Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Romário cobra na Justiça Thalita Zampirolli


O ex-jogador de futebol, hoje senador da República, Romário, cobra na Justiça, uma dívida de R$ 15.600,00 da transexual de Cachoeiro de Itapemirim, Thalita Zampirolli, que teria “namorado” o baixinho, conforme disse em entrevista ao Portal Ego.

Romário, que tem fama de pegador e teve matéria publicada pelo Portal Uol em 29 de janeiro de 2016 sobre as “14 mulheres que contribuíram para que ele ganhasse essa fama”, foi flagrado por um paparazzi em 2013 saindo de uma boate no Rio de Janeiro acompanhado de Thalita. Na época, o ex-jogador pediu a seu motorista que obrigasse o paparazzi a apagar a foto, mas ela acabou sendo publicada em vários jornais e sites do País.

Em 2014, Thalita revelou ao Portal Ego que namorou o ex-craque por um ano e que ele era carinhoso e companheiro com ela. Tudo teria mudado quando foi revelado que ela havia se submetido a uma cirurgia de troca de sexo. Thalita garante que o ex-namorado não sabia que ela era transexual. “Acredito que ele deve ter ficado chateado comigo, sim. Mas ele tem que entender que sou uma mulher. Tivemos um relacionamento durante um ano e foi bom enquanto durou”, contou em entrevista.

Romário negou o relacionamento e disse que no dia do flagra feito pelo paparazzi “ele foi para sua casa e ela foi para a casa dela. Não aconteceu nada. Ela não pode dizer que namorou comigo durante um ano porque estou separado há 1 ano e depois disso só tive dois relacionamentos. Não consigo namorar escondido”, rebateu na época.
Romário, por se sentir enganado, já que teria acreditado namorar uma mulher e não um homem que fizera cirurgia para mudança de sexo, entrou na Justiça Cível, em Brasília, com uma ação de indenização contra Thalita e teve o pedido favorável. A transexual foi condenada a indenizar o baixinho em R$ 15.617,77.

Execução
Como a dívida não foi paga, a execução foi encaminhada para a 2ª Vara Civil de Cachoeiro de Itapemirim, sob o número 0004269-26.2018.8.08.0011.
No último dia 10 de outubro, o juiz George Luiz Silva Figueira deu um parecer sobre o caso. “Considerando o teor das certidões, no qual informam que a requerida encontra-se residindo no exterior, sem endereço certo/conhecido, e como a tentativa de citação nos demais endereços encontrados gerará custos desnecessários, determino que se expeça edital de citação de Thalita Campos Zampirolli, pelo prazo de 20 dias, para tomar conhecimento do feito e, caso queira, apresente a defesa que tiver, no prazo de 15 dias, sob pena de revelia”, diz trecho do despacho.
*Com informações dos portais Ego, Extra, UOL, Blog do Elimar Cortes e TJES.


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Reflexões e Desabafos - Por que alguns homens se interessam por travestis?

Essa é uma pergunta frequente na mente de muitas pessoas. Ainda que o assunto, tomado muitas vezes como tabu, seja pouco discutido, o fato é que existem muitos homens que se interessam por travestis. E é difícil definir um perfil típico para eles ou estabelecer uma única razão para esse interesse.
Podemos dizer que as travestis são bonitas sim, claro que são! Muitas vezes temos a dúvida se são mulheres de verdade e isto traz uma grande curiosidade ao homem. Podemos ver alguns nas ruas em que olhamos com cuidado e ficamos pensamos: que linda mulher! Ao descobrir que esta mulher é na verdade um travesti, certamente muitos homens irão prontamente retroceder, mas alguns terão a curiosidade de buscá-las. Algumas travestis são tão parecidas com mulheres que se torna tarefa muito difícil para identificá-los (se tiver bebido a tarefa pode ser ainda mais difícil). Nesse link há vários exemplos disso (alerta, conteúdo adulto).

A vida agitada dos casais, muitas pessoas solitárias, vida sexual infeliz, falta de amor, são muitos os fatores que levam uma pessoa a se interessar por travestis. Vamos detalhar um pouco alguns dos motivos que levam os homens a procurar por estes profissionais do sexo.

O interesse por travestis é realmente muito frequente

Quem não lembra do ex-jogador Ronaldo que se envolveu com três travestis no Hotel Papillon em 2008 e acabou discutindo com uma delas e foram todos para a delegacia? A imagem do atleta ficou extremamente desgastada na época e houve também muita polêmica no caso.
Outro caso memorável foi o do tetracampeão Romário, que foi flagrado de mão dadas com uma travesti saindo de um show (veja aqui).
Os homens que se interessam por travestis são tantos, que provavelmente nem conseguimos imaginar. E para quem pensa que essa é apenas uma questão de opinião, uma rápida pesquisa sobre pontos de prostituição confirmam: frequentemente, os locais ocupados por travestis são tanto quanto ou até mais numerosos do que aqueles ocupados por mulheres. Parentes, colegas e amigos, é claro, “nunca sabem de nada”. Mas se esse interesse existe, e é tão mais comum do que imaginamos, talvez a atmosfera de anormalidade que se cria em torno dos travestis e daqueles que por eles se interessam tenha muito mais a ver com tabus da vida pública do que com justificativas da vida privada, não é mesmo?


Um leque muito mais amplo de possibilidades é atendido

Na verdade os travestis exercem uma sedução em muitos homens. Eles surgiram nos anos 70 usando saias minúsculas e seios exuberantes. Segundo a opinião de psiquiatras, os travestis gostam de agir e se sentir como mulheres. Não é apenas uma troca de sexo, é algo mais profundo e tem a ver com a autoestima do cliente e do travesti. Estes profissionais do sexo pensam que os heterossexuais que saem com eles são pessoas de cabeça aberta e podem simplesmente sentir prazer e ter um sentimento de amor, muitas vezes não encontrado dentro de casa.
Na verdade os homens veem os travestis como uma “mulher com pênis” e isto cria fantasias na cabeça deles. Muitos psiquiatras dizem que apenas os travestis podem ser tão femininos nas fantasias dos homens e isto é um grande diferencial.
Os travestis afirmam que muitos de seus clientes procuram por proteção, diálogo, carinho, enfim, procuram algo diferente que muitos deles não têm em casa. A transgressão é essencial e tudo que é proibido atrai, desta forma os homens preferem os travestis para sentirem-se amados e respeitados.
Muitos afirmam que desejo é desejo e não podemos reprimir ou explicar. O importante é respeitar estes profissionais do sexo e ter a mente aberta a relacionamentos futuros. Há vários casos de homens que preferem namorar travestis por darem a ele a proteção necessária no dia a dia.
Muitos homens não estão resolvidos em sua orientação sexual e procuram por estes profissionais, então o respeito deve ser dado e colocado em primeiro lugar. O homem casado ou solteiro tem o direito de ter relações sexuais com quem ele quiser desde que não haja preconceito de qualquer parte e seja um consentimento mútuo.
A questão é que travestis são tudo. Têm tudo. Isso, é claro, facilita muito na hora de satisfazer as mais diversas fantasias eróticas. E mais, os travestis assim são porque exatamente assim escolheram ser. Não estão submetidos aos padrões binários impostos para um ou outro gênero, com todos os moldes pré-estabelecidos que podem ou não agradar completamente um mesmo indivíduo. A consequência quase imediata desse “são tudo que querem e amam tudo que têm” é a sensação de que não apenas o travesti é capaz, como também aceita com mais prazer realizar quase tudo. E, seguindo essa lógica, o homem sente que não é apenas mais um cliente pervertido que paga para conseguir suas exigências. Ele também satisfaz, também sacia desejos. Está ali com alguém que também abriu mão de muito para saciar os próprios. Pode ser psicologicamente reconfortante realizar fantasias sem se sentir culpado ou julgado de alguma maneira.

Exemplo do escárnio de como somos frequentemente tratadas... 


Experimentar

É só pensar nas tantas fantasias eróticas que todos sabem que existem muito por aí. E elas são cultivadas, quase sempre, sem que nada precise ser revelado a ninguém. Buscando satisfazer esses desejos mais íntimos sem precisar se expor às pessoas que os cercam, alguns homens simplesmente recorrem a locais específicos ou sites que proporcionem essa experiência sem dificuldades. A vontade de provar um papel sexual diverso daquele que realizou a vida inteira, a curiosidade de saciar alguns desejos específicos sem abrir mão da imagem feminina ou a simples ambição de ter experiências diferentes… As causas podem ser as mais diversas, mas são todas como qualquer outra fantasia, com todas as particularidades que as caracterizam. No fim, nada além daquilo que todo mundo já sabe sobre sexo: os interesses estão por aí aos montes, e nem sempre é possível, ou necessário, justifica-los.

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Como tratar uma boneca: dez dicas para um T-Lover iniciante

Hoje em dia, muito se comenta sobre os T-Lovers, termo que designa os homens que gostam de travestis e transexuais. Nós mesmos já pusemos no ar uma reportagem a respeito. O que, no entanto, pouco se fala é sobre o que um T-Lover iniciante precisa saber sobre o universo trans para não dar bola fora!

As dicas abaixo foram dadas por trans que entrevistamos e por pesquisas em algumas comunidades do orkut – e valem tanto para uma relação estável quanto para aquele sexo casual. Logicamente, elas não refletem a opinião de todas as bonecas, mas servem como uma base séria para viver bem uma conquista.

1 - Mulheres com algo a mais
Antes de tudo, um iniciante precisa ter uma coisa em mente: trans são “mulheres”. Dia e noite, elas se vestem, se comportam e pensam como mulheres. Algumas sempre foram assim, desde crianças; outras se transformaram mais tarde – mas é inegável que todas gostam de ser tratadas como mulheres, no feminino.

2 - Conforto e segurança
Se você busca mais do que sexo, conheceu uma boneca e gostaria de se encontrar com ela para, quem sabe, engatilhar um relacionamento, deixe que ela decida o lugar para o qual vão sair.

A vontade de agradar pode ser grande, mas é preciso saber que as bonecas sofrem ainda muito preconceito e são alvo de olhares tortos por uma parcela da sociedade. Assim, um restaurante ou um bar inadequado pode fazer com que a trans se sinta deslocada ou observada demais, o que pode acabar com todo um clima.

Se, ainda assim, você quiser escolher, no mínimo, tenha certeza de que não a está levando para um estabelecimento conservador e retrógrado.

3 - Carinhos sem fim
Travestis e transexuais formam uma parcela estigmatizada da sociedade e, talvez por isso, costumam ser muito carentes e sempre com um pé atrás – mas, no fundo, o que elas mais querem é carinho e atenção.

Vá com calma, para não assustar, mas ofereça companhia e dê o carinho que merecem. É o que aconselha a transexual Bruna. Namorando há três anos, Bruna conta que terminou seu namoro duas vezes porque não conseguia colocar na cabeça que também podia ser feliz: “Ele me dava carinho, ficava ao meu lado, falava que queria namorar, ter um relacionamento sério – mas eu não acreditava [...]. Que bom que aprendi”.

4 - Sempre as preliminares
Preliminares sexuais são importantes em qualquer tipo de relacionamento. Com elas, não é diferente.

As trans nos disseram que costumam começar com os seios sendo chupados – e vão ao delírio quando são lambidas na parte entre o ânus e o saco escrotal. Claro que também adoram ser penetradas pela língua e amam ter os pés beijados.

5 - Sexo verbal
Com exceção das trans profissionais do sexo, que costumam fazer de tudo, as que mantêm uma vida comum, às vezes, têm algumas restrições.

Muitas trans nos disseram que gostam de receber sexo oral – e gozam, muitas vezes, só com essa prática. Outras, a minoria, disseram que não querem ter o pênis tocado por se considerarem mulheres.

O que fazer? Para não correr riscos, o melhor é perguntar durante uma conversa ou mesmo na hora do sexo. Se preferir, peça para ela guiá-lo na cama – a brincadeira fica até mais gostosa!

6 - Chame pelo nome
Um erro muito comum cometido pelos homens que têm um relacionamento, seja ele sério, seja apenas um affair, é não saber apresentar suas namoradas trans.

Na hora de ir a uma balada, ou encontrar os amigos, jamais a apresente dizendo, por exemplo, “esta é a minha namorada, e ela é trans”.

Talvez, para você, não pareça, mas isso é rotular e pode levar seu relacionamento por água abaixo. Apresente-a por seu nome. Caso alguém pergunte e você se sinta bem em responder, diga, então, o gênero dela – mas não a subestime.

7- Posições sexuais
As respostas sobre as posições sexuais em que elas mais sentem prazer foram as mais imprecisas em nossa pesquisa com as bonecas – pesquisa esta que originou o presente artigo. O que ficou claro é que tudo depende do clima e do momento.

Às vezes, dependendo do tamanho do pênis do parceiro, algumas posições podem ser incômodas – ou, ao contrário, extremamente prazerosas. No geral, porém, as mais comentadas foram as tradicionais “frango assado”, de quatro e de ladinho.

8 - Recebendo um presente
Muitas vezes, as trans também gostam de ser ativas no sexo. Se você engatou um relacionamento e sente tesão em ser penetrado por uma boneca, mas não sabe como dizer isso, comece puxando assunto, perguntando se ela sente prazer somente sendo passiva, etc.

Certamente, ela vai perceber logo o que você quer. Se ela, por acaso, não curtir, não custa ter uma conversa clara para dizer que tudo pode ser tentado na busca pelo prazer. Esteja preparado, no entanto, para também ceder – e fazer renúncias.

9 - Prepare as fantasias
Esqueça as recatadas. Talvez por se sentirem até mais mulheres do que muitas gatinhas que nascem com o sexo feminino, talvez porque amem ser idolatradas, a verdade é que as bonecas adoram fantasiar durante o sexo.

Por isso, compre suas fantasias, invente e deixe a mente trabalhar para proporcionar ótimas transas. Tenha certeza de que, pelo menos entre quatro paredes, elas vão realizar tudo que tiverem vontade.

10 - Tudo vale a pena
Se você chegou até aqui, esta é a última e a mais simples dica: tudo vale a pena. Tenha consciência de que se relacionar abertamente com uma trans não será, muitas vezes, uma rotina fácil.

Tudo dependerá de como você se impõe aos outros e do quanto você dá bola para a opinião alheia. Portanto, deixe o preconceito para os ignorantes e viva o seu amor, ousando dizer-lhe o nome.

Do Tran Sites  - por Mario Calligiuri
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Descubra a Musa trans Thaynna Dantas


A diversidade está ganhando espaço nos torneios de fisiculturismo e uma das responsáveis por isso é a modelo Thaynna Dantas, de 28 anos. Após sofrer muito no processo de se aceitar, a natalense se assumiu como transexual, e hoje é uma musa fitness com vários prêmios e mais de 170 mil seguidores no Instagram.

Apesar de ter nascido como menino, Thaynna Dantas sempre se sentiu mais conectada com o lado feminino. “Se tinha a bola ou a boneca eu preferia a boneca e ninguém entendia”, conta a modelo. Apesar disso, junto com o irmão mais velho, Thaynna era incentivada pelo pai a fazer atividades que eram consideradas masculinas, como praticar esportes.

A mãe, percebendo que Thaynna estava cada vez mais feminina, inclusive nas curvas do corpo, decidiu levá-la para fazer exames médicos e um acompanhamento com psicólogo. Foi quando elas descobriram que a criança tinha mais hormônios femininos em seu corpo do que era o esperado.

Nesta fase, com apenas 11 anos, a modelo conta que sofria uma briga com ela mesma por não entender o que estava acontecendo. “Eu não sabia o que era trans, travesti e gay. Eu não entendia o que estava sentindo dentro de mim então me trancava no quarto e chorava. Quando eu olhava para um homem, eu sentia atração. E quando eu olhava uma mulher, eu queria ser igual.”

 
Primeiro beijo e as primeira mudanças

Mas foi quando ele beijou um menino pela primeira vez que tudo mudou. “Descobri o que era bom e que eu realmente gostava de homem”, conta. Com a ajuda de amigos que eram assumidamente homossexuais, Thaynna começou a se aceitar, mas ainda tinha medo da reação de sua família quando descobrissem.

Logo depois de perceber que sentia atração por homens, Thaynna foi para uma festa e beijou um menino no meio de várias pessoas - cena que foi vista pelo irmão. No dia seguinte, ele contou para os pais o que tinha visto, mas Thaynna negou. Desconfiada, a mãe foi falar com a Thaynna para perguntar se era verdade o que o irmão tinha contado, e a filha contou que era bissexual como forma de tentar amenizar a situação.

 

Primeira vez como mulher

Já namorando com um homem, ela não conseguiu esconder a sexualidade por muito mais tempo e se assumiu como homossexual para a família aos 15 anos. Ela, então, começou a frequentar uma boate LGBT, e foi lá que ela conheceu uma mulher transgênero que olhou para Thaynna e disse que ela seria trans algum dia. “Apesar de eu ser muito feminina, eu não me imaginava como trans”. Nesta época, o namorado se vestia de drag queen e, um dia, aceitou montá-la também.

“Quando eu me vesti de mulher pela primeira vez foi surpreendente. Eu cheguei à boate e ninguém sabia se era mulher ou não”. Thaynna começou a se montar com frequência e a fazer shows à noite, mesmo ainda sendo menor de idade. “Comecei a identificar que era realmente aquilo que eu queria fazer. Eu até levava roupas femininas para casa e minha mãe aceitava”. Como elas só usava roupas femininas na hora de fazer shows, sua família não reclamou. Foi nessa época, ainda na adolescência, que ela começou a ser chamada de Thaynna Dantas.

Decidida a ficar ainda mais feminina, Thaynna começou a tomar hormônios femininos aos 16 anos sem contar para a família. Mas a mãe começou a desconfiar das mudanças no corpo da filha, como um crescimento em seus peitos. Aí começaram também os piores conflitos em casa.

“Como eu não queria tirar a camiseta em casa, ela percebeu que algo estava errado e perguntou o que estava acontecendo”, afirma Thaynna. “Eu contei que estava tomando hormônios femininos porque eu não tava me identificando com o corpo que eu tinha e que eu não estava me sentindo bem”. A mãe não aceitou o que Thaynna estava fazendo e as duas passaram a brigar com frequência.

“ Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas"

A situação ficou ainda pior quando a mãe viu Thaynna usando roupas femininas em público pela primeira vez. “Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas”. E foi isso o que aconteceu: quando Thaynna chegou em casa naquela noite, e suas roupas femininas estavam queimando no quintal.

Indignada com a atitude da mãe, ela resolveu sair de casa naquele momento, decidida a se vestir sempre como mulher. Mesmo tendo sofrido com a situação, hoje a filha entende o comportamento da mãe. “É muito complicado para uma mãe ver um filho como mulher pela primeira vez dentro de um ônibus”. Para Thaynna, a atitude da mãe foi movida pelo medo do preconceito que a ela sofreria nas ruas por ser trans.

Mas a situação foi determinante para que ela decidisse a se vestir sempre como mulher. Com 19 anos, Thaynna fez uma cirurgia no nariz e colocou a prótese de silicone nos seios. Além disso, ela deixou seu emprego em uma loja de roupas que trabalhava em Natal e se mudou para São Paulo para trabalhar como modelo fotográfica.

 
A entrada no mundo fitness

Para manter o corpo definido para o trabalho de modelo, ela treinava frequentemente com acompanhamento profissional. “Meu treinador Roberto Di Lello me chamou para uma avaliação física para eu poder secar. Eu pesava 91kg quando comecei a treinar e perdi 13kg em 3 meses, mas não pensava em competir, era só para ficar com um corpo legal”.

Incentivada pela personal trainer, Thaynna começou a pensar em entrar no mundo do fisiculturismo. “Ele perguntou se eu queria participar da competição X Angel Championship, em junho, e me disse que a única coisa que eu precisaria fazer no meu corpo era secar”, explica. Como era o primeiro concurso de fisiculturismo do mundo com uma categoria para mulheres transgêneros, a modelo percebeu que não poderia perder a chance de participar.

No dia do evento, Thaynna estava acompanhada de seus amigos e seu treinador. “Era meu primeiro campeonato e eu estava muito nervosa”. Mas o nervosismo não atrapalhou a modelo, que venceu na categoria Style e levou para casa o prêmio de Overall, obtendo o primeiro lugar na competição. Isso fez com que ela conseguisse mais visibilidade na mídia e trabalhos como modelo.

Apesar de ter conquistado os prêmios, Thaynna estava em dúvida se queria participar de outras competições por causa do custo financeiro. “Como não temos patrocínio, temos que gastar muito com academia, personal trainer, roupas para apresentar, passagem e hospedagem”. Sem a ajuda financeira, o gasto para participar de um concurso é de cerca de R$ 8 mil, segundo a modelo.

Ainda assim, ela decidiu participar novamente do concurso e se preparar melhor. “Eu fiz aulas de poses para subir no palco. Saber que eu tinha que subir melhor do que na competição anterior já era uma cobrança a mais”. E, além disso, ela queria ser premiada como a melhor do ano.

Trans e o fisiculturismo

Thaynna segue carreira no mundo fitness e até foi destaque em uma competição para pessoas sis. A WFF-WBBF, uma das confederações mais importante do mundo de fisiculturismo, a homenageou em um evento em setembro deste ano. Apesar de o concurso não ter uma categoria para transgêneros, Thaynna subiu ao palco e recebeu muitos aplausos.

“Todo mundo ficou de cara quando descobriram que eu era trans. Foi bom para eu ver que tinha conseguido ultrapassar várias barreiras e iria conseguir conquistar meus objetivos”, conta a modelo. “A presidente do evento no Brasil, Gianni de Almeida, até falou em criar uma categoria para os transgêneros no ano que vem”. Na ocasião, Thaynna recebeu um troféu pela apresentação, apesar de não ter competido.

Dura rotina fitness e reconhecimento no final

O evento também serviu como um treino para a edição do X Angel Championship, que foi realizado no dia 15 de outubro. Além de treinar na academia, Thaynna teve que fazer muitas restrições alimentares, principalmente quando a data da competição se aproximava. “Três dias antes eu cortei totalmente o carboidrato e fiquei só comendo proteína. Além disso, eu tinha que tomar 8 litros de água por dia para desinchar”, conta a modelo. Um dia antes, eu tomei apenas uns golinhos de água e no dia eu não comi nem bebi nada porque eu queria subir seca. Eu sabia que alguém podia vencer, mas eu queria defender o meu título”.

“ Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu"

Para Thaynna, o momento que ela no palco é mágico. “Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu”, afirma. “Eu me sinto uma luz. Eu sei que estou preparada para aquilo” O esforço deu certo e ela foi premiada novamente como Overall e, além disso, conquistou o de “Angel Of The Year”.

A modelo parou de tomar hormônios femininos por sentir que estava ficando muito inchada, o que poderia prejudicá-la nas competições. Além disso, ela sentia que os hormônios alteravam sua personalidade. “Não sinto falta porque me deixava mais triste e mais quieta. E eu não sou assim”.

Thaynna conta que, por não ter mais uma aparência tão feminina por causa dos treinos, costuma ser julgada por outras mulheres trans. “Perguntam se eu tenho vontade de voltar a ser como antes e dizem que eu estou muito masculina”, revela. Mas, apesar disso, ela diz sofrer menos preconceito agora do que quando era assumido como um homem gay.

“No mundo fitness, as pessoas não percebem que eu sou transgênero porque as mulheres desse mundo já tem uma aparência mais masculina. Isso abre portas para mim e eu fico lisonjeada em abrir portas para outras meninas”, finaliza Thaynna Dantas.


  


Mais um vídeo aqui
https://videosdetravestis.net/thaynna-dantas-transexual/
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Traficantes de transexuais aplicavam silicone industrial nas vítimas

Investigados da Operação Fada Madrinha, deflagrada nesta quinta-feira (9/8), aplicavam silicone industrial em transexuais. A informação é do Ministério Público Federal (MPF), que trabalha em parceria com a Polícia Federal e com o Ministério Público do Trabalho na apuração de tráfico internacional de pessoas e o trabalho escravo.

As investigações apontam que o grupo traficou pelo menos 11 vítimas para a Itália em 2017. O inquérito indica que as vítimas eram exploradas e enviadas para a Itália após procedimentos estéticos arriscados, com uso de silicone industrial.

Segundo a Procuradoria da República, o silicone industrial era usado com finalidade estética para modelagem de bocas, quadris e mamas. O emprego corporal da substância, usada para lubrificar máquinas e motores, é proibido pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, pois pode causar necrose, embolia, deformidades e até a morte. Nos casos apurados, há relatos de vazamentos do silicone e deformação corporal. As investigações indicam ainda o uso de próteses mamárias reutilizadas, vencidas ou de baixíssima qualidade nas vítimas do esquema.

Os alvos das prisões usam redes sociais para aliciar pessoas transexuais com a promessa de participação em concursos de beleza na Europa. Proprietários de repúblicas e pensionatos, alguns investigados oferecem procedimentos cirúrgicos para que as vítimas assumam corpos femininos antes de viajarem.

A Procuradoria afirma que, para se hospedarem nos locais e financiarem a transição corporal, as transexuais adquirem dívidas altíssimas e se tornam prisioneiras dos criminosos, sendo reduzidas a condição análoga à de escravo. O endividamento é agravado pelo superfaturamento das intervenções estéticas e pelos altos valores cobrados para a remessa das vítimas ao exterior.

"Para conseguirem se manter na república, e com a sempre esperança de alcançarem o sonho da identidade de gênero e verem seus corpos transformados, elas se prostituem nas ruas da região, não sendo a elas permitido voltar à casa sem o faturamento mínimo do dia", ressalta o MPF. Além da exploração sexual, as vítimas são submetidas a condições degradantes e têm a liberdade restringida, não apenas em virtude das dívidas contraídas, mas também por ameaças e violência física.

A PF informou que 52 federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Franca (SP), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Leopoldina (MG), todos expedidos pela 2ª Vara Federal de Franca, SP.





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Renata Bastos interpretará Roberta Close em cinebiografia de Hebe Camargo

Renata Bastos, 36 anos, atriz transexual, foi escolhida para interpretar Roberta Close no filme “Hebe”, que retrata a carreira da apresentadora Hebe Camargo. Com 1,77, a moça vai dar vida à modelo, “sex symbol” no Brasil entre os anos 1980 e 1990.
A atriz também trabalha nas passarelas, onde fez o seu primeiro trabalho em 1997 no São Paulo Fashion Week. Atualmente, Renata trabalha como produtora de moda em uma agência em São Paulo. Como atriz, já fez participações em filmes como “Carandiru”, “Bruna Surfistinha” e “Nina”.
A atriz e produtora Renata Bastos foi escalada para o filme Hebe, cinebiografia sobre a apresentadora Hebe Camargo, no papel da modelo Roberta Close.
Bastos, que já realizou suas gravações no longa no início deste mês, é transsexual, assim como sua personagem no longa. Durante uma entrevista à Veja, ela revelou que se descobriu trans com 7 anos: “Nessa idade, percebi meu gênero e me inspirava em ‘la Close'”, disse, em referência à personagem que interpreta no filme.

A trama se passa nos anos 80 e conta a história de Hebe. A famosa que nunca teve medo de mostrar todas as suas opiniões para o Brasil. A obra traz o olhar da apresentadora para essa época.
Além de Andrea Beltrão e Daniel Boaventura, o elenco conta com Marco Ricca, Caio Horowicz, Danton Mello, Gabriel Braga Nunes, Danilo Grangheia, Otávio Augusto, Claudia Missura e Karine Telles.
A direção fica por conta de Maurício Farias e roteiro de Carolina Kotscho. O filme ainda não tem previsão de estreia oficial.


A semelhança física com Roberta Close também foi importante na escolha para o papel:“Tive ela como ícone de beleza na minha adolescência”, contou.
Em entrevista ao jornal Extra, Renata revelou que se “descobriu mulher” ainda aos 7 anos de idade. No entanto, até hoje sofre “muitos” preconceitos: “ Até olhares de desejo de homens “héteros”, que na vida social não tem coragem de assumir um relacionamento”.
A atriz afirma que a tática para mudar a realidade cercada de intolerância é o conhecimento, e acredita que “no final tudo vai dar certo”.
“A conscientização de o mais legal da vida é você perceber que a diferença é uma beleza e não uma aberração. Que delícia sermos únicos e no fundo iguais, humanos”, ressaltou.
Do Bahia.ba

A cinebiografia da saudosa e icônica apresentadora Hebe Camargo, que será protagonizada por Andréa Beltrão, confirmou que a atriz e produtora Renata Bastos viverá a famosa modelo Roberta Close no longa.
Assim como Roberta, Renata também é transexual e já revelou que a modelo sempre foi referência e inspiração na sua infância, quando já denotava o seu gênero.
O filme, que tem roteiro assinado por Carolina Kotscho e direção de Maurício Farias, esposo de Beltrão, ainda não divulgou sua data oficial de estreia.

A atriz transexual Renata Bastos, de 36 anos, é quem foi escalada para dar vida a Roberta Close no cinema. Ela vai protagonizar no filme "Hebe", de Carolina Kotscho, que conta a vida da apresentadora Hebe Camargo. Com 1,77m de altura, Renata também é modelo e estreou nas passarelas em 1977, no São Paulo Fashion Week. No cinema, já fez parte de filmes como "Carandiru", "Bruna Surfistinha" e "Nina". Ela foi selecionada por conta de sua semelhança física com Roberta Close. "Tive ela como ícone de beleza na minha adolescência", detalha ela, em entrevista ao jornal Extra. 
Como será sua participação no filme?
Entro num momento muito especial da transição da Hebe, quando ela muda de emissora. A Roberta é uma das entrevistadas do novo programa dela.
Você e a Roberta se conhecem?
Uma vez a encontrei em uma festa em São Paulo, mas apenas a vi de longe. Meu laboratório foi intenso desde do começo, buscando informações sobre ela. Tinha que fazer uma imersão na suavidade e leveza que ela possui, em fala, trejeitos, andar, toda a sua delicadeza... Tive um cuidado muito grande, pois tive ela como ícone de beleza na minha adolescência.
O que acha dela?
Acho ela uma mulher de coragem e de uma luz muito forte. Certamente, uma das mulheres mais lindas que o Brasil já mostrou.
Como foi para você se assumir transexual?
Sou filha única, e meus pais são bem jovens. Em casa, sempre tiveram gays e pessoas ligadas à arte, moda e cultura. Minha mãe já faleceu, mas meu pai é um ser de muito amor. O medo que eles tinham era não estar comigo 24hs para me defender de tudo que pudesse ser algum tipo de agressão. Minha família tinha muito medo de que eu fosse garota de programa.
Como foi a sua mudança de sexo?
Me descobri mulher com 7 anos, quando disse que a pessoa mais bonita da sala em que eu estudava era um menino e não uma menina. Ali, os olhares foram de que eu estava errada em fazer essa escolha, que eu não podia achar um homem bonito. Com 13 anos, quando perdi minha mãe, renasci como uma fênix e me fiz perceber quanto mulher sou, como uma frase da Rita Wainer que é 'Caiu no buraco, voltei gigante'.
Você ainda enfrenta muitos preconceitos?
Sim, muitos. Desde de pessoas que não sabem lidar e me chamam pelo masculino ("o"Renata chegou). Até olhares de desejo de homens "héteros", que na vida social não tem coragem de assumir um relacionamento.
Como você lida com isso?
Sou pisciana, sonhadora e acredito que no final tudo vai dar certo e que a luz sempre vence a escuridão. Que o amor e o respeito são a força para esse mundo ser melhor. A conscientização de o mais legal da vida é você perceber que a diferença é uma beleza e não uma aberração. Que delícia sermos únicos e no fundo iguais, humanos.
Um dos motivos que fez a Roberta deixar o Brasil foi o preconceito. Você acha que existe ainda muito preconceito no Brasil?
Sim, ainda existe muito. Esse ano tivemos casos como Matheusa e ainda somos o país que mais mata transexuais no mundo. Um país em que a expectativa de vida de uma pessoa trans é de 35 anos.
Quais são os seus planos para o futuro?
Sou super minimalista, quero uma casa com um quintal com muitas árvores e flores, construir uma família com meus filhos, meu marido e meus cães. E que aos domingos faremos churrasco para familiares e amigos, coisas normais.
Fonte: jornal Extra




 

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Curitibana é a 1ª trans autorizada a jogar em times femininos no Brasil


A curitibana Isabelle Neris, de 25 anos, é a primeira transsexual autorizada no país a jogar por times femininos de vôlei. Na quinta-feira (2), atleta foi liberada para competir em torneios ligados à Federação Paranaense de Vôlei (FPV). No domingo (5), ela já estreia oficialmente em um time feminino em um torneio amador de São José dos Pinhais, na Região de Curitiba.

Também já tem jogo oficial da FPV marcado para o time das “Voleiras”, equipe que Isabelle faz parte. Entre os dias 20 a 24 de março, as jogadoras competem pela Taça Curitiba.
“Estou bem animada, a Taça é um evento de grande porte; a ansiedade bate por saber que é o meu primeiro jogo oficial realizado pela federação”, relatou.
A atleta foi liberada para jogar após uma reunião com a FPV, na quinta. Isabelle apresentou a identidade social e o documento de mudança de nome civil, além de exames hormonais que comprovam que seu nível de testosterona é igual aos de outras atletas da modalidade.
Trâmites legais
Para receber liberação para os campeonatos federais, a parte administrativa das “Voleiras” entrou em contato com a federação depois da atleta demonstrar interesse nas competições oficiais.
“Sempre apoiamos em tudo e começamos a correr atrás dos meios legais para que ela pudesse participar oficialmente”, informou uma das representantes das Voleiras, Ildeane Baldo Schiochet.
Conforme superintendente da FPV Jandrey Vicentin, não há nenhuma regulamentação oficial para casos como o de Isabelle, que é o primeiro do país. “É um fato novo. No documento dela, consta sexo feminino e nós quisemos garantir os direitos civis dela”, disse.
Além disso, Jandrey relatou que fez um pedido de ajuda para a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para que um estudo científico seja feito para casos como esse. A intenção é garantir ainda mais os direitos esportivos e civis para pessoas trans.


Inspiração e determinação
A atleta entrou para a equipe em maio de 2016 e a inspiração para continuar a treinar veio por parte da jogadora de vôlei Tiffany Abreu, que é brasileira e conseguiu permissão da Federação Internacional de Vôlei para atuar entre as mulheres na Itália.
“A Tiffany jogava em um time masculino e, depois, vi que ela conseguiu a liberação para entrar em um feminino. Foi o estopim para que eu não desistisse desse sonho”, contou.

Isabelle já participou de dois torneios amadores e de categoria mista. Ou seja, em cada time jogam três homens e três mulheres. De acordo com ela, a organização de cada competição amadora cria suas próprias regras. Nessas disputas, ela teve que apresentar exames hormonais para comprovação de que poderia entrar na cota feminina.

A atleta disse ainda que viu a desistência de muitas mulheres transsexuais na modalidade e que isso fez com que ela persistisse ainda mais. “Nós devemos correr atrás do que queremos, somos a geração da mudança. As pessoas vão querer nos barrar, mas não devemos desistir se aquilo é o nosso sonho”, desabafou.
Torneio
O time de Isabelle joga no, às 12h, no Ginásio Cobra, em São José dos Pinhais. O torneio é organizado pelo Galatasaray Voleibol. No campeonato, os jogadores usam um uniforme com a hashtag “#SomosTodosIsabelle”. A ação é em resposta ao preconceito sofrido por ela em um dos jogos que participou.

Do G1
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Transerviços: Novo site conecta transexuais e travestis a empresas

 Vítimas do preconceito e da exclusão, transexuais e travestis vivem à margem do mercado de trabalho formal, situação que coloca este grupo em situação ainda mais vulnerável. Para amenizar esse quadro de falta de oportunidades, foi lançada, no início deste mês, a plataforma online Transerviços (http://www.transervicos.com.br/), que funciona como uma espécie de catálogo, onde travestis e transgêneros podem oferecer trabalhos autônomos em diversas áreas.

— É muito difícil conscientizar empresas inteiras, especialmente as maiores, sobre a necessidade de inclusão desse público. Por isso, a plataforma foi pensada como uma maneira de dar publicidade à força de trabalhos de travestis e transexuais. Assim, no site, eles conseguem oferecer seu trabalho e, quem precisa do serviço, pode contratá-los — explica Daniela Andrade, cocriadora do site.
Para ter acesso ao serviço, basta que a pessoa se cadastre no site com informações pessoais e o detalhamento do serviço que deseja oferecer.
Atualmente, segundo estimativa da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das mulheres transexuais conseguem trabalhar apenas com a prostituição, e os homens estão sujeitos ao subemprego. Dessa maneira, de acordo com a entidade, quase a totalidade das pessoas sob essas condições, no Brasil, nunca consegue acessar o mercado de trabalho formal, com carteira assinada.
— Não é uma questão de formação ou qualificação profissional que, na maioria das vezes, nós temos. É questão de inclusão e falta de políticas públicas específicas — destacou a travesti e presidente da Antra, Keila Simpson.
Nascida no Rio Grande do Norte e moradora do Rio há oito anos, a transexual Biancka Fernandes, de 28 anos, é exceção à regra de exclusão no mercado de trabalho. Após passar por dificuldades, como a maioria das pessoas trans, hoje ela faz parte do setor administrativo do Instituto Nacional de Infectologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
— Estou há mais de um ano no emprego e fui muito bem recebida. Passei por muito preconceito para chegar até aqui, mas poder trabalhar é uma questão de cidadania — contou Biancka que, nas horas vagas, é atriz no Instituto do Ator.
Diversidade no Teatro Rival
Tradicional casa de espetáculos do Rio, o Teatro Rival, no Centro, se orgulha de ter em seus quadros funcionários transexuais. Três dos postos mais importantes para o funcionamento da casa, segundo a administração, são comandados por pessoas trans. Da recepção ao bar, o espaço cultural optou pela inclusão.
— O Rival é precursor da inclusão há 70 anos, e fazemos questão de continuar assim. Então, quando reinauguramos a casa, resolvemos buscar mão de obra na diversidade, e deu muito certo — disse Bianca Barbosa, sócia do teatro.
A contratação de pessoas trans, porém, ainda passa pela burocracia. Segundo Bianca, questões como o nome social, aquele que é usado pela travesti ou transexual, diferente daquele da identidade, ainda não é respeitado, o que causa constrangimento.
— Todos eles trabalham com carteira assinada e, no momento da contratação, enfrentamos dificuldades burocráticas em relação a isso. É preciso mudar, para que o processo de inclusão seja mais efetivo — ressaltou.



Entre as funcionárias estão a caixa Danny Santos, de 29 anos, e a recepcionista Selena dos Santos Benício, de 21. Ambas se orgulham de poder, hoje, usufruir dos benefícios trabalhistas, como qualquer profissional.
— É ótimo poder trabalhar com carteira assinada, especialmente num lugar onde nos respeitam — afirmou Danny.
Selena disse não sentir saudade da prostituição:
— Sempre estive na informalidade, e esta tem sido a melhor chance da minha vida.
Projeto Prepara Nem investe na formação de travestis e transexuais
Para além das cores rosa, azul e branco, da bandeira que representa o orgulho trans, a Casa Nem, que funciona na Lapa, na região central do Rio, trabalha para dar formação profissional e tentar ampliar o horizonte de travestis e transexuais. No local, a população marginalizada tem acesso a cursos de modelagem, corte e costura e até a um pré-vestibular, o Prepara Nem.
— Aqui é um lugar de passagem. Recebemos travestis e transexuais, abrigamos todo mundo, mas queremos emponderar e dar educação para que as pessoas consigam se incluir na sociedade — disse a idealizadora e coordenadora da Casa Nem, Indianara Siqueira.
Além do pré-vestibular no Rio, que oferece 20 vagas, o projeto também tem curso preparatório na Maré, em Niterói e na Zona Oeste do Rio.




“O mercado não está preparado para nós”, diz Halux Maranhão
— A questão central em torno do debate sobre nossa exclusão do mercado de trabalho passa, antes de tudo, pelo preconceito. Tiram nossas oportunidades sem que analisem nossas qualificações para o trabalho. Eu, como homem trans e indígena, enfrento mais dificuldade. Sou técnico de enfermagem por formação, mas nunca consegui emprego. O motivo? Preconceito. O mercado não está preparado para nós.

Do Extra
 
 
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Umuarama Paraná terá primeira transexual candidata à vereadora

A Estudante Nicole Vieira Fernandes, de 20 anos, conseguiu oficializar candidatura pelo PRP. Movimentação, segundo ela, representa a ruptura de paradigma preconceituoso.
A estudante Nicole Vieira Fernandes, 20, é a primeira transexual a conseguir oficializar sua candidatura à Câmara Municipal de Umuarama dentro da cota de 30% de candidaturas femininas estabelecida pela legislação eleitoral.
A candidatura da transexual pelo Partido Republicano Progressista (PRP) é a ruptura de um paradigma preconceituoso. “Participei das últimas reuniões decisivas do partido, gostei, e resolvi aceitar o convite”, disse.
Para a candidata houve um grande avanço na militância de travestis e transexuais que antes eram “vítimas” das pautas relacionadas à saúde em consequência da padronização do gênero apenas com relação ao sexo.
Na concepção de Nicole, a sua comunidade está ocupando espaços importantes na sociedade e em outras produtoras e difusoras de conhecimento, e se fazendo presentes em movimentos defensores das minorias negra, lésbica, gay, bissexual, travesti e transgênera.
“Ainda está muito recente a ideia do desafio que teve total apoio da minha mãe, que de início até achou estranho, imaginando que os amigos iriam debochar, mas agora, ela viu que a responsabilidade é real e importante”, revelou a estudante.
Com base na coligação que seu partido está incluído, a transexual imagina que será preciso a obtenção de aproximadamente 1,5 mil votos para a sua eleição à Câmara Municipal de Umuarama.
Informações do portal OBemdito.
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A história de Kamila Barros: A voluntária transexual que celebra respeito no Rio 2016

"Quando não tinha mais barreiras, eu resolvi encarar. Falei para a minha mãe que ia ao salão colocar cabelo. Coloquei a roupa que levei e o mega hair também. Demorou umas seis horas. Entrei no salão menino e sai menina. Tirei um peso. Hoje em dia, me identifico. Sou o que sou, o que sempre quis ser. Não tem mais espaço para mentiras."
Sem mentiras, hoje ela é Kamila Barros. E contou assim ao ESPN.com.br sobre o dia em que tomou a decisão de realizar seu sonho de ser mulher. A transexual vive seus novos dias há cinco anos e, a partir deste sábado, vai comemorar mais uma conquista: seu nome de mulher está estampado no crachá que carregará no pescoço para trabalhar como uma das 50 mil voluntárias dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Atrás do cartão de identificação estará seu nome de batismo, Jair, mas quem se importa? "Sempre gostei de esporte. Então pensei, por que não? Me inscrevi e deu certo. Na inscrição tinha um espaço em que eu podia colocar o nome que queria ser chamada. Coloquei Kamila. O Comitê Organizador está de parabéns. Me respeitaram muito. Atrás do crachá, terá meu nome do RG. Mas não importa porque ninguém vai ver."
Por trás do rosto sereno, que transparece alegria, bondade e, agora, paz de espirito, há marcas que o preconceito e o medo deixaram. Ela e a mãe vieram para o Rio de Janeiro há cinco anos, quando seu pai, também chamado Jair, faleceu por um câncer. Antes disse, ela se ‘escondia'. Pelo estilo ‘durão' que via no pai, nunca teve coragem de assumir quem era - ou queria ser.
"Com meu pai nunca tive... nunca foi afeto de pai e filho. Ele era alcoólatra, tinha muitas brigas com a minha mãe. Isso foi me dando um amargo dele. Não quis me assumir para não gerar conflito. Cheguei a levar uma suposta namorada em casa para enganar. Era lésbica. Teatro dos dois (risos). Não tive coragem. Mas hoje eu contaria, sem medo. Fiquei mais forte."
Os preconceitos deixaram Kamila mais forte. Quando ainda morava em Natal, começou a trabalhar como técnica de enfermagem logo depois que começou a tomar hormônios. E então, sem mais nem menos, foi demitida.
"Todo mundo sabe (o motivo). Eu já estava com feições femininas. Foi o primeiro preconceito forte que sofri. Eu fazia o que eu gostava, que era a ajudar o próximo. Como doeu, não penso em voltar para a enfermagem. Só quero um trabalho digno. Mando currículo e está Jair. Aí quando chego veem que é outra pessoa. Falam que vão ligar, e não ligam."
A dificuldade em conseguir um trabalho forma levou Kamila à prostituição. Nesse momento da conversa, ela avisa que não gosta muito de falar sobre isso. Mas fala. "Não gosto. Faço porque tenho que pagar minhas contas e a sociedade não me dá chance de mostrar que tenho valor. Já tive cliente que saiu comigo e depois, quando me viu na rua, virou a cara."
O sonho de Kamila, além de ser mulher, sempre foi ser atleta. Praticante de muitos esportes na infância e jogadora assídua de vôlei aos fins de semana no Rio, era goleiro no futsal. Mas abriu mão do projeto para ser transexual porque tem silicone nos seios, no bumbum e no quadril e acha que acabaria se machucando com as quedas nos jogos.
Ser mulher também ainda não é um sonho totalmente realizado. "Só serei feliz por completo quando eu fizer a operação. Mas no SUS tem muita fila. Conheço gente que está esperando já nove anos. E no particular é muito caro. Uns R$ 30 mil. Mas estou juntando o dinheiro em um cofrinho e se deus quiser vou conseguir. Também falta mudar o RG. Vai facilitar para conseguir um emprego."
Enquanto isso, ao menos pode comemorar a conquista de ter sido aceita como é no time de voluntários dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro. Uma entre os mais de 50 mil que vão trabalhar de 5 a 21 de agosto e de 7 a 18 de setembro. Kamila começa a jornada neste sábado, das 8h30 às 15h. Vai coordenar uma equipe de atendimento ao público nos eventos de ciclismo, maratona aquática e triatlo.

Do ESPN
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Modelo transexual Gigi Lazzarato é detida no aeroporto de Dubai: "Assustador"


Gigi Lazzarato, 23 anos, é uma celebridade transgênero da internet conhecida como Gigi Gorgeous e uma porta-voz para as marcas tradicionais, como Too Faced Cosmetics, Pantene e Crest. Ela começou seu canal no YouTube, em 2008, de sua casa em Mississauga, subúrbio de Toronto, quando era conhecida como Gregory Gorgeous; hoje tem mais de 2 milhões de fãs. 
A modelo transexual Gigi Gorgeous, de 24 anos, melhor amiga de Kylie Jenner, a caçula do clã Kardashian/Jenner, ficou detida no aeroporto de Dubai por mais de cinco horas. Segundo o TMZ, ela foi parada pela imigração e um oficial teria dito que ela não poderia entrar no país por ser transgênera.
Gigi nasceu Gregory Lazzarato, mas seu passaporte teria sido atualizado para o nome "Gigi Loren" após a oficialização da transição de gênero. Policiais do aeroporto dizem outra história. Segundo eles, o passaporte a descreve como homem e a foto também mostra Gigi como homem.
"Depois de ser presa e mantida no aeroporto de Dubai por mais de cinco horas, este foi o momento em que meu bebê veio para me resgatar. Ontem foi um dos momentos mais assustadores da minha vida e não desejaria isso a ninguém. Como você pode ser proibida de entrar em algum lugar apenas por causa de quem você é. É nojento e também muito assustador. Isso prova ainda mais a necessidade de mudança. Agora estou a caminho de um lugar mais tolerante. Seguro, sadio e feliz", escreveu ela, no Instagram, onde postou foto abraçada no amigo, o vlogger Nats Getty.
De acordo com o TMZ, em Dubai a "imitação de mulher por homem" é ilegal e a violação pode dar um ano de prisão.

Do Quem

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Modelo Transexual Gigi Gorgeous conquista os Estados Unidos

Em uma noite de terça-feira, não muito tempo atrás, a estrela do YouTube conhecida como Gigi Gorgeous entrou no Nice Guy, o tipo de restaurante que se orgulha de ser frequentado por Justin Bieber e pela família Kardashian.
Após uma breve conversa no bar com seu assessor e um amigo - um sujeito chamado Nick que usava um boné branco da Chanel - ela foi para a cozinha onde, em meio a latas de tomate e o barulho das panelas, havia uma mesa à luz de velas para seis.
"Tenho que ter minha mesa de mafiosos", afirmou ela, jogando seus longos cabelos loiros para trás.
O nome Gigi Lazzarato pode não ser muito familiar, mas ela recebe o tratamento "It Girl" no Nice Guy e em muitos outros lugares nesta cidade. No ano passado, chamou a atenção de James Goldstein, um colecionador de arte e fã de basquete, em uma festa que ele ofereceu para o estilista Jeremy Scott e a Longchamp, a marca francesa de bolsas.
"Ele gosta das loiras. Foi o que me disse", disse Gigi, de 23 anos, sobre Goldstein.
Algumas semanas depois, ela chamou a atenção quando surgiu de braços dados com August Getty, outro estilista, em um desfile de sua última coleção nos estúdios da Universal.
Destacando-se da multidão em um vestido branco justíssimo com recortes estratégicos - ela tem mais de 1,70 m de altura e prefere saltos de, no mínimo, 10 centímetros - Gigi parecia uma Bond Girl.
"Você nem imagina quantas pessoas eu vi naquele dia. Foi um turbilhão. Centenas de rostos", disse ela.
O rosto de Gigi, ainda não tão conhecido, lhe garante uma vida bem tranquila graças a parcerias com empresas, incluindo Too Faced Cosmetics, Pantene e Crest, para avaliar seus produtos de beleza online. Isso não seria nada de mais, exceto pelo fato de que Gigi é transgênero.
Ela começou seu canal no YouTube, em 2008, de sua casa em Mississauga, subúrbio de Toronto, quando era conhecida como Gregory Gorgeous. Hoje tem mais de 2 milhões de fãs.
Gigi fala não só sobre maquiagem, mas também sobre sua transição de homem para mulher e as consequentes alegrias e desafios.
"Trabalhei duro para chegar onde estou para não me divertir com minha vida. Então, se alguma coisa não está dando certo, mude, garota!"

Gigi teve uma educação católica e tem um irmão mais velho e um mais novo. Ela se recorda de que, na infância, sempre se sentiu mais como menina que como o garoto chamado Gregory. Contou que usava a maquiagem da mãe desde bem pequena e prendia um pano de prato na cabeça com uma faixa para simular o cabelo longo.
Inspirada por uma amiga que lhe mostrou a novidade de vídeos ensinando maquiagem no YouTube, começou a criar alguns sozinha. Também disse aos pais que era gay. Seu pai, David Lazzarato, executivo de uma empresa de mídia que está agora aposentado, foi solidário, disse ela, e sua mãe, Judy, dona de casa, foi ainda mais.
"Minha mãe, quando comecei a usar maquiagem, se mostrou muito protetora. Eu postava um vídeo, obviamente não anunciava o que estava postando e, quando a encontrava, meia hora depois, ela dizia: 'Adorei o vídeo que acabou de fazer'. Ela era sempre a primeira. Não se envergonhava."
Quando Gigi tinha 19 anos, a mãe morreu de leucemia. Ela havia se matriculado em um curso de moda, mas largou para continuar sua carreira no YouTube e já estava morando sozinha em Toronto, atuando, conhecendo gente e explorando sua sexualidade.
Segundo ela, um encontro em Nova York com a artista performática transexual Amanda Lepore ajudou a convencê-la a aceitar seu desejo de ser mulher, o que a fez começar uma terapia hormonal. Estava preocupada em perder seu batalhão de seguidores, que não parava de crescer e, na época, girava em torno de 500 mil.
"Minha audiência naquela época me dizia: 'Você é incrível. Você é meu ídolo'. Não queria decepcionar ninguém. Queria continuar a ser a pessoa que amavam", disse Gigi.

Ela se revelou transgênero na internet em 2013, em um vídeo que incluiu um pedido de desculpas por não postar nada muito pessoal online no ano anterior. Seguiu-se uma manifestação de apoio.
E então, surpreendentemente, vieram alguns patrocínios de produtos populares, incluindo a campanha publicitária da Crest do Canadá: "Por causa do sorriso lindo, branco, e porque ela atinge os consumidores que buscam novas soluções de beleza", escreveu por e-mail um porta-voz da empresa.
Em 2014, Gigi se mudou para Los Angeles, em parte tentando ser atriz, e fez amizade com Miley Cyrus, depois de uma noite louca no Bootsy Bellows, um clube noturno de West Hollywood. ("Não sabemos sobre o que falamos, mas temos uma vaga lembrança de termos nos conhecido", disse Gigi.)
Gigi colabora com Getty por causa de sua coleção, servindo como musa, modelo e apoio moral.
"Era como um irmão e uma irmã; me lembrei de Gianni e Donatella na passarela", disse Getty, referindo-se aos Versace, sobre a companhia de Gigi no desfile no estúdio da Universal.
"Eu valorizo muito suas ideias quando se trata da altura das bainhas. Para mim, ela é a mulher ideal. Tem uma alma muito feminina", disse Getty.
Gigi permanece fiel à internet, postando novos vídeos quase toda semana. Ela edita tudo sozinha, no típico estilo Gigi Gorgeous: cortes e discurso rápidos, rosto impecável, bem maquiado, e sempre finaliza com o logotipo de uma impressão labial, que serve de selo de aprovação.
Em uma manhã de segunda em seu apartamento, em West Hollywood, usando um roupão de seda magenta e ignorando o telefone que não parava de tocar, ela se maquiou com a mesma facilidade com que Bob Ross pinta arvorezinhas felizes.
Gigi não esconde nada sobre sua aparência - em um vídeo de 2014, listou cinco procedimentos cirúrgicos que havia feito -, mas é mais cautelosa sobre tratamentos médicos. Quando perguntada se planeja fazer mais cirurgias plásticas, disse: "Acho que agora estou totalmente bem".
Para cada post com confissões sobre como se tornar uma mulher, há uma meia dúzia de vídeos sobre sua dieta, namorados recentes ou o conteúdo de sua bolsa. Ela está tendo aulas de atuação e disse que espera ansiosamente o dia em que um diretor escale um ator transgênero para um filme sem que o fato seja algo do outro mundo.
Enquanto isso, a equipe de um documentário a segue, produzindo material para um filme sobre Gigi que talvez vá para o Festival de Cinema de Sundance de 2017.
Há alguma coisa que não se saiba sobre alguém que narrou seus últimos oito anos de vida online?
"Ainda não revelei um monte de coisas. Coisas pessoais. Todos vão ter que esperar para ver."
O canal do YouTube vai continuar, para felicidade dela e dos fãs.
"Sempre acontece alguma coisa diferente no dia e, se eu não filmar e não gravar, acabo esquecendo. Olho para trás e digo: 'Meu Deus, isso aconteceu'".



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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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