ela me pareceu bem mais confortável consigo mesma. Encontrei André no Facebook e tentei sondar a situação: “Sim, agora a Leonarda está vivendo como mulher”, ele respondeu, sério e seco.

Ele me confidenciou que não se importava com as expressões femininas de Leonarda enquanto elas ficavam no quarto. Leonarda também tentava ceder o quanto podia, mas as diferenças foram ficando maiores e maiores.

“Você sabe como é ruim chupar o pinto de alguém que tem pavor que encostem ali?”, me disse. Mesmo com tudo isso, seu amor só balançou mesmo quando Leonarda resolveu abrir sua transexualidade publicamente.

“Eu tentei, Flávio, eu tentei assumi-la, mas eu não consegui. Eu gosto de homem”, disse ele, com um tom de voz que soava culpado.

Leonarda não saía de minha cabeça. Tentei procurar e contatá-la de todas as maneiras possíveis para entrevistá-la para este texto, mas não tive sucesso. Lembro do seu rosto na rua, entre o orgulho de poder viver com a expressão de gênero com que se identifica e uma triste e solitária resignação.

Certamente Leonarda pagou o preço mais alto nesse rompimento, mas André também sofreu.

Como julgar alguém que deixa de amar uma pessoa que não exibe mais o gênero com se identificava quando se conheceram? Ainda mais André, que brigou tanto com sua família religiosa para poder viver sua homossexualidade?

Ainda assim, sua vida saiu muito mais intacta do que a de Leonarda. Depois desse relacionamento, André namorou com outro garoto, que depois também revelou ser uma mulher transexual. Ficou um tempo sem namorar com ninguém.

Hoje, está em um novo relacionamento. Dessa vez, com um homem trans. Por amor, claro, mas talvez para ter um pouco de certeza de que as escolhas ali já foram tomadas. Talvez ele não queira ser pego de surpresa por mais uma pessoa que muda tão drasticamente no meio de um relacionamento.

Mas, honestamente, quem não muda?


Do UOL - Por: Flávio Voight

Foto meramente ilustrativa. Nela Viviany Beleboni, mostra seu antes e depois.
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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Reflexões que não são minhas mas poderiam ser...

Minha querida amiga Aline Ishtar fez um lindo post (aqui) no Facebook acerca da transição dela... 

Achei lindo e emocionante o texto dela que muito me tocou... 

Assim, depois de pedir autorização, achei por bem dividir ele com vocês que cultuam esse universo feminino das crossdressers...

Segue o post:


"Refletindo...🤔
Quando já se viveu 40 anos de um jeito e começa-se a viver experiências de outro, como no meu caso... uma vida toda de homem 👱🏻e de repente começa a experienciar vivências típicas femininas👩🏼, é tudo muito, muito diferente.
Pra quem nasce mulher é tudo normal. Elas não tem o fator de comparar. Elas não sabem como é diferente usar uma saia, um soutien, uma maquiagem💄, porque pra elas sempre foi assim. Elas desde pequenas sabem que quando crescer irão sair de salto alto👠, de batom. Elas vão furar as orelhas pra colocar brincos lindos e não pra se "subverter" como era antes com os meninos que faziam isso.
As meninas não sabem como é estranho usar uma sandália delicada, 👡unhas pintadas💅🏻... porque isso é parte da vida delas desde sempre.
Mas pra uma pessoa que viveu como homem, é tudo muito novo e estranho. Tudo diferente, sensações diferentes demais.
Lembro até hoje a primeira vez que usei um vestido fora de casa💃, na casa de um amigo. A sensação era de estar pelada. Já que a vida toda usei bermuda e camiseta. Um vestido de alcinha e comprimento no meio das coxas da uma fragilidade enorme. A saia mexendo, podendo subir com o vento. Os ombros de fora... tudo exposto. 👗
É algo a se acostumar.
E eu quero acostumar.
Quero sentir como se "sempre tivesse dito assim".
Sei que isso pode não acontecer. Já que metade da vida já passou e tive que viver como se fosse homem mesmo graças a este corpo em que eu vim.🙏🏼
Hoje entendo que sou mulher💖 e não é meu corpo que determina isso. É meu "eu" mais interior.💆
Não preciso de seios ou de salto alto, nem vestido pra ser mulher. Eu já sou. Sempre fui. Mas nunca aceitei.
Agora que sei quem sou, me aceito.
E quero usar as coisas porque gosto delas. Não porque eu preciso.
Sou mulher mesmo em roupas masculinas. Uma mulher sem seios ainda é mulher.💃💃
Mas ela aumenta, coloca, se cuida.
Hoje me sinto mais madura.
Aos poucos, isso pode e deve se manifestar.
Obrigada se leu tudo.
É um desabafo mesmo, uma constatação e uma satisfação as pessoas que me acompanham e me amam aqui pelo Facebook.
Não está sendo fácil, mas está sendo. Acontecendo !
❤️❤️❤️❤️💛"

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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