Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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LGBTs antecipam casamentos, com receio de retrocessos no próximo governo




Em entrevista ao portal Brasil de Fato, a youtuber LGBT do Canal das Bee, Jéssica Tauane, revelou que decidiu se casar com a namorada, Julia Azevedo, com quem tem um relacionamento há dois anos e meio.
Acontece que o motivo da união neste exato momento vai além do relacionamento delas: é também por medo de eventuais perdas de direitos no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

O receio não vem à toa. A própria Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil recomendou oficializar a união até o fim do ano para “quem quiser ter direitos garantidos”.
Pra quem não sabe, o casamento homoafetivo no Brasil não é lei. Não existe um âmparo legal de peso que garanta o direito e o impeça de ser revogado. O que existe é uma jurisprudência: uma medida do STF que, em 2011, garantiu por unanimidade que uniões homoafetivas tenham os mesmos direitos da união hétero no Brasil.
E assim viemos de lá pra cá, sem conseguir aprovar como lei o casamento gay até agora, com um congresso mais conservador que o outro sendo eleito.

O que acontece agora é que, em um governo de um presidente que sempre se disse contra os direitos LGBTs, exatamente pela ausência de uma lei que nos garanta este direito de maneira irrevogável, este mesmo presidente tem condições de eventualmente baixar medidas provisórias ou, em uma canetada, negar o acesso a direitos já adquiridos.
É verdade que seria um verdadeiro tiro no pé um governo cutucar esse vespeiro gratuitamente, impedindo a união de milhares de casais que já legalizaram suas uniões e vivem muito bem assim, e também impedir a legalização dos futuros casais. Mas é melhor não pagar pra ver, não é mesmo?
Vale lembrar que recentemente, ainda em campanha, Bolsonaro assinou um documento de um grupo católico se comprometendo a barrar avanços LGBT em um futuro governo.
Outro risco fora uma decisão arbitrária do presidente assumidamente homofóbico Bolsonaro, é o mesmo indicar novos ministros ao STF (com a saída de antigos por aposentadoria ou morte) que alterem a jurisprudência existente sobre a união homoafetiva. Vale lembrar que Bolsonaro já sugeriu não apenas indicar novos juízes ao STF, mas também ampliar de 11 para 22 o número de representantes do STF.
Em um cenário hipotético e terrível, se em sua maioria, esses novos juízes tiverem os mesmos pensamentos retrógrados que o presidente, podemos perder os poucos direitos que já conquistamos por igualdade no Brasil.
Conforme Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse à reportagem: “Não existe legislação no Brasil assegurando qualquer direito da população LGBTI+”.
A recomendação segundo ela, seria então, diante da ameaça simbolizada por Bolsonaro, que os casais homoafetivos que desejam consumar sua união num futuro próximo, se antecipem até o fim deste ano para preservar seus direitos à pensão, à previdência, à partilha de bens, etc.
Nas palavras de Maria Berenice Dias: “Oficializem até o final do ano seus relacionamentos porque os casamentos realizados daqui até lá não podem ser anulados. Um receio que existe é de eventualmente, a partir da posse, um presidente absolutamente homofóbico, conservador e retrógrado, tomar alguma iniciativa neste sentido. Ele tem a faculdade de baixar medidas provisórias, essa caneta ele tem na mão, e eventualmente pode ser que baixe algo que tenha força de lei, negando acesso ao casamento, o que teria mais força do que uma decisão do STF, que só se constitui pela jurisprudência”, afirmou à reportagem.
Seria um cenário péssimo pra todos os LGBTs que se casaram ou querem se casar, mas quem já adquiriu um direito, terá mais dificuldade em perdê-lo mesmo com um veto do presidente, que atingiria diretamente muito mais as futuras uniões.
Foi justamente o que consideraram Jéssica e Júlia: “A gente já queria se casar, mas estávamos aguardando o momento mais oportuno financeiramente. Mas é muito instável, a jurisprudência pode mudar. Como não foi construída em lei, temos medo de daqui a pouco não conseguirmos mais.”, contou a youtuber à reportagem do Brasil de Fato.

Os números de casamentos homoafetivos nos cartórios vêm aumentando desde 2013, quando foram 3.701 registros. Em 2017, o número chegou a 6.746. Neste mês de outubro, foram 81 processos de união afetiva confirmados.







Julia Azevedo e Jéssica Tauane (foto) são namoradas há dois anos e meio. No sábado (27), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, elas decidiram dar entrada no processo de união civil homoafetiva no cartório. A decisão, que está se tornando um movimento da população LGBTI no país, veio como uma resposta política ao receio de que o próximo governo eleito, de Jair Bolsonaro (PSL), retire seus direitos.
Bolsonaro, conhecido pelos históricos discursos preconceituosos contra diferentes grupos sociais, já chegou a afirmar publicamente agressões como: "ter filho gay é falta de porrada". No dia 12 de outubro, durante a campanha eleitoral, o candidato assinou um termo da organização Voto Católico Brasil no qual se comprometeu a defender a família "constituída de acordo com o ensinamento da Igreja" e o "verdadeiro sentido do Matrimônio (sic), como união entre homem e mulher".
Segundo Julia, o casamento não estava nos planos atuais do casal, mas, com a conjuntura política, acabou entrando.
"É uma burocracia, a gente ia fazer mais para frente, mas sabendo das coisas que poderiam acontecer a gente não queria arriscar. Quando a falamos que estávamos nos programando de casar, os amigos ficaram assustados, falando que eles [o governo] vão saber quem é quem, terão documentos. Eu pensei, se eu não puder fazer isso agora, por medo disso… Agora se a gente precisar pedir refúgio, ou algo do tipo, temos um comprovante. Não é o que queremos fazer, mas se for desse jeito, perseguição como na Ditadura, será assim", afirmou, em entrevista ao Brasil de Fato, do apartamento de sua família.
O resultado do pleito havia acabado de ser divulgado quando a reportagem chegou à casa, onde Jessica também estava. Comunicadora social, Jéssica foi fundadora do Canal das Bee, um canal no Youtube que trata de temas LGBTI+ e hoje reúne mais de 350 mil seguidores. A youtuber esperou um tempo para se recuperar, e, com uma bandeira do movimento, com as cores do arco-íris, e uma voz entrecortada pelo choro, contou que nunca realmente havia acredito na possibilidade da eleição do capitão reformado do Exército.
"Deu tempo de ele aprender que o que ele estava falando estava machucando pessoas, virando violências concretas. Não foi por falta de diálogo. O que fez ele ganhar agora foi o preconceito do brasileiro, esse negócio de que a galera de grupo minorizado quer privilégio e faz 'mimimi'. A gente anda muito menos já na rua, sabe, ainda mais por sermos duas minas. As pessoas são sempre homofóbicas, agora elas vão ter um presidente que tem orgulho de ser também. Isso vai potencializar. Ele vai instigar. É uma cartada tão genial, porque o sangue não vai sair da mão dele. Eu prefiro muito acreditar que eles estão enganados, porque senão eu fico desesperançosa da vida mesmo", lamentou.
Em uma foto postada nas respectivas redes sociais o casal teve muito apoio dos seguidores, e também recebeu comentários de diferentes pessoas afirmando que pretendiam fazer o mesmo. A preocupação vem estimulado a mesma decisão em muitos casais. É o caso do oficial da Defensoria Pública de São Paulo Matheus Rodrigues dos Santos Silva. Ele já mora com o namorado, Guilherme Zagonel Silva, há um ano, e namora há mais de seis.
"A gente já queria se casar, mas estávamos aguardando o momento mais oportuno financeiramente. Mas é muito instável, a jurisprudência pode mudar. Como não foi construída em lei, temos medo de daqui a pouco não conseguirmos mais. Como é um assunto que eu acompanho bastante eu falei pra gente aguardar, tentar segurar até o meio do ano que vem, mas com um pouco de receio, a qualquer momento pode ser que não dê mais", afirmou.
Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 175, pela qual ficou estabelecido que casais do mesmo sexo teriam direito ao casamento civil, e que tabeliães e juízes ficaram proibidos de se recusar a registrar qualquer união do tipo. Como explicou Matheus, no entanto, a resolução não tem força de lei. Um projeto do Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, formulado em 2011 e apresentado em 2017 no Senado, ainda tramita no Congresso Nacional.
Sem garantias
Segundo Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), "não existe legislação no Brasil assegurando qualquer direito da população LGBTI+". Ela recomenda que, por esse motivo, e diante da ameaça simbolizada por Bolsonaro, os casais se antecipem para preservar os direitos garantidos "à pensão, à Previdência, à partilha de bens".
"O que existe é uma justiça sensível que, atenta a esse segmento, começou a assegurar direitos. A recomendação feita, para as pessoas que quiserem, é que oficializem até o final do ano seus relacionamentos. Porque os casamentos realizados daqui até lá não podem ser anulados. Um receio que existe é de eventualmente, a partir da posse, um presidente absolutamente homofóbico, conservador e retrógrado, tomar alguma iniciativa. Ele tem a faculdade de baixar medidas provisórias, essa caneta ele tem na mão, e eventualmente pode ser que baixe algo que tenha força de lei, negando acesso ao casamento, o que teria mais força do que uma decisão da justiça, que só se constitui pela jurisprudência. A jurisprudência existe aqui agora, no momento em que mudam os julgadores, as cortes, há a possibilidade de se trocar a jurisprudência, vão se renovando os tribunais", afirmou.
No entanto, o casamento, mesmo no civil, continua sendo caro no Brasil. Os valores atualizados de casamento em cartório em São Paulo, um dos mais altos do país, chegam a R$404,90. A urgência do casamento até o fim de 2018, portanto, exclui a parte dos casais LGBT que não teria como arcar com os custos. 
Para Matheus, a oficialização do matrimônio seria principalmente uma simbologia. "Eu acho importante a gente casar, como um ato político. A união estável é importante principalmente pela questão patrimonial, se um de nós falecer ou precisar de aposentadoria, esse tipo de coisa pode ser restringida. Mas no nosso caso talvez não enfrentássemos muitos problemas porque nossas famílias estão super de acordo com a gente. Mas o que me deixa muito triste é no caso de pais que não aceitaram a vida inteira que o filho morasse com outro cara, o filho morre e os bens vão para os pais, e não para o companheiro, com quem ele construiu a vida", explicou, completando que sua principal preocupação não é a eleição de Bolsonaro, mas de uma grande bancada que o apoia no Congresso. Foram 52 Deputados Federais do PSL eleitos no primeiro turno dessas eleições.
A marcação política também foi uma questão importante considerada pela educadora e fotógrafa Cássia Oliveira, que há um mês realizou o processo da união estável com a companheira Iara Coutinho.
"Com toda certeza [é uma questão política], a gente sempre discute isso. Fizemos questão de ir lá, assinar, por ser uma questão política dos nossos direitos, e pensamos em fazer o casamento tradicional um pouco mais para frente para reafirmar isso, de que temos esse direito não só perante a lei, mas aos amigos e a família. Ontem depois do resultado eu fiquei desacreditada, não vivi para ver isso no Brasil. Hoje caiu a ficha, eu vi uma notícia dizendo que em 2017 aumentou 30% a violência contra LGBTs e fico pirando mesmo. Não tem como não ter medo. Mas na verdade, me sinto fortalecida", afirmou.
Segundo dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo, os dados nacionais do Registro Civil mostram que os números de casamentos homoafetivos nos cartórios vêm aumentando desde 2013, quando foram 3.701 registros. Em 2017, o número chegou a 6.746. Neste mês de outubro, foram 81 processos de união afetiva confirmados.
Do Brasil de Fato - Edição: Diego Sartorato
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Trans filma escondido momento em que chefe a assedia sexualmente

A americana Makana Milho (foto a lado), transgênero, 21 anos, filmou o momento em que seu chefe a assedia sexualmente no horário do trabalho. Makana conta que trabalha como faxineira em uma empresa e Honolulu, no Havia (EUA) quando no horário do expediente foi abordada pelo chefe Harold Villanueva Jr, 47 anos.

Ela disse que estava limpando o banheiro quando ele chegou e deu um "beliscão" em seu bumbum e depois a chamou para ir até o carro. A americana percebeu que ia ser assediada e resolver filmar tudo escondido com o celular. O homem disse que queria fazer sexo e que, em troca, "ajudaria a funcionária na empresa". 

Em entrevista ao jornal The Daily Beast, ela conta que o chefe já havida 'dado em cima dela outras vezes e que estava na cara que ele a 'obrigaria a fazer algo'. Ressalta ainda: "Tive medo. Cheguei a pensar que ele fosse tentar me violentar, mesmo ali, no estacionamento".

Após publicar na internet, a transmissão que dura em torno de 30 minutos, teve mais de 200 mil visualizações e cerca de 10 mil compartilhamentos.

No início do assédio, o chefe pede para que Makana faça sexo oral nele e avisa que "se você fizer sexo comigo, poderá sair mais cedo do trabalho hoje".

Para fugir do assédio, a funcionária avisa, durante a filmagem, que preferia fazer sexo com camisinha e que iria buscar ali perto um preservativo. "Fiz isso para escapar", confessa a trans.

Após ela dizer que não queria fazer sexo com ele e ouvir de volta muitas ameaças, a jovem consegue escapar e posta as imagens no facebook, marcando a polícia da cidade que acabou prendendo o chefe. Ele ficou detido e foi solto após pagar fiança.

Em nota, a empresa se posicionou dando uma suspensão a Harold e disse que vai aguardar o resultado da investigação e afirmou ainda que ele poderá até mesmo ser demitido. Mokana trabalha como temporária na empresa por determinação da Justiça. Ela cumpre pena por ter furtado uma bolsa em uma loja de luxo em 2014.

Nas redes sociais, a americana chegou a ser acusada de que teria "estimulado o chefe" a fazer tudo aquilo. Ela responde as acusações: "Absurdo. Estava trabalhando. Já tinha sofrido assédio, mas precisava ficar na empresa até o último dia por determinação da Justiça" e ressalta ainda que não fez nada. "Ele quem começou a me assediar e tentou passar a mão em mim algumas vezes" e que fez isso porque muitas mulheres, trans e até mesmo homem passam por isso.

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Dez alunas denunciam professor de universidade em SC por crimes sexuais

Pelo menos dez alunas da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) denunciaram um professor de história por abuso sexual e estupro. Os casos vieram à tona depois que uma delas registrou boletim de ocorrência, no final de fevereiro, alegando ter sido estuprada pelo docente na casa dele.
Na sequência, outras nove alunas do mesmo professor procuraram a polícia e relataram abusos cometidos dentro da instituição. Os últimos três casos foram registrados na quinta-feira, 29. A universidade abriu uma sindicância interna e o professor pediu afastamento por razões médicas.
O delegado Paulo de Deus, da 6ª Delegacia de Polícia da Capital, diz que os relatos das novas vítimas são parecidos com os depoimentos já colhidos e que os indícios apontam para prática de assédio sexual, com pena prevista de um a dois anos. Já o caso de estupro, o primeiro a ser denunciado, teve inquérito encaminhado à Delegacia de Palhoça, município da Grande Florianópolis onde teria ocorrido o fato. Nesse caso, se condenado, o professor pode pegar de seis a 12 anos de prisão em regime fechado. 
A advogada Isadora Tavares, que representa nove das dez supostas vítimas, conta que após a denúncia por estupro as alunas começaram a conversar entre si sobre o assunto e descobriram que o professor mantinha postura semelhante com diversas alunas na sala de orientação pedagógica, momento em que ficava sozinho com elas.
"Várias delas perceberam que tinham sofrido algum tipo de assédio sexual, mas como tudo isso ocorria quando estavam sozinhas com ele achavam que poderia ser uma coisa mais pessoal e não comentavam isso entre elas", disse Isadora Tavares.
Os relatos à polícia revelam que o professor acariciava e tocava as partes íntimas das alunas durante as orientações. As vítimas ainda contam que o professor relativizava as situações argumentando que era uma pessoa importante, mas que as alunas não davam valor ao tempo em que tinham para ficar com ele.
Após as denúncias, todas as alunas do projeto de pesquisa ligado ao professor anunciaram a saída do grupo acadêmico. Elas também realizaram um ato, em frente à universidade, onde cobraram medidas da reitoria contra os abusos dentro da instituição. Cartazes foram espalhados pelo centro da cidade cobrando que as mulheres denunciem os casos de abusos sofridos na instituição.
A Udesc se manifestou por meio de nota e informou a abertura de uma sindicância que será conduzida pela Procuradoria-Geral do Estado. Segundo a universidade, as providências serão tomadas após a conclusão da investigação.
Denúncia de estupro. A jovem de 21 anos que procurou a polícia em fevereiro para denunciar o caso de estupro conhecia o professor antes mesmo de entrar na universidade - relação de amizade que se estendia à mulher e a sogra do docente. A aluna teria sido violentada após um jantar que marcou para pedir orientações acadêmicas, segundo relato em sua denúncia.
"Ele era uma referência acadêmica para ela e tinham uma relação de amizade. Mas ele se aproveitou dessa condição", explica a advogada Daniela Félix, que representa a aluna no inquérito. Segundo Daniela, naquele dia, os dois beberam além da conta e para que a jovem não precisasse ir embora tarde para uma das comunidades da periferia de Florianópolis, onde mora com a família, o professor ofereceu a casa para ela passar a noite.
"Como ela conhecia a família dele, achou que a mulher e a sogra estariam em casa. Mas não foi o que aconteceu", emenda dizendo que não houve violência, mas que a condição de amigos e a confiança que a aluna depositava no docente a colocou em uma situação de fragilidade.
"O estupro nem sempre ocorre com violência. O que caracteriza o estupro é a violação do corpo sem consentimento da vítima. E foi isso que aconteceu naquela noite. Ela teve uma relação não consentida com o professor", explicou a advogada.
Defesa. O advogado do professor, Hédio Silva Júnior, diz que seu cliente está abalado com as denúncias e por este motivo pediu afastamento da universidade para tratamento. Segundo a defesa, o professor nega as acusações de abuso e diz que os relatos das estudantes não trazem provas. "Em um dos casos a aluna diz que o professor olhou para ela profundamente. No fim do processo vamos provar a inocência dele", disse Silva Júnior.
Já no caso de estupro, que teria ocorrido fora da instituição, a defesa do professor diz que a relação foi consensual. "Eles saíram para jantar e beberam. Passaram a noite toda juntos, foi consensual", explica a defesa.
Reconhecido nacional e internacionalmente na pesquisa acadêmica, o professor da Udesc era um dos mais respeitados na universidade e também era tido como referência bibliográfica por muitas das alunas que o acusam pelos abusos.

Por: Fábio Bispo, especial para o Estado, de Florianópolis 

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Alunas denunciam professor por assédio sexual

A informação é que o professor usava o aplicativo Whatsapp para enviar às alunas mensagens de conotação sexual.
Alunas de um colégio particular de Aracaju protestaram na manhã da última terça-feira, 24, para denunciar casos de assédio sexual por parte de um professor.
Um parente de uma das vítimas, que preferiu não se identificar, revelou que pelo menos 12 meninas teriam sido alvo das mensagens. O parente disse também que os pais dos alunos irão se mobilizar para denunciar o caso junto à Polícia Civil.
Não há confirmação oficial, mas a informação é de que o professor não está mais trabalhando na escola. 
O Portal Infonet tentou contato com a instituição, mas sem sucesso. A equipe de reportagem está à disposição para esclarecimentos por meio do telefone (79) 2106 8000 e do email jornalismo@infonet.com.br.
O Portal Infonet continuará apurando a situação e logo trará novas informações.


Colégio demite professor acusado de assédio

O professor acusado de praticar assédio sexual contra alunas matriculadas em uma escola particular de Aracaju está demitido. O diretor do estabelecimento de ensino, José Augusto do Nascimento, informou que a decisão pelo afastamento do acusado foi tomada no mesmo dia em que as alunas denunciaram episódios que se caracterizam, conforme frisou, como comportamento inadequado do profissional.
O diretor José Augusto diz que a instituição recebeu a denúncia na quinta-feira da semana passada, dia 19, por volta das 7h da manhã e às 11h30 o professor já estava afastado das funções no estabelecimento. Para tomar a decisão, conforme José Augusto, a direção da escola ouviu o acusado. Segundo o diretor, o professor teria dito que teria abordado as meninas, apenas dizendo que elas eram bonitas e que não o fez por maldade. “Não foi nada pejorativo”, considerou o diretor. “Mas, para a escola, o mais importante é a palavra das alunas, elas se sentiram incomodadas”, enalteceu.

O diretor garante que não há registros de mensagens enviadas por redes sociais a alunas nem também imagens ou gravação de voz. “Tudo foi verbalizado”, conta. O diretor informa que a direção da escola também ouviu os pais das alunas e que permanece dando a assistência necessária a todas as estudantes que se sentiram incomodadas com o “comportamento inadequado” do professor.

O caso não foi registrado pela Polícia, segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Para o diretor do estabelecimento de ensino, caberá aos pais tomar as decisões que considerar necessárias.

Por Cássia Santana do Infonet

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Projeto da prefeitura prepara travestis e transexuais para disputar emprego

Depois de três anos vivendo de trabalhos informais, como ficar horas em pé, debaixo de sol ou chuva, nos canteiros das ruas da Barra e do Recreio, segurando cartazes de lançamentos imobiliários da região, Carol Trajano não pensou duas vezes quando soube por um amigo que havia uma vaga de operadora de loja na Casa & Vídeo. Mandou o currículo e, no dia da entrevista, apareceu, como convém nesses casos, vestida e maquiada discretamente, com os longos cabelos louros presos. Aprovada pelo gerente, Carol hoje tem carteira assinada, fica na caixa e repõe mercadorias. Num país em que a taxa de desemprego não chega a 5,5%, o final feliz seria ordinariamente comum para qualquer jovem de 22 anos — mas não para ela. Carol não nasceu Carol. 

— Para uma travesti, conseguir emprego é igual a ganhar na Mega-Sena. É muito difícil — assegura.
Carol faz parte de uma força de trabalho numerosa e invisível, que não consta do Censo nem faz parte de qualquer estatística — a de travestis e transexuais. Ignoradas, as centenas de cariocas, talvez até alguns poucos milhares, que nasceram homens, mas hoje têm aparência e identidade — não a do RG, mas a subjetiva — femininas, enfrentam a rejeição do mercado de trabalho. Por mais qualificadas que sejam, por mais esforço que demonstrem e diplomas que exibam, as portas se fecham com estrondo. Para tentar mudar esse quadro, a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual do Rio tem apostado no projeto Damas, que, junto com secretarias municipais, procura fazer a inclusão social e profissional de travestis e transexuais, como noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO. 

As alunas têm, por cinco meses, aulas variadas, que vão de reforço escolar a palestras sobre hormônios e direitos civis. A teoria e a prática se alternam durante o curso: as alunas também aprendem como dar entrada no processo para mudar de nome na Justiça, procedimento que pode levar três anos. Atualmente, na Defensoria Pública, 35 pessoas aguardam sentença, e apenas cinco conseguiram efetuar a troca. As alunas são orientadas ainda sobre como fazer um currículo trans — o nome social deve sempre aparecer na frente, entre parênteses. Juntando experiências diferentes, travestis e transexuais que se prostituem com os que são sustentados pelos pais ou vivem de bicos, o Damas tem feito sucesso. Já atendeu cerca de 50 pessoas, deixou gente de fora por falta de vagas, mas as inscrições para uma nova turma de 20 alunas já estão abertas, pelo telefone 2976-9137.
— A ideia era atender apenas quem vivia da prostituição, mas nos surpreendemos com meninas que tinham formação em direito, psicologia pela PUC... Há pessoas qualificadas, mas uma dificuldade enorme dos empregadores. O projeto não tem como garantir emprego a ninguém, mas esperamos sensibilizar as empresas — diz Carlos Tufvesson, coordenador especial de Diversidade Sexual. 

Empresas ainda resistema contratar
Há pouco mais de um mês na Casa & Vídeo, Carol, que passou pelo Damas, sabe que seu caso é uma exceção:
— Pela primeira vez, posso trabalhar como sou. Uso o cabelo longo, passo sombra nos olhos. Trabalhei em lanchonete com meu nome de registro, masculino, no crachá. Os gerentes me mandavam cortar o cabelo, fingir que era homem. Agora, um cliente ou outro me olha torto, faz piada, mas eu sou muito bem tratada pela empresa.
A supervisora do Damas, Beatriz Cordeiro, ainda conta nos dedos das mãos quantas alunas conseguiram emprego.
— A história é sempre igual. As meninas participam de processos seletivos, fazem entrevista, treinamento. Mas, quando entregam os documentos para ser efetivadas e as empresas veem que o nome é masculino, é aquele choque. Os recrutadores dizem que foi um engano, que a vaga já havia sido preenchida — diz Beatriz, ela mesma uma transexual que já viveu na pele a experiência da rejeição diversas vezes. — Procurava empregos administrativos, sem contato com o público, mas nem assim conseguia. O empresariado é resistente.
Lara Lincoln foi uma das que conseguiram emprego através do Damas. Ela foi contratada como recepcionista pelo salão HBD Spa, em Ipanema. As clientes, diz, a aceitam. Já as senhoras da limpeza... 

— Algumas me chamavam de “ele”. Mas, com jeitinho, resolvi isso.
Para o pesquisador Guilherme Almeida, do Laboratório Integrado de Diversidade Sexual e de Gênero, Políticas e Direitos da Uerj, a situação só vai melhorar quando a mudança de nome (que, no Brasil, só é feita judicialmente) for menos burocrática:
— Na Argentina e em Portugal, basta procurar o cartório com laudo médico. Quando o empregador vir o nome feminino diante da figura feminina, terá mais facilidade para contratar.
Consultorias de RH evitam o tema
Não é difícil perceber que o assunto é tratado com muita reserva. Repórteres do GLOBO procuraram três consultorias de RH para que elas falassem sobre as dificuldades de contratação de travestis e transexuais. Duas disseram não ser possível marcar entrevistas, mesmo com mais de 48 horas de antecedência. Uma delas foi mais sincera: ninguém da empresa ia falar, porque o assunto era muito “espinhoso”.
Nesse universo que mistura preconceito e desinformação, muitos travestis e transexuais acabam no mercado do sexo. E quem disse que é fácil sair dele? Juliana Silva, de 31 anos, não esconde de ninguém que já vendeu o corpo na Zona Oeste, onde nasceu, e depois na Espanha e na Itália. Três anos de Europa bastaram para ela voltar com um pé de meia, investido num curso de técnica de enfermagem. Formada desde 2010, Juliana é a única da turma de 30 alunos que nunca conseguiu emprego. 

— Fiz inscrição em clínica particular, empresa de home care, mas ninguém me chama. Todos acham que o lugar da travesti e da transexual é só a prostituição. Ninguém dá chance. Você almoça fora todo dia? Tem alguma travesti no restaurante que você frequenta? Você conhece alguma jornalista transexual? — pergunta.
A dificuldade também foi sentida por Tatiana Crispim. Formada em direito, ela não conseguia vaga nem como atendente de telemarketing. Hoje, trabalha como assessora jurídica num escritório de advocacia, onde os cinco advogados sabem que ela é transexual. Ninguém mais:
— O transexual está no topo da pirâmide do preconceito. Como será a reação das pessoas aqui do prédio? Dos outros advogados que vêm aqui? Para todos, eu sou a doutora Tatiana, e pronto. E agora? — preocupa-se, escaldada pelos relacionamentos amorosos. — Quando eu conheço um cara, nunca passo da página 20. Para ir para a 21, tenho que contar quem eu sou. E aí a reação é sempre a mesma. Todos vão embora.
Bacharel, ela pretende fazer novamente a prova da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual foi reprovada ano passado. A prova de fogo no emprego ela já venceu.
— Ela é ótima, muito competente — diz Sérgio Camargo, empregador de Tatiana. 

Do O Globo




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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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