Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Fotos de soldados nazistas fazendo crossdressing na 2ª Guerra são encontradas por colecionador

Imagens inusitadas de soldados nazistas vestidos com roupas femininas foram compiladas por um colecionador alemão de fotos de guerra. Martin Dammann encontrou centenas de registros desses homens usando saias, vestidos, lingerie e maquiagem. O material foi publicado em um livro chamado "Soldier Studies - Cross-Dressing in der Wehrmacht" (Estudos de Soldados - Cross-Dressing nas Forças Armadas, em tradução livre).



O colecionador encontrou as fotos quando pesquisava sobre a vida de soldados do Terceiro Reich. O material é intrigante porque os nazistas reprimiram e mataram milhares de homossexuais durante a Segunda Guerra Mundial. "Se as imagens não existissem, não acreditaria", disse Dammann



Não se sabe ao certo as circunstâncias de produção das fotografias. As imagens vieram de diversas fontes diferentes. Dammann acredita que os soldados poderiam se vestir de mulher para celebrar o Carnaval. 


 
De acordo com o sociólogo Harald Welzer, manifestações parecidas não eram incomuns e também aconteciam entre soldados americanos e britânicos. Essas imagens eram registradas durante festas ou celebrações promovidas para aliviar o estresse da guerra. 


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Kamilla Carvalho: Salgueiro terá primeira transexual como musa da escola de samba

No quesito diversidade, o Salgueiro já sai na frente no carnaval do ano que vem. Kamilla Carvalho será a primeira transexual no cobiçado posto de musa da escola. Ela fará sua estreia na Avenida, completando o time ao lado de outras sete beldades. No último domingo, na Feijoada da Vermelho e branco, ela brilhou antecipando o que pretende fazer na Marquês de Sapucaí.

“Estou sendo muito bem recebida. Sou observadora e perceberia qualquer tipo de preconceito. Estou ansiosa para a estreia e agora é me preparar para honrar o posto”, diz Kamilla, de 30 anos. Desde os 22, essa carioca nascida no Morro da Providência vem transformando o corpo (o antes e depois da musa, logo abaixo). Ela só descarta ir mais além e fazer a de cirurgia de redesignação sexual: “Nunca fiquei na dúvida sobre o que eu era, mas não tenho coragem de fazer a cirurgia ”.





Kamilla trabalhava como cabeleireira quando conheceu Regina Celi, presidente da escola. O convite para virar musa veio logo em seguida. Ela já tinha desfilado no Salgueiro como composição de um carro alegórico, mas agora a visibilidade é outra: “Me inspiro muito na Fábia Borges (ex-rainha da Unidos da Tijuca) e, claro, na Viviane Araújo, principalmente em sua trajetória, de uma mulher que deu a volta por cima”.

Do EXTRA

A escola de samba carioca Salgueiro dá um importante passo em relação à diversidade. No desfile de carnaval do próximo ano, a escola terá a primeira transexual no cobiçado posto de musa da agremiação.

A escolhida é Kamilla Carvalho, de 30 anos, que estreia na Avenida ao lado de outras sete mulheres. "Estou sendo muito bem recebida. Sou observadora e perceberia qualquer tipo de preconceito. Estou ansiosa para a estreia e agora é me preparar para honrar o posto", disse Kamilla ao "Extra".

Nascida no Morro da Providência, Kamilla trabalhava como cabeleireira quando conheceu Regina Celi, presidente da escola. O convite para virar musa veio logo em seguida.
 
"Me inspiro muito na Fábia Borges (ex-rainha da Unidos da Tijuca) e, claro, na Viviane Araújo, principalmente em sua trajetória, de uma mulher que deu a volta por cima", revelou ela à publicação.

Kamilla vem transformando o corpo desde os 22 anos. Mas ela descarta fazer a cirurgia de redesignação sexual: "Nunca fiquei na dúvida sobre o que eu era, mas não tenho coragem de fazer a cirurgia", contou.

 





DO CATRACA LIVRE


“Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente”, talvez o lema mais famoso do Carnaval, sempre utilizado com um justo orgulho pelos salgueirenses caiu muitíssimo bem com o anúncio da nova musa da escola, a carioca e transexual Kamilla Carvalho, de 30 anos. A morena é a única trans a ocupar tal posto no Grupo Especial do Rio de Janeiro atualmente.

Kamilla foi cabeleireira da presidente da vermelho e branco, Regina Celi, e ficou sabendo que seria musa em janeiro de 2017, durante a participação da dirigente no programa “De Cara”, da FM O Dia. Agora, com o anúncio oficial, a moça disse que ficou surpresa:

 
– Há 8 anos, quando iniciei meu processo de transformação, eu era cabeleireira da Regina é sempre amei Carnaval. Passei a desfilar, e ela se admirava. Até que escutei a entrevista e quase desmaiei, não acreditei que seria eu a nova musa trans – comentou.

A apresentação da gata será no próximo sábado, 18, na quadra do Salgueiro, durante o ensaio técnico da Academia. Kamilla se junta à verdadeira seleção de musas que a vermelho e branco já tem: Bianca Salgueiro, Cris Alves, Mônika Nascimento, Edclea Neves, Elaine Caetano, Fernanda Figueiredo e Rafaela Dias.

DO SAMBARAZO -
Todas as fotos: Alex Nunes
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Modelo Transexual gasta 750 mil reais para ficar parecida com Jessica Rabbit

 Enquanto Heidi Klum gastou cerca de 10 horas para se transformar na sensual personagem animada Jessica Rabbit, mulher do coelho Roger em Uma Cilada para Roger Rabbit (1998), para sua festa de Halloween deste ano, uma outra mulher foi além na caracterização.

Cassandra, uma modelo e performer transexual que virou notícia no programa Botched, do canal E!, gastou nada menos que 200 mil dólares (algo em torno de 750 mil reais) para se transformar em Jessica.

E ela não pretende parar por aí! Cassandra revelou durante o programa que quer ir além: mexer no nariz e afinar ainda mais a cintura. "Só vou aos melhores quando se trata de cirurgias plásticas. Eles têm os melhores métodos do país", disse ela sobre os doutores do programa, Paul Nassif e Terry Dubrow.

Cassandra já se submeteu a intervenções para feminilizar o rosto e modificar nariz, lábios, bochechas, seios, quadris e seu próprio sexo. "Eu costumava ser Roger", brincou ela sobre a transição de homem para mulher. O pomo de Adão da performer também saiu de cena em uma de suas internações.

Da Revista Quem

A modelo transexual Cassandra Cass gastou R$ 750 mil para se transformar na personagem de desenho animado Jessica Rabbit, criada por Robert Zemeckis.

Cassandra contou que além de fazer cirurgia para mudança de sexo, já fez intervenções no nariz, lábios, sobrancelhas, bochechas, seios e quadris.

A atriz, que participa de um programa sobre plástica nos Estados Unidos, pretende modificar ainda mais o nariz e afinar a cintura. Tudo isso para ficar ainda mais parecida com a personagem que é sua inspiração.

Do IG



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João Nery: “As travestis são tratadas como o resto do resto do lixo”

“Era como se eu quisesse dizer a todas as pessoas que o meu físico não era aquele, ou melhor, fazê-las entender que meu corpo mentia contra mim”. Reflexões como estas estão no livro “Viagem Solitária – Memórias de um transexual trinta anos depois”, de João Nery, primeiro transexual masculino a ser operado no Brasil. O autor participou da abertura do 1º. Encontro de Diversidade Sexual promovido pelo curso de Teatro da Universidade Federal de São João del-Rei. João Nery, de 65 anos, falou sobre seu processo de autoafirmação, desde a infância à paternidade.

Brasil de Fato - O senhor afirmou que há algumas décadas havia duas formas de um transexual sair da marginalidade: ser rico ou virar intelectual. O que mudou?

João Nery - Eu ainda acho que é por aí. Porque se você é rico, tudo é excêntrico, e você pode calar a boca de quem quiser com dinheiro, em termos. E se você é intelectual você tem um cabedal de informações e um discurso que também facilitam o entendimento. É claro que existem outras formas, esta é uma maneira simplória de dizer.

Estimativas mostram que 90% das travestis e transexuais brasileiras se prostituem, e que sua expectativa média de vida é de 30 anos, em contraste com a expectativa de 74 anos para o brasileiro. Os transexuais ainda vivem na marginalidade?
Completamente. As travestis são tratadas como o resto do resto do lixo. Há uma hierarquização, sim, até dentro do movimento. Até o nome transexual é um termo médico mais higiênico, mais sofisticado, enquanto travesti é normalmente sinônimo de prostituta. Isso não quer dizer que muitas não se prostituem. Mas por que acontece isso? A maioria das travestis e transexuais são expulsas de casa menores de idade, vão morar debaixo de uma ponte porque não existem abrigos, só abrigo masculino ou feminino, e elas não querem ir para nenhum dos dois. Então elas acabam se drogando, pra ter coragem inclusive de se prostituir e não morrer de fome. Atualmente existe um site chamado transempregos.com.br, no qual os trans podem se inscrever, e há 92 empresas multinacionais abertas à diversidade sexual. Mas é muito sofrimento, se mata uma a cada dia, na verdade.

Há demandas diferentes para as trans mulheres e os trans homens?

Existem pequenas diferenças, mas a pauta principal é única: a aprovação da Lei de Identidade de Gênero. Outra pauta é o aumento do número de unidades do SUS e ambulatórios para atender as filas vergonhosamente enormes. As trans mulheres precisam de prótese de mama, por exemplo, que o SUS não fornece. O que acontece com as travestis que precisam se feminizar para trabalhar, é que elas usam um silicone usado em máquinas, que é baratíssimo. Muitas morrem porque esse silicone adere aos músculos, é um auto envenenamento. Já os homens trans não temos ginecologistas para nos atender, pois a maioria não está preparada.

E quais são as pautas em comum com o feminismo?

As trans mulheres reivindicam o direito de fazer parte do movimento feminista, e muitos movimentos mais radicais não aceitam, às vezes mesmo tendo feito a cirurgia. Então se criou o trans feminismo para dar visibilidade não só às mulheres trans, mas também aos homens trans que querem participar do movimento feminista.

Do Brasil de Fato - Por Dania da Gama - De São João del-Rei (MG)
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Sex Swap: Travesti volta à identidade masculina e depois desiste: 'batalhão de conflitos'


"Há desejos na vida que não entendemos e não sabemos explicar", revela Paula Lins, de 39 anos. Há um mês, reassumiu a identidade feminina após uma série de reviravoltas. Ainda garoto, aos oito anos, já se interessava por atividades consideradas de meninas à época, como brincar de cozinha. Também se sentia atraído por outros meninos, mas ainda não entendia. Aos 12, saiu de casa e durante seis anos tomou hormônios femininos.

Aos 24 anos, Paula abandonou o nome de Clécio Gomes Araújo e passou a se identificar como mulher. Deixou a cidade de Conceição do Coité, no semiárido baiano, e morou em Salvador e na Itália. Quinze anos depois, de volta à cidade natal, retomou a identidade masculina. Foi abraçado por uma instituição religiosa, mas continuava sentindo-se à margem da sociedade. "Desisti não pelo sexo, mas pela falta de oportunidades", disse sobre a escolha de recuperar os traços de mulher.

Sem dinheiro e ofertas de emprego no mercado formal, Paulinha Lins, como é conhecida, se reencontrou com a atividade que fez parte da sua vida desde que se assumiu travesti pela primeira vez. "Estou em Salvador há 15 dias. Voltei a fazer programa na orla. Hoje, está bem mais difícil. A situação está terrível. Está pior do que quando comecei", revela.

Ainda com identidade masculina, saiu de casa aos 12 anos. Morava com os pais e mais 10 irmãos. Atraído por garotos, sentia-se diferente. "Eu estava entre os três irmãos mais novos. Eles tinham vergonha de andar comigo, me achavam afeminado. Meu pai me chamava de 'viado'. Entendo que as pessoas naquele tempo tinham dificuldade de aceitar", reflete. Sem perspectivas de futuro, decidiu ir para a sede do município morar com uma irmã.

"Era uma vida de muita dificuldade. Chegamos a passar fome. Decidi sair para estudar e trabalhar, mas não encontrava emprego. Passei a fazer atividades domésticas em uma casa. Uma mulher muito boa me deu essa oportunidade", disse. Nesse período, relata que encontrou uma prima que era travesti. Identificou-se com a história e passou a usar hormônios femininos. Foram seis anos usando as substâncias, até decidir ir para Salvador.

"Minha prima me convidou para passar o réveillon lá. Uma amiga dela fazia programa na Manoel Dias [bairro nobre de Salvador, na Pituba] e me convidou. Fui na curiosidade. Lá, ganhei numa noite o que ganhava em um mês em Coité: R$ 60. Isso em 1999", revela. Em 2003, recebeu a proposta para ir para a Europa. "Era tipo uma cafetina. Ela mandava para fora do Brasil, mas cobrava um preço bem caro. Eram € 120 mil. Em seis meses fazendo programas, consegui pagar o valor e juntar dinheiro para comprar uma casa [em Coité]", informa.

Os programas na Europa eram feitos na Itália. Em um mês ele conta que conseguia juntar até R$ 7 mil. Entre idas e vindas, fixou-se definitivamente no Brasil em 2008. "O dinheiro era alto, mas o sofrimento também era grande. Foi terrível. Fui presa três, quatro vezes. Às vezes, não consegui correr. Era humilhante. Tinha um objetivo e queria pagar esse preço", conta. Lá, conseguiu o dinheiro necessário para colocar uma prótese de silicone. Era um sonho.

Há um ano e quatro meses, após retornar para Conceição do Coité, sentiu-se atraída pelos ensinamentos e cuidados oferecidos por uma igreja evangélica. Diante de uma vida de prostituição, uso de drogas e desilusões amorosas, refletiu sobre os rumos da própria vida. "Me senti acolhida. Fui por conta própria. Comecei a orar e a buscar por Deus", detalha.

Abrigada pela igreja, cortou os cabelos e depois de alguns meses fez uma cirurgia para retirada da prótese de silicone. "Até tive um relacionamento com uma mulher, mas ela não aguentou os comentários e acabou com tudo", conta. O ex-companheiro também aderiu à religião e casou-se com outra mulher. "Ficamos juntos durante 15 anos", lembra.

Clécio, como voltou a ser chamado, disse que aceitou a Jesus. Nas ruas, entretanto, sentia-se renegada pelas pessoas. "Sempre me viam com um olhar de desconfiança. Não tinha emprego, não tinha dinheiro e comecei a depender da família. A igreja me ajudou muito, mas não pude continuar", atesta.

Há um mês, sem dinheiro e expectativas de futuro, deixou a religião. Voltou para Salvador há cerca de 15 dias e, como saída para os problemas financeiros, voltou à prostituição. "Sem seios e cabelos está mais difícil. Eu era muito bonita e agora estou meio perdida.  Durmo e acordo me perguntando como será o dia seguinte. Tenho esperança de algo melhor, mas ainda não sei como", destaca. Pessoalmente, preserva um sonho. "Tenho vontade de ter um filho. É um desejo que não morreu. Agora, o futuro é quem vai dizer", estima.
'Batalhão de conflitos'
Leandro Colling, um dos criadores e coordenadores do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), afirma que as reversões de gênero não são corriqueiras. "Pelas pessoas que conheço, não é comum uma pessoa fazer o retorno da transição. Sabemos que acontece, mas é difícil. O certo é que essa reversão deve ser respeitada, desde que tenha sido feita pela própria vontade. Esses retornos têm que ser respeitados, desde que tenham ocorrido de forma livre e espontânea", defende.

Colling afirma que, reservadas as particularidades de cada caso, o público LGBT enfrenta pressões sociais dolorosas. "É um entorno social que não respeita as diversidades, as transições. Nenhum hétero é o mesmo ao longo da vida, por exemplo. Em geral, respeita-se essas transições, a não ser que envolvam contravenções. Já as pessoas trans não podem fazer o querem. Isso gera um batalhão de conflitos, que levam até mesmo a suicídios. Tudo isso ocorre por conta de uma cultura social que não respeita a vontade das pessoas. Querendo a sociedade ou não, as pessoas são diversas”, destaca.

Diante do convívio permanente com o preconceito, que reflete inclusive na inserção no mercado de trabalho formal, Colling conta que a prostituição desponta para muitas travestis e transexuais como saída.

"Não sei se posso dizer que é comum [isso ocorrer], mas é muito recorrente. As pessoas acabam na prostituição, porque não têm outro lugar. A escola bota para fora, a família bota para fora, a sociedade bota para fora. Não quero que pareça uma leitura moralista. São trabalhadoras do sexo e, inclusive, deveriam ter os mesmos direitos", reflete. Independentemente do contexto, ressalta: "Cada um tem que ter a sua história respeitada".
Do G1
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Transexual Kelly Amorim, espalha cartazes cobrando prêmio de Carnaval

 A transexual Kelly Amorim, conhecida como Babalu, decidiu protestar contra a Prefeitura de Laguna, no Sul de Santa Catarina, após ficar seis meses sem receber um prêmio de R$ 700. Durante o carnaval ela ganhou o título de 'Musa da Praça 2015' e um cheque simbólico.
Na última semana ela começou a colocar faixas, de três metros de comprimento por um de altura, em ruas da cidade com a frase: 'E você? Troca esse cheque para mim?'.
A primeira foi colocada na última quarta-feira (15), no bairro Magalhães. A segunda, Kelly colocou na terça-feira (21). Enquanto não receber, ela promete continuar espalhando os anúncios. A ideia das faixas foi dela, patrocinada por amigos.
"Eles sempre dão desculpas. Cada vez um problema diferente. E não sou só eu que eles estão devendo. Pessoal que ganhou concurso de marchinhas e outros concursos de beleza também não recebeu. Mas só eu tive a coragem de cobrar", diz a cabelereira de 28 anos, eleita 'Musa da Praça 2015'.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Kelly explica o que aconteceu (veja abaixo) e mostra o cheque simbólico que recebeu durante o evento.
"Aí eu te pergunto uma coisa: será que os lojistas, a costureira que fez a minha roupa, (...) será que eles aceitam este cheque como pagamento? Troca esse cheque para mim?".
Liga deve R$ 145 mil a participantes do Carnaval
Segundo o presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Leonardo Pascoal, os premiados no Carnaval devem começar a receber a partir desta quarta-feira (22) até sexta (24). Conforme a Fundação, a Liga Independente de Blocos Carnavalescos e Culturais de Laguna (Liblol), conveniada com a prefeitura para executar a festa na cidade, deve R$ 145 mil para bandas e para ganhadores de concursos.
Conforme Pascoal, os pagamentos atrasaram por diversos fatores. Primeiramente, a prefeitura deveria ter feito o repasse dos R$ 145 mil a Liblol em 30 dias após o evento, o que acabou ocorrendo em 60 dias devido a 'recessão do município e baixa arrecadação de impostos', disse Pascoal. O dinheiro foi pago em duas parcelas à Liga, chegando no final de maio na conta.
Depois, de acordo com a fundação, houve um problema na própria Liblol. O tesoureiro foi trocado e o cadastro da conta válida pela liga também sofreu alterações. Com esses empecilhos, segundo Pascoal, somente a partir desta quarta iniciam os pagamentos.
Do G1

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Carnaval e homem vestido de mulher

Talvez as mulheres podem estranhar quando o parceiro quer ser como elas. Mas entre os homens, se vestir de mulher pode ser muito mais do que uma tradicional fantasia de carnaval. De acordo com a terapeuta sexual Sylvia Maria Marzano, o que eles querem mesmo é colocar o lado feminino para fora, com o uso de lingerie ou roupas femininas. Mas, com exceção do Carnaval, onde é óbvio a busca em fazer piada com as coisas, qual seria os outros motivos de um homem se vestir de mulher, a quatro paredes, por exemplo? Segundo Sylvia, “travestismo” e “cross dresser”, nem sempre quer dizer homossexualidade: “Há uma grande discussão a esse respeito e ainda não temos uma certeza”. Para ela, se o casal não sofre com a atitude, se ela faz parte do processo de erotização do casal, não há necessidade de procurarem ajuda profissional.

O famoso cartunista paulista Laerte Coutinho, considerado pela crítica um gênio pelo alto nível de humor nos seus quadrinhos, tirinhas e cartuns, foi casado, teve três filhos, e hoje, após seus 50 anos de idade, pratica publicamente o Crossdressing. Este termo se refere a pessoas que vestem roupa ou usam objetos associados ao sexo oposto. Esta prática pode ser motivada por diversas razões, como se sentir e vivenciar uma mulher, no caso dos homens, ou até para cumprir com as exigências do cliente, no caso dos profissionais do sexo. A partir de 2010, Laerte  passou a aparecer nos programas de TV vestido de mulher (Sônia), rendendo com isso várias matérias na mídia impressa e eletrônica. Em 2012, virou co-fundador de uma instituição voltada a pessoas do gênero, a ABRAT (Associação Brasileira de Transgêner@s). Nas entrevistas, o artista revela que a vontade de se vestir de mulher vem desde a sua infância, assim como acontece com os travestis e muitos gays. Ele ressalta também que isso não tem nada a ver com sexo: "...quando o sujeito resolve o sexo apenas no ato de se vestir diferente, isso é fetiche... A orientação sexual e a identidade de gênero são coisas independentes, mesmo se flexionando ou se relacionando de alguma forma, mas são absolutamente individuais" - respondendo que pode haver crossdresser gay, heterossexual ou bi.
Uma jornalista, ao descobrir que seu ex-marido se travestia, passou a considera-lo um pervertido e chegou a despejar um monte de roupas velhas dela (que ele usava) na porta da casa da mãe dele, para torná-la ciente do fato. Este hobby ainda é tabu para a sociedade que, não entendendo direito o porquê, preferem ter 'raiva de quem sabe'. Contudo, uma trégua é dada nas festas carnavalescas, bailes à fantasia, e até em jogos de futebol de várzea com a antiga tradição em se vestir ou se fantasiar de mulher. Em qualquer Carnaval de rua, seja em um bloco específico ou não, sempre tem homem vestido de mulher. Aliás é uma fantasia barata ou totalmente grátis, se o cara usar as roupas da esposa, da namorada, da mãe, da irmã, da filha, da tia, da avó ou da amiga. Elas também se encarregam da produção, maquiando, e emprestando acessórios como bolsas, arquinho de cabelo, etc.

Um hetero vestido de mulher é diferente de um gay vestido de mulher. Geralmente os homens vão de qualquer jeito, vestem qualquer coisa que dão a eles, quase sempre horrenda, botam uma sainha, um tope, passam batom e pronto! Sem peruca, de cueca, tênis ou sandálias, não importa. Para eles, a brincadeira já está de bom tamanho. Assim eles farreiam, fazem caras e bocas, mostram a bunda, rebolam, falam fino, assediam de brincadeira os 'homens vestidos de homens', pegam nos peitinhos, passam a língua, beijam... Rola muita mão boba, sem falar daqueles que além de tudo ficam bêbados, lembrando todo mundo que 'cu de bêbado não tem dono'. Outros disparam que 'são mulheres, mas são lésbicas', para fugirem do assédio dos homens que não podem ver uma saia com perna cabeluda. Um dos objetos de desejo de muitos homens é mesmo 'enfiar a mão' por debaixo da saia e encontrar a 'surpresinha' apertada numa tanga atochada. A mesma fantasia que alguns tem com traveco. As taras sexuais de 'uma noite' também são oportunas nestas festas, fazendo homens quererem 'virar mulher', vestidos de mulher - 'Quero ser sua mulherzinha hoje'; 'Deixa eu te fazer de puta!'... No Carnaval, fica difícil saber se aquela mancha de batom foi de mulher ou de homem (vestido de mulher). Para os amigos que tomam chá de sumiço no meio da farra e depois voltam com a boca toda vermelha de batom, fica o mistério... - 'Estava ficando com uma gata safada...', e pensa: 'e greluda!'. Sem falar da pegação nos banheiros do salão e até nos banheiros químicos instalados nos carnavais de rua.

Por outro lado, os gays são mais preocupados com o lado fashion da coisa, se vai ficar bem ou 'uó'. Ao invés de tênis, vão de salto alto, treinam andar com ele para desfilar feito Gisele (Bundchen), calçam meias finas para disfarçar os pêlos das pernas, usam calcinha com a 'mala encubada', usam perucas lindas e aquela maquiagem de no mínimo duas horas, com cílios postiços e glitter. Para estes homens, a estratégia é diferente, mais próxima de um travesti, com mais atenção para a produção do que para a diversão. Até porque deve ser muito difícil manter-se 'montada' no meio da muvuca.

No cinema, no teatro e na TV, personagens travestidos são cada vez mais recorrentes. No caso da televisão, com interesse principal na audiência, vários atores já tiveram que atuar vestidos com roupas de mulher, salto alto, peruca e maquiagem pesada. Seja 'o papel do ator', a característica da personagem, que é um 'travesti', ou por outro motivo, como um disfarce de um personagem mentiroso, por exemplo, o fascínio que estas imagens causam nos homens vai além do 'engraçado'. Para citar alguns destes personagens em novelas tem o Fabiano (Fábio Lago) em Caras e Bocas, o Darkson (José Loreto) vendendo roupa e vestindo um conjuntinho de legging em Avenida Brasil e, recentemente, na participação de Reginaldo Faria na série Louco por Elas, onde faz o papel de Dona Veruska, pai travesti do protagonista Léo (Eduardo Moscovis).  Fred G.


Veja o vídeo com a festa dos foliões de Jaquitinhonha MG no Bloco Banda Mole do Carnaval Jequitinhonha 2010:
 
 
 
 
 
Do Homem RG
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Hábito de homens se fantasiarem de mulher no carnaval é um ritual de inversão

O carnaval de 2014 expõe novamente um hábito bastante comum entre os homens, durante bailes e desfiles que festejam a data: usar fantasias de mulher. Na avaliação da socióloga Silvia Ramos, coordenadora  do Centro de Estudo de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, o costume poderia surpreender nos anos de 1940, no Rio de Janeiro, mas atualmente “já se tornou quase um lugar comum”.

Ela explicou hoje (2) à Agência Brasil que a preferência dos rapazes por usar roupas femininas no carnaval revela uma vontade de transgredir. “Esse atravessamento de gênero, justamente de homens fortes vestidos com roupas de mulher, com salto alto, se tornou uma marca do carnaval, que acentua, na cultura brasileira, esse momento de transgredir com uma série de coisas”.
Segundo a socióloga, a transgressão de gênero é a mais simples de ser produzida com uma fantasia. “Por outro lado, é a mais surpreendente. Virou uma marca, realmente, do carnaval carioca”.

O antropólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto DaMatta, disse à Agência Brasil que o costume de homens se fantasiarem de mulher sempre existiu. “É permanente em todos os carnavais. E digo mais, até em carnavais na Rússia de Catarina II, em 1700”.

Para DaMatta, como para os demais antropólogos, o ritual carnavalesco ocorre  na maioria das sociedades do mundo, “senão em todas”. Trata-se do ritual da inversão. “É o ritual da licença, onde os opostos da sociedade rotineiros se invertem. As mulheres podem se comportar como homens, caso dos destaques das escolas de samba. São as supermulheres que os homens têm medo de chegar perto. Elas são castradoras de tão bonitas e agressivamente eróticas”.

Essas mulheres se transformam nos 'dom Juan' (conquistador) de outrora, comparou. DaMatta argumenta que nos próprios blocos de rua, as mulheres apresentam agora um comportamento sexual mais agressivo.
Em relação aos homens, de forma específica, indicou que é muito comum, sobretudo em cidades de menor porte, no interior brasileiro, a juventude de classe média e alta se vestir com as roupas de suas mães e irmãs e sairem às ruas, “fazendo sátira de comportamento feminino, porque é carnaval”. Outra interpretação que pode ser feita é que esse costume poderia traduzir uma vontade oculta de esses homens serem mulheres, admitiu.
De modo geral, DaMatta avaliou que quando os homens brasileiros se vestem de mulheres, isso revela "o poder que as mulheres têm na vida rotineira brasileira, que não é, obviamente, discutido e reconhecido nem mesmo pelas mulheres”.
 
A antropóloga Yvonne Maggie, também da UFRJ, concorda integralmente com Roberto DaMatta. Na sua opinião, a inversão de comportamento é uma característica estrutural do carnaval. “É uma estrutura de festa na qual as pessoas invertem sua posição no cotidiano”. Não se trata de uma forma de transgressão, observou, porque, “no dia a dia, na vida comum, os homens são machistas, homofóbicos. E só durante os dias de carnaval, as pessoas se permitem inverter a sua posição. É um ritual de inversão”, reiterou.











O que chama a atenção, acrescentou, é que ao contrário dos anos de 1940, quando os blocos eram mais restritos, hoje são milhares de pessoas pelas ruas durante o carnaval. Destacou que não se deve interpretar o uso de fantasias femininas por homens como uma postura rebelde em relação à visão de gênero. “É o reforço do cotidiano, porque você só pode fazer isso no carnaval. Ou seja, durante 362 dias da vida, as pessoas têm que agir como homem e como mulher. E no carnaval, elas são liberadas”, disse.

Da EBC
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Carnaval, Porque os Homens se Vestem de Mulher?

Carnaval é sinônimo de festa, criatividade, humor, glamour, alegria, música, escola de samba, trio elétrico, luxo e fantasias, a chave das cidades brasileiras é entregue ao Rei Momo que comanda a festa e ordena que os foliões soltem todas as suas fantasias, e já é tradição que em todo o país um número imenso de homens optem por se fantasiarem de mulher…o nós perguntamos …porque?

 Carnaval é época de folia, extravasar, se divertir, mas a violência e a discriminação não param, por isso, nunca é demais protestar, e foi isso que o vereador Jucinério Felix (PTB-PB), da cidade de Cajazeiras fez. Jucinério travestiu-se e desfilou no Bloco das Virgens, exigindo atitudes enérgicas da Justiça contra a discriminação contra lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. O vereador, que é gay, foi um dos cinco candidatos LGBT assumidos eleitos dentre 156 de todo o país na eleição de 2012.

Enquete de Carnaval 

Há alguns anos a revista VIP realizou uma enquete entrevistando um grande número de homens em várias capitais brasileiras, sobre questões referentes ao carnaval. Os resultados da enquete foram surpreendentes, apesar de não ser novidade o gosto ou o sonho de muitos homens por se vestirem de mulher no carnaval. 

 O bloco: 'As Virgens da cidade de BomConselho' promoveu a ressaca do Carnaval 2013.

Segundo os resultados da pesquisa feita com os leitores da dita revista, 3,5% dos entrevistados afirmou que gostam do carnaval justamente porque podem vestir-se de mulher, outros 2,6% dos entrevistados estar vestido de mulher já vale o carnaval dos sonhos e outros 3,2% dos entrevistados afirmam que o lugar mais divertido para pular carnaval é nos blocos em que os homens se vestem de mulher. 


 http://www.santamariaemfoco.com.br/2013/02/as-%E2%80%9Cvirgens-da-piroca-torta%E2%80%9D-fazem-alegria-dos-boavistanos-no-carnaval.html

http://linguagrandefotos.blogspot.com.br/2012/02/desfile-das-virgens.html

Dos entrevistados 2,6% afirmaram que passaram os 4 dias de folia vestidos de mulher e outros 2,9% passaram a festa com outros homens vestidos de mulher e 1,4% dos entrevistados ainda vai mais longe e acreditam que eles próprios seriam excelentes rainhas da bateria. Resumindo a enquete, cerca 10% dos homens entrevistados passam ou gostariam de passar o carnaval vestidos de mulher.

Soltando a Franga

Desde que se tem lembrança do carnaval esse fenômeno acontece no Brasil inteiro, homens que são héteros e muito machos, e outros nem tanto, se vestem de mulher e soltam a franga, ou seja,  assumem um lado feminino, alegre e com desibinição, fazendo a festa com muita diversão.

 E vale prestar atenção, eles nunca usam uma roupa e uma maquiagem discreta ou elegante, na grande maioria das vezes assumem o papel de uma mulher volupiosa e vulgar com vestidos justos e sensuais, uma maquiagem pesada, batons muito vermelhos, seios grandes, decotes ousados, fendas e saltos altos, mesmo que se equilibrem com visível dificuldade.

Homem vestido de mulher no carnaval é um fenômeno nacional, e eles formam blocos com os nomes mais apropriados: Bloco das Piranhas, Bloco do Galo, Bloco das Virgens, etc.

Hipóteses

Muitos psiquiatras e outros especialistas já tentaram explicar este fenômeno, mas não chegaram a um consenso. Entre tantas teorias vigentes a que tem mais adeptos é aquela que afirma que o carnaval é a oportunidade que os homens encontram de exorcizarem a fragilidade e afetividade reprimida no dia a dia, ou mesmo, soltar a franga.
 
 Carnaval em Jardim: PREFEITO DANIEL, RAULISON E JOCEONE

A maioria de nós simpatiza e se solidariza com o bando de homens que se vestem de mulher em nossas cidades, mas não podemos deixar de lembrar que Freud afirmava que as mulheres sentiam inveja do pênis masculino…..será que Freud explicaria esse fenômeno?



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Musa da União da Ilha é confundida com travesti

Com 1,71m de altura, bíceps superdefinidos e uma barriga de tanquinho, Rosi Barreto já perdeu as contas de quantas vezes a confundiram com um travesti. A dona de casa de 42 anos, com uma filha de 23, é musa da União de Ilha e segue à risca a mesma dieta de Gracyanne Barbosa e de outras musas em busca do corpo perfeito, à base de proteína (leia-se muita clara de ovo!).

"Estou acostumada em acharem que sou travesti. Não gosto é que me confundam com fisiculturista. Malho o ano todo porque me sinto bem", disse ela, que no sábado, 9, foi destaque da Porto da Pedra.

Preocupada com a perfeição de seu corpo, Rosi só traz silicone nos seios, 500 ml. Já o superbumbum, de 114 cm, ela garante que é natural. "Malho muito e intensifico os pesos nessa época do ano", explicou.

Do Ego
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Travesti jogado de passarela tentou se agarrar em grades

O travesti Thiago Freitas, 28, conhecido por Melissa (Mel) Freitas e eleito princesa gay do carnaval de 2013, vai reforçar o cuidado com sua segurança após receber alta de cirurgia pela qual será submetido na bacia, fraturada na quinta-feira passada (31), após dois homens o espancarem e o jogarem do alto de um viaduto com cerca de 20 metros de altura em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
"Vou deixar de ficar muito na rua, tentar arrumar um emprego e me cuidar para ficar ainda mais bonita no próximo Carnaval", disse, nesta quinta-feira (7), Melissa, que desfila desde criança na escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e havia sido eleita uma das princesas Gay do Carnaval carioca deste ano.

"Dói não desfilar, mas Carnaval tem todo ano; a bacia dói muito mais. Eu não consigo virar para o lado esquerdo [que foi fraturado], só para o direito", disse ao G1 o travesti, que passará por cirurgia no Instituto Nacional de Traumatortopedia (Into), conforme relatou.  Ele ainda não sabe a data da operação nem tem previsão de alta após o procedimento.

A Mocidade Independente de Padre Miguel disse que não irá substituí-lo no desfile porque o travesti não sairia como destaque, mas na composição entre os integrantes comuns da escola.

O travesti foi espancado e jogado de uma passarela sobre a linha do trem, após sair da quadra da Mocidade por volta das 2h.
Melissa contou que estava em um conhecido ponto de prostituição de travestis entre as estações Guilherme da Silveira e Padre Miguel, quando dois homens pararam em um carro e vieram até o meio da passarela, que fica entre as ruas Ubatuba e Coronel Tamarindo.
Eles propuseram um programa sexual com o travesti, que caminhou em direção a eles. No meio do caminho, a vítima desconfiou da aparência deles e negou o programa. Logo depois, os homens iniciaram as agressões que culminaram no empurrão na linha do trem.
Ainda segundo a polícia, há fortes indícios de que o crime de tentativa de homicídio tenha sido motivado por homofobia, e está em busca dos suspeitos. Os retratos falados indicaram que os agressores têm pele branca e altura na faixa de 1,85 m.

Um taxista que passava pelo local acionou os bombeiros e Melissa foi levada para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.
Bárbara Sheldon, amiga da vítima e também Princesa Gay 2013, não acredita que o crime tenha sido premeditado e  disse que esse tipo de crime foi uma surpresa.
"O Rio de Janeiro é uma cidade muito tranqüila em relação a isso. Ficamos chocados com esse ato homofóbico.”

Do G1

Praticamente sem forças por causa dos inúmeros socos e chutes que recebeu em uma passarela de Padre Miguel, na zona oeste do Rio, o travesti Thiago Freitas de Paula, de 28 anos, também conhecido como Mel Freitas, eleito Princesa Gay do Carnaval em um concurso, pediu aos dois agressores que não a jogassem de uma altura de aproximadamente 20 metros.

Ao tentar desesperadamente se segurar nas grades da passarela, os dois supostos clientes de um programa sexual ainda pisaram nas mãos de Mel. Os detalhes da crueldade foram revelados pela mãe do travesti, Maria Arlete.
— Ele é um menino bom, todo mundo gosta dele aqui, respeita. Ele disse aos rapazes "não me joga não", mas eles não quiseram saber de nada. Meu filho ainda tentou segurar para não cair, mas eles pisaram nas mãos dele. Para nós, fizeram isso por ele ser homossexual, mas cada um tem o direito de fazer o que quiser da vida.
O travesti aguarda uma vaga no Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) para ser transferido do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, onde está internado desde o último dia 31. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, Thiago tem quadro de saúde estável, está lúcido e orientado. O órgão informou que o travesti necessita de cirurgias ortopédicas muito específicas que, na capital, são feitas pela unidade de referência que é o Into.
Policiais da Delegacia de Bangu (34ª DP) investigam se a tentativa de homicídio foi motivada por homofobia. De acordo com as investigações, Mel Freitas estava em um ponto de prostituição próximo à uma passarela entre as estações de Padre Miguel e Guilherme da Silveira, por volta das 5h, quando dois homens se aproximaram e negociaram um programa sexual.
Em depoimento prestado na última terça-feira (5), no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, Mel Freitas contou que os dois homens alegaram que o carro deles estaria do outro lado da passarela e que eles precisavam ir até lá para realizar o programa.
O travesti afirmou que decidiu aceitar a condição, mas quando chegou na passarela percebeu um clima estranho e desistiu, dizendo aos supostos clientes que não iria mais até o carro. Ainda de acordo com a vítima, foi neste momento que começaram as agressões, com muitos socos e chutes.
Por fim, os agressores jogaram Mel Freitas da passarela. Ela sofreu fratura na bacia e está muito machucada. Segundo os investigadores, ela será transferida para o Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia) para ser submetida a uma cirurgia.
Apesar de o caso ter sido registrado como lesão corporal, os investigadores não têm dúvidas de que se trata de uma tentativa de homicídio. A vítima ajudou agentes a confeccionar o retrato-falado dos agressores. A polícia também está em busca de câmeras que possam ter filmado a ação ou os criminosos.



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Viviany Beleboni: "Os homens preferem viver uma mentira"


Dona de um corpo escultural, a modelo Viviany Beleboni, de 23 anos,  foi um dos grandes destaques da 16ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que ocorreu no domingo (10). Ela esteve em cima do carro do ABC e representou a beleza trans.
Com charme, desenvoltura e simpatia, ela foi convidada para falar sobre o evento e preconceito contra LGBTT no programa Manhã Maior (RedeTV!) desta segunda-feira (11). E comentou sobre um caso amoroso com um famoso modelo, que a deixou por medo do preconceito.
Leia conversa com o blog NLucon:

Criticada e elogiada, a Parada ainda gera debates dentro e fora da comunidade LGBT. Quais são as suas considerações?
Gosto muito do evento e considero importante para a quebra de preconceitos. Lamento não ter sido bem tratada no carro da Disponível, que negaram minha presença pelo fato de eu ser travesti. Achei contraditório e uma falta de amor ao próximo. Neste ano, participei da Parada com um figurino de Roberty Moon no carro do ABC, onde existe uma Ong muito interessante que organiza um trabalho para dar emprego a travestis e transexuais. Lá, fui muito bem tratada.

Neste ano, um grupo de travestis e transexuais disseram que os organizadores gays são misóginos e transfóbicos. Você acredita que existe muito preconceito contra travestis no meio gay?
É evidente que sim. Acho engraçado ver os gays pedirem respeito, sendo que eles mesmos têm preconceito contra outras pessoas do próprio grupo. É feio, revoltante. Esquecem que toda transexual ou travesti um dia já foi gay. Na verdade, acho que existe um pouco de inveja. Sentem receio de que nós vamos roubar os “homens” que vão na Parada. No carro da Disponível, por exemplo, ao saberem que eu sou travesti me vetaram na hora. Disseram que o carro estava cheio, mas curiosamente meu namorado foi chamado de ultima hora para subir.
"Pessoas gostam de falar mal das outras para se sentirem melhores"
Hoje, você foi ao programa Manhã Maior e conheceu o transhomem João Nery, autor do livro Viagem Solitária. Já conheceu um transhomem anteriormente?
O João é impressionante, jamais diria que um dia ele foi mulher. É um homem em todos os aspectos, além de ser muito inteligente e culto. Me emocionei quando ele disse que perdeu o currículo e teve que trabalhar em outras profissões porque mudou o nome nos documentos. Fico indignada com o preconceito desse país e fiquei curiosa para ler o livro dele.


No programa, você revelou que teve um romance com um modelo muito famoso e que ele terminou por receio do que os outros iriam achar. Como lida com esse amor escondido e a rejeição pública dos homens?
Sabia que surgiria essa pergunta (risos). Então, o modelo não era conhecido quando começamos a sair, acho que estava começando. Não queria falar muito dele, porque não quero me promover em cima de outros nomes. Só posso dizer que ele é um homem muito bonito e que o apelido dele é príncipe (risos). [Sobre o término,] fico triste porque, por mais que seja uma pessoa maravilhosa, ele abriu mão de um amor por causa da carreira.
A vida amorosa de uma trans é complicada? Você também sofre com isso, mesmo sendo tão bonita?
Aprendi que podemos ser lindas, mas se é travesti já não existe mais beleza. Só pelo fato de ser travesti, da palavra travesti vir acompanha de bonita, já não somos mais bem vistas. Até mesmos os homens que nos admiram, preferem viver dentro de uma família de faixada, viver em dois mundos diferentes, sendo infelizes e promovendo uma mentira. Os homens não querem enfrentar aquilo que vivenciamos no dia a dia.

Vivi no carro com a cantora Adriana Ribeiro
Você afirmou que as pessoas geralmente têm preconceito para se sentirem melhor. Fale um pouco mais sobre isso...
Hoje em dia, as pessoas se fecham em seus mundos e se esquecem de respeitar as diferenças. Se você não faz parte do mundo delas, você está descartado. Hoje em dia, ninguém mais senta com a família, pergunta como está a vida, quer saber como está o outro... Está todo mundo no seu Facebook, nas redes sociais, via fone, se aproximando das tecnologias e se afastando de alguns valores que considero importantes. Se afastam dos outros seres humanos. Como eu disse, vejo que muita gente aponta o defeito dos outros para se sentirem melhores em seus mundinhos. 
Quais são seus próximos projetos?
Quero continuar trabalhando como modelo e, com a minha exposição, lutando contra o preconceito e pelos direitos de todos da comunidade LGBT. Tenho alguns projetos e farei algumas participações em programas de TV (Vivi estará no Qual é o Seu Talento do SBT, e no Tudo É Possível, da Rede Record), mas tudo tem seu tempo. Falarei com exclusividade para vocês. 

Do Nlucon

VEJA O VIDEO DO PROGRAMA MANHÃ MAIOR


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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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