Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Após críticas, Nego do Borel pede desculpas por chamar mulher transexual de "homem gato"

 Um elogio dado a um ídolo retornou em piada considerada preconceituosa. Ao chamar o cantor Nego do Borel de "gato" no último sábado (12), a transexual Luísa Marilac foi chamada de "homem" pelo funkeiro — como ela é mulher trans, isso pode ser entendido como um xingamento transfóbico. 
Youtuber que ficou famosa com o vídeo em que usa a expressão "bons drinques", que agora virou bordão, Luísa Marilac fez o elogio em uma foto que Nego do Borel publicou no Instagram. "Cada diz que passa você está mais gato, homem", escreveu Luísa. O primeiro comentário de Nego do Borel foi uma série de emoticons dando risada. Depois, respondeu com a seguinte consideração: "Você é um homem gato também, parabéns, deve estar cheio de gatas", escreveu o cantor. 

Nego do Borel foi criticado nas redes sociais. Houve quem relacionou o fato com o clipe de Me Solta, em que ele aparece vestido de mulher e chega a dar um beijo na boca de um homem. "Na hora de se vestir de mulher e beijar homem para ganhar dinheiro tava bom, né?", escreveu um seguidor.  "Ele não é obrigado a gostar. Mas é obrigado a respeitar. E como um cara "pra frentex" que ele diz ser, foi uma tirada de máscara que ele deu. Se mostrou um verdadeiro transfóbico" escreveu outro. 
Com a repercussão negativa dos comentários nas redes sociais, o funkeiro acabou se retratando. Também no Instagram, gravou um vídeo pedindo desculpa a Luísa. Disse que, na comunidade de onde ele veio, as pessoas costumam fazer brincadeiras que podem machucar. 
— A nossa brincadeira é um pouquinho grossa e a gente acaba machucando as pessoas. Às vezes eu machuco as pessoas sem querer. Luísa, quero te pedir desculpa do fundo do meu coração, me perdoa pelo que aconteceu, pelo meu comentário — pediu Nego do Borel.
Luísa gravou um vídeo em seu canal do YouTube nesta segunda-feira (14) em que admite que ficou chocada com a postura do ídolo. 
— Fiquei sem chão. Sem saber o que falar. Sabe quando você sente aquele frio horroroso no estômago, que você sente uma coisa na garganta, que não se expressar, não consegue chorar? Passei o dia assim. É uma pessoa que tenho consideração, que eu gosto, e ele ter me respondido daquela forma tão transfóbica me fez mal. Estou acostumada com isso porque passo isso na rua o dia todo.

Do Click RBS 

 




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Mamma Bruschetta pede desculpas após ser acusada de transfobia

A apresentadora Mamma Bruschetta pediu desculpas ao vivo no Fofocalizando desta terça-feira, 15, para Luisa Marilac, após ser acusada de transfobia por tê-la chamado de "homem" no programa de segunda-feira.
Luisa chamou atenção nesta semana após se envolver em uma polêmica com o cantor Nego do Borel. Em uma foto, ela comentou: "Cada dia que passa você está mais gato, homem."
Na sequência, Nego respondeu: "Você é um homem gato também, parabéns. Deve estar cheio de gatas, né?". Luisa se disse "perplexa" e "passada" com a resposta: "Onde é que você está vendo um homem aqui?"
Ao comentar o caso no programa de segunda-feira, 14, Mamma Bruschetta deu indícios de que imaginaria a repercussão que sua fala poderia render: "Vou dizer uma coisa. É capaz que eu receba até umas pedradas por aí..."
"Escuta, mas pelo que aconteceu, é muita reclamação pra nada. O que o menino fez? Não fez nada. Ele que foi fazer uma brincadeira... Brincadeira não, que não deixa de tá falando a verdade, porque, afinal de contas, a Luisa Marilac é homem também."
Leão Lobo, então, interferiu na fala de Mamma: "Mas acho que ela falou uma coisa muito séria: 'Se coloque no lugar do outro'. Porque isso ofende muito a quem é trans". "Mas ofender o que?", rebateu a apresentadora.
Nos stories de seu Instagram, Luisa ficou revoltada com a situação: "Ah, é homem? Você vai ter que falar isso pro meu advogado, Mamma Bruschetta. Hoje eu sou mulher documentada. Eu vou lhe processar. É uma 'bobagem' e você vai tomar processo."
"Vou processar a Mamma Bruschetta! Avisem ela lá, gente, pra ela se preparar. A Mamma Bruschetta vai tomar um processo no 'toba' pra ela aprender a me respeitar. Eu não processei o Borel, mas ela eu vou processar."
"A Mamma Bruschetta teve a coragem, a audácia de falar que o Nego do Borel não estava errado, que eu realmente sou um homem. Mamma, prepara porque eu vou te processar! "Eu hoje sou do sexo feminino no documento, meu nome é Luisa Marilac da Silva, mulher, e achei um absurdo aquilo. Ela tem que aprender a respeitar o gênero", concluiu.
Em entrevista ao TV Fama, Luisa contou acreditar que haja uma intenção ruim por parte da apresentadora.
"A Mamma Bruschetta é uma pessoa muito inteligente, então acho que aquilo que ela falou foi na maldade. Senti uma maldade nela, que às vezes eu não sentiria no Borel, mas eu senti nela. Eu não processei o Borel, mas ela eu vou processar."
Durante o Fofocalizando desta terça-feira, 15, Mamma se desculpou pelos comentários feitos no programa anterior, reconhecendo que Luisa é "uma mulher oficialmente pelos documentos."
"Cometi a indelicadeza de chamá-lo... chamá-la de 'homem'. Peço desculpas a quem ficar ofendido."
Luisa deu sinais de que não vai voltar atrás em sua intenção de processar a apresentadora. "Agora fala com minha advogada", escreveu ao publicar um trecho do momento de desculpas de Mamma Bruschetta em seus stories.
Luisa Marilac ficou conhecida em 2011, quando um vídeo em que aparece em uma piscina e fala a frase: "E teve boatos que eu ainda estava na pior. Se isso é tá na pior... p***, o que quer dizer tá bem, né?"


 
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Solongo Batsukh, uma miss transexual que rompe tabus na Mongólia


Solongo Batsukh, uma midiática miss transexual, sempre se apresenta elegante e enfrenta o inverno glacial na Mongólia com um delicado vestido preto debaixo de um casaco em tom pastel.
"Não quero parecer um muffin", diz, em um de seus vídeos no Facebook, esta jovem de 25 anos, enquanto se dirige ao salão de beleza onde trabalha como agente publicitária.
Graças a esta sinceridade e autoestima, Solongo decidiu se apresentar em outubro à primeira competição organizada em seu país para escolher a candidata da Mongólia ao concurso Miss Universo, que foi celebrado no último dia 17 na Tailândia.
A filipina Catriona Gray foi a vencedora da edição deste ano do concurso, celebrado em Bangcoc.
Embora não tenha conseguido representar seu país na competição, Solongo Batsukh virou um símbolo em seu país, muito conservador.
Se tivesse vencido a seletiva, teria competido em Bangcoc ao lado da espanhola Ángela Ponce, a primeira candidata transexual da história do Miss Universo.
"Queria inspirar o maior número de mulheres possível", disse Solongo em entrevista à AFP. "Estou muito orgulhosa por ter tido a oportunidade de competir. A Solongo que criei é uma verdadeira vencedora no meu coração", acrescentou.
No entanto, sua participação no concurso de beleza gerou grande polêmica na Mongólia.
"O mundo teria uma imagem negativa do nosso país se um homem nos representasse, tendo milhares de mulheres magníficas", escreveu um leitor na página do Facebook da Miss Universo Mongólia.
- 'Não devemos nos esconder' -
Estas críticas, no entanto, não intimidaram Solongo, que nasceu em um corpo de menino em Bilguun, na província semidesértica de Dundgovi, no centro da Mongólia.
Quando trabalhava para a associação "Juventude pela Saúde", que dá orientação sexual a pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), se deu conta de que na realidade era uma mulher presa no corpo de um homem.
Então, começou a usar perucas e vestidos e iniciou um tratamento hormonal.
É das poucas pessoas que afirmam abertamente sua transexualidade na Mongólia, onde 80% das pessoas LGBT preferem omitir sua verdadeira orientação sexual, segundo um estudo da ONU.
"É muito difícil para os transexuais encontrarem trabalho", lamenta Baldangombo Altangerel, encarregado do centro LGBT.
No ano passado, foi divulgado nas redes sociais o vídeo de uma pessoa transexual vítima de agressões físicas, o que evidenciou a difícil situação das pessoas LGBT neste país asiático de 3 milhões de habitantes.
Solongo tenta agora aproveitar a fama para combater esses preconceitos. Tanto nas redes sociais quanto na TV, explica que ser transexual não resulta de uma doença mental, nem significa prostituir-se.
Solongo trabalha como maquiadora, viaja muito frequentemente e ficou famosa em seu país após ter terminado na décima posição um concurso de beleza transexual na Tailândia.
"Se continuarmos nos escondendo, a sociedade continuará nos odiando. Não nos conhece", defende.
- Um exemplo -
No entanto, Solongo também se mostra crítica à comunidade transexual por lamentar demais e não fazer esforços suficientes para ser reconhecida.
"Ao invés de dizer, 'somos seres humanos como os demais', temos que demonstrá-lo através dos nossos próprios atos. Mostrar às outras pessoas que ganhamos a vida como todo mundo".
Solongo, cuja página do Facebook tem 120.000 seguidores, incentivará um programa no qual participarão cinco mulheres que queiram ter uma nova imagem. Ela as ajudará a perder peso, a mudar o penteado ou como se maquiar.
"Seus objetivos e sua paciência são inspiradores", afirma Sarangoo Sukhbaatar, de 25 anos, uma das cinco mulheres pré-selecionadas. "Se um homem pode ser tão bonito quanto ela, as mulheres podem ser ainda mais belas", afirma Sukhbaatar.
Do EM




 
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No mês da visibilidade transexual, organizações preparam Caminhada pela Vida Trans

Janeiro é o mês da visibilidade das pessoas transexuais ou travestis, ou seja, pessoas que não se identificam com gênero que foi designado a elas no nascimento. Para dialogar melhor sobre o tema com a sociedade, organizações e órgãos públicos como o Mães Pela Diversidade, o Espaço Trans do HC e a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco promovem a Caminhada pelas vidas Trans. O evento acontecerá no dia 26 de janeiro com concentração a partir das 14h na Praça do Derby e segue em direção ao Monumento Tortura Nunca Mais, com chegada prevista ás 17h
Edição: Monyse Ravenna

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Netflix: Filme conta a trajetória de transexual que sonha em se tornar bailarina

Inspirada na história de Nora Monsecour, bailarina profissional belga e transgênera, a nova produção da Netflix, “Girl”, chega na plataforma de streaming no dia 18 de janeiro. O longa foi apresentado no festival de Cannes, onde ganhou o prêmio Fipresci (Federação Internacional dos Críticos de Cinema) e o Queer Palm, que premia o melhor filme LGTBQ+ do festival. Além disso, “Girl” foi indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Filme Estrangeiro. 
O filme conta a história de Lara (Victor Polster), um adolescente transexual de 15 anos que ama dançar. Seu sonho é se tornar uma bailarina profissional, para isso treina incansavelmente. Porém, o fato de ter nascido com um corpo de garoto é um enorme obstáculo. Afinal, ao mesmo tempo em que quer se destacar pela sua dança, também busca se encaixar como uma bailarina comum.
Além disso, muda-sera uma nova escola e, como se não bastassem os problemas de comuns alunos novos, ainda tem que lidar com os preconceitos de seus colegas. Tudo isso acontece enquanto Lara, com o apoio de seu pai e família, está começando a terapia hormonal e se preparando para uma cirurgia de readequação sexual.  
A história de criação do filme começou em 2008, quando o diretor Luke Dohnt, após ler um artigo que contava a história de Nora, entrou em contato com a bailarina. Nora desempenhou um papel ativo na produção do longa, tendo participado na construção da personagem principal e na escolha dos atores.
Porém, o filme vem sendo duramente criticado pelo fato de que tanto o diretor quanto o ator que interpreta Lara (Victor Polset) são cisgêneros - isto é, se identificam com o sexo biológico com o qual nasceram. Mitas críticas questionam que “Girl” é uma produção que se compromete a contar as experiências de um transsexual sem efetivamente ter algum no filme.


Do Correio do Estado
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Videos de transição

Transição de gênero é o período pelo qual uma pessoa passa no momento em que se submete a tratamentos hormonais e cirúrgicos para paulatinamente transformar suas características primárias e secundárias nas do sexo desejado.

Com 802 mortes entre 2008 e 2015, o Brasil ocupa a posição de líder do ranking mundial de violência contra pessoas transgênero (em números absolutos).

Diante disso, youtubers trans enfrentam o preconceito na esperança de ajudar outras pessoas a passar pela transição – enquanto falam também sobre outros assuntos.

Abaixo alguns canais que abordam o tema:

    Mandy Candy (foto) - 1 e meio milhão de inscritos
    Thiessita - 600 mil inscritos
    Princess Online - 10 mil inscritos
    Ariel Modara - 100 mil inscritos
    Barraco da Rosa TV - 32 mil inscritos

Selecionei estes vídeos pois os achei muito legais e penso que eles tratam bem da questão. Estes vídeos passaram o ano de 2018 postados em destaque no meu blog.












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Descubra a Modelo Trans Yasmine Petty


A modelo transgênero Yasmine Petty posou em Nova York para uma campanha da Calvin Klein (foto acima). "As vezes é muito difícil levantar da cama", brincou a gata americana ao postar uma foto do ensaio no Instagram... Mas quem é ela? Traduzi esse texto do IMDb de autoria do Eriq Chang: "Descrevendo rapidamente, Yasmine Petty é uma modelo transexual americana de ascendência marroquina. Petty trabalha principalmente como modelo de passarela e modelo fotografia, mas tambem realiza trabalhos como atriz e fotógrafa.


Ela pode parecer uma boneca viva do lado de fora, mas embaixo de sua beleza ela incorpora partes iguais de intelecto, ambição e impulso. Este ícone moderno destrói o fingimento e o preconceito com sua beleza exótica e arrojada, confundindo as linhas entre a fantasia e a realidade.

A verdadeira paixão de Yasmine é ajudar os indivíduos a alcançarem seu verdadeiro potencial, inspirando-os a serem os melhores do mundo. Sua crença é que você pode conseguir qualquer coisa na vida que você coloca sua mente e ela espera que ela possa ser um testemunho vivo desse lema.

Nascida no norte da Califórnia, com uma herança italiana e marroquina, Yasmine sempre teve grandes aspirações. Com formação educacional em artes visuais, design de moda e fotografia, ela se mudou para Nova York, onde se aventurou por várias facetas da indústria da moda, criando momentos lindos e icônicos na frente e atrás da câmera. 

Estudou fotografia no ICP, design de moda na faculdade de Anza e artes culinárias no West Valley College. Enquanto morava em Nova York, Yasmine trabalhou como modelo, e exerceu também cargos de diretor de várias agências de modelos bem como diretor de criação/estilista de moda para várias revistas de moda, incluindo a Surface Magazine.





Como musa, Yasmine despertou o interesse de muitos estilistas e fotógrafos internacionais. Ela começou a desfilar pelas passarelas internacionais como modelo ao lado de ícones como Naomi Campbell e Karolina Kurkova, fazendo aparições em desfiles produzidos pela Vogue Itália entre outros.

Ela tem sido destaque em muitas das principais revistas de moda atuais, como a W Magazine, Hercules e modelada para Louis Vuitton, desenhada por Marc Jacobs para a LOVE Magazine.

Ela também foi baleada por alguns dos fotógrafos mais emblemáticos do setor, incluindo Patrick Demarchelier, Mario Sorrenti, Ellen Von Unworth e Marianno Vivanco.

Não demorou muito para que Hollywood se interessasse pelos talentos de Yasmine. Suas últimas realizações incluem um papel de protagonista em um próximo filme de Adam Shankman e Frank Meli, bem como várias aparições em vários programas de televisão e vídeos musicais. Yasmine está muito animada pelo mais novo capítulo de sua carreira.

Dada sua paixão pelo entretenimento e pelas artes, ela está ansiosa e aberta para continuar sua carreira como atriz profissional e está ativamente estudando com um dos melhores treinadores de atuação de Nova York."

Por Katia Walker - Via: IMDb por Eriq Chang



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Thalita Zampirolli investe em carreira nos Estados Unidos



Há alguns meses, Thalita Zampirolli começou uma grande mudança não só na sua vida pessoal, mas também na profissional.

A modelo decidiu se mudar para os Estados Unidos a fim de aprimorar seus conhecimentos e assim refletir isso na carreira que pretende traçar daqui uns anos.

A morena estuda o idioma local e faz cursos de artes cênicas.

"Vim para os EUA para estudar e estou totalmente focada nessa nova fase da minha vida. Estudo inglês e artes cênicas e pretendo investir na minha carreira de atriz aqui”, disse Zampirolli.
 
Ainda sabendo da dificuldade que é conseguir um espaço em um mercado tão concorrido como o mundo do entretenimento norte americano, ela disse estar disposta a superar seus limites e conquistar seus sonhos.

“Eu sei que não será fácil, mas estou pronta para seguir essa jornada enfrentando tudo o que vier pela frente.

O que nos faz forte o suficiente para vencer uma batalha, seja ela em qualquer campo de nossas vidas, é o quanto você deseja cruzar a linha de chegada, o quanto você resiste até o final da corrida e eu estou pronta para superar os meus limites", disse a atriz.

Do Fuxico

 
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Reflexão e Desabafos: Homem que fica com travesti é gay?

Embora sejam abordadas por homens de todas as idades, classes sociais, belezas e níveis culturais, as travestis e transexuais enfrentam inúmeras pelejas em seus relacionamentos amorosos. Enquanto a massa masculina se sente fascinada (veladamente, diga-se) por suas figuras, pouquíssimos homens aceitam assumir de fato um romance. Preferem o anonimato, as traições, o tradicional momento escondidinho…
Muitos t-lovers [homens amantes de trans] temem sobretudo serem encarados como homossexuais ou sofrerem preconceito – fruto do machismo e homofobia- por tabela. Para os que se envolvem, há os que se tornam cafetões, há os que vivem à custa da parceira e há quem não as dê nada em troca (nem dinheiro, nem respeito), como ir para cama fosse um favor para satisfazerem-lhes o “vício”. 
Antes de cometer suicídio em 2005, a musa Camilla de Castro (foto) – que fez sucesso no Superpop com o quadro Camila quer Casar – escreveu um depoimento, em que dizia sofrer por ser desejada entre quatro paredes, mas nunca em público. “Disseram que não existe amor para travestis e que os homens nos viam como privadas humanas, onde descarregavam seus desejos mais “loucos” sem sequer olhar para trás”.Camila morreu sem vivenciar o amor. 


Dentre várias razões, esta triste realidade – que está se transformando e tendo casos exemplares nos últimos anos – deve-se pela falta de esclarecimento e por conta de nossa gramática sexual, pobre, binária e sexista. Afinal, travestis e transexuais transcendem a lógica arcaica de “sexo biológico-gênero-sexualidade”, o que é ser homem, ser mulher, gay e hétero, logo são uma incógnita. Para os seus parceiros, as dúvidas se multiplicam e o que prevalece é o machismo.
A questão que mais faz parte das dúvidas dos nossos leitores é: “Homens que ficam com travestis são gays?”. E aí, meninas?

Fernanda Vermant

“Eu me atraio e me sinto feliz com homens héteros, porém namoro um modelo que gosta de travesti. É o que tem  para mim nesse Brasil e não vou dispensar… Penso que homens que gostam de travestis são gays, porque gostam na verdade do pênis delas. 
Mas, por outro lado, acredito que sejam héteros os homens que aceitam a sua amada e a observam como uma verdadeira mulher, sendo operada ou não.  
Há ainda um estudo que visa pesquisar o comportamento sexual e que encara os homens que gostam de trans como uma nova orientação sexual. 
É difícil definir o relacionamento das trans, porque muitas nós não nos aceitamos – o corpo, a identidade, a referência trans – logo ninguém nos aceitará…. 
Nos dias atuais, homens héteros ou gays enrustidos só saem com travestis para fantasias ou alívio para o seu homossexualismo [sic] reprimido. Os amigos do meu namorado, por exemplo, inclusive os gays, não apoiam o nosso relacionamento. Mas, acima de qualquer reprovação e medos, o mais importante é ser feliz, né gente? Love, Fernanda”

“Homens que se relacionam com travestis não são gays, são héteros. Digo isso porque a imagem que temos é feminina e o gay não se interessa por uma imagem feminina. O gay gosta é de outro homem, com corpo, trejeitos e maneira de ser masculina – o que obviamente não é o meu caso.
Muitos homens se sentem atraídos por nós por conta da nossa feminilidade e mistério, querem saber como é, como funciona… Já fui casada com homens héteros, lindos, que respeitaram a minha identidade. Outros não foram tão legais, mas esses a gente deleta. Para aqueles que preferem ser passivos, não há nenhum problema, pois isso não faz dele gay.
É sabido e comprovado que a próstata é um lugar que, se massageado, penetrado, proporciona um grande prazer. É por isso que muitos homens, casados com mulheres, saem com travestis: para ter mais esta forma de prazer em sua vida sexual.
Hoje, consciente dessa realidade, muitas mulheres fazem inversão de papeis e penetram seus maridos. Nós – travesti, transexuais e mulheres – devemos parar de nos assustar com a questão da passividade, afinal a grande maioria dos homens adoram explorar todos os prazeres do corpo, sem neuras ou tabus, Que vivemos felizes, sem rótulos, sem culpas!”
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Kimberly Luciana

“Tive apenas dois grandes amores na minha vida. No primeiro, tinha 17 anos, namorei durante um ano e fui casada durante nove. Ele nunca foi passivo comigo, mas não apoiava a possibilidade de um dia eu mudar de sexo. Fui feliz ao seu lado por cinco anos, os outros continuei porque fiz o que qualquer casal hétero faz: levei em conta que era dependente financeiramente, que ele não me agredia e que era trabalhador. 

No meu ponto de vista, ele é heterossexual, pois sempre me viu como uma grande mulher e, tempos depois, se casou com uma mulher biológica. Não acho que ter ou não um pênis seja fundamental para um envolvimento amoroso, 

O segundo relacionamento me deixou cicatrizes na alma. Nos conhecemos pelo Orkut e, após nos vermos pessoalmente, me apresentou para a família e amigos. O problema é que, com o tempo, descobri que ele era uma pessoa doente por sexo. Ele me proibia de ter uma vida social e queria vivesse absolutamente para ele. Abri mão do relacionamento. Não poderia viver apenas de sexo e amor.

Sou assumidamente travesti e, se existir de fato amor para uma trans, acredito que ele quebre qualquer barreira. O problema é que, da minha experiência e observação, posso concluir que a maioria dos homens que nos amam de fato são problemáticos, emocionalmente inseguros, tímidos, compulsivos sexuais, com baixa-estima, bandidos, policias e pobres. Se ele quiser um namoro às escondidas, não aceito, mesmo que ele seja um boy magia (risos). Isso é preconceito internalizado.”  


Luiza Gaúcha

“O homem pensa que, para não ser julgado ou discriminado, deve fazer o perfil de machão, jogador de futebol, o pegador de gatinhas. Mas os desejos sexuais e afetividades não deveriam ser julgados ou criticados por ninguém. Afinal, a observação sobre ela vai se modificando com o tempo. Na antiguidade, por exemplo, o ato de um homem deitar com outro era status de poder, pois para eles a mulher era um ser frio. Hoje, ele ganha apelido de viadinho, mariquinha, caso o faça. Além disso, nós trans representamos uma nova realidade.

Nossos desejos sexuais, afetivos e nossas identidades estão em constantes transformações. Assim como a transexual não decide “virar mulher” da noite para o dia, o desejo de um homem por um homem, o desejo de uma mulher por uma mulher e o desejo de um homem por uma travesti ou transexual também não acontecem da noite para o dia. Estamos sempre em busca de oportunidades, descobertas. E o sexo é apenas mais uma fantasia do nosso teatro, não deveria ser omitido.

Penso que o pênis seja apenas um detalhe que a transexual não operada tem a mais que uma mulher e tudo vai depender do desejo do seu parceiro. Para uns não faz diferença, para outros é o que te destaca em relações a outras. É muito relativo e se chama desejo. Não os classificam como gays ou héteros.

Vivo um caso amoroso a cada dia, mas não sou do tipo superficial. Gosto de me entregar de corpo e alma quando estou com alguém, nossos momentos são únicos e bem aproveitados. Acabo escutando um pouco de tudo dos homens. Muitos eu acredito que agrado, outros sou vista como um mero objeto. De certa forma, todos nós acabamos sendo objeto ou um fantoche, já que estamos sempre sendo manipuladas e também manipulando. Mas ainda sou sonhadora e não deixaria de viver um grande amor por nada”.

“Antes de mais nada, adianto que não me interesso por homens. Mas penso que homens que ficam com travestis ou transexuais não são gays. O motivo é simples: elas se identificam com o feminino – veja que estou falando em GÊNERO, que nada tem relação com SEXO BIOLÓGICO. E um homem gay geralmente está a procura da imagem masculina (o gênero masculino), coisa que uma travesti não tem. No relato de muitas amigas, elas dizem que muitos ficantes nem tocam no pênis, mas também há casos em que eles querem utilizar o seu “atributo a mais”, o que mostra que varia de pessoa para pessoa e que não dá para rotular esse ou aquele de gay só porque ele é ativo ou passivo.
Quando eu era um menino, já namorei uma travesti e isso não me fazia sentir gay. Sempre gostei de me relacionar com mulheres, figuras femininas. Portanto, para mim, falar que um homem que se relaciona com uma travesti é gay é o mesmo que anular a identidade de gênero da travesti, é chama-la de homem. E muitas travestis conseguem ser muito mais femininas que mulheres biológicas, mesmo com esse algo a mais. O pênis é só um detalhe na vida prática. 
No meu casamento, minha mulher costuma dizer que não me vê como homem ou mulher, embora me trate no feminino. Ela simplesmente vê a pessoa que ama. É por isso que penso que no fundo, a definição não é o mais importante”.


“Sou bissexual e isso é desde sempre, pois o que me move a gostar de uma pessoa é o que está por dentro dela e não a sua aparência física e sexo, que para mim sempre foi consequência. Sempre tive relações duradouras e que sou comprometida desde sempre. Hoje, sou casada pela segunda vez no cartório, tenho o consentimento de ambas as famílias.
Nunca tive relacionamento as escondidas, pois não aceito esse tipo de situação. Se a pessoa não se sente segura, que vá buscar segurança em outro lugar. O que muito me preocupa é no discurso de muitos homens machistas que afirmam que não teriam interesse em namorar uma trans pelo fato de ela não gerar filho. Mas eu pergunto: “E se a mulher fosse estéril?”.
 Mas também existem muitos homens esclarecidos e os mais novos, de 18 e 19 anos, que já são mais decididos e mais corajosos.  
O órgão sexual é um tabu muito desejado, pois o homem que procura uma trans tem o interesse principal em torno dele. O fato de ser ou não passivo não vai mudar a condição dele, que naquele momento é de homossexual. E o fato  de um homem ter uma relação homossexual não faz dele um gay, pois as identidades de gênero não correspondem nunca com o sexo, pois existem gays que se relacionam com pessoas do sexo oposto.
Ser gay vai além de se relacionar sexualmente com pessoa do mesmo sexo. Sou contra o termo de serheterossexual, pois é uma condição e você pode simplesmente “estar hétero” ou “estar homo”. O estar é o momento em que você está vivendo ou se relacionando com outra pessoa, seja ela do mesmo sexo ou não.  Na área da saúde trabalhamos muito com um público denominado HsH, que são homens que fazem sexo com outros homens, mas não são considerados gays.
Mas, para que não me aprofundas muito nesse estudo, sugiro que assista ao vídeo chamado “homossexualidade e ponto final”. 
Do Nlucon
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Reflexão e Desabafos: "não sou diferente de ninguém, faço parte da humanidade"

Já tive diversas vezes motivos para desacreditar, não sou diferente de ninguém, faço parte da humanidade.

Mas as dolorosas experiências me ensinaram a desejar sempre o meu próprio bem, mesmo quando um lado de mim resiste, dizendo que a sorte é para poucos.

Hoje eu tenho a prova real de que se eu mantiver minha fé, mesmo que seja pequenininha, se lá no meio dos escombros da alma houver uma luz, então Deus me dará muito mais do que eu pedi, Ele me dará o que eu preciso, na hora que eu estiver preparada, e que não será sorte, será bênção.

E que virão muitas outras situações para me testar, e por mais dilacerada que eu fique, eu sei que tenho forças pra acreditar que a primavera sempre voltará.

Não preciso perder a minha sensibilidade ao divino.
 
Boa noite meus amigos um beijo.

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Transexual afastada da Marinha briga na Justiça para voltar a trabalhar

A vontade de voltar a trabalhar tem sido uma busca constante da segundo-sargento da Marinha do Brasil, Bruna Benevides, de 38 anos. Em 2015, ela foi afastada depois de assumir que é uma mulher trans. No último dia 6, a Justiça Federal determinou que Bruna retome o trabalho e que o nome dos seus documentos na corporação seja retificado.
A sentença, proferida pela juíza federal Geraldine Pinto Vital de Castro, determinou ainda que a motivação de transexualidade seja afastada como doença que impedia o exercício de Bruna na Marinha. (saiba mais aqui e aqui)

A militar, que também é diretora da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), esteve nesta quinta (22) no Campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para participar do evento “Respeita as mina” que tratou sobre a violência de gênero.

  • Quando você percebeu que era uma mulher?
Isso vem desde quando eu era criança. Desde que eu me entendo por gente eu já sabia que eu não era um menino.
  • Como você se sentia?
Fui obrigada a me reprimir por questão de sobrevivência. Ou me reprimia ou vivia violências simbólicas e psicológicas. Para amenizar, tentei me enquadrar no padrão. Mas era tentar esconder o rabo de um pavão. Me vestia como um homem, mas eu não era um. Eu falo que era o oposto: me travestia de homem. Era na verdade um disfarce para amenizar a violência.
  • Sofria muito preconceito?
Direto. Era só repressão. Mas naquela época eu não entendia. Hoje lido de forma tranquila porque estou na militância. Passei a entender que não é uma coisa só comigo, é uma questão estrutural. Antes o discurso vinha disfarçado de amor. Diziam “vou te bater porque te amo e quero te consertar” ou “vou te colocar de castigo porque Deus te ama e ele quer te salvar”. Isso acontecia comigo e acontece com muita gente até hoje.
  • Você pensou em parar de estudar?
Não. Eu entendia que o único caminho era estudar. Eu sabia que se eu parasse, o que me restaria era sofrer um processo de marginalização que é imposto para a maioria das pessoas trans.
Como você decidiu entrar para a Marinha?
Sou de Fortaleza, no Ceará e vivia em uma família muito conservadora. Pensei em fazer a prova no Rio de Janeiro porque eu tinha o sonho de ter minha liberdade.
  • Como foi no início?
Passei no concurso quando eu tinha apenas 17 anos. Foi muito difícil. Quando cheguei no Rio comecei a viver uma vida dupla. Eu me travestia de homem para trabalhar. Fiquei nesse disfarce por uns 18 anos.
  • As pessoas na corporação desconfiavam?
Sim. Por mais que eu não verbalizasse nada, as pessoas percebiam. Eu sofri bullying, mas também recebi apoio. Só que chegou um momento que comecei a questionar o que estava fazendo com a minha vida. Decidi reivindicar meu lugar de mulher na sociedade sem me preocupar com o que iam pensar de mim.
Como foi depois de ter assumido que é trans?
Fui encaminhada a junta médica que me deu um laudo de incapacidade por transexualidade ser considerado um transtorno. Fui afastada temporariamente para me cuidar.
  • O que passou na sua cabeça?
Eu pensava que nada que eu falasse ia mudar. Hoje tenho um laudo médico dizendo que eu sou transexual. Sinto que sem esse laudo eu não existiria porque minha experiência de vida não é válida.
  • E como se inseriu no movimento social?
Foi nessa época que fui afastada temporariamente, de 2014 para 2015. No ano passado me deram um laudo definitivo de incapacidade para o trabalho na Marinha. Foi aí que procurei a Defensoria Pública e acionei a Justiça Federal.
  • Você tem algum medo?
Toda vez que vou ao banheiro, tenho miniataques cardíacos. Fico com receio de ser botada para fora, porque isso é uma realidade. Quando vou embarcar já fico com um frio na barriga por tantas vezes que tive que apresentar um documento com uma foto que não era eu mesma. Era super constrangedor.
  • O que te move nessa luta?
Luto pela sobrevivência daqueles que não tem a oportunidade que eu tive. Quando você vê os índices de morte e que a estimativa de vida das pessoas transexuais é de 35 anos, me sinto na obrigação de falar por essas pessoas.
  • Você voltou a trabalhar?
Ainda não. O processo está correndo em primeira instância. A luta não começou comigo. Antes de mim foram oito travestis e transexuais das Forças Armadas que lutaram pelo direito de trabalhar. O meu caso é o primeiro que consegue uma decisão favorável.

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Enfermeira é a primeira transexual a conseguir se registrar como mulher em Ouro Fino

Sabemos que a classe LGBT passa por muitas dificuldades no Brasil. A luta é diária para a conquista de sua liberdade e para o fim da violência, que infelizmente, ainda registra números lamentáveis.

Em Ouro Fino, Acácia do Nascimento, assim como a maioria da classe LGBT, tem lutado pelos seus direitos. A enfermeira é transexual desde os 20 anos de idade, e nos últimos dois anos tem batalhado para conseguir seu registro civil como mulher.

Porém, ela encontrou diversas barreiras durante a realização deste sonho. Mesmo com advogados qualificados cuidando do caso, Acácia não conseguia o tão sonhado registro civil. Mas, graças ao funcionário do cartório do Distrito de Crisólia, o Sr. Luiz Henrique dos Santos, enfim, ela conseguiu o registro.

No dia 08 de novembro, Acácio tirou seu novo RG, agora, no sexo feminino. Este é o primeiro caso de transexual que consegue alterar seu registro civil em Ouro Fino. Uma bela conquista para a classe LGBT de Ouro Fino, que poderão seguir o exemplo da enfermeira e buscar seus direitos como ser humano.

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Mato Grosso: Transexual que trabalhava como garota de programa é morta a tiros por cliente

Uma transexual foi assassinada a tiros na madrugada deste domingo (9) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima, Victória Landeiro, de 20 anos, trabalhava em um ponto de prostituição quando foi morta por um suposto cliente.
O crime ocorreu às 2h no Bairro Novo Horizonte, nos fundos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Uma testemunha relatou aos policiais que estava perto do local e ouviu o barulho de um disparo. Victória fazia programa nessa região e aguardava por clientes.
Depois de ouvir o disparo, a testemunha viu um carro, modelo Siena de cor prata, saindo do local. O mesmo carro parou perto e tentou contratar os programas da profissional.
Armado, ele teria se apresentado como agente da Polícia Federal. Victória teria recusado e foi baleada pelo suposto cliente.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e deu os primeiros socorros à vítima. Victória foi encaminhada ao Hospital Regional, onde morreu durante o atendimento.
A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi comunicada do crime e abriu um procedimento para investigá-lo. 

Do G1
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"Homem? Nem pensar! Eu gosto é de mulher", diz caminhoneira trans e lésbica


 Foi só após realizar a transição de gênero, em 2010, que a caminhoneira Fabiana Ferreira, 58, passou a ter a vida sexual ativa. Antes disso, quando ainda tinha o órgão sexual masculino e se chamava Hamilton, ela se considerava sem interesse por relações amorosas, tanto com homens quanto com mulheres.

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"Parece que antes [da operação] eu era uma pessoa neutra. Achava alguns homens bonitos e queria me parecer com uma mulher. Mas me envolver com homem? Nem pensar, cruz credo! Só para amizade e poucos. Eu gosto é de mulher", diz Fabiana, que afirma nunca ter transado com um homem e, hoje, se define como mulher trans lésbica.
"Toda vida parece que eu tinha vontade de ser feminina. Fiquei muito bem depois que fiz a cirurgia. Agora me sinto mais feliz."
O desejo por mulheres, no entanto, só apareceu de verdade depois de mais de um ano da cirurgia. "Quando operei, fiquei um ano e quatro meses sem fazer nada, sem ter prazer algum. Depois deste tempo, consegui transar com uma mulher. No dia, lembro que era quase 23h e liguei para a doutora que me operou, dizendo que eu tinha conseguido."
Antes de passar pela transição, Fabiana chegou a se envolver com uma mulher, com quem tem um filho, hoje com 28 anos. "Quando eu ainda era do sexo masculino, uma mulher invocou comigo. Ela tinha quatro filhos e largou do marido por minha causa." Os dois acabaram morando juntos. "Aí, por incrível que pareça e depois de muita insistência dela, tivemos um filho."   

A vida na estrada para uma mulher

Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), existem cerca de 180 mil mulheres habilitadas para dirigir caminhão no Brasil. Elas representam apenas 6,5% do total de motoristas de caminhão no país. Mas, apesar de ser uma profissão predominantemente masculina, Fabiana, que começou a dirigir carretas em 1986, garante que nunca se intimidou.
Divulgação
A caminhoneira Fabiana Ferreira Imagem: Divulgação
"Nunca dei moral para ninguém. Se eu desço em um ponto, pode ter 50, 60 pessoas, não olho na cara de ninguém, vou onde tenho que ir e falo com quem tenho que falar." Apesar de se comportar assim, ela não nega que exista preconceito --mais na forma de piadas. "Você tem que fazer de conta que não está vendo nada e vai levando a vida. Se for ligar para isso, você não vive. Você vegeta."
Além disso, Fabiana diz que acha muito bonito ver uma mulher dirigindo caminhão e nunca deixaria de fazer algo por causa da opinião dos outros. "Não é só o homem que tem direito de trabalhar [dirigindo]. A mulher também tem. Às vezes, a mulher até faz as coisas melhor do que o homem, mas eles não querem aceitar", acredita.
Fabiana, recentemente, se aposentou e já sente falta da estrada. "Eu gostava do que fazia, das amizades que a gente faz viajando e da liberdade. Caminhão é um vício. Agora que estou sem trabalhar, fico com a cabeça estressada." Para não ficar parada, ela planeja abrir sua própria transportadora.

"O que mais admiro na Fabiana é sua liberdade"

A história de Fabiana virou um documentário, que foi exibido, recentemente, na 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival Mix Brasil, também realizado em São Paulo e dedicado à produção audiovisual LGBT.
A diretora do documentário, Brunna Laboissière, conheceu Fabiana ao pedir carona para ela. "Já viajei muito de carona e gosto de ouvir as histórias dos motoristas. Em geral, sempre eram caminhoneiros homens, mas, uma vez, indo para Goiânia, conheci a Fabiana. Viajamos por dois dias", lembra Brunna.
Divulgação
Imagem: Divulgação
"Na hora, não me liguei que ela era uma mulher trans. Muitos amigos dela nem desconfiam que ela é trans. A Fabiana não fica falando muito sobre isso."
Brunna conta até que, em uma das exibições do filme, perguntou para Fabiana se poderia convidar uma das colegas evangélicas da caminhoneira. A mulher nem imaginava que ela era uma mulher trans e lésbica.
Questionada sobre o que aprendeu com Fabiana, ao longo das filmagens, diz: "O jeito que ela leva a vida é tremendo, apesar de todas as dificuldades que tem. Ela também tem uma intuição muito forte e segue seu coração. Fabiana é pura liberdade. Ela não deixou o mundo e a sociedade sabotarem quem ela verdadeiramente é."
A previsão é de que o documentário "Fabiana" chegue às salas do cinema nacional no primeiro semestre de 2019.


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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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