Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Mostrando postagens com marcador feminização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feminização. Mostrar todas as postagens

Descubra a Modelo Trans Yasmine Petty


A modelo transgênero Yasmine Petty posou em Nova York para uma campanha da Calvin Klein (foto acima). "As vezes é muito difícil levantar da cama", brincou a gata americana ao postar uma foto do ensaio no Instagram... Mas quem é ela? Traduzi esse texto do IMDb de autoria do Eriq Chang: "Descrevendo rapidamente, Yasmine Petty é uma modelo transexual americana de ascendência marroquina. Petty trabalha principalmente como modelo de passarela e modelo fotografia, mas tambem realiza trabalhos como atriz e fotógrafa.


Ela pode parecer uma boneca viva do lado de fora, mas embaixo de sua beleza ela incorpora partes iguais de intelecto, ambição e impulso. Este ícone moderno destrói o fingimento e o preconceito com sua beleza exótica e arrojada, confundindo as linhas entre a fantasia e a realidade.

A verdadeira paixão de Yasmine é ajudar os indivíduos a alcançarem seu verdadeiro potencial, inspirando-os a serem os melhores do mundo. Sua crença é que você pode conseguir qualquer coisa na vida que você coloca sua mente e ela espera que ela possa ser um testemunho vivo desse lema.

Nascida no norte da Califórnia, com uma herança italiana e marroquina, Yasmine sempre teve grandes aspirações. Com formação educacional em artes visuais, design de moda e fotografia, ela se mudou para Nova York, onde se aventurou por várias facetas da indústria da moda, criando momentos lindos e icônicos na frente e atrás da câmera. 

Estudou fotografia no ICP, design de moda na faculdade de Anza e artes culinárias no West Valley College. Enquanto morava em Nova York, Yasmine trabalhou como modelo, e exerceu também cargos de diretor de várias agências de modelos bem como diretor de criação/estilista de moda para várias revistas de moda, incluindo a Surface Magazine.





Como musa, Yasmine despertou o interesse de muitos estilistas e fotógrafos internacionais. Ela começou a desfilar pelas passarelas internacionais como modelo ao lado de ícones como Naomi Campbell e Karolina Kurkova, fazendo aparições em desfiles produzidos pela Vogue Itália entre outros.

Ela tem sido destaque em muitas das principais revistas de moda atuais, como a W Magazine, Hercules e modelada para Louis Vuitton, desenhada por Marc Jacobs para a LOVE Magazine.

Ela também foi baleada por alguns dos fotógrafos mais emblemáticos do setor, incluindo Patrick Demarchelier, Mario Sorrenti, Ellen Von Unworth e Marianno Vivanco.

Não demorou muito para que Hollywood se interessasse pelos talentos de Yasmine. Suas últimas realizações incluem um papel de protagonista em um próximo filme de Adam Shankman e Frank Meli, bem como várias aparições em vários programas de televisão e vídeos musicais. Yasmine está muito animada pelo mais novo capítulo de sua carreira.

Dada sua paixão pelo entretenimento e pelas artes, ela está ansiosa e aberta para continuar sua carreira como atriz profissional e está ativamente estudando com um dos melhores treinadores de atuação de Nova York."

Por Katia Walker - Via: IMDb por Eriq Chang



Share:

Transição aos 55


Começou com uma brincadeira: o artista plástico dinamarquês Einar Wegener (1882-1931) posava vestido de mulher para a esposa, Gerda, produzir suas pinturas. Ele gostou da ideia, até assumir a identidade de Lili Elbe e passar por uma das primeiras cirurgias de readequação sexual da história, drama contado no filme "A Garota Dinamarquesa" (2015). A taxista paulistana Marcella Almeida, de 55 anos e 1,74m, começa a entrevista comparando-se ao casal de artistas. Ela já se vestia de mulher com roupas da irmã na infância e a ajuda de suas ex-mulheres enquanto se identificava como Marcus Vinícius. Foi só há seis meses que iniciou sua transição de gênero. Ela conta como tem sido à Universa.

"Tenho uma irmã um ano mais velha que eu. Aos 6 anos, eu pegava as roupas dela e me admirava no espelho. Adorava ser menina. Roubava as calcinhas e colocava batom da minha mãe. Gostava de boneca. Esperava todo mundo sair de casa para ficar me montando.

Quando adolescente, era bonito, loiro, olhos claros, e pegava muita menina. Quando elas dormiam, eu colocava suas roupas, ou trocávamos mesmo. Gostava do ser feminino, não para transar. Via uma mulher bonita e a invejava.

Minha questão não era ser gay, mas ser mulher. O problema é que, na minha juventude, não tinha acesso a tratamento no Brasil. E aceitei minha situação da seguinte forma: amo Ferrari mas tenho Chevrolet, então serei feliz com o que tenho. Nesses 55 anos, o Marcus Vinícius foi feliz como pode.

Vestia roupas das ex-mulheres

Casei duas vezes. Com a primeira mulher, fiquei cinco anos e tivemos um filho quando ela tinha 14. Ela sabia das minhas manias e transávamos vestidas de mulher, fazíamos trocas de roupas. A segunda mulher, com quem estava há 30 anos, me dava baby dolls.

De uns anos para cá, comecei a acompanhar casos de transição de gênero e imaginar como seria comigo. Estudei os locais em que poderia ser atendida e, há três anos, cheguei ao Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento, em São Paulo. Me inscrevi para o tratamento gratuito, e somente em maio de 2018 me ligaram para a triagem.

Eu sei que não serei 100 % mulher. Eu sou trans. São gêneros diferentes, e o importante é ser feliz.
Fiz exames de sangue para saber se podia tomar hormônio e não tive dificuldade para começar o tratamento. Fui a duas sessões com um psicólogo e, em junho, iniciei a terapia hormonal.

Sem orgasmos

A Marcella nasceu de julho para agosto deste ano, quando estava completando 55. Tomo bloqueador de testosterona. Já emagreci 20kg. Em 40 dias de hormonização, meu sexo encolheu 50%. As calcinhas nem me incomodam. Minha certidão de nascimento já foi mudada. Sempre achei que tinha cara de Marcella. Hoje, por causa do tratamento, choro à toa. Perdi 30% da minha força física. Parece que a massa muscular está derretendo, a pele está fina. Ainda faço depilação a laser. Ser mulher custa caro. Só não tenho orgasmo, mas prazer.
Minha mulher pediu para não fazer a transição. Ela teve um ataque, disse que ia colocar veneno na minha comida. Não pensou que minha vontade de ser mulher sairia das quatro paredes.
Ela vomitou, ficou mal. Contei o que faria no dia do aniversário da nossa filha, de 23 anos. Uma vez, ela foi atrás de mim no DST [sigla usada para o ambulatório]. Queria quebrar meu carro, abriu as portas do ambulatório.

A gente se ama muito. Brigamos pouco nesses 30 anos e ela criou meu filho do primeiro casamento. Mas estamos contornando. Ela procurou um psicólogo e já conheceu uma pessoa. Entramos no processo de divórcio.

Questionei muito a mim mesma se faria tudo isso. Foram 55 anos da minha vida analisando. E, como ela sabia disso, pensei que aceitaria mais fácil essa transição. Ela ama o Marcus e a Marcella, mas sabe que o primeiro não existe mais. Eu o enterrei. Quando a gente sai, ela me apresenta como uma amiga. 

"Enfiei a Marcella goela abaixo"

Minha mulher se culpa por ter me vestido de mulher durante todo esse tempo. Às vezes, dormimos juntos, e dia desses ficamos. Se ela me aceitasse assim, seria bom, porque sempre a amarei. É difícil perdê-la. Era infeliz quanto à minha sexualidade, mas feliz no casamento. Agora é o contrário. 
Arquivo pessoal
Marcella trabalha como taxista pelas ruas de São Paulo Imagem: Arquivo pessoal
Eu enfiei a Marcella goela abaixo. Simplesmente acordei, fui no departamento jurídico do transporte público de São Paulo e falei que ia mudar meu gênero. Fui no ponto de táxi que fundei, em Moema, e falei para todo mundo.
Meu filho mais velho, de 31 anos, foi a única pessoa que me ofendeu nesses seis meses de transição. Ele queria que eu me afastasse e o atendi.
Ele está preso após uma briga com um policial e fui na cadeia como mulher visitá-lo. O pessoal de lá falou que ele deveria tirar o chapéu para mim e se encher de orgulho pela coragem.
Minha filha aceitou e meus cinco netos estão aprendendo a conviver. Meus pais são falecidos e minha sogra, que mora conosco, é cega e tem Alzheimer. Não compreende. Acho que minha mãe iria se decepcionar, porque eu era um filho lindo. Minha irmã chora todo dia. Não consegue aceitar. Disse que nunca vai me chamar de Marcella.
Tive amigo que jantava na minha casa e hoje não olha na minha cara. Às vezes fico chateada, porque as pessoas à minha volta estão tristes enquanto deveriam me apoiar. 

Experiência com homens

Nunca tinha ficado com homem e, a princípio, achei que era lésbica. Tenho muito prazer com mulher. Mas conheci um carinha na rede social há dois meses, casado com uma moça e bissexual. Saímos algumas vezes e me senti maravilhosa. Tive muito prazer nos braços dele, porque me senti feminina. Nunca transamos. Me apaixonei como uma menina de 15 anos, e não soube lidar com a situação. Eu queria algo sério.

Contei tudo para minha mulher. Uma vez, marquei de dormir com esse rapaz. Comprei camisola e mostrei para ela. Mas não aconteceu. Também fiquei com um modelo famoso, mas ele é casado e tem filha. Nos falamos até hoje. 
Eu me considero bissexual. Transei com uma mulher dia desses, mas tenho gostado mais de ficar com homem. Minha primeira experiência sexual com homem foi com um menino de 22 anos e foi maravilhoso porque tirei todas as vontades que tive durante esses 55 anos. 
Não sei se farei a cirurgia de redesignação sexual. Num primeiro momento, não queria mais usar meu órgão, mas os caras gostam assim e posso querer usar com uma mulher. Também não sei se colocarei silicone. Não quero ser uma miss. 
Nunca sofri nenhum tipo de agressão, nem tenho medo. Eu votei no Bolsonaro (presidente eleito), mas se ele acabar com o tratamento gratuito para pessoas trans, vou lá e compro os medicamentos.
Depois de ficar 55 anos dentro de um corpo que não é meu, nada me atinge. Pode chamar de travesti, trans, 'viado' mas o que me importa é minha família. Não dependo de ninguém para nada. Uma mulher que foi cliente minha por 20 anos não quer mais meu serviço como taxista, por causa da religião dela. Respeito, e quero que me respeitem também".

Share:

Thalita Zampirolli investe em carreira nos Estados Unidos



Há alguns meses, Thalita Zampirolli começou uma grande mudança não só na sua vida pessoal, mas também na profissional.

A modelo decidiu se mudar para os Estados Unidos a fim de aprimorar seus conhecimentos e assim refletir isso na carreira que pretende traçar daqui uns anos.

A morena estuda o idioma local e faz cursos de artes cênicas.

"Vim para os EUA para estudar e estou totalmente focada nessa nova fase da minha vida. Estudo inglês e artes cênicas e pretendo investir na minha carreira de atriz aqui”, disse Zampirolli.
 
Ainda sabendo da dificuldade que é conseguir um espaço em um mercado tão concorrido como o mundo do entretenimento norte americano, ela disse estar disposta a superar seus limites e conquistar seus sonhos.

“Eu sei que não será fácil, mas estou pronta para seguir essa jornada enfrentando tudo o que vier pela frente.

O que nos faz forte o suficiente para vencer uma batalha, seja ela em qualquer campo de nossas vidas, é o quanto você deseja cruzar a linha de chegada, o quanto você resiste até o final da corrida e eu estou pronta para superar os meus limites", disse a atriz.

Do Fuxico

 
Share:

Reflexão e Desabafos: O Medo de ser Crossdresser


Ninguém precisa colocar anúncio no jornal dizendo que é crossdresser, que gosta de se vestir de mulher, de usar salto alto, de fazer maquiagem, essas coisas. Essas práticas são algo eminentemente pessoal, que não interessa a mais ninguém exceto, é claro, às pessoas que vivem muito próximas de nós, como esposas e filhos e - em grau menor - a pais, namoradas e amigos íntimos.

Ninguém precisa trombetear no local de trabalho que adora sair montada para divertir-se com as amigas e mergulhar nas baladas até o dia amanhecer.

Ninguém precisa contar para a vendedora que o batom que está comprando é para uso pessoal, assim como a calcinha ou o scarpin. A vendedora está na loja exclusivamente para vender, não para inteirar-se da vida de quem compra.

Ninguém precisa abrir uma comunidade no orkut ou entupir um site de fotos "en femme" a fim de afirmar-se como crossdresser.
 
A prática do crossdressing é perfeitamente legal e, tão longe quanto eu sei, perfeitamente normal.

Ilegal é usar drogas: - é conveniente uma crossdresser lembrar-se disso e se proteger disso.

Ilegal é roubar, como descaradamente roubam os homens públicos desse país, escondendo-se por trás de fachadas de “homens sérios”.

Assim como “anormal” é alguém deixar de fazer o que quer e pode em nome de limites auto-impostos, de estúpidos bloqueios concebidos apenas com o objetivo de jamais arriscar uma falsa e carcomida fachada de machão.

Anormal é sofrer e ser infeliz em nome de idiotices nas quais ninguém acredita mais, nem a própria pessoa, mas que continua a defender, feito uma "idiota programada", em nome de “parecer” aquilo que os “outros” gostariam que ela fosse.

Não existe coisa mais covarde do que crossdresser que sente vergonha de ser crossdresser. A ressalva vai para os sujeitos que realmente não são crossdressers, que se dizem crossdressers, mas são apenas internautas entediados com a vida ou fetichistas de fim-de-semana em busca de novas aventuras.

Não existe coisa mais ridícula do que esconder – até de si próprio – a condição de transgeneridade que a vida nos impôs. Não conheço nada mais fora de propósito do que “armário”. A menos, é claro, como eu disse antes, que o sujeito seja apenas um internauta que-não-achou-coisa-melhor-pra-fazer do que vestir a calcinha da mulher e exibir a bunda na internet, ou um fetichista que adora transar vestido de noiva.

Mas crossdresser "mesmo" não tem o direito de envergonhar-se de ser o que é. Porque não está fazendo gracinha pra ninguém. Porque esse é o estilo de vida que faz sentido para ele, que o deixa à vontade, que faz com ele entre em contato com as partes mais profundas, criativas e saudáveis do seu próprio ser.

Para uma “crossdresser mesmo”, vestir-se com roupas de mulher está longe de ser uma aventura inconseqüente e banal, empreendida na surdina, com o coração na boca, a boca seca, os olhos estatelados e as pernas trêmulas. Crossdresser "mesmo" veste-se de mulher porque, para ele, “faz sentido” vestir-se de mulher. Porque ele faz isso como forma de expressar a "parte feminina" - fortíssima - da sua própria personalidade. Parte feminina que às vezes é tão forte ao ponto de dominar a cena inteiramente e não permitir que a crossdresser volte à antiga condição de fachada, vivendo como homem - e empreenda uma dura jornada de transição.
Tampouco uma crossdresser veste-se de mulher com o objetivo claro, direto e explícito de praticar sexo "como uma mulher". Se o sexo acontecer – raramente acontece – terá sido como conseqüência natural de uma personalidade feminina plenamente assumida. Mas uma crossdressers jamais se servirá das vestes de mulher como mero "recurso de sedução" para levar alguém para a cama.

Ser crossdresser não é crime, não é falta grave, não é objeto de qualquer tipo de punição.

De onde vem, então, esse medo absurdo que leva mais de noventa por cento das crossdressers a jamais se manifestarem no mundo "real"? A se manterem trancadas dentro de si mesmas? A se isolarem, morbidamente, em seus armários, “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?

Será simplesmente o medo, patético, da esposa achar o “fim da picada” seu marido vestir-se de mulher e partir para um rompimento ruidoso e cheio de malícia e traição? Ora, se uma mulher deixar o marido por uma revelação dessas, é porque ela já o havia deixado há muito tempo! Se há o mínimo de intimidade e cumplicidade na relação do casal, mulher nenhuma vai "botar a saia na cabeça" e sair gritando aos quatro ventos que o marido é um “maricón” só pelo fato dele revelar a ela que gosta de se vestir de mulher. E se a mulher fizer um escarcéu com a revelação, a "crossdresser confessa" terá ganho na "sorte grande" pois, agora, tem a oportunidade de livrar-se de um estropício desse tamanho "estacionado" em sua vida!!!

Será o medo da empresa - ou do sócio - descobrir esse aspecto da vida privada do indivíduo, chegando ao ponto de dispensa-lo por “justa causa”, rotulando-o de “bicha”, condenando-o a jamais encontrar uma colocação na vida? Também não deixaria de ser um grande favor que a vida estaria prestando à crossdresser livrar-se de uma vez por todas de uma empresa burra e preconceituosa ou de um sócio idem. Mas é que fica até difícil pensar de onde sairia o argumento para uma “dispensa desonrosa por justa causa” (a menos que a crossdresser tenha decidido romper o “dress code” da diretoria – que até as mulheres respeitam – comparecendo a uma reunião de trabalho de mini saia e meia arrastão... mas até nessa hipótese fica difícil configurar “justa causa”!)

Será o medo de perder os clientes? Isso também é uma deslavada bobagem pois, se os serviços são bons, de qualidade e de bom preço, dificilmente alguém deixará de freqüentar o consultório por saber eventualmente que o seu dentista gosta de sair à noite vestido de mulher. Só aqueles horrorosos fundamentalistas que vêem horror e pecado em tudo, por serem, eles próprios, horrorosos pecadores...

Seria o medo de sair às ruas, montadas, e serem apedrejadas pela sua feiúra, pela sua loucura, pela sua inadequação? Ora, mais uma vez, a menos que a pessoa saia, escandalosamente, "dando bandeira" em cada esquina da cidade, dificilmente sua presença será ao menos notada. Infelizmente até, pois crossdressers, narcisistas como são, simplesmente adoram ser notadas... Em todos os meus anos saindo em público eu jamais recebi pedradas e invariavelmente sempre fui muito bem tratada em todos os lugares que freqüentei. E olha que eu já fui montada até em culto religioso...

A maioria das crossdressers, que sofrem enclausuradas em seus armários, darão as causas acima como as principais – senão as únicas – razões para se manterem em seus auto-exílios. Para não se orgulharem de ser como a natureza as fez: - crossdressers. Para esconderem a sua condição transgênera até de si próprias. Para omitirem esse importante aspecto da sua personalidade até para as pessoas importantes da sua vida (pessoas importantes e não "todo mundo"; eu já disse, lá no início, que não se trata de publicar um anúncio na primeira página da edição de domingo...)

Entretanto, eu quero dizer que não são essas, definitivamente, as verdadeiras causas do medo de alguém se assumir crossdresser. Se as crossdressers se escondem, negam, rejeitam, disfarçam, lutam até para livrar-se dessa condição, é porque querem continuar posando de “homens machos”, apesar de não serem nem de perto aquilo que a sociedade rotula de “homens machos”. Porque desejam continuar fugindo da responsabilidade de se mostrarem ao mundo como realmente são ou seja, “pessoas diferentes”, que foram dotadas pela natureza com aspectos muito especiais, dentro do vasto espectro da diversidade humana.

É essa vergonha "de se ser o que se é" que trava, inibe, impede, bloqueia e enclausura crossdressers em seus armários. É o medo de se assumir transgênero, dentro do seu próprio grau de transgeneridade.

É a vergonha de não ser vista mais como homem ou, pior ainda, de passar a ser vista como mulher.

Duro estigma que há milênios paira sobre a cabeça do macho, assim como a condição homossexual ou a própria condição do "ser mulher".

Para mudar isso, é preciso que haja pessoas que se orgulhem de ser o que são, ou que simplesmente não se envergonhem disso.

Pessoas que não fiquem "roendo as unhas", se pelando de medo, cada vez que imaginam a mulher descobrindo essa sua estranha tendência que, afinal, não tem nada de estranha, posto que, em 98% dos casos, é manifestada ainda na primeira infância.

Pessoas que deixem o anonimato, espúrio e covarde, e venham se reunir aos seus iguais (sim! Existem muitos iguais nesse mundo! Ninguém está absolutamente só!)

Pessoas que consigam romper a lei do silêncio e passem a falar disso como fato normal em suas vidas. Como falariam se, eventualmente, contraíssem a gripe suína e tivessem que expor seus sintomas abertamente, sem nenhuma vergonha ou pudor de revelarem ao mundo o que sentem.

Pessoas que não se arrastem na calada da noite, feito almas penadas, cheias de "dedos e mesuras", num estranho ritual de dor e beleza, apenas para satisfazerem necessidades perfeitamente normais e aceitáveis, como a de se produzir como uma bela dama dos anos quarenta (sim, porque transgêneros invariavelmente não têm muito o que buscar nos dias de hoje em termos de inspiração, já que as mulheres estão se vestindo cada vez mais próximas do homem...)

Quanto mais pessoas transgêneras deixarem suas "tocas existenciais" e mostrarem-se à luz do dia, mais o mundo verá que somos normais, que somos comuns, que temos direito à vida e à expressão como qualquer homem ou mulher tem. Quem sabe, com o nosso "aparecimento", até a sociedade reconheça a existência de “outros gêneros” além dessa patética divisão homem-mulher.

Esse será um momento de grande evolução para toda a humanidade. Um momento de verdadeira consagração do respeito à diversidade humana.

Mas, para que ele aconteça, é preciso de gente que pare de murmurar entre as pregas a sua condição transgênera, como se, ao se revelar, estivesse confessando algum crime inafiançável.

Evidentemente, não se trata de uma convocação para quem brinca de se vestir de mulher, como se vivesse num carnaval permanente. Nem para quem vestir-se de mulher é apenas um fetiche sexual. Essas pessoas têm outras histórias, que devem ser respeitadas como qualquer história humana deve ser respeitada. Mas nós, crossdressers "mesmo", não podemos continuar dando ouvidos à fala desmotivadora dessas pessoas que, por teimarem em permanecer ocultas, tentam desqualificar qualquer esforço no sentido de resgatar a dignidade das crossdressers "mesmo", cuja condição transgênera é muito mais do que um passatempo ou um fetiche.

Essa é uma bandeira destinada às verdadeiras crossdressers, que conhecem, do fundo da alma, a dor e a delícia de se ser o que é. Que não sentem vergonha de se reconhecer como grupo de expressão transgênera. Que não sentem repúdio nem guardam "a devida distância" de outras expressões de gênero que também buscam resgatar a sua dignidade e o seu direito de se manifestar como pessoas comuns, na vida em sociedade.

Talvez as crossdressers, por toda a sua história constitutiva, pela maneira como foram forçadas a reprimir e manter oculta a sua identidade transgênera, ainda não tenham a maturidade suficiente para existir à luz do dia, sem o medo, absurdo, de não serem mais respeitadas por não estarem sendo “suficientemente homens”.

Mas, também, jamais terão essa maturidade, se não começarem a se orgulhar, publicamente, de ser identificadas como pessoas transgêneras, com direito ao mesmo grau de reconhecimento, reverência e dignidade devido a qualquer homem ou mulher existente nesse mundo.

Do Forum Espartilho - Autor: Letícia Lanz
Share:

Reflexões e Desabafos - Minha vida como crossdresser

Eu era um garotinho quando minha mãe me vestiu pela primeira vez. Eu acho que é quando meu crossdressing começou. Eu sou um homem e não quero mudar meu sexo, mas cresci com duas irmãs. 

Eu sempre gostei de crossdressing, então se minha esposa quisesse me vestir, eu não lutaria contra isso. Eu sinto que sou uma mulher no corpo de um homem. Eu não escondo nada da minha esposa, então ela sabe que eu me visto. Ela não é a favor do meu crossdressing mas ela me ama e eu a amo.

Eu sei que não sou mulher e não estou interessada em namorar homens. Eu fico relaxado quando me visto. Eu gosto da sensação da roupa. Eu compro todas as minhas coisas que eu uso.

Se você acha que é errado se vestir, então por que Deus nos colocou aqui sem roupa? Eu não acho que Deus disse que essas roupas são apenas para homens e essas roupas são para mulheres e apenas mulheres. Então, assim como outros homens gostam de esportes, eu gosto de "me vestir de mulher". Eles têm seus hobbies e o meu é crossdressing.

Eu não tento me tornar algo que eu não sou. Eu me visto porque gosto do jeito que me sinto e isso me relaxa. Lucy Quero agradecer por este site. Eu também não gosto de pornografia. Então Lucy esta é a minha vida. 

Tenho 62 anos e aproveito minha vida com minha parceira e esposa, a quem eu amo mais do que qualquer coisa.

Obrigado por ouvir minha história e espero que tenha gostado de ler tanto quanto eu gostei de contar.

 

Por Jammey - Do World of Crossdressing - Adaptação e foto By Katia Steelman Walker 
Share:

Crossdresser: Um olhar sobre os conceitos de Crossdressing e Crossdresser

Na Biologia o genótipo é a composição genética de cada ser vivo adquirida hereditariamente.

A definição de gênero, genotipicamente falando, é dada pelo Sistema XY, no qual, majoritariamente, o gênero feminino é XX e o masculino é XY. Já o fenótipo consiste nas características externamente visíveis de um determinado genótipo, como aparência e comportamento.

Assim, quanto ao gênero, podemos falar em fenótipo feminino e fenótipo masculino.
Uma pessoa com genótipo e fenótipo masculinos que se não identifica com o gênero masculino pode buscar uma transição para o gênero feminino, da mesma forma que pessoas do gênero feminino, genotípica e fenotipicamente, o podem.

Trata-se de uma transição fenotípica de gênero, onde a pessoa busca adotar a aparência que melhor se adequa ao que sente em seu íntimo, pois nem sempre a identidade de gênero corresponde ao mesmo gênero biológico (cisgênero), mas sim ao oposto (transgênero).

Essa transição pode ser permanente e não permanente. A transição permanente implica em intervenções corporais visando alterar a aparência de maneira permanente, como por meio de terapia hormonal e cirurgias. Já a transição não permanente ocorre por meio de adoção de comportamentos e uso de objetos relacionados ao gênero oposto e pode ser em tempo integral, quando a pessoa adota um perfil feminino em seu dia-a-dia, ou ainda eventual, situação na qual a pessoa escolhe determinados momentos para realizar tal transição. 

Crossdressing, segundo o Cambridge Dictionary, é o ato de vestir roupas normalmente usadas pelo sexo oposto. Contudo o crossdressing transcende a definição do dicionário, englobando ainda a adoção de comportamentos, acessórios e, algumas vezes, o comportamento sexual típico do gênero oposto. Trata-se, portanto, de uma forma de transição de gênero não permanente, pois não implica em nenhuma alteração corporal cirúrgica ou hormonal, que pode ser por tempo integral ou temporária.

Crossdresser é alguém que, por meio do crossdressing, muda de gênero de maneira não permanente e eventual, com o uso de elementos e adoção de comportamentos típicos do gênero oposto. Desse modo temos a mudança do tipo MtF (Male to Female), na qual um homem adota a aparência do gênero feminino, e a do tipo FtM (Female to Male), onde uma mulher adota a aparência do gênero masculino.

Há uma visão estereotipada, especialmente sobre crossdressers MtF em função do comportamento sexual de algumas, na qual são vistas como pessoas sempre em busca de envolvimentos com homens e sexualmente submissas. Entretanto, ser crossdresser nem sempre significa dizer que a pessoa é homossexual, pois a transição não necessariamente envolve atração sexual por pessoas do mesmo gênero biológico.

Do BCS - Brazilian Crossdressers Society
Share:

Reflexões e Desabafos: Os 10 principais benefícios ocultos do Crossdressing - Transgênero

Uau, o meu post anterior no blog sobre o GUILT atingiu as pessoas.

Se você se sente culpado por crossdressing ou transgênero, então talvez considere a coisa toda uma “maldição”.

Mas eu acredito que há alguns benefícios surpreendentes em ser uma pessoa de “dois espíritos”.

Neste post, quero compartilhar o que acredito serem os benefícios ocultos do crossdressing ou transgênero.

Algumas delas se aplicam mais a crossdressers, mas o sentimento é o mesmo: Ser TG pode fazer de você uma pessoa melhor no geral - no modo de garota e no modo de cara.

 

Os 10 principais benefícios ocultos do crossdressing ou de ser uma mulher transgênero

1. Ele permite que você integre o melhor dos dois gêneros em sua personalidade.

2. Isso motiva você a ficar em forma e cuidar de si mesmo. (Uma garota tem uma boa aparência, certo?)

3. Torna você mais empático com as mulheres.

4. Isso aproxima você das pessoas que o apoiam.

5. É mais fácil ser fiel quando * você * é a outra mulher (embora eu espere que sua empatia em relação às mulheres o impeça de trapacear, em primeiro lugar!).

6. Permite que você conheça a si mesmo de maneira profunda e significativa.

7. Isso faz de você uma pessoa interessante. (Normal é chato!)

8. Isso lhe dá mais compaixão para com os outros que não se encaixam nas normas da sociedade.

9. Oferece uma maneira saudável e não destrutiva de aliviar o estresse.

10. Isso faz de você uma pessoa mais criativa, engenhosa e corajosa do que seria de outra forma.

Então, o que você acha? Estou faltando alguma coisa nessa lista?

Eu adoraria ouvir o que você acha que são os benefícios ocultos do crossdressing ou ser uma mulher TG.

Por favor, deixe-me um comentário abaixo!

Ame,
Lucille

Por Lucille Sorella - Do Femme Secrets
Share:

Reflexão e Desabafos: Como Sentir-se Plena no Crossdresing


Desde muito nova eu tinha a obsessão de sentir-me o mais feminina possível e isto me forçou a experimentar de tudo no universo feminino. Muito não me era conveniente, a outras coisas simplesmente não me adaptei, enfim, foi uma longa jornada até descobrir que calcinha me deixava mais sexy de forma confortável de modo a poder usar o dia ou a noite toda, que tipo de calçado eu teria mais confiança no caminhar, que estilo de maquiagem eu conseguiria fazer sozinha.

Enfim, tudo isso aprendi, mas de repente eu percebi que era expert em uma série de coisas, mas não estava feliz comigo mesma. Eu olhava para o espelho e via uma mulher hiper bem maquiada, com uma roupa super sexy, certamente desejável pelos homens, mas aquilo não me dava alegria. Eu simplesmente não me sentia plena, no real sentido da palavra plenitude, e o sintoma maior disso: eu não sorria.

O sorriso nada mais é do que a maneira como nosso eu interior expressa sua alegria no mundo exterior. Obviamente que eu sorria para as fotos, mas se estivesse em frente ao espelho e de repente olhasse meu reflexo, veria uma mulher carrancuda me olhando de volta. A perfeição não me agradava mais. E eu me sentia em um beco sem saída, como muitas de nós, crossdressers, já se sentiram e nesse instante chegaram a pensar em parar de se montar.

Algum tempo depois, refletindo sobre isso cheguei a uma conclusão simples: bastaria eu viver o crossdressing em vez de viver o processo de elaboração de minha figura feminina para ser feliz de novo. Em vez de me matar assistindo vídeos e mais vídeos de maquiagem, por que não me permitir errar e acertar por mim mesma? Em vez de ter o vestido perfeito para sair à noite anônima, por que não usar um par de botas e um shortinho para me sentir a mais puta e desejar atrair os olhares de reprovação e desejo? 

Então, finalmente, eu aprendi que no crossdressing, se for para ser feliz, vale a máxima "menos é mais".
Katrina Ivanovna

Do Facebook  - BCS: Brazilian Crossdressers Society
Share:

Descubra a Musa trans Thaynna Dantas


A diversidade está ganhando espaço nos torneios de fisiculturismo e uma das responsáveis por isso é a modelo Thaynna Dantas, de 28 anos. Após sofrer muito no processo de se aceitar, a natalense se assumiu como transexual, e hoje é uma musa fitness com vários prêmios e mais de 170 mil seguidores no Instagram.

Apesar de ter nascido como menino, Thaynna Dantas sempre se sentiu mais conectada com o lado feminino. “Se tinha a bola ou a boneca eu preferia a boneca e ninguém entendia”, conta a modelo. Apesar disso, junto com o irmão mais velho, Thaynna era incentivada pelo pai a fazer atividades que eram consideradas masculinas, como praticar esportes.

A mãe, percebendo que Thaynna estava cada vez mais feminina, inclusive nas curvas do corpo, decidiu levá-la para fazer exames médicos e um acompanhamento com psicólogo. Foi quando elas descobriram que a criança tinha mais hormônios femininos em seu corpo do que era o esperado.

Nesta fase, com apenas 11 anos, a modelo conta que sofria uma briga com ela mesma por não entender o que estava acontecendo. “Eu não sabia o que era trans, travesti e gay. Eu não entendia o que estava sentindo dentro de mim então me trancava no quarto e chorava. Quando eu olhava para um homem, eu sentia atração. E quando eu olhava uma mulher, eu queria ser igual.”

 
Primeiro beijo e as primeira mudanças

Mas foi quando ele beijou um menino pela primeira vez que tudo mudou. “Descobri o que era bom e que eu realmente gostava de homem”, conta. Com a ajuda de amigos que eram assumidamente homossexuais, Thaynna começou a se aceitar, mas ainda tinha medo da reação de sua família quando descobrissem.

Logo depois de perceber que sentia atração por homens, Thaynna foi para uma festa e beijou um menino no meio de várias pessoas - cena que foi vista pelo irmão. No dia seguinte, ele contou para os pais o que tinha visto, mas Thaynna negou. Desconfiada, a mãe foi falar com a Thaynna para perguntar se era verdade o que o irmão tinha contado, e a filha contou que era bissexual como forma de tentar amenizar a situação.

 

Primeira vez como mulher

Já namorando com um homem, ela não conseguiu esconder a sexualidade por muito mais tempo e se assumiu como homossexual para a família aos 15 anos. Ela, então, começou a frequentar uma boate LGBT, e foi lá que ela conheceu uma mulher transgênero que olhou para Thaynna e disse que ela seria trans algum dia. “Apesar de eu ser muito feminina, eu não me imaginava como trans”. Nesta época, o namorado se vestia de drag queen e, um dia, aceitou montá-la também.

“Quando eu me vesti de mulher pela primeira vez foi surpreendente. Eu cheguei à boate e ninguém sabia se era mulher ou não”. Thaynna começou a se montar com frequência e a fazer shows à noite, mesmo ainda sendo menor de idade. “Comecei a identificar que era realmente aquilo que eu queria fazer. Eu até levava roupas femininas para casa e minha mãe aceitava”. Como elas só usava roupas femininas na hora de fazer shows, sua família não reclamou. Foi nessa época, ainda na adolescência, que ela começou a ser chamada de Thaynna Dantas.

Decidida a ficar ainda mais feminina, Thaynna começou a tomar hormônios femininos aos 16 anos sem contar para a família. Mas a mãe começou a desconfiar das mudanças no corpo da filha, como um crescimento em seus peitos. Aí começaram também os piores conflitos em casa.

“Como eu não queria tirar a camiseta em casa, ela percebeu que algo estava errado e perguntou o que estava acontecendo”, afirma Thaynna. “Eu contei que estava tomando hormônios femininos porque eu não tava me identificando com o corpo que eu tinha e que eu não estava me sentindo bem”. A mãe não aceitou o que Thaynna estava fazendo e as duas passaram a brigar com frequência.

“ Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas"

A situação ficou ainda pior quando a mãe viu Thaynna usando roupas femininas em público pela primeira vez. “Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas”. E foi isso o que aconteceu: quando Thaynna chegou em casa naquela noite, e suas roupas femininas estavam queimando no quintal.

Indignada com a atitude da mãe, ela resolveu sair de casa naquele momento, decidida a se vestir sempre como mulher. Mesmo tendo sofrido com a situação, hoje a filha entende o comportamento da mãe. “É muito complicado para uma mãe ver um filho como mulher pela primeira vez dentro de um ônibus”. Para Thaynna, a atitude da mãe foi movida pelo medo do preconceito que a ela sofreria nas ruas por ser trans.

Mas a situação foi determinante para que ela decidisse a se vestir sempre como mulher. Com 19 anos, Thaynna fez uma cirurgia no nariz e colocou a prótese de silicone nos seios. Além disso, ela deixou seu emprego em uma loja de roupas que trabalhava em Natal e se mudou para São Paulo para trabalhar como modelo fotográfica.

 
A entrada no mundo fitness

Para manter o corpo definido para o trabalho de modelo, ela treinava frequentemente com acompanhamento profissional. “Meu treinador Roberto Di Lello me chamou para uma avaliação física para eu poder secar. Eu pesava 91kg quando comecei a treinar e perdi 13kg em 3 meses, mas não pensava em competir, era só para ficar com um corpo legal”.

Incentivada pela personal trainer, Thaynna começou a pensar em entrar no mundo do fisiculturismo. “Ele perguntou se eu queria participar da competição X Angel Championship, em junho, e me disse que a única coisa que eu precisaria fazer no meu corpo era secar”, explica. Como era o primeiro concurso de fisiculturismo do mundo com uma categoria para mulheres transgêneros, a modelo percebeu que não poderia perder a chance de participar.

No dia do evento, Thaynna estava acompanhada de seus amigos e seu treinador. “Era meu primeiro campeonato e eu estava muito nervosa”. Mas o nervosismo não atrapalhou a modelo, que venceu na categoria Style e levou para casa o prêmio de Overall, obtendo o primeiro lugar na competição. Isso fez com que ela conseguisse mais visibilidade na mídia e trabalhos como modelo.

Apesar de ter conquistado os prêmios, Thaynna estava em dúvida se queria participar de outras competições por causa do custo financeiro. “Como não temos patrocínio, temos que gastar muito com academia, personal trainer, roupas para apresentar, passagem e hospedagem”. Sem a ajuda financeira, o gasto para participar de um concurso é de cerca de R$ 8 mil, segundo a modelo.

Ainda assim, ela decidiu participar novamente do concurso e se preparar melhor. “Eu fiz aulas de poses para subir no palco. Saber que eu tinha que subir melhor do que na competição anterior já era uma cobrança a mais”. E, além disso, ela queria ser premiada como a melhor do ano.

Trans e o fisiculturismo

Thaynna segue carreira no mundo fitness e até foi destaque em uma competição para pessoas sis. A WFF-WBBF, uma das confederações mais importante do mundo de fisiculturismo, a homenageou em um evento em setembro deste ano. Apesar de o concurso não ter uma categoria para transgêneros, Thaynna subiu ao palco e recebeu muitos aplausos.

“Todo mundo ficou de cara quando descobriram que eu era trans. Foi bom para eu ver que tinha conseguido ultrapassar várias barreiras e iria conseguir conquistar meus objetivos”, conta a modelo. “A presidente do evento no Brasil, Gianni de Almeida, até falou em criar uma categoria para os transgêneros no ano que vem”. Na ocasião, Thaynna recebeu um troféu pela apresentação, apesar de não ter competido.

Dura rotina fitness e reconhecimento no final

O evento também serviu como um treino para a edição do X Angel Championship, que foi realizado no dia 15 de outubro. Além de treinar na academia, Thaynna teve que fazer muitas restrições alimentares, principalmente quando a data da competição se aproximava. “Três dias antes eu cortei totalmente o carboidrato e fiquei só comendo proteína. Além disso, eu tinha que tomar 8 litros de água por dia para desinchar”, conta a modelo. Um dia antes, eu tomei apenas uns golinhos de água e no dia eu não comi nem bebi nada porque eu queria subir seca. Eu sabia que alguém podia vencer, mas eu queria defender o meu título”.

“ Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu"

Para Thaynna, o momento que ela no palco é mágico. “Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu”, afirma. “Eu me sinto uma luz. Eu sei que estou preparada para aquilo” O esforço deu certo e ela foi premiada novamente como Overall e, além disso, conquistou o de “Angel Of The Year”.

A modelo parou de tomar hormônios femininos por sentir que estava ficando muito inchada, o que poderia prejudicá-la nas competições. Além disso, ela sentia que os hormônios alteravam sua personalidade. “Não sinto falta porque me deixava mais triste e mais quieta. E eu não sou assim”.

Thaynna conta que, por não ter mais uma aparência tão feminina por causa dos treinos, costuma ser julgada por outras mulheres trans. “Perguntam se eu tenho vontade de voltar a ser como antes e dizem que eu estou muito masculina”, revela. Mas, apesar disso, ela diz sofrer menos preconceito agora do que quando era assumido como um homem gay.

“No mundo fitness, as pessoas não percebem que eu sou transgênero porque as mulheres desse mundo já tem uma aparência mais masculina. Isso abre portas para mim e eu fico lisonjeada em abrir portas para outras meninas”, finaliza Thaynna Dantas.


  


Mais um vídeo aqui
https://videosdetravestis.net/thaynna-dantas-transexual/
Share:

27 erros de linguagem corporal que podem arruinar sua imagem feminina.

Você sabia que a linguagem corporal é responsável por mais de 50% da impressão que você causa nas pessoas?

Essa é uma grande parte da sua imagem feminina!

A linguagem corporal consiste em quatro coisas:
  •     Postura
  •     Gestos
  •     Contato visual
  •     Expressões faciais

Infelizmente, é fácil desenvolver maus hábitos de linguagem corporal que podem arruinar sua imagem feminina ... ou, no mínimo, fazer você parecer menos equilibrada e polida do que gostaria de ser.

Aqui estão 27 ações que devem ser evitadas ao se apresentar como mulher:
  •     Olhar curioso
  •     Roer as unhas
  •     Verificando compulsivamente seu telefone
  •     Vasculhando sua bolsa
  •     Cruzando seus braços
  •     Inquietação
  •     Agitando sua perna ou tocando seus dedos
  •     Não sorrindo
  •     Escaneando a sala enquanto fala com alguém
  •     Falando demais com suas mãos
  •     Assentimento exagerado
  •     Examinando seus dentes ou rosto em público
  •     Aplicando maquiagem em público (além de um rápido toque de batom)
  •     Descansando o queixo nas mãos e cotovelos
  •     Sentando-se com as pernas afastadas
  •     Clanging your silverware
  •     Evitar o contato visual
  •     Contato visual que é muito intenso
  •     Um fraco aperto de mão
  •     Cerrando os punhos
  •     De pé perto demais das pessoas
  •     Mastigando em voz alta
  •     Falando enquanto você come
  •     Comendo ou bebendo muito rápido
  •     Curvando-se em direção à sua comida, em vez de levar a comida até a boca
  •     Inclinando-se para frente demais
  •     Recostando-se demais

Você está cometendo algum desses erros? Se assim for, não se sinta mal. (Eu tive que trabalhar em alguns deles eu mesmo!) Em vez disso, resolva melhorá-los.

Para se divertir, faça um "estudo da linguagem corporal" na próxima vez que estiver em público. Observe as ações sutis que melhoram ou diminuem as imagens das pessoas.

Você consegue pensar em outros hábitos que deveriam ser adicionados a essa lista?

Como sempre, adoraria ouvir seus pensamentos! Por favor, compartilhe nos comentários abaixo.

Do Femme Secrets by Lucille Sorella 
Share:

Todos os significados da cor rosa


Quando você pensa em rosa, o que vem à sua mente? É possível que a primeira associação seja ao público feminino, especialmente para crianças. Essa é uma conexão que acabou sendo estabelecida ao longo do tempo de maneira cultural. Mas é preciso conhecer o verdadeiro significado da cor rosa. E assim entender, que tanto faz se você é homem ou mulher, todos temos total liberdade para usar a cor que bem entendemos. E acredite, a tonalidade rosa, tem mais características positivas do que muita gente pensa. Quer conhecer os atributos desse tom delicado? Veja a seguir.

O significado da cor rosa

Há uma grande variedade de tons dentro desta cor. E dependendo da tonalidade o significado pode sofrer uma leve alteração. Os mais claros, por exemplo, ficam com a representatividade do amor, ternura e fofura. Já os tons mais escuros estão ligados a sedução e sensualidade – isto é, são mais intensos.
Numa maneira geral, de todos os significados da cor rosa, o mais forte é sua associação ao romantismo. Inclusive muitas superstições recomendam passar o revéillon utilizando este tom, caso você queria que o ano seguinte seja recheado de amores inesquecíveis, ternura e companheirismo, apostar nos poderes da energia da cor rosa é indispensável.
As questões culturais de que somente meninas podem usar essa tonalidade não é correta. Essa cor é muito associada à feminilidade e por tal razão, as mulheres são as que a mais a utilizam. Porém, isso não é uma regra! Apesar da sociedade ter imposto esse pensamento de alguma maneira, a cor rosa atrairá energias positivas e boas para ambos os sexos. E quem é que não quer tudo isso, não é mesmo? Então, todos devem se sentir livre para utilizar esse tom.

A cor rosa e a psicologia humana

O significado da cor rosa muitas vezes se assemelha ao público feminino. Amor, romantismo e fantasia são algumas dessas características que geralmente são mais associadas às mulheres do que aos homens. E essa ideia, que criou-se culturalmente, ficou impregnada na sociedade até os dias atuais.
Por isso, é uma cor muito utilizada por marcas que são voltadas ao público feminino – tanto para crianças, como também para as mulheres adultas. O mesmo vale para a sensualidade e a proteção – este último especialmente útil para marcas de saúde, como por exemplo, as embalagens de absorvente íntimo.
O conceito de pureza e inocência é melhor aproveitado pensando no público infantil. A maior parte da indústria de brinquedos usufruem dessa característica, assim como produtos para meninas adolescentes. Exemplos disso? A boneca Barbie e a Revista Capricho, respectivamente.
Confira outras empresas que também apostaram no significado da cor rosa para a criação de seus logotipos.
  • Barbie
  • Donut King
  • Taco Bell
  • Hello Kitty
  • Pony
  • Marisa
  • Cosmopolitan
  • Pantera Cor-de-Rosa
  • Mary Kay
Agora que você já conheceu o significado da cor rosa, aproveite e leia também:
 
Share:

Crossdresser: O que considero importante numa montagem completa?


Toda crossdresser, inclusive as mais experientes, tem dúvidas e dificuldades relacionadas à montagem, desde a escolha de uma peruca, passando pelas bijouterias (quem nunca sofreu querendo usar um par de brincos sem ter furos nas orelhas?), bem como quais cosméticos usar e em que ordem usá-los. Como usar uma tabela de medidas para a escolha de roupas e lingeries muitas vezes é um problema, pois nem todas sabem quais devem ser levadas em consideração e como medir corretamente. A busca por sapatos ideais também é uma luta, pois nem sempre se tem uma variedade de produtos quando se calça acima de 39.
 
Bem, quem me conhece pessoalmente sabe que uma de minhas frases prediletas é "o diabo mora nos detalhes". Portanto, uma montagem de dar água na boca do diabo requer atenção aos detalhes, o que normalmente não é levado em consideração pela maioria das crossdressers, que se limitam a vestirem uma lingerie, calçarem um salto alto, colocarem uma peruca e passarem um batom. Uma montagem perfeita significa antes de mais nada sair da zona de conforto em busca de uma feminilidade visual capaz de transformar a maneira de se encarar o crossdressing da cabeça aos pés, LITERALMENTE.
Tendo este objetivo em vista, considero detalhes importantes numa montagem:

1. Barba bem feita e maquiagem bem executada;
2. Peruca bem fixada;
3. Seios postiços;
4. A lingerie deve incluir um corset;
5. Tucking;
6. Unhas bem feitas e em cores adequadas, inclusive dos pés;
7. Salto alto do tamanho correto;
8. Bijouterias para compor o visual (brincos, colares, anéis, pulseiras);
9. A roupa certa para cada ocasião.

Seguir esses 9 passos é algo fácil? NÃO. Quem deseja aprimorar-se deve encarar as dificuldades e superá-las para atingir a satisfação que apenas conhece quem experimentou uma montagem muito bem elaborada e executada. Em breve a BCS irá divulgar uma novidade para ajudar a todas que desejam ser ainda mais femininas, portanto, mantenham-se antenadas nas novidades da página!



Share:

Documentário retrata trajetória da primeira transexual militar; veja teaser

A história da primeira militar reconhecida como transexual na história das Forças Armadas Brasileiras é contada no documentário De volta ao jardim. O teaser do longa está disponível na plataforma Vimeo.

Dirigido por Marcelo Díaz, o documentário recupera a memória de Maria Luiza da Silva, que por 22 anos exerceu trabalho nas Forças Armadas, até ser aposentada por invalidez. Em vez de vestir a farda feminina, a militar serviu junto aos homens, fato investigado em cena.
No teaser, Maria Luiza da Silva revela sofrer ameaças pelas transformações a que se submeteu. “Eu existo. E sou militar da FAU. Eu sou transexual”, clama em cena. 

A data de estreia de De volta ao jardim ainda não foi divulgada.
Share:

Dicas de Montagem: Modeladores corporais, um auxílio nas curvas

Modificar o corpo sem grande investimento de tempo ou dinheiro é uma tarefa árdua, sem contar que nem todo mundo está disposto ou pode modificar o próprio corpo para atender as necessidades do seu lado feminino. No entanto, existem diversos acessórios conhecidos como Modeladores que podem te ajudar a criar curvas femininas instantaneamente, inclusive vejo muita drag que consegue resultados impressionantes apenas com o uso de deles!! Alias, não só drag, até mulher cis usa sutiã de bojo ou modelador de cintura, por exemplo, para criar curvas mais sólidas.
Se você pensa em ganhar curvas, diminuir a silhueta ou criar um volume extra, saiba que existem diversas opções no mercado para te ajudar! No post de hoje eu vou apresentar alguns acessórios para atuar no busto, na cintura e no quadril, confira:
Busto
A região dos seios é bastante sensual e as curvas podem fazer muita diferença! A opção mais simples e difundida para os seios é o sutiã estruturado com bojo, eu até já fiz um post específico sobre Como escolher o seu sutiã. Você também vai encontrar aqui no blog o post Como simular seios femininos (avançado) com exemplos em vídeo, então aqui vou fazer um resumo dos métodos:
Sutiã com bojo: dispensa comentários, é o mais simples! Se trata de um sutiã comum que tem um par de conchas estofadas imitando o contorno dos seios, basta vesti-lo por de baixo da roupa e curtir as curvas. É recomendado para qualquer tipo de corpo e pode-se encontrar diversas opções de tamanhos, cores e modelos no mercado nacional.
Desenvolvedor de decotes: encontrei esse acessório por acaso no site Glamour Boutique e, pelo que entendi, ele foi desenvolvido por uma especialista em corsets para ajudar a criar um busto pressionando o volume que você já tem nos seios. Se você complementar com um sutiã com bojo o resultado será bem convincente!
Sutiã adesivo de silicone: a peça ganhou popularidade por ficar invisível na roupa e dar uma forcinha na levantada dos seios! Para crossdressers/transgêneros é indicado para quem tem o corpo magrinho ou possui os seios desenvolvidos, a peça vai dar uma forma para quem é reto ou moldar os seios existentes. Se você não encontrar facilmente em loja física saiba que tem no MercadoLivre.
Seios de silicone: esse acessório é um pouco mais sofisticado e mais difícil de ser encontrado. É uma peça de silicone que imita a forma dos seios, pode ser colado no corpo ou preso a um sutiã e existem diversas opções de cores e tamanhos para se ajustar ao seu corpo, então é recomendado para qualquer corpo. Se encontra em sites como GlamourBoutique, Aliexpress ou Ebay.
Busto de silicone/látex: só os seios não atinge o resultado que você deseja? Bom, essa última opção imita um busto feminino dos seios até o pescoço, assim você poderá abusar dos decotes! Também é recomendado para qualquer corpo e se encontra nos mesmos locais dos Seios de silicone.
Cintura
Quem nasce com um corpo XY normalmente precisa lutar muito para conseguir uma cinturinha fina como a feminina. Os modeladores são grandes aliados e uso prolongado pode afinar o seu corpo, principalmente se for com o auxilio de um corset estruturado.
Cinta modeladora: os mais comuns, existem modelos de R$20 até R$200 e os formatos variam, existe tipo body, tipo blusinha, com shortinho, enfim, sobram opções. Quanto a efetividade deles é outra história, alguns conseguem diminuir vários centímetros enquanto outros só enganam. Quando for escolher o seu seria interessante testar e usar uma fita métrica para medir a variação da circunferência da sua cintura.
Corset estruturado: diferente dos modeladores comuns o corset é costurado com tecidos resistentes e barbatanas de aço que suportam a tensão das cordas e resulta em uma cintura fininha. Usar uma peça dessas é um desafio para a respiração mas pode-se obter resultados definitivos no corpo com a prática de tight-lacing a longo prazo. Tenho um post falando mais sobre o corset e comprei os meus na Kiss Me e na Black Cherry. Para se obter melhores resultados recomenda-se usar peças sob medida para o seu corpo.
Quadril
Aumentar o quadril com exercícios requer muitas repetições de afundo, agachamento e glúteos três apoios (sou prova disso), e o resultado faz aproximar o seu corpo aos tipos ampulheta ou triangular, os mais femininos. Se exercício não é a sua praia confira a seguir três opções de acessórios para aumentar o bumbum:
Modelador de quadril: esses modelos possuem alta compressão na região da cintura e abdômen para disfarçar as gordurinhas e modelar as coxas e o quadril com desenho que valoriza o bumbum. Encontra-se facilmente no mercado e tem opção do shorts modelador já com a meia calça.
Cacinha com enchimento: as opções são variadas, existe calcinha que ajuda a empinar, calcinha com espaço para colocar enchimentos em locais específicos e até calcinha que dá um formato novo para a sua bunda.
Padding: muito utilizado pelas drags o padding é um tipo de enchimento que ajuda a aumentar o volume do quadril e das nádegas. Pode-se comprar um pronto, mas tem alguns vídeos ensinando a fazer o seu (como esse ou esse).
Corpo
Confesso que fico um pouco assustada com a sofisticação de uma peça dessas. Se trata de um macacão de látex ou silicone que dará uma modelagem nova para o corpo todo, tem até opção com máscara. Nunca vi uma peça dessas ao vivo e acredito que o seu uso seja mais limitado à produção de vídeos/filmes ou disfarces.
Antes e Depois
Segue alguns exemplos de antes e depois de corpos com os acessórios apresentados:

Sugiro que você seja realista em relação às curvas que você deseja levando em consideração as suas restrições de orçamento e a constituição do seu corpo. Estude as suas próprias curvas na frente do espelho e pense em como construir uma forma cujas proporções na área do busto, cintura e quadril sejam coerentes, esse post sobre as formas do corpo pode te ajudar. Se você for mais cheinha criar uma cintura com um corset será mais vantajoso do que desenhar os seios, já se você tiver um corpo magro talvez seja mais interessante investir em padding no quadril do que na cintura. 

Share:

-

BANNER 728X90

Video Recomendado

-

AD BANNER

Visualizações

About & Social

Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

Entre em contato comigo!

Nome

E-mail *

Mensagem *

busque no blog

Arquivo do blog

TROCA DE LINKS

Apoio ao Crossdresser
Universo Crossdress
Márcia Tirésias
Club Cross
Fórum Crossdressing Place
Jornalismo Trans - Neto Lucon
Kannel Art
Noite Rainha Cross
Diário de uma Crossdresser

Gospel LGBT
Dom Monteiro - Contos do Dom
La nueva chica del bairro
Ravens Ladies
Travestismo Heterosexual

CROSSDRESSER
Nathasha b'Fly
Veronica Mendes
Camilinha Lafert
Kamila Cross BH
Sophia Mel Cdzinha

DANYELA CROSSDRESSER
Duda CD
Bruninha Loira sapeka
Cross Gatas
Klesia cd
Renata Loren
Coroa CD
Suzan Crossdresser
Érika Diniz
CDZINHA EXIBICIONISTA
Aninha CDzinha
Camila Praz
CD VALDETTY
CD Paty
Cdzinha Moranguinho
Jaqueline CD
Paty Cdzinha

Contos Eróticos da Casa da Maitê
Elite Transex

Mais

Mais vistos na ultima semana

Tags

Postagens mais visitadas há um ano

Postagem em destaque

Renata Montezine arrasando como sempre

Renata Albuquerque Montezine é atualmente uma das mulheres trans, de maior sucesso no país. Já foi modelo plus size, sendo a primeira...

Pages