Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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No mês da visibilidade transexual, organizações preparam Caminhada pela Vida Trans

Janeiro é o mês da visibilidade das pessoas transexuais ou travestis, ou seja, pessoas que não se identificam com gênero que foi designado a elas no nascimento. Para dialogar melhor sobre o tema com a sociedade, organizações e órgãos públicos como o Mães Pela Diversidade, o Espaço Trans do HC e a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco promovem a Caminhada pelas vidas Trans. O evento acontecerá no dia 26 de janeiro com concentração a partir das 14h na Praça do Derby e segue em direção ao Monumento Tortura Nunca Mais, com chegada prevista ás 17h
Edição: Monyse Ravenna

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Alemanha aprova opção de “terceiro gênero” aos documentos

O parlamento da Alemanha aprovou uma lei que deve adicionar uma opção de  “terceiro gênero” . O uso, pelo menos a princípio, seria exclusivamente para pessoas nascidas intersex (antigamente chamadas hemafroditas, ou seja, nascidas biologicamente com ambos os sexos).
Com a medida, assim que decidirem, pessoas intersex também poderão também trocar de gênero e nome facilmente nos documentos sem precisar de autorização médica ou jurídica pra isso.
A medida garante assim que a pessoa decida seu gênero. E a família possa registrá-la em uma terceira opção até que ela se entenda.
Ativistas LGBTs receberam bem a notícia mas alertaram que falta muito ainda. Anton Hofreiter disse: “Poderia ter sido mais abrangente, a lei não vai muito longe além das pessoas intersex”, afirmou o militante Anton Honfreiter.
O motivo da queixa seria de que gênero não se define só pela característica biológica/física, como é o caso de pessoas intersex.
O terceiro gênero também poderia se aplicar com facilidade a pessoas trans que simplesmente declarem que não se encaixam no gênero feminino ou masculino, mas pelo menos por enquanto, a lei não contempla estas pessoas.
“Gênero não se define só por características físicas, mas também sociais e psicológicas”, explicou o membro da Federação Alemã de Lésbicas e Gays na tentativa de alertar autoridades de que a lei poderia ser mais abrangente e plural a todas as pessoas trans.

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Enfermeira é a primeira transexual a conseguir se registrar como mulher em Ouro Fino

Sabemos que a classe LGBT passa por muitas dificuldades no Brasil. A luta é diária para a conquista de sua liberdade e para o fim da violência, que infelizmente, ainda registra números lamentáveis.

Em Ouro Fino, Acácia do Nascimento, assim como a maioria da classe LGBT, tem lutado pelos seus direitos. A enfermeira é transexual desde os 20 anos de idade, e nos últimos dois anos tem batalhado para conseguir seu registro civil como mulher.

Porém, ela encontrou diversas barreiras durante a realização deste sonho. Mesmo com advogados qualificados cuidando do caso, Acácia não conseguia o tão sonhado registro civil. Mas, graças ao funcionário do cartório do Distrito de Crisólia, o Sr. Luiz Henrique dos Santos, enfim, ela conseguiu o registro.

No dia 08 de novembro, Acácio tirou seu novo RG, agora, no sexo feminino. Este é o primeiro caso de transexual que consegue alterar seu registro civil em Ouro Fino. Uma bela conquista para a classe LGBT de Ouro Fino, que poderão seguir o exemplo da enfermeira e buscar seus direitos como ser humano.

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TRF confirma indenização de mulher transexual que teve foto de alistamento vazada

A estudante transexual Marianna Lively, de 19 anos, vai receber do Exército Brasileiro a indenização de R$ 60 mil reais.

Os desembargadores da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) negaram provimento a recursos da União e confirmaram indenização de R$ 60 mil por dano moral a uma adolescente transexual fotografada por um oficial do Exército quando compareceu ao quartel para alistamento militar em Osasco (SP). Na ocasião, o capitão que presidia a comissão de recrutamento militar anexou o certificado de dispensa da adolescente e o transmitiu pelo aplicativo WhatsApp, que se espalhou pelas redes sociais.
As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do TRF-3 – Apelação Cível 0049184-73.2015.4.03.6144/SP
Para os magistrados, o fato de ter ocorrido em instituição militar e ter sido provocado por capitães do Exército, que estavam em função pública, ‘retrata desrespeito ao direito constitucional de imagem, às regras do estatuto dos militares e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)’.
Como consequência, a situação gerou o dever de indenizar, de acordo com o artigo 37, parágrafo 6.º, da Constituição.
Em primeira instância, a União já havia sido condenada a indenizar a adolescente em R$ 60 mil, com correção monetária e juros de mora.
Após a sentença, a União recorreu afirmando ‘ausência de nexo entre a conduta dos militares e os sofrimentos morais da parte autora da ação’. A União alegou, ainda, ‘ausência de responsabilidade objetiva’.
Ao analisar a questão, o relator do processo no TRF-3, desembargador federal Johonsom Di Salvo, salientou que ‘a prova trazida aos autos e a admissão dos fatos feita pela própria ré não deixam dúvidas de que a adolescente foi fotografada sem autorização durante o alistamento militar’.
Na decisão, o magistrado relata que, sem seu conhecimento, a adolescente foi fotografada pelo capitão Carlos Roberto de Jesus Júnior, tendo o militar repassado as duas fotos ao capitão Rômulo Marcondes de França, que presidia a própria Comissão de Seleção de alistandos.
“Capitão França, por sua vez, sem qualquer licença da pessoa fotografada, divulgou as duas fotos e também o próprio certificado de alistamento militar com dispensa – onde se encontravam todos os dados pessoais da parte autora, inclusive endereço e telefone”, ressaltou o desembargador.
Seguindo entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal, Di Salvo apontou que a adolescente poderia requerer indenização ‘mesmo que não tivesse sofrido qualquer insulto de terceiros’.

 
“Mesmo que a parte autora não tivesse sofrido concretamente qualquer desgosto, é óbvio que, em razão da divulgação de sua imagem obtida sem seu consentimento na rede mundial de computadores, poderia pedir indenização”, assinala o desembargador do TRF-3. “A essa pessoa natural cabe autorizar a divulgação, ou negá-la, conforme queira ou não ser conhecida. Só isso. Não pode qualquer outro obter fotografias, sem sua autorização, e postá-las em redes sociais.”
Para Johonsom Di Salvo, os capitães ‘não obedeceram a fundamentos importantes da ética militar’ – respeitar a pessoa humana (artigo 28, inciso III, Estatuto dos Militares), ser discreto em suas atitudes (artigo 28, inciso IX), observar as normas da boa educação (artigo 28, inciso XIV), zelar pelo bom nome das Forças Armadas e de cada um de seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos da ética militar (artigo 28, inciso XIX).
“A dupla de capitães que fotografou a adolescente e seu documento, lançando-os nas redes sociais, descumpriu todos os preceitos. Na verdade, são transgressores, tal como consta do artigo 42 do Estatuto dos Militares, na medida em que amesquinharam um direito alheio constitucionalmente assegurado, fazendo-o na condição de capitães do Exército Nacional”, salientou. o desembargador.
Di Salvo concluiu que ‘a União deve responder pelos atos comissivos dos agentes, que se achavam no exercício da função militar, e ofenderam pessoa que exercia um dever cívico-constitucional’.


Confira a íntegra do acórdão 





De acordo com a advogada Patrícia Gorisch, que também é presidente da Comissão de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito da Família (Ibdfam), a sentença é um marco na luta contra o preconceito. “Nunca o Exército foi responsabilizado por condutas transfóbicas e homofóbicas por parte de seus agentes”.
 
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OAB já reconheceu nome social a 62 advogados e advogadas trans

Desde que a Ordem dos Advogados do Brasil reconheceu que travestis, transexuais e transgêneros podem usar nome social no lugar do nome civil para exercer a profissão, a entidade emitiu 62 certidões com as alterações.
A autorização foi dada em 2016, por meio da Resolução 5/2016 do Conselho Federal. Desde o ano seguinte, quando o texto entrou em vigor, 11 estados e o Distrito Federal emitiram carteiras da OAB para trans. 
A Bahia foi o estado com mais registros até o momento, com nove documentos. O Distrito Federal ficou em segundo lugar, com oito. A única região do país sem emissões, por enquanto, é a Centro-Oeste.
Segundo a resolução, o registro deve seguir “a designação pela qual a pessoa travesti ou transexual se identifica”, mediante solicitação prévia.

A advogada transexual Márcia Rocha foi quem recebeu a primeira certidão do país, da seccional São Paulo, em janeiro de 2017. Depois da carteira de identidade profissional de Márcia, São Paulo emitiu outras cinco. 
Como Márcia Rocha ainda não alterou o registro civil, na carteira da OAB-SP aparecem os dois nomes, o civil e o social. Mas ela não vê problema nisso e diz que sempre foi respeitada no exercício da profissão.
Destaca que em um acórdão do TJ-SP, quando fez sustentação oral durante um julgamento, foi publicado apenas  o seu nome social. “Muito respeitoso da parte do tribunal”, diz. “Em São Paulo não há burocracia para pedir a alteração à OAB, é uma solicitação simples, sem necessidade de apresentar novos documentos”, completa a defensora.
Em fevereiro, foi a vez da seccional de Pernambuco emitir o documento pela primeira vez para a advogada Robeyoncé Lima. Ela preferiu alterar o registro civil antes de pedir a nova carteira, para não ficar com os dois nomes no registro da OAB. De acordo com Robeyoncé, o processo judicial demorou cerca de oito meses.

Após conseguir a mudança no registro civil, demorou cerca de dois meses para a OAB-PE emitir a nova carteira. “Perdi a vergonha de mostrar o documento. Antes ficava constrangida, porque não me representava, não correspondia a pessoa que eu sou”, afirma Robeyoncé.
 
Veja o quadro de emissões pelo país:
Amazonas6
Bahia 9
Ceará4
Distrito Federal8
Maranhão6
Minas Gerais2
Paraíba4
Pernambuco1
Rio de Janeiro6
Rio Grande do Norte4
Rio Grande do Sul6
São Paulo6
Total62



Do Conjur -  Por 
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Gabriela Loran é a primeira atriz transexual de 'Malhação'

Aos 24 anos, Gabriela Loran faz sua estreia na TV como a professora de dança Priscila, de "Malhação - Vidas Brasileiras". Na história, ela incentiva o personagem Leandro (Dhonata Augusto) a enfrentar os preconceitos e viver sua paixão pela dança:
- O final da história é incrível, mas não posso contar. Vai acontecer uma desconstrução muito bonita da questão do gênero no que diz respeito à dança.
Gabriela é a primeira atriz transexual a aparecer em "Malhação". Ela se diz muito feliz por estar servindo de exemplo para jovens como ela:
- Acho muito interessante que seja no horário em que os adolescentes estão assistindo. Eu, quando jovem, não tive essa referência. Quando a pessoa vê uma mulher trans e empoderada, ocupando um espaço de respeito, ela acredita que existe, sim, uma oportunidade. Estou tendo um feedback maravilhoso. Muitas meninas trans me escrevem, comemorando. Isso, para mim, como Gabriela e militante, não tem preço. Servir de referência para alguém como você é incrível.
Gabriela espera que surjam mais oportunidades para atores e atrizes transgêneros:
- É muito importante que nós tenhamos chances. O filme da Daniela Vega (atriz do longa 'Uma mulher fantástica', premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro, e primeira mulher trans a participar da cerimônia) ganhou porque teve representatividade, ela estava presente. E, quando a pessoa está presente, a gente vê que ela existe. Estamos conquistando um espaço legal, mas não podemos nos acomodar, senão perderemos o pouco que alcançamos. Hoje, há diversas mulheres trans buscando espaço, mas a gente precisa de mais e mais. Porque eu posso ter sido a primeira a ocupar esse espaço de 'Malhação', mas não quero ser a única.
A atriz conta que adorou a experiência na TV:
- Fiquei fascinada, não tinha noção do quão difícil é. Espero que surjam novos convites, porque pretendo continuar fazendo televisão.
Além da novela, Gabriela está em cartaz com a peça "InCômodos". No espetáculo, que trata dos desconfortos do universo feminino, ela é a única transexual entre 14 mulheres:
- Ao final da apresentação, ressalto que o Brasil é o que mais mata transgêneros e travestis no mundo, ao mesmo tempo em que somos o país que mais consome pornografia com transexuais. E nesse momento as pessoas percebem que, entre as 14 mulheres, eu sou trans, o que não é dito em nenhum outro momento. É um experiência muito legal e tenho recebido um retorno ótimo.

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“Nunca rejeite seus filhos trans”, diz Marvia Malik, âncora de telejornal no Pasquistão

Marvia Malik fez história como a primeira âncora trans de telejornal pela TV Kohenoor, no Paquistão. Logo após o feito, ela foi entrevista pela Deutsche Welle, e contou a sua história de luta, rejeição familiar e superação.
Aos 21 anos, ela afirmou que foi rejeitada pela própria família quando estava na escola e que que suar bastante num salão de moda para conseguir financiar os seus estudos e cursar a faculdade de jornalismo. Ela foi contratada após três meses como estagiária.
“Lutei muito para ser aceita. A parte triste da história é que as pessoas nunca me apoiaram. Eu nunca recebi o respeito que a sociedade normalmente dá a homens e mulheres (cis). Fui vítima de provocações e assédios constantes”, afirmou.
Ela diz que as coisas seriam mais fáceis se tivesse recebido apoio da família. “Quero transmitir esta mensagem a todos os pais: nunca rejeite seus filhos, mesmos que sejam transgêneros. Ame-os, eduque-os e apoie-os. Se você aceitá-los, a sociedade também os aceitará, e eles contribuirão para o progresso do país”, declarou.
Marvia diz que as pessoas trans ainda enfrentam muita discriminação no país e que não são acolhidas pela sociedade. Pelo abandono familiar, muitas acabam sendo obrigadas a trabalhar como dançarinas ou profissionais do sexo. 

“Temos o direito ao emprego e de herdar propriedades. Também deve haver uma conta de emprego para nossa comunidade. No Paquistão, há uma reserva parlamentar de assentos para minorias religiosas e mulheres. Eu reivindico que o governo nos reserve cadeiras tanto na câmara alta quanto na baixa”.

A jornalista também afirma que não se incomoda de ser rotulada como âncora “trans”. Ao contrário. “Eu venho lutando pelos direitos da comunidade trans há muito tempo e talvez tenha que conviver com esse rótulo. Isso é apenas um começo. Se me oferecerem uma posição no governo, estou disposta a aceita-la, pois isso me dará a oportunidade de contribuir para o bem-estar da minha comunidade, que enfrenta muitos problemas no Paquistão”.

Ao comentar como foi sua estreia no telejornal, Marvia declara, todavia, que obteve uma resposta acolhedora. “Estava esperando uma reação normal, mas as respostas e comentários que estou recebendo dos espectadores paquistaneses e de pessoas ao redor do mundo são extraordinárias. Estou muito contente por receber tanto amor de todos. Muitos jornalistas paquistaneses também me enviaram mensagens de congratulações”.

Ela diz que seguirá lutando até conseguir todos os direitos fundamentais.  
 

Do NL

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Prazo para transexuais e travestis registrarem nome social no título de eleitor vai de 3 de abril a 9 de maio

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que eleitores transexuais e travestis têm o prazo de 3 de abril a 9 de maio para solicitarem a inclusão de seu nome social no título de eleitor e no caderno de votação das Eleições 2018, e para atualizarem sua identidade de gênero no Cadastro Eleitoral.
O tribunal lembrou que "nome social" é aquele que designa o nome pelo qual o transexual ou travesti é socialmente reconhecido. Já a identidade de gênero estabelece com que gênero – masculino ou feminino – a pessoa se identifica.
A opção pela autoidentificação foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sessão administrativa realizada no dia 1º de março deste ano. No último dia 22, o tribunal decidiu também que transexuais e travestis podem solicitar a emissão de título de eleitor com seu nome social, acompanhado do nome civil.
O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, afirmou que "é papel da Justiça Eleitoral zelar pelo respeito às diferenças e atuar para que o exercício da cidadania se dê livre de embaraços e preconceitos."
Para ele, os novos avanços preenchem uma lacuna da Justiça especializada em relação à prática social. "Todo eleitor tem o direito de ser identificado da forma como enxerga a si próprio e como deseja ser reconhecido em sociedade", declarou, por meio de nota.
Nem todos os nomes, porém, serão aceitos, infomrou o TSE. "São vedados nomes que possam ser considerados ridículos, degradantes ou que atentem contra o pudor. As restrições visam garantir a identificação correta e o tratamento digno aos eleitores transexuais e travestis", acrescentou.

Como solicitar

A inclusão do nome social e a atualização da identidade de gênero podem ser feitas, de acordo como TSE, no cartório ou posto de atendimento que atenda à zona eleitoral do interessado. Basta apresentar um documento de identificação com foto no ato da solicitação.
Segundo o tribunal, quem optar pela autodeclaração de nome e gênero até 9 de maio, data do fechamento do Cadastro Eleitoral, poderá votar nas Eleições 2018 com seu nome social consignado no título de eleitor e também no cadastro da urna eletrônica e caderno de votação. Quem perder o prazo poderá fazer o procedimento somente após as eleições deste ano.
"Já o reconhecimento da identidade de gênero é importante, sobretudo, para os transexuais e travestis que planejam se candidatar. Embora não seja impressa no título, a informação será levada em contapara o cálculo dos percentuais mínimos e máximos de gênero no pleito deste ano, de acordo com a legislação eleitoral", avaliou o TSE.
Além de garantir a identificação desejada, o tribunal também informou que o uso nome social visa assegurar tratamento digno ao eleitor. Explicou que nome registrado pelo cidadão constará também das folhas de votação e dos terminais dos mesários nas seções eleitorais, de modo a favorecer uma abordagem adequada à individualidade do eleitor.
“As medidas visam proporcionar acesso a direitos resguardados pela Constituição, conferindo às pessoas transexuais e travestis o respeito que elas merecem como eleitores e cidadãos”, afirmou o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
De acordo com o TSE, qualquer cidadão que venha a se alistar ou já possui o titulo de eleitor pode fazer essa solicitação à Justiça Eleitoral, abrangendo, deste modo, também os menores de 18 anos. Somente a autodeclaração do eleitor é suficiente para a Justiça Eleitoral, informou o TSE.
O nome civil também constará no título de eleitor. Porém, será utilizado apenas para "fins administrativos" pela Justiça Eleitoral, e seu emprego se dará "apenas quando estritamente necessário ao atendimento do interesse público e à salvaguarda de direitos de terceiros", informou o tribunal.

Do G1
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Marvia Malik faz história ao se tornar a 1ª apresentadora trans de telejornal do Paquistão

 A modelo Marvia Malik, de 21 anos, fez história ao se tornar a primeira âncora de telejornal do Paquistão. Ela estreou no último sábado (24) no canal Kohinoor News, de Lahore.

Antes de estrear na televisão, Marvia havia trabalhado como modelo em um desfile de moda. Ela é formada em jornalismo pela Universidade de Punjab e se candidatou a vaga para mostrar que as pessoas "trans são capazes de qualquer trabalho".

"Recebi muita mensagem positiva dos envolvidos com a indústria da moda quando desfilei como modelo dua semanas atrás. E agora isto. É impressionante", declarou ela à Thomson Reuters Foundation.

O país é considerado bastante conservador e violento com a população trans, porém o ativismo trans tem feito diferença nos últimos anos. Como ter uma lei que protege a população trans no país, incluir o "gênero x" em carteiras de motororista e ter a ativista trans Zara Changezi com protagonista de um filme romântico.

Marvia afirma que muita coisa ainda deve ser feita. Ela afirma que devido ao preconceito muitas "hijras" (como são chamadas a população trans no país e em países vizinhos) são atacadas, estupradas, assassinadas e que ficam sem oportunidade de emprego. "Ficamos sem opção, a não ser mendigar, dançar ou vender nossos corpos".

Agora, com a carreira no telejornal, ela diz querer contribuir para a mudança na sociedade. "Quero mostrar ao país que somos mais do que objetos de ridículo. Que também somos humanos". No Paquistão, há 10.418 pessoas trans de uma população de 207 milhões, informa o censo realizado em 2017.

Do NL


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Linda! Cubatense comemora mudança de nome e de sexo

Em entrevista ao Acontece, Heloísa Souza comemora a mudança oficial de nome e lembra os constrangimentos que passou por conta dessa transição.

No início do mês de março, o Supremo Tribunal Federal decidiu que transgênero e transexuais teriam o direito de alterar o nome, sem a necessidade da cirurgia de troca de sexo. A decisão também dispensava a necessidade de autorização judicial, declarando que a alteração poderia ser feita no cartório.

Como conquista de direitos, a decisão foi muito comemorada pela classe LGBT. Agora transexuais não terão mais que esperar por anos, como a cubatense Heloísa. Aos dezoito anos, Heloisa iniciou o processo de mudança de nome, sete anos depois ela finalmente terá o nome ‘Heloísa Souza da Silva’ em todos os seus documentos. A mudança de nome é um processo muito burocrático, precisando de laudos de endocrinologista, psicólogo, psiquiatra e ainda passar por um perito da justiça.

No caso específico de Heloísa, que já vinha acontecendo antes da decisão do STF, ela conseguiu além da mudança do nome a mudança do sexo para feminino nos registros. Uma conquista que ela resume da seguinte forma: “É muita burocracia, eu vivo que nem fora da lei. Em tudo que me cadastro eu coloco meu nome de mulher. Então é como se eu estivesse fazendo uma falsificação ideológica. Por que se eu sou uma menina eu vou ter um nome masculino para que? Eu sou uma menina”, questionou.

Discriminação
Heloísa afirma nunca ter sofrido nenhum tipo de preconceito direto, mas que seu nome masculino nos documentos já a colocaram em situações desagradáveis. Dentre elas, podemos citar o fato de não ser aceito seu nome feminino no ENEM, mesmo o MEC tendo liberado o uso do nome social em 2014. Ou ainda situações em que o valor da entrada de um determinado lugar é diferente para homens e mulheres, onde Heloísa teve que pagar o valor de entrada dos homens apenas por ter um nome masculino no rg.

Até mesmo no hospital municipal Heloísa teve problemas, em ocasião de precisar ser internada ela teve que passar por momentos desagradáveis onde não permitiam que fosse utilizado seu nome feminino. Sendo que o Ministério da Saúde regulamentou em 2013 o nome social no cartão do SUS.

A situação descrita como a pior de sua vida aconteceu em um cartório de Cubatão. Heloísa foi até o local com intenção de abrir firma, mas foi impedida pelo nome masculino no documento apresentado. Ela conta que os funcionários do local a ridicularizaram perante outros clientes, expondo seu nome masculino a todos que estavam presentes no recinto. Para Heloísa foi humilhante, mas sem a intenção de se render para o preconceito ela acionou a justiça e hoje corre o processo.

Todos esses são exemplos claros da importância da alteração do nome nos documentos de transgêneros e transexuais. “As pessoas acham que eu estou enganando elas, mas eu não estou enganando ninguém. Eu sou uma mulher!”, diz Heloísa sobre as situações citadas.

Transição
Heloísa começou sua transição aos 18 anos, quando fez sua primeira cirurgia. O corpo dela rejeitou as próteses de seios, esse foi um dos momentos mais difíceis para ela. Para tentar de novo ela teve que esperar um ano, período em que ela disse que poderia ter desistido da transição, mas que jamais pensou na opção. Hoje, Heloísa espera que por exames para iniciar o processo de mudança de sexo, muito embora ela diga que se sente muito satisfeita com sua imagem.

Do Acontece - Via Facebook
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Ministério Público Federal recomenda às Forças Armadas que não vetem transexuais

O Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, expediu recomendação aos Comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para que a transexualidade não seja considerada como motivo determinante para a reforma de militares, nem como forma de incapacidade para o exercício da atividade militar.
A recomendação leva em consideração ‘elementos colhidos’ durante um inquérito civil instaurado em 2014 – nº 1.30.001.000522/2014-11 -, que teve como objetivo apurar suposta violação aos direitos humanos no âmbito das Forças Armadas Brasileiras, que estariam reformando sistematicamente militares por causa da condição ou opção sexual, sob o fundamento da incapacidade para o serviço militar.
Nos casos concretos de militares transexuais analisados durante o inquérito – um do Exército, dois da Marinha e um da Aeronáutica -, todos foram excluídos do serviço ativo das Forças Armadas após manifestarem o desejo de realizar transição de gênero.

Para os procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, autores da recomendação, a suposta impossibilidade de manutenção da militar transexual nas Armas ou Quadros Militares exclusivamente masculinos não encontra amparo constitucional ou legal, seja pela possibilidade de transferência de militares entre Corpos e Quadros, seja pelo ingresso de militares mulheres em Armas/Quadros/Funções antes exclusivamente ocupados por homens.
O Ministério Público Federal recomenda ainda que sejam estabelecidos programas de reabilitação ou transferência de militares transexuais em funções compatíveis em outros Corpos ou Quadros das Forças Armadas, caso exerçam originalmente funções que não podem ser ocupadas por mulheres e tenham alterado o gênero masculino para o feminino.
A Procuradoria quer implementação de programas de combate à discriminação, ‘voltados à erradicação da homofobia e transfobia, de modo a não excluir das Forças Armadas as pessoas transgênero ou homossexuais’.
Os respectivos Comandantes ‘deverão, no prazo de 30 dias, informar as providências adotadas, sob pena de impetração da medida judicial cabível em caso de inércia ou descumprimento’.

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Laverne Cox é a primeira atriz transexual na capa da Cosmopolitan

Laverne Cox, atriz de Orange Is The New Black, sempre foi uma grande ativista pelos direitos transexuais e é uma das maiores porta-vozes do assunto em Hollywood. Ela se tornou, na última segunda-feira, 22, a primeira mulher transexual a ser capa da revista Cosmopolitan.
A edição de fevereiro da publicação sul-africana tem como tema a hashtag #SayYestoLove, ou seja, diga sim ao amor. Na carta de abertura da Cosmopolitan, Laverne escreveu: “Mulheres trans merecem ser amadas a céu aberto”.
Não é a primeira vez que a atriz se consolida como primeira trans na capa de uma grande publicação. Em 2014, ela saiu como destaque da revista Times.

De Isto É
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Transgênero de Guarujá: Flávia é personagem da vida real

A imagem que vemos no espelho é o reflexo da luz. Mas, para Luís Fernando de Oliveira Weiss, essa luz esteve apagada por 42 anos. Apenas em julho do ano passado é que os holofotes se acenderam, todos de uma vez só, iluminando uma nova pessoa. O gênero masculino continuou no escuro, mas a luz fez surgir Flávia Bianco, uma mulher vaidosa, sempre de olhos delineados e com boca e unhas vermelhas.
Pela ordem cronológica da vida, Flávia acaba de completar um ano. É o tempo que ela tem de princesa e que o sapo que lhe permitiu a metamorfose se mantém apenas nas lembranças.
Com sua identidade social, que já consta oficialmente no CPF junto com o nome de batismo, Flávia trouxe consigo uma história verídica de alguém que não se reconhece no corpo do sexo oposto, exatamente como a personagem Ivana, da novela A Força do Querer, de Glória Peres. 
“Meu desafio hoje é retornar ao mercado de trabalho como Flávia e vencer a desconfiança de amigos e até de familiares nesse processo de transição”. 
A diferença é que Flávia já existia nos sonhos de Luís Weiss desde quando ele vestiu a roupa de uma prima pela primeira vez ainda criança, aos 7 anos. Ainda assim, seu lado feminino nunca o impediu de cumprir seu “papel social”, como define a “vida do sapo” nos anos em que trabalhou com despacho aduaneiro, cursou Publicidade ou mesmo durante os 23 anos de seus dois casamentos.
Para quem não conhece nada do movimento crossdressing,  sapo é o homem que dá a origem à mulher-princesa, criada a partir do uso de roupas, acessórios e maquiagem. Para os crossdressers, o que importa é o gênero e não a orientação sexual. E assim foi a vida da hoje Flávia até julho do ano passado. 


Por longos 42 anos, a luz de Flávia esteve apagada (Foto: Rogério Soares / AT)
 
A sua história como crossdresser chegou a ser contada na AT Revista de 28 de maio. Mas foi a publicação de um apelo por trabalho nas redes sociais, no último final de semana, que novamente a trouxe para as páginas de A Tribuna.
 “Não gosto de crachás e rótulos. Eu sou a Flávia. Não vou apontar o dedo e dizer que aquele ali é cross, a outra é trans e aquele lá é drag ou uma travesti. Não gosto de subdivisões
Surpresa
Quando a porta do elevador do jornal abriu na Redação do 3º andar, na terça-feira passada, um mulherão de 1,90 metro se apresentou toda sorridente, plena, realizada com a repercussão de sua história. Acima de tudo, estava ali uma mulher corajosa.
O tamborilar das unhas perfeitamente pintadas durante a entrevista evidencia o resultado do tratamento hormonal iniciado em setembro de 2016 e também a resposta de seu corpo à libertação do feminino. 
A barba cerrada do passado foi retirada a laser e a obesidade que um dia chegou aos 160 quilos ficou para trás. Novos são os contornos mais arredondados dos quadris, mãos enfeitadas com anéis e também cabelos compridos. 
Vestida com uma blusa vermelha, saia longa, colar, bracelete e brincos, tudo em perfeita harmonia, ela diz se sentir muito à vontade para, por exemplo, desfilar na calçada da Rua João Pessoa, no Centro de Santos, em pleno horário de pico. 
“Hoje não sou mais a cross. Em qualquer lugar que vou, eu sou a Flávia, mesmo estando com a maquiagem perfeita ou só com o olho pintado”.
É assim que ela fez as pazes com o espelho do qual fugiu desde sempre. Na verdade, dos 7 aos 42 anos, o finado Luís Weiss nunca permitiu que qualquer pessoa o visse como mulher. “Ninguém nunca soube ou sequer desconfiou. Nunca fui efeminado ou me interessei por homem. O problema é que as pessoas confundem identidade de gênero com orientação sexual. Graças à Glória Peres, essa diferença vem sendo explicada”.
Mas ela é uma mulher que nasceu no corpo errado assim como a Ivana? Sim. Mas a diferença é que Flávia começou seu processo como crossdresser e decidiu fazer a transição por completo na vida adulta, longe dos conflitos da adolescência. “Não vivi o trauma da Ivana, porque eu sempre aceitei o meu papel social de homem, enquanto ela usava até uma faixa para apertar os seios e escondê-los. Eu nunca fui assim”. 
Outra diferença é a idade com que ambas fizeram a transição. Ela acredita que ter vivido a adolescência e o início de sua vida adulta como Luís tenha garantido até mesmo sua profissão na área portuária e a formação em Publicidade. “Não sei como teria sido se eu me assumisse naquela época. Será que teriam me colocado pra fora de casa? Eu teria feito faculdade? Minhas opções seriam as mesmas das travestis que estão pelas ruas?”
“Eu me vejo como transgênero e isso não tem nada a ver com ser homossexual, hetero ou pansexual (indivíduo que aprecia e é atraído por todos os tipos de gêneros). Há uma pergunta recorrente sobre o que eu sou. Sendo bem sincera? Fui durante 42 anos da minha vida hetero e hoje a Flávia é assexuada”
Trabalho
O desemprego chegou na vida de Flávia em março do ano passado, quando o Luís ainda existia. Logo depois veio o divórcio da segunda mulher, a volta para a casa da mãe em Guarujá e os desafios da aceitação. Já trabalhou temporariamente em uma empresa de seguros, mas seu maior sonho, agora, é se recolocar em alguma vaga que necessite de um profissional experiente em Administração. 
Assim como tem sido aceita entre familiares e amigos antigos, inclusive pela filha de 9 anos, Flávia acredita que possa encontrar uma oportunidade diante de sua capacidade e currículo. “Eu já gerenciei um terminal portuário”, orgulha-se.
Até que a chance apareça, ela segue “respeitando para ser respeitada”. Uma das vantagens da sua transição de gênero é ter aprendido a ser mais compreensiva. “Quem introduziu um fato novo nesta história fui eu. Então eu é que tenho que ter paciência para que a novidade seja digerida. Não posso exigir urgência na aceitação. Hoje eu saí de casa montada (arrumada e maquiada) e dei ‘oi’ normalmente para dois vizinhos que estavam na calçada. Agora, o que eles pensam, não faço a mínima ideia. Mas, na boa? Não me importa”. 

De A Tribuna Por: Christiane Lourenço
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"Não queria filho veado": a trajetória de um pai e a filha trans de 6 anos

Aos 2 anos de idade, Murilo, que hoje se chama Carolina, 6, deu os primeiros sinais de que gostava do universo feminino. “Ele nasceu menina no corpo de um menino, ser transgênero nunca foi uma escolha”, diz o pai, Anderson de Almeida, 43, que no início do processo era agressivo e tinha vergonha por achar que o filho era gay. Nesse depoimento, o empresário, que ora se refere ao filho como Murilo, e outras vezes como a filha Carol, conta os desafios da família e como é a vida pós-transição de gênero: “Ela é uma criança mais feliz”.
“Eu e minha esposa notamos um comportamento diferente na Carol quando ela tinha 2 anos. Ela colocava fralda de pano na cabeça para fingir que tinha o cabelo comprido, mas eu tirava e forçava ela a brincar de carrinho. Quando visitávamos meu irmão, ela ficava encantada com os brinquedos, as bonecas e as tiaras da prima, pulava de um lado para outro. Eu me isolei e parei de ir na casa dos meus amigos e familiares porque eu morria de vergonha por achar que eu tinha um filho gay, que gostava de coisa de menina.
A Carolina adorava pegar as roupas da mãe. Na tentativa de impedi-la, eu coloquei uma fechadura e tranquei o quarto. Ela se mostrou uma criança muito criativa. Um dia, ela pegou uma camiseta comprida do irmão mais velho, amarrou com um cinto e fez de vestido. Ela sempre tinha um detalhe feminino em tudo o que vestia. Teve uma vez que ela achou um guardanapo rosa no chão, fez de lenço e colocou no bolso da camisa.


Anderson de Almeida: "Sou lutador e fui criado numa família tradicional onde homem é homem e mulher é mulher" Imagem: Arquivo pessoal 

Xingava e batia no meu filho, ele se escondia com medo

Quando o Murilo apresentou esses trejeitos afeminados, eu culpei a minha esposa e fiquei uma semana em casa, sem ir trabalhar, para descobrir se ela estava o influenciando,. Nós quase nos separamos. Ela chorava e dizia que não, que nunca havia o incentivado. Assim como eu, minha mulher também se incomodava com aquela situação, mas pedia a Deus sabedoria para entender nosso filho e dizia que não iria repreendê-lo, pois já via o sofrimento que eu causava.
Eu xingava e batia nele quando ele tinha 3 anos. Ele corria e se escondia com medo. Eu me arrependo e me emociono, porque sei que fui um pai mau para ele. Eu tratava bem os meus outros dois filhos.
Naquela época, eu não compreendia o que estava acontecendo, sofri demais. Sou lutador e fui criado numa família tradicional onde homem é homem e mulher é mulher. Eu não tinha amor, só tinha um rótulo que era assim: nasceu com pinto é menino, nasceu com vagina é menina. Eu não queria ter filho ‘veado’ em casa. Só depois eu aprendi que identidade de gênero não tem nada a ver com orientação sexual. E que transgênero é a pessoa que não se identifica com o sexo e com corpo em que nasceu.

Falaram que minha filha tinha um espírito obsessor

Ao obrigar minha filha a ser o que ela não queria, ela se tornou uma criança agressiva, introspectiva, não falava com ninguém, batia em todo mundo, xingava e cuspia. Cheguei a pensar que ela tinha alguma doença, busquei ajuda na religião. Alguns familiares me falaram que ela tinha um espírito obsessor, outros me orientaram a levá-la na igreja para tirar o demônio do corpo dela.
Minha esposa dizia que sentia no coração de mãe que a Carol não era gay, que havia algo a mais e ela precisava descobrir. Sem informação, ela pesquisou na internet relatos de meninos que gostavam de roupas femininas e foi se familiarizando com o conceito de transgênero. Ao assistir uma reportagem na TV, ela ficou sabendo que o Hospital das Clínicas tinha um grupo que tratava crianças trans.

‘Eu quero acordar menina, quero ser princesa’

Minha mulher marcou uma consulta e iniciamos o tratamento com a equipe do psiquiatra Alexandre Saadeh. Teve início o processo de transição da Carol, que na época tinha 4 anos. Nós fizemos um trato. Em casa, ela poderia se vestir de menina, fora, ela deveria ser o Murilo. Com o tempo, a Carol foi lutando para ser o que ela queria. Um dia, ao colocá-la para dormir, ela disse: ‘Papai, eu quero acordar menina, quero ser princesa, não aguento mais ser desse jeito’.Eu chorei e pedi desculpas a ela e à minha esposa, que sempre foi uma supermãe.
Em julho de 2016, a Carol assumiu o gênero feminino. Compramos vestidos, saias, blusas sandálias. Ela deixou o cabelo crescer, passou a se maquiar e a pintar as unhas. Ela é muito vaidosa e todos os dias se olha no espelho e diz que é linda. Ela mesmo escolheu seu nome feminino e adora brincar de boneca com as amigas. Quando alguma delas pergunta se ela é menino por ter ‘pipi’, ela explica que não, que é menina. Recebemos apoio dos amigos, familiares e vizinhos.

Temos medo que ela seja maltratada

Até hoje, ela nunca foi vítima de bullying, mas sabemos que o preconceito velado existe. Temos medo que ela seja maltratada, agredida ou xingada por ser trans. Explicamos que ela não deve ser agressiva com quem a tratar mal. Se ela ouvir algo que não goste, ela não deve brigar, deve dizer que a família dela a ama, e ir embora. Nós a criamos para que ela saiba se defender com sabedoria.
Minha filha me ensinou a ser um pai de família. Com ela, eu aprendi o que é o amor e o respeito. Hoje estou livre de rótulos e preconceitos. É importante que os pais ouçam seus filhos e deixem eles ser o que eles quiserem. Minha família sofreu muito por falta de informação, por esse motivo estou fundando a Associação das Famílias de Transgêneros. O Murilo nasceu menina no corpo de um menino, ser trans nunca foi uma escolha. Hoje, aos 6 anos, a Carol é uma menina maravilhosa e uma criança espontânea, carismática, alegre e mais feliz”.


Do UOL
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Coração "doeu de felicidade": como um pai postar a foto do filho com o namorado só ajudou

Você já pediu para não ser beijado pela sua mãe na frente dos amigos? Ou fez cara feia quando viu um comentário "babão" do seu pai nas redes sociais? Uma demonstração pública de afeto pode incomodar os mais tímidos ou aqueles que ficam constrangidos quando os pais não disfarçam as emoções, mas para Abhner Benevides, 23, aconteceu bem o oposto. "Eu senti necessidade de agradecer porque eu sei que muita, muita gente não tem esse carinho", diz.
O jovem morador de Campo Grande (MS) se refere a um post que o pai dele, Aldo Benevides, fez no Facebook com uma foto em que o filho aparece ao lado do namorado, Gustavo, 22. Além de marcar os dois na publicação, o pai de Abhner fez uma brincadeira e chamou Gustavo de "noro". Os rapazes estão juntos há quatro anos.
"Meu pai já tinha feito essa brincadeira com a palavra 'noro', mas eu só tinha agradecido a ele em particular, não tinha postado nada sobre isso. Eu realmente não esperava que ele fosse fazer de novo", ele conta.
Eu pensei: eu tenho que compartilhar isso, porque foi emocionante para mim
Abhner Benevides, 23
O pai de Abhner é policial militar em Mato Grosso do Sul, está perto de completar 50 anos de idade e mora a 160 km do filho, em Rio Brilhante --uma cidade com cerca de 36 mil moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Há cerca de dez anos, ele e a mãe de Abhner se separaram, e pai e filho se encontram de uma a duas vezes por mês.

Da esquerda para a direita: Abhner Benevides, Aldo Benevides e Gustavo Freitas 

"Meu coração dói de felicidade"

"No dia que ele compartilhou a foto, eu liguei para ele, e ele me falou que, independentemente de tudo, eu sou filho dele e que ele sente muito orgulho de ser meu pai. A gente teve uma conversa sobre isso [Abhner no post com o namorado]. Ele disse que não teria por que esconder isso, que não é uma vergonha para ele compartilhar isso", o jovem afirma.
Depois de ver a mensagem na linha do tempo do pai, Abhner fez um agradecimento público, reproduzindo o post no Twitter com esta frase: "Meu pai não sabe o tanto que meu coração dói de felicidade quando ele faz isso".
Em pouco tempo, o tuíte recebeu milhares de curtidas. Em menos de uma semana, foram 15 mil compartilhamentos e mais de 90 mil likes. "Eu não esperava tanta repercussão", ele diz. "Nos comentários, as pessoas se dizem orgulhosas pela atitude e entraram no perfil do meu pai para elogiá-lo."
Meu pai não sabe o tanto que meu coração dói de felicidade quando ele faz isso pic.twitter.com/
 
 
 
 
 
 
— abhney (@abhnerbenevides) 3 de dezembro de 2017  

"99% dos meus amigos não têm aceitação dos pais"

Criado em uma família evangélica, Abhner tem outros três irmãos homens (um deles é pastor) e só revelou que era gay há pouco tempo, quando tinha 19 anos. Ele morava com a mãe, na época. Logo depois, contou para o pai.
"Como ele é policial militar, a gente estava com medo da reação dele", diz.
A família se reuniu na sala de casa e Abhner se revelou. "A gente estava apreensivo, mas, quando eu contei, ele falou: 'Nossa, era só isso? Pensei que era alguma outra coisa muito séria, que você estava com câncer, que estava doente'. Foi a primeira reação positiva que eu tive, ele foi o primeiro que me aceitou."
Todo mundo se surpreendeu. Fiquei de boca aberta. Contei para meus amigos e ninguém acreditou. Foi ótimo, eu me senti muito bem
Abhner Benevides, sobre a aceitação do pai de sua homossexualidade
O rapaz diz que a maioria das pessoas LGBT que ele conhece não pode contar com esse mesmo tipo de apoio. "Noventa e nove por cento dos meus amigos não têm aceitação dos pais, e eles acham incrível minha relação com os meus pais, me perguntam como é. Todo mundo acha o máximo."
A foto que viralizou nas redes sociais foi feita em um domingo bem cedo, com o celular, quando Abhner voltava de uma festa onde tinha trabalhado como DJ.
"O que eu vivo hoje com a minha família é um exemplo de que você pode ser gay, pode estar com pessoas do mesmo sexo e pode ter uma convivência boa com a família. Muita gente não tem isso, mas eu acredito que, com o tempo, as pessoas vão abrindo mais a cabeça. Que mais pais possam agir como o meu pai."

Do UOL
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Escola e família da aluna transexual fazem acordo

Familiares da menina transexual Lara, de 13 anos, e a Escola Educar Sesc chegaram a um acordo sobre a discriminação da adolescente na instituição. Como ressarcimento aos danos morais, o Sistema Fecomércio/CE se comprometeu a pagar a formação da aluna até o ensino médio, independentemente de onde ela decidir estudar.
A instituição também concordou em promover campanhas sobre direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais (LGBTs) junto às entidades que trabalham a temática. O acordo foi promovido pela defensora Sandra de Sá por meio do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas da Defensoria Pública do Ceará.
Para Mara, mãe da garota, o acordo foi positivo para a família. “E é uma coisa que não envolve só a Lara, é uma questão de direitos. Às vezes, a pessoa está em situação de vulnerabilidade tão grande que não se sente fortalecida a dar a cara a tapa. Eu dei a minha”, disse.

Do O Povo
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O corpo: campo de batalha da transexual Isabella

O Diário conta a história da pernambucana Isabella e de outras anônimas que lutam pelos mesmos direitos na quarta matéria da série A porta dos invisíveis, que retrata a vida de pessoas que não são enxergadas pelo poder público e que precisaram recorrer à Defensoria Pública de Pernambuco para ter dignidade.
 
Os dias estão sendo contados um a um pela operadora de telemarketing Isabella Borges da Silva, 26 anos. Em menos de um mês, a transexual vai tirar uma nova identidade, uma garantia de que não vai ser mais barrada para entrar em determinados lugares e de que está acobertada pelo novo documento para buscar a felicidade. Ela mesmo escolheu o nome, aos 19 anos, quando recebeu o apoio de uma amiga trans para começar a se libertar de um corpo masculino que não lhe pertencia. A sentença favorável para obtenção de um novo registro civil foi conseguida em tempo recorde – dois meses -  com apoio do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública. Ela faz parte de um segmento que, segundo a instituição, é formado por carentes organizacionais e apresentam vulnerabilidade nas relações sócio-jurídicas da sociedade de massa contemporânea.

Isabella procurou a Defensoria no limite da exaustão, com medo de nunca poder ser vista pelos outros como ela mesma se vê. Estava cansada de se sentir humilhada do ponto de vista econômico, social e cultural. De ouvir  soar o nome masculino pelo qual ela foi registrada, o qual vamos chamar aqui apenas de “R”, já que está prestes a fazer parte do passado.

A história de Isabella e de tantas outras transexuais anônimas que lutam pelos mesmos direitos é contada na quarta matéria da série A porta dos invisíveis, que retrata a vida de pessoas que não são enxergadas pelo poder público e que precisaram recorrer à Defensoria Pública de Pernambuco para ter dignidade. Não existem dados oficiais, mas, segundo o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), a expectativa de vida das trans é de 35 anos, metade da média do brasileiro (a), essa última catalogada pelo IBGE (75,5 anos). 
 
No Brasil, existem cerca de 3 milhões de transexuais e travestis, sendo 500 mil na Região Metropolitana do Recife. Os números são estimativas, de acordo com a coordenadora Choppely Glaudyston, da ONG Amotrans, criada há mais de 10 anos e filiada à Associação Nacional de Travestis e Transexuais, que tem 25 anos. Segundo Choppely, nas pesquisas do IBGE, uma trans que age como mulher e tem os mesmos desejos sexuais do sexo feminino é descrita como homem na coleta de dados. Isabella e tantas outras como ela são ignoradas pelos levantamentos governamentais. Imagine que, nesse momento de crise econômica e política, toda a população trans é invisível nas pesquisas do governo, fundamentais para a construção de políticas sociais e de inclusão no mercado de trabalho.

Políticas públicas, como lançamento de campanhas educativas, por exemplo, praticamente minimizam um leque de pessoas que sofre violência, precisa de orientações e tratamento médico. Se um transexual for assassinado por um crime de ódio, quem vai pesquisar, catalogar e buscar as causas são as organizações ligadas ao movimento LGBT, muitas vezes desprezadas pelo governo. O Brasil é o líder mundial de violência contra trans, segundo a organização não governamental Transgender Europe, rede europeia de organizações que apoia os direitos das pessoas trans. Mas nada tem sido feito pelo governo para trabalhar a intolerância dos brasileiros.

De cabelos longos e iluminados por reflexos, olhos verdes, roupas coloridas e maquiagem, Isabella se identifica como mulher e é assim que ela gostaria de ser tratada na rua, nos hospitais ou ao falar com os clientes no emprego. A trans - que mede 1,83 m e anda ligeiro -, olha as horas no relógio para deixar de ser invisível, e ter o poder se defender, com os respaldo do novo registro civil e da identidade. Na infância e na adolescência, Isabella não aceitava se olhar no espelho e ver a imagem refletida de um menino. Agora ela tem orgulho.

Isabella conseguiu uma sentença favorável da Justiça em setembro, sem passar por exames psiquiátricos ou apresentar inúmeras testemunhas. Ela recebeu apenas o laudo de uma psicóloga da Defensoria e toda manifestação da instituição defendeu sua autonomia como ser humano.  

Em busca da felicidade

A manifestação apresentada à Justiça, assinada pelo defensor Henrique da Fonte, explicava que o ato de conceder o registro civil só após exames psiquiátricos era resquício de uma ultrapassada psiquiatria, que ainda trata a transexualidade como patologia denominada de “transtorno de identidade de gênero”. “O sofrimento e o dano emocional nas pessoas trans são causados pelas expectativas e pressões que a sociedade exige de certos corpos marcados como femininos e masculinos”, escreveu Henrique da Fonte na defesa, estendida em 20 páginas.
A sentença favorável da 12ª Vara da Família da Capital ainda corre em segredo de Justiça, mas falta pouco para acabar o tempo dos mistérios. Isabella não vê a hora de poder atender ao telefone do trabalho, o qual ela é muito agradecida, sem dizer o nome masculino.

Isabella começou a mudar a aparência com 17 anos, quando decidiu comprar medicamentos de forma clandestina, por não haver o suporte devido dos médicos e dos serviços públicos. Ela nasceu com a genitália masculina, mas desde criança queria ser menina. Na adolescência, sonhava com um emprego sem precisar cair na prostituição - destino de muitas trans que são expulsas de casa e não recebem apoio. 

Ao longo da infância e adolescência, Isabella perdeu as contas de quantas vezes saiu da escola chorando por sofrer bullying - o que atinge qualquer aprendizado - apanhou do pai para aprender a ser homem e já foi colocada de joelhos em caroço de milho. Demorou anos para seu pai entender que bem ali, à sua frente, estava apenas sua filha, com amor para dar e receber, independentemente da identidadee de gênero. “Ele agora me entende e aceita”, conta Isabella, orgulhosa, com os olhos sorridentes e mãos que sabem conversar.

Isabella vive com a mãe Ana Cláudia Borges, 47 anos, e o padastro (de quem preferiu não dizer o nome). Com o apoio da mãe, hoje ela tem um teto e um emprego. Diferentemente de outras 90%, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que após serem expulsas de casa, ficaram fora do mercado e precisam recorrer à prostituição pelo menos uma vez para sobreviver. “Quando descobri, pensei que ela fosse gay, mas ela me disse que queria ser uma mulher. Tive um choque muito grande, medo da violência da sociedade, do preconceito, mas, depois, percebi que não tinha como mudar a situação. É minha única filha”, falou a mãe, que fala em Isabella com carinho.

Segundo Henrique da Fonte escreveu, citando Roxana Cardoso, doutora em Direitos Sociais pela PUC, os objetos de direitos de personalidade são os bens e valores considerados essenciais para o ser humano. São inerentes à busca da felicidade.

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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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