Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Suspeito de matar transexual também é investigado por estupro de adolescente

Uma adolescente de 16 anos procurou a polícia após ser sequestrada e estuprada dentro de um carro, no topo de um morro, localizado na cidade de Camapuã. O suspeito do crime seria um jovem de 19 anos, o mesmo que estrangulou e matou uma transexual no dia 20 de dezembro do ano passado, na mesma cidade.
De acordo com a polícia, a adolescente só decidiu falar, porque o suspeito está preso desde o último dia 22 pela a morte da transexual, com quem ele manteve um relacionamento de pelo menos 6 meses. A polícia atestou que o perfil do jovem é de psicopatia. 
Conforme a jovem, na noite do crime, ela estava em uma conveniência na cidade, onde o suspeito também estava. Em depoimento a menina disse que o homem a “observava o tempo todo”. 
Por volta da 0h, a vítima foi ao banheiro, mas, a fila estava grande, então ela decidiu ir até uma praça da cidade, a três quadras do local, para usar o sanitário.
Ainda segundo o depoimento, a menina foi abordada pelo suspeito quando chegava ao banheiro, e após ser atingida com um golpe de ‘mata-leão’ foi jogada dentro do carro e levada até um morro da cidade , distante a dois quilômetros da região central.
Ela foi estuprada por cerca de 20 minutos, no banco da frente do veículo, enforcada e ameaçada de morte, mas, conseguiu fugir após dar uma cotovelada na barriga do suspeito, abrir a porta do carro e se jogar morro abaixo.
A polícia informou que a adolescente ficou bastante ferida na queda. Depois de bater em uma cerca de arame farpado, ela teria caminhado por um trecho de 800 metros até conseguir pedir ajuda em uma casa. O casal na residência teria acionado o pai adolescente. 
Na delegacia o pai da jovem informou que a filha chegou em casa de madrugada “toda ensaguentada”. Ela disse que tinha sido estuprada pelo suspeito e também contou que ele teria tentado matá-la. Pai e filha decidiram não procurar a polícia no momento porque estavam com medo das ameaças feitas pelo rapaz. Uma terceira mulher também teria sido vítima do suspeito. 
De acordo a investigação, a jovem será submetida a exames da perícia médica legal, em Coxim (MS), onde fica o Instituto Médico Legal (IML), que atende a região de Camapuã. A adolescente será encaminhada para o Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Droga (Caps), onde fará um acompanhamento psicossocial.
OUTRO CASO 
Uma transexual de 29 anos foi encontrada morta por estrangulamento no dia 20 de dezembro, em Camapuã. O assassino de Marcinha Rodrigues, que na época tinha 18 anos, se entregou à polícia, alegando estar arrependido. O crime teria sido motivado pela recusa dele em ter relações sexuais com a vítima.
Segundo a polícia, o suspeito contou estar bebendo cerveja com a vítima e amigos quando, por volta das 3h, Marcinha pediu carona a ele, que estava de bicicleta. Durante o trajeto, Marcinha teria lhe aliciado, provocando a reação violenta.

O jovem contou os detalhes: deu o golpe conhecido como 'mata-leão', apagou a vítima e, com ela caída ao chão, forçou o joelho em sua garganta, matando-a asfixiada. Mesma ação tentada para matar a menor. 
A denúncia será anexada as investigações, e o jovem deve responder por homicídio qualificado, sequestro e estupro.  

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RENOSP: Policiais LGBTs brasileiros criam rede de apoio no Instagram

Quem acha que profissional LGBT é só um ou dois na corporação da polícia, bombeiros, aeronáutica marinha, exército, ou qualquer outra instituição de segurança pública, muito se engana.
Um grupo de profissionais de segurança pública brasileiros forma a rede RENOSP (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública), que em seu Instagram já conta com milhares de seguidores. Eles publicam diariamente posts mostrando profissionais LGBTs da área. Pessoas corajosas que acreditam na luta contra o preconceito e ignorância predominante nestas instituições e na sociedade como um todo.
A proposta existe há alguns anos, mas ganhou força desde a semana passada, quando veio a tona a história do PM Leandro Prior, que teve um inferno feito da sua vida após covardemente e anonimamente, alguém tê-lo gravado se despedindo com um simples selinho em outro homem no metrô de São Paulo.
Em um vídeo lançado semana passada, mostramos muitos policiais heterossexuais que fizeram muito além e sem jamais sofrer penalidades:



Por todas as redes sociais, foram muitos os comentários odiosos e até ameaças de morte de dentro da própria corporação da Polícia Militar, como foi o caso do PM Renato Nóbile, que feriu o juramento de honrar a vida – da própria Polícia Militar – ao ameaçar Leandro de morte (na pedrada ainda!).
Mas felizmente, há males que vem pra bem. Por outro lado, apareceram profissionais de dentro dessas mesmas corporações manifestando total apoio ao Leandro. Uma atitude corajosa, uma vez que a maioria dos profissionais LGBTs destes segmentos não se assume e vive uma vida acuada em seus armários pelo medo de todo preconceito que sabem que enfrentariam na profissão.
Inspirados na coragem destes, existe a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ RENOSP.  Como diz a bio do Instagram, é um grupo de pessoas em combate a homofobia, lesbofobia e transfobia dentro da Instituições de Segurança Pública. Todos podem seguir e pode fazer parte e mandar sua foto demonstrando apoio, todo profissional de segurança LGBT.
Pra quem acha que isso é novidade, o Brasil – pra variar – está atrasado. Na Europa, por exemplo, já existe desde 2004 uma Associação de Policiais LGBTs que integra profissionais de todos os países do continente e dá apoio a estes e apura casos preconceito nas corporações, por lá algo cada vez mais raro, diga-se de passagem.
Você pode seguir o Instagram do RENOSPLGBT aqui. Estamos juntos e precisamos nos APOIAR pra mostrar ao poder público que EXISTIMOS e merecemos dignidade e respeito em todas as esferas da sociedade.
Seguindo o perfil, você fica ligado nas atualizações, fotos e stories postados diariamente. Por lá, pode-se ver textos e fotos inspiradores de muitos profissionais LGBTs, todos com muita coragem e vontade de mudar o mundo para melhor.
Pelo fim do machismo e homofobia nestas corporações, que sinceramente, deveriam ter como prioridade acabar com tanto preconceito interno, uma vez que servem, acima de tudo, para garantir o bem estar e segurança de TODAS as pessoas.

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Homofobia e Transfobia agora são crimes com pena de 3 anos de prisão na Suíça

A Suíca acaba de aprovar uma lei criminalizando homofobia e transfobia. Se trata de um ato inédito considerando criminalizar este tipo de discriminação com uma pena severa de até 3 anos de detenção para os infratores.
Um dos responsáveis pela aprovação da lei, o Mathias Reynard, postou em seu Twitter: “Um grande passo para os direitos humanos!”.
Falando ao Shortlist, ele comemorou a nova medida explicando sua importância muito além da Suíça: “A decisão do parlamento da Suíça é uma ótima notícia porque manda uma mensagem ao mundo de que homofobia não é opinião, como o racismo. É uma violação.”
Sobre a justiça sueca, ele ainda disse: “Trabalhando com leis, percebia que estes casos de ódio eram tratados de maneira muito leve pela justiça. Já tive amigos próximos que sofreram homofobia e transfobia e pouco foi feito a respeito.”
Vale lembrar que, ainda que avançada na questão de se criminalizar o preconceito, a Suíça ainda está bem atrasada em questões com casamento homoafetivo e adoção por casais homossexuais, que ainda não são garantias legais em seu território.


Do Poe na roda
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Mato Grosso: Transexual que trabalhava como garota de programa é morta a tiros por cliente

Uma transexual foi assassinada a tiros na madrugada deste domingo (9) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima, Victória Landeiro, de 20 anos, trabalhava em um ponto de prostituição quando foi morta por um suposto cliente.
O crime ocorreu às 2h no Bairro Novo Horizonte, nos fundos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Uma testemunha relatou aos policiais que estava perto do local e ouviu o barulho de um disparo. Victória fazia programa nessa região e aguardava por clientes.
Depois de ouvir o disparo, a testemunha viu um carro, modelo Siena de cor prata, saindo do local. O mesmo carro parou perto e tentou contratar os programas da profissional.
Armado, ele teria se apresentado como agente da Polícia Federal. Victória teria recusado e foi baleada pelo suposto cliente.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e deu os primeiros socorros à vítima. Victória foi encaminhada ao Hospital Regional, onde morreu durante o atendimento.
A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi comunicada do crime e abriu um procedimento para investigá-lo. 

Do G1
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LGBTs antecipam casamentos, com receio de retrocessos no próximo governo




Em entrevista ao portal Brasil de Fato, a youtuber LGBT do Canal das Bee, Jéssica Tauane, revelou que decidiu se casar com a namorada, Julia Azevedo, com quem tem um relacionamento há dois anos e meio.
Acontece que o motivo da união neste exato momento vai além do relacionamento delas: é também por medo de eventuais perdas de direitos no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

O receio não vem à toa. A própria Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil recomendou oficializar a união até o fim do ano para “quem quiser ter direitos garantidos”.
Pra quem não sabe, o casamento homoafetivo no Brasil não é lei. Não existe um âmparo legal de peso que garanta o direito e o impeça de ser revogado. O que existe é uma jurisprudência: uma medida do STF que, em 2011, garantiu por unanimidade que uniões homoafetivas tenham os mesmos direitos da união hétero no Brasil.
E assim viemos de lá pra cá, sem conseguir aprovar como lei o casamento gay até agora, com um congresso mais conservador que o outro sendo eleito.

O que acontece agora é que, em um governo de um presidente que sempre se disse contra os direitos LGBTs, exatamente pela ausência de uma lei que nos garanta este direito de maneira irrevogável, este mesmo presidente tem condições de eventualmente baixar medidas provisórias ou, em uma canetada, negar o acesso a direitos já adquiridos.
É verdade que seria um verdadeiro tiro no pé um governo cutucar esse vespeiro gratuitamente, impedindo a união de milhares de casais que já legalizaram suas uniões e vivem muito bem assim, e também impedir a legalização dos futuros casais. Mas é melhor não pagar pra ver, não é mesmo?
Vale lembrar que recentemente, ainda em campanha, Bolsonaro assinou um documento de um grupo católico se comprometendo a barrar avanços LGBT em um futuro governo.
Outro risco fora uma decisão arbitrária do presidente assumidamente homofóbico Bolsonaro, é o mesmo indicar novos ministros ao STF (com a saída de antigos por aposentadoria ou morte) que alterem a jurisprudência existente sobre a união homoafetiva. Vale lembrar que Bolsonaro já sugeriu não apenas indicar novos juízes ao STF, mas também ampliar de 11 para 22 o número de representantes do STF.
Em um cenário hipotético e terrível, se em sua maioria, esses novos juízes tiverem os mesmos pensamentos retrógrados que o presidente, podemos perder os poucos direitos que já conquistamos por igualdade no Brasil.
Conforme Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse à reportagem: “Não existe legislação no Brasil assegurando qualquer direito da população LGBTI+”.
A recomendação segundo ela, seria então, diante da ameaça simbolizada por Bolsonaro, que os casais homoafetivos que desejam consumar sua união num futuro próximo, se antecipem até o fim deste ano para preservar seus direitos à pensão, à previdência, à partilha de bens, etc.
Nas palavras de Maria Berenice Dias: “Oficializem até o final do ano seus relacionamentos porque os casamentos realizados daqui até lá não podem ser anulados. Um receio que existe é de eventualmente, a partir da posse, um presidente absolutamente homofóbico, conservador e retrógrado, tomar alguma iniciativa neste sentido. Ele tem a faculdade de baixar medidas provisórias, essa caneta ele tem na mão, e eventualmente pode ser que baixe algo que tenha força de lei, negando acesso ao casamento, o que teria mais força do que uma decisão do STF, que só se constitui pela jurisprudência”, afirmou à reportagem.
Seria um cenário péssimo pra todos os LGBTs que se casaram ou querem se casar, mas quem já adquiriu um direito, terá mais dificuldade em perdê-lo mesmo com um veto do presidente, que atingiria diretamente muito mais as futuras uniões.
Foi justamente o que consideraram Jéssica e Júlia: “A gente já queria se casar, mas estávamos aguardando o momento mais oportuno financeiramente. Mas é muito instável, a jurisprudência pode mudar. Como não foi construída em lei, temos medo de daqui a pouco não conseguirmos mais.”, contou a youtuber à reportagem do Brasil de Fato.

Os números de casamentos homoafetivos nos cartórios vêm aumentando desde 2013, quando foram 3.701 registros. Em 2017, o número chegou a 6.746. Neste mês de outubro, foram 81 processos de união afetiva confirmados.







Julia Azevedo e Jéssica Tauane (foto) são namoradas há dois anos e meio. No sábado (27), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, elas decidiram dar entrada no processo de união civil homoafetiva no cartório. A decisão, que está se tornando um movimento da população LGBTI no país, veio como uma resposta política ao receio de que o próximo governo eleito, de Jair Bolsonaro (PSL), retire seus direitos.
Bolsonaro, conhecido pelos históricos discursos preconceituosos contra diferentes grupos sociais, já chegou a afirmar publicamente agressões como: "ter filho gay é falta de porrada". No dia 12 de outubro, durante a campanha eleitoral, o candidato assinou um termo da organização Voto Católico Brasil no qual se comprometeu a defender a família "constituída de acordo com o ensinamento da Igreja" e o "verdadeiro sentido do Matrimônio (sic), como união entre homem e mulher".
Segundo Julia, o casamento não estava nos planos atuais do casal, mas, com a conjuntura política, acabou entrando.
"É uma burocracia, a gente ia fazer mais para frente, mas sabendo das coisas que poderiam acontecer a gente não queria arriscar. Quando a falamos que estávamos nos programando de casar, os amigos ficaram assustados, falando que eles [o governo] vão saber quem é quem, terão documentos. Eu pensei, se eu não puder fazer isso agora, por medo disso… Agora se a gente precisar pedir refúgio, ou algo do tipo, temos um comprovante. Não é o que queremos fazer, mas se for desse jeito, perseguição como na Ditadura, será assim", afirmou, em entrevista ao Brasil de Fato, do apartamento de sua família.
O resultado do pleito havia acabado de ser divulgado quando a reportagem chegou à casa, onde Jessica também estava. Comunicadora social, Jéssica foi fundadora do Canal das Bee, um canal no Youtube que trata de temas LGBTI+ e hoje reúne mais de 350 mil seguidores. A youtuber esperou um tempo para se recuperar, e, com uma bandeira do movimento, com as cores do arco-íris, e uma voz entrecortada pelo choro, contou que nunca realmente havia acredito na possibilidade da eleição do capitão reformado do Exército.
"Deu tempo de ele aprender que o que ele estava falando estava machucando pessoas, virando violências concretas. Não foi por falta de diálogo. O que fez ele ganhar agora foi o preconceito do brasileiro, esse negócio de que a galera de grupo minorizado quer privilégio e faz 'mimimi'. A gente anda muito menos já na rua, sabe, ainda mais por sermos duas minas. As pessoas são sempre homofóbicas, agora elas vão ter um presidente que tem orgulho de ser também. Isso vai potencializar. Ele vai instigar. É uma cartada tão genial, porque o sangue não vai sair da mão dele. Eu prefiro muito acreditar que eles estão enganados, porque senão eu fico desesperançosa da vida mesmo", lamentou.
Em uma foto postada nas respectivas redes sociais o casal teve muito apoio dos seguidores, e também recebeu comentários de diferentes pessoas afirmando que pretendiam fazer o mesmo. A preocupação vem estimulado a mesma decisão em muitos casais. É o caso do oficial da Defensoria Pública de São Paulo Matheus Rodrigues dos Santos Silva. Ele já mora com o namorado, Guilherme Zagonel Silva, há um ano, e namora há mais de seis.
"A gente já queria se casar, mas estávamos aguardando o momento mais oportuno financeiramente. Mas é muito instável, a jurisprudência pode mudar. Como não foi construída em lei, temos medo de daqui a pouco não conseguirmos mais. Como é um assunto que eu acompanho bastante eu falei pra gente aguardar, tentar segurar até o meio do ano que vem, mas com um pouco de receio, a qualquer momento pode ser que não dê mais", afirmou.
Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 175, pela qual ficou estabelecido que casais do mesmo sexo teriam direito ao casamento civil, e que tabeliães e juízes ficaram proibidos de se recusar a registrar qualquer união do tipo. Como explicou Matheus, no entanto, a resolução não tem força de lei. Um projeto do Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, formulado em 2011 e apresentado em 2017 no Senado, ainda tramita no Congresso Nacional.
Sem garantias
Segundo Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), "não existe legislação no Brasil assegurando qualquer direito da população LGBTI+". Ela recomenda que, por esse motivo, e diante da ameaça simbolizada por Bolsonaro, os casais se antecipem para preservar os direitos garantidos "à pensão, à Previdência, à partilha de bens".
"O que existe é uma justiça sensível que, atenta a esse segmento, começou a assegurar direitos. A recomendação feita, para as pessoas que quiserem, é que oficializem até o final do ano seus relacionamentos. Porque os casamentos realizados daqui até lá não podem ser anulados. Um receio que existe é de eventualmente, a partir da posse, um presidente absolutamente homofóbico, conservador e retrógrado, tomar alguma iniciativa. Ele tem a faculdade de baixar medidas provisórias, essa caneta ele tem na mão, e eventualmente pode ser que baixe algo que tenha força de lei, negando acesso ao casamento, o que teria mais força do que uma decisão da justiça, que só se constitui pela jurisprudência. A jurisprudência existe aqui agora, no momento em que mudam os julgadores, as cortes, há a possibilidade de se trocar a jurisprudência, vão se renovando os tribunais", afirmou.
No entanto, o casamento, mesmo no civil, continua sendo caro no Brasil. Os valores atualizados de casamento em cartório em São Paulo, um dos mais altos do país, chegam a R$404,90. A urgência do casamento até o fim de 2018, portanto, exclui a parte dos casais LGBT que não teria como arcar com os custos. 
Para Matheus, a oficialização do matrimônio seria principalmente uma simbologia. "Eu acho importante a gente casar, como um ato político. A união estável é importante principalmente pela questão patrimonial, se um de nós falecer ou precisar de aposentadoria, esse tipo de coisa pode ser restringida. Mas no nosso caso talvez não enfrentássemos muitos problemas porque nossas famílias estão super de acordo com a gente. Mas o que me deixa muito triste é no caso de pais que não aceitaram a vida inteira que o filho morasse com outro cara, o filho morre e os bens vão para os pais, e não para o companheiro, com quem ele construiu a vida", explicou, completando que sua principal preocupação não é a eleição de Bolsonaro, mas de uma grande bancada que o apoia no Congresso. Foram 52 Deputados Federais do PSL eleitos no primeiro turno dessas eleições.
A marcação política também foi uma questão importante considerada pela educadora e fotógrafa Cássia Oliveira, que há um mês realizou o processo da união estável com a companheira Iara Coutinho.
"Com toda certeza [é uma questão política], a gente sempre discute isso. Fizemos questão de ir lá, assinar, por ser uma questão política dos nossos direitos, e pensamos em fazer o casamento tradicional um pouco mais para frente para reafirmar isso, de que temos esse direito não só perante a lei, mas aos amigos e a família. Ontem depois do resultado eu fiquei desacreditada, não vivi para ver isso no Brasil. Hoje caiu a ficha, eu vi uma notícia dizendo que em 2017 aumentou 30% a violência contra LGBTs e fico pirando mesmo. Não tem como não ter medo. Mas na verdade, me sinto fortalecida", afirmou.
Segundo dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo, os dados nacionais do Registro Civil mostram que os números de casamentos homoafetivos nos cartórios vêm aumentando desde 2013, quando foram 3.701 registros. Em 2017, o número chegou a 6.746. Neste mês de outubro, foram 81 processos de união afetiva confirmados.
Do Brasil de Fato - Edição: Diego Sartorato
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Homem que esfaqueou e matou transexual em Sergipe é preso


Laysa Furtano morreu na sexta-feira (19/10) após receber uma facada; segundo testemunhas, morador de rua ameaçava trans aos gritos de “Bolsonaro”
O morador de rua identificado como Alex da Silva Cardoso, de 36 anos, foi preso na manhã de sábado (20/10), no centro de Aracaju, em Sergipe, acusado de assassinar a transexual Laysa Fortuna, que morreu na sexta-feira em decorrência de complicações médicas após receber uma facada no tórax, no dia anterior.

A militante trans-feminista Linda Brasil disse à Ponte que  retornava para casa de carro quando avistou Laysa ferida em meio a outras mulheres trans e travestis na Rua Estância, esquina com a Rua Itabaianinha, próximo ao DAGV (Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil). “Outras trans conseguiram rendê-lo até a chegada da Polícia. Eu fiquei desesperada”.

De acordo com Linda, as ameaças contra Laysa e outras trans e travestis eram frequentes, mas se intensificaram nas últimas semanas por causa da atuação de apoiadores do presidenciável pelo PSL Jair Bolsonaro. “Nós somos um público que já é alvo de violência, mas nos últimos dias ele gritava ‘Bolsonaro’ para assustá-las. Não sei se pode dizer que a motivação é política, mas os discursos que esse candidato prega estão incentivando esses atos”.

Laysa é a segunda vítima da comunidade LGBT a ser morta aos gritos de “Bolsonaro”. Em São Paulo, a travesti Priscila foi assassinada a facadas na terça-feira (16/10) na região central. Uma testemunha disse que ouviu da janela do apartamento os agressores gritarem o nome do militar da reserva.

Na quinta-feira (19/10), Alex foi detido, mas assinou um termo circunstanciado e foi liberado em seguida. Segundo a Polícia Civil, o delegado plantonista da 4ª Delegacia Metropolitana de Aracaju havia entendido que house lesão corporal com base em relatório médico que informava ferimentos leves. Laysa foi socorrida ao Hospital Nestor Piva e depois encaminhada para o Hospital de Urgência de Sergipe.

“O que me deixou em pânico foi considerar a morte da Laysa como lesão corporal. Como um homem com uma faca que já vinha ameaçando pode ser solto? Pedi ao delegado para colher os depoimentos de testemunhas, mas fomos ignoradas. Também fomos desrespeitadas na delegacia porque nos tratavam no masculino”, denuncia Linda, que era amiga de longa data da cabeleireira.

Por conta da morte de Laysa, foi expedido um mandado de prisão e aberto um inquérito para apurar o caso como homicídio. As investigações serão conduzidas pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis.

“Ela era uma pessoa super alto astral, que estava com a gente em todos os eventos, se posicionava bastante pelos direitos LGBTs. É uma grande perda,  a conheço desde adolescente e ela sempre se destacava. Adorava ser cabeleireira. Infelizmente, por causa do desemprego, ela teve que retornar às ruas”, desabafa Linda.

O enterro da transexual está previsto para acontecer no sábado, no Cemitério São João Batista.

Outro lado

De acordo com um escrivão da delegacia ouvido pela Ponte, “não houve motivação política”. “Ele é um morador de rua de Alagoas que está há três anos em Aracaju e costumava perturbar as travestis para obrigá-las a fazer programa com ele”, afirma. “Quando elas estavam em grupo, ele não conseguia, mas como a Laysa estava sozinha e se negou, ele deu a facada. Ele não sabe o nome de um candidato, isso de discurso incentivar é coisa da imprensa”.

A Ponte procurou a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe e as assessorias dos hospitais, mas não teve retorno até a publicação.

Do Ponte

O homem acusado assassinar transexual Laysa Fortuna foi preso na manhã deste sábado, 20, por policiais do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) na Praça Fausto Cardoso. Alex Silva Cardoso, que é morador de rua, foi encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana.
De acordo com a delegada Meire Mansuet, que responsável pelas investigações, Alex costuma dormir na calçada de uma agência bancária da Caixa Econômica, da avenida Barão de Maruim, nas proximidades do local onde transexuais fazem ponto. As investigações, conforme a delegada, apontaram que ele costumava circular pela região, praticando crime de ódio e intolerância e insultando as transexuais.
A delegada Meire Mansuet confirma que as ofensas e discursos de ódio deram origem ao desentendimento que culminou com a morte de Laysa Fortuna. “Ele sempre fazia provocações. Até que Laysa Fortuna revidou, eles entraram em luta corporal e Alex desferiu o golpe faca”, explica.
Alex da Silva Cardoso será indiciado por homicídio. O inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça nesta segunda-feira, 22. O acusado ficará detido na 4ª Delegacia Metropolitana, até que a Justiça defina para qual presídio ele será encaminhado.

Relembre o caso
Laysa Fortuna foi atacada na noite desta quinta-feira, 18, no Centro de Aracaju, por um homem identificado como Alex Silva Cardoso, que é morador de rua. O desentendimento começou após o suspeito passar pelo local, manifestando discurso de ódio contra as transexuais.
Laysa foi encaminhado ao Hospital Nestor Piva e logo depois para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito na tarde desta sexta-feira, 19.
O homem foi preso em flagrante, mas o delegado plantonista confeccionou um Termo de Ocorrência Circunstanciado, considerando o crime como ameaça, com lesão corporal de natureza leve. Com isso, o suspeito obteve o direito de ser solto e responder em liberdade.
O caso foi encaminhado ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e nesta sexta-feira, 19, a pedido da delegada Meire Mansuet, o Poder Judiciário expediu o mandado de prisão contra Alex Silva.
por Verlane Estácio
Do INFONET

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Trans filma escondido momento em que chefe a assedia sexualmente

A americana Makana Milho (foto a lado), transgênero, 21 anos, filmou o momento em que seu chefe a assedia sexualmente no horário do trabalho. Makana conta que trabalha como faxineira em uma empresa e Honolulu, no Havia (EUA) quando no horário do expediente foi abordada pelo chefe Harold Villanueva Jr, 47 anos.

Ela disse que estava limpando o banheiro quando ele chegou e deu um "beliscão" em seu bumbum e depois a chamou para ir até o carro. A americana percebeu que ia ser assediada e resolver filmar tudo escondido com o celular. O homem disse que queria fazer sexo e que, em troca, "ajudaria a funcionária na empresa". 

Em entrevista ao jornal The Daily Beast, ela conta que o chefe já havida 'dado em cima dela outras vezes e que estava na cara que ele a 'obrigaria a fazer algo'. Ressalta ainda: "Tive medo. Cheguei a pensar que ele fosse tentar me violentar, mesmo ali, no estacionamento".

Após publicar na internet, a transmissão que dura em torno de 30 minutos, teve mais de 200 mil visualizações e cerca de 10 mil compartilhamentos.

No início do assédio, o chefe pede para que Makana faça sexo oral nele e avisa que "se você fizer sexo comigo, poderá sair mais cedo do trabalho hoje".

Para fugir do assédio, a funcionária avisa, durante a filmagem, que preferia fazer sexo com camisinha e que iria buscar ali perto um preservativo. "Fiz isso para escapar", confessa a trans.

Após ela dizer que não queria fazer sexo com ele e ouvir de volta muitas ameaças, a jovem consegue escapar e posta as imagens no facebook, marcando a polícia da cidade que acabou prendendo o chefe. Ele ficou detido e foi solto após pagar fiança.

Em nota, a empresa se posicionou dando uma suspensão a Harold e disse que vai aguardar o resultado da investigação e afirmou ainda que ele poderá até mesmo ser demitido. Mokana trabalha como temporária na empresa por determinação da Justiça. Ela cumpre pena por ter furtado uma bolsa em uma loja de luxo em 2014.

Nas redes sociais, a americana chegou a ser acusada de que teria "estimulado o chefe" a fazer tudo aquilo. Ela responde as acusações: "Absurdo. Estava trabalhando. Já tinha sofrido assédio, mas precisava ficar na empresa até o último dia por determinação da Justiça" e ressalta ainda que não fez nada. "Ele quem começou a me assediar e tentou passar a mão em mim algumas vezes" e que fez isso porque muitas mulheres, trans e até mesmo homem passam por isso.

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Traficantes de transexuais aplicavam silicone industrial nas vítimas

Investigados da Operação Fada Madrinha, deflagrada nesta quinta-feira (9/8), aplicavam silicone industrial em transexuais. A informação é do Ministério Público Federal (MPF), que trabalha em parceria com a Polícia Federal e com o Ministério Público do Trabalho na apuração de tráfico internacional de pessoas e o trabalho escravo.

As investigações apontam que o grupo traficou pelo menos 11 vítimas para a Itália em 2017. O inquérito indica que as vítimas eram exploradas e enviadas para a Itália após procedimentos estéticos arriscados, com uso de silicone industrial.

Segundo a Procuradoria da República, o silicone industrial era usado com finalidade estética para modelagem de bocas, quadris e mamas. O emprego corporal da substância, usada para lubrificar máquinas e motores, é proibido pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, pois pode causar necrose, embolia, deformidades e até a morte. Nos casos apurados, há relatos de vazamentos do silicone e deformação corporal. As investigações indicam ainda o uso de próteses mamárias reutilizadas, vencidas ou de baixíssima qualidade nas vítimas do esquema.

Os alvos das prisões usam redes sociais para aliciar pessoas transexuais com a promessa de participação em concursos de beleza na Europa. Proprietários de repúblicas e pensionatos, alguns investigados oferecem procedimentos cirúrgicos para que as vítimas assumam corpos femininos antes de viajarem.

A Procuradoria afirma que, para se hospedarem nos locais e financiarem a transição corporal, as transexuais adquirem dívidas altíssimas e se tornam prisioneiras dos criminosos, sendo reduzidas a condição análoga à de escravo. O endividamento é agravado pelo superfaturamento das intervenções estéticas e pelos altos valores cobrados para a remessa das vítimas ao exterior.

"Para conseguirem se manter na república, e com a sempre esperança de alcançarem o sonho da identidade de gênero e verem seus corpos transformados, elas se prostituem nas ruas da região, não sendo a elas permitido voltar à casa sem o faturamento mínimo do dia", ressalta o MPF. Além da exploração sexual, as vítimas são submetidas a condições degradantes e têm a liberdade restringida, não apenas em virtude das dívidas contraídas, mas também por ameaças e violência física.

A PF informou que 52 federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Franca (SP), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Leopoldina (MG), todos expedidos pela 2ª Vara Federal de Franca, SP.





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Advocacia-Geral da União: Travesti não pode cumprir pena em presídio feminino

Permitir que travestis cumpram pena em presídio feminino viola a Constituição Federal, que estabelece a segmentação espacial da população carcerária segundo o sexo do preso, dentre outros critérios.  É o que defende a Advocacia-Geral da União nesta quinta-feira (23/8), em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, sobre normas que regulamentam as prisões brasileiras. 

De acordo com a entidade, as normas atuais de como travestis devem cumprir pena combinam os preceitos constitucionais e legais com a necessidade de assegurar proteção a um grupo vulnerável.

Por isso, permitir a medida afrontaria o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê que os presos sejam separados de acordo com a natureza do delito, idade e sexo, assim como a Lei 7.210/1984, que assegurou às mulheres o cumprimento das penas em estabelecimentos próprios.

"Em atenção às particularidades físicas e psíquicas de seus destinatários, as normas atacadas inserem os travestis e transexuais no referido sistema binário, observando, a um só tempo, os comandos constitucionais e legais que adotam o sexo como fator objetivo de divisão dos custodiados, bem como a segurança e o grau de vulnerabilidade desses indivíduos e do grupo no qual devem ser acomodados", considera a entidade.

Até o momento não há previsão de julgamento da ação, que está sob relatoria do ministro Roberto Barroso.

Resoluções
No documento, a AGU aponta que há uma resolução de órgãos vinculados ao Ministério da Justiça que estabelece um conjunto de proteções para que travestis possam cumprir pena em segurança e tenham a identidade sexual respeitada.

Dentre elas, está a possibilidade de cumprir pena em espaços separados dos demais presos; de ser chamado pelo nome social; optar pela utilização de roupas femininas e manter cabelos compridos. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.

Clique aqui para ler a manifestação da AGU.
ADPF 527


Sobre a foto clique AQUI 
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Após ser dopada, estuprada e agredida, travesti busca ajuda em igreja evangélica

Uma travesti da cidade de Maringá saiu para fazer um programa com dois rapazes por volta das três horas da madrugada de segunda-feira, 27, e acabou sendo dopada, estuprada, agredida e abandonada em um canavial às margens da rodovia PR-180, no município de Moreira Sales. 
Conforme T.V.A., ela aceitou fazer um programa sexual com dois homens que estavam em um veículo Renault, de cor branca. Após entrar no carro, todos começaram a beber, sendo que o travesti acredita que colocaram alguma coisa em sua bebida, pois perdeu a consciência.
Em seguida T.V.A. foi violentada pelos dois homens, que mantiveram relações sexuais com ela, depois foi violentamente agredida, ficando com marcas por todo o corpo. As agressões fizeram com que ela desmaiasse. Na sequência, a vítima foi deixada no meio de um canavial às margens da rodovia PR-180, perto da Usina de Açúcar.                                        
Assim que recobrou os sentidos, T.V.A. conseguiu sair até a rodovia e foi até uma igreja Assembleia de Deus existente no local, onde pediu socorro, sendo encaminhada ao Pronto Atendimento de Moreira Sales, onde recebeu cuidados médicos.
A equipe da Polícia Militar foi acionada e fez um boletim de ocorrência da situação, orientando a vítima, que contou já ter visto os dois indivíduos que a agrediram na cidade de Maringá e disse acreditar que o veículo que eles estavam era produto de roubo.

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TRF confirma indenização de mulher transexual que teve foto de alistamento vazada

A estudante transexual Marianna Lively, de 19 anos, vai receber do Exército Brasileiro a indenização de R$ 60 mil reais.

Os desembargadores da Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) negaram provimento a recursos da União e confirmaram indenização de R$ 60 mil por dano moral a uma adolescente transexual fotografada por um oficial do Exército quando compareceu ao quartel para alistamento militar em Osasco (SP). Na ocasião, o capitão que presidia a comissão de recrutamento militar anexou o certificado de dispensa da adolescente e o transmitiu pelo aplicativo WhatsApp, que se espalhou pelas redes sociais.
As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do TRF-3 – Apelação Cível 0049184-73.2015.4.03.6144/SP
Para os magistrados, o fato de ter ocorrido em instituição militar e ter sido provocado por capitães do Exército, que estavam em função pública, ‘retrata desrespeito ao direito constitucional de imagem, às regras do estatuto dos militares e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)’.
Como consequência, a situação gerou o dever de indenizar, de acordo com o artigo 37, parágrafo 6.º, da Constituição.
Em primeira instância, a União já havia sido condenada a indenizar a adolescente em R$ 60 mil, com correção monetária e juros de mora.
Após a sentença, a União recorreu afirmando ‘ausência de nexo entre a conduta dos militares e os sofrimentos morais da parte autora da ação’. A União alegou, ainda, ‘ausência de responsabilidade objetiva’.
Ao analisar a questão, o relator do processo no TRF-3, desembargador federal Johonsom Di Salvo, salientou que ‘a prova trazida aos autos e a admissão dos fatos feita pela própria ré não deixam dúvidas de que a adolescente foi fotografada sem autorização durante o alistamento militar’.
Na decisão, o magistrado relata que, sem seu conhecimento, a adolescente foi fotografada pelo capitão Carlos Roberto de Jesus Júnior, tendo o militar repassado as duas fotos ao capitão Rômulo Marcondes de França, que presidia a própria Comissão de Seleção de alistandos.
“Capitão França, por sua vez, sem qualquer licença da pessoa fotografada, divulgou as duas fotos e também o próprio certificado de alistamento militar com dispensa – onde se encontravam todos os dados pessoais da parte autora, inclusive endereço e telefone”, ressaltou o desembargador.
Seguindo entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal, Di Salvo apontou que a adolescente poderia requerer indenização ‘mesmo que não tivesse sofrido qualquer insulto de terceiros’.

 
“Mesmo que a parte autora não tivesse sofrido concretamente qualquer desgosto, é óbvio que, em razão da divulgação de sua imagem obtida sem seu consentimento na rede mundial de computadores, poderia pedir indenização”, assinala o desembargador do TRF-3. “A essa pessoa natural cabe autorizar a divulgação, ou negá-la, conforme queira ou não ser conhecida. Só isso. Não pode qualquer outro obter fotografias, sem sua autorização, e postá-las em redes sociais.”
Para Johonsom Di Salvo, os capitães ‘não obedeceram a fundamentos importantes da ética militar’ – respeitar a pessoa humana (artigo 28, inciso III, Estatuto dos Militares), ser discreto em suas atitudes (artigo 28, inciso IX), observar as normas da boa educação (artigo 28, inciso XIV), zelar pelo bom nome das Forças Armadas e de cada um de seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer aos preceitos da ética militar (artigo 28, inciso XIX).
“A dupla de capitães que fotografou a adolescente e seu documento, lançando-os nas redes sociais, descumpriu todos os preceitos. Na verdade, são transgressores, tal como consta do artigo 42 do Estatuto dos Militares, na medida em que amesquinharam um direito alheio constitucionalmente assegurado, fazendo-o na condição de capitães do Exército Nacional”, salientou. o desembargador.
Di Salvo concluiu que ‘a União deve responder pelos atos comissivos dos agentes, que se achavam no exercício da função militar, e ofenderam pessoa que exercia um dever cívico-constitucional’.


Confira a íntegra do acórdão 





De acordo com a advogada Patrícia Gorisch, que também é presidente da Comissão de Direito Homoafetivo do Instituto Brasileiro de Direito da Família (Ibdfam), a sentença é um marco na luta contra o preconceito. “Nunca o Exército foi responsabilizado por condutas transfóbicas e homofóbicas por parte de seus agentes”.
 
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Transexual é assassinada por jogador de futebol

Na manhã de quinta-feira, 21 de junho, foi encontrado o corpo da transexual Thalia Costa Barboza, nas margens do Rio Uruguai. A mulher de 33 anos trabalhava como vendedora em uma lotérica da cidade de São Borja, no Rio Grande do Sul, e foi morta pelo companheiro. O jogador de futebol Douglas Gluszszak Rodrigues, de 22 anos, membro da Associação Esportiva São Borja, matou Thalia com golpes de garrafa.
O casal tinha uma relação de aproximadamente 15 dias. O relacionamento quase foi interrompido próximo ao Dia dos Namorados, quando Thalia quis terminar mas Douglas se recusou. A motivação do crime seria porque o jogador não queria que o relacionamento fosse exposto nas redes sociais. Devido à condição transexual da namorada, Douglas teria se recusado a postar fotos do casal.
Apesar de oculto, o relacionamento entre Thalia e Douglas parecia normal. No celular da vítima foram encontradas inúmeras mensagens características de uma relação harmoniosa e apaixonada. Thalia confiava e admirava muito o namorado, que a ia buscar na rodoviária, toda segunda-feira, de madrugada. Essa rotina se dava porque o jogador sempre treinava na região metropolitana de São Borja.
Thalia era muito conhecida no bairro onde morava. Atuando na profissão de vendedora, era muito querida por todos da cidade com quem se relacionava com simpatia e bom humor. A irmã de Thalia, Mariane Costa Barbosa, de 26 anos, contou que a vítima superou a transfobia na cidade cativando os habitantes.

O crime

Thalia Costa Barboza foi morta no quarta-feira, dia 20 de junho, na região Oeste de São Borja. As câmeras de segurança do condomínio onde Douglas morava flagraram o casal entrando no prédio na noite do crime. Segundo depoimento de Douglas à polícia, a motivação do crime foi a vontade que Thalia manifestou em expor o relacionamento nas redes sociais.
O casal foi até o apartamento para comemorar o namoro. Diante da questionamento de Thalia sobre a negativa em expor o namoro, Douglas teria desferido golpes de garrafa. A vítima foi encontrada na manhã seguinte com o rosto desfigurado.
A polícia chegou até Douglas através das imagens das câmeras de segurança e por denúncias dos moradores do prédio. Uma pessoa comunicou à polícia que havia rastros de sangue na escada do condomínio. Depois disso, a pessoa responsável pela limpeza encontrou uma toalha manchada de sangue no imóvel. Um outro indício que incrimina Douglas é que seus dedos estão cortados, provavelmente lesionados no momento em que quebrou a garrafa no rosto de Thalia. Por fim, o carro e documentos da vítima foram encontrados próximos à residência de Douglas.
O jogador de futebol foi preso em flagrante no dia seguinte ao crime. Douglas foi levado para a Penitenciária Estadual de São Borja e vai responder por homicídio triplamente qualificado. A Associação Esportiva São Borja se manifestou em nota dizendo que lamenta o ocorrido e que já desligou o atleta.

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Travesti é transferida para presídio feminino após decisão judicial

Uma decisão da Justiça autorizou a transferência da travesti Kellyta Rodrigues de Sousa, de 29 anos, para um presídio feminino. Kellyta foi presa na última quinta-feira (7) suspeita de assassinar outra travesti, conhecida como Vitória Castro, em abril do ano passado, após desentendimento em ponto de prostituição.

Registrada no nascimento como Samuel, Kellyta teve os seus direitos desrespeitados com prisão em cadeia masculina, segundo o juiz Antonio Dantas de Oliveira Júnior. "Os direitos humanos precisam sair do papel e serem cumpridos, é que o discurso, por si só, é um natimorto", escreveu o magistrado na sentença.

O defensor público Sandro Ferreira Dias, responsável pela ação, explicou que a suspeita tem "expressão física de mulher e personalidade feminina", o que torna "ilegal a sua manutenção em cadeia masculina".

Kellyta já foi transferida e é mantida em cela isolada na na Cadeia Pública de Babaçulândia, no Tocatins, de acordo com o G1, com informações da Secretaria de Cidadania e Justiça.

Crime

A presa é suspeita de matar atravesti Vítória Castro em abril de 2017, no Setor Entroncamento. Segundo investigações, Vitória se prostituía no local há vários anos, com outras travestis.

Ainda de acordo com a polícia, Kellyta foi ao local de prostituição e disse que havia comprado o ponto de outra travesti. Sendo assim, todos que trabalhavam no lá tinham de pagar uma taxa a ela, além de percentuais sobre os programas.

A vítima não aceitou e isso se transformou em impedimento para o aliciamento de prostitutas. A discórdia teria motivado o crime. Vitória foi espancada e morreu alguns dias depois com traumatismo craniano.

Do NM
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Pesquisa indica que "Homofobia" pode ser indício de atração pelo mesmo sexo


A ideia muito propagada de que os homofóbicos são, na verdade, “gays enrustidos” ganha apoio da ciência com um estudo realizado por integrantes das universidades de Rochester e da Califórnia, nos Estados Unidos, e de Essex, na Inglaterra.

A pesquisa aponta que pessoas que crescem em ambientes familiares repressores podem se privar de seus desejos internos. Para evitar o estigma, elas suprimem a atração que sentem pelo mesmo sexo e se tornam preconceituosas, como forma de se defender.

Esse resultado foi publicado na edição mais recente do periódico Journal of Personality and Social Psychology. A conclusão veio a partir de quatro experimentos que testaram, de acordo com o tempo de resposta, a relação entre o apoio à autonomia dado pelos pais e a diferença entre a sexualidade declarada e a implícita.

Cada teste foi feito com cerca de 160 universitários. Nos dois primeiros, eles tiveram que classificar palavras e imagens como “gays” ou “heterossexuais” e, depois, procurar fotos de pessoas de gêneros diferentes. Isso foi feito para que os pesquisadores pudessem analisar a orientação sexual implícita de cada um.

Os experimentos seguintes tiveram foco direcionado à situação familiar, valores, opiniões, crenças e preconceitos presentes na criação dos pesquisados. Após os testes, foi percebido que houve uma maior discrepância entre a orientação sexual implícita e explícita nos participantes cuja família (principalmente a figura paterna) era homofóbica e não dava apoio à autonomia do filho.

Quem se dizia heterossexual, mas demonstrava não ser “internamente”, tinha mais propensão a agir com agressividade contra pessoas gays. Os conflitos revelados e a repressão da própria sexualidade decorrem, segundo os cientistas, do medo de contrariar e decepcionar os pais. Por isso, ao disfarçar sua homossexualidade, elas acabariam se tornando homofóbicas.

De Exame Por Luciana Carvalho
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Fortaleza: Travesti é morta no Jangurussu

Uma travesti conhecida como Paulinha foi morta por disparos de arma de fogo no Jangurussu. Segundo investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime teria sido cometido por um homem conduzindo uma motocicleta, na noite dessa segunda-feira, 30.
 
Este é, pelo menos, o sexto assassinato de travestis e transsexuais em 2018 no Ceará. A Polícia Civil deve analisar se existem imagens do crime obtidas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais próximos ao local do assassinato.
 
Após o crime, ocorrido na avenida Jornalista Tomaz Coelho, conhecida como Perimetral, o suspeito se evadiu. “Um inquérito policial foi instaurado e as diligências estão em andamento visando prender o autor do homicídio, bem como identificar a sua motivação”, informou a assessoria de comunicação da Segurança Pública e Defesa Social, por meio de nota.
 
Segundo levantamento feito pelo O POVO, foram registrados cinco homicídios contra essa população até o dia 5 de abril, sendo dois em Fortaleza e outros três em Maranguape, Pacajus e Barbalha.
 
Na data, um tribunal do júri popular considerou culpados os primeiros cinco réus responsáveis pela tortura e execução de Dandara Kethlen. A morte da travesti, um ano antes, foi registrada em vídeo que viralizou nas redes sociais. 

Do O Povo
 
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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