Uma Crossdresser Gordinha Complicada e Imperfeita

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Após críticas, Nego do Borel pede desculpas por chamar mulher transexual de "homem gato"

 Um elogio dado a um ídolo retornou em piada considerada preconceituosa. Ao chamar o cantor Nego do Borel de "gato" no último sábado (12), a transexual Luísa Marilac foi chamada de "homem" pelo funkeiro — como ela é mulher trans, isso pode ser entendido como um xingamento transfóbico. 
Youtuber que ficou famosa com o vídeo em que usa a expressão "bons drinques", que agora virou bordão, Luísa Marilac fez o elogio em uma foto que Nego do Borel publicou no Instagram. "Cada diz que passa você está mais gato, homem", escreveu Luísa. O primeiro comentário de Nego do Borel foi uma série de emoticons dando risada. Depois, respondeu com a seguinte consideração: "Você é um homem gato também, parabéns, deve estar cheio de gatas", escreveu o cantor. 

Nego do Borel foi criticado nas redes sociais. Houve quem relacionou o fato com o clipe de Me Solta, em que ele aparece vestido de mulher e chega a dar um beijo na boca de um homem. "Na hora de se vestir de mulher e beijar homem para ganhar dinheiro tava bom, né?", escreveu um seguidor.  "Ele não é obrigado a gostar. Mas é obrigado a respeitar. E como um cara "pra frentex" que ele diz ser, foi uma tirada de máscara que ele deu. Se mostrou um verdadeiro transfóbico" escreveu outro. 
Com a repercussão negativa dos comentários nas redes sociais, o funkeiro acabou se retratando. Também no Instagram, gravou um vídeo pedindo desculpa a Luísa. Disse que, na comunidade de onde ele veio, as pessoas costumam fazer brincadeiras que podem machucar. 
— A nossa brincadeira é um pouquinho grossa e a gente acaba machucando as pessoas. Às vezes eu machuco as pessoas sem querer. Luísa, quero te pedir desculpa do fundo do meu coração, me perdoa pelo que aconteceu, pelo meu comentário — pediu Nego do Borel.
Luísa gravou um vídeo em seu canal do YouTube nesta segunda-feira (14) em que admite que ficou chocada com a postura do ídolo. 
— Fiquei sem chão. Sem saber o que falar. Sabe quando você sente aquele frio horroroso no estômago, que você sente uma coisa na garganta, que não se expressar, não consegue chorar? Passei o dia assim. É uma pessoa que tenho consideração, que eu gosto, e ele ter me respondido daquela forma tão transfóbica me fez mal. Estou acostumada com isso porque passo isso na rua o dia todo.

Do Click RBS 

 




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Mamma Bruschetta pede desculpas após ser acusada de transfobia

A apresentadora Mamma Bruschetta pediu desculpas ao vivo no Fofocalizando desta terça-feira, 15, para Luisa Marilac, após ser acusada de transfobia por tê-la chamado de "homem" no programa de segunda-feira.
Luisa chamou atenção nesta semana após se envolver em uma polêmica com o cantor Nego do Borel. Em uma foto, ela comentou: "Cada dia que passa você está mais gato, homem."
Na sequência, Nego respondeu: "Você é um homem gato também, parabéns. Deve estar cheio de gatas, né?". Luisa se disse "perplexa" e "passada" com a resposta: "Onde é que você está vendo um homem aqui?"
Ao comentar o caso no programa de segunda-feira, 14, Mamma Bruschetta deu indícios de que imaginaria a repercussão que sua fala poderia render: "Vou dizer uma coisa. É capaz que eu receba até umas pedradas por aí..."
"Escuta, mas pelo que aconteceu, é muita reclamação pra nada. O que o menino fez? Não fez nada. Ele que foi fazer uma brincadeira... Brincadeira não, que não deixa de tá falando a verdade, porque, afinal de contas, a Luisa Marilac é homem também."
Leão Lobo, então, interferiu na fala de Mamma: "Mas acho que ela falou uma coisa muito séria: 'Se coloque no lugar do outro'. Porque isso ofende muito a quem é trans". "Mas ofender o que?", rebateu a apresentadora.
Nos stories de seu Instagram, Luisa ficou revoltada com a situação: "Ah, é homem? Você vai ter que falar isso pro meu advogado, Mamma Bruschetta. Hoje eu sou mulher documentada. Eu vou lhe processar. É uma 'bobagem' e você vai tomar processo."
"Vou processar a Mamma Bruschetta! Avisem ela lá, gente, pra ela se preparar. A Mamma Bruschetta vai tomar um processo no 'toba' pra ela aprender a me respeitar. Eu não processei o Borel, mas ela eu vou processar."
"A Mamma Bruschetta teve a coragem, a audácia de falar que o Nego do Borel não estava errado, que eu realmente sou um homem. Mamma, prepara porque eu vou te processar! "Eu hoje sou do sexo feminino no documento, meu nome é Luisa Marilac da Silva, mulher, e achei um absurdo aquilo. Ela tem que aprender a respeitar o gênero", concluiu.
Em entrevista ao TV Fama, Luisa contou acreditar que haja uma intenção ruim por parte da apresentadora.
"A Mamma Bruschetta é uma pessoa muito inteligente, então acho que aquilo que ela falou foi na maldade. Senti uma maldade nela, que às vezes eu não sentiria no Borel, mas eu senti nela. Eu não processei o Borel, mas ela eu vou processar."
Durante o Fofocalizando desta terça-feira, 15, Mamma se desculpou pelos comentários feitos no programa anterior, reconhecendo que Luisa é "uma mulher oficialmente pelos documentos."
"Cometi a indelicadeza de chamá-lo... chamá-la de 'homem'. Peço desculpas a quem ficar ofendido."
Luisa deu sinais de que não vai voltar atrás em sua intenção de processar a apresentadora. "Agora fala com minha advogada", escreveu ao publicar um trecho do momento de desculpas de Mamma Bruschetta em seus stories.
Luisa Marilac ficou conhecida em 2011, quando um vídeo em que aparece em uma piscina e fala a frase: "E teve boatos que eu ainda estava na pior. Se isso é tá na pior... p***, o que quer dizer tá bem, né?"


 
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Solongo Batsukh, uma miss transexual que rompe tabus na Mongólia


Solongo Batsukh, uma midiática miss transexual, sempre se apresenta elegante e enfrenta o inverno glacial na Mongólia com um delicado vestido preto debaixo de um casaco em tom pastel.
"Não quero parecer um muffin", diz, em um de seus vídeos no Facebook, esta jovem de 25 anos, enquanto se dirige ao salão de beleza onde trabalha como agente publicitária.
Graças a esta sinceridade e autoestima, Solongo decidiu se apresentar em outubro à primeira competição organizada em seu país para escolher a candidata da Mongólia ao concurso Miss Universo, que foi celebrado no último dia 17 na Tailândia.
A filipina Catriona Gray foi a vencedora da edição deste ano do concurso, celebrado em Bangcoc.
Embora não tenha conseguido representar seu país na competição, Solongo Batsukh virou um símbolo em seu país, muito conservador.
Se tivesse vencido a seletiva, teria competido em Bangcoc ao lado da espanhola Ángela Ponce, a primeira candidata transexual da história do Miss Universo.
"Queria inspirar o maior número de mulheres possível", disse Solongo em entrevista à AFP. "Estou muito orgulhosa por ter tido a oportunidade de competir. A Solongo que criei é uma verdadeira vencedora no meu coração", acrescentou.
No entanto, sua participação no concurso de beleza gerou grande polêmica na Mongólia.
"O mundo teria uma imagem negativa do nosso país se um homem nos representasse, tendo milhares de mulheres magníficas", escreveu um leitor na página do Facebook da Miss Universo Mongólia.
- 'Não devemos nos esconder' -
Estas críticas, no entanto, não intimidaram Solongo, que nasceu em um corpo de menino em Bilguun, na província semidesértica de Dundgovi, no centro da Mongólia.
Quando trabalhava para a associação "Juventude pela Saúde", que dá orientação sexual a pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), se deu conta de que na realidade era uma mulher presa no corpo de um homem.
Então, começou a usar perucas e vestidos e iniciou um tratamento hormonal.
É das poucas pessoas que afirmam abertamente sua transexualidade na Mongólia, onde 80% das pessoas LGBT preferem omitir sua verdadeira orientação sexual, segundo um estudo da ONU.
"É muito difícil para os transexuais encontrarem trabalho", lamenta Baldangombo Altangerel, encarregado do centro LGBT.
No ano passado, foi divulgado nas redes sociais o vídeo de uma pessoa transexual vítima de agressões físicas, o que evidenciou a difícil situação das pessoas LGBT neste país asiático de 3 milhões de habitantes.
Solongo tenta agora aproveitar a fama para combater esses preconceitos. Tanto nas redes sociais quanto na TV, explica que ser transexual não resulta de uma doença mental, nem significa prostituir-se.
Solongo trabalha como maquiadora, viaja muito frequentemente e ficou famosa em seu país após ter terminado na décima posição um concurso de beleza transexual na Tailândia.
"Se continuarmos nos escondendo, a sociedade continuará nos odiando. Não nos conhece", defende.
- Um exemplo -
No entanto, Solongo também se mostra crítica à comunidade transexual por lamentar demais e não fazer esforços suficientes para ser reconhecida.
"Ao invés de dizer, 'somos seres humanos como os demais', temos que demonstrá-lo através dos nossos próprios atos. Mostrar às outras pessoas que ganhamos a vida como todo mundo".
Solongo, cuja página do Facebook tem 120.000 seguidores, incentivará um programa no qual participarão cinco mulheres que queiram ter uma nova imagem. Ela as ajudará a perder peso, a mudar o penteado ou como se maquiar.
"Seus objetivos e sua paciência são inspiradores", afirma Sarangoo Sukhbaatar, de 25 anos, uma das cinco mulheres pré-selecionadas. "Se um homem pode ser tão bonito quanto ela, as mulheres podem ser ainda mais belas", afirma Sukhbaatar.
Do EM




 
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Suspeito de matar transexual também é investigado por estupro de adolescente

Uma adolescente de 16 anos procurou a polícia após ser sequestrada e estuprada dentro de um carro, no topo de um morro, localizado na cidade de Camapuã. O suspeito do crime seria um jovem de 19 anos, o mesmo que estrangulou e matou uma transexual no dia 20 de dezembro do ano passado, na mesma cidade.
De acordo com a polícia, a adolescente só decidiu falar, porque o suspeito está preso desde o último dia 22 pela a morte da transexual, com quem ele manteve um relacionamento de pelo menos 6 meses. A polícia atestou que o perfil do jovem é de psicopatia. 
Conforme a jovem, na noite do crime, ela estava em uma conveniência na cidade, onde o suspeito também estava. Em depoimento a menina disse que o homem a “observava o tempo todo”. 
Por volta da 0h, a vítima foi ao banheiro, mas, a fila estava grande, então ela decidiu ir até uma praça da cidade, a três quadras do local, para usar o sanitário.
Ainda segundo o depoimento, a menina foi abordada pelo suspeito quando chegava ao banheiro, e após ser atingida com um golpe de ‘mata-leão’ foi jogada dentro do carro e levada até um morro da cidade , distante a dois quilômetros da região central.
Ela foi estuprada por cerca de 20 minutos, no banco da frente do veículo, enforcada e ameaçada de morte, mas, conseguiu fugir após dar uma cotovelada na barriga do suspeito, abrir a porta do carro e se jogar morro abaixo.
A polícia informou que a adolescente ficou bastante ferida na queda. Depois de bater em uma cerca de arame farpado, ela teria caminhado por um trecho de 800 metros até conseguir pedir ajuda em uma casa. O casal na residência teria acionado o pai adolescente. 
Na delegacia o pai da jovem informou que a filha chegou em casa de madrugada “toda ensaguentada”. Ela disse que tinha sido estuprada pelo suspeito e também contou que ele teria tentado matá-la. Pai e filha decidiram não procurar a polícia no momento porque estavam com medo das ameaças feitas pelo rapaz. Uma terceira mulher também teria sido vítima do suspeito. 
De acordo a investigação, a jovem será submetida a exames da perícia médica legal, em Coxim (MS), onde fica o Instituto Médico Legal (IML), que atende a região de Camapuã. A adolescente será encaminhada para o Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Droga (Caps), onde fará um acompanhamento psicossocial.
OUTRO CASO 
Uma transexual de 29 anos foi encontrada morta por estrangulamento no dia 20 de dezembro, em Camapuã. O assassino de Marcinha Rodrigues, que na época tinha 18 anos, se entregou à polícia, alegando estar arrependido. O crime teria sido motivado pela recusa dele em ter relações sexuais com a vítima.
Segundo a polícia, o suspeito contou estar bebendo cerveja com a vítima e amigos quando, por volta das 3h, Marcinha pediu carona a ele, que estava de bicicleta. Durante o trajeto, Marcinha teria lhe aliciado, provocando a reação violenta.

O jovem contou os detalhes: deu o golpe conhecido como 'mata-leão', apagou a vítima e, com ela caída ao chão, forçou o joelho em sua garganta, matando-a asfixiada. Mesma ação tentada para matar a menor. 
A denúncia será anexada as investigações, e o jovem deve responder por homicídio qualificado, sequestro e estupro.  

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RENOSP: Policiais LGBTs brasileiros criam rede de apoio no Instagram

Quem acha que profissional LGBT é só um ou dois na corporação da polícia, bombeiros, aeronáutica marinha, exército, ou qualquer outra instituição de segurança pública, muito se engana.
Um grupo de profissionais de segurança pública brasileiros forma a rede RENOSP (Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública), que em seu Instagram já conta com milhares de seguidores. Eles publicam diariamente posts mostrando profissionais LGBTs da área. Pessoas corajosas que acreditam na luta contra o preconceito e ignorância predominante nestas instituições e na sociedade como um todo.
A proposta existe há alguns anos, mas ganhou força desde a semana passada, quando veio a tona a história do PM Leandro Prior, que teve um inferno feito da sua vida após covardemente e anonimamente, alguém tê-lo gravado se despedindo com um simples selinho em outro homem no metrô de São Paulo.
Em um vídeo lançado semana passada, mostramos muitos policiais heterossexuais que fizeram muito além e sem jamais sofrer penalidades:



Por todas as redes sociais, foram muitos os comentários odiosos e até ameaças de morte de dentro da própria corporação da Polícia Militar, como foi o caso do PM Renato Nóbile, que feriu o juramento de honrar a vida – da própria Polícia Militar – ao ameaçar Leandro de morte (na pedrada ainda!).
Mas felizmente, há males que vem pra bem. Por outro lado, apareceram profissionais de dentro dessas mesmas corporações manifestando total apoio ao Leandro. Uma atitude corajosa, uma vez que a maioria dos profissionais LGBTs destes segmentos não se assume e vive uma vida acuada em seus armários pelo medo de todo preconceito que sabem que enfrentariam na profissão.
Inspirados na coragem destes, existe a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ RENOSP.  Como diz a bio do Instagram, é um grupo de pessoas em combate a homofobia, lesbofobia e transfobia dentro da Instituições de Segurança Pública. Todos podem seguir e pode fazer parte e mandar sua foto demonstrando apoio, todo profissional de segurança LGBT.
Pra quem acha que isso é novidade, o Brasil – pra variar – está atrasado. Na Europa, por exemplo, já existe desde 2004 uma Associação de Policiais LGBTs que integra profissionais de todos os países do continente e dá apoio a estes e apura casos preconceito nas corporações, por lá algo cada vez mais raro, diga-se de passagem.
Você pode seguir o Instagram do RENOSPLGBT aqui. Estamos juntos e precisamos nos APOIAR pra mostrar ao poder público que EXISTIMOS e merecemos dignidade e respeito em todas as esferas da sociedade.
Seguindo o perfil, você fica ligado nas atualizações, fotos e stories postados diariamente. Por lá, pode-se ver textos e fotos inspiradores de muitos profissionais LGBTs, todos com muita coragem e vontade de mudar o mundo para melhor.
Pelo fim do machismo e homofobia nestas corporações, que sinceramente, deveriam ter como prioridade acabar com tanto preconceito interno, uma vez que servem, acima de tudo, para garantir o bem estar e segurança de TODAS as pessoas.

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Homofobia e Transfobia agora são crimes com pena de 3 anos de prisão na Suíça

A Suíca acaba de aprovar uma lei criminalizando homofobia e transfobia. Se trata de um ato inédito considerando criminalizar este tipo de discriminação com uma pena severa de até 3 anos de detenção para os infratores.
Um dos responsáveis pela aprovação da lei, o Mathias Reynard, postou em seu Twitter: “Um grande passo para os direitos humanos!”.
Falando ao Shortlist, ele comemorou a nova medida explicando sua importância muito além da Suíça: “A decisão do parlamento da Suíça é uma ótima notícia porque manda uma mensagem ao mundo de que homofobia não é opinião, como o racismo. É uma violação.”
Sobre a justiça sueca, ele ainda disse: “Trabalhando com leis, percebia que estes casos de ódio eram tratados de maneira muito leve pela justiça. Já tive amigos próximos que sofreram homofobia e transfobia e pouco foi feito a respeito.”
Vale lembrar que, ainda que avançada na questão de se criminalizar o preconceito, a Suíça ainda está bem atrasada em questões com casamento homoafetivo e adoção por casais homossexuais, que ainda não são garantias legais em seu território.


Do Poe na roda
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Reflexão e Desabafos: "não sou diferente de ninguém, faço parte da humanidade"

Já tive diversas vezes motivos para desacreditar, não sou diferente de ninguém, faço parte da humanidade.

Mas as dolorosas experiências me ensinaram a desejar sempre o meu próprio bem, mesmo quando um lado de mim resiste, dizendo que a sorte é para poucos.

Hoje eu tenho a prova real de que se eu mantiver minha fé, mesmo que seja pequenininha, se lá no meio dos escombros da alma houver uma luz, então Deus me dará muito mais do que eu pedi, Ele me dará o que eu preciso, na hora que eu estiver preparada, e que não será sorte, será bênção.

E que virão muitas outras situações para me testar, e por mais dilacerada que eu fique, eu sei que tenho forças pra acreditar que a primavera sempre voltará.

Não preciso perder a minha sensibilidade ao divino.
 
Boa noite meus amigos um beijo.

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Transexual afastada da Marinha briga na Justiça para voltar a trabalhar

A vontade de voltar a trabalhar tem sido uma busca constante da segundo-sargento da Marinha do Brasil, Bruna Benevides, de 38 anos. Em 2015, ela foi afastada depois de assumir que é uma mulher trans. No último dia 6, a Justiça Federal determinou que Bruna retome o trabalho e que o nome dos seus documentos na corporação seja retificado.
A sentença, proferida pela juíza federal Geraldine Pinto Vital de Castro, determinou ainda que a motivação de transexualidade seja afastada como doença que impedia o exercício de Bruna na Marinha. (saiba mais aqui e aqui)

A militar, que também é diretora da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), esteve nesta quinta (22) no Campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para participar do evento “Respeita as mina” que tratou sobre a violência de gênero.

  • Quando você percebeu que era uma mulher?
Isso vem desde quando eu era criança. Desde que eu me entendo por gente eu já sabia que eu não era um menino.
  • Como você se sentia?
Fui obrigada a me reprimir por questão de sobrevivência. Ou me reprimia ou vivia violências simbólicas e psicológicas. Para amenizar, tentei me enquadrar no padrão. Mas era tentar esconder o rabo de um pavão. Me vestia como um homem, mas eu não era um. Eu falo que era o oposto: me travestia de homem. Era na verdade um disfarce para amenizar a violência.
  • Sofria muito preconceito?
Direto. Era só repressão. Mas naquela época eu não entendia. Hoje lido de forma tranquila porque estou na militância. Passei a entender que não é uma coisa só comigo, é uma questão estrutural. Antes o discurso vinha disfarçado de amor. Diziam “vou te bater porque te amo e quero te consertar” ou “vou te colocar de castigo porque Deus te ama e ele quer te salvar”. Isso acontecia comigo e acontece com muita gente até hoje.
  • Você pensou em parar de estudar?
Não. Eu entendia que o único caminho era estudar. Eu sabia que se eu parasse, o que me restaria era sofrer um processo de marginalização que é imposto para a maioria das pessoas trans.
Como você decidiu entrar para a Marinha?
Sou de Fortaleza, no Ceará e vivia em uma família muito conservadora. Pensei em fazer a prova no Rio de Janeiro porque eu tinha o sonho de ter minha liberdade.
  • Como foi no início?
Passei no concurso quando eu tinha apenas 17 anos. Foi muito difícil. Quando cheguei no Rio comecei a viver uma vida dupla. Eu me travestia de homem para trabalhar. Fiquei nesse disfarce por uns 18 anos.
  • As pessoas na corporação desconfiavam?
Sim. Por mais que eu não verbalizasse nada, as pessoas percebiam. Eu sofri bullying, mas também recebi apoio. Só que chegou um momento que comecei a questionar o que estava fazendo com a minha vida. Decidi reivindicar meu lugar de mulher na sociedade sem me preocupar com o que iam pensar de mim.
Como foi depois de ter assumido que é trans?
Fui encaminhada a junta médica que me deu um laudo de incapacidade por transexualidade ser considerado um transtorno. Fui afastada temporariamente para me cuidar.
  • O que passou na sua cabeça?
Eu pensava que nada que eu falasse ia mudar. Hoje tenho um laudo médico dizendo que eu sou transexual. Sinto que sem esse laudo eu não existiria porque minha experiência de vida não é válida.
  • E como se inseriu no movimento social?
Foi nessa época que fui afastada temporariamente, de 2014 para 2015. No ano passado me deram um laudo definitivo de incapacidade para o trabalho na Marinha. Foi aí que procurei a Defensoria Pública e acionei a Justiça Federal.
  • Você tem algum medo?
Toda vez que vou ao banheiro, tenho miniataques cardíacos. Fico com receio de ser botada para fora, porque isso é uma realidade. Quando vou embarcar já fico com um frio na barriga por tantas vezes que tive que apresentar um documento com uma foto que não era eu mesma. Era super constrangedor.
  • O que te move nessa luta?
Luto pela sobrevivência daqueles que não tem a oportunidade que eu tive. Quando você vê os índices de morte e que a estimativa de vida das pessoas transexuais é de 35 anos, me sinto na obrigação de falar por essas pessoas.
  • Você voltou a trabalhar?
Ainda não. O processo está correndo em primeira instância. A luta não começou comigo. Antes de mim foram oito travestis e transexuais das Forças Armadas que lutaram pelo direito de trabalhar. O meu caso é o primeiro que consegue uma decisão favorável.

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Mato Grosso: Transexual que trabalhava como garota de programa é morta a tiros por cliente

Uma transexual foi assassinada a tiros na madrugada deste domingo (9) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, a vítima, Victória Landeiro, de 20 anos, trabalhava em um ponto de prostituição quando foi morta por um suposto cliente.
O crime ocorreu às 2h no Bairro Novo Horizonte, nos fundos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Uma testemunha relatou aos policiais que estava perto do local e ouviu o barulho de um disparo. Victória fazia programa nessa região e aguardava por clientes.
Depois de ouvir o disparo, a testemunha viu um carro, modelo Siena de cor prata, saindo do local. O mesmo carro parou perto e tentou contratar os programas da profissional.
Armado, ele teria se apresentado como agente da Polícia Federal. Victória teria recusado e foi baleada pelo suposto cliente.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e deu os primeiros socorros à vítima. Victória foi encaminhada ao Hospital Regional, onde morreu durante o atendimento.
A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi comunicada do crime e abriu um procedimento para investigá-lo. 

Do G1
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Reflexão e Desabafos: Uma condição básica para ser crossdresser





Eu não vou descrever porque vocês vivem isso na pele e sabem que não é fácil ser crossdresser. Ninguém gosta de nós.

No cinema, na televisão e na literatura o crossdressing masculino invariavelmente é retratado de modo desajeitado, ora como tragédia, ora como farsa. Somos mostradas sempre ou como o elemento periférico e destoante da sociedade “normal” e que, portanto tem que ser afastado do convívio com os demais (Vestida para Matar, Brian di Palma, 1980; O Silêncio dos Inocentes, Honathan Demme, 1991) ou como palhaços, fazendo todo mundo rir das nossas trapalhadas como mulher (A Noiva Era Ele, de Howards Hawks, 1949 ou Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, 1959).

O único momento cinematográfico em que o crossdressing masculino é levado a sério é na forma drag, dentro do contexto gay. Entretanto, essas histórias tipicamente focalizam mais a vida e as vicissitudes de homens gays, com o crossdressing (drag) fazendo um papel de apoio secundário (Priscila, a Rainha do Deserto, de Stephan Elliot, 1994 ou Para Wong Foo, Obrigada por Tudo, Julie Newmar, de Beeban Kedron, 1995)

Para ajuda-las a compreender o meu ponto de vista, tentem imaginar Hollywood fazendo um filme, estrelado por três astros do momento, com o enredo girando em torno de três crossdressers heterossexuais dirigindo de Nova York para um evento em Atlanta e cujo carro quebra em algum pequeno vilarejo ao longo do trajeto. Poupe o seu fôlego...

Sempre que homens heterossexuais se travestem em filmes isso acontece em nome da farsa, da comédia, da palhaçada. Outro dia eu estava olhando títulos na banca de saldos da minha loja local da Barnes & Noble e encontrei um pequeno livro sobre drags no cinema. O livro era muito interessante: se você o folheasse de um jeito, leria sobre homens se vestindo de mulheres nos filmes. Se você o virasse de ponta a cabeça e folheasse de trás para a frente leria a respeito de mulheres se vestindo de homens nos filmes. As duas partes se encontravam no meio do livro.

Em todos os exemplos do livro, as mulheres que se vestiram de homens no cinema encarnaram personagens marcantes, com problemas reais que só puderam ser resolvidos quando elas assumiram a identidade (e o status) de homem. Mesmo quando o filme era uma comédia, as mulheres travestidas de homens não eram, em nenhum aspecto, apresentadas de maneira burlesca ou cômica.

Homens vestidos de mulheres? Jerry Lewis, Os Irmãos Marx, Lou Costello, Tony Curtis, Jack Lemon, Cary Grant. No caso desses personagens, o uso de vestuário feminino é sempre feito no contexto de situações embaraçosas, becos-sem-saída em que até mesmo o “ato desonroso” de vestir-se de mulher passa a ser aceito. Para o público, não era de maneira alguma a opção mais desejável, mas era o único jeito. E isso faz com que a situação dos protagonistas apareça como hilária.

A ficção literária não faz muito melhor. No livro de Tama Janowitz "The Male Crossdresser's Support Group" (O grupo de suporte do Crossdresser Masculino), o personagem principal, uma mulher marginalizada trabalhando para uma Agência de Acompanhantes em Nova York finalmente “estoura” em sua profissão quando ela revela que na verdade é um homem.

A maioria das pessoas nunca vai encontrar nem será apresentada a um crossdresser. Podem até conhecer gente que é crossdresser, mas elas nunca saberão que eles são. Tudo que a maioria das pessoas sabe a respeito de crossdressing chegou a elas não apenas em segunda mão, mas também de modo altamente deturpado e preconceituoso. Definitivamente, nenhum crossdresser pode culpar as pessoas por terem uma concepção tão errada do que é crossdressing.

Mas e o que dizer a respeito da comunidade gay? Posso afirmar que nos meios gays não existe aceitação ampla e irrestrita dos crossdressers. Ao contrário do pensamento das massas, orientação sexual não está inerentemente conectada com gênero, assim como a imagem do homossexual afeminado é apenas um estereótipo.

Ainda que mais e mais organizações de gays e lésbicas estejam adotando políticas de inclusão dos chamados “transgêneros”, eu ainda não acredito que, ao nível de política de relacionamento pessoal, um gay ou uma lésbica sejam particularmente inclinados a aceitar um crossdresser.
Muitos crossdresser pensam que suas saídas estão limitadas aos bares e boates gays das suas comunidades. Eu tenho freqüentado bares nos últimos 25 anos, até mesmo trabalhado na porta de um ou dois. Nos bares, as pessoas não têm o mesmo tipo de comportamento que costumam ter no trabalho ou em casa. Você está tão propenso a encontrar problemas num bar gay como num bar hétero.

Finalmente chegamos à nossa própria pequena comunidade crossdresser, e cara, nossa casa é uma bagunça!

Recentemente o Transgender Fórum colocou a seguinte questão para os seus participantes: “O que mais incomoda você na comunidade transgênera?”

Esmagadoramente, a maior concentração de respostas foi a respeito das suspeitas, disputas e rixas entre crossdressers, travestis e transexuais. O “cisma” existente dentro da comunidade transgênera foi de longe a queixa número um.

Eu tenho podido comprovar isso na própria cidade onde eu moro. Aqui há duas filias de organizações de apoio aos crossdressers. Uma é a Tri-Ess; outra é a auto-denominada “grupo aberto” (Open Group). A freqüência a ambos os grupos é muito baixa, algumas vezes não passa de 4 ou 5 participantes em cada reunião, que é semanal. Novas afiliações estão estagnadas, com o número de novos membros a cada ano ficando igual ou inferior ao número de desligamentos por falta de renovação ou simples desaparecimento.

Embora a política de filiação do Tri-Ess seja mais rígida, a maioria dos afiliados pertencem a ambas as agremiações. A participação de S/Os é praticamente nula.

Eu queria ter ganho um dólar para cada vez que ouvi a frase “ser apenas um crossdresser” ao longo dos últimos dois anos. Vinda de um crossdresser, soa como uma apologia ao gênero. Dita por transexuais, um rebaixamento. Quantas vezes eu ouvi de alguém que começou recentemente a tomar hormônios coisas do tipo “e pensar que há um ano atrás eu era apenas uma crossdresser!”. Você pode imaginar o general Colin Powell se dirigindo a algum negro desempregado da periferia de uma cidade grande dizendo, todo sorridente e feliz, “e pensar que há 40 anos atrás eu era apenas um favelado!”

Eu já ouvi transexuais dizerem que não saem em público com travestis porque elas sempre poderão ser mais facilmente identificadas por estarem perto deles. Por dedução, pode-se concluir que é ainda mais difícil “passar” se estiverem em companhia de crossdressers... Bem, pelo menos transexuais e travestis têm algo em comum conosco: todos nós desejamos “passar”. Deveríamos pensar nisso, antes de nos encastelarmos em esquinas opostas.

Eu não sou nenhum paradigma de feminilidade (seja lá o que for que isto signifique), mas eu sempre me saí muito bem em público. E já fui a restaurantes e lojas com algumas transexuais realmente muito feias e desajeitadas, em função das quais eu recebi um monte de olhares e risinhos maliciosos que me doeram pra burro e deixaram minhas bochechas vermelhas, não de “blush”, mas de raiva. Mas eu tornaria a fazer isso de novo, com prazer.

O mundo hétero não gosta de nós, nós não temos nenhuma serventia para a comunidade gay e mesmo a nossa própria comunidade transgênera gostaria de se livrar de nós. Estranho, considerando que, como pessoas, crossdressers são esposos, pais, empregados, empregadores, profissionais liberais e proprietários de negócios. Cuidamos das nossas famílias, fazemos o nosso trabalho, estamos atentos à educação das nossas crianças, participamos da vida das nossas comunidades, enfim, cuidamos de nós mesmos e não aborrecemos ninguém.

Não fazemos nada que nos torne algum tipo de persona non grata dentro das nossas comunidades. Ah! Eu quase me esqueci: - a gente é crossdresser...

Bem, aqui estou eu, uma página e meia de um artigo intitulado “uma condição básica para ser crossdresser” e nem comecei a responder a questão. Como tem sido o caso de muitos outros tópicos da minha vida, este tema também ganhou um novo enfoque a partir do exercício do meu papel de pai com a minha filha de nove anos.


Nos próximos anos, a vida dessa garota vai ser virada de ponta a cabeça e, na faixa dos 12 ou 13 anos, ela terá de tomar decisões a respeito de fazer sexo, usar drogas, beber, fumar, o que fazer do seu futuro. A maior parte do tempo ela estará em companhia de pessoas que estarão passando pelo mesmo redemoinho existencial, se deparando com os mesmos problemas, ameaças, oportunidades e desafios. Será que ela pode procurar algum tipo de ajuda e aconselhamento entre seus pares? De jeito nenhum!

Como adolescente, ela desejará pertencer ao grupo, simplesmente pelo fato de pertencer ao grupo. Volta e meia, ela terá que decidir se deve se comportar como todo mundo ao seu redor, ou comportar-se da maneira que ela acha mais correta. Como é que ela tomará essa decisão? O que neste mundo poderá prevenir que uma garotinha seja apanhada nas armadilhas e seduções de uma infinidade de mensagens verbais e não verbais que ela recebe diariamente do seu grupo?

A resposta é: uma pequena voz dentro da sua cabeça. Uma voz que a chama, tentando conduzi-la para um lugar seguro dentro dela mesma, onde a sua individualidade possa desabrochar e crescer de maneira segura, calma e auto-sustentada. Onde ela possa viver com ela mesma, do jeito que ela acha que deve ser.

Um amigo meu, muito sábio, que também é crossdresser, chamou-me a atenção para algo contido na nossa linguagem. Nós sempre pensamos nos seres humanos como tendo cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato, embora nós usemos frases como “senso de humor” e “senso de direção”. Ainda que eles sejam sentidos, certamente não podem ser estudados cientificamente, como os cinco sentidos anteriores. Assim, obviamente, a ciência médica não os reconhece. O que dizer, então, a respeito do “sentido de si mesmo”?

Será que você tem um sentido de si mesmo quando deixa outras pessoas dizerem a você quem você é, o que você é, o que você deve pensar, como você deve se sentir? Você pode distinguir entre idéias originais e pensamentos que surgem de dentro de você mesmo e que refletem a atividade do seu “self” ou você permite que de alguma forma as idéias e as palavras de outras pessoas se transformem nas suas próprias?

Um forte sentido de si mesmo torna-se indispensável quando percorremos um caminho como o nosso, que a maioria à nossa volta considera inadequado, desonroso e impopular.

Um forte senso de si mesmo é absolutamente essencial quando participamos de um grupo ou organização que prescreve regras muito rígidas de como seus membros devem ser e agir. A pressão para se conformar a essas regras e condições choca diretamente com nossa noção do que somos como indivíduos.

Geralmente falamos de alienação no sentido relacional ou seja, no sentido de estar distanciado de outras pessoas, fatos ou eventos. Porém, a mais devastadora forma de alienação é o distanciamento de si mesmo, a perda do “self” individual e sua substituição por um “corpo coletivo”, ou seja, os padrões de comportamento do grupo.

Como uma garotinha adolescente, nós crossdressers estamos permanentemente sendo ora ameaçados, ora seduzidos pelo ambiente à nossa volta. As mensagens são claras e consistentes. Para todo lado que a gente olhe, as pessoas e as circunstâncias estão sempre nos dizendo que nós estamos errados. Para muitos, começa dentro da própria casa, com a rejeição e a perplexidade de esposas, filhos, pais, parentes e amigos ao nosso modo de vida. Mesmo entre nossos pares, há quem use o seu conhecimento de crossdressing para nos marginalizar ou nos submeter. E, é claro, dentro da própria comunidade (?) transgênera, há subgrupos que claramente não nos aceitam e francamente nos combatem e rejeitam.

Isto não significa dizer que travestis e transexuais sejam culpadas de todos os problemas dos crossdressers. Longe disso. Transgeneridade é muito mais uma criação de uns mil anos de patriarcado, primeiro cristão, depois patriarcado científico, do que o tabu de homens usando vestuário feminino. A existência de um diagnóstico clínico para a transexualidade e a tecnologia médica para “trata-la” faz as crossdressers parecerem indesejosas de procurarem ajuda para o seu problema. De fato, muitas crossdressers não vêm a si mesmas como tendo problemas.

E isso leva embora uma razão para o crossdressing. No modelo transexual, usar vestuário feminino faz com que a imagem exterior coincida com a imagem interior. Crossdressers, entretanto, não buscam ser mulheres no sentido definitivo do termo. Assim, a imagem interior permanece masculina enquanto a exterior se transforma em feminina. E daí?

E eu ainda vou acrescentar mais. Quando feita de maneira adequada por uma crossdresser que dedica tempo e energia para aprender a criar uma imagem de qualidade, que aprende a arte e o uso da maquiagem, que observa cuidadosamente a moda e aquilo que é mais apropriado usar tendo em vista o seu biótipo, sua aparência exterior é grandemente melhorada. O uso apropriado de maquiagem e vestuário melhora a aparência de qualquer um, homem ou mulher.

Já encontrei pessoas muito atraentes que eram homens usando maquiagem e indumentária feminina. Não garotas espetaculares, apenas pessoas de boa aparência. Elas “passam”? Provavelmente não, mas sua aparência bem cuidada certamente mereceria o respeito e atenção de todos. Não havia nada imoral ou pernicioso na sua aparência ou no seu comportamento.


Muitos crossdressers (e transexuais) não sabem o suficiente a respeito do uso de maquiagem nem sobre o tipo de roupa que lhes cai melhor, nem o que está na moda. Muitos não sabem nem mesmo combinar peças e complementos de vestuário. O resultado disso é uma imagem sofrível. Mas essas coisas são itens que qualquer pessoa pode aprender e melhorar sensivelmente a partir da prática.

Infelizmente, os mesmos quesitos para ser crossdresser – um forte senso de si mesmo e uma natureza independente – também dificultam os crossdressers de se agruparem. Não é do perfil de pessoas com tais características se amontoarem em grandes rebanhos. Figuradamente, podemos dizer que o meio crossdresser é uma comunidade de capitães, cada um à procura de uma tripulação.

Teoricamente, qualquer crossdresser viveria com muito menos stress se permanecesse como um “homem normal”, vivendo o anonimato de uma vida de “homem normal”, fora do alcance de qualquer tipo de reprovação da sociedade.

Mas não é da natureza de quem é crossdresser. Ser CD significa expor a essência da sua própria natureza, ainda que isso desafie todos os cânones da sociedade, por representar a escolha de um caminho não-aceito e condenável.

Para isso é necessário um forte senso de si próprio, uma forte aceitação de si mesmo. É isto que faz um crossdresser. É isso que, de resto, faz qualquer pessoa realizar-se em qualquer coisa que venha a fazer na vida.

Do Casa Maite - Por  Yvonne é uma crossdresser casada com uma esposa S/O que mora em Albany, na região de Nova York. Seu site contém ótimos artigos e dicas para a vida de toda crossdresser.
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TransEmpregos: Maite Schneider explica as dificuldades que pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho

A partir do reconhecimento da dificuldade de pessoas trans conseguirem espaço no mercado de trabalho, o projeto TransEmprego foi criado em 2013 para diluir a exclusão devido à sua identidade.
O POVO - Quais são os desafios que as pessoas trans enfrentam no mercado de trabalho?
Maite Schneider - O maior desafio, primeiro, é vencer certos estigmas, preconceitos, que são muito negativos, que foram arraigados durante séculos na nossa sociedade, na nossa cultura que é machista, cristã, que tem a figura da pessoa trans como um pecado, suja, maldita. Depois de tirar esses estigmas, a gente tem que potencializar, porque foram anos que elas foram e ainda continuam sendo colocadas à margem da sociedade e sem poder ter uma inserção tanto na família quanto na escola, isso logicamente acarreta no mercado de trabalho. E posteriormente, melhorar as capacitações, fazer com que elas voltem a estudar, se capacitar, se profissionalizar cada vez mais.
OP - Quais os avanços conquistados no mercado de trabalho nos últimos 10 anos?
Maite - Um projeto como o TransEmprego, que tem cinco anos, não poderia nem ter chance de existir há dez anos, seria uma coisa impossível. As empresas estarem abertas também. Hoje, a gente tem a Atento que tem 78 mil funcionários no Brasil, 1.300 são trans. É possível sim essa transformação, de inserção real, de diversidade.
OP - Quantos homens e mulheres trans já conseguiram emprego pelo TransEmprego?
Maite - A gente não tem esse quantitativo, porque para a gente do TransEmprego, de uma a um milhão, o que a gente quer é fazer a inserção. A gente acaba trabalhando a questão das pessoas transgêneras, mas a gente abarca todas as diversidades. Se você quebrar esse preconceito que é um dos maiores que existe, de repúdio, de asco na sociedade com relação à pessoa transgênera, a gente consegue quebrar preconceitos com outras ditas minorias, mesmo que não quantitativas, mas políticas. Semana passada, a gente conseguiu empregar 15. Então, é muita gente. A gente vê que elas estão felizes, empregadas. Às vezes, as empresas que contratam querem mais, porque elas se dedicam muito, valorizam muito o emprego, muitas vezes é o primeiro emprego com 40 ou 50 anos de idade.
TransEmpregos 
Os interessados podem enviar currículos para o email marciademais@yahoo.com.

Do O Povo
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Reflexão e Desabafos: O Medo de ser Crossdresser


Ninguém precisa colocar anúncio no jornal dizendo que é crossdresser, que gosta de se vestir de mulher, de usar salto alto, de fazer maquiagem, essas coisas. Essas práticas são algo eminentemente pessoal, que não interessa a mais ninguém exceto, é claro, às pessoas que vivem muito próximas de nós, como esposas e filhos e - em grau menor - a pais, namoradas e amigos íntimos.

Ninguém precisa trombetear no local de trabalho que adora sair montada para divertir-se com as amigas e mergulhar nas baladas até o dia amanhecer.

Ninguém precisa contar para a vendedora que o batom que está comprando é para uso pessoal, assim como a calcinha ou o scarpin. A vendedora está na loja exclusivamente para vender, não para inteirar-se da vida de quem compra.

Ninguém precisa abrir uma comunidade no orkut ou entupir um site de fotos "en femme" a fim de afirmar-se como crossdresser.
 
A prática do crossdressing é perfeitamente legal e, tão longe quanto eu sei, perfeitamente normal.

Ilegal é usar drogas: - é conveniente uma crossdresser lembrar-se disso e se proteger disso.

Ilegal é roubar, como descaradamente roubam os homens públicos desse país, escondendo-se por trás de fachadas de “homens sérios”.

Assim como “anormal” é alguém deixar de fazer o que quer e pode em nome de limites auto-impostos, de estúpidos bloqueios concebidos apenas com o objetivo de jamais arriscar uma falsa e carcomida fachada de machão.

Anormal é sofrer e ser infeliz em nome de idiotices nas quais ninguém acredita mais, nem a própria pessoa, mas que continua a defender, feito uma "idiota programada", em nome de “parecer” aquilo que os “outros” gostariam que ela fosse.

Não existe coisa mais covarde do que crossdresser que sente vergonha de ser crossdresser. A ressalva vai para os sujeitos que realmente não são crossdressers, que se dizem crossdressers, mas são apenas internautas entediados com a vida ou fetichistas de fim-de-semana em busca de novas aventuras.

Não existe coisa mais ridícula do que esconder – até de si próprio – a condição de transgeneridade que a vida nos impôs. Não conheço nada mais fora de propósito do que “armário”. A menos, é claro, como eu disse antes, que o sujeito seja apenas um internauta que-não-achou-coisa-melhor-pra-fazer do que vestir a calcinha da mulher e exibir a bunda na internet, ou um fetichista que adora transar vestido de noiva.

Mas crossdresser "mesmo" não tem o direito de envergonhar-se de ser o que é. Porque não está fazendo gracinha pra ninguém. Porque esse é o estilo de vida que faz sentido para ele, que o deixa à vontade, que faz com ele entre em contato com as partes mais profundas, criativas e saudáveis do seu próprio ser.

Para uma “crossdresser mesmo”, vestir-se com roupas de mulher está longe de ser uma aventura inconseqüente e banal, empreendida na surdina, com o coração na boca, a boca seca, os olhos estatelados e as pernas trêmulas. Crossdresser "mesmo" veste-se de mulher porque, para ele, “faz sentido” vestir-se de mulher. Porque ele faz isso como forma de expressar a "parte feminina" - fortíssima - da sua própria personalidade. Parte feminina que às vezes é tão forte ao ponto de dominar a cena inteiramente e não permitir que a crossdresser volte à antiga condição de fachada, vivendo como homem - e empreenda uma dura jornada de transição.
Tampouco uma crossdresser veste-se de mulher com o objetivo claro, direto e explícito de praticar sexo "como uma mulher". Se o sexo acontecer – raramente acontece – terá sido como conseqüência natural de uma personalidade feminina plenamente assumida. Mas uma crossdressers jamais se servirá das vestes de mulher como mero "recurso de sedução" para levar alguém para a cama.

Ser crossdresser não é crime, não é falta grave, não é objeto de qualquer tipo de punição.

De onde vem, então, esse medo absurdo que leva mais de noventa por cento das crossdressers a jamais se manifestarem no mundo "real"? A se manterem trancadas dentro de si mesmas? A se isolarem, morbidamente, em seus armários, “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”?

Será simplesmente o medo, patético, da esposa achar o “fim da picada” seu marido vestir-se de mulher e partir para um rompimento ruidoso e cheio de malícia e traição? Ora, se uma mulher deixar o marido por uma revelação dessas, é porque ela já o havia deixado há muito tempo! Se há o mínimo de intimidade e cumplicidade na relação do casal, mulher nenhuma vai "botar a saia na cabeça" e sair gritando aos quatro ventos que o marido é um “maricón” só pelo fato dele revelar a ela que gosta de se vestir de mulher. E se a mulher fizer um escarcéu com a revelação, a "crossdresser confessa" terá ganho na "sorte grande" pois, agora, tem a oportunidade de livrar-se de um estropício desse tamanho "estacionado" em sua vida!!!

Será o medo da empresa - ou do sócio - descobrir esse aspecto da vida privada do indivíduo, chegando ao ponto de dispensa-lo por “justa causa”, rotulando-o de “bicha”, condenando-o a jamais encontrar uma colocação na vida? Também não deixaria de ser um grande favor que a vida estaria prestando à crossdresser livrar-se de uma vez por todas de uma empresa burra e preconceituosa ou de um sócio idem. Mas é que fica até difícil pensar de onde sairia o argumento para uma “dispensa desonrosa por justa causa” (a menos que a crossdresser tenha decidido romper o “dress code” da diretoria – que até as mulheres respeitam – comparecendo a uma reunião de trabalho de mini saia e meia arrastão... mas até nessa hipótese fica difícil configurar “justa causa”!)

Será o medo de perder os clientes? Isso também é uma deslavada bobagem pois, se os serviços são bons, de qualidade e de bom preço, dificilmente alguém deixará de freqüentar o consultório por saber eventualmente que o seu dentista gosta de sair à noite vestido de mulher. Só aqueles horrorosos fundamentalistas que vêem horror e pecado em tudo, por serem, eles próprios, horrorosos pecadores...

Seria o medo de sair às ruas, montadas, e serem apedrejadas pela sua feiúra, pela sua loucura, pela sua inadequação? Ora, mais uma vez, a menos que a pessoa saia, escandalosamente, "dando bandeira" em cada esquina da cidade, dificilmente sua presença será ao menos notada. Infelizmente até, pois crossdressers, narcisistas como são, simplesmente adoram ser notadas... Em todos os meus anos saindo em público eu jamais recebi pedradas e invariavelmente sempre fui muito bem tratada em todos os lugares que freqüentei. E olha que eu já fui montada até em culto religioso...

A maioria das crossdressers, que sofrem enclausuradas em seus armários, darão as causas acima como as principais – senão as únicas – razões para se manterem em seus auto-exílios. Para não se orgulharem de ser como a natureza as fez: - crossdressers. Para esconderem a sua condição transgênera até de si próprias. Para omitirem esse importante aspecto da sua personalidade até para as pessoas importantes da sua vida (pessoas importantes e não "todo mundo"; eu já disse, lá no início, que não se trata de publicar um anúncio na primeira página da edição de domingo...)

Entretanto, eu quero dizer que não são essas, definitivamente, as verdadeiras causas do medo de alguém se assumir crossdresser. Se as crossdressers se escondem, negam, rejeitam, disfarçam, lutam até para livrar-se dessa condição, é porque querem continuar posando de “homens machos”, apesar de não serem nem de perto aquilo que a sociedade rotula de “homens machos”. Porque desejam continuar fugindo da responsabilidade de se mostrarem ao mundo como realmente são ou seja, “pessoas diferentes”, que foram dotadas pela natureza com aspectos muito especiais, dentro do vasto espectro da diversidade humana.

É essa vergonha "de se ser o que se é" que trava, inibe, impede, bloqueia e enclausura crossdressers em seus armários. É o medo de se assumir transgênero, dentro do seu próprio grau de transgeneridade.

É a vergonha de não ser vista mais como homem ou, pior ainda, de passar a ser vista como mulher.

Duro estigma que há milênios paira sobre a cabeça do macho, assim como a condição homossexual ou a própria condição do "ser mulher".

Para mudar isso, é preciso que haja pessoas que se orgulhem de ser o que são, ou que simplesmente não se envergonhem disso.

Pessoas que não fiquem "roendo as unhas", se pelando de medo, cada vez que imaginam a mulher descobrindo essa sua estranha tendência que, afinal, não tem nada de estranha, posto que, em 98% dos casos, é manifestada ainda na primeira infância.

Pessoas que deixem o anonimato, espúrio e covarde, e venham se reunir aos seus iguais (sim! Existem muitos iguais nesse mundo! Ninguém está absolutamente só!)

Pessoas que consigam romper a lei do silêncio e passem a falar disso como fato normal em suas vidas. Como falariam se, eventualmente, contraíssem a gripe suína e tivessem que expor seus sintomas abertamente, sem nenhuma vergonha ou pudor de revelarem ao mundo o que sentem.

Pessoas que não se arrastem na calada da noite, feito almas penadas, cheias de "dedos e mesuras", num estranho ritual de dor e beleza, apenas para satisfazerem necessidades perfeitamente normais e aceitáveis, como a de se produzir como uma bela dama dos anos quarenta (sim, porque transgêneros invariavelmente não têm muito o que buscar nos dias de hoje em termos de inspiração, já que as mulheres estão se vestindo cada vez mais próximas do homem...)

Quanto mais pessoas transgêneras deixarem suas "tocas existenciais" e mostrarem-se à luz do dia, mais o mundo verá que somos normais, que somos comuns, que temos direito à vida e à expressão como qualquer homem ou mulher tem. Quem sabe, com o nosso "aparecimento", até a sociedade reconheça a existência de “outros gêneros” além dessa patética divisão homem-mulher.

Esse será um momento de grande evolução para toda a humanidade. Um momento de verdadeira consagração do respeito à diversidade humana.

Mas, para que ele aconteça, é preciso de gente que pare de murmurar entre as pregas a sua condição transgênera, como se, ao se revelar, estivesse confessando algum crime inafiançável.

Evidentemente, não se trata de uma convocação para quem brinca de se vestir de mulher, como se vivesse num carnaval permanente. Nem para quem vestir-se de mulher é apenas um fetiche sexual. Essas pessoas têm outras histórias, que devem ser respeitadas como qualquer história humana deve ser respeitada. Mas nós, crossdressers "mesmo", não podemos continuar dando ouvidos à fala desmotivadora dessas pessoas que, por teimarem em permanecer ocultas, tentam desqualificar qualquer esforço no sentido de resgatar a dignidade das crossdressers "mesmo", cuja condição transgênera é muito mais do que um passatempo ou um fetiche.

Essa é uma bandeira destinada às verdadeiras crossdressers, que conhecem, do fundo da alma, a dor e a delícia de se ser o que é. Que não sentem vergonha de se reconhecer como grupo de expressão transgênera. Que não sentem repúdio nem guardam "a devida distância" de outras expressões de gênero que também buscam resgatar a sua dignidade e o seu direito de se manifestar como pessoas comuns, na vida em sociedade.

Talvez as crossdressers, por toda a sua história constitutiva, pela maneira como foram forçadas a reprimir e manter oculta a sua identidade transgênera, ainda não tenham a maturidade suficiente para existir à luz do dia, sem o medo, absurdo, de não serem mais respeitadas por não estarem sendo “suficientemente homens”.

Mas, também, jamais terão essa maturidade, se não começarem a se orgulhar, publicamente, de ser identificadas como pessoas transgêneras, com direito ao mesmo grau de reconhecimento, reverência e dignidade devido a qualquer homem ou mulher existente nesse mundo.

Do Forum Espartilho - Autor: Letícia Lanz
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Sobre este blog

Aqui eu não sou homem ou mulher. Sou um adepto do crossdresing. Sou uma Crossdresser - CD ou CDzinha. Desde os 9 anos, adoro lingeries e roupas sexyes. Levo uma vida normal masculina e tenho uma vida clandestina feminina.

Me proponho aqui a falar um pouco de tudo, em especial das Crossdressers, dos transexuais, dos Travestis e da enorme comunidade
LGBT existente em todo o mundo. Um estilo de vida complicado e confuso (para alguns)... Este espaço também se presta para expor a minha indignação quanto ao ódio e preconceito em geral.

Observo que esse é um blog onde parte do que aqui posto pode ser considerado como orientado sexualmente para adultos, ou seja, material destinado a pessoas maiores de 18 anos. Se você não atingiu ainda 18 anos, ou se este tipo de material ofende você, ou ainda se você está acessando a internet de algum país ou local onde este tipo de material é proibido por lei, NÃO siga 'navegando'.

Sou um Crossdresser {homem>mulher} casada {com mulher - que nada sabe} e não sou um 'pedaço de carne'.

Para aqueles que eventualmente perguntam sobre o porque do termo 'Crossdresser GG', eu informo que lógico que o termo trata das minhas medidas. Ja que de fato visto 'GG'. Entretanto alcunhei que 'GG' de Grande e Gorda, afinal minhas medidas numéricas femininas para Blusas, camisetas e vestidos são tamanho: 50 e Calças, bermudas, shorts e saias são tamanho: 50.

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