Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

Mostrando postagens com marcador inclusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inclusão. Mostrar todas as postagens

'Ele é como um pai', diz transexual que adotou o sobrenome do padre Julio Lancellotti

Uma agente de saúde transexual homenageou o padre Julio Lancellotti, coordenador da Pastoral da Rua, ao escolher o seu nome de mulher. Na terça (15), Alessandra Lancellotti Sousa retirou a sua nova certidão de nascimento, com o gênero feminino.

EM NOME DO PAI 

“A vida me deu ele como um pai”, diz Alessandra. O clérigo a ajudou a se adaptar e a arrumar emprego em SP quando ela chegou de Presidente Prudente (SP), em 2017. “No interior, os padres têm repulsa da gente.”

AMÉM 

O padre diz se sentir “tocado pelo carinho”. “Ela perguntou se eu aceitava [que seu nome fosse usado] e eu disse que tudo bem. Ela está fazendo um caminho de emancipação.”

Lei a coluna completa aqui.
Mônica Bergamo
Jornalista e colunista. 


Da Folha
Share:

No mês da visibilidade transexual, organizações preparam Caminhada pela Vida Trans

Janeiro é o mês da visibilidade das pessoas transexuais ou travestis, ou seja, pessoas que não se identificam com gênero que foi designado a elas no nascimento. Para dialogar melhor sobre o tema com a sociedade, organizações e órgãos públicos como o Mães Pela Diversidade, o Espaço Trans do HC e a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco promovem a Caminhada pelas vidas Trans. O evento acontecerá no dia 26 de janeiro com concentração a partir das 14h na Praça do Derby e segue em direção ao Monumento Tortura Nunca Mais, com chegada prevista ás 17h
Edição: Monyse Ravenna

Share:

Alemanha aprova opção de “terceiro gênero” aos documentos

O parlamento da Alemanha aprovou uma lei que deve adicionar uma opção de  “terceiro gênero” . O uso, pelo menos a princípio, seria exclusivamente para pessoas nascidas intersex (antigamente chamadas hemafroditas, ou seja, nascidas biologicamente com ambos os sexos).
Com a medida, assim que decidirem, pessoas intersex também poderão também trocar de gênero e nome facilmente nos documentos sem precisar de autorização médica ou jurídica pra isso.
A medida garante assim que a pessoa decida seu gênero. E a família possa registrá-la em uma terceira opção até que ela se entenda.
Ativistas LGBTs receberam bem a notícia mas alertaram que falta muito ainda. Anton Hofreiter disse: “Poderia ter sido mais abrangente, a lei não vai muito longe além das pessoas intersex”, afirmou o militante Anton Honfreiter.
O motivo da queixa seria de que gênero não se define só pela característica biológica/física, como é o caso de pessoas intersex.
O terceiro gênero também poderia se aplicar com facilidade a pessoas trans que simplesmente declarem que não se encaixam no gênero feminino ou masculino, mas pelo menos por enquanto, a lei não contempla estas pessoas.
“Gênero não se define só por características físicas, mas também sociais e psicológicas”, explicou o membro da Federação Alemã de Lésbicas e Gays na tentativa de alertar autoridades de que a lei poderia ser mais abrangente e plural a todas as pessoas trans.

Share:

Descubra a Modelo Trans Yasmine Petty


A modelo transgênero Yasmine Petty posou em Nova York para uma campanha da Calvin Klein (foto acima). "As vezes é muito difícil levantar da cama", brincou a gata americana ao postar uma foto do ensaio no Instagram... Mas quem é ela? Traduzi esse texto do IMDb de autoria do Eriq Chang: "Descrevendo rapidamente, Yasmine Petty é uma modelo transexual americana de ascendência marroquina. Petty trabalha principalmente como modelo de passarela e modelo fotografia, mas tambem realiza trabalhos como atriz e fotógrafa.


Ela pode parecer uma boneca viva do lado de fora, mas embaixo de sua beleza ela incorpora partes iguais de intelecto, ambição e impulso. Este ícone moderno destrói o fingimento e o preconceito com sua beleza exótica e arrojada, confundindo as linhas entre a fantasia e a realidade.

A verdadeira paixão de Yasmine é ajudar os indivíduos a alcançarem seu verdadeiro potencial, inspirando-os a serem os melhores do mundo. Sua crença é que você pode conseguir qualquer coisa na vida que você coloca sua mente e ela espera que ela possa ser um testemunho vivo desse lema.

Nascida no norte da Califórnia, com uma herança italiana e marroquina, Yasmine sempre teve grandes aspirações. Com formação educacional em artes visuais, design de moda e fotografia, ela se mudou para Nova York, onde se aventurou por várias facetas da indústria da moda, criando momentos lindos e icônicos na frente e atrás da câmera. 

Estudou fotografia no ICP, design de moda na faculdade de Anza e artes culinárias no West Valley College. Enquanto morava em Nova York, Yasmine trabalhou como modelo, e exerceu também cargos de diretor de várias agências de modelos bem como diretor de criação/estilista de moda para várias revistas de moda, incluindo a Surface Magazine.





Como musa, Yasmine despertou o interesse de muitos estilistas e fotógrafos internacionais. Ela começou a desfilar pelas passarelas internacionais como modelo ao lado de ícones como Naomi Campbell e Karolina Kurkova, fazendo aparições em desfiles produzidos pela Vogue Itália entre outros.

Ela tem sido destaque em muitas das principais revistas de moda atuais, como a W Magazine, Hercules e modelada para Louis Vuitton, desenhada por Marc Jacobs para a LOVE Magazine.

Ela também foi baleada por alguns dos fotógrafos mais emblemáticos do setor, incluindo Patrick Demarchelier, Mario Sorrenti, Ellen Von Unworth e Marianno Vivanco.

Não demorou muito para que Hollywood se interessasse pelos talentos de Yasmine. Suas últimas realizações incluem um papel de protagonista em um próximo filme de Adam Shankman e Frank Meli, bem como várias aparições em vários programas de televisão e vídeos musicais. Yasmine está muito animada pelo mais novo capítulo de sua carreira.

Dada sua paixão pelo entretenimento e pelas artes, ela está ansiosa e aberta para continuar sua carreira como atriz profissional e está ativamente estudando com um dos melhores treinadores de atuação de Nova York."

Por Katia Walker - Via: IMDb por Eriq Chang



Share:

Enfermeira é a primeira transexual a conseguir se registrar como mulher em Ouro Fino

Sabemos que a classe LGBT passa por muitas dificuldades no Brasil. A luta é diária para a conquista de sua liberdade e para o fim da violência, que infelizmente, ainda registra números lamentáveis.

Em Ouro Fino, Acácia do Nascimento, assim como a maioria da classe LGBT, tem lutado pelos seus direitos. A enfermeira é transexual desde os 20 anos de idade, e nos últimos dois anos tem batalhado para conseguir seu registro civil como mulher.

Porém, ela encontrou diversas barreiras durante a realização deste sonho. Mesmo com advogados qualificados cuidando do caso, Acácia não conseguia o tão sonhado registro civil. Mas, graças ao funcionário do cartório do Distrito de Crisólia, o Sr. Luiz Henrique dos Santos, enfim, ela conseguiu o registro.

No dia 08 de novembro, Acácio tirou seu novo RG, agora, no sexo feminino. Este é o primeiro caso de transexual que consegue alterar seu registro civil em Ouro Fino. Uma bela conquista para a classe LGBT de Ouro Fino, que poderão seguir o exemplo da enfermeira e buscar seus direitos como ser humano.

Share:

1º transexual a competir no Miss Universo é aplaudida de pé


Neste domingo (16), aconteceu a 67ª do Miss Universo, que elegeu a modelo Catriona Gray, de 24 anos, representante das Filipinas, como vencedora. A cerimônia foi realizada em Bangcoc, na Tailândia.

amazonense Mayra Dias, 27, foi classificada no top 20, mas não avançou para o segundo corte, o top 10, onde também se classificaram as misses Costa Rica, Curaçao, Nepal, Canadá e Tailândia.
 
Além da entrega do prêmio para a vencedora, outro momento emocionou quem assistia ao concurso. Angela Ponce, a Miss Espanha, foi a primeira participante transgênero da história do Miss Universo. Em sua homenagem foi exibido um vídeo sobre sua trajetória de vida e a miss desfilou no palco sozinha, o que fez com que os convidados a aplaudissem de pé. Confira:


Angela, que nasceu em uma cidade perto de Sevilha, iniciou um tratamento hormonal aos 16 anos e passou pela cirurgia para mudança de sexo aos 24. Ela é manequim e trabalha em uma ONG que ajuda jovens transgêneros.






 Angela Ponce: primeira candidata trans do Miss Universo faz história

A Miss Espanha, Angela Ponce, fez história ao se tornar a primeira concorrente trans do Miss Universo. A 67ª edição aconteceu na Tailândia nesse domingo (16/12). Pelo horário local, já era segunda-feira.

Angela não se classificou entre as 20 primeiras colocadas da competição. No entanto, sua participação é um avanço na pauta da diversidade. A modelo já conquistou mais de 500 mil seguidores no Instagram.

Vem comigo!

A Miss Espanha afirmou que o importante para ela não era ganhar, mas participar do evento. “As mulheres trans vêm sendo perseguidas e apagadas há muito tempo. Estou mostrando que podemos ser o que quisermos”, disse em entrevista à Reuters.

Aos 16, Angela começou um tratamento hormonal e, depois de oito anos, passou pela cirurgia de redesignação sexual. Hoje em dia, ela atua em uma ONG que apoia jovens transgêneros.

No desfile preliminar, Angela usou um conjunto brilhoso de minissaia e cropped. O traje de banho foi um biquíni rosa. Para a roupa típica, a escolha foi uma “bata de cola”, modelo usado na dança flamenca.
A filipina Catriona Gray foi a vencedora do Miss Universo 2018. A candidata da África do Sul ficou em segundo lugar, e a da Venezuela, em terceiro. A amazonense Mayra Dias, representante do Brasil, chegou entre as 20 semifinalistas. O concurso é transmitido para 190 países.

Para outras dicas e novidades sobre o mundo da moda, não deixe de visitar o meu Instagram. Até a próxima!
Colaborou Rebeca Ligabue

Do Metropoles - Por:Ilca Maria Estevão



 
Share:

TransEmpregos: Maite Schneider explica as dificuldades que pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho

A partir do reconhecimento da dificuldade de pessoas trans conseguirem espaço no mercado de trabalho, o projeto TransEmprego foi criado em 2013 para diluir a exclusão devido à sua identidade.
O POVO - Quais são os desafios que as pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho?
Maite Schneider - O maior desafio, primeiro, é vencer certos estigmas, preconceitos, que são muito negativos, que foram arraigados durante séculos na nossa sociedade, na nossa cultura que é machista, cristã, que tem a figura da pessoa trans como um pecado, suja, maldita. Depois de tirar esses estigmas, a gente tem que potencializar, porque foram anos que elas foram e ainda continuam sendo colocadas à margem da sociedade e sem poder ter uma inserção tanto na família quanto na escola, isso logicamente acarreta no mercado de trabalho. E posteriormente, melhorar as capacitações, fazer com que elas voltem a estudar, se capacitar, se profissionalizar cada vez mais.
OP - Quais os avanços conquistados no mercado de trabalho nos últimos 10 anos?
Maite - Um projeto como o TransEmprego, que tem cinco anos, não poderia nem ter chance de existir há dez anos, seria uma coisa impossível. As empresas estarem abertas também. Hoje, a gente tem a Atento que tem 78 mil funcionários no Brasil, 1.300 são trans. É possível sim essa transformação, de inserção real, de diversidade.
OP - Quantos homens e mulheres trans já conseguiram emprego pelo TransEmprego?
Maite - A gente não tem esse quantitativo, porque para a gente do TransEmprego, de uma a um milhão, o que a gente quer é fazer a inserção. A gente acaba trabalhando a questão das pessoas transgêneras, mas a gente abarca todas as diversidades. Se você quebrar esse preconceito que é um dos maiores que existe, de repúdio, de asco na sociedade com relação à pessoa transgênera, a gente consegue quebrar preconceitos com outras ditas minorias, mesmo que não quantitativas, mas políticas. Semana passada, a gente conseguiu empregar 15. Então, é muita gente. A gente vê que elas estão felizes, empregadas. Às vezes, as empresas que contratam querem mais, porque elas se dedicam muito, valorizam muito o emprego, muitas vezes é o primeiro emprego com 40 ou 50 anos de idade.
TransEmpregos 
Os interessados podem enviar currículos para o email marciademais@yahoo.com.

Do O Povo
Share:

Reflexão e Desabafos: Como Sentir-se Plena no Crossdresing


Desde muito nova eu tinha a obsessão de sentir-me o mais feminina possível e isto me forçou a experimentar de tudo no universo feminino. Muito não me era conveniente, a outras coisas simplesmente não me adaptei, enfim, foi uma longa jornada até descobrir que calcinha me deixava mais sexy de forma confortável de modo a poder usar o dia ou a noite toda, que tipo de calçado eu teria mais confiança no caminhar, que estilo de maquiagem eu conseguiria fazer sozinha.

Enfim, tudo isso aprendi, mas de repente eu percebi que era expert em uma série de coisas, mas não estava feliz comigo mesma. Eu olhava para o espelho e via uma mulher hiper bem maquiada, com uma roupa super sexy, certamente desejável pelos homens, mas aquilo não me dava alegria. Eu simplesmente não me sentia plena, no real sentido da palavra plenitude, e o sintoma maior disso: eu não sorria.

O sorriso nada mais é do que a maneira como nosso eu interior expressa sua alegria no mundo exterior. Obviamente que eu sorria para as fotos, mas se estivesse em frente ao espelho e de repente olhasse meu reflexo, veria uma mulher carrancuda me olhando de volta. A perfeição não me agradava mais. E eu me sentia em um beco sem saída, como muitas de nós, crossdressers, já se sentiram e nesse instante chegaram a pensar em parar de se montar.

Algum tempo depois, refletindo sobre isso cheguei a uma conclusão simples: bastaria eu viver o crossdressing em vez de viver o processo de elaboração de minha figura feminina para ser feliz de novo. Em vez de me matar assistindo vídeos e mais vídeos de maquiagem, por que não me permitir errar e acertar por mim mesma? Em vez de ter o vestido perfeito para sair à noite anônima, por que não usar um par de botas e um shortinho para me sentir a mais puta e desejar atrair os olhares de reprovação e desejo? 

Então, finalmente, eu aprendi que no crossdressing, se for para ser feliz, vale a máxima "menos é mais".
Katrina Ivanovna

Do Facebook  - BCS: Brazilian Crossdressers Society
Share:

LGBTs antecipam casamentos, com receio de retrocessos no próximo governo




Em entrevista ao portal Brasil de Fato, a youtuber LGBT do Canal das Bee, Jéssica Tauane, revelou que decidiu se casar com a namorada, Julia Azevedo, com quem tem um relacionamento há dois anos e meio.
Acontece que o motivo da união neste exato momento vai além do relacionamento delas: é também por medo de eventuais perdas de direitos no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

O receio não vem à toa. A própria Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil recomendou oficializar a união até o fim do ano para “quem quiser ter direitos garantidos”.
Pra quem não sabe, o casamento homoafetivo no Brasil não é lei. Não existe um âmparo legal de peso que garanta o direito e o impeça de ser revogado. O que existe é uma jurisprudência: uma medida do STF que, em 2011, garantiu por unanimidade que uniões homoafetivas tenham os mesmos direitos da união hétero no Brasil.
E assim viemos de lá pra cá, sem conseguir aprovar como lei o casamento gay até agora, com um congresso mais conservador que o outro sendo eleito.

O que acontece agora é que, em um governo de um presidente que sempre se disse contra os direitos LGBTs, exatamente pela ausência de uma lei que nos garanta este direito de maneira irrevogável, este mesmo presidente tem condições de eventualmente baixar medidas provisórias ou, em uma canetada, negar o acesso a direitos já adquiridos.
É verdade que seria um verdadeiro tiro no pé um governo cutucar esse vespeiro gratuitamente, impedindo a união de milhares de casais que já legalizaram suas uniões e vivem muito bem assim, e também impedir a legalização dos futuros casais. Mas é melhor não pagar pra ver, não é mesmo?
Vale lembrar que recentemente, ainda em campanha, Bolsonaro assinou um documento de um grupo católico se comprometendo a barrar avanços LGBT em um futuro governo.
Outro risco fora uma decisão arbitrária do presidente assumidamente homofóbico Bolsonaro, é o mesmo indicar novos ministros ao STF (com a saída de antigos por aposentadoria ou morte) que alterem a jurisprudência existente sobre a união homoafetiva. Vale lembrar que Bolsonaro já sugeriu não apenas indicar novos juízes ao STF, mas também ampliar de 11 para 22 o número de representantes do STF.
Em um cenário hipotético e terrível, se em sua maioria, esses novos juízes tiverem os mesmos pensamentos retrógrados que o presidente, podemos perder os poucos direitos que já conquistamos por igualdade no Brasil.
Conforme Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse à reportagem: “Não existe legislação no Brasil assegurando qualquer direito da população LGBTI+”.
A recomendação segundo ela, seria então, diante da ameaça simbolizada por Bolsonaro, que os casais homoafetivos que desejam consumar sua união num futuro próximo, se antecipem até o fim deste ano para preservar seus direitos à pensão, à previdência, à partilha de bens, etc.
Nas palavras de Maria Berenice Dias: “Oficializem até o final do ano seus relacionamentos porque os casamentos realizados daqui até lá não podem ser anulados. Um receio que existe é de eventualmente, a partir da posse, um presidente absolutamente homofóbico, conservador e retrógrado, tomar alguma iniciativa neste sentido. Ele tem a faculdade de baixar medidas provisórias, essa caneta ele tem na mão, e eventualmente pode ser que baixe algo que tenha força de lei, negando acesso ao casamento, o que teria mais força do que uma decisão do STF, que só se constitui pela jurisprudência”, afirmou à reportagem.
Seria um cenário péssimo pra todos os LGBTs que se casaram ou querem se casar, mas quem já adquiriu um direito, terá mais dificuldade em perdê-lo mesmo com um veto do presidente, que atingiria diretamente muito mais as futuras uniões.
Foi justamente o que consideraram Jéssica e Júlia: “A gente já queria se casar, mas estávamos aguardando o momento mais oportuno financeiramente. Mas é muito instável, a jurisprudência pode mudar. Como não foi construída em lei, temos medo de daqui a pouco não conseguirmos mais.”, contou a youtuber à reportagem do Brasil de Fato.

Os números de casamentos homoafetivos nos cartórios vêm aumentando desde 2013, quando foram 3.701 registros. Em 2017, o número chegou a 6.746. Neste mês de outubro, foram 81 processos de união afetiva confirmados.







Julia Azevedo e Jéssica Tauane (foto) são namoradas há dois anos e meio. No sábado (27), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, elas decidiram dar entrada no processo de união civil homoafetiva no cartório. A decisão, que está se tornando um movimento da população LGBTI no país, veio como uma resposta política ao receio de que o próximo governo eleito, de Jair Bolsonaro (PSL), retire seus direitos.
Bolsonaro, conhecido pelos históricos discursos preconceituosos contra diferentes grupos sociais, já chegou a afirmar publicamente agressões como: "ter filho gay é falta de porrada". No dia 12 de outubro, durante a campanha eleitoral, o candidato assinou um termo da organização Voto Católico Brasil no qual se comprometeu a defender a família "constituída de acordo com o ensinamento da Igreja" e o "verdadeiro sentido do Matrimônio (sic), como união entre homem e mulher".
Segundo Julia, o casamento não estava nos planos atuais do casal, mas, com a conjuntura política, acabou entrando.
"É uma burocracia, a gente ia fazer mais para frente, mas sabendo das coisas que poderiam acontecer a gente não queria arriscar. Quando a falamos que estávamos nos programando de casar, os amigos ficaram assustados, falando que eles [o governo] vão saber quem é quem, terão documentos. Eu pensei, se eu não puder fazer isso agora, por medo disso… Agora se a gente precisar pedir refúgio, ou algo do tipo, temos um comprovante. Não é o que queremos fazer, mas se for desse jeito, perseguição como na Ditadura, será assim", afirmou, em entrevista ao Brasil de Fato, do apartamento de sua família.
O resultado do pleito havia acabado de ser divulgado quando a reportagem chegou à casa, onde Jessica também estava. Comunicadora social, Jéssica foi fundadora do Canal das Bee, um canal no Youtube que trata de temas LGBTI+ e hoje reúne mais de 350 mil seguidores. A youtuber esperou um tempo para se recuperar, e, com uma bandeira do movimento, com as cores do arco-íris, e uma voz entrecortada pelo choro, contou que nunca realmente havia acredito na possibilidade da eleição do capitão reformado do Exército.
"Deu tempo de ele aprender que o que ele estava falando estava machucando pessoas, virando violências concretas. Não foi por falta de diálogo. O que fez ele ganhar agora foi o preconceito do brasileiro, esse negócio de que a galera de grupo minorizado quer privilégio e faz 'mimimi'. A gente anda muito menos já na rua, sabe, ainda mais por sermos duas minas. As pessoas são sempre homofóbicas, agora elas vão ter um presidente que tem orgulho de ser também. Isso vai potencializar. Ele vai instigar. É uma cartada tão genial, porque o sangue não vai sair da mão dele. Eu prefiro muito acreditar que eles estão enganados, porque senão eu fico desesperançosa da vida mesmo", lamentou.
Em uma foto postada nas respectivas redes sociais o casal teve muito apoio dos seguidores, e também recebeu comentários de diferentes pessoas afirmando que pretendiam fazer o mesmo. A preocupação vem estimulado a mesma decisão em muitos casais. É o caso do oficial da Defensoria Pública de São Paulo Matheus Rodrigues dos Santos Silva. Ele já mora com o namorado, Guilherme Zagonel Silva, há um ano, e namora há mais de seis.
"A gente já queria se casar, mas estávamos aguardando o momento mais oportuno financeiramente. Mas é muito instável, a jurisprudência pode mudar. Como não foi construída em lei, temos medo de daqui a pouco não conseguirmos mais. Como é um assunto que eu acompanho bastante eu falei pra gente aguardar, tentar segurar até o meio do ano que vem, mas com um pouco de receio, a qualquer momento pode ser que não dê mais", afirmou.
Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a Resolução nº 175, pela qual ficou estabelecido que casais do mesmo sexo teriam direito ao casamento civil, e que tabeliães e juízes ficaram proibidos de se recusar a registrar qualquer união do tipo. Como explicou Matheus, no entanto, a resolução não tem força de lei. Um projeto do Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero, formulado em 2011 e apresentado em 2017 no Senado, ainda tramita no Congresso Nacional.
Sem garantias
Segundo Maria Berenice Dias, desembargadora aposentada e presidenta da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), "não existe legislação no Brasil assegurando qualquer direito da população LGBTI+". Ela recomenda que, por esse motivo, e diante da ameaça simbolizada por Bolsonaro, os casais se antecipem para preservar os direitos garantidos "à pensão, à Previdência, à partilha de bens".
"O que existe é uma justiça sensível que, atenta a esse segmento, começou a assegurar direitos. A recomendação feita, para as pessoas que quiserem, é que oficializem até o final do ano seus relacionamentos. Porque os casamentos realizados daqui até lá não podem ser anulados. Um receio que existe é de eventualmente, a partir da posse, um presidente absolutamente homofóbico, conservador e retrógrado, tomar alguma iniciativa. Ele tem a faculdade de baixar medidas provisórias, essa caneta ele tem na mão, e eventualmente pode ser que baixe algo que tenha força de lei, negando acesso ao casamento, o que teria mais força do que uma decisão da justiça, que só se constitui pela jurisprudência. A jurisprudência existe aqui agora, no momento em que mudam os julgadores, as cortes, há a possibilidade de se trocar a jurisprudência, vão se renovando os tribunais", afirmou.
No entanto, o casamento, mesmo no civil, continua sendo caro no Brasil. Os valores atualizados de casamento em cartório em São Paulo, um dos mais altos do país, chegam a R$404,90. A urgência do casamento até o fim de 2018, portanto, exclui a parte dos casais LGBT que não teria como arcar com os custos. 
Para Matheus, a oficialização do matrimônio seria principalmente uma simbologia. "Eu acho importante a gente casar, como um ato político. A união estável é importante principalmente pela questão patrimonial, se um de nós falecer ou precisar de aposentadoria, esse tipo de coisa pode ser restringida. Mas no nosso caso talvez não enfrentássemos muitos problemas porque nossas famílias estão super de acordo com a gente. Mas o que me deixa muito triste é no caso de pais que não aceitaram a vida inteira que o filho morasse com outro cara, o filho morre e os bens vão para os pais, e não para o companheiro, com quem ele construiu a vida", explicou, completando que sua principal preocupação não é a eleição de Bolsonaro, mas de uma grande bancada que o apoia no Congresso. Foram 52 Deputados Federais do PSL eleitos no primeiro turno dessas eleições.
A marcação política também foi uma questão importante considerada pela educadora e fotógrafa Cássia Oliveira, que há um mês realizou o processo da união estável com a companheira Iara Coutinho.
"Com toda certeza [é uma questão política], a gente sempre discute isso. Fizemos questão de ir lá, assinar, por ser uma questão política dos nossos direitos, e pensamos em fazer o casamento tradicional um pouco mais para frente para reafirmar isso, de que temos esse direito não só perante a lei, mas aos amigos e a família. Ontem depois do resultado eu fiquei desacreditada, não vivi para ver isso no Brasil. Hoje caiu a ficha, eu vi uma notícia dizendo que em 2017 aumentou 30% a violência contra LGBTs e fico pirando mesmo. Não tem como não ter medo. Mas na verdade, me sinto fortalecida", afirmou.
Segundo dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo, os dados nacionais do Registro Civil mostram que os números de casamentos homoafetivos nos cartórios vêm aumentando desde 2013, quando foram 3.701 registros. Em 2017, o número chegou a 6.746. Neste mês de outubro, foram 81 processos de união afetiva confirmados.
Do Brasil de Fato - Edição: Diego Sartorato
Share:

Descubra a Musa trans Thaynna Dantas


A diversidade está ganhando espaço nos torneios de fisiculturismo e uma das responsáveis por isso é a modelo Thaynna Dantas, de 28 anos. Após sofrer muito no processo de se aceitar, a natalense se assumiu como transexual, e hoje é uma musa fitness com vários prêmios e mais de 170 mil seguidores no Instagram.

Apesar de ter nascido como menino, Thaynna Dantas sempre se sentiu mais conectada com o lado feminino. “Se tinha a bola ou a boneca eu preferia a boneca e ninguém entendia”, conta a modelo. Apesar disso, junto com o irmão mais velho, Thaynna era incentivada pelo pai a fazer atividades que eram consideradas masculinas, como praticar esportes.

A mãe, percebendo que Thaynna estava cada vez mais feminina, inclusive nas curvas do corpo, decidiu levá-la para fazer exames médicos e um acompanhamento com psicólogo. Foi quando elas descobriram que a criança tinha mais hormônios femininos em seu corpo do que era o esperado.

Nesta fase, com apenas 11 anos, a modelo conta que sofria uma briga com ela mesma por não entender o que estava acontecendo. “Eu não sabia o que era trans, travesti e gay. Eu não entendia o que estava sentindo dentro de mim então me trancava no quarto e chorava. Quando eu olhava para um homem, eu sentia atração. E quando eu olhava uma mulher, eu queria ser igual.”

 
Primeiro beijo e as primeira mudanças

Mas foi quando ele beijou um menino pela primeira vez que tudo mudou. “Descobri o que era bom e que eu realmente gostava de homem”, conta. Com a ajuda de amigos que eram assumidamente homossexuais, Thaynna começou a se aceitar, mas ainda tinha medo da reação de sua família quando descobrissem.

Logo depois de perceber que sentia atração por homens, Thaynna foi para uma festa e beijou um menino no meio de várias pessoas - cena que foi vista pelo irmão. No dia seguinte, ele contou para os pais o que tinha visto, mas Thaynna negou. Desconfiada, a mãe foi falar com a Thaynna para perguntar se era verdade o que o irmão tinha contado, e a filha contou que era bissexual como forma de tentar amenizar a situação.

 

Primeira vez como mulher

Já namorando com um homem, ela não conseguiu esconder a sexualidade por muito mais tempo e se assumiu como homossexual para a família aos 15 anos. Ela, então, começou a frequentar uma boate LGBT, e foi lá que ela conheceu uma mulher transgênero que olhou para Thaynna e disse que ela seria trans algum dia. “Apesar de eu ser muito feminina, eu não me imaginava como trans”. Nesta época, o namorado se vestia de drag queen e, um dia, aceitou montá-la também.

“Quando eu me vesti de mulher pela primeira vez foi surpreendente. Eu cheguei à boate e ninguém sabia se era mulher ou não”. Thaynna começou a se montar com frequência e a fazer shows à noite, mesmo ainda sendo menor de idade. “Comecei a identificar que era realmente aquilo que eu queria fazer. Eu até levava roupas femininas para casa e minha mãe aceitava”. Como elas só usava roupas femininas na hora de fazer shows, sua família não reclamou. Foi nessa época, ainda na adolescência, que ela começou a ser chamada de Thaynna Dantas.

Decidida a ficar ainda mais feminina, Thaynna começou a tomar hormônios femininos aos 16 anos sem contar para a família. Mas a mãe começou a desconfiar das mudanças no corpo da filha, como um crescimento em seus peitos. Aí começaram também os piores conflitos em casa.

“Como eu não queria tirar a camiseta em casa, ela percebeu que algo estava errado e perguntou o que estava acontecendo”, afirma Thaynna. “Eu contei que estava tomando hormônios femininos porque eu não tava me identificando com o corpo que eu tinha e que eu não estava me sentindo bem”. A mãe não aceitou o que Thaynna estava fazendo e as duas passaram a brigar com frequência.

“ Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas"

A situação ficou ainda pior quando a mãe viu Thaynna usando roupas femininas em público pela primeira vez. “Eu estava no ônibus, indo para uma boate, quando minha mãe me viu e veio para perto de mim. Ela me disse que quando eu chegasse em casa todas as minhas roupas estariam queimadas”. E foi isso o que aconteceu: quando Thaynna chegou em casa naquela noite, e suas roupas femininas estavam queimando no quintal.

Indignada com a atitude da mãe, ela resolveu sair de casa naquele momento, decidida a se vestir sempre como mulher. Mesmo tendo sofrido com a situação, hoje a filha entende o comportamento da mãe. “É muito complicado para uma mãe ver um filho como mulher pela primeira vez dentro de um ônibus”. Para Thaynna, a atitude da mãe foi movida pelo medo do preconceito que a ela sofreria nas ruas por ser trans.

Mas a situação foi determinante para que ela decidisse a se vestir sempre como mulher. Com 19 anos, Thaynna fez uma cirurgia no nariz e colocou a prótese de silicone nos seios. Além disso, ela deixou seu emprego em uma loja de roupas que trabalhava em Natal e se mudou para São Paulo para trabalhar como modelo fotográfica.

 
A entrada no mundo fitness

Para manter o corpo definido para o trabalho de modelo, ela treinava frequentemente com acompanhamento profissional. “Meu treinador Roberto Di Lello me chamou para uma avaliação física para eu poder secar. Eu pesava 91kg quando comecei a treinar e perdi 13kg em 3 meses, mas não pensava em competir, era só para ficar com um corpo legal”.

Incentivada pela personal trainer, Thaynna começou a pensar em entrar no mundo do fisiculturismo. “Ele perguntou se eu queria participar da competição X Angel Championship, em junho, e me disse que a única coisa que eu precisaria fazer no meu corpo era secar”, explica. Como era o primeiro concurso de fisiculturismo do mundo com uma categoria para mulheres transgêneros, a modelo percebeu que não poderia perder a chance de participar.

No dia do evento, Thaynna estava acompanhada de seus amigos e seu treinador. “Era meu primeiro campeonato e eu estava muito nervosa”. Mas o nervosismo não atrapalhou a modelo, que venceu na categoria Style e levou para casa o prêmio de Overall, obtendo o primeiro lugar na competição. Isso fez com que ela conseguisse mais visibilidade na mídia e trabalhos como modelo.

Apesar de ter conquistado os prêmios, Thaynna estava em dúvida se queria participar de outras competições por causa do custo financeiro. “Como não temos patrocínio, temos que gastar muito com academia, personal trainer, roupas para apresentar, passagem e hospedagem”. Sem a ajuda financeira, o gasto para participar de um concurso é de cerca de R$ 8 mil, segundo a modelo.

Ainda assim, ela decidiu participar novamente do concurso e se preparar melhor. “Eu fiz aulas de poses para subir no palco. Saber que eu tinha que subir melhor do que na competição anterior já era uma cobrança a mais”. E, além disso, ela queria ser premiada como a melhor do ano.

Trans e o fisiculturismo

Thaynna segue carreira no mundo fitness e até foi destaque em uma competição para pessoas sis. A WFF-WBBF, uma das confederações mais importante do mundo de fisiculturismo, a homenageou em um evento em setembro deste ano. Apesar de o concurso não ter uma categoria para transgêneros, Thaynna subiu ao palco e recebeu muitos aplausos.

“Todo mundo ficou de cara quando descobriram que eu era trans. Foi bom para eu ver que tinha conseguido ultrapassar várias barreiras e iria conseguir conquistar meus objetivos”, conta a modelo. “A presidente do evento no Brasil, Gianni de Almeida, até falou em criar uma categoria para os transgêneros no ano que vem”. Na ocasião, Thaynna recebeu um troféu pela apresentação, apesar de não ter competido.

Dura rotina fitness e reconhecimento no final

O evento também serviu como um treino para a edição do X Angel Championship, que foi realizado no dia 15 de outubro. Além de treinar na academia, Thaynna teve que fazer muitas restrições alimentares, principalmente quando a data da competição se aproximava. “Três dias antes eu cortei totalmente o carboidrato e fiquei só comendo proteína. Além disso, eu tinha que tomar 8 litros de água por dia para desinchar”, conta a modelo. Um dia antes, eu tomei apenas uns golinhos de água e no dia eu não comi nem bebi nada porque eu queria subir seca. Eu sabia que alguém podia vencer, mas eu queria defender o meu título”.

“ Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu"

Para Thaynna, o momento que ela no palco é mágico. “Com maquiagem, biquíni e asa me sinto realizada. Como se estivesse no céu”, afirma. “Eu me sinto uma luz. Eu sei que estou preparada para aquilo” O esforço deu certo e ela foi premiada novamente como Overall e, além disso, conquistou o de “Angel Of The Year”.

A modelo parou de tomar hormônios femininos por sentir que estava ficando muito inchada, o que poderia prejudicá-la nas competições. Além disso, ela sentia que os hormônios alteravam sua personalidade. “Não sinto falta porque me deixava mais triste e mais quieta. E eu não sou assim”.

Thaynna conta que, por não ter mais uma aparência tão feminina por causa dos treinos, costuma ser julgada por outras mulheres trans. “Perguntam se eu tenho vontade de voltar a ser como antes e dizem que eu estou muito masculina”, revela. Mas, apesar disso, ela diz sofrer menos preconceito agora do que quando era assumido como um homem gay.

“No mundo fitness, as pessoas não percebem que eu sou transgênero porque as mulheres desse mundo já tem uma aparência mais masculina. Isso abre portas para mim e eu fico lisonjeada em abrir portas para outras meninas”, finaliza Thaynna Dantas.


  


Mais um vídeo aqui
https://videosdetravestis.net/thaynna-dantas-transexual/
Share:

Renata Montezine arrasando como sempre


Renata Albuquerque Montezine é atualmente uma das mulheres trans, de maior sucesso no país. Já foi modelo plus size, sendo a primeira plus size de origem trans a ganhar notoriedade e agora ela conversa um pouco com o Top RG.
Top RG - Você nasceu em que cidade? Com quem vive atualmente?  Renata Montezine - Nasci em Francisco Morato, na Grande São Paulo e moro com meus pais.
TR - Hoje você trabalha.com moda e no setor de beleza?  RM - Sim, trabalho com moda, atualmente como modelo curve.
TR - Como chegou ao Fashion Weekend Plus Size (FWPS) pela primeira vez? E como foi este recomeço no concurso na primeira edição deste ano?  RM - Cheguei através da Renata Poskus, ela que me abriu as portas para o mundo da moda. Percebi nesta época que jamais seria uma modelo magra de manequim 36, sempre serei uma mulher com curvas, e hoje não sou uma plus size e sim uma modelo curve. 
TR - Você esperava o sucesso que fez desfilando no FWPS?  RM - Não esperava tamanho sucesso, pensei que seria apenas uma participação no evento, mas vários trabalhos e entrevistas apareceram pós desfiles.

TR - Como é desfilar? Dá medo? A plateia assusta?  RM - A primeira vez fiquei com um "friozinho na barriga", devido todos te olharam naquele momento, você se torna o centro das atenções (a roupa também), mas estou bem acostumada e adoro.
TR - As mulheres.mentem que são felizes quando gordas?  RM - É relativo, pois tem mulheres que são gordinhas mas não se aceitam, já tem outras que estão felizes com o corpo (plus) que possuem. 
TR - O que tem feito para manter seu corpo?  RM - Muita malhação, academia diariamente, fazendo dieta. Minha alimentação se tornou saudável e jamais tomaria remédios para emagrecer.
TR - Quanto emagreceu neste período?  RM - Emagreci 30 quilos neste período, uso atualmente manequim 42, 44 e ainda estou em um processo de emagrecimento, mas tudo ao seu tempo.

TR - Você como uma mulher trans, já avisa para uma possível paquera, que é trans ou deixa ele descobrir no momento certo?  RM - Vou conversando com a pessoa e se eu sentir que a mesma possui interesse sério por mim, eu vou naturalmente dizer que sou uma mulher transexual. Não fico me prendendo a essas coisas pequenas, jamais sairia com alguém escondido. Quer ser meu namorado, vai ter que mostrar para o "mundo". Não sou nenhum monstro, nenhum bicho para me esconder.

TR - As mulheres trans vão dominar o mundo?  RM - Acredito que sim, não só as mulheres trans, mas também as cisgêneros, pois só o poder de dar a luz, faz de qualquer mulher uma heroína, que pode o que quiser. A mulher só depende dela própria, de sexo frágil a mulher não tem nada. Voltando sobre as mulheres trans, também são lutadoras, batalhadoras, e a aceitação virá no momento certo, não daqui um, dois anos, mas em alguns anos virá, e "vão ter que nos engolir".
TR - Seus.contatos para trabalhos futuros...  RM - Segue meu e-mail renatamontezine@gmail.com e o Instagram: @renatamontezine. Quero mandar um beijo para todas as pessoas que me acompanham, que fazem a diferença para mim e que me tratam com tanto carinho.

Do Gazeta da Semana - por Renato Galvão



 
Share:

Conheça Desire Oliveira a Eleita Miss Brasil Transex em 2017/2018


Eleita Miss Brasil Transex em 2017, a representante de Canoas na disputa, Desire Oliveira, carrega consigo uma determinação diferente da maioria das pessoas. Transexual, desde pequena sofre as consequências do preconceito. Mesmo que já tenha sido espancada, humilhada e alvo de deboche, ela usa essas situações como combustível para lutar contra a transfobia.
“Nunca me vi como menino, meu sonho, quando criança, era ter uma festa de 15 anos. Nesta condição, as pessoas debochavam de mim na rua, me chamavam, por exemplo, de aberração, mas isso nunca me atingiu. Pelo contrário, me deu forças para lutar”, conta. Para viver como se via, na condição feminina, Desire sabia que precisava conquistar a independência. “Estudar e trabalhar sempre foram metas da minha vida. Ao lidar com o preconceito, tive que amadurecer muito rápido e buscar o meu caminho”.
 
Antes de chegar à maioridade, Desire decidiu partir para o mercado de trabalho. Para qualquer jovem a conquista do primeiro emprego é passo complexo, que exige paciência. No caso dela, foi ainda mais difícil. “Quando eu mandava meu currículo, as pessoas sempre ligavam para uma entrevista, mas na hora em que eu chegava na empresa, os recrutadores me viam e, logo, era dispensada”. E o ciclo de portas fechadas no mercado se repetiu por um longo tempo. “Eu recebia várias propostas para me prostituir, mas jamais aceitei. Sempre quis levar uma vida normal, sendo respeitada pela sociedade”. Determinada a encontrar um emprego, Desire se profissionalizou na área da estética e foi trabalhar num salão de beleza.
Junto do trabalho formal veio o respeito e admiração de toda a família e das pessoas mais próximas. “Mostrei para todo mundo que eu teria meu trabalho digno, que me respeito e tenho respeito por eles. Vejo que o caminho para nós, travestis e transexuais, é este: conquistar nossos espaços aos pouquinhos, numa luta diária”. Nesse momento, ela também foi convidada para trabalhar como modelo numa agência nacional, sendo a primeira trans a assinar a contrato com uma empresa de moda. E, a partir daí, o mundo das passarelas se mostrou um novo ramo de trabalho e de inserção social para Desire. Hoje, ela se divide entre campanhas publicitárias, competições de beleza e o trabalho no salão.
Em 2015, Desire foi eleita como Miss Trans Diversidade de Canoas e, em 2017, conquistou o título de Miss Brasil Transex. Ela pretende aproveitar a visibilidade do título para defender a causa LGBT. “Quero ser uma porta-voz das pautas da comunidade. Vou usar a minha história para quebrar os preconceitos, essa é a função desta faixa que uso”, comenta. Com a força e a capacidade de transformar as adversidades da vida em vontade de vencer, ninguém duvida que Desire será protagonista nessa luta.









Share:

Como ser transgênero foi de 'aberração' e 'doença' a questão de identidade

Gisele Alessandra Schmidt e Silva, de 48 anos, foi a primeira advogada transgênero a falar diante do Supremo Tribunal Federal (STF). Em defesa de uma ação pelo direito de pessoas como ela mudarem seu nome e gênero no registro civil sem precisar fazer uma cirurgia para mudar de sexo, ela disse aos ministros:
"Não somos doentes, como pretende a classificação internacional de doenças. Não sofro de transtorno de identidade sexual. Sofre a sociedade de preconceitos historicamente arraigados contra nós."
Passado um ano e meio daquela sessão, a situação é bem diferente. Não só o STF reconheceu o direito pleiteado naquela ação, como Gisele e outros transgêneros como ela não são mais considerados portadores de um transtorno mental.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou esse entendimento em seu guia que serve de referência para estatísticas e diagnósticos médicos e enviou assim uma mensagem em sintonia com o que defendeu a advogada paranaense no STF: ser transgênero - em geral, ter uma identidade de gênero que não corresponde ao seu sexo ao nascer - não é doença.
A novidade acompanha uma evolução da ciência sobre a questão, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
A nova Classificação Internacional de Doenças (CID) será apresentada na assembleia da OMS em 2019 e entrará em vigor nos países-membros, entre eles o Brasil, em 2022.
"É a comprovação de tudo o que eu defendo", diz Gisele à BBC News Brasil. "Nunca me considerei doente."

O que são pessoas transgênero

Transgêneros são pessoas que não se identificam com seu sexo biológico. Pode ser um homem que se enxerga como mulher, uma mulher que entende como homem ou ainda alguém que acredita não se encaixar perfeitamente em nenhuma destas possibilidades.
O termo foi cunhado em 1965 pelo psiquiatra americano John Oliven, da Universidade de Columbia, no livro Higiene Sexual e Patologia, e se popularizou nas décadas seguintes.

Alexandre Saadeh, coordenador do ambulatório de transtorno de identidade de gênero do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), explica que as pessoas transgênero são menos de 1% da população e estão presentes em "todas as culturas" e ao longo de toda a história.
A ciência ainda não sabe explicar ao certo o que faz uma pessoa ser transgênero, mas Sadeeh diz que os estudos feitos até hoje apontam para uma "base biológica" para essa condição.
"Há quem defenda que isso é apenas fruto de influências socioculturais, mas recebo pacientes de 4 ou 5 anos que afirmam que o sexo biológico não diz respeito a eles. É algo que acontece muito cedo para falar que é apenas sociocultural", diz ele.
"Pesquisas mostram que existe uma base biológica na origem da transexualidade, questões genéticas e hormonais."
A experiência de Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), também aponta para sinais precoces de transgeneridade.
"Em muitos casos, é uma reflexão que surge desde a primeira infância. Há influências de ordem genética, mas precisamos de mais estudos para entender em que momento do desenvolvimento isso se apresenta", diz a médica.
"Muitas dessas crianças descobrirão que não são trans, outras se identificarão como homossexuais e outras de fato serão transgênero. Cabe a nós ouvir o que têm a dizer, dar apoio e acompanhar."
Ela explica não haver dados precisos sobre a proporção de transgêneros na população, porque muitas estimativas se baseiam em quem deseja uma cirurgia e, hoje, se entende que essa condição vai além.
Há quem se identifique com o gênero oposto, mas não quer ser operado. Alguns desejam só tomar hormônios ou modificar características externas. E há quem não se identifique com nenhum gênero.
"Existe hoje um leque mais amplo do que os gêneros binários, e ainda vão surgir muitas nomenclaturas para contemplar possibilidades que não eram estudadas", diz Abdo.
"Não quer dizer que temos de ir para o extremo oposto e que todos devam questionar sua identidade de gênero. É algo que surge naturalmente."

'Uma ferida na alma que não cicatriza'

A advogada Gisele Alessandra diz ter sentido que havia algo diferente em torno dos 5 anos de idade. Ela conta nunca ter se identificado com nada do universo masculino.
"Eu me recusava a usar o uniforme dos meninos. Gritava e dizia que não queria ir pra escola. Sentia um grande desconforto e não entendia o que era, mas percebia que, se fizesse modificações para deixar a roupa mais feminina, me sentia melhor", diz a advogada.
"Minha vida escolar foi muito difícil. Sofri muito bullying. Fui chamada de todas as palavras pejorativas: traveco, florzinha, aberração."
Quando Gisele tinha 15 anos, uma prima perguntou por que pessoas a estavam ridicularizando. "Respondi que era mulher. Minha prima me falou que eu não era, que estava doente e me levou para um psiquiatra que fazia cura gay. Minha família é religiosa, e fui levada para uma sessão de exorcismo", conta Gisele.
"Tudo isso criou um trauma inenarrável, uma ferida na alma que não cicatriza. Fiquei com tanto medo que apaguei a Gisele da minha vida por muitos anos."

A advogada passou então a "representar o papel" de Marcus, seu nome de nascimento, e só deixou de fazer isso há cerca de oito anos, quando percebeu que "usar essa máscara" estava gerando problemas como ansiedade, depressão e psoríase. Foi quando começou uma transição gradual para sua nova identidade.
Há cinco anos, não existe mais qualquer sinal de Marcus. Ele deu lugar de vez à advogada transgênero que hoje trabalha no Grupo Dignidade, uma ONG dedicada à defesa de direitos LGBT, e na área criminal.
Ela diz ter recebido a mudança da OMS com uma "grande felicidade". "É importante esse reconhecimento de que não se trata de uma doença mental, para que não tentem nos tratar. Acompanhei o caso de uma menina trans em que a família a internou compulsoriamente em uma clínica. Isso é um perigo."

Por que ser transgênero não é doença

A nova definição da OMS enterra na prática uma noção que se tinha a respeito de pessoas transgênero.
Ser transgênero constava até então no capítulo do sobre problemas mentais do código da organização, como "distúrbio de identidade de gênero".
Agora, muda de nome, para "incongruência de gênero", e passa a integrar um novo capítulo sobre condições relacionadas à saúde sexual.
A edição anterior do guia falava de "transexualismo" - o sufixo "ismo" vem do grego e atribui à condição um caráter de patologia.
Tratava-se de "um desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo oposto", normalmente acompanhado por "desconforto" com o órgão genital e vontade de se submeter a cirurgia ou tratamento hormonal para adequar o corpo à percepção pessoal.
Ao deixar de ser doença, a forma de se referir a isso também mudou, como ocorreu com "homossexualismo", que deu lugar a "homossexualidade", quando a OMS tirou de seu guia de doenças a atração por pessoas do mesmo sexo.
O correto é usar transexualidade ou transgeneridade. "O sufixo 'dade' se refere a uma característica. A mudança despatologiza a condição", diz Abdo.
O novo CID abre mão por completo desses termos e trata a transgeneridade como uma "persistente incompatibilidade na percepção de um indivíduo de seu próprio gênero e o sexo designado" ao nascer.

A OMS explica que isso deve se manifestar por vários meses ao menos. O diagnóstico não pode ser feito antes da puberdade, e preferências e comportamentos que destoam do esperado para o sexo biológico não servem de base para isso.
"Uma doença é algo que afeta negativamente o corpo, e a incongruência de gênero não é isso", diz Lale Say, coordenadora do departamento de pesquisa e saúde reprodutiva da OMS.
Ela explica que essa condição, mesmo que não seja uma patologia, ainda consta no guia de doenças porque é algo que demanda serviços de saúde, como cirurgias, tratamento hormonal e apoio psicológico. "Mas não precisa prevenir ou curar. Não é algo que se deve lutar contra, mas que merece suporte."

Mudança 'reflete a visão científica atual'

A versão anterior do CID, de 1990, começou a ser revista há dez anos. Grupos analisaram a literatura científica e consultaram profissionais e pessoas interessadas em cada especialidade.
"O resultado reflete a visão científica atual. Ser transgênero não é uma questão médica, é uma questão pessoal", diz Say.
A OMS levou um tempo para formalizar a mudança de entendimento, diz Saadeh. "A transexualidade não é considerada uma doença mental há 15 ou 20 anos. Demanda um diagnóstico para justificar os tratamentos necessários, senão vira só intervenção estética. E não é o caso, porque a pessoa sofre com a condição", afirma.
"Mas diagnóstico não é sinônimo de doença. Por exemplo, gravidez de risco é um diagnóstico, mas não é doença."
O psiquiatra diz que ainda recebe muitos transgêneros em seu consultório que se consideram uma "aberração". "Chegam de todo o Brasil se achando doentes, um erro de Deus, e mostramos que não é errado ou uma escolha", diz.
Say diz que a mudança no código da OMS ajuda a "aprimorar o conhecimento e a compreensão de profissionais de saúde e a evitar comportamentos com um viés", influenciados por crenças pessoais.
Abdo, da ABP, avalia que isso muda o alvo dos cuidados de saúde, que se voltam para o sofrimento gerado pela condição, e não para a incompatibilidade de gênero em si. "Da mesma forma que não se pode tratar um homossexual para mudar sua orientação sexual, não há por que tratar um transgênero para acabar com a incongruência entre sexo biológico e psicológico", afirma Abdo.
"O acompanhamento será feito para adaptar o sexo biológico ao desejado ou percebido como próprio, um processo que é longo e demanda acompanhamento por uma equipe capacitada."

'É um primeiro passo', diz ativista

Cianán Russell, da Transgender Europe, uma das principais ONGs do mundo de defesa dos direitos de transgêneros, diz que a mudança é um "bom primeiro passo". "Não é apenas simbólica, mas prática. É fantástica e deve ser celebrada. É o resultado de anos de ativismo e um sinal de que a OMS está respondendo às nossas críticas", afirma.

Mas Russell faz ressalvas, por considerar a terminologia ainda "pouco clara", e diz que há um "longo caminho" a percorrer. "A forma usada hoje ainda patologiza de certa forma a condição, porque, por mais que não precise de diagnóstico psiquiátrico, ainda exige algum diagnóstico."
Russell acha improvável que a transgeneridade saia por completo do CID, porque é um mecanismo que dá acesso à cobertura de serviços por planos de saúde. Mas gostaria de ver a condição em uma categoria que não demande diagnósticos atrelados à identidade de gênero.
"Todos os procedimentos médicos que uma pessoa trans precisa, pessoas que não são trans também precisam. Não há nada que seja exclusivo. Mas essa mudança é passo que a OMS não parece estar pronta para dar."
Russell ressalta que a OMS deve se esforçar para implementar as novas diretrizes mais rápido do que no guia anterior. "Mesmo ratificada nos anos 1990, a outra edição foi implementada nos Estados Unidos só em 2015, por exemplo. Enquanto não forem aplicadas na prática, transgêneros continuarão a serem considerados doentes", afirma.

Para combater o estigma

A OMS afirma ainda que não classificar a transgeneridade como uma doença mental pode reduzir o preconceito.
Espera-se que, com o tempo, isso ajude na aceitação social e promova um melhor acesso a serviços de saúde. "A pessoa vai se sentir mais confortável para pedir ajuda", diz Say.
Abdo acredita que isso pode contribuir, mas não será de imediato. Ela cita o exemplo da homossexualidade, que saiu do guia da OMS na edição anterior e, ainda hoje, há um estigma atrelado a essa orientação sexual.
"Os homossexuais se apresentam hoje de forma mais confortável na sociedade, são mais respeitados, considerados indivíduos que existem e que não devem ser submetidos a tratamentos para mudar quem são", afirma a psiquiatra.
"Mas ainda existe quem tente fazer isso, fique deprimido ou tente se matar. As novas gerações serão as responsáveis pela desestigmatização da transgeneridade."
Saadeh faz a mesma avaliação. "Ainda hoje há quem considere homossexualidade uma doença e que tem cura. Para muitas pessoas, ter uma identidade de gênero diferente do sexo biológico é algo maluco", afirma ele. "Conforme as pessoas se tornem menos ignorantes em relação a isso, as atitudes podem mudar, mas levará tempo."

Preconceito velado

Gisele Alessandra diz que declarar-se transgênero foi uma realização pessoal, mas que isso lhe custou o contato com a família.
"Passei dois anos cuidando da minha mãe, que tinha câncer. Depois que ela morreu, viraram as costas para mim. Recebi uma carta em que diziam 'essa coisa em que me transformei' não significava nada para eles. Entraram com uma ação na Justiça para me obrigar a sair do apartamento dela", diz a advogada.
"Em meio ao trauma de tudo que havia acontecido e à dor do luto, eu ainda por cima não tinha mais onde morar."
Ao mesmo tempo, ela diz que hoje, após ter assumido uma aparência feminina, ela sente-se mais aceita socialmente, mesmo que não totalmente. "Ninguém mais me xinga no meio da rua nem sou alvo de qualquer outro ato de violência. Pelo contrário, me elogiam."
Mas ela acredita que o preconceito, antes explícito, agora se manifesta de forma velada. "Talvez seja ainda pior. Posso revidar uma agressão, mas como posso reagir à falta de convites para sair ou de propostas de trabalho? Não há defesa para isso."

Da BBC
Share:

-

BANNER 728X90

Video Recomendado

-

AD BANNER

Visualizações

About & Social

Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

Entre em contato comigo!

Nome

E-mail *

Mensagem *

busque no blog

Arquivo do blog

TROCA DE LINKS

Apoio ao Crossdresser
Universo Crossdress
Márcia Tirésias
Club Cross
Fórum Crossdressing Place
Jornalismo Trans - Neto Lucon
Kannel Art
Noite Rainha Cross
Diário de uma Crossdresser

Gospel LGBT
Dom Monteiro - Contos do Dom
La nueva chica del bairro
Ravens Ladies
Travestismo Heterosexual

CROSSDRESSER
Nathasha b'Fly
Veronica Mendes
Camilinha Lafert
Kamila Cross BH
Sophia Mel Cdzinha

DANYELA CROSSDRESSER
Duda CD
Bruninha Loira sapeka
Cross Gatas
Klesia cd
Renata Loren
Coroa CD
Suzan Crossdresser
Érika Diniz
CDZINHA EXIBICIONISTA
Aninha CDzinha
Camila Praz
CD VALDETTY
CD Paty
Cdzinha Moranguinho
Jaqueline CD
Paty Cdzinha

Contos Eróticos da Casa da Maitê
Elite Transex

Mais

Mais vistos na ultima semana

Tags

Postagens mais visitadas há um ano

Postagem em destaque

Renata Montezine arrasando como sempre

Renata Albuquerque Montezine é atualmente uma das mulheres trans, de maior sucesso no país. Já foi modelo plus size, sendo a primeira...

Pages