Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Romário cobra na Justiça Thalita Zampirolli


O ex-jogador de futebol, hoje senador da República, Romário, cobra na Justiça, uma dívida de R$ 15.600,00 da transexual de Cachoeiro de Itapemirim, Thalita Zampirolli, que teria “namorado” o baixinho, conforme disse em entrevista ao Portal Ego.

Romário, que tem fama de pegador e teve matéria publicada pelo Portal Uol em 29 de janeiro de 2016 sobre as “14 mulheres que contribuíram para que ele ganhasse essa fama”, foi flagrado por um paparazzi em 2013 saindo de uma boate no Rio de Janeiro acompanhado de Thalita. Na época, o ex-jogador pediu a seu motorista que obrigasse o paparazzi a apagar a foto, mas ela acabou sendo publicada em vários jornais e sites do País.

Em 2014, Thalita revelou ao Portal Ego que namorou o ex-craque por um ano e que ele era carinhoso e companheiro com ela. Tudo teria mudado quando foi revelado que ela havia se submetido a uma cirurgia de troca de sexo. Thalita garante que o ex-namorado não sabia que ela era transexual. “Acredito que ele deve ter ficado chateado comigo, sim. Mas ele tem que entender que sou uma mulher. Tivemos um relacionamento durante um ano e foi bom enquanto durou”, contou em entrevista.

Romário negou o relacionamento e disse que no dia do flagra feito pelo paparazzi “ele foi para sua casa e ela foi para a casa dela. Não aconteceu nada. Ela não pode dizer que namorou comigo durante um ano porque estou separado há 1 ano e depois disso só tive dois relacionamentos. Não consigo namorar escondido”, rebateu na época.
Romário, por se sentir enganado, já que teria acreditado namorar uma mulher e não um homem que fizera cirurgia para mudança de sexo, entrou na Justiça Cível, em Brasília, com uma ação de indenização contra Thalita e teve o pedido favorável. A transexual foi condenada a indenizar o baixinho em R$ 15.617,77.

Execução
Como a dívida não foi paga, a execução foi encaminhada para a 2ª Vara Civil de Cachoeiro de Itapemirim, sob o número 0004269-26.2018.8.08.0011.
No último dia 10 de outubro, o juiz George Luiz Silva Figueira deu um parecer sobre o caso. “Considerando o teor das certidões, no qual informam que a requerida encontra-se residindo no exterior, sem endereço certo/conhecido, e como a tentativa de citação nos demais endereços encontrados gerará custos desnecessários, determino que se expeça edital de citação de Thalita Campos Zampirolli, pelo prazo de 20 dias, para tomar conhecimento do feito e, caso queira, apresente a defesa que tiver, no prazo de 15 dias, sob pena de revelia”, diz trecho do despacho.
*Com informações dos portais Ego, Extra, UOL, Blog do Elimar Cortes e TJES.


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1º transexual a competir no Miss Universo é aplaudida de pé


Neste domingo (16), aconteceu a 67ª do Miss Universo, que elegeu a modelo Catriona Gray, de 24 anos, representante das Filipinas, como vencedora. A cerimônia foi realizada em Bangcoc, na Tailândia.

amazonense Mayra Dias, 27, foi classificada no top 20, mas não avançou para o segundo corte, o top 10, onde também se classificaram as misses Costa Rica, Curaçao, Nepal, Canadá e Tailândia.
 
Além da entrega do prêmio para a vencedora, outro momento emocionou quem assistia ao concurso. Angela Ponce, a Miss Espanha, foi a primeira participante transgênero da história do Miss Universo. Em sua homenagem foi exibido um vídeo sobre sua trajetória de vida e a miss desfilou no palco sozinha, o que fez com que os convidados a aplaudissem de pé. Confira:


Angela, que nasceu em uma cidade perto de Sevilha, iniciou um tratamento hormonal aos 16 anos e passou pela cirurgia para mudança de sexo aos 24. Ela é manequim e trabalha em uma ONG que ajuda jovens transgêneros.






 Angela Ponce: primeira candidata trans do Miss Universo faz história

A Miss Espanha, Angela Ponce, fez história ao se tornar a primeira concorrente trans do Miss Universo. A 67ª edição aconteceu na Tailândia nesse domingo (16/12). Pelo horário local, já era segunda-feira.

Angela não se classificou entre as 20 primeiras colocadas da competição. No entanto, sua participação é um avanço na pauta da diversidade. A modelo já conquistou mais de 500 mil seguidores no Instagram.

Vem comigo!

A Miss Espanha afirmou que o importante para ela não era ganhar, mas participar do evento. “As mulheres trans vêm sendo perseguidas e apagadas há muito tempo. Estou mostrando que podemos ser o que quisermos”, disse em entrevista à Reuters.

Aos 16, Angela começou um tratamento hormonal e, depois de oito anos, passou pela cirurgia de redesignação sexual. Hoje em dia, ela atua em uma ONG que apoia jovens transgêneros.

No desfile preliminar, Angela usou um conjunto brilhoso de minissaia e cropped. O traje de banho foi um biquíni rosa. Para a roupa típica, a escolha foi uma “bata de cola”, modelo usado na dança flamenca.
A filipina Catriona Gray foi a vencedora do Miss Universo 2018. A candidata da África do Sul ficou em segundo lugar, e a da Venezuela, em terceiro. A amazonense Mayra Dias, representante do Brasil, chegou entre as 20 semifinalistas. O concurso é transmitido para 190 países.

Para outras dicas e novidades sobre o mundo da moda, não deixe de visitar o meu Instagram. Até a próxima!
Colaborou Rebeca Ligabue

Do Metropoles - Por:Ilca Maria Estevão



 
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Reflexões e Desabafos: Os 10 principais benefícios ocultos do Crossdressing - Transgênero

Uau, o meu post anterior no blog sobre o GUILT atingiu as pessoas.

Se você se sente culpado por crossdressing ou transgênero, então talvez considere a coisa toda uma “maldição”.

Mas eu acredito que há alguns benefícios surpreendentes em ser uma pessoa de “dois espíritos”.

Neste post, quero compartilhar o que acredito serem os benefícios ocultos do crossdressing ou transgênero.

Algumas delas se aplicam mais a crossdressers, mas o sentimento é o mesmo: Ser TG pode fazer de você uma pessoa melhor no geral - no modo de garota e no modo de cara.

 

Os 10 principais benefícios ocultos do crossdressing ou de ser uma mulher transgênero

1. Ele permite que você integre o melhor dos dois gêneros em sua personalidade.

2. Isso motiva você a ficar em forma e cuidar de si mesmo. (Uma garota tem uma boa aparência, certo?)

3. Torna você mais empático com as mulheres.

4. Isso aproxima você das pessoas que o apoiam.

5. É mais fácil ser fiel quando * você * é a outra mulher (embora eu espere que sua empatia em relação às mulheres o impeça de trapacear, em primeiro lugar!).

6. Permite que você conheça a si mesmo de maneira profunda e significativa.

7. Isso faz de você uma pessoa interessante. (Normal é chato!)

8. Isso lhe dá mais compaixão para com os outros que não se encaixam nas normas da sociedade.

9. Oferece uma maneira saudável e não destrutiva de aliviar o estresse.

10. Isso faz de você uma pessoa mais criativa, engenhosa e corajosa do que seria de outra forma.

Então, o que você acha? Estou faltando alguma coisa nessa lista?

Eu adoraria ouvir o que você acha que são os benefícios ocultos do crossdressing ou ser uma mulher TG.

Por favor, deixe-me um comentário abaixo!

Ame,
Lucille

Por Lucille Sorella - Do Femme Secrets
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Priscila Reis: Transexual disputa campeonato feminino de fisiculturismo e trabalha em oficina

 
Ela chama atenção por onde passa. Gerente da oficina de troca de óleo do pai, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a fisiculturista Priscila Reis, de 26 anos, não suja de graxa as unhas bem pintadas, mas bota ordem na equipe masculina que controla. O que muitos clientes nem desconfiam é que a bela morena de 1,70 metro nasceu num corpo de homem e começou a transição sexual apenas aos 18 anos.

No início do mês, a moça ficou em segundo lugar num concurso de fisiculturismo feminino, em Saquarema. E entrou para a história do esporte ao se tornar a primeira transgênero brasileira a participar de uma competição apenas com mulheres cis (que se identificam com o seu gênero biológico). Ela ficou em 2º lugar.

— Tinha visto um caso na internet de um homem trans que disputou um campeonato com outros rapazes e passei a acreditar que era possível eu competir com outras mulheres. Procurei a IFBB- Rio (Federação Fluminense de Fisiculturismo e Fitness) e contei da minha vontade — explica Priscila.

Para a surpresa da atleta, a federação a autorizou a competir, mas fez algumas exigências:
— Falaram que eu precisava estar com a minha certidão já trocada para o gênero feminino e também pediram um teste mostrando que minha taxa de testosterona deveria ter menos de 10 nanomol. Foi muito bacana, porque os organizadores revelaram no final do concurso e não rolou resistência das outras meninas — conta.
Funcionária do pai, Priscila diz que precisou esperar um tempo para conseguir manter a boa relação que tem com a família, atualmente:
— No início foi bem difícil para eles entenderem a minha transformação. Mas, com o tempo, meus pais foram percebendo que não era uma questão de moda ou promiscuidade.

Era uma necessidade que eu tinha. Tanto que trabalho para ele. Priscila conta que ela mesma passou um período sem conseguir se aceitar e chegava a ficar com homens sem revelar que era transexual.





— Foi um período em que eu não tinha segurança comigo mesma. Mas, hoje em dia, isso já não é uma questão para mim. Sempre deixo clara a minha história. Tenho as minhas qualidades e apenas nasci num corpo errado — diz a fisiculturista, que não conta por nada qual era o seu nome de batismo: — Isso já não tem a menor importância na minha vida.

Por trabalhar numa oficina mecânica, Priscila diz que costuma lidar com muitas cantadas dos clientes, mas que tem um ótimo relacionamento com os funcionários:

— Muitos homens chegam aqui, pedem o cartão da loja e, quando vão embora, me ligam dando cantada. Há também os caras que fazem piadinhas, mas os meus funcionários são homens muito bem-resolvidos e me defendem muito.

Do Extra


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13 mulheres que nasceram homens e você jamais saberia

E não adianta fazer essa cara de susto! Como você vai ver na lista, todas elas são maravilhosas e, com certeza, você jamais desconfiariam que se tratam transexuais, de mulheres que nasceram homens e que, um belo dia, descobriram que queriam ter um corpo tão feminino quanto suas almas.

Loiras, morenas, altas, com corpos esculturais e extremamente bonitas. Essa são algumas das características mais marcantes dessas mulheres que nasceram homens, mas que de masculino não têm nada.

Aliás, na lista que montamos e disponibilizamos abaixo, existe até uma dessas mulheres que nasceram homens e que, ficou tão indistinguível depois de sua transformação que chegou a ser candidata em um concurso comum de beleza, o Miss Canadá, em 2012.

Impressionante, não? Mais impressionante ainda é a coragem dessas pessoas, que não tiveram medo de enfrentar o mundo inteiro e a opinião das pessoas para correr atrás de seus ideais.

Conheça algumas mulheres que nasceram homens e você jamais desconfiaria:

 
Em 2010, aos 25 anos, Carmen se inscreveu e foi selecionada para participar do reality show RuPaul's Drag Race, programa que elege a melhor drag queen dos Estados Unidos. 

Apesar de não chegar até a final, disputou a atenção com a vencedora graças a sua sensualidade e talento no palco: ganhou mais de 66 mil seguidores no Twitter, 90 mil no Instagram e 215 mil no Facebook, sem contar as menções em programas de TV, rádio, jornais, revistas e sites. Mas Carmen queria mais. Ela queria um corpo feminino

Então, assim que as gravações do programa terminaram, consultou um médico e passou a tomar hormônios.


 
Thalita passou pela cirurgia de redesignação sexual com apenas 18 anos de idade. Ela ficou em evidência no Brasil depois que foi protagonista de um escândalo com Romário.

Na ocasião a coluna "Retratos da Vida", do jornal Extra, flagrou Romário saindo de uma casa de show no Rio ao lado de uma bela morena, identificada como a modelo transexual Thalita Zampirolli, capixaba de 25 anos, que nasceu com o nome de Julio Campos.

Ao ser questionado sobre a imagem, o atual deputado federal disse que "gosta de mulher". A polêmica serviu para dar a Thalita seus 20 minutos de fama. 



Essa é mais uma das mulheres que nasceram homens nessa lista. Valentijn hoje tem 21 anos, é holandesa e participou de um documentário, há alguns anos, que relatava a vida de crianças com problemas de identidade de gênero.

A holandesa já desfilou para marcas como Mansion Martin Margiela e Comme des Garçons e acabou de estrelar a campanha da & Other Stories em que apenas pessoas transexuais trabalharam.

Além da carreira de modelo, Valentijn também é escritora, dj e performista. E ela até já deu uma palestra para o TED sobre mulheres transexuais.


 
Embora viva no Canadá, Amelia é uma das mulheres que nasceram homens. Seu País de origem é Bangladesh, mas sua situação não foi bem recebida por ninguém, forçando Amelia a mudar de País. 

Na América do Norte, há anos, ela faz tratamento hormonal e, embora ainda não tenha feito a cirurgia de mudança de sexo, Amelia se relaciona normalmente com homens.

Ela, inclusive, mora com o namorado.



 
Ela nasceu como Arthur Scott em 11 de janeiro de 1988, em Manhattan, Nova York, mas cresceu em Nova Orleans Lousiana. Em tenra idade, Scott reconheceu que sua personalidade não se encaixava no corpo masculino com o qual ela nasceu. Como resultado, ela disse a sua família que não queria mais ser homem. Sem as bênçãos de seus pais, Scott foi submetido a uma cirurgia transgênero parcial aos 15 anos de idade e totalmente transferido para uma mulher aos 17 anos de idade.

Além de modelo ela é atriz e atua na série "Real Housewives of Atlanta". Seu papel mais proeminente ainda é o de Cotton na série de drama musical criada por Lee Daniels, que vai ao ar na Fox. O papel em que ela interpreta uma mulher transexual lhe deu muita visibilidade. Scott é o terceira transexual a interpretar um personagem trans em uma série dramática de TV americana.

 

 
Isis é modelo e designer americana e foi a primeira transexual a participar do reality show America’s Next Top Model. 

Quando foi ao programa de Tyra Banks (entrevistadora) para falar sobre a mudança de sexo feita e novembro de 2008 e acabou sendo surpreendida com um pedido de casamento de seu namorado, Desmond.

O casal se conheceu através do MySpace. Sobre a cirurgia, Isis diz que se sente muito mais confiante depois da intervenção. Hoje em dia, ela é uma das mulheres que nasceram homens mais famosas da TV dos Estados Unidos.



 
Outra das mulheres que nasceram homens e que mudaram isso em algum momento da vida é a modelo Ines Rau. Se na moda as modelos transgênero têm ganhado cada mais representatividade, Ines Rau é uma das razões. A francesa de 26 anos é a primeira playmate trans da história da revista erótica, estampando o ensaio principal da edição de novembro/dezembro de 2014.  

Sobre sua primeira aparição na Playboy, Rau afirmou que foi sua forma de “comemorar seu coming out” e que o trabalho certamente abriu as portas para que ela entrasse de vez na carreira de modelo. “Eu me arrisquei e assinei com uma agência”, contou a modelo - que também já trabalhou com marcas como Balmain - à revista. “Eu espero poder abrir caminho para todas as mulheres – trans ou não – na moda e em outros setores”, contou Rau em entrevista recente à Thomson-Reuters. Ela também chegou a contar sobre sua transformação e sua condição transexual em uma entrevista na revista OBB.



 
Jenna Talackova nasceu em Vancouver e começou a fazer tratamento com hormônios aos 14 anos, idade em que colocou próteses de silicone. A canadense se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo em 2010. E fez questão de deixar claro, no programa, que agora tem órgãos femininos e pode ter relações sexuais com homens normalmente. A canadense virou notícia em todo o mundo ao ser desclassificada do concurso em março, depois que os jurados descobriram que ela era transexual. Jenna ganhou o direito de voltar ao Miss Canadá, depois de uma mobilização na internet.

Jenna tem carteira de habilitação, identidade e passaporte do sexo feminino. Na entrevista, ela disse que as outras concorrentes do Miss Canadá foram muito atenciosas no período em que esteve fora do concurso. As candidatas mandaram mensagens e e-mails encorajando Jenna a participar do Miss Canadá.


9. Lea T
 
Outra das mulheres que nasceram homens nessa lista é a modelo brasileira Lea T. Lea T, nome artístico de Leandra Medeiros Cerezo (Belo Horizonte, 19 de fevereiro de 1980), é uma estilista e modelo transexual brasileira que tornou-se famosa na Europa como uma das estrelas de uma campanha da grife francesa Givenchy, em 2010, e por causa de um ensaio fotográfico nu para a edição de agosto de 2010 da revista francesa Vogue.A incursão de Lea no mundo da moda ocorreu após ela conseguir um emprego como modelo através do amigo estilista Riccardo Tisci, época em que ela passou a morar, trabalhar e fazer faculdade de veterinária em Milão, na Itália. Ja foi entrevistada por Oprah Winfrey no talk show "The Oprah Winfrey Show".

Em fevereiro de 2015, foi eleita pela revista americana Forbes uma das 12 mulheres que mudaram a moda italiana. A modelo integra lista ao lado de nomes como Miuccia Prada, Anna Dello Russo e Franca Sozzani.

 
Acredite ou não, essa é mais uma das mulheres que nasceram homens. Candis Cayne nasceu como Brendan McDaniel em 1971 em Maui, no Havaí. Ela tem um irmão gêmeo fraterno chamado Dylan. Seus pais ensinavam em uma escola Waldorf e a família morava no campus.

Ela se formou na Baldwin High School de Maui em 1989 e depois passou um ano em Los Angeles, onde ela estudou canto, dança e artes cênicas.

Cayne então mudou-se para Nova York no início dos anos 90, tornando-se conhecida como coreógrafa e bailarina. Candis é atriz e já apareceu em inúmeras séries de TV, como DSM, Nip/Tuck, dentre outras.



Fiona é o mais jovem da sua família e teve de aprender a viver sem amor de mãe em uma idade muito precoce, quando o cancro da mama interrompeu a vida de sua amada mãe e seu pai que teve de se  tornar em pai e mãe para a família. Por mais difícil que fosse, ela teve que deixar a dor para trás e criar uma vida da qual sua mãe teria ficado orgulhoso. Aos 12 anos Fiona saiu de casa para encontrar um emprego para que pudesse ganhar o suficiente para pagar por seus estudos do ensino médio, e seis anos mais tarde, depois de muito esforço e determinação, ela se formou no colegial e saiu para o mundo. Fiona pode não ter crescido com muitas coisas materiais na vida, enquanto ela estava crescendo, mas isso foi feito para o amor e determinação que aprendeu com seu pai.
A busca pela beleza e da crença no poder da mudança é também por isso que Fiona começou a entrar em concursos de beleza transgêneros quando ela tinha apenas dez anos quando ela ganhou o título de Little Miss Transgender.
Aos 26 anos, Fiona é famosa nas Filipinas, seu País de origem, onde participa de inúmeros programas de TV, comerciais e revistas. Ela também faz parte de nossa lista com mulheres que nasceram homens e você nem desconfiaria.

12 Isabella Santiago
 
Isabella Santiago realmente nasceu com o nome de Santiago Creiban mas não estava feliz com a decisão da natureza, então com 16 anos, decidiu iniciar um processo de mudança para se tornar uma mulher.

Tão bem sucedido foi essa transformação que conseguiu ser coroada Miss Rainha Internacional na Tailândia, em Novembro de 2014.









Nong Poy nasceu na Tailândia em
nasceu em 05 de outubro de 1986, como uma criança, Treechada sabia que ela era uma menina, mas na frente de seus pais, ela tinha que fingir e viver como um homem. 

Ela se sentia enojada com seus órgãos genitais “masculinos”, então com a idade de 17 anos, ela passou por uma cirurgia de mudança de sexo e, desde então, ela disse que ela se sente como se ela tivesse renascida. Ela não fez qualquer operação para corrigir o seu rosto.
 




Do Blog Peloamordedeus e Natureza da Vida - Texto adicional Katia Steelman

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Linda! Cubatense comemora mudança de nome e de sexo

Em entrevista ao Acontece, Heloísa Souza comemora a mudança oficial de nome e lembra os constrangimentos que passou por conta dessa transição.

No início do mês de março, o Supremo Tribunal Federal decidiu que transgênero e transexuais teriam o direito de alterar o nome, sem a necessidade da cirurgia de troca de sexo. A decisão também dispensava a necessidade de autorização judicial, declarando que a alteração poderia ser feita no cartório.

Como conquista de direitos, a decisão foi muito comemorada pela classe LGBT. Agora transexuais não terão mais que esperar por anos, como a cubatense Heloísa. Aos dezoito anos, Heloisa iniciou o processo de mudança de nome, sete anos depois ela finalmente terá o nome ‘Heloísa Souza da Silva’ em todos os seus documentos. A mudança de nome é um processo muito burocrático, precisando de laudos de endocrinologista, psicólogo, psiquiatra e ainda passar por um perito da justiça.

No caso específico de Heloísa, que já vinha acontecendo antes da decisão do STF, ela conseguiu além da mudança do nome a mudança do sexo para feminino nos registros. Uma conquista que ela resume da seguinte forma: “É muita burocracia, eu vivo que nem fora da lei. Em tudo que me cadastro eu coloco meu nome de mulher. Então é como se eu estivesse fazendo uma falsificação ideológica. Por que se eu sou uma menina eu vou ter um nome masculino para que? Eu sou uma menina”, questionou.

Discriminação
Heloísa afirma nunca ter sofrido nenhum tipo de preconceito direto, mas que seu nome masculino nos documentos já a colocaram em situações desagradáveis. Dentre elas, podemos citar o fato de não ser aceito seu nome feminino no ENEM, mesmo o MEC tendo liberado o uso do nome social em 2014. Ou ainda situações em que o valor da entrada de um determinado lugar é diferente para homens e mulheres, onde Heloísa teve que pagar o valor de entrada dos homens apenas por ter um nome masculino no rg.

Até mesmo no hospital municipal Heloísa teve problemas, em ocasião de precisar ser internada ela teve que passar por momentos desagradáveis onde não permitiam que fosse utilizado seu nome feminino. Sendo que o Ministério da Saúde regulamentou em 2013 o nome social no cartão do SUS.

A situação descrita como a pior de sua vida aconteceu em um cartório de Cubatão. Heloísa foi até o local com intenção de abrir firma, mas foi impedida pelo nome masculino no documento apresentado. Ela conta que os funcionários do local a ridicularizaram perante outros clientes, expondo seu nome masculino a todos que estavam presentes no recinto. Para Heloísa foi humilhante, mas sem a intenção de se render para o preconceito ela acionou a justiça e hoje corre o processo.

Todos esses são exemplos claros da importância da alteração do nome nos documentos de transgêneros e transexuais. “As pessoas acham que eu estou enganando elas, mas eu não estou enganando ninguém. Eu sou uma mulher!”, diz Heloísa sobre as situações citadas.

Transição
Heloísa começou sua transição aos 18 anos, quando fez sua primeira cirurgia. O corpo dela rejeitou as próteses de seios, esse foi um dos momentos mais difíceis para ela. Para tentar de novo ela teve que esperar um ano, período em que ela disse que poderia ter desistido da transição, mas que jamais pensou na opção. Hoje, Heloísa espera que por exames para iniciar o processo de mudança de sexo, muito embora ela diga que se sente muito satisfeita com sua imagem.

Do Acontece - Via Facebook
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Pela 1ª vez, 'Playboy' da Alemanha coloca modelo trans na capa


A edição alemã da revista "Playboy" publicará pela primeira vez uma edição com uma modelo transgênero em sua capa.
O editor-chefe Florian Boitin disse terça-feira (9) que colocar Giuliana Farfalla na capa de topless – como é costume para essas revistas na Alemanha – está em linha com a tradição do fundador da "Playboy", Hugh Hefner, de "oposição a todas as formas de exclusão e intolerância", informa a agência AP.
Boitin diz ainda que a modelo, de 21 anos, é um "exemplo maravilhoso de quão importante é a luta pelo direito à autodeterminação".
Giuliana Farfalla, nasceu Pascal Radermacher e é conhecida no país por ter participado no ano passado do programa de televisão "Germany Next Top Model".
A edição de janeiro da revista tem previsão para chegar nas bancas na quinta-feira (11).
"Meus queridos, estou na última capa da Playboy e muito orgulhosa do resultado. Espero que gostem da capa tanto quanto eu", publicou Farfalla no Instagram.
No ano passado, a "Playboy" dos EUA retratou pela primeira vez uma "playmate" transgênero na página central de sua edição de novembro. Ines Rau, uma modelo francesa que posou nua em uma edição de 2014 da Playboy e que já trabalhou com a Balmain e a Vogue Itália, foi a primeira modelo transgênero a aparecer na página dupla central da revista.
No Brasil, a modelo Roberta Close posou para a publicação e foi capa em 1990. 

Do G1
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Laverne Cox é a primeira atriz transexual na capa da Cosmopolitan

Laverne Cox, atriz de Orange Is The New Black, sempre foi uma grande ativista pelos direitos transexuais e é uma das maiores porta-vozes do assunto em Hollywood. Ela se tornou, na última segunda-feira, 22, a primeira mulher transexual a ser capa da revista Cosmopolitan.
A edição de fevereiro da publicação sul-africana tem como tema a hashtag #SayYestoLove, ou seja, diga sim ao amor. Na carta de abertura da Cosmopolitan, Laverne escreveu: “Mulheres trans merecem ser amadas a céu aberto”.
Não é a primeira vez que a atriz se consolida como primeira trans na capa de uma grande publicação. Em 2014, ela saiu como destaque da revista Times.

De Isto É
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Transgênero de Guarujá: Flávia é personagem da vida real

A imagem que vemos no espelho é o reflexo da luz. Mas, para Luís Fernando de Oliveira Weiss, essa luz esteve apagada por 42 anos. Apenas em julho do ano passado é que os holofotes se acenderam, todos de uma vez só, iluminando uma nova pessoa. O gênero masculino continuou no escuro, mas a luz fez surgir Flávia Bianco, uma mulher vaidosa, sempre de olhos delineados e com boca e unhas vermelhas.
Pela ordem cronológica da vida, Flávia acaba de completar um ano. É o tempo que ela tem de princesa e que o sapo que lhe permitiu a metamorfose se mantém apenas nas lembranças.
Com sua identidade social, que já consta oficialmente no CPF junto com o nome de batismo, Flávia trouxe consigo uma história verídica de alguém que não se reconhece no corpo do sexo oposto, exatamente como a personagem Ivana, da novela A Força do Querer, de Glória Peres. 
“Meu desafio hoje é retornar ao mercado de trabalho como Flávia e vencer a desconfiança de amigos e até de familiares nesse processo de transição”. 
A diferença é que Flávia já existia nos sonhos de Luís Weiss desde quando ele vestiu a roupa de uma prima pela primeira vez ainda criança, aos 7 anos. Ainda assim, seu lado feminino nunca o impediu de cumprir seu “papel social”, como define a “vida do sapo” nos anos em que trabalhou com despacho aduaneiro, cursou Publicidade ou mesmo durante os 23 anos de seus dois casamentos.
Para quem não conhece nada do movimento crossdressing,  sapo é o homem que dá a origem à mulher-princesa, criada a partir do uso de roupas, acessórios e maquiagem. Para os crossdressers, o que importa é o gênero e não a orientação sexual. E assim foi a vida da hoje Flávia até julho do ano passado. 


Por longos 42 anos, a luz de Flávia esteve apagada (Foto: Rogério Soares / AT)
 
A sua história como crossdresser chegou a ser contada na AT Revista de 28 de maio. Mas foi a publicação de um apelo por trabalho nas redes sociais, no último final de semana, que novamente a trouxe para as páginas de A Tribuna.
 “Não gosto de crachás e rótulos. Eu sou a Flávia. Não vou apontar o dedo e dizer que aquele ali é cross, a outra é trans e aquele lá é drag ou uma travesti. Não gosto de subdivisões
Surpresa
Quando a porta do elevador do jornal abriu na Redação do 3º andar, na terça-feira passada, um mulherão de 1,90 metro se apresentou toda sorridente, plena, realizada com a repercussão de sua história. Acima de tudo, estava ali uma mulher corajosa.
O tamborilar das unhas perfeitamente pintadas durante a entrevista evidencia o resultado do tratamento hormonal iniciado em setembro de 2016 e também a resposta de seu corpo à libertação do feminino. 
A barba cerrada do passado foi retirada a laser e a obesidade que um dia chegou aos 160 quilos ficou para trás. Novos são os contornos mais arredondados dos quadris, mãos enfeitadas com anéis e também cabelos compridos. 
Vestida com uma blusa vermelha, saia longa, colar, bracelete e brincos, tudo em perfeita harmonia, ela diz se sentir muito à vontade para, por exemplo, desfilar na calçada da Rua João Pessoa, no Centro de Santos, em pleno horário de pico. 
“Hoje não sou mais a cross. Em qualquer lugar que vou, eu sou a Flávia, mesmo estando com a maquiagem perfeita ou só com o olho pintado”.
É assim que ela fez as pazes com o espelho do qual fugiu desde sempre. Na verdade, dos 7 aos 42 anos, o finado Luís Weiss nunca permitiu que qualquer pessoa o visse como mulher. “Ninguém nunca soube ou sequer desconfiou. Nunca fui efeminado ou me interessei por homem. O problema é que as pessoas confundem identidade de gênero com orientação sexual. Graças à Glória Peres, essa diferença vem sendo explicada”.
Mas ela é uma mulher que nasceu no corpo errado assim como a Ivana? Sim. Mas a diferença é que Flávia começou seu processo como crossdresser e decidiu fazer a transição por completo na vida adulta, longe dos conflitos da adolescência. “Não vivi o trauma da Ivana, porque eu sempre aceitei o meu papel social de homem, enquanto ela usava até uma faixa para apertar os seios e escondê-los. Eu nunca fui assim”. 
Outra diferença é a idade com que ambas fizeram a transição. Ela acredita que ter vivido a adolescência e o início de sua vida adulta como Luís tenha garantido até mesmo sua profissão na área portuária e a formação em Publicidade. “Não sei como teria sido se eu me assumisse naquela época. Será que teriam me colocado pra fora de casa? Eu teria feito faculdade? Minhas opções seriam as mesmas das travestis que estão pelas ruas?”
“Eu me vejo como transgênero e isso não tem nada a ver com ser homossexual, hetero ou pansexual (indivíduo que aprecia e é atraído por todos os tipos de gêneros). Há uma pergunta recorrente sobre o que eu sou. Sendo bem sincera? Fui durante 42 anos da minha vida hetero e hoje a Flávia é assexuada”
Trabalho
O desemprego chegou na vida de Flávia em março do ano passado, quando o Luís ainda existia. Logo depois veio o divórcio da segunda mulher, a volta para a casa da mãe em Guarujá e os desafios da aceitação. Já trabalhou temporariamente em uma empresa de seguros, mas seu maior sonho, agora, é se recolocar em alguma vaga que necessite de um profissional experiente em Administração. 
Assim como tem sido aceita entre familiares e amigos antigos, inclusive pela filha de 9 anos, Flávia acredita que possa encontrar uma oportunidade diante de sua capacidade e currículo. “Eu já gerenciei um terminal portuário”, orgulha-se.
Até que a chance apareça, ela segue “respeitando para ser respeitada”. Uma das vantagens da sua transição de gênero é ter aprendido a ser mais compreensiva. “Quem introduziu um fato novo nesta história fui eu. Então eu é que tenho que ter paciência para que a novidade seja digerida. Não posso exigir urgência na aceitação. Hoje eu saí de casa montada (arrumada e maquiada) e dei ‘oi’ normalmente para dois vizinhos que estavam na calçada. Agora, o que eles pensam, não faço a mínima ideia. Mas, na boa? Não me importa”. 

De A Tribuna Por: Christiane Lourenço
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Maria Clara Spinelli sobre transfobia: "Como se minha mãe sofresse também"

 Depois de papeis nas novelas "Salve Jorge", "A Força do Querer" e na série "Supermax", Maria Clara Spinelli ganhou não apenas visibilidade diante do grande público, mas abriu espaço para ampliar a discussão dos direitos trans e contar as histórias da comunidade, da qual também é parte. "Não só eu ganhei voz [ao participar da novela]. Artistas como Pabllo Vittar e As Bahias e a Cozinha Mineira mereceram destaque também.
Não fomos descritos como vítimas, mas como trabalhadores que obtiveram reconhecimento”, disse a atriz à revista "Claudia" de dezembro, da qual é uma das estrela de capa.
Plataformas com proporções semelhantes às da tevê para debater os direitos e a identidade LGBT são importantes para quem se entende trans.
"As minorias descobrirão que reúnem muitas pessoas e não estão isoladas".
Para ela, este entendimento pode ser transformador para a saúde mental de quem é trans.
“Somos batalhadores, olhamos para as nossas dores e queremos fazer algo melhor, curá-las”.Maria Clara também acredita no poder de educar que a mídia — e ela mesma, enquanto pessoa pública — têm de educar a população para respeitar e evitar a violência contra os LGBT. "Levo as lutas até a última instância. Se eu perder, terei tentado tudo. No caminho, quem sabe, tocarei algumas pessoas".

A atriz se diz tocada pessoalmente por cada notícia de agressão contra gays, lésbicas e transgêneros.
"É como se minha mãe estivesse sofrendo também". E observa que há violências que não são apenas físicas.
"Não se pode perguntar à pessoa trans o nome anterior nem questionar se já fez cirurgia”, finaliza.

Do UOL
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Professora de canto que nasceu hermafrodita luta para mudar documentos

Há dez anos, a professora Júlia Jorge de Oliveira, de 38 anos, abriu os olhos no dia do seu aniversário e sentiu que estava, enfim, “curada de um grande mal”. A mineira de Juiz de Fora, na Zona da Mata, nasceu intersexuada, condição mais conhecida pelo termo “hermafrodita”. Depois de anos de questionamentos sobre seu corpo e um longo processo de autodescobrimento, ela passou por uma cirurgia e pôde se transformar na mulher que desejava ser. Mesmo assim, ainda luta na Justiça para conseguir documentos com a nova assinatura.
Júlia conta que foi registrada e criada como um menino. Como na época a medicina ainda não tinha tantas alternativas, os pais da professora fizeram de tudo para que ela vivesse uma infância normal. No entanto, a chegada da adolescência a colocou em um turbilhão.

—Com as aulas de ciências, que mostravam o corpo humano, eu comecei a me tocar, me ver e questionar: o que eu sou?
Ela ainda investiu em várias alternativas para reforçar suas características femininas: chegou a tomar anticoncepcionais. O diálogo em casa era complicado e, por isso, Júlia manteve um diário durante este período.
—Meus pais sempre foram muito discretos e cuidadosos com isso, eu tinha liberdade com eles, mas era difícil. Sempre foi mais difícil para lidar com a minha mãe, porque ela se culpava por não saber como resolver isso.
Como menino, ela precisou se alistar para o Exército, mas o médico do quartel notou as diferenças no corpo de Júlia e a orientou sobre sua condição. A partir daí, a professora sentiu ainda mais convicção para mudar a mentalidade e passou a se vestir e portar cada dia mais como mulher.
—Eu já trabalhava em uma escola e sofria pressão naquela época para me assumir. Meus alunos me viam como mulher na rua e lá na instituição eu era o “tio Ju”. Eu ia vestida discretamente para trabalhar, mas já saía feminina para ver meus amigos e meu namorado.
Foi uma de suas alunas, de 80 anos, que contribuiu para que a mudança ocorresse. Comovida com o desabafo de Júlia, ela encaminhou a professora para o Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, , onde Júlia realizou a operação que considerava “um sonho distante”. Feliz e casada há 20 anos, ela se considera sortuda por trabalhar com música, mas espera ansiosa a permissão judicial que vai fechar um ciclo de transformação.
— A música aceita a diversidade de uma forma muito mais fácil e coerente. Meu trabalho sempre me deu força de buscar o meu ideal e resolver a situação, de ser mulher e me assumir. Sempre tive este suporte.

Do R7
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Quem vê cara não conhece a transexual poderosa que é Talita aos 27 anos



Talita tem 27 anos e foge aos clichês transexuais. Formou-se em Administração e Moda, atua como cabeleireira, maquiadora e nunca escondeu o que sentia e consegue ser, plenamente, feliz.  Mas ela já perdeu as contas de quantas vezes ouviu: Você nem parece que é (transexual).
O comentário surge toda vez que alguém descobre que Talita é uma trans sem nunca ter passado por qualquer procedimento de mudança no corpo. Não usa hormônios, não fez cirurgia no rosto para conseguir traços mais femininos."Única coisa que fiz até hoje foi colocar prótese nos seios e deixar o cabelo crescer, nem maquiagem eu uso, gosto apenas de colocar um cílio postiço quando vou sair", afirma.
Mas ela percebe uma reação diferente, na maioria da vezes, das clientes. "Minha cadeira no salão é um divã, sempre surge um bate-papo sobre relacionamento e as vezes elas perguntam sobre casamento e filhos, é nessa hora que eu falo sobre a transexualidade. Muitas ficam surpresas e dizem que nem imaginam"

Em alguns casos, Talita também evita explicações. "Para muita gente o assunto é novo e difícil de compreender. Quando é uma senhora, por exemplo, eu nem entro no assunto. Elas perguntam sobre a vida pessoal, mas acabo não falando. Talvez para evitar que elas fiquem confusas".
Com traços femininos dos pés a cabeça, Talita nunca precisou se submeter a um longo processo de descoberta, aceitação e adequação para se tornar a mulher que sempre sentiu ser.
"Desde de muito nova precisei fazer um acompanhamento médico porque minha taxa hormonal tem mais progesterona, porque desenvolvi ainda mais os traços femininos. Sempre fui uma criança andrógena e muita parecida com uma menina. Tinha gente que até achava que eu era lésbica", conta.
A descoberta sobre o futuro ocorreu já na adolescência, aos 13 anos. "Me olhava no espelho e não me reconhecia. Muitas vezes, na igreja, perguntava a Deus o porquê de eu estar sentido aquilo. Eu era um menino até então, quando conheci no Carnaval uma transexual e naquele momento pensei: é isso que eu sou".
Talita sempre foi dedicada à família e tinha os pais como melhores amigos. Antes de qualquer interferência, ela decidiu contar a verdade para eles. "Minha família é a minha base e minha confiança. Quando comecei a sentir que era diferente, minha única vontade foi contar pra elas".

Mas a revelação que pode ser devastadora em uma família conservadora, foi surpreendente na casa de Talita. "Cheguei para ele e disse: não me reconheço. Na época meu pai tinha um restaurante em Corumbá, era um homem muito tradicional e eu tinha muito medo da reprovação dele, mas foi bem diferente".
A notícia despertou surpresa no pai, que no primeiro momento ficou confuso sobre a condição de Talita, mas demonstrou apoio e decidiu dialogar sobre as primeiras mudanças. "Ele só me pediu paciência quanto ao nome de registro. Para ele, era difícil trocar por Talita da noite para o dia, mas isso pra mim nunca foi importante, se ele me chama pelo nome de registro ou pelo nome feminino, eu o respeito. Afinal, o que era mais importante, ele fez".
O pai de Talita parecia entender o que acontecia ainda na adolescência. "Logo que eu me assumi, também decidi fazer uma cirurgia de redução de mama. Por conta da taxa hormonal diferente, eu já tinha seios iguais o das meninas e isso sempre gerou brincadeiras na escola, o que hoje é chamado de bullyng. Mas quando eu ia entrar na sala de cirurgia, meu pai me abraçou e disse: Você tem certeza? Porque um dia você pode querer tê-los novamente", diz Talita, ao reproduzir as palavras que até hoje emocionam.
Com o desejo de se formar e também atender ao pedido do pai, o processo de transição definitivo só surgiu aos 19 anos. "Passei no vestibular com 16 anos, me formei em duas faculdades ao mesmo tempo e quando entreguei os diplomas para o meu pai, foi definitivo. Assumi a personalidade da Talita e vivo assim até hoje".
Mas apesar da aprovação familiar, Talita tinha medo que o pai assustasse quando a visse com seios e totalmente mulher. "Vivia fugindo, evitando que ele me visse, até que um dia não deu mais. Com ajuda da minha madrasta, que intermediava todos os assuntos, a gente acabou se encontrado e a primeira coisa que ele me disse foi para nunca mais sumir, porque ele me respeitava e me amava de qualquer forma".
Assim como na família, Talita conheceu pouco do preconceito na sociedade. Mas precisou se impor quando o assunto é relacionamento. "Por eu não aparentar ser transexual logo de cara, muitas vezes o homem quer te levar em 'banho maria' ou até esconder sua identidade para as pessoas. Mas nunca me sujeitei a isso porque sou uma mulher e também preciso respeitar minha felicidade. E muitas vezes, uma transexual, por medo de ficar sozinha, acaba fazendo o que o homem quer, mas eu não faço".
Hoje, Talita é solteira, trabalha todos os dias em uma salão de beleza, dá cursos de maquiagem e penteado e, considera-se uma mulher feliz. "Dei todos os passos na minha vida com muita honestidade ao que sentia e sempre vai ser assim. Pra muitas pessoas esse processo nem sempre é fácil, mas a gente tem que lutar. E agradeço muito a minha família, porque a mulher que me tornei hoje é graças ao respeito e educação que eles me deram. E é o que toda família deveria fazer".



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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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