Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Reflexão e Desabafos: "não sou diferente de ninguém, faço parte da humanidade"

Já tive diversas vezes motivos para desacreditar, não sou diferente de ninguém, faço parte da humanidade.

Mas as dolorosas experiências me ensinaram a desejar sempre o meu próprio bem, mesmo quando um lado de mim resiste, dizendo que a sorte é para poucos.

Hoje eu tenho a prova real de que se eu mantiver minha fé, mesmo que seja pequenininha, se lá no meio dos escombros da alma houver uma luz, então Deus me dará muito mais do que eu pedi, Ele me dará o que eu preciso, na hora que eu estiver preparada, e que não será sorte, será bênção.

E que virão muitas outras situações para me testar, e por mais dilacerada que eu fique, eu sei que tenho forças pra acreditar que a primavera sempre voltará.

Não preciso perder a minha sensibilidade ao divino.
 
Boa noite meus amigos um beijo.

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Reflexão e Desabafos: Uma condição básica para ser crossdresser





Eu não vou descrever porque vocês vivem isso na pele e sabem que não é fácil ser crossdresser. Ninguém gosta de nós.

No cinema, na televisão e na literatura o crossdressing masculino invariavelmente é retratado de modo desajeitado, ora como tragédia, ora como farsa. Somos mostradas sempre ou como o elemento periférico e destoante da sociedade “normal” e que, portanto tem que ser afastado do convívio com os demais (Vestida para Matar, Brian di Palma, 1980; O Silêncio dos Inocentes, Honathan Demme, 1991) ou como palhaços, fazendo todo mundo rir das nossas trapalhadas como mulher (A Noiva Era Ele, de Howards Hawks, 1949 ou Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, 1959).

O único momento cinematográfico em que o crossdressing masculino é levado a sério é na forma drag, dentro do contexto gay. Entretanto, essas histórias tipicamente focalizam mais a vida e as vicissitudes de homens gays, com o crossdressing (drag) fazendo um papel de apoio secundário (Priscila, a Rainha do Deserto, de Stephan Elliot, 1994 ou Para Wong Foo, Obrigada por Tudo, Julie Newmar, de Beeban Kedron, 1995)

Para ajuda-las a compreender o meu ponto de vista, tentem imaginar Hollywood fazendo um filme, estrelado por três astros do momento, com o enredo girando em torno de três crossdressers heterossexuais dirigindo de Nova York para um evento em Atlanta e cujo carro quebra em algum pequeno vilarejo ao longo do trajeto. Poupe o seu fôlego...

Sempre que homens heterossexuais se travestem em filmes isso acontece em nome da farsa, da comédia, da palhaçada. Outro dia eu estava olhando títulos na banca de saldos da minha loja local da Barnes & Noble e encontrei um pequeno livro sobre drags no cinema. O livro era muito interessante: se você o folheasse de um jeito, leria sobre homens se vestindo de mulheres nos filmes. Se você o virasse de ponta a cabeça e folheasse de trás para a frente leria a respeito de mulheres se vestindo de homens nos filmes. As duas partes se encontravam no meio do livro.

Em todos os exemplos do livro, as mulheres que se vestiram de homens no cinema encarnaram personagens marcantes, com problemas reais que só puderam ser resolvidos quando elas assumiram a identidade (e o status) de homem. Mesmo quando o filme era uma comédia, as mulheres travestidas de homens não eram, em nenhum aspecto, apresentadas de maneira burlesca ou cômica.

Homens vestidos de mulheres? Jerry Lewis, Os Irmãos Marx, Lou Costello, Tony Curtis, Jack Lemon, Cary Grant. No caso desses personagens, o uso de vestuário feminino é sempre feito no contexto de situações embaraçosas, becos-sem-saída em que até mesmo o “ato desonroso” de vestir-se de mulher passa a ser aceito. Para o público, não era de maneira alguma a opção mais desejável, mas era o único jeito. E isso faz com que a situação dos protagonistas apareça como hilária.

A ficção literária não faz muito melhor. No livro de Tama Janowitz "The Male Crossdresser's Support Group" (O grupo de suporte do Crossdresser Masculino), o personagem principal, uma mulher marginalizada trabalhando para uma Agência de Acompanhantes em Nova York finalmente “estoura” em sua profissão quando ela revela que na verdade é um homem.

A maioria das pessoas nunca vai encontrar nem será apresentada a um crossdresser. Podem até conhecer gente que é crossdresser, mas elas nunca saberão que eles são. Tudo que a maioria das pessoas sabe a respeito de crossdressing chegou a elas não apenas em segunda mão, mas também de modo altamente deturpado e preconceituoso. Definitivamente, nenhum crossdresser pode culpar as pessoas por terem uma concepção tão errada do que é crossdressing.

Mas e o que dizer a respeito da comunidade gay? Posso afirmar que nos meios gays não existe aceitação ampla e irrestrita dos crossdressers. Ao contrário do pensamento das massas, orientação sexual não está inerentemente conectada com gênero, assim como a imagem do homossexual afeminado é apenas um estereótipo.

Ainda que mais e mais organizações de gays e lésbicas estejam adotando políticas de inclusão dos chamados “transgêneros”, eu ainda não acredito que, ao nível de política de relacionamento pessoal, um gay ou uma lésbica sejam particularmente inclinados a aceitar um crossdresser.
Muitos crossdresser pensam que suas saídas estão limitadas aos bares e boates gays das suas comunidades. Eu tenho freqüentado bares nos últimos 25 anos, até mesmo trabalhado na porta de um ou dois. Nos bares, as pessoas não têm o mesmo tipo de comportamento que costumam ter no trabalho ou em casa. Você está tão propenso a encontrar problemas num bar gay como num bar hétero.

Finalmente chegamos à nossa própria pequena comunidade crossdresser, e cara, nossa casa é uma bagunça!

Recentemente o Transgender Fórum colocou a seguinte questão para os seus participantes: “O que mais incomoda você na comunidade transgênera?”

Esmagadoramente, a maior concentração de respostas foi a respeito das suspeitas, disputas e rixas entre crossdressers, travestis e transexuais. O “cisma” existente dentro da comunidade transgênera foi de longe a queixa número um.

Eu tenho podido comprovar isso na própria cidade onde eu moro. Aqui há duas filias de organizações de apoio aos crossdressers. Uma é a Tri-Ess; outra é a auto-denominada “grupo aberto” (Open Group). A freqüência a ambos os grupos é muito baixa, algumas vezes não passa de 4 ou 5 participantes em cada reunião, que é semanal. Novas afiliações estão estagnadas, com o número de novos membros a cada ano ficando igual ou inferior ao número de desligamentos por falta de renovação ou simples desaparecimento.

Embora a política de filiação do Tri-Ess seja mais rígida, a maioria dos afiliados pertencem a ambas as agremiações. A participação de S/Os é praticamente nula.

Eu queria ter ganho um dólar para cada vez que ouvi a frase “ser apenas um crossdresser” ao longo dos últimos dois anos. Vinda de um crossdresser, soa como uma apologia ao gênero. Dita por transexuais, um rebaixamento. Quantas vezes eu ouvi de alguém que começou recentemente a tomar hormônios coisas do tipo “e pensar que há um ano atrás eu era apenas uma crossdresser!”. Você pode imaginar o general Colin Powell se dirigindo a algum negro desempregado da periferia de uma cidade grande dizendo, todo sorridente e feliz, “e pensar que há 40 anos atrás eu era apenas um favelado!”

Eu já ouvi transexuais dizerem que não saem em público com travestis porque elas sempre poderão ser mais facilmente identificadas por estarem perto deles. Por dedução, pode-se concluir que é ainda mais difícil “passar” se estiverem em companhia de crossdressers... Bem, pelo menos transexuais e travestis têm algo em comum conosco: todos nós desejamos “passar”. Deveríamos pensar nisso, antes de nos encastelarmos em esquinas opostas.

Eu não sou nenhum paradigma de feminilidade (seja lá o que for que isto signifique), mas eu sempre me saí muito bem em público. E já fui a restaurantes e lojas com algumas transexuais realmente muito feias e desajeitadas, em função das quais eu recebi um monte de olhares e risinhos maliciosos que me doeram pra burro e deixaram minhas bochechas vermelhas, não de “blush”, mas de raiva. Mas eu tornaria a fazer isso de novo, com prazer.

O mundo hétero não gosta de nós, nós não temos nenhuma serventia para a comunidade gay e mesmo a nossa própria comunidade transgênera gostaria de se livrar de nós. Estranho, considerando que, como pessoas, crossdressers são esposos, pais, empregados, empregadores, profissionais liberais e proprietários de negócios. Cuidamos das nossas famílias, fazemos o nosso trabalho, estamos atentos à educação das nossas crianças, participamos da vida das nossas comunidades, enfim, cuidamos de nós mesmos e não aborrecemos ninguém.

Não fazemos nada que nos torne algum tipo de persona non grata dentro das nossas comunidades. Ah! Eu quase me esqueci: - a gente é crossdresser...

Bem, aqui estou eu, uma página e meia de um artigo intitulado “uma condição básica para ser crossdresser” e nem comecei a responder a questão. Como tem sido o caso de muitos outros tópicos da minha vida, este tema também ganhou um novo enfoque a partir do exercício do meu papel de pai com a minha filha de nove anos.


Nos próximos anos, a vida dessa garota vai ser virada de ponta a cabeça e, na faixa dos 12 ou 13 anos, ela terá de tomar decisões a respeito de fazer sexo, usar drogas, beber, fumar, o que fazer do seu futuro. A maior parte do tempo ela estará em companhia de pessoas que estarão passando pelo mesmo redemoinho existencial, se deparando com os mesmos problemas, ameaças, oportunidades e desafios. Será que ela pode procurar algum tipo de ajuda e aconselhamento entre seus pares? De jeito nenhum!

Como adolescente, ela desejará pertencer ao grupo, simplesmente pelo fato de pertencer ao grupo. Volta e meia, ela terá que decidir se deve se comportar como todo mundo ao seu redor, ou comportar-se da maneira que ela acha mais correta. Como é que ela tomará essa decisão? O que neste mundo poderá prevenir que uma garotinha seja apanhada nas armadilhas e seduções de uma infinidade de mensagens verbais e não verbais que ela recebe diariamente do seu grupo?

A resposta é: uma pequena voz dentro da sua cabeça. Uma voz que a chama, tentando conduzi-la para um lugar seguro dentro dela mesma, onde a sua individualidade possa desabrochar e crescer de maneira segura, calma e auto-sustentada. Onde ela possa viver com ela mesma, do jeito que ela acha que deve ser.

Um amigo meu, muito sábio, que também é crossdresser, chamou-me a atenção para algo contido na nossa linguagem. Nós sempre pensamos nos seres humanos como tendo cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato, embora nós usemos frases como “senso de humor” e “senso de direção”. Ainda que eles sejam sentidos, certamente não podem ser estudados cientificamente, como os cinco sentidos anteriores. Assim, obviamente, a ciência médica não os reconhece. O que dizer, então, a respeito do “sentido de si mesmo”?

Será que você tem um sentido de si mesmo quando deixa outras pessoas dizerem a você quem você é, o que você é, o que você deve pensar, como você deve se sentir? Você pode distinguir entre idéias originais e pensamentos que surgem de dentro de você mesmo e que refletem a atividade do seu “self” ou você permite que de alguma forma as idéias e as palavras de outras pessoas se transformem nas suas próprias?

Um forte sentido de si mesmo torna-se indispensável quando percorremos um caminho como o nosso, que a maioria à nossa volta considera inadequado, desonroso e impopular.

Um forte senso de si mesmo é absolutamente essencial quando participamos de um grupo ou organização que prescreve regras muito rígidas de como seus membros devem ser e agir. A pressão para se conformar a essas regras e condições choca diretamente com nossa noção do que somos como indivíduos.

Geralmente falamos de alienação no sentido relacional ou seja, no sentido de estar distanciado de outras pessoas, fatos ou eventos. Porém, a mais devastadora forma de alienação é o distanciamento de si mesmo, a perda do “self” individual e sua substituição por um “corpo coletivo”, ou seja, os padrões de comportamento do grupo.

Como uma garotinha adolescente, nós crossdressers estamos permanentemente sendo ora ameaçados, ora seduzidos pelo ambiente à nossa volta. As mensagens são claras e consistentes. Para todo lado que a gente olhe, as pessoas e as circunstâncias estão sempre nos dizendo que nós estamos errados. Para muitos, começa dentro da própria casa, com a rejeição e a perplexidade de esposas, filhos, pais, parentes e amigos ao nosso modo de vida. Mesmo entre nossos pares, há quem use o seu conhecimento de crossdressing para nos marginalizar ou nos submeter. E, é claro, dentro da própria comunidade (?) transgênera, há subgrupos que claramente não nos aceitam e francamente nos combatem e rejeitam.

Isto não significa dizer que travestis e transexuais sejam culpadas de todos os problemas dos crossdressers. Longe disso. Transgeneridade é muito mais uma criação de uns mil anos de patriarcado, primeiro cristão, depois patriarcado científico, do que o tabu de homens usando vestuário feminino. A existência de um diagnóstico clínico para a transexualidade e a tecnologia médica para “trata-la” faz as crossdressers parecerem indesejosas de procurarem ajuda para o seu problema. De fato, muitas crossdressers não vêm a si mesmas como tendo problemas.

E isso leva embora uma razão para o crossdressing. No modelo transexual, usar vestuário feminino faz com que a imagem exterior coincida com a imagem interior. Crossdressers, entretanto, não buscam ser mulheres no sentido definitivo do termo. Assim, a imagem interior permanece masculina enquanto a exterior se transforma em feminina. E daí?

E eu ainda vou acrescentar mais. Quando feita de maneira adequada por uma crossdresser que dedica tempo e energia para aprender a criar uma imagem de qualidade, que aprende a arte e o uso da maquiagem, que observa cuidadosamente a moda e aquilo que é mais apropriado usar tendo em vista o seu biótipo, sua aparência exterior é grandemente melhorada. O uso apropriado de maquiagem e vestuário melhora a aparência de qualquer um, homem ou mulher.

Já encontrei pessoas muito atraentes que eram homens usando maquiagem e indumentária feminina. Não garotas espetaculares, apenas pessoas de boa aparência. Elas “passam”? Provavelmente não, mas sua aparência bem cuidada certamente mereceria o respeito e atenção de todos. Não havia nada imoral ou pernicioso na sua aparência ou no seu comportamento.


Muitos crossdressers (e transexuais) não sabem o suficiente a respeito do uso de maquiagem nem sobre o tipo de roupa que lhes cai melhor, nem o que está na moda. Muitos não sabem nem mesmo combinar peças e complementos de vestuário. O resultado disso é uma imagem sofrível. Mas essas coisas são itens que qualquer pessoa pode aprender e melhorar sensivelmente a partir da prática.

Infelizmente, os mesmos quesitos para ser crossdresser – um forte senso de si mesmo e uma natureza independente – também dificultam os crossdressers de se agruparem. Não é do perfil de pessoas com tais características se amontoarem em grandes rebanhos. Figuradamente, podemos dizer que o meio crossdresser é uma comunidade de capitães, cada um à procura de uma tripulação.

Teoricamente, qualquer crossdresser viveria com muito menos stress se permanecesse como um “homem normal”, vivendo o anonimato de uma vida de “homem normal”, fora do alcance de qualquer tipo de reprovação da sociedade.

Mas não é da natureza de quem é crossdresser. Ser CD significa expor a essência da sua própria natureza, ainda que isso desafie todos os cânones da sociedade, por representar a escolha de um caminho não-aceito e condenável.

Para isso é necessário um forte senso de si próprio, uma forte aceitação de si mesmo. É isto que faz um crossdresser. É isso que, de resto, faz qualquer pessoa realizar-se em qualquer coisa que venha a fazer na vida.

Do Casa Maite - Por  Yvonne é uma crossdresser casada com uma esposa S/O que mora em Albany, na região de Nova York. Seu site contém ótimos artigos e dicas para a vida de toda crossdresser.
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Reflexão e Desabafos: O Medo de ser Crossdresser


Ninguém precisa colocar anúncio no jornal dizendo que é crossdresser, que gosta de se vestir de mulher, de usar salto alto, de fazer maquiagem, essas coisas. Essas práticas são algo eminentemente pessoal, que não interessa a mais ninguém exceto, é claro, às pessoas que vivem muito próximas de nós, como esposas e filhos e - em grau menor - a pais, namoradas e amigos íntimos.

Ninguém precisa trombetear no local de trabalho que adora sair montada para divertir-se com as amigas e mergulhar nas baladas até o dia amanhecer.

Ninguém precisa contar para a vendedora que o batom que está comprando é para uso pessoal, assim como a calcinha ou o scarpin. A vendedora está na loja exclusivamente para vender, não para inteirar-se da vida de quem compra.

Ninguém precisa abrir uma comunidade no orkut ou entupir um site de fotos "en femme" a fim de afirmar-se como crossdresser.
 
A prática do crossdressing é perfeitamente legal e, tão longe quanto eu sei, perfeitamente normal.

Ilegal é usar drogas: - é conveniente uma crossdresser lembrar-se disso e se proteger disso.

Ilegal é roubar, como descaradamente roubam os homens públicos desse país, escondendo-se por trás de fachadas de “homens sérios”.

Assim como “anormal” é alguém deixar de fazer o que quer e pode em nome de limites auto-impostos, de estúpidos bloqueios concebidos apenas com o objetivo de jamais arriscar uma falsa e carcomida fachada de machão.

Anormal é sofrer e ser infeliz em nome de idiotices nas quais ninguém acredita mais, nem a própria pessoa, mas que continua a defender, feito uma "idiota programada", em nome de “parecer” aquilo que os “outros” gostariam que ela fosse.

Não existe coisa mais covarde do que crossdresser que sente vergonha de ser crossdresser. A ressalva vai para os sujeitos que realmente não são crossdressers, que se dizem crossdressers, mas são apenas internautas entediados com a vida ou fetichistas de fim-de-semana em busca de novas aventuras.

Não existe coisa mais ridícula do que esconder – até de si próprio – a condição de transgeneridade que a vida nos impôs. Não conheço nada mais fora de propósito do que “armário”. A menos, é claro, como eu disse antes, que o sujeito seja apenas um internauta que-não-achou-coisa-melhor-pra-fazer do que vestir a calcinha da mulher e exibir a bunda na internet, ou um fetichista que adora transar vestido de noiva.

Mas crossdresser "mesmo" não tem o direito de envergonhar-se de ser o que é. Porque não está fazendo gracinha pra ninguém. Porque esse é o estilo de vida que faz sentido para ele, que o deixa à vontade, que faz com ele entre em contato com as partes mais profundas, criativas e saudáveis do seu próprio ser.

Para uma “crossdresser mesmo”, vestir-se com roupas de mulher está longe de ser uma aventura inconseqüente e banal, empreendida na surdina, com o coração na boca, a boca seca, os olhos estatelados e as pernas trêmulas. Crossdresser "mesmo" veste-se de mulher porque, para ele, “faz sentido” vestir-se de mulher. Porque ele faz isso como forma de expressar a "parte feminina" - fortíssima - da sua própria personalidade. Parte feminina que às vezes é tão forte ao ponto de dominar a cena inteiramente e não permitir que a crossdresser volte à antiga condição de fachada, vivendo como homem - e empreenda uma dura jornada de transição.
Tampouco uma crossdresser veste-se de mulher com o objetivo claro, direto e explícito de praticar sexo "como uma mulher". Se o sexo acontecer – raramente acontece – terá sido como conseqüência natural de uma personalidade feminina plenamente assumida. Mas uma crossdressers jamais se servirá das vestes de mulher como mero "recurso de sedução" para levar alguém para a cama.

Ser crossdresser não é crime, não é falta grave, não é objeto de qualquer tipo de punição.

De onde vem, então, esse medo absurdo que leva mais de noventa por cento das crossdressers a jamais se manifestarem no mundo "real"? A se manterem trancadas dentro de si mesmas? A se isolarem, morbidamente, em seus armários, “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?

Será simplesmente o medo, patético, da esposa achar o “fim da picada” seu marido vestir-se de mulher e partir para um rompimento ruidoso e cheio de malícia e traição? Ora, se uma mulher deixar o marido por uma revelação dessas, é porque ela já o havia deixado há muito tempo! Se há o mínimo de intimidade e cumplicidade na relação do casal, mulher nenhuma vai "botar a saia na cabeça" e sair gritando aos quatro ventos que o marido é um “maricón” só pelo fato dele revelar a ela que gosta de se vestir de mulher. E se a mulher fizer um escarcéu com a revelação, a "crossdresser confessa" terá ganho na "sorte grande" pois, agora, tem a oportunidade de livrar-se de um estropício desse tamanho "estacionado" em sua vida!!!

Será o medo da empresa - ou do sócio - descobrir esse aspecto da vida privada do indivíduo, chegando ao ponto de dispensa-lo por “justa causa”, rotulando-o de “bicha”, condenando-o a jamais encontrar uma colocação na vida? Também não deixaria de ser um grande favor que a vida estaria prestando à crossdresser livrar-se de uma vez por todas de uma empresa burra e preconceituosa ou de um sócio idem. Mas é que fica até difícil pensar de onde sairia o argumento para uma “dispensa desonrosa por justa causa” (a menos que a crossdresser tenha decidido romper o “dress code” da diretoria – que até as mulheres respeitam – comparecendo a uma reunião de trabalho de mini saia e meia arrastão... mas até nessa hipótese fica difícil configurar “justa causa”!)

Será o medo de perder os clientes? Isso também é uma deslavada bobagem pois, se os serviços são bons, de qualidade e de bom preço, dificilmente alguém deixará de freqüentar o consultório por saber eventualmente que o seu dentista gosta de sair à noite vestido de mulher. Só aqueles horrorosos fundamentalistas que vêem horror e pecado em tudo, por serem, eles próprios, horrorosos pecadores...

Seria o medo de sair às ruas, montadas, e serem apedrejadas pela sua feiúra, pela sua loucura, pela sua inadequação? Ora, mais uma vez, a menos que a pessoa saia, escandalosamente, "dando bandeira" em cada esquina da cidade, dificilmente sua presença será ao menos notada. Infelizmente até, pois crossdressers, narcisistas como são, simplesmente adoram ser notadas... Em todos os meus anos saindo em público eu jamais recebi pedradas e invariavelmente sempre fui muito bem tratada em todos os lugares que freqüentei. E olha que eu já fui montada até em culto religioso...

A maioria das crossdressers, que sofrem enclausuradas em seus armários, darão as causas acima como as principais – senão as únicas – razões para se manterem em seus auto-exílios. Para não se orgulharem de ser como a natureza as fez: - crossdressers. Para esconderem a sua condição transgênera até de si próprias. Para omitirem esse importante aspecto da sua personalidade até para as pessoas importantes da sua vida (pessoas importantes e não "todo mundo"; eu já disse, lá no início, que não se trata de publicar um anúncio na primeira página da edição de domingo...)

Entretanto, eu quero dizer que não são essas, definitivamente, as verdadeiras causas do medo de alguém se assumir crossdresser. Se as crossdressers se escondem, negam, rejeitam, disfarçam, lutam até para livrar-se dessa condição, é porque querem continuar posando de “homens machos”, apesar de não serem nem de perto aquilo que a sociedade rotula de “homens machos”. Porque desejam continuar fugindo da responsabilidade de se mostrarem ao mundo como realmente são ou seja, “pessoas diferentes”, que foram dotadas pela natureza com aspectos muito especiais, dentro do vasto espectro da diversidade humana.

É essa vergonha "de se ser o que se é" que trava, inibe, impede, bloqueia e enclausura crossdressers em seus armários. É o medo de se assumir transgênero, dentro do seu próprio grau de transgeneridade.

É a vergonha de não ser vista mais como homem ou, pior ainda, de passar a ser vista como mulher.

Duro estigma que há milênios paira sobre a cabeça do macho, assim como a condição homossexual ou a própria condição do "ser mulher".

Para mudar isso, é preciso que haja pessoas que se orgulhem de ser o que são, ou que simplesmente não se envergonhem disso.

Pessoas que não fiquem "roendo as unhas", se pelando de medo, cada vez que imaginam a mulher descobrindo essa sua estranha tendência que, afinal, não tem nada de estranha, posto que, em 98% dos casos, é manifestada ainda na primeira infância.

Pessoas que deixem o anonimato, espúrio e covarde, e venham se reunir aos seus iguais (sim! Existem muitos iguais nesse mundo! Ninguém está absolutamente só!)

Pessoas que consigam romper a lei do silêncio e passem a falar disso como fato normal em suas vidas. Como falariam se, eventualmente, contraíssem a gripe suína e tivessem que expor seus sintomas abertamente, sem nenhuma vergonha ou pudor de revelarem ao mundo o que sentem.

Pessoas que não se arrastem na calada da noite, feito almas penadas, cheias de "dedos e mesuras", num estranho ritual de dor e beleza, apenas para satisfazerem necessidades perfeitamente normais e aceitáveis, como a de se produzir como uma bela dama dos anos quarenta (sim, porque transgêneros invariavelmente não têm muito o que buscar nos dias de hoje em termos de inspiração, já que as mulheres estão se vestindo cada vez mais próximas do homem...)

Quanto mais pessoas transgêneras deixarem suas "tocas existenciais" e mostrarem-se à luz do dia, mais o mundo verá que somos normais, que somos comuns, que temos direito à vida e à expressão como qualquer homem ou mulher tem. Quem sabe, com o nosso "aparecimento", até a sociedade reconheça a existência de “outros gêneros” além dessa patética divisão homem-mulher.

Esse será um momento de grande evolução para toda a humanidade. Um momento de verdadeira consagração do respeito à diversidade humana.

Mas, para que ele aconteça, é preciso de gente que pare de murmurar entre as pregas a sua condição transgênera, como se, ao se revelar, estivesse confessando algum crime inafiançável.

Evidentemente, não se trata de uma convocação para quem brinca de se vestir de mulher, como se vivesse num carnaval permanente. Nem para quem vestir-se de mulher é apenas um fetiche sexual. Essas pessoas têm outras histórias, que devem ser respeitadas como qualquer história humana deve ser respeitada. Mas nós, crossdressers "mesmo", não podemos continuar dando ouvidos à fala desmotivadora dessas pessoas que, por teimarem em permanecer ocultas, tentam desqualificar qualquer esforço no sentido de resgatar a dignidade das crossdressers "mesmo", cuja condição transgênera é muito mais do que um passatempo ou um fetiche.

Essa é uma bandeira destinada às verdadeiras crossdressers, que conhecem, do fundo da alma, a dor e a delícia de se ser o que é. Que não sentem vergonha de se reconhecer como grupo de expressão transgênera. Que não sentem repúdio nem guardam "a devida distância" de outras expressões de gênero que também buscam resgatar a sua dignidade e o seu direito de se manifestar como pessoas comuns, na vida em sociedade.

Talvez as crossdressers, por toda a sua história constitutiva, pela maneira como foram forçadas a reprimir e manter oculta a sua identidade transgênera, ainda não tenham a maturidade suficiente para existir à luz do dia, sem o medo, absurdo, de não serem mais respeitadas por não estarem sendo “suficientemente homens”.

Mas, também, jamais terão essa maturidade, se não começarem a se orgulhar, publicamente, de ser identificadas como pessoas transgêneras, com direito ao mesmo grau de reconhecimento, reverência e dignidade devido a qualquer homem ou mulher existente nesse mundo.

Do Forum Espartilho - Autor: Letícia Lanz
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Como tratar uma boneca: dez dicas para um T-Lover iniciante

Hoje em dia, muito se comenta sobre os T-Lovers, termo que designa os homens que gostam de travestis e transexuais. Nós mesmos já pusemos no ar uma reportagem a respeito. O que, no entanto, pouco se fala é sobre o que um T-Lover iniciante precisa saber sobre o universo trans para não dar bola fora!

As dicas abaixo foram dadas por trans que entrevistamos e por pesquisas em algumas comunidades do orkut – e valem tanto para uma relação estável quanto para aquele sexo casual. Logicamente, elas não refletem a opinião de todas as bonecas, mas servem como uma base séria para viver bem uma conquista.

1 - Mulheres com algo a mais
Antes de tudo, um iniciante precisa ter uma coisa em mente: trans são “mulheres”. Dia e noite, elas se vestem, se comportam e pensam como mulheres. Algumas sempre foram assim, desde crianças; outras se transformaram mais tarde – mas é inegável que todas gostam de ser tratadas como mulheres, no feminino.

2 - Conforto e segurança
Se você busca mais do que sexo, conheceu uma boneca e gostaria de se encontrar com ela para, quem sabe, engatilhar um relacionamento, deixe que ela decida o lugar para o qual vão sair.

A vontade de agradar pode ser grande, mas é preciso saber que as bonecas sofrem ainda muito preconceito e são alvo de olhares tortos por uma parcela da sociedade. Assim, um restaurante ou um bar inadequado pode fazer com que a trans se sinta deslocada ou observada demais, o que pode acabar com todo um clima.

Se, ainda assim, você quiser escolher, no mínimo, tenha certeza de que não a está levando para um estabelecimento conservador e retrógrado.

3 - Carinhos sem fim
Travestis e transexuais formam uma parcela estigmatizada da sociedade e, talvez por isso, costumam ser muito carentes e sempre com um pé atrás – mas, no fundo, o que elas mais querem é carinho e atenção.

Vá com calma, para não assustar, mas ofereça companhia e dê o carinho que merecem. É o que aconselha a transexual Bruna. Namorando há três anos, Bruna conta que terminou seu namoro duas vezes porque não conseguia colocar na cabeça que também podia ser feliz: “Ele me dava carinho, ficava ao meu lado, falava que queria namorar, ter um relacionamento sério – mas eu não acreditava [...]. Que bom que aprendi”.

4 - Sempre as preliminares
Preliminares sexuais são importantes em qualquer tipo de relacionamento. Com elas, não é diferente.

As trans nos disseram que costumam começar com os seios sendo chupados – e vão ao delírio quando são lambidas na parte entre o ânus e o saco escrotal. Claro que também adoram ser penetradas pela língua e amam ter os pés beijados.

5 - Sexo verbal
Com exceção das trans profissionais do sexo, que costumam fazer de tudo, as que mantêm uma vida comum, às vezes, têm algumas restrições.

Muitas trans nos disseram que gostam de receber sexo oral – e gozam, muitas vezes, só com essa prática. Outras, a minoria, disseram que não querem ter o pênis tocado por se considerarem mulheres.

O que fazer? Para não correr riscos, o melhor é perguntar durante uma conversa ou mesmo na hora do sexo. Se preferir, peça para ela guiá-lo na cama – a brincadeira fica até mais gostosa!

6 - Chame pelo nome
Um erro muito comum cometido pelos homens que têm um relacionamento, seja ele sério, seja apenas um affair, é não saber apresentar suas namoradas trans.

Na hora de ir a uma balada, ou encontrar os amigos, jamais a apresente dizendo, por exemplo, “esta é a minha namorada, e ela é trans”.

Talvez, para você, não pareça, mas isso é rotular e pode levar seu relacionamento por água abaixo. Apresente-a por seu nome. Caso alguém pergunte e você se sinta bem em responder, diga, então, o gênero dela – mas não a subestime.

7- Posições sexuais
As respostas sobre as posições sexuais em que elas mais sentem prazer foram as mais imprecisas em nossa pesquisa com as bonecas – pesquisa esta que originou o presente artigo. O que ficou claro é que tudo depende do clima e do momento.

Às vezes, dependendo do tamanho do pênis do parceiro, algumas posições podem ser incômodas – ou, ao contrário, extremamente prazerosas. No geral, porém, as mais comentadas foram as tradicionais “frango assado”, de quatro e de ladinho.

8 - Recebendo um presente
Muitas vezes, as trans também gostam de ser ativas no sexo. Se você engatou um relacionamento e sente tesão em ser penetrado por uma boneca, mas não sabe como dizer isso, comece puxando assunto, perguntando se ela sente prazer somente sendo passiva, etc.

Certamente, ela vai perceber logo o que você quer. Se ela, por acaso, não curtir, não custa ter uma conversa clara para dizer que tudo pode ser tentado na busca pelo prazer. Esteja preparado, no entanto, para também ceder – e fazer renúncias.

9 - Prepare as fantasias
Esqueça as recatadas. Talvez por se sentirem até mais mulheres do que muitas gatinhas que nascem com o sexo feminino, talvez porque amem ser idolatradas, a verdade é que as bonecas adoram fantasiar durante o sexo.

Por isso, compre suas fantasias, invente e deixe a mente trabalhar para proporcionar ótimas transas. Tenha certeza de que, pelo menos entre quatro paredes, elas vão realizar tudo que tiverem vontade.

10 - Tudo vale a pena
Se você chegou até aqui, esta é a última e a mais simples dica: tudo vale a pena. Tenha consciência de que se relacionar abertamente com uma trans não será, muitas vezes, uma rotina fácil.

Tudo dependerá de como você se impõe aos outros e do quanto você dá bola para a opinião alheia. Portanto, deixe o preconceito para os ignorantes e viva o seu amor, ousando dizer-lhe o nome.

Do Tran Sites  - por Mario Calligiuri
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Dez alunas denunciam professor de universidade em SC por crimes sexuais

Pelo menos dez alunas da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) denunciaram um professor de história por abuso sexual e estupro. Os casos vieram à tona depois que uma delas registrou boletim de ocorrência, no final de fevereiro, alegando ter sido estuprada pelo docente na casa dele.
Na sequência, outras nove alunas do mesmo professor procuraram a polícia e relataram abusos cometidos dentro da instituição. Os últimos três casos foram registrados na quinta-feira, 29. A universidade abriu uma sindicância interna e o professor pediu afastamento por razões médicas.
O delegado Paulo de Deus, da 6ª Delegacia de Polícia da Capital, diz que os relatos das novas vítimas são parecidos com os depoimentos já colhidos e que os indícios apontam para prática de assédio sexual, com pena prevista de um a dois anos. Já o caso de estupro, o primeiro a ser denunciado, teve inquérito encaminhado à Delegacia de Palhoça, município da Grande Florianópolis onde teria ocorrido o fato. Nesse caso, se condenado, o professor pode pegar de seis a 12 anos de prisão em regime fechado. 
A advogada Isadora Tavares, que representa nove das dez supostas vítimas, conta que após a denúncia por estupro as alunas começaram a conversar entre si sobre o assunto e descobriram que o professor mantinha postura semelhante com diversas alunas na sala de orientação pedagógica, momento em que ficava sozinho com elas.
"Várias delas perceberam que tinham sofrido algum tipo de assédio sexual, mas como tudo isso ocorria quando estavam sozinhas com ele achavam que poderia ser uma coisa mais pessoal e não comentavam isso entre elas", disse Isadora Tavares.
Os relatos à polícia revelam que o professor acariciava e tocava as partes íntimas das alunas durante as orientações. As vítimas ainda contam que o professor relativizava as situações argumentando que era uma pessoa importante, mas que as alunas não davam valor ao tempo em que tinham para ficar com ele.
Após as denúncias, todas as alunas do projeto de pesquisa ligado ao professor anunciaram a saída do grupo acadêmico. Elas também realizaram um ato, em frente à universidade, onde cobraram medidas da reitoria contra os abusos dentro da instituição. Cartazes foram espalhados pelo centro da cidade cobrando que as mulheres denunciem os casos de abusos sofridos na instituição.
A Udesc se manifestou por meio de nota e informou a abertura de uma sindicância que será conduzida pela Procuradoria-Geral do Estado. Segundo a universidade, as providências serão tomadas após a conclusão da investigação.
Denúncia de estupro. A jovem de 21 anos que procurou a polícia em fevereiro para denunciar o caso de estupro conhecia o professor antes mesmo de entrar na universidade - relação de amizade que se estendia à mulher e a sogra do docente. A aluna teria sido violentada após um jantar que marcou para pedir orientações acadêmicas, segundo relato em sua denúncia.
"Ele era uma referência acadêmica para ela e tinham uma relação de amizade. Mas ele se aproveitou dessa condição", explica a advogada Daniela Félix, que representa a aluna no inquérito. Segundo Daniela, naquele dia, os dois beberam além da conta e para que a jovem não precisasse ir embora tarde para uma das comunidades da periferia de Florianópolis, onde mora com a família, o professor ofereceu a casa para ela passar a noite.
"Como ela conhecia a família dele, achou que a mulher e a sogra estariam em casa. Mas não foi o que aconteceu", emenda dizendo que não houve violência, mas que a condição de amigos e a confiança que a aluna depositava no docente a colocou em uma situação de fragilidade.
"O estupro nem sempre ocorre com violência. O que caracteriza o estupro é a violação do corpo sem consentimento da vítima. E foi isso que aconteceu naquela noite. Ela teve uma relação não consentida com o professor", explicou a advogada.
Defesa. O advogado do professor, Hédio Silva Júnior, diz que seu cliente está abalado com as denúncias e por este motivo pediu afastamento da universidade para tratamento. Segundo a defesa, o professor nega as acusações de abuso e diz que os relatos das estudantes não trazem provas. "Em um dos casos a aluna diz que o professor olhou para ela profundamente. No fim do processo vamos provar a inocência dele", disse Silva Júnior.
Já no caso de estupro, que teria ocorrido fora da instituição, a defesa do professor diz que a relação foi consensual. "Eles saíram para jantar e beberam. Passaram a noite toda juntos, foi consensual", explica a defesa.
Reconhecido nacional e internacionalmente na pesquisa acadêmica, o professor da Udesc era um dos mais respeitados na universidade e também era tido como referência bibliográfica por muitas das alunas que o acusam pelos abusos.

Por: Fábio Bispo, especial para o Estado, de Florianópolis 

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Estupradores usam aplicativos de namoro para atacar mulheres

"Mãe, você está doente faz tempo demais." Essa é uma reclamação que a advogada Cristina (nome fictício), 43, tem ouvido do caçula, de 7 anos, no último mês por perceber a mãe sempre triste e agora com 9 kg a mais.
 

A advogada Cristina (nome fictício), 43, estuprada por homem que conheceu pelo Tinder (Foto: Bruno Santos)
O peso extra foi efeito dos remédios profiláticos contra sífilis que teve de começar a tomar. Por causa disso, Cristina perdeu quase todas as suas roupas. "Me desculpe pelo atraso, não tenho mais roupa para vestir. Tive de revirar todo meu armário", afirmou à Folha após atrasar 40 minutos para a entrevista.
Cristina não está doente. Ela só não sabe mais como esconder a verdade do filho: que está se recuperando de um trauma após ter sido estuprada por um rapaz que conheceu no Tinder –um aplicativo de relacionamentos. Além do menino, Cristina também tem uma filha, de 11 anos, ambos frutos do casamento que terminou no começo do ano. Para a mais velha, a advogada contou tudo.
Pelo aplicativo para celular, os usuários se apresentam por meio de fotos e podem trocar "curtidas" entre si. Quando duas pessoas se curtem mutuamente, acontece o famoso "match" –quando só então o dispositivo permite o envio de mensagens ao outro.
"Fiquei vários dias conversando com o cara. E no dia 20 de agosto decidi sair com ele. Fomos para minha casa. Ele me obrigou a fazer sexo anal e eu não queria. Fiquei toda machucada", disse Cristina. O rapaz, segundo a advogada, se apresentava no app pelo nome de um jogador de futebol. Cristina nem suspeitou, até porque nunca foi muito ligada ao esporte.
Para ganhar a confiança dela, o homem chegou até a dar números de CPF e RG, o que tranquilizou a advogada. Tudo falso, o que, no entanto, ela foi saber só mais tarde, quando descobriu outra vítima do mesmo homem –neste mês de setembro. Essa segunda mulher foi à polícia, mas não quis dar entrevista. Segundo Cristina, o rapaz também agia, com uma identidade diferente, no Happn, outro aplicativo de namoro, semelhante ao Tinder.
PAQUERA
Camila (nome fictício), 19, passou por situação muito parecida no ano passado. Aconteceu quando a estudante topou assistir a um filme na casa do novo paquera que conheceu pelo Happn.
"Ele começou a alisar meu corpo e ia descendo a mão. E eu tirava. Mas ele continuou, até colocar a mão lá. Não consegui tirar a mão dele, não deu. Pedia para parar, mas ele continuou", disse a estudante. "Ele inseriu os dedos lá dentro e eu não conseguia fazer com que ele parasse."
Tanto o caso de Camila quanto o de Cristina aconteceram em São Paulo. Só na capital paulista, até agosto, foram registradas 1.574 ocorrências de estupro, maior índice dos últimos três anos.
A Secretaria da Segurança Pública paulista não sabe informar quantos casos aconteceram por meio do uso de aplicativos de relacionamento –que tiveram forte expansão no país nos últimos anos. A subnotificação também é frequente em crimes de estupro, por motivos como medo e vergonha das mulheres.
O Tinder, lançado em 2014, foi procurado pela Folha, mas não se manifestou. O Brasil é o terceiro país com maior número de usuários (10 milhões) da plataforma no mundo. O Happn afirma que a segurança do usuário é "prioridade" da empresa. Lançado em 2015 no Brasil, tem 5,4 milhões de usuários no país.
"Incentivamos que as pessoas sigam precauções de segurança ao conhecer alguém, incluindo se encontrar em lugar público e manter família e amigos informados", diz o Happn, que também afirma estar à disposição das autoridades para investigações.
A advogada criminalista Roselle Soglio, especialista em perícias criminais, explica que as penas em casos de violência sexual variam de acordo com o enquadramento do caso e podem chegar a 12 anos de prisão, segundo o código penal. "Em todos eles a lei determina reclusão. Não há penas alternativas", diz.
PROVAS
Em Manaus, a pedagoga Mariana (nome fictício), 26, também diz que foi estuprada depois de ter saído com um rapaz (militar) que conheceu pelo Tinder. Assim como Cristina, Mariana não foi prestar queixa na delegacia. "O rapaz que me estuprou sabia que não tinha como denunciá-lo. Ninguém ia acreditar em mim. Eu não tinha provas. Só as marcas no meu corpo", afirmou à Folha.
Mariana contou que o homem a levou para jantar em um apartamento que dividia com mais um casal de amigos. Depois de comerem, Mariana disse ter transado com o rapaz no quarto dele.
"Foi então que eu pedi um remédio para dor muscular. Ele voltou da cozinha com um copo de água e uma pílula. Tomei e em menos de 10 minutos apaguei. Só lembro de acordar com dores no ânus e marcas de mordidas nas costas e na bunda", disse.
A pedagoga contou que, zonza, começou a chorar e a se vestir. "'Deixa eu vestir você, bebê. Você pode se machucar', ele dizia para mim." Com ânsia de vômito, ela afirmou que começou a chorar mais alto e comunicou o rapaz que pediria um táxi.
Ele não deixou e pegou uma arma na gaveta, com a qual fez sinal de silêncio, já que a pedagoga estava fazendo muito barulho e poderia acordar os amigos no outro quarto do imóvel.
"Ele colocou a arma na bermuda e me levou para casa. No elevador, ficou segurando minha cabeça contra o peito dele e me beijando na testa enquanto eu chorava", afirmou Mariana. "Chorei não por tristeza, ou medo. Foi de ódio. Ele me estuprou porque realmente queria. Não tem nada a ver com sexo." 

Da FS
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Alunas denunciam professor por assédio sexual

A informação é que o professor usava o aplicativo Whatsapp para enviar às alunas mensagens de conotação sexual.
Alunas de um colégio particular de Aracaju protestaram na manhã da última terça-feira, 24, para denunciar casos de assédio sexual por parte de um professor.
Um parente de uma das vítimas, que preferiu não se identificar, revelou que pelo menos 12 meninas teriam sido alvo das mensagens. O parente disse também que os pais dos alunos irão se mobilizar para denunciar o caso junto à Polícia Civil.
Não há confirmação oficial, mas a informação é de que o professor não está mais trabalhando na escola. 
O Portal Infonet tentou contato com a instituição, mas sem sucesso. A equipe de reportagem está à disposição para esclarecimentos por meio do telefone (79) 2106 8000 e do email jornalismo@infonet.com.br.
O Portal Infonet continuará apurando a situação e logo trará novas informações.


Colégio demite professor acusado de assédio

O professor acusado de praticar assédio sexual contra alunas matriculadas em uma escola particular de Aracaju está demitido. O diretor do estabelecimento de ensino, José Augusto do Nascimento, informou que a decisão pelo afastamento do acusado foi tomada no mesmo dia em que as alunas denunciaram episódios que se caracterizam, conforme frisou, como comportamento inadequado do profissional.
O diretor José Augusto diz que a instituição recebeu a denúncia na quinta-feira da semana passada, dia 19, por volta das 7h da manhã e às 11h30 o professor já estava afastado das funções no estabelecimento. Para tomar a decisão, conforme José Augusto, a direção da escola ouviu o acusado. Segundo o diretor, o professor teria dito que teria abordado as meninas, apenas dizendo que elas eram bonitas e que não o fez por maldade. “Não foi nada pejorativo”, considerou o diretor. “Mas, para a escola, o mais importante é a palavra das alunas, elas se sentiram incomodadas”, enalteceu.

O diretor garante que não há registros de mensagens enviadas por redes sociais a alunas nem também imagens ou gravação de voz. “Tudo foi verbalizado”, conta. O diretor informa que a direção da escola também ouviu os pais das alunas e que permanece dando a assistência necessária a todas as estudantes que se sentiram incomodadas com o “comportamento inadequado” do professor.

O caso não foi registrado pela Polícia, segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Para o diretor do estabelecimento de ensino, caberá aos pais tomar as decisões que considerar necessárias.

Por Cássia Santana do Infonet

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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Como as coisas acontecem

Coletei 2 posts com boas dicas no blog da minha amiga Leozinha CD. Usei dois posts e mixei. Basicamente ela explana um pouco, como pode acontecer um encontro com uma Crossdresser e fala das atitudes que dos caras que nos procuram. Ela é uma CD experiente e as dicas delas são valiosas para as iniciantes que pretendem encontrar um parceiro via internet.

Olá Amores!!!
Hoje não vou contar nenhuma aventura, mas vou falar um pouquinho sobre como as coisas acontecem. Resolvi fazer essa postagem porque vez ou outra tenho me deparado com situações que considero, no mínimo, desagradáveis.

Tenho amigas, tanto mulheres, quanto CDs e esporadicamente nos encontramos ou fazemos festinhas privês com amigos e posto (quando autorizado, claro!) algumas aqui. Como rola essa questão? Nem sempre é algo combinado com antecedência, pode acontecer de surgir uma folga e dar certo ou de repente, pode ser algo combinado de longa data. As vezes conheço todos os que estão na festa com antecedência, as vezes não, é amigo de uma amiga. O que venho deixar claro é que tudo tem seu tempo.

Vez ou outra as pessoas entram em contato comigo no meio do dia querendo que eu arranje alguém para sair e fazer uma festinha no meu local. Primeiro, não moro só e nem sempre estou sozinha, portanto se quer realmente algo pense na possibilidade de ir a motel.

Segundo, tenho uma vida como qualquer outra pessoa, trabalho e tenho meus momentos de lazer. Não passo o dia inteiro em casa esperando as pessoas ligarem para fazer sexo, até porque então, escolhi não fazer programa justamente para poder escolher como e com quem gostaria de fazer sexo. No meu caso é diversão, nada contra quem leva isso como profissão, mas NÃO é o meu.

Terceiro, se você nem se dirige a mim direito e já vai perguntando pelas minhas amigas tenha a certeza de que a coisa não vai rolar. Não sou agenciadora, nem cafetina. Quer festinhas com tudo pronto? Vá em uma casa de massagem ou cabaré (como preferir) e contrate, pague por isso. Acredito que será maravilhoso!

Comigo as coisas são na base da conquista. Inicialmente conquiste seu espaço e só então as coisas podem acontecer. Quem me conhece intimamente sabe que adoro proporcionar prazer as pessoas e vê-las realizando suas fantasias, mas deixo claro: NÃO SOU OBRIGADA A NADA!

Então, meu queridos, vamos ter um pouquinho mais de bom senso. Não engorda e não faz mal, garanto!

Bjox!!!

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Violencia sem noção: Professora é agredida e assaltada em Recife depois de ignorar cantada

Depois de não responder a uma cantada num endereço movimentado do centro de Recife, a professora Brunna Dias Ribeiro foi agredida e assaltada. Enquanto voltava da Universidade Federal do Pernambuco, em Recife, para casa, ouviu um rapaz dizer “Morena gostosa! Morena linda!”. Sem resposta, ele voltaria, sem sucesso, a tentar chamar sua atenção: “Não vai me responder?”. Ela descreve o caso num post do Facebook (leia na íntegra abaixo), que já tem mais de 8 000 compartilhamentos.


Na foto acima a professora Brunna Dias Ribeiro: 
post no Facebook já tem mais de 8 000 compartilhamentos
(Foto: Reprodução/Facebook).
Este conteúdo foi produzido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Para compartilhar, use o link http://radiojornal.ne10.uol.com.br/noticia/2016/09/12/no-recife-professora-espancada-apos-ignorar-cantada-exige-justica-49135

Brunna disse que preferiu não responder ao assédio, e que dois outros rapazes que acompanhavam o agressor começaram a rir da rejeição ao amigo. Conta, ainda, que o agressor se aproximou e que, antes que pudesse perceber, acertou a lateral de seu olho, perto do rosto. Caída no chão, teria levado novo golpe, perto da boca. Irado, Brunna diz que o agressor pegou sua bolsa, jogou tudo o que tinha dentro dela no chão e levou 70 reais. A jovem, que registrou ocorrência pela internet, neste sábado (10), diz que seu grande choque foi a falta de ação das pessoas que presenciaram a cena.

Do MSN
 Eu me espantei com a repercussão do meu post, muito porque as pessoas dizem que, além de roubada, fui agredida. Não foi isso que aconteceu. Eu fui cantada e, como não correspondi, fui agredida e depois roubada. É por causa dessa cultura que acha normal esse tipo de coisa que essas violências continuam acontecendo — protesta Brunna.

Ninguém fez nada. Cheguei a ver um homem passar bem do lado e não fazer nada. Como ver uma covardia como essa e não fazer nada? É muito triste, mas a verdade é que eu não me sinto mais segura perto de homem nenhum, nem na rua, nem na faculdade, em lugar algum. Não quer continuar vivendo numa sociedade em que dizer “psiu” para uma mulher é normal ou mesmo toca-la, por qualquer desculpa que seja. Não existe justificativa até porque, no meu caso, eu estava completamente vestida, de calça jeans e blusa alta. O machismo venceu — completa.

Leia desabafo da jovem:
Aconteceu de novo. Mais uma mulher foi agredida e dessa vez fui eu. Atacada e assaltada. Estava nas imediações da praça do derby na tarde de hoje, caminhando, quando meu caminho se cruza com o de três rapazes e um deles resolve soltar "gracinhas" para mim. Aquelas "gracinhas" normais, coisa de homem, sabe? Só que não! Coisa de macho escroto e machista, que acha que a mulher tem que responder e gostar dessas nojeiras. O deixei falando sozinho e segui em frente, não respondendo às gracinhas. Ele não se contentou e me abordou, se aproximou de mim e me deu um soco muito forte no rosto. Caí no chão. Ele achou pouco e me bateu novamente. Sacudiu todo o conteúdo da minha bolsa no chão, roubou todo o dinheiro que estava na minha carteira e depois saiu correndo com os outros dois rapazes. Ninguém fez nada. Ninguém me ajudou. Estava sozinha e atônita. Absolutamente sozinha, no chão e juntando todas as minhas coisas. Só lembro de ter ouvido um dos rapazes gritar: "ei, meu irmão, tas doido, é?". A sensação de impotência é absoluta. Já estamos "acostumadas" a receber esse tipo de gracinha, não imaginava que ele iria tão longe, mas isso acontece todos os dias. Todo santo dia algum homem passa dos limites e agride ou mata uma mulher. Todo santo dia a gente assiste calado ao vizinho que bate na mulher, ao sobrinho que grita com a namorada, ao pai que bate na esposa. Todo santo dia. E eu to cansada dessa merda toda! E essa foi a minha vez. Não me sinto mais segura em nenhum lugar dessa cidade. Não me sinto segura com homem nenhum.

Do Extra
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Reflexões e Desabafos - By Katia Steelman Walker: Homens em salas de bate papo: são todos mastubadores compulsivos? Quem os entende?


Homens em salas de bate papo: são todos masturbadores compulsivos? Quem os entende?
Sigilo e paciência levam a cumplicidade e o respeito.
By Kátia Steelman Walker – katiasteelmanwalker@hotmail.com
Se tem uma coisa que me chateia é quando entro em uma salas de bate papo, seja na Uol, no Yahoo, Meebo, whatsapp, second life, Skype ou MSN,  é quando me deparo com os caras que vem “conversar” comigo, cada um pior do que o outro... sem papo, medrosos, vulgares
Tem horas que perco totalmente a vontade de usar. Motivo? Os caras que vem conversar comigo, um pior que outro, sem papo, medrosos, vulgares, MASTRUBADORES... e por ai segue...
Não tenho a menor sombra de dúvida que jamais terão uma experiência com uma verdadeira crossdresser, tudo porque não sabem nos tratar com respeito. A maior parte quando não é um homofóbico é em geral um cidadão que se oculta atrás de um MSN, ou no máximo uma webcam. Fica mostrando o membro, e quando pedem o telefone (por isso não dou há algum tempo!) Não liga, e se ligar além de ligar em horário não apropriado, não sabe o que falar. As vezes eu ainda tomo a iniciativa de tentar puxar algum assunto mas “eles” simplesmente não sabem e não tem o que dizer... Ai fica difícil conhecer quanto mais de se encontrar...
Eu não entendo um cara entrar em uma sala de bate papo de travestis, transgêneros ou CDs, ou se deparar com a pessoa usando o nick: Crossdresser, ou homem de calcinha ou mesmo add a gente no MSN e ficar xingado... ta certo eu bloqueio, mas pó!? Vai procurar uma lavagem de roupa, meu irmão! Eu tenho mais o que fazer...
Já encontrei também muita gente legal, caras que sabem conversar e flertar, mas a grande maioria deles esta distante daqui o que impossibilita um encontro... mas o certo que a GRANDE MAIORIA me deixa com vontade de parar de usar o bate papo... Fico triste com isso, eu converso francamente, não omito que sou um cara vestido de mulher ( tem gente que diz que é mulher e só revela a verdadeira condição homem travestido bem depois... algumas só quando encontram o cara), sou sincera, falo quem sou, falo um pouco de como sou, eu chego amostro algumas fotos e tal... Mas nunca é o bastante...

Mas falando francamente ta difícil homem de verdade no “mercado”... Pessoalmente dou muito mais preferência aos casados (como eu) , coroas (quanto mais melhor) para me resguardar e tentar garantir algum sigilo. Se bem que tem aqueles que pensam que se tiver algo comigo depois vou bater na porta da casa deles e contar tudo esposa. Isso é botar chifre na cabeça de cavalo!
Ainda tem aqueles que “dizem” compreender o universo da CD, mas só pensam em ver fotos dela pelada... Esta é outra babaquice! A CD gasta ($$$$$) uma boa soma de dinheiro comprando meias de seda 7/8, cinta liga e calcinha de renda, corselet, cinta, peruca, luvas, sandálias, vestidos, saias e blusas só para se mostrar mais feminina pro “seu homem” e o cara só fica nessa de ver fotos mais reveladoras, da bundinha, do dote e tal...
Não que eu não tope me mostrar por exemplo de corselet, meias 7/8, ligas e calcinha para o meu namorado mas não encaro um encontro de bate papo como um momento para isso.
Imagino que conquistar uma cdzinha é conquistar a confiança dela (que em geral tem muito mais a perder que o “paquera”) Sempre busquei exigir a descrição e o sigilo total. Encontrar uma CD é garantir o sigilo , ter paciência e isso buscando a cumplicidade e o respeito.

Assim você vai fazê-la ir a um motel com você, e perceberá que é quase a mesma coisa que de sair com uma amante.
Com uma vantagem, se depois você quiser sair com “ela” fora das quatro paredes pode dizer em casa que esta com um amigo seu conversando num restaurante ou barzinho...
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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