Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Minha mensagem de pascoa a vocês!

Desejo à você e todos seus familiares uma excelente Páscoa!

Celebre a vida nova e realize novos sonhos. Construa esperanças para novos projetos, com pés firmes rumo ao novo tempo. Viva a cada dia uma nova ressurreição, deixando o homem velho morrer e dando oportunidade para esvaziarmos o sepulcro e construir morada para o homem novo.
"Faça desta Páscoa, a tua Páscoa. Faça desta ressurreição, tua ressurreição. Nunca se entregue, pois é somente a cada adversidade que poderemos vislumbrar uma nova oportunidade".
Ivan Teorilang.

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Padre Fabio de Melo e travesti Luana Muniz ficam amigos e planejam trabalhar juntos

Quatro meses depois daquele encontro na quadra da Mangueira, padre Fabio de Melo e a travesti Luana Muniz seguem amigos. Na época, o religioso, durante um testemunho, admitiu seu preconceito e reconheceu seu erro ao julgar Luana, que comanda um projeto social na Lapa, onde vive. “Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro”, disse o padre.

Eles conversam por telefone, dividem dramas pessoais e planejam organizar juntos um evento beneficente. “Dividimos a preocupação dele com a mãe, que estava doente e debilitada. Também passei por isso quando a minha teve câncer. Mas também falamos de coisas boas. Ele tem muito bom humor, é engraçado e prático”.

Luana e Fabio de Melo ainda não tiveram um encontro pessoalmente, mas planejam um na casa de Alcione, amiga de ambos: “Vamos organizar alguma coisa juntos, os três, para ajudar as pessoas”.

No último domingo, Luana deu um testemunho numa homenagem ao padre num programa de TV. Ela guardou segredo até o quadro ir ao ar: “Brinquei com ele que fiz voto de silêncio e que já poderia virar freira. Ele se divertiu muito”.

Do Extra









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Padre Fábio de Melo posa com travesti e relata experiência surpreendente: ‘Um tapa na cara da gente’

Convidado para o aniversário da cantora Alcione, que aconteceu no final de novembro na quadra da Mangueira, Zona Norte do Rio, o padre Fábio de Melo viveu uma experiência, segundo ele, surpreendente. A travesti Luana Muniz, admiradora do sacerdote, pediu para tirar uma foto com ele, que atendeu prontamente.

Durante uma pregação na Canção Nova, em São Paulo, no último domingo, Fábio de Melo, no entanto, relatou o encontro, assumindo que, inicialmente, sentiu um desconforto com o pedido da travesti, mas que logo em seguida se comoveu ao saber da história de vida da Luana, que pratica caridade com moradores de rua da Lapa, no Centro do Rio.

O vídeo emocionante do padre relatando esta experiência está disponível no Youtube (veja abaixo, a partir dos sete minutos de palestra) e transcrito aqui:

“Semana passada eu vivi uma situação. A Alcione me convidou para estar no aniversário dela, lá na quadra da Mangueira... Fiquei lá por uma hora mais ou menos... Mas o que me chamou a atenção foi um travesti que estava lá. Posso confessar uma coisa para vocês? Quando eu vi, ele estava olhando para mim (pausa). E olha que eu não sei ficar sem graça... Mas sabe o que me ocorreu? Vou confessar publicamente a minha hipocrisia: ‘Meu Deus do céu, se esse rapaz pedir para tirar uma foto comigo? Como que eu vou reagir?’(pausa). Independente de qualquer julgamento, estou confessando a hipocrisia do meu coração naquela hora. Muitas pessoas começaram a se encorajar para tirar foto comigo. E ele (o travesti) lá do fundo olhando. Quando, de repente, eu só vi a sombra dele na minha direção, e o meu preconceito, o medo de me expor, tudo vindo à tona. Que coisa horrorosa isso em nós... Como se eu fosse melhor. Isso é mesquinho, é vergonhoso o que eu estou dizendo pra vocês”.

“Aí ele veio, com um vestido longo e falou pra mim: 'O senhor costuma tirar fotos com pecadoras?'. E eu percebi que tinha uma ironia ali. E eu respondi: mas é claro! E abracei ele e tiramos a foto. Antes de sair, ele disse: ‘eu não acredito que o senhor permitiu’. E os olhos dele estavam emocionados. Assim que ele saiu, Maria Helena, a irmã da Alcione, me contou a história. Ela disse que ele mora na Lapa e criou um grupo que alimenta e recolhe todos os miseráveis daquela região. Ele dá banho, alimenta, não tem nojo de ninguém. E faz de tudo para aquela pessoa retornar à vida. E não é só isso. Ele torna-se uma espécie de vigilante, protegendo os moradores..."

"Quando ela me contou aquela história, eu comecei a unir as coisas dentro de mim. Eu não entro no mérito da questão da vida que ele leva, vamos deixar que Deus faça isso. Não sou síndico da Eternidade. Agora, que é um tapa na cara da gente, é!

"Aquele que você enxerga e que, naturalmente, provoca um desconforto por ser tão diferente de nós, não sabemos quantas coroas da dignidade foram recolocados na vida daquela pessoa quando ele alimenta o próximo. Você é cristão e nem sempre está disposto a cuidar de quem está doente, colocar dentro da sua casa e dar de comer”.

"Não cabe nenhum julgamento do lado de lá, cabe aqui. Quando Deus coloca essas pessoas diante de nós, é para desmoronar os castelos de ilusão que nós criamos dentro. Como se o nosso cristianismo tivesse pronto. Como se nós já tivéssemos chegado ao último estágio dessa santidade que Deus nos convida. Não, eu ainda me envergonho dos que são diferentes de mim. Eu ainda tenho medo de ir ao encontro daqueles que precisam de mim. E a palavra de Paulo é dura: a missão de vocês é junto daqueles que estão necessitado".

Do Extra

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Conheça a história de Talita Oliveira, a ex-militante da “cura gay” que voltou a ser travesti

O gorro cinza protege do frio de 7ºC de Reisensburg, na região alemã da Bavária, e esconde os cabelos curtos de Talita Oliveira. 

Desde outubro, ela se refugia na Alemanha. Sente-se perseguida por pessoas do movimento LGTB e também por evangélicos. 

Até julho, ela era conhecida como militante da “cura gay”, percorreu diversos programas de televisão e eventos, vários deles acompanhada pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano.

Travesti desde a adolescência, sob o nome social de Talita Sayeg, passou a frequentar no início de 2014 a Assembleia de Deus e reassumiu seu nome de batismo, Thiago Oliveira. 

Cortou as longas madeixas, passou a usar roupas masculinas e tirou as próteses de silicone. Nessas múltiplas metamorfoses, buscava se firmar no emprego de cabeleireira (ela diz que se prostituiu algumas vezes, porque brasileiros não dão empregos a transexuais) e, acima de tudo, queria aceitação da sociedade, dela mesma e até divina.

Depois de quase dois anos peregrinando pelo Brasil entre programas de televisão e igrejas evangélicas, chegou à seguinte conclusão: “Não existe cura gay! Não existem “ex gays”! Tudo é conveniência, medo e pressão psicológicas das pessoas (…) Abandonei a congregação, recolhi-me e calei-me nas redes sociais. 

 
Dei um basta em tanta mentira e falsidade. Cansei de ser usado por pessoas como ele (referindo-se ao deputado Marco Feliciano), que desejavam ter somente um estandarte ‘ex gay’ para uma causa a qual ele nem mesmo compreende”, escreveu em sua página no Facebook.

A seguir, o relato de sua trajetória de confrontos, buscas e preconceitos, que postou para seus amigos em sua página no Facebook:
“Olá gente, como estão vocês? Passei um tempo apenas observando todo o movimento por aqui, esperando a melhor ocasião para lhes contar tudo o que passei e como estou no momento.
Como todos já sabem fui uma pessoa descoberta depois de vídeos dando minhas opiniões sobre os movimentos LGBT’s e sempre defendendo pautas em favor da família.
Andei muito durante todo esse tempo e grandes coisas aconteceram. Tornei-me evangélico, participei de programas de televisão, viajei para várias cidades do Brasil, mudei radicalmente meu visual e entreguei meu coração ao povo brasileiro e sobretudo a Deus.
Entretanto durante esse 1 ano de jornada, deparei-me com fatos e situações que simplesmente não posso ignorar ou deixar para trás.
Após a divulgação dos meus vídeos e tendo em vista o conteúdo deles, comecei a ser ameaçado por vários membros de movimentos e coletivos de esquerda. Foram inúmeras mensagens de cunho extremamente agressivo, ameaças de morte e agressão, já que meus posicionamentos contrariavam todas as ideologias defendidas por eles. Por eu ser também uma pessoa homossexual e ainda por cima uma travesti, esses militantes jamais poderiam deixar por menos. Eu os estava contrariando e isso foi um golpe forte demais que acabou abalando as estruturas dentro daquele contexto.
Mesmo estando convicto dos meus valores e crenças, todo aquele assédio me deixou extremamente temoroso. Não tenho a menor vergonha de confessar que aquela situação me deixou apavorado! Eu tinha medo de andar pelas ruas de Porto Alegre, pois tinha a nítida impressão de que a qualquer momento, eu poderia sofrer algum atentado (encabeçado é claro pelos mais radicais).
Foi nessa hora que o destino começou a me surpreender. Muitos gays influenciados por essa militância esquerdista me viraram as costas. Os militantes me apedrejavam todos os dias em páginas, blogs e vlogs pela internet (muito tolerantes com a “diversidade” não é mesmo?) e eu me sentia cada vez mais acuado.

As únicas pessoas que me abraçaram foram justamente os conservadores, direitistas, liberais, cristãos mas PRINCIPALMENTE os evangélicos! Foram inúmeras mensagens de apoio, carinho, compreensão e tendo em vista a minha solidão, tudo aquilo me tocava demais o coração, afinal de contas quem não gosta de ser abraçado em um momento de dor?
Mas ao mesmo tempo em que estes irmãos tão amáveis me acolhiam, muitos deles criticavam (ainda que sutilmente) o meu jeito de ser e meu estilo de vida. Diziam sempre que era possível mudar caso eu tivesse verdadeiramente amor e confiança em Deus. No início eu batia de frente e duvidava deles, sempre tive plena e total convicção da minha sexualidade mas ao ver tamanho apelo para que eu me “renovasse” segundo as palavras deles, resolvi me submeter de LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE à famigerada ‘cura gay’ (entre aspas, já que ser gay não é doença).

Então foi aí que tudo andou de maneira radical. Modifiquei meu corpo todo: Cortei os cabelos, fiz cirurgia para remover minhas próteses de silicone, troquei minhas roupas por roupas masculinas, terminei meu relacionamento amoroso e resolvi me entregar totalmente à igreja. Até tentei namorar com uma mulher e não consegui. Ao contrário, eu cada vez que tentava me aproximar dela entendia que não gostava mesmo de mulher e que não nasci para ter um relacionamento heterossexual. Ela era uma garota linda e bem feita de corpo teria tudo para me seduzir mas simplesmente não consegui.
 
A partir deste momento foi que as coisas passaram a pesar. Dentro da igreja eu nunca fui verdadeiramente aceito.
Eu frequentava a Assembleia de Deus em POA. Minha presença gerava incômodo em muitos irmãos e irmãs (por isso minha pressa em mudar logo o meu visual). Eles não queriam tocar na minha mão, tinham profundo nojo de mim pelo fato de eu ser “ex gay”.

Em contrapartida, eu contava com o apoio de um deputado que possui ampla voz e influência dentro do meio evangélico. Este senhor me abraçou quando a coisa começou a ficar difícil pra mim, topou “comprar” a minha briga com os movimentos de esquerda que me assediavam e abriu as portas, não somente das igrejas, mas também de veículos de comunicação para que eu pudesse dar meu testemunho.

Por mais que eu sentisse um clima um pouco hostil dentro da minha congregação, a estranheza não se fazia suficientemente grande para que eu abandonasse a religião naquele momento.
Porém, enquanto eu jejuava, orava, implorava a Deus que me tocasse e me libertasse totalmente da prática homossexual e sobretudo do desejo (o que não passava), comecei a ser confrontado com a realidade.

As situações mais absurdas aconteciam DENTRO e sob os olhos de toda a igreja, que permanecia omissa! Citarei alguns exemplos:
Existia um pastor casado há mais de TRINTA ANOS, que viveu em adultério durante TRÊS anos e mesmo assim foi jubilado dentro da igreja. Este homem ganhava um salário de 50 mil reais mensais e trocou a esposa adoentada, pela enfermeira que tomava conta dela. Eu estava participando de uma sessão de “cura e libertação” e em um certo momento, o pastor colocou a mão na minha cabeça com tanta brutalidade que eu caí no chão. Quando pedi para que ele parasse, o mesmo veio dizer que eu estava tomado por um “espírito de rebelião”.

Vi grupos de jovens de dentro da igreja mantendo relações homossexuais e sendo ACOBERTADOS por pessoas da congregação. Mas de mim, pelo fato de ser assumido eles tinham repúdio!
Muitas pessoas me aconselhavam que eu deveria dar meu testemunho nas igrejas, para que através disso eu alavancasse minha vida financeira! Mesmo que eu não acreditasse mais em nada daquilo, na visão deles eu deveria seguir em frente, afinal de contas eu atenderia o desejo midiático deles e rechearia meu bolso de dinheiro.

Quando eu comecei a de fato me rebelar com toda essa podridão e comecei a falar o que realmente pensava, recebi ameaças (de forma indireta) e fui coagido dentro da igreja. Mas o pior não é isso. O mesmo político, que outrora me apoiou e me deu forças, viria me apunhalar quando eu mais precisei dele.

Numa certa audiência pública a qual fui convidado a comparecer em Brasília, eu não tinha recursos financeiros para pagar minha viagem (pois já havia passado 1 semana em um congresso em Curitiba) e fui pedir o auxílio dele. Foi nessa hora que ele me humilhou. Disse que não poderia custear e soltou a seguinte frase:
“Você no seu passado fez coisas horríveis com o seu corpo e agora por Deus você não pode fazer?”

ESTE FOI O PONTO CRUCIAL! Foi simplesmente HORRÍVEL o que ele me falou! Eu estava fragilizado e chocado ao ver aquele homem que um dia me estendeu a mão, jogar meu passado na minha cara dessa forma! Um golpe baixíssimo, forte e certeiro contra minha dignidade. Afinal de contas ele sabia o que eu sentia em relação a isso.
Eu nunca fui infeliz sendo travesti. Eu nunca fui infeliz sendo homossexual.
Eu fui infeliz sendo  prostituta. Tendo que vender meu corpo para homens estranhos, homens que eu não desejava! Isso sim era o que me matava de angústia. Me prostituir para poder sobreviver já que o Brasil NÃO OFERECE oportunidades de trabalho para travestis e transexuais!

Aquilo me corroeu por dentro pela última vez. Foi aí que realmente resolvi romper com tudo e todos. Abandonei a congregação, recolhi-me e calei-me nas redes sociais. Dei um basta em tanta mentira e falsidade. Cansei de ser usado por pessoas como ele, que desejavam ter somente um estandarte “ex gay” para uma causa a qual ele nem mesmo compreende.
Depois de algum tempo resolvi sair do Brasil e vir para a Europa. Estou me sentindo muito bem aqui. Sinto-me finalmente livre para dizer tudo aquilo que passei. Nada vai me calar. Neste momento estou vivenciando o que é realmente ter paz de espírito.
Deixei o Brasil por medo, insegurança, falta de oportunidades e para fugir de tanta gente hipócrita e oportunista com a dor do outro.
Digo abertamente a todos os LGBT’s que NÃO ME ARREPENDO de nada do que vivi.
 
Eu tinha que me submeter a tudo o que me submeti. Eu tinha que experimentar na minha pele para chegar a mais óbvia das conclusões: Não existe cura gay! Não existem “ex gays”! Tudo é conveniência, medo e pressão psicológicas das pessoas.
Os homossexuais precisam ver e enxergar a sua realidade neste país. Os movimentos de esquerda nunca fizeram e nada fazem por nós. Continuo sendo contra todas as pautas defendidas por ele, já que em nada contribuem para a melhoria de vida das pessoas, muito pelo contrário! Continuarei defendendo a família, continuarei me considerando uma pessoa de direita, agora mais do que nunca, pois aprendi verdadeiramente o que é respeito às escolhas de cada indivíduo! Peço a vocês que abram seus olhos e que não se deixem seduzir por ideologias que os reduzem a meros rascunhos e caricaturas. ESTUDEM E PROCUREM A VERDADE, e a maior de todas é: O Brasil está do jeito que está por culpa da ESQUERDA! Esquerda essa que sempre FUZILOU homossexuais ao longo da história do mundo!
Quero pedir perdão ao irmão que organizou a “vakinha” para recolher doações para me ajudar. Muito obrigado por tudo o que você fez por mim, se o decepcionei fico triste, mas não posso fingir ser algo que não sou.

Agradeço também ao professor Olavo de Carvalho, que foi um homem maravilhoso em minha vida. Me ajudou muito, me acolheu e fez com que eu voltasse a ter esperança e crença na bondade humana. Agradeço também aos seus alunos professor, já que também estiveram do meu lado sempre, independente da maneira como eu vivia ou como me apresentava.

Peço a Deus que abençoe a cada um de vocês. Espero que tenham amor no coração e consigam enxergar toda a situação com carinho. Não foi fácil, mas ainda estou aqui, fortalecido na minha fé em Deus e torcendo por dias melhores para todos nós. Deixo claro que jamais falarei mal das igrejas evangélicas de forma generalizada, pois a igreja pertence a Cristo e não ao homem. Agradeço a todos os irmãos e irmãs de boa fé e peço que Deus os proteja muito e sempre!

Agora gostaria de me reapresentar a vocês:
Sou Talita Oliveira, prazer”

De Veja
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Sex Swap: Travesti volta à identidade masculina e depois desiste: 'batalhão de conflitos'


"Há desejos na vida que não entendemos e não sabemos explicar", revela Paula Lins, de 39 anos. Há um mês, reassumiu a identidade feminina após uma série de reviravoltas. Ainda garoto, aos oito anos, já se interessava por atividades consideradas de meninas à época, como brincar de cozinha. Também se sentia atraído por outros meninos, mas ainda não entendia. Aos 12, saiu de casa e durante seis anos tomou hormônios femininos.

Aos 24 anos, Paula abandonou o nome de Clécio Gomes Araújo e passou a se identificar como mulher. Deixou a cidade de Conceição do Coité, no semiárido baiano, e morou em Salvador e na Itália. Quinze anos depois, de volta à cidade natal, retomou a identidade masculina. Foi abraçado por uma instituição religiosa, mas continuava sentindo-se à margem da sociedade. "Desisti não pelo sexo, mas pela falta de oportunidades", disse sobre a escolha de recuperar os traços de mulher.

Sem dinheiro e ofertas de emprego no mercado formal, Paulinha Lins, como é conhecida, se reencontrou com a atividade que fez parte da sua vida desde que se assumiu travesti pela primeira vez. "Estou em Salvador há 15 dias. Voltei a fazer programa na orla. Hoje, está bem mais difícil. A situação está terrível. Está pior do que quando comecei", revela.

Ainda com identidade masculina, saiu de casa aos 12 anos. Morava com os pais e mais 10 irmãos. Atraído por garotos, sentia-se diferente. "Eu estava entre os três irmãos mais novos. Eles tinham vergonha de andar comigo, me achavam afeminado. Meu pai me chamava de 'viado'. Entendo que as pessoas naquele tempo tinham dificuldade de aceitar", reflete. Sem perspectivas de futuro, decidiu ir para a sede do município morar com uma irmã.

"Era uma vida de muita dificuldade. Chegamos a passar fome. Decidi sair para estudar e trabalhar, mas não encontrava emprego. Passei a fazer atividades domésticas em uma casa. Uma mulher muito boa me deu essa oportunidade", disse. Nesse período, relata que encontrou uma prima que era travesti. Identificou-se com a história e passou a usar hormônios femininos. Foram seis anos usando as substâncias, até decidir ir para Salvador.

"Minha prima me convidou para passar o réveillon lá. Uma amiga dela fazia programa na Manoel Dias [bairro nobre de Salvador, na Pituba] e me convidou. Fui na curiosidade. Lá, ganhei numa noite o que ganhava em um mês em Coité: R$ 60. Isso em 1999", revela. Em 2003, recebeu a proposta para ir para a Europa. "Era tipo uma cafetina. Ela mandava para fora do Brasil, mas cobrava um preço bem caro. Eram € 120 mil. Em seis meses fazendo programas, consegui pagar o valor e juntar dinheiro para comprar uma casa [em Coité]", informa.

Os programas na Europa eram feitos na Itália. Em um mês ele conta que conseguia juntar até R$ 7 mil. Entre idas e vindas, fixou-se definitivamente no Brasil em 2008. "O dinheiro era alto, mas o sofrimento também era grande. Foi terrível. Fui presa três, quatro vezes. Às vezes, não consegui correr. Era humilhante. Tinha um objetivo e queria pagar esse preço", conta. Lá, conseguiu o dinheiro necessário para colocar uma prótese de silicone. Era um sonho.

Há um ano e quatro meses, após retornar para Conceição do Coité, sentiu-se atraída pelos ensinamentos e cuidados oferecidos por uma igreja evangélica. Diante de uma vida de prostituição, uso de drogas e desilusões amorosas, refletiu sobre os rumos da própria vida. "Me senti acolhida. Fui por conta própria. Comecei a orar e a buscar por Deus", detalha.

Abrigada pela igreja, cortou os cabelos e depois de alguns meses fez uma cirurgia para retirada da prótese de silicone. "Até tive um relacionamento com uma mulher, mas ela não aguentou os comentários e acabou com tudo", conta. O ex-companheiro também aderiu à religião e casou-se com outra mulher. "Ficamos juntos durante 15 anos", lembra.

Clécio, como voltou a ser chamado, disse que aceitou a Jesus. Nas ruas, entretanto, sentia-se renegada pelas pessoas. "Sempre me viam com um olhar de desconfiança. Não tinha emprego, não tinha dinheiro e comecei a depender da família. A igreja me ajudou muito, mas não pude continuar", atesta.

Há um mês, sem dinheiro e expectativas de futuro, deixou a religião. Voltou para Salvador há cerca de 15 dias e, como saída para os problemas financeiros, voltou à prostituição. "Sem seios e cabelos está mais difícil. Eu era muito bonita e agora estou meio perdida.  Durmo e acordo me perguntando como será o dia seguinte. Tenho esperança de algo melhor, mas ainda não sei como", destaca. Pessoalmente, preserva um sonho. "Tenho vontade de ter um filho. É um desejo que não morreu. Agora, o futuro é quem vai dizer", estima.
'Batalhão de conflitos'
Leandro Colling, um dos criadores e coordenadores do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), afirma que as reversões de gênero não são corriqueiras. "Pelas pessoas que conheço, não é comum uma pessoa fazer o retorno da transição. Sabemos que acontece, mas é difícil. O certo é que essa reversão deve ser respeitada, desde que tenha sido feita pela própria vontade. Esses retornos têm que ser respeitados, desde que tenham ocorrido de forma livre e espontânea", defende.

Colling afirma que, reservadas as particularidades de cada caso, o público LGBT enfrenta pressões sociais dolorosas. "É um entorno social que não respeita as diversidades, as transições. Nenhum hétero é o mesmo ao longo da vida, por exemplo. Em geral, respeita-se essas transições, a não ser que envolvam contravenções. Já as pessoas trans não podem fazer o querem. Isso gera um batalhão de conflitos, que levam até mesmo a suicídios. Tudo isso ocorre por conta de uma cultura social que não respeita a vontade das pessoas. Querendo a sociedade ou não, as pessoas são diversas”, destaca.

Diante do convívio permanente com o preconceito, que reflete inclusive na inserção no mercado de trabalho formal, Colling conta que a prostituição desponta para muitas travestis e transexuais como saída.

"Não sei se posso dizer que é comum [isso ocorrer], mas é muito recorrente. As pessoas acabam na prostituição, porque não têm outro lugar. A escola bota para fora, a família bota para fora, a sociedade bota para fora. Não quero que pareça uma leitura moralista. São trabalhadoras do sexo e, inclusive, deveriam ter os mesmos direitos", reflete. Independentemente do contexto, ressalta: "Cada um tem que ter a sua história respeitada".
Do G1
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Tabeliã Evangélica presa por se negar a assinar certidão de casamento gay é solta

A funcionária pública do estado de Kentucky, nos Estados Unidos, presa por cinco dias por se negar a dar licença de casamento a gays saiu da prisão nesta terça-feira entre aplausos, elogios e gritos de incentivo de um grupo que a apoiava e do qual participavam os pré-candidatos republicanos à presidência Mike Huckabee e Ted Cruz.
"Muito obrigada a todos. Eu amo muito vocês. Só quero dar glória a Deus. Seu povo se uniu e vocês são fortes. Servem a um Deus de amor que está em cada um de nós", afirmou Kim Davis às centenas de pessoas reunidas desde o início da manhã na porta do Presídio de Grayson.
A famosa música do filme "Rocky", "Eye of the Tiger", precedeu a chegada de Kim ao palco, montado na frente da prisão federal e onde recebeu os parabéns dos manifestantes enquanto erguia os braços e olhava para céu, acompanhada por seu advogado, pelo marido e por Huckabee.
Huckabee, ex-governador de Arkansas que em maio se lançou à corrida presidencial, criticou a "tirania" da prisão e afirmou que a decisão de Kim de não estender as licenças matrimoniais aos casais do mesmo sexo deveria ser protegida pela "liberdade religiosa".
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"Se alguém tem que ir à prisão por isso, eu estou disposto a ir em seu lugar. Estou disposto a passar os próximos oito anos na prisão, mas não estou disposto a passar nem mais um dia sob o governo daqueles que querem tirar a liberdade do nosso país", disse Huckabee, ex-pastor da Igreja Batista do Arkansas.
Emocionada ao subir ao palco, Kim recebeu saudações da multidão e viu cartazes com diferentes mensagens de apoio, como "Herói cristã, herói de Kentucky" e "Defendemos as liberdades religiosas".
Os manifestantes, convocados por grupos de cristãos conservadores, aproveitaram para criticar a decisão do Tribunal Supremo em junho de transformar o casamento entre as pessoas do mesmo sexo em um direito constitucional e legalizar estas uniões em todo o país.
"Os juízes não fazem as leis" e "Respeito aos direitos dos estados" eram algumas das mensagens do protesto contra a histórica decisão do Supremo, que determinou que os 13 estados que ainda proibiam, entre eles Kentucky, passassem a permitir o casamento entre homossexuais.
"Louvado seja Deus, Kim Davis foi solta. Foi um escândalo vê-la presa durante esses dias por viver de acordo com sua fé cristã", escreveu o pré-candidato Ted Cruz, senador pelo Texas, nas redes sociais, onde publicou uma foto dentro da prisão com a funcionária pública e seu marido, Joe.
No início do dia, o juiz David Bunning determinou que Kim, que se tornou símbolo da oposição ao casamento gay, poderia ser libertada com a condição de "não interferir de forma alguma, direta ou indiretamente, no trabalho de outros funcionários ao emitir licenças de casamento".
"Se a acusada interferir de alguma forma na emissão de licenças de casamento, isso será considerado uma violação da ordem desta corte e as ações adequadas serão tomadas", advertiu o juiz.
Segundo a sentença do juiz, cinco funcionários terão que entregar à Justiça relatórios a cada 14 dias informando como estão sendo emitidas as licenças de casamento no pequeno condado de Rowan, de Kentucky.
Embora alguns funcionários já tenha expressado oposição à decisão do Supremo, esta é a primeira vez que um deles é preso por negar a casais do mesmo sexo direito a se casar, um tema que ainda divide à sociedade americana, apesar do crescente apoio que tema vem recebendo nos últimos anos. 

Do Terra
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Tabeliã Evangélica é presa por se negar a assinar certidão de casamento gay

Kim Davis, de 49 anos, já se divorciou três vezes, mas os seus advogados defendem que essa informação não é relevante uma vez que a mulher só se converteu ao cristianismo há quatro anos.

Uma funcionária judicial do estado norte-americano do Kentucky recusou-se a cumprir uma ordem do Supremo Tribunal do país. Kim Davis não quer registar casamentos de pessoas do mesmo sexo e argumenta que responde a uma autoridade superior ao Supremo: Deus.
Davis alegou objeção de consciência depois da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos, em junho, e recusou-se a emitir licenças de casamento a qualquer casal, gay ou heterossexual. Mas nenhum tribunal lhe dá razão.
Davis recorreu mesmo ao Supremo, argumentando que a sua fé cristã a proíbe de pôr o seu nome num documento que valida a visão de que os casamentos entre gays e lésbicas são autênticos.
Confrontado com a necessidade de avaliar se os funcionários do Estado podem recusar casar pessoas do mesmo sexo por motivos religiosos o Supremo disse que não. O tribunal argumentou que um funcionário não pode "declinar agir em conformidade com a Constituição dos Estados Unidos".
Mas ontem de manhã, na Rowan County Courthouse, Davis desafiou o tribunal e recusou novamente casar pessoas do mesmo sexo. Perante várias câmaras de televisão, a norte-americana defendeu estar a agir "sob a autoridade de Deus".
"Para mim isto nunca foi uma questão gay ou lésbica. É sobre o casamento e a palavra de Deus", escreveu a mulher numa declaração revelada pelos seus advogados.
Kim Davis, de 49 anos, já se divorciou três vezes, mas os seus advogados defendem que essa informação não tem relevância uma vez que Davis só se converteu ao cristianismo há quatro anos.
Segundo o The New York Times, este não é um caso único nos Estados Unidos. Há vários funcionários que se recusam a casar pessoas do mesmo sexo mesmo depois de o Supremo Tribunal ter legalizado estas uniões, em junho passado.
Do DN 




                                                                 -*-*-*-
 
A tabeliã americana desafiou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos e afirmou que não iria emitir licenças de casamento para casais gays. Sua justificativa é que ela responde a um poder maior: Deus.
Durante dois meses, Kim Davis, que trabalha para o condado de Rowan, em Kentucky, alegou que suas crenças religiosas justificavam sua recusa. O caso gerou polêmica e ela foi vítima de ativistas gays, que pediam sua prisão.
Na segunda (31/08), a Suprema Corte rejeitou o pedido de ordem de emergência que permitiria que Kim negasse licenças de casamento para casais do mesmo sexo. Ele enfrenta a ordem de um juiz federal que a obriga a emiti-las.
Em julho, o vídeo que mostra Kim negando atender o pedido de um casal gay chamou atenção para a postura dela. Poucos dias depois, ativistas gays entraram com uma ação civil federal contra ela. Segundo o jornal The New York Times, há vários funcionários que se recusam a casar pessoas do mesmo sexo mesmo depois de o Supremo Tribunal ter legalizado estas uniões, em junho passado.
Ontem, Davis desafiou o tribunal e recusou novamente casar pessoas do mesmo sexo. Perante várias câmaras de televisão, a norte-americana defendeu agir “sob a autoridade de Deus”.
Na manhã de hoje (3), o juiz federal David Bunning ordenou que Davis seja presa. Ela só poderá ser solta quando concordar em emitir as licenças de casamento, conforme manda a lei.
“A corte não aceitará a desobediência intencional de sua ordem legalmente estabelecida. Se você der às pessoas a oportunidade de escolher quais normas seguir, isso potencialmente causa problemas”, afirmou Bunning durante a audiência.
A corte estava cheia de ativistas, que celebraram a sua prisão. Eles pedem que o mesmo ocorra com todos os que se negarem a casar gays.
O caso promete render muita polêmica ainda. Ela afirma que um cristão não pode negar aquilo o que crê mesmo que seu trabalho o obrigue. Convertida em 2011, Kim afirma ser uma cristã convicta. Ela defende que “isto nunca foi uma questão gay ou lésbica. Trata-se do casamento e da palavra de Deus”, escreveu em uma nota lida pelos seus advogados.  

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Matéria sobre lobby gay no banco do Vaticano é 1º escândalo do papa


Às vésperas da visita do papa Francisco ao Brasil, a Santa Sé vive o primeiro escândalo do pontificado, com a revelação de uma revista italiana do lobby gay presente no banco do Vaticano. A acusação é de que a pessoa escolhida por ele para liderar a reforma no Instituto para as Obras de Religião (IOR), a instituição financeira da Santa Sé, levou por anos uma vida dupla como diplomata no Uruguai.
A revelação coube ao experiente jornalista da revista L'Espresso Sandro Magister. Os relatos sobre o monsenhor d. Battista Mario Salvatore Ricca surgem repletos de escândalos sexuais. Apesar de ser religioso e ocupar o cargo de núncio apostólico, teria oferecido trabalho e casa a um capitão da Guarda Suíça, com quem mantinha um caso. Com frequência seria visto em bares com ele e até chegou a ser espancado.
A Santa Sé desmentiu a publicação, mas a revelação fez surgir comentários dentro do Vaticano de que o vazamento da informação já faz parte de um contra-ataque das alas mais conservadoras da Igreja - profundamente irritadas com as atitudes do novo papa. A publicação ainda sai às vésperas de sua primeira viagem internacional.
 
Ricca foi nomeado para servir como representante de Francisco no Banco do Vaticano, instituição que se deseja reformar de forma dramática, diante dos escândalos recentes de lavagem de dinheiro e corrupção.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a reportagem "não tem credibilidade" e Ricca continua tendo a confiança total do papa. Nesta sexta-feira mesmo, a revista rebateu a crítica, alertando que as fontes são seguras e o Vaticano tem até documentos sobre o caso. De açodo com a revista, o caso já foi avaliado pela administração da Santa Sé e se sugeriu que o monsenhor fosse removido do Uruguai - o religioso seguiu para Trinidad e Tobago e o capitão acabou demitido.

O relato

Antes de assumir o posto no IOR, Ricca atuou como diretor das Residências do Vaticano. O diplomata viveu no Uruguai no fim dos anos 1990 até o início da década seguinte.
O companheiro dele seria o capitão do Exército suíço Patrick Haari. Ricca até conseguiu que o parceiro fosse transferido para fazer a segurança da mesma embaixada onde serviria.
Mas os escândalos iriam além. Em Montevidéu, o religioso teria sido espancado em um bar gay, tendo de telefonar para religiosos locais para que o resgatassem. Ele ainda chegou a ficar preso com "um jovem" em um elevador durante toda uma noite. A revista poupa Francisco, alegando que esses incidentes foram retirados dos arquivos de Ricca e o papa não havia sido informado disso tudo ao nomeá-lo para o cargo há um mês.Na mesma época, o pontífice teria admitido em um encontro com bispos a existência do "lobby gay" dentro do Vaticano, lamentando essa realidade.

Do "O Estado de S.Paulo" - Via: UOL

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Igreja se assemelha a Feliciano, diz padre excomungado

O padre Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, de Bauru (SP), disse que, pelo fato de ter sido excomungado, a Igreja Católica tem comportamento que pode ser comparado ao do pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, conhecido por suas declarações preconceituosas contra os homossexuais e negros. Daniel foi excomungado pela Igreja depois de postar na internet entrevistas defendendo o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo e bissexuais.
"Essa comparação pode ser feita. Acredito que a Igreja, com essa excomunhão, se equipara ao pastor Feliciano, alguém extremamente dogmático e fundamentalista, que está num cargo onde deveria fazer com que os direitos humanos fossem respeitados, mas ao contrário, ele exclui os direitos das pessoas", comentou. Segundo padre Beto, tanto a Igreja Católica quanto Feliciano "deveriam exercer o diálogo e não a exclusão". Para ele, a Igreja foi contra a própria essência do evangelho ao condená-lo por ter defendido os homossexuais.
"A essência do evangelho possui Jesus Cristo como modelo e o evangelho de Jesus Cristo foi exercido com liberdade de expressão e respeito; ele amou as pessoas sem preconceito algum e nunca condenava ou excluía alguém por ser diferente dos outros", disse padre Beto. Segundo o religioso, pelo comportamento da Igreja em relação à sua excomunhão e às declarações de Feliciano, "as pessoas com tendências diferentes dos heterossexuais, como bissexuais e homossexuais, além de serem vistas com preconceito, são consideradas pecadoras".
"Cristo não falou nada sobre sexualidade. As expressões sobre os temas sexuais na bíblia representam a mentalidade de uma época em que as pessoas não tinham condições de analisar a bissexualidade ou a homossexualidade. A ciência evoluiu e a Igreja não pode fechar os olhos para o conhecimento humano, não pode ignorar a realidade da existência de uma diversidade sexual", diz. "A Igreja não pode achar que duas pessoas que se amam, que se respeitam e querem construir um mundo juntos, são pecadoras só porque são do mesmo sexo", completou. Beto diz que vai conversar com um advogado especializado em direito canônico para se defender.
Em nota distribuída nesta terça-feira, 30, pela assessoria do bispado de Bauru (SP), o juiz-instrutor da excomunhão diz que o ato se deu porque padre Beto não obedeceu aos superiores e insistiu em manter um comportamento em desacordo com as regras do sacerdócio. Embora o bispo de Bauru, d. frei Caetano Ferrari, tenha exigido que o padre retirasse da internet os vídeos em que critica a postura da Igreja em relação aos temas sexuais, a nota afirma que o sacerdote não foi excomungado por defender os interesses dos homossexuais porque "isso não é matéria para excomunhão na Igreja". 
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Pastor que fazia ‘cura gay’ é preso por abuso sexual de dois homens

Um pastor de Minessota foi preso na última quinta-feira acusado de abusar sexualmente de dois homens durante sessões de “aconselhamento para se libertar de tendências homossexuais” em uma organização cristã anti-gay. De acordo com o jornal local “Kare 11”, o reverendo Ryan J. Muehlhauser - casado e pai de dois filhos - responde a oito acusações criminais por abuso sexual de rapazes que passavam pela “terapia” indicada pelo pastor. Ele pode pegar até dez anos de prisão por cada um dos crimes.
Os abusos teriam ocorrido em datas diferentes: de outubro de 2010 a outubro de 2012, e entre março e novembro deste ano. Uma das vítimas disse a polícia que continuou as sessões mesmo depois do abuso porque acreditava se tratar de um aconselhamento espiritual. Além de ser consultor na organização cristã anti-gay Outpost, Muehlhauser atuou como pastor na Igreja Cristã Lakeside, em Minnesota, por 22 anos.
Em seu site, a organização negou que o pastor fizesse parte da equipe de “cura”. Após o incidente, a Outpost passou a se definir como uma organização que “ajuda as pessoas feridas emocionalmente e sexualmente a encontrarem a cura e restauração por meio da relação com Jesus Cristo.”
“A Outpost está profundamente triste com as alegações sobre Ryan Muehlhauser. Somos fundamentalmente contra o abuso sexual e existimos, em parte, para ministrar aos que sofreram essa violência. Ryan não é e nunca foi um membro de nossa equipe, e nem era um pastor que recomendávamos. Os dois jovens que sofreram esta atrocidade continuam conosco e queremos ajudá-los da maneira que formos capazes. Nossa tristeza e as nossas orações vão para todos os que foram sexualmente violados.”
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Joelma compara 'dor' de mães de gays a de mães de drogados.

Misture uma voz potente a um bate-cabelo inconfundível: isso é Joelma, o furacão louro por trás da banda Calypso, formada há 14 anos com o marido, o guitarrista Chimbinha. Em 2013, os planos estão a toda: eles preparam um CD em espanhol, outro de música gospel, um DVD acústico e o longa ‘Isso é Calypso — o Filme’, com gravações em maio, no Pará e no Rio de Janeiro.
De segunda a quarta, ela diz que reserva os dias para malhar e rezar. Há quatro anos, converteu-se à religião evangélica, depois que sofreu uma estafa. “Maltratei meu organismo porque trabalhava todos os dias da semana e tive um piripaque, uma alergia crônica que quase me sufocou. Deus salvou minha vida”.
Ela afirma que as roupas e atitudes sexy não destoam da fé. “Uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende”. Indagada sobre a legião de fãs gays, sai do tom. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”. Acrescenta que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.
“Não sou uma mulher sexy e morro de rir desse título. Sou um moleque. Não consigo ser daquela maneira fora do palco. Usava bermudão para dormir, mas agora comprei uns pijaminhas”, conta. Casada com Chimbinha há 16 anos, Joelma conta que o a chama não se apagou: “O rala e rola melhorou bastante com o tempo. Quero ter um filho aos 45 anos. É uma promessa de Deus para mim”. Chimbinha também é evangélico? “É, mas não tão maluco quanto eu”.
Joelma aprovou a escolha de atriz Deborah Secco para interpretá-la no cinema. “Ela veio aqui em casa e trocamos figurinha. Ela terá que ter uma reserva de energia muito grande porque as coreografias pedem. Mas a Deborah já fez balé e sabe dançar. Quando cantou com Chimbinha, mostrou que é afinada”. Sobre o filme, conta que sua única exigência foi que a produção usasse nos personagens o sotaque do Pará. “Nada na minha vida eu fiz para ganhar dinheiro. Quero que Deborah passe a verdade e nada que vise o lado mais comercial”.

De: Epoca
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Aguardado diálogo entre novo Papa e a comunidade gay

O papa Bento XVI surpreendeu a todos com a notícia de sua renúncia, que se tornará efetiva no dia 28 de fevereiro.

Frente às ínumeras polêmicas, a organização de homossexuais católicos norte-americanos, Dignity USA, resolveu se manifestar pedindo para que o próximo líder religioso a ocupar o posto maximo do Vaticano dialogue com as minorias.

"Pedimos à nossa igreja que não só nos aceite, como defenda a dignidade e igualdade entre todos os humanos, independentemente da sua orientação sexual ou identidade de género", diz o comunicado.

A organização pede ainda o "fim de declarações que infligem feridas em pessoas que já são, por si só, marginalizadas. Declarações que dão margem a discriminação e ao preconceito".

Bento XVI se tornou o primeiro pontífice a renunciar ao cargo. Os motivos alegados para deixar o papado seria o de "idade avançada" e "falta de forças" para continuar a jornada.

fonte: A Capa - Via Mundo Alternativo
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Taiwan realiza primeiro casamento budista gay

Duas mulheres se uniram neste sábado, dia 11, em Taiwan, na primeira cerimônia de casamento budista entre pessoas do mesmo sexo. Segundo os ativistas dos direitos dos homossexuais, o ato deve ajudar a ilha a se tornar a primeira nação asiática a legalizar o casamento gay.

Fish Huang e You Ya-ting usaram vestidos de noiva tradicionais para dizer o "sim" em frente a uma estátua de Buda e trocaram votos em vez de alianças em um monastério em Taoyuan, no norte de Taiwan. Cerca de 300 monges entoaram sutras para abençoar o casal.

A cerimônia foi presidida pela mestre budista Shih Chao-hui, que destacou que a iniciativa era um momento histórico. "Estamos testemunhando a história. Essas duas mulheres desejam lutar pelo seu destino, superar o preconceito", declarou Shih, conhecida por defender a igualdade social.

Os pais das noivas, no entanto, não compareceram à cerimônia, mostrando que a pressão social e familiar aos homossexuais ainda é grande. Taiwan é uma das sociedades mais liberais culturalmente no leste asiático. Grupos de defesa dos homossexuais pedem ao governo que a união gay seja legalizada e esperam que a cerimônia seja um incentivo para a iniciativa.

Da BAND
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Igreja evangélica cria comunidade gay para receber excluidos

Em Maringá, no Paraná, uma igreja tem atraído a atenção do público gay. A Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) oferece conforto espiritual e mantém uma comunidade que dá abrigo a homossexuais vítimas de preconceito e abandono por suas famílias.

A casa de missão da igreja existe há dois anos e abriga atualmente 11 membros, todos homossexuais assumidos. Eles são em sua maioria pessoas que foram excluídas ou abandonadas por suas famílias, alguns deles viviam nas ruas e se prostituíam antes de serem acolhidos pela igreja.

Paulo Henrique Warmling, um dos fundadores da casa de missão, afirma que a intenção com o projeto é acolher homossexuais que, excluídos por suas famílias, acabam nas ruas.

De acordo com Célio Camargo, pastor da comunidade, a dinâmica da igreja é envolver a pessoa novamente na espiritualidade e, também, fazer com que ela tenha de volta do conceito de fazer parte da sociedade.

A ICM foi fundada em 1968 nos Estados Unidos por Troy Perry, e que atua no Brasil há 10 anos.

Do Cena G - Via: Mundo Alternativo
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EX-TRAVESTI – Pastor afirma que é possível deixar de ser gay

 Na semana passada, gritos e bate-boca marcaram uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. O motivo: estava sendo discutido o projeto de decreto legislativo 234/11, conhecido como projeto de “cura” dos homossexuais. A proposta do deputado João Campos (PSDB-GO) quer derrubar o dispositivo do Conselho Federal de Psicologia que proíbe profissionais de atender pacientes gays que desejam mudar sua orientação sexual.
 
Para alguns especialistas, essa mudança é impossível. Não é o que pensa o pastor Joide Miranda, de 47 anos. O religioso mora em Cuiabá com a esposa Edna, com quem está há 17 anos, e seu filho Pedro, de 1 ano e 9 meses. Na capital matogrossense, ele fundou a ABexLGBTT (Associação Brasileira de Ex-LGBTTs), entidade que ajuda pessoas que “desejam deixar voluntariamente o estado da homossexualidade”.
 
O estímulo para aqueles que o procuram é a sua própria história: aos 12 anos, Joide assumiu sua homossexualidade, aos 14, virou travesti, aos 21, foi viver uma relação homoafetiva com um italiano e, aos 26 anos, deixou tudo para trás após virar evangélico. Hoje, diz estar 100% restaurado na sua identidade heterossexual.
 
“A homossexualidade é uma conduta aprendida. Deus restaurou minha identidade e, quando ele faz isso, não há força maligna que faça voltar atrás”, diz ele. “A pessoa precisa substituir aqueles desejos, comportamentos, amizades e a forma de falar. Tem que encher a mente com as coisas de Deus. Precisa do esforço da pessoa”, ensina o pastor.
 
A entrevista ao iG ocorreu durante uma viagem ao Rio, onde foi convidado a pregar em uma igreja evangélica em Marechal Hermes, bairro da zona norte da cidade. No bate-papo, recheado de citações bíblicas, Joide Miranda contou sua história, descreveu o que um homossexual deve fazer para deixar de sentir desejo por pessoas do mesmo sexo, disse como iniciou o romance com sua esposa, criticou igrejas evangélicas GLS e fez alertas aos pais sobre os desenhos que as crianças assistem, citando o filme “ Rio “. Leia a entrevista:
 
iG: Qual é o objetivo da ABexLGBTT?  
 
Pastor Joide: Abrimos a associação para apoiar aqueles que querem deixar o estado da homossexualidade. Eles não têm onde receber apoio e precisam de acompanhamento espiritual e psicológico. A entidade serve para mostrar a eles que há, sim, uma resposta. Atendo há mais de dez anos essas pessoas e tenho uma metodologia que não sai da Bíblia. Não sou psicólogo, sou um estudioso da Bíblia.
iG: A associação seria uma espécie de alternativa? O Conselho Federal de Psicologia possui uma resolução que proíbe tratar a homossexualidade como um transtorno.

Pastor Joide: A Organização Mundial da Saúde decretou que homossexualidade não é doença, mas, na verdade, eu sofri um transtorno egodistônico. Isso estava na Classificação Internacional de Doenças (CID) da psicologia, mas foi retirado. Precisei passar por uma psicóloga que conhecia e era evangélica. Hoje, se um indivíduo procurar uma clínica e disser que sofre de um transtorno egodistônico de sua identidade sexual, o profissional está proibido de atender. Existem muitas pessoas com esse tipo de transtorno que não querem vivenciar essa vida e sofrem.
“A homossexualidade é uma conduta aprendida. Deus restaurou minha identidade e, quando ele faz isso, não há força maligna que faça voltar atrás”, diz ele. “A pessoa precisa substituir aqueles desejos, comportamentos, amizades e a forma de falar. Tem que encher a mente com as coisas de Deus. Precisa do esforço da pessoa”, ensina o pastor.
A entrevista ao iG ocorreu durante uma viagem ao Rio, onde foi convidado a pregar em uma igreja evangélica em Marechal Hermes, bairro da zona norte da cidade. No bate-papo, recheado de citações bíblicas, Joide Miranda contou sua história, descreveu o que um homossexual deve fazer para deixar de sentir desejo por pessoas do mesmo sexo, disse como iniciou o romance com sua esposa, criticou igrejas evangélicas GLS e fez alertas aos pais sobre os desenhos que as crianças assistem, citando o filme “ Rio “. Leia a entrevista:
 
iG: Qual é o objetivo da ABexLGBTT?

Pastor Joide:
 Abrimos a associação para apoiar aqueles que querem deixar o estado da homossexualidade. Eles não têm onde receber apoio e precisam de acompanhamento espiritual e psicológico. A entidade serve para mostrar a eles que há, sim, uma resposta. Atendo há mais de dez anos essas pessoas e tenho uma metodologia que não sai da Bíblia. Não sou psicólogo, sou um estudioso da Bíblia.
 
iG: A associação seria uma espécie de alternativa? O Conselho Federal de Psicologia possui uma resolução que proíbe tratar a homossexualidade como um transtorno.

Pastor Joide: A Organização Mundial da Saúde decretou que homossexualidade não é doença, mas, na verdade, eu sofri um transtorno egodistônico. Isso estava na Classificação Internacional de Doenças (CID) da psicologia, mas foi retirado. Precisei passar por uma psicóloga que conhecia e era evangélica. Hoje, se um indivíduo procurar uma clínica e disser que sofre de um transtorno egodistônico de sua identidade sexual, o profissional está proibido de atender. Existem muitas pessoas com esse tipo de transtorno que não querem vivenciar essa vida e sofrem.
 
iG: O senhor rejeita, então, a ideia de que a pessoa nasce homossexual?

Pastor Joide: (Enfático) Eu também acreditava nisso, mas a homossexualidade é uma conduta aprendida. Quando você conhece Deus, percebe que ele é soberano em todas as coisas. Você acha que Deus ia errar justamente no homem a sua imagem e semelhança? Se
ele quisesse que eu vivenciasse aquele estado em que estava, tinha me feito com uma vagina.
 
iG: E como fazer isso?
 
Pastor Joide: A restauração da mente só vem através da conversão. A pessoa precisa substituir aqueles desejos, comportamentos, amizades e a forma de falar. Na Epístola de
São Paulo aos Romanos, no capítulo 12, versículo dois, a Bíblia diz: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito”. Isso quer dizer que meu círculo de amizade tem que ser transformado, as coisas que assisto e que me levam a ter uma mente pornográfica têm que ser mudadas. Se quero ser restaurado na minha identidade sexual, tenho que encher minha mente das coisas de Deus.
 
iG: Mas isso deve levar um tempo…

Pastor Joide: Não é do dia para a noite. Precisa do esforço da pessoa. É isso o que muitas pessoas não conseguem entender. Elas falam que estão há muito tempo na igreja e os desejos continuam na mente. O que elas têm feito para que isso aconteça? Têm lido a Bíblia, têm buscado as coisas de Deus, têm caminhado com o senhor? As pessoas acham que Deus é uma fada madrinha e tem obrigação de fazer todas as coisas. Muitas coisas dependem exclusivamente de nós.
 
iG: Como foi essa mudança para o senhor?

Pastor Joide: Eu me vestia, falava e andava como uma mulher. Sentava e cruzava as pernas. Sentar de perna aberta foi um exercício, um esforço muito grande. Eu tinha o conhecimento da palavra, Deus estava no comando de todas as coisas, mas tive que lutar. Quando dou palestras, pergunto aos presentes se eles acham que foi fácil sentar de perna aberta e coçar o saco. Não foi, não! (ri) Um anjo não desceu dos céus e disse que eu tinha que coçar o saco. Eu me cobrava: “Joide, senta como homem! Coça o saco!” (ri) Quando existe o querer da pessoa, Deus age e opera.
 
iG: Essa atitude de mudança não pode soar como homofóbica? Não devemos amar igualmente os irmãos?

Pastor Joide: Amar, sim. Amo todo mundo. Amo os homossexuais, só não concordo com a prática do homossexualismo. É totalmente diferente.


iG: E, na sua opinião, o que leva uma pessoa a virar homossexual?

Pastor Joide: São vários fatores. O que mais vemos são abusos sexuais na infância. Temos também rejeição no ventre. Às vezes o pai sonha em ter um filho e, de repente, vem uma menina. Outro fator são os pais que suprem toda a necessidade material do lar, mas trabalham tanto que chegam em casa cansados para ouvir e brincar com os filhos. Há ainda as crianças sem referencial paterno, só materno. O menino quer brincar com boneca e a mãe não interfere. Leva ao psicólogo e ouve que não tem nada a ver e vai passar. Se formos olhar a infância, em 99% dos casos o estado da homossexualidade começou lá. O inimigo das nossas almas sempre age no início. É por isso que todos dizem que nasceram assim.
 
iG: O senhor costuma dizer que a mídia faz apologia aos gays. Os pais devem ficar atentos à programação na TV?

Pastor Joide: A televisão traz uma péssima influência para as crianças. Quais são os filmes e desenhos que elas assistem hoje? Os pais não têm essa visão. Atarefados, largam os filhos em frente à TV. Pare e preste atenção. No filme “ Rio ”, por exemplo. Tem um buldogue fantasiado de Carmen Miranda! (Indignado) Onde já se viu um cachorro brabo usar biquíni e fantasia de Carmen Miranda? Também tem um barbudo, segurança do centro de recuperação de aves, que sai do armário de tanga e rebolando. ( assista às cenas do filme “Rio” citadas pelo pastor ) Qual é o objetivo? Saí do armário, declarei o que sou. Irmão, isso se chama mensagem subliminar! Os pais precisam estar atentos. O adulto não percebe, mas a criança, sim.
iG: Como foi sua infância? Como era a relação com seus pais?

Pastor Joide: Não tive uma boa relação com meu pai. Ele era alcoólatra, extremamente agressivo. Em frente a minha casa morava um advogado. Quando tinha seis anos, esse vizinho me levou para a casa dele e me molestou. Não houve penetração, mas fiquei machucado. Cheguei em casa chorando, mas tive medo de contar para meu pai. O advogado também me ameaçou, dizendo que ia me desmentir se eu contasse. Só que depois ele começou a me tratar bem. Eu ia para a casa dele e recebia carinho e balas. Comecei a ganhar desse homem o que não recebia do meu pai e ele começou a me molestar. Quando tinha sete anos, ele me levava para o motel, tocava em mim e pedia para eu fazer sexo oral. Ele fazia sexo oral em mim e se masturbava. Ainda me dava doces. Acabei ficando viciado nisso. Logo vieram brincadeiras com outros meninos…
 
iG: Quando duas pessoas estão juntas, mesmo sendo do mesmo sexo, elas teoricamente se amam. Deus não é amor? 
 
Pastor Joide: Um rapaz me disse uma vez que Deus estava no seu relacionamento. Se estivesse, ele iria fazer o rapaz sentir prazer no ânus, onde chega toda a sujeira do corpo? (Indignado) Que Deus é esse que faz um homem sentir prazer ao penetrar no ânus de outro homem?
 
iG: Mas é, de fato, possível deixar de ser gay?

Pastor Joide: Com certeza! Se não fosse, a Bíblia estaria mentindo. O problema da homossexualidade não está embaixo e, sim, na mente. Muitas pessoas que querem mudar dizem que não estão na prática do sexo, mas se masturbam pensando em homens. Como é que eles querem ser libertos? Quando você se masturba, força sua mente a trazer desejos pecaminosos. Ao invés de purificá-la, você está forçando-a se tornar mais pornográfica. É preciso restaurar a mente.
 
iG: Seus pais não perceberam nada?

Pastor Joide: Eu me tornei uma criança muito agressiva. Parei de estudar e meus pais não perceberam nada. Sou o único homem de quatro filhos. Minha mãe não se preocupou tanto comigo, tomava mais conta das meninas. Minha casa também vivia em pé de guerra. Meu pai bebia, agredia minha mãe, me espancava e batia nas minhas irmãs. Foi nesse cenário que aos 12 anos assumi minha homossexualidade.
 iG: Como ficou a relação com seus pais após isso?

Pastor Joide: Com meu pai já não tinha um bom relacionamento. A minha mãe sofreu e chorou muito. Amado, vou falar uma coisa: por mais que a mídia faça apologia ao homossexualismo e de que os pais têm que aceitar a opção de seus filhos, no fundo, nenhum pai aceita porque é um vazio dentro da alma. Todo pai sonha com a continuidade da família. A situação na minha família foi ficando insustentável porque o problema não era mais só com meu pai e, sim, também com minha mãe e minhas irmãs. Elas diziam que eu era uma vergonha e minha mãe dizia que não tinha me feito daquele jeito.
 
iG: E por que virou travesti?

Pastor Joide: Eu tinha 14 anos. Segui esse caminho por causa da situação em que me encontrava. Parei com meus estudos e saí de casa. Vi na esquina um grupo de travestis e percebi que eles entravam e saíam de dentro dos carros. Perguntei se eles ganhavam dinheiro naquela vida e ouvi que ganhavam muito. O diabo soprou no meu ouvido que aquela era uma forma de me vingar do meu pai porque ele vivia dizendo que eu não valia nada, que era um inútil. Fui provar para ele que ia ser alguém na vida.
 
iG: A prostituição te deu muito dinheiro?

Pastor Joide: Um travesti me levou para a esquina e ali comecei a ganhar dinheiro, ainda em Cuiabá. Fui ganhando cada vez mais e me disseram que no Rio teria mais lucro. No Rio, me disseram que em São Paulo ganharia mais. Segui pra lá, onde coloquei quatro litros e meio de silicone no meu quadril. Em São Paulo, conheci travestis com carro do ano, muito chiques. Perguntei onde eles ganhavam tanto dinheiro e me disseram que em Paris ganhava-se mais…
 
iG: E foi para a França?

Pastor Joide: Já fazia cinco anos que estava na prostituição, juntei uma quantia e viajei. Cheguei a retornar ao Brasil, mas não me adaptei. Voltei para a Europa e morei em Portugal, na Espanha, Itália e Grécia. Em Barcelona, coloquei 380 ml de silicone no peito. Em Milão, conheci um italiano que dizia ser apaixonado por mim. Ele me levou para conhecer sua família, fomos morar juntos e deixei a prostituição.
 
iG: Como foi esse relacionamento?

Pastor Joide: Não há fidelidade nesse tipo de relação. Meus amigos não eram fiéis aos seus parceiros, como eu não era ao meu e nem ele a mim. Esse é um aspecto que a mídia não mostra. Uma coisa é estar diante da sociedade, outra coisa é quando se encontra só. Na frente das pessoas, mostrávamos o glamour, todos bonitos e produzidos. Quando nos encontrávamos a sós na madrugada, questionávamos a vida miserável que estávamos vivendo. Muitos iam para as drogas e bebidas para disfarçar aquela hipocrisia. Olhava meus amigos gays e travestis na faixa de 50 e 60 anos e via como eles sofriam. Não tinham parceiros e aqueles que tinham era por causa do dinheiro. Eu pensava que, se não morresse naquele momento, aquilo ia acontecer comigo.
 
Joide e Edna: “Ela não casou com um travesti e, sim, com um homem restaurado”
 
iG: Quando as coisas começaram a mudar?

Pastor Joide: Minha mãe aceitou Jesus e começou a falar que ele tinha uma obra para minha vida. Mas eu achava que não havia solução. Um dia, com mais de cinco anos de relacionamento com o italiano, flagrei uma traição dentro da minha casa. Fiquei muito abalado porque entendi que a beleza que eu tinha não adiantava nada. Voltei ao Brasil e fui à igreja após um convite da minha mãe. No culto, o Espírito Santo falou ao meu coração e entreguei minha vida a Jesus. Não foi fácil. Foram quatro anos de renúncia, sendo acompanhado por uma psicóloga. O meu interior estava todo bagunçado.
 
iG: Chegou a ter recaídas nesse período?

Pastor Joide: (Enfático) No primeiro ano, claro que tive! Só que nelas eu chorava, pedia socorro e procurava a pastora que me ajudava. Falava que não ia dar conta. Foi aí que Deus deu o discernimento para ela e fui viver na sua casa. Lá, tive uma injeção de fé.
 
iG: Como conheceu sua esposa?

Pastor Joide: Enquanto dava o meu testemunho em um ginásio. Dois meses depois, nos reencontramos. Ela foi à igreja onde eu frequentava e começamos a ficar amigos. Gostei tanto dela que, quando vinha a vontade de voltar ao passado, dizia que não podia decepcioná-la. Ela confiava demais em mim. Ainda éramos amigos e eu falava para a Edna chorando que não ia dar conta. Mas ela dizia que eu ia conseguir, sim. Olhava e pensava: essa menina é realmente minha amiga. Isso foi criando uma força.
 
iG: Na construção do relacionamento, foi fácil começar a desejar uma mulher?

Pastor Joide: Quando comecei a ter sentimentos pela minha esposa nem eu mesmo queria. Mas comecei a observar que era um sentimento diferente, algo que não tinha tido por ninguém. Minha mão suava, meu coração parecia que ia sair pela boca e me dava uma tremedeira. Depois entendi que estava apaixonado e que esse amor vinha do trono da glória de Deus. Quando ficamos noivos, sonhava, desejava e ansiava em tê-la nos meus braços. Posso dizer que casei virgem porque fazia uns quatro anos ou mais que não tinha relação com ninguém. Era um novo homem. A Edna não casou com um travesti e, sim, com um homem 100% heterossexual, restaurado na sua identidade sexual pelo poder do evangelho. Entre namoro, noivado e casamento já são mais de 17 anos.
 
iG: O senhor ainda conta com alguma ajuda psicológica?

Pastor Joide: Não preciso mais. Posso ver homem nu, de bunda de fora. Deus restaurou minha identidade e quando ele faz isso não há força maligna que faça você voltar atrás. Mas não fiquei com amnésia. Lembro do meu passado, as feridas foram cicatrizadas, mas estão aqui. Elas servem para cicatrizar as feridas expostas de outras pessoas.
 
iG: Qual é sua opinião sobre as igrejas evangélicas inclusivas, que aceitam gays?

Pastor Joide: Amigo, as pessoas usam a Bíblia para satisfazer a vontade da carne. Elas não querem crucificar a carne, querem viver um cristianismo sem renúncia. O fato de as pessoas andarem com Jesus, falarem dele e abrirem igrejas não quer dizer que elas estão com Jesus. Esses pseudopastores fundam essas igrejas dizendo que Jesus é amor, mas ele também é justiça. É mais fácil achar que Jesus é só amor e viver no pecado. A crucificação dói e muitos não querem isso…
 
iG: Como o senhor pretende contar a sua história para seu filho daqui a alguns anos?

Pastor Joide: Com a maior naturalidade possível. Vou contar que o pai vivia na iniquidade e não conhecia Jesus. Quando o pai é amigo, conselheiro e explica, não tem confusão. Quero começar a conversar sobre sexualidade com meu filho aos cinco anos. Quando ele começar a ir à escola, vou falar para não deixar ninguém pegar na sua bunda. “Filho, não tem nada de (faz voz de criança) piu-piu”. Quando dou banho nele, brinco e falo: (engrossa a voz) “Tira o cacete pra fora, rapaz!” Se minha mãe me corrige, dizendo que não é cacete, respondo: (bravo) “Que negócio é esse da vovó dizer bilu? Bilu, o quê? É pinto, cacete, pau! (ri).
 
 
 
 
 


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Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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